CRENÇA DO MONOTEÍSMO (Aqiidat Tauhid) ()

 

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 CRENÇA DO MONOTEÍSMO (Aqiidat Tauhid)

E esclarecimento daquilo que a contraria dentre a idolatria maior e menor, a deturpação, a inovação e outros similares.

 Introdução

Todos louvores pertencem a Deus, o Senhor dos mundos e que a bênção e a paz estejam sobre o seu profeta, o verdadeiro, o honesto, nosso profeta Muhammad, sua família e todos seus companheiros. Este é livro de ciência de tauhid (unicidade), tive o cuidado nele em resumir com frases fáceis, extrai-o de muitas fontes dentre os livros dos nossos famosos teólogos muçulmanos, principalmente os livros do sheikh Al-Islam ibn Taimiyah, livros do sábio ibn Al-Qayyim, livros do sheikh do Islam Muhammad bin Abdulwahab e seus alunos dentre os imamos desta abençoada divulgação. E o que não há dúvida é que a ciência da crença islâmica é o conhecimento básico que deve ser preservado, aprendendo, ensinando e praticando suas obrigações; para que as obras sejam certas e aceites perante Deus e benéficas para o universo, visto que, estamos numa época em que abundam correntes desviadas; corrente de ateus, corrente de misticismo e monarquismo (tassawuf), corrente de adoradores de campas e ídolos (al-quburiyah al-wathaniyyah), corrente de inovadores que contrariam a orientação do profeta e todas são correntes perigosas, se o muçulmano não estiver armado com a arma da verdadeira crença baseada no Alcorão e Sunnah e aquilo que levaram os predecessores virtuosos, pois cabe a ela a remoção dessas correntes desviadas; e é por isso retornar-se ao completo cuidado para o aprendizado da verdadeira crença para os filhos muçulmanos através da sua essência original.

E que a paz e bênçãos estejam sobre o nosso profeta Muhammad, sua família e seus companheiros.

PRIMEIRO TEMA: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA CRENÇA

 Composto pelas seguintes secções:

Primeira secção: Significado de crença, esclarecimento de sua importância e sua consideração como base para edificação da religião.

Segunda secção: Fontes da verdadeira crença e o método dos predecessores ao recebe-la.

Terceira secção: O desvio sobre a crença e meios de sua abstenção.

 Primeira secção: Significado de crença, esclarecimento de sua importância, sua consideração como base para edificação da religião.

A crença no sentido linguístico: provem de juntar, que unir alguma coisa; creio em tal coisa: apeguei-me a ela de coração e consciência. Crença: é aquilo que o ser humano se orienta; diz-se: Tem uma boa orientação, ou seja, pacífica sem dúvidas. A crença é uma acção do coração, que é ter fé e acreditar em alguma coisa. A crença no sentido restrito da shariah: é a fé em Deus, em Seus anjos, Seus Livros, Seus mensageiros, o Dia do Juízo Final e a fé no destino, seja do bem ou mal, esses são denominados pilares da fé. E a shariah divide-se em duas partes: as crenças e as acções práticas. As crenças: são aquelas que não estão relacionadas as práticas; por exemplo a crença no Senhorio de Deus, obrigação da sua adoração e crença nos restantes pilares da fé mencionados anteriormente e são denominados bases (assliyyah). Acções práticas: são aquelas relacionadas a práticas como por exemplo a oração, o zakat, o jejum e o restante das acções práticas, são denominadas secundárias (far’iyyah); porque baseiam-se sobre aquelas (crenças) em termos de veracidade e falsidade.

A verdadeira crença é a base que a religião se orienta e com ela as acções são correctas; como o Altíssimo diz: <> (Al-Kahf:110). E o Altíssimo diz: << E com efeito, foi-te revelado e aos que foram antes de ti. Em verdade, se idolatras, teus actos anular-se-ão e certamente serás dos perdedores.>> (Aprumar: 65). E diz o Altíssimo: << Então, adora a Deus, sendo sincero com Ele na devoção. Ora, de Deus é a pura devoção...>> (Az-Zumar: 2-3). Estes versículos sagrados e os que aparecem com o seu significado e são muitos mostram que as acções não são aceites, excepto quando são livres da idolatria e por isso a preocupação dos mensageiros – Que as bênçãos de Deus e a paz estejam sobre eles – era primeiro consertar a crença, no entanto, a primeira coisa que eles convocavam seus povos era a adoração a Único Deus e abandono da adoração de outra coisa além d’Ele; como o Altíssimo diz: << Em verdade, enviamos para cada povo um mensageiro, para dizer:

Adorai a Deus e evitai o sedutor (at-taghut). An-Nahl: 36.

E todo mensageiro quando dialoga com seu povo diz: <<Ó povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade verdadeira além d'Ele.>> (Al-Araaf: 59).

Disseram isso: Noé, Hud, Saaleh, Shoaib, e o resto dos profetas para seus povos. Após a revelação o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – permaneceu em Meca 13 anos convocando as pessoas para o monoteísmo (tauhid) e melhora na crença; porque ela é a base para a edificação da religião. Os pregadores e benfeitores de todos tempos seguiram os passos dos profetas e mensageiros, começando a convocação para o monoteísmo e a melhora na crença, em seguida dirigiam-se para ordenar os restantes mandamentos da religião.

 Segunda secção: Fontes da verdadeira crença e o método dos salaf ao recebe-la.

Crença determinada (aqiidat tauqiifiyyah); não se confirma sem a evidência da shariah, não há espaço de opinião ou investigação, e em seguida as suas fontes estão limitadas naquilo que aparece no Alcorão e Sunnah; pois ninguém sabe mais sobre Deus e o que é obrigado para ele e o que lhe aflige, que Deus; e não existe alguém depois de Deus que sabe sobre Deus, mais que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele -, por isso o método dos predecessores virtuosos e seus seguidores ao receber a crença foi limitada ao Alcorão e Sunnah. Aquilo que o Alcorão e Sunnah mostraram sobre o direito de Deus, o Altíssimo, acreditaram, creram e praticaram-no. E aquilo que o Alcorão e Sunnah do seu mensageiro não mostraram, desmentiram que seja de Deus e rejeitaram; por isso não houve divergência entre eles na crença, pois a crença deles era única, o grupo deles era único; porque Deus é guardião para aqueles que se apegam a Seu Livro e a Sunnah de Seu mensageiro por se unirem na palavra, a veracidade nas crenças e unidos na orientação; o Altíssimo diz: << E agarrai-vos todos à corda de Allah e não vos separeis.>> (Al-Imram: 103). E o Altíssimo diz: <> (Ta-Há: 123). Por isso denominaram seita salva; porque o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – testemunhou para eles a salvação quando informou-os sobre a divisão da nação em 73 seitas e que todos irão ao inferno excepto uma, e quando foi perguntado dessa única (seita), ele disse: “É aquela que hoje segue meu exemplo e dos meus companheiros.” (Narrado por Ahmad).

Aconteceram provas daquilo que o profeta – Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele – informou, quando algumas pessoas edificaram suas crenças sem orientação do Alcorão e Sunnah, dentre a teologia (ilm al-kalam), as regras da lógica herdadas de filósofos gregos; aconteceram perdições e divergências que resultaram na controvérsia da palavra e dispersão dos grupos, e culminou a edificação da comunidade islâmica.

 Terceira secção: O desvio na crença e meios de sua abstenção.

 Explanação pelo qual o desvio sobre a crença é destruição e perdição

O desvio sobre a verdadeira crença é destruição e perdição; porque a verdadeira crença é forte suporte para as acções benéficas e o indivíduo sem a verdadeira crença fica preso nas ilusões e dúvidas que talvez só se acumulam sobre ele, então encobre-lhe a verdadeira visão para os caminhos da vida feliz; até afligir-se da sua vida, em seguida tenta livrar-se dessa extremidade acabando com a sua vida mesmo sendo por suicídio, como acontece com muitos indivíduos que perderam a orientação da verdadeira crença. E a sociedade que não é dominada pela verdadeira crença é uma sociedade insensata, perde todos requisitos da vida feliz; mesmo possuindo muitos requisitos da vida material que muitas vezes o conduzem para a destruição, como é visto nas sociedades incrédulas; pois estes requisitos materiais necessitam de direcção e orientação; para aproveitar de suas particularidades e benefícios e não existe orientador fora da verdadeira crença; o Altíssimo diz: << Ó mensageiros, comei das coisas benignas e fazei o bem. >> (Al-Muminun: 51). E o Altíssimo diz: <(e dissemos): Ó montanhas, ó pássaros, repeti com ele os louvores de Deus. E lhe fizemos maleável o ferro. (E lhe dissemos): Faze com ele cotas de malha e ajusta-as! Praticai o bem, porque bem vemos tudo quanto fazeis. E fizemos o vento (obediente) a Salomão, cujo trajecto matinal equivale a um mês (de viagem) e o vespertino a um mês (de viagem). E fizemos brotar, para ele, uma fonte do cobre, e proporcionamos génios, para trabalharem sob as suas ordens, com a anuência do seu Senhor; e a quem, dentre eles, desacatar as Nossas ordens, infligiremos o castigo do tártaro. Executaram, para ele, tudo quanto desejava: arcos, estátuas, grandes vasilhas como reservatórios e resistentes caldeiras de cobre. (E dissemos): Trabalhai, ó familiares de Davi com agradecimento! Quão pouco são os agradecidos, entre os Meus servos!>> (Sabá: 10-13). Portanto, a força da crença não deve se distorcer pela força material; se ela se distorcer através do desvio das falsas crenças, a força material torna-se meio de destruição e perdição; como é visível hoje nos países incrédulos que possuem bens materiais mas não têm uma crença verdadeira.

 RAZÕES PARA O DESVIO DA VERDADEIRA CRENÇA

 O desvio da verdadeira crença tem razões que devem ser conhecidas, dentre as mais importantes:

1. Ignorância da verdadeira crença; por razões de relutância em sua aprendizagem e seu ensino, ou pouca atenção e cuidado por ela; até surgir uma geração que não sabe essa crença, e nem sabe o que a diverge e a contraria; então, crê que o certo é falsidade e o errado é a verdade; conforme Umar bin Al-Khattab – Que Deus esteja satisfeito com ele -  disse: “Na verdade os efeitos do Islam destroem-se quando no Islam surge aquele que não conhece as coisas de ignorância.” 

2. Fanatismo daquilo que eram os pais e avôs, e o apego nele mesmo sendo falsidade, e o abandono aquilo que o contraria mesmo sendo o certo; conforme o Altíssimo diz: <> (Al-Bacara: 170).

3.A imitação cega levando as palavras de pessoas sobre a crença sem conhecimento de sua evidência e conhecimento da sua veracidade, como é a realidade das seitas divergentes dos jahmiyyah e mu’tazilah, os asha’irah e sufis e outros similares, pois imitaram os antepassados antes deles dentre os imamos da perdição; então, perderam-se e desviaram-se da verdadeira crença.

4. O exagero nos devotos e benfeitores, e elevação deles acima dos seus níveis; onde acredita-se naquilo que não são capazes, excepto Deus, dentre trazer o benéfico e afastar o prejuízo, e toma-los como intermédios entre Deus e sua criatura no atendimento das necessidades e na resposta das súplicas; até interpretarem o assunto para a adoração deles além de Deus e aproximação de seus túmulos através de sacrifícios promessas, súplicas, pedido de ajuda e reforço, como aconteceu com o povo de Noé em relação aos benfeitores, quando disseram: <(uns com os outros): Não abandoneis os vossos deuses, nem tampouco abandoneis Wadda, nem Sua'a, nem Yaguça, nem Ya'uca, nem Nassara.>> (Nuh: 23). E como acontece hoje dentre os adoradores de túmulos em muitas regiões.

5. Negligência na reflexão dos sinais cósmicos de Deus, e os versículos de Deus no Alcorão, o fascínio pelas ofertas da civilização material; até pensaram que elas são determinadas somente pelo ser humano; e começaram exaltar o ser humano, e acrescentam essas ofertas para seu suporte e invenções; como o Qaarun disse antes: << Isto me foi concedido, devido a certo conhecimento que possuo.>> (Al-Qassas: 78). E como o ser humano diz: <(mérito) meu.>> (Fussilat: 50). <> (Az-Zumar: 49). E nem reflectiram e observaram a grandeza de quem fez existir estes materiais e depositou estas particularidades notáveis, fez existir os humanos e deu a capacidade de explorar estas particularidades e se beneficiar delas: << Enquanto Allah criou-vos e ao que fazeis?>> (Saffat: 96). << E não olharam para o reino dos céus e da terra e para todas as coisas que Allah criou.>> (Al-Araf: 185). <> (Ibraimo: 32-34). 6- Geralmente a casa está desprovida de orientação adequada; o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Toda criança nasce com uma natureza perfeita, então seus pais induzem-no ao judaísmo ou cristianismo ou aos adoradores de fogo (majússi).” (Bukhari e Muslim). Portanto, os pais têm um grande papel na correcção direccionada a criança.

7- Hesitação dos meios de ensino e de comunicação na maior parte do mundo islâmico em cumprir o seu papel, geralmente os programas de ensino não dão grande importância os aspectos da religião, ou na essência não se importam, os meios de comunicação visual e audiovisual geralmente tornaram-se ferramenta de destruição e desvio, ou se preocupam com coisas materiais e entretenimento, não se importam com a ética e o cultivo da verdadeira crença e a resistência das correntes desviantes; para que surja uma geração mais preparada diante do exército ateu que não é submetido pela sua resistência.

 MEIOS DE PREVENÇÃO NO DESVIO DA VERDEIRA CRENÇA

 Os meios de prevenção do desvio resumem-se pelo seguinte:

  1. Retornar para o Livro de Deus – Exaltado e Majestoso – e para a Sunnah de seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – para receber as crenças verdadeiras das duas fontes, como os predecessores virtuosos obtinham suas crenças das duas fontes, e não melhorará o último (individuo) dessa nação excepto pela melhora das primeiras nações, com o acesso as doutrinas das seitas perdidas e o conhecimento de seus actos duvidosos para responde-los e abster-se deles; pois, aquele que não conhece o mal é provável que caia nele.
  2. O cuidado pelo ensino da verdadeira crença – crença dos predecessores virtuosos -  em várias fases de ensino. E a oferta de aulas adequadas do programa de ensino e a máxima importância de inspecção dos exames nesta matéria.
  3. Determinar estudos dos livros puros dos predecessores e abster-se dos livros das seitas desviadas como os sufis e inovadores, os jahmiyyah e mu’tazilah, os ashá’irah e al-maturidiyyah, e outros. Só se for para conhece-los e responder o que contém de falsidade e prevenir-se dela.
  4. Acção dos divulgadores em renovarem para as pessoas a crença dos predecessores e responderem as perdições desviantes.

 SEGUNDO TEMA: EXPLICAÇÃO SOBRE O SIGNIFICADO DE TAUHID (UNICIDADE) E SEUS TIPOS

Tauhid (Unicidade): é designar Deus pela criação e contemplação, adorá-lo com sinceridade e abandonar a adoração a outras divindades, firmar o que Ele tem dentre os melhores nomes e qualidades supremas e afasta-lo de todas falhas e defeitos; é através dessa definição que engloba todos três tipos de unicidade e sua explicação é a seguinte:

 TAUHID RUBUBIYYAH (Unicidade no Senhorio)

Composto pelas seguintes secções:

Primeira secção: Sobre o esclarecimento do significado de tauhid rububiyyah (unicidade no Senhorio), a sua natureza e a aprovação dos idólatras nele.

Segunda secção: sobre o esclarecimento do conceito da palavra “Senhor” no Alcorão e Sunnah e a percepção das nações desviadas no tema sobre o “senhorio”, e as réplicas contra elas.

Terceira secção: sobre o esclarecimento da subordinação do universo na submissão e obediência a Deus.

Quarta secção: sobre o esclarecimento do método do Alcorão na aprovação da unicidade de Deus na criação e no sustento e outros.

Quinta secção: sobre o esclarecimento da necessidade de unir tauhid rububiyyah (unicidade no Senhorio) pelo tauhid al-uluhiyyah (unicidade na Divindade).

 Primeira secção: Sobre o esclarecimento do significado de tauhid rububiyyah (unicidade no Senhorio), a sua natureza e a afirmação dos idólatras sobre ele

Tauhid (Unicidade): no seu amplo significado é a crença pela designação de Allah, o Altíssimo, pelo Senhorio e a sinceridade na sua adoração, e firmar o que         Ele tem nomes e atributos; e são três tipos: Tauhid rububiyyah (unicidade no Senhorio), tauhid uluhiyyah (unicidade na divindade) e tauhid assmá wa sifaat (unicidade nos nomes e atributos); cada tipo tem significado e é preciso seu esclarecimento, para que se determine as diferenças entre esses tipos:

 TAUHID RUBUBIYYAH (UNICIDADE NO SENHORIO)

É designar Deus, o Altíssimo pelas suas obras; crer que Ele é o Único Criador de todas as criaturas: <> (Az-Zumar: 62). E Ele é o Sustentador de todos animais, seres humanos e outros: << Não existe criatura sobre a terra cujo sustento não dependa de Deus.>> (Hud: 6). Ele é o Soberano da soberania, o contemplador de todos assuntos mundanos, governa e segrega, dignifica e humilha, é capaz de todas as coisas, comanda a noite e o dia, dá a vida e concede a morte: << Dize: Ó Deus, Soberano da soberania! Tu concedes a soberania a quem queres e tiras a soberania a quem queres. E dás o poder a quem queres e envileces a quem queres. O bem está em Tua mão. Por certo, Tu, sobre todas as coisas és Onipotente. Inseres a noite no dia e inseres o dia na noite, e fazer sair o vivo do morto e fazes sair o morto do vivo, e dás o sustento, sem conta a quem queres.>> (Al-Imran: 26-27).E Deus, Glorificado seja, negou em ter parceiros na soberania ou um ajudante, assim como negou em ter parceiros na criação e no sustento; o Altíssimo disse: <> (Lucman: 11). E o Altíssimo diz: << Ou quem é este que vos dará sustento, se Ele retêm Seu sustento?>> (Al-Mulk:21). Assim como anunciou sua designação pelo Senhorio para todas suas criaturas, dizendo: <> (Al-Fátiha: 2). E Ele diz: <> (Al-Araf: 54).

Deus deu o instinto natural a todas suas criaturas sobre o reconhecimento pelo seu Senhorio, até mesmo os idolatras que atribuem parceiros a Ele na adoração, reconhecem sua designação pelo seu Senhorio; conforme o Altíssimo diz: < lhes: Quem é o Senhor dos sete céus e o Senhor do Trono Supremo? Responderão: Deus! Pergunta-lhe mais: Não (O) temeis, pois? Pergunta-lhes, ainda: Quem tem em seu poder a soberania de todas as coisas? Que protege e de ninguém necessita protecção? (Respondei) se sabeis! Responderão: Deus! Dize-lhes: Como, então, vos deixais enganar?>> (Al-Muminun: 86-89).

Portanto, esta unicidade não foi contrariada por um grupo conhecido dentre os filhos de Adão; pois os corações naturalmente reconhecem-na; é grandioso por reconhecerem naturalmente além de outras coisas existentes; conforme disserem os mensageiros daquilo que Allah conta sobre eles: <> (Ibrahim: 10). E o mais conhecido que ignorou e demonstrou a rejeição de existência do Senhor, é o faraó, e ele no íntimo estava convencido; conforme o Moisés disse para Ele: <> (Al-Isrá: 102). E disse sobre ele e a seu povo: << E negaram-nos, injusta e soberbamente, enquanto suas almas se convenciam deles.>> (An-Naml: 14). Assim como hoje, há quem nega a existência do Senhor dentre os comunistas, eles negam aparentemente por obstinação; eles no seu íntimo precisam reconhecer que não há um ser existente sem que haja aquele que fez existir, e não há uma criatura sem que exista o Criador, e não há vestígios sem que exista alguém que fez existi-los; o Altíssimo diz: <> (At-Tur: 35-36). Observe todo universo, na sua parte superior e inferior, com todas as suas partes; encontrarás testemunhas que provam seu Criador, o Fundador e seu Soberano. No entanto, negar o seu Criador e rejeitar nas mentes e por natureza é mesma coisa negar e rejeitar a ciência, não há diferença entre as duas coisas com aquilo que se gabam os comunistas hoje de negar da existência do Senhor; isso é uma questão de relutância e confisco de mentes e ideias certas, e aquele que estiver de acordo com isso já enganou sua mente e convocou as pessoas para a sua zombaria.

 Segunda secção: Sobre o esclarecimento do conceito da palavra “senhor” no Alcorão e Sunnah e a percepção das nações desviadas

 Entendimento da palavra “RABB” no Alcorão e Sunnah

“Senhor” na essência: é originar alguma coisa de uma situação para outra até completar. E não se usa a palavra “senhor” absolutamente excepto para Deus, o Altíssimo, o Guardião daquilo que interessa as criaturas; como por exemplo o seu dito: << O Senhor dos mundos.>> (Al-Fatiha: 2); << Vosso Senhor é o Senhor dos vossos pais antepassados.>> (Ach-Chuará: 26). E não se denomina para outro alguém excepto acrescentando um sufixo, como se diz: senhor da moradia; senhor do cavalo; significa: o seu proprietário. E dele é o dito do Altíssimo contando sobre o profeta José – Que a paz esteja sobre ele - : << Menciona-me junto de teu senhor. Mas satanás fê-lo esquecer a menção a seu senhor.>> (Yussuf: 42). E o dito do Altíssimo: << Retorna a teu senhor.>> (Yussuf: 50). << Quanto a um de vós, ele dará vinho de beber a seu senhor.>> (Yussuf: 41).

E o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse sobre o camelo perdido: “Até encontrar o seu senhor.” (Bukhari e Muslim). Com isso ficou claro que: a palavra “Senhor” denomina-se a Deus de forma definida ou acrescentada ao sufixo; e diz-se: O Senhor, ou Senhor dos mundos, ou Senhor dos humanos; não se pode pronunciar a palavra “senhor” sem ser Deus excepto com acréscimo (de sufixo); exemplo: senhor da moradia, senhor da casa, o senhor dos camelos.

E o significado de: “Senhor dos mundos” é: o seu Criador e Proprietário, o seu Consertador, o Mestre de suas dádivas, e pelo envio de seus mensageiros, a revelação de seus livros, o Recompensador sobre as suas acções. O sábio ibn Al-Qayyim – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: < Na verdade, o Senhorio exige a ordem dos servos e suas proibições, e a recompensa dentre seus benfeitores é retribuído com o seu bem, e a recompensa dentre seus malfeitores é pela sua maldade.> Esta é a realidade do Senhorio (rububiyyah).

 Percepção da palavra “RABB” na visão das seitas desviadas

Deus criou a criatura com naturalidade sobre a unicidade, e conhecimento sobre o Senhor, o Criador – Glorificado seja – conforme Deus o Altíssimo diz: << Então, ergue a tua face para a religião, sendo monoteísta sincero. Assim é a natureza feita por Deus – segundo a qual Ele criou os homens. Não há alteração na criação de Deus.>> (Ar-Rum: 30). E o Altíssimo diz: << Quando teu Senhor tomou dos filhos de Adão – do dorso deles – seus descendentes e fê-los testemunhas de si mesmos, dizendo-lhes: não sou vosso Senhor? Disseram: Sim, testemunhamo-los.>> (Al-Araf: 172). No entanto, reconhecer o Senhorio de Deus e orientar-se a ele é algo natural, e a idolatria é um acontecimento emergente; o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Toda criança nasce com uma natureza perfeita, mas os pais o orientam para o judaísmo ou cristianismo ou tornam-no adorador de fogo (majússi).” (Bukhari e Muslim). Se o servo for abandonado por sua natureza, seguiria para a unicidade (de Deus) mesmo antes da convocação dos mensageiros; unicidade que através dela os mensageiros vieram, bem como foram revelados os livros, demonstra os sinais cósmicos; mas a educação desviante e o ambiente ateu são as que mudam a orientação da criança, em seguida os filhos imitam os pais na perdição e desvio.

Deus, o Altíssimo, diz no hadith al-qudssi: << Criei meus servos monoteístas, mas o satanás desviou-os.>> (Muslim e Ahmad); Ou seja: o satanás induziu-os para adoração de ídolos, tomando-os como senhores além de Deus; então caíram na perdição e erro, na dispersão e divergência; todos tomam para si um “senhor” para adora-lo e não “senhor” do outro; porque quando eles abandonaram o verdadeiro “Senhor”, foram afligidos em tomar falsos senhores; conforme o Altíssimo diz: << E esse é Deus, vosso verdadeiro Senhor. E o que há para além da verdade, senão o descaminho?>> (Yunus: 32). E a perdição não tem limite e nem fim, ela é necessária para todo aquele que menospreza sobre seu verdadeiro Senhor; Deus, o Altíssimo diz: << Que é melhor: divindades dispersas ou Deus, o Único, o Dominador. Não adorais, ao invés d’Ele senão nomes que nomeastes, vós e vossos pais, dos quais Deus não fez descer comprovação alguma.>> (Yussuf: 39-40).

E a idolatria no Senhorio considerando estabelecer criadores idênticos nas descrições e acções é vedado, pois alguns idólatras alegam que suas divindades possuem algum comando sobre o Universo, o satanás os zomba na adoração dessas divindades, zomba a cada povo de acordo o seu juízo, algum grupo convoca-os para a sua adoração por uma vertente que eles exaltam os mortos que suas imagens foram transformadas em ídolos, como o povo de Noé; e um grupo transformou os ídolos em imagens de planetas que eles alegam que dão efeito sobre o mundo e fizeram para eles casas e cuidadores. E se divergiram na adoração destes planetas: entre eles há quem adora o sol, outros adoram a lua, outros adoram além desses planetas; até construíram para eles uma estrutura, cada planeta uma estrutura específica; entre eles há quem adora o fogo, que são os majússi, entre eles há quem adora a vaca como na Índia, outros adoram os anjos, outros adoram as àrvores e pedras, entre eles há quem adora os túmulos e santuários, e a razão de tudo isso é que estes imaginaram nessas coisas algo de particularidade do Senhorio. Alguns deles alegam que esses ídolos representam o/as ausentes; ibn Al-Qayyim diz: < A consideração do ídolo na essência era na forma de uma divindade ausente, então fizeram na sua forma, aparência, imagem, para que seja o seu substituto de seu lugar e representando o seu lugar. É bem sabido que uma pessoa com juízo não esculpe uma madeira ou pedra coma sua mão, em seguida crer que ele é seu deus e sua divindade...>        Assim como os adoradores de túmulos no passado e actualmente, alegam que estes mortos intercedem para eles, e intermedeiam para eles perante Deus no atendimento de suas necessidades, e dizem: << Não os adoramos senão para que eles nos aproximem bem perto de Deus.>> (Az-Zumar: 3). << E eles adoram além de Deus, o que não os prejudica nem os beneficia, e dizem: Estes são nossos intercessores perante Deus.>> (Yunus: 18). Assim como alguns idólatras árabes e cristãos alegaram nas suas divindades que elas são filho de Deus; os idólatras árabes adoraram os anjos alegando que são filhas de Deus; e os cristãos adoraram o Messias – Que a paz esteja com ele – alegando que ele é filho de Deus.

 A réplica sobre estas falsas alegações:

Deus replicou todas essas alegações falsas pelo seguinte:

a-      Replicou sobre os adoradores de ídolos com o seu dito: << Considerai Al-Lát e Al-Uzza. E a outra, a terceira (deusa), Manata.>> (An-Najm: 19-20). O significado dos versículos como o Qurtuby disse: Viram estes deuses! beneficiam ou prejudicam, para que sejam parceiros de Deus, o Altíssimo? E será que eles se defenderam quando o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele – e seus companheiros – Que Deus esteja satisfeitos com ele - quebraram e destruíram! E o Altíssimo diz: << E recita-lhes (ó Mensageiro) a história de Abraão. Quando perguntou ao seu pai e ao seu povo: O que adorais? Responderam-lhe: Adoramos os ídolos, aos quais estamos consagrados. Tornou a perguntar: Acaso vos ouvem quando os invocais? ou,  por outra, podem beneficiar-vos ou prejudicar-vos? Responderam-lhe: Não; porém, assim encontramos a fazer os nossos pais.>> (Ach-Chuará: 69-74). E eles concordaram que estes ídolos não ouvem a súplica, não beneficiam e nem prejudicam, mas sim adoraram por imitação a seus pais e a imitação é uma prova falsa.

b-      E replicou sobre aquele que adora planetas, sol e a lua com o seu dito: << O sol, a lua e as estrelas estão submetidos ao Seu comando.>> (Al-Araf: 54). E com o seu dito: <> (Fussilat: 37).

c-      Réplica sobre aquele que adora os anjos e a Messias – Que a paz esteja sobre eles – alegando que é filho de Deus, com o dito do Altíssimo: <> (Al-Muminun: 91). E com o seu dito: << Como teria Ele um filho, enquanto não tem companheira?>> (Al-Aniam: 101). E com o seu dito: <> (Al-Ikhláss: 3-4).

 Terceira secção: O universo e sua natureza na submissão e obediência a Deus.

Na verdade, todo o universo com o seu céu e a terra, seus cosmos e planetas, seus animais, árvores, cidades, terras, mares, seus anjos, génios e seres humanos; todos inclinam-se para Deus, obedientes de sua ordem universal; o Altíssimo diz: <> (Al-Imran: 83). E o Altíssimo diz: <> (Al-Bacara: 116). <> (An-Nahl: 49). <> (Al-Hajj: 18). <> (Ar-Rad: 15). No entanto, todas essas espécies e universo dirigem-se para Deus, submetem-se a sua Soberania; movem-se de acordo a sua vontade e obediência a sua ordem, não se opõem nada d’Ele, cumprem seus deveres e executam seus resultados com uma ordem precisa, isentam o Criador deles de falhas, incapacidade e defeitos; o Altíssimo diz: << Os setes céus, a terra e tudo quanto neles existe glorificam-no. Nada existe que não glorifique os Seus louvores! Porém, não compreendeis as suas glorificações.>> (Al-Isrá: 44).

Estas criaturas, o falante e o mudo, o vivente e morto, todos são obedientes a Deus, dirigem-se a sua ordem universal e todos isentam Deus sobre as falhas e defeitos em tons actuais e na língua experimental. Quanto mais o consciente reflecte sobre estas criaturas; sabe que foram criadas da verdade para a verdade e elas são servidoras, não tem nenhum comando nem negligencia sobre a ordem do seu Comandante; no entanto, todos são ligados ao Criador pela natureza deles.

O sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: em algumas vertentes:

Uma delas: A consciência deles que necessitam d’Ele. Outra: A rendição e submissão deles que acontece sobre eles pela sua vontade e aquilo que Ele quer. E outra: Suas suplicas a Ele durante a emergência. E o crente rende-se para a ordem do Seu Senhor por agrado, assim como, aquilo que ele consegue dentre as adversidades, ele faz aquilo que é ordenado dentre a perseverança e outros por obediência, inclina-se a Ele por agrado.> O descrente está sujeito a ordem de Seu Senhor do Universo, a prostração das criaturas refere-se a rendição, a prostração de todas coisas é como lhe convém, prostração que lhe convém e constitui a rendição para o Senhor e a invocação de todas coisas é como lhe convém na realidade e não metaforicamente. E o sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah – Que Deus seja misericordioso com ele – disse sobre o dito do Altíssimo: <> (Al-Imran: 83). Ele disse: < O Glorificado menciona submissão das criaturas de bom e mau agrado, porque todas as criaturas se submetem a devoção completa a Ele; seja reconhecendo esta posição ou negando; e eles devem a Ele ordenadamente; eles submissos a Ele por de bom ou mau agrado, e nenhuma das criaturas deve sair daquilo que Deus quis para ele ou determinou ou destinou, e não há mudança e nem poder a não ser por Ele, e Ele Senhor dos mundos e seu Soberano, comanda-os como Ele quer, e Ele é o Criador de todos eles, o Iniciador e Configurador deles e tudo além dele é criado inventado, criação pobre e necessitado, adorado subjugado; e Ele é o Glorificado, o Único, o Dominador, o Criador, o Iniciador e Configurador.>

 Quarta secção: Sobre o esclarecimento do método do Alcorão na aprovação da existência do Criador e sua unicidade

O método do Alcorão na aprovação da existência do Criador e sua unicidade é o método que consistente com a natureza recta, e mentes sãs, e isso por estabelecer evidencias correctas que convencem a mente e consente com ela a controvérsia; e disso:

 É sabido por necessidade que o incidente precisa ter um causador:

Esta questão é necessária e é conhecida naturalmente; até para crianças; pois quando a criança é batida com alguém enquanto ela está distraída e não a enxerga, diria: Quem me bateu? Se dizerem para ele: Ninguém te bateu; sua mente não aceitará que a batida aconteceu sem um causador; se for dito: o fulano te bateu, chora até que ele bata na pessoa que o bateu; por isso o Altíssimo diz: <> (At-Tur: 35). E esta é uma parte limitada, Deus citou em forma de uma interrogação mas detestando; para esclarecer que estes princípios são conhecidos por necessidade, não é possível nega-los; Ele diz: <> Ou seja: Sem um Criador que os criou, ou eles criaram a si mesmos? E as duas situações são falsas, então, especifica-se que eles têm o Criador que os criou, que Deus – Glorificado seja - , não existe outro criador além d’Ele; o Altíssimo diz: << Essa é a criação de Deus, então fazei-me ver o que criaram os outros além d’Ele.>> (Luqman: 11). <> (Al-Ahqaf: 4).<< Ou fazem a Deus parceiros, que tenham criado algo como Sua criação, de tal modo que a criação lhes pareça similar? Dize: Deus é o criador de todas as coisas. E Ele é Único, o Dominador.>> (Ar-Rad:16).<> (Al-Hajj: 73). << E os que eles invocam além de Deus, nada criam, enquanto eles mesmos são criados.>> (An-Nahl: 20). <> (An-Nahl: 17).E mesmo com essa a repetida contestação, não deixou ninguém alegar que criou alguma coisa, em nenhuma hipótese – preferindo provar isso – no entanto, especificou que Deus, Glorificado seja, é o Criador, o Único que não possui parceiro.

 Regularidade de todos assuntos mundanos e sua precisão:

A evidência mais clara é que o Seu Comandante é o Único Deus, Único Senhor que não tem parceiro e não há oponente.

O Altíssimo diz: << Deus não tomou para Si filho algum e não há com Ele divindade alguma, nesse caso, cada divindade haver-se-ia ido com o que criara, e alguns deles se haveriam sublimado em arrogância, sobre outros.>> (Al-Muminun: 91). Portanto, as verdadeiras divindades precisam ser criadores, activos, se o Glorificado tivesse com Ele outra divindade que lhe associasse na Sua soberania – o Altíssimo Deus – teria para ele criatura e acção, deste modo não o agrada a parceria com outras divindades; até se essas divindades fossem capazes de dominar seu parceiro e isolarem-se com a soberania e a divindade além dele, esses fariam. Se não for capaz disso, isola-se com a sua parte na soberania e na criação; como se isolam os reis mundanos uns aos outros pela soberania deles, então, acontece a divisão. Portanto, precisa uma das três coisas:

a- Pode haver domínio um do outro e isola-se com a soberania além do outro.

b- Ou isolar-se cada um deles com outro com a sua soberania e criação; e acontece a divisão.

c- Ou permanecem sob única soberania comandados nela como Ele quer, e torna a Única Divindade verdadeira e eles como seus servos.

Esta é a realidade, no mundo não aconteceu a divisão e nem falhas; o que mostra que o Seu Comandante é Único, não tem seu oponente, e que seu Soberano é Único que não tem parceiros.

 Aproveitamento das criaturas para o desempenho de suas funções e o cumprimento de suas particularidades:

Não existe criatura que desobedece ou nega seu desempenho neste Universo, essa foi a evidência de Moisés – Que a paz esteja sobre ele – quando o Faraó lhe questionou: <(o Faraó): E quem é o vosso Senhor, ó Moisés?>> (Ta-Há: 49), e Moisés deu uma resposta satisfatória e suficiente, dizendo: << Nosso Senhor é quem deu a cada coisa sua aparência, em seguida, guiou-a.>> (Ta-Há: 50); ou seja: Nosso Senhor que criou todas as criaturas e deu a cada criatura a sua merecida aparência, dentre as de grande porte, pequeno porte, médio e todas as características, em seguida orientou cada criatura para aquilo que Ele criou, e esta orientação é significativa e inspiração, é uma orientação completa e visível em todas as criaturas, por isso encontras cada criatura se movendo para aquilo que foi criado para ele dentre os benefícios e na sua defesa dos prejuízos, até Deus deu aos animais uma sensação que possibilita eles fazerem o que lhes beneficia e afastar-se daquilo que os prejudica, e aquilo que provem d’Ele desempenha sua função na vida, e isso conforme o dito do Altíssimo: <> (Sajda: 7).

Então, quem criou todas as criaturas e concedeu suas melhores criações – aquele que não propõe as mentes acima da sua bondade – e guio-as para seus interesses, é o Senhor na realidade, e rejeita-lo significa rejeitar grandes coisas existentes, e é abstinência e audácia pela mentira, pois Deus concedeu as criaturas todas coisas que elas necessitam no mundo, em seguida guiou-as para o caminho benéfico, e não há dúvidas que Ele deu cada espécie sua aparência e configuração adequada, e deu cada macho e fêmea uma aparência adequada da sua sexualidade, no matrimónio, conjunção e na união, colocou cada membro na sua forma apropriada para benefícios dependentes dele, e nesta evidência conclusiva de que Ele, o Majestoso e o Altíssimo, é Senhor de todas as coisas, e Ele é o merecedor para a adoração além de outros... E o que não há dúvidas é que o referido na aprovação do Seu Senhorio – Glorificado seja – é para sua criação e autocracia, por isso:

É a prova sobre a obrigatoriedade da sua adoração unicamente sem atribui-lo parceiros; que é a unicidade da divindade (tauhid al-uluhiyyah), se no caso a pessoa aprova a unicidade no Senhorio e não aprova a unicidade da divindade ou não cumpre de maneira correcta, não é considerado muçulmano; pois é descrente infiel, e isso é o que falaremos na seguinte secção se Deus, o Altíssimo, quiser.

 Quinta secção: Esclarecimento sobre a necessidade de unir tauhid rububiyyah (unicidade no Senhorio) pelo tauhid al-uluhiyyah (unicidade na Divindade)

Isto significa que aquele que aprova a unicidade do Senhorio para Deus e reconhece que não há criador, nem sustentador, nem comandante para o Universo, excepto Deus, o Exaltado, o Majestoso, é preciso que ele aprove que ninguém merece qualquer tipo de adoração for de Deus, Glorificado seja, e este é a unicidade na Divindade (tauhid al-uluhiyyah), pois a divindade é a adoração; portanto, divindade significa: o adorado, e se não se denomina senão a Deus, não se pede ajuda senão através d’Ele, e não se confia senão n’Ele, não se sacrifica animais, nem faz-se promessas e não se pratica todos tipos de adoração excepto para Ele; então, a unicidade no Senhorio é prova para obrigatoriedade da unicidade na Divindade; por isso muitas vezes que Deus – Glorificado seja – evidencia sobre os renegadores da unicidade na divindade daquilo que eles reconhecem da unicidade no Senhorio; exemplo do dito do Altíssimo: <<Ó humanos! Adorai vosso Senhor, que vos criou e aos que fora antes de vós, na esperança de serdes piedosos. É Ele quem vos fez da terra leito e do céu, teto edificado, e fez descer do céu água, com que fez sair, dos frutos, sustento para vós. Então, não façais semelhantes a Deus, enquanto sabeis.>> (Al-Bacara: 21-22).        Então, ordenou-os para a unicidade na Divindade, que é Sua adoração, e evidenciou para eles através da unicidade no Senhorio que é a criação das pessoas antepassadas e as actuais, a criação do céu e da terra e aquilo que existe em ambos, subjugação dos ventos, fazer chover, germinação de plantas, aparecimento dos frutos que o sustento das criaturas, então, não é cabível a eles associarem outra coisa a Ele; dentre aqueles que eles sabem que ele não fez nada disso, e nem do outro, no entanto, o caminho natural para provar a unicidade na Divindade: evidencia-lo pela unicidade no Senhorio; porque o ser humano relaciona-se primeiro com a essência de sua criação, origem do que lhe beneficia e o prejudica; em seguida move-se para os meios que o aproximam a Ele, e agradam-no, e consolida a relação entre ele e Deus, então, a unicidade no Senhorio é porta da unicidade na Divindade; por essa razão Deus evidenciou sobre os idólatras deste modo, e ordenou Seu mensageiro a evidenciar pelo mesmo modo para eles; e o Altíssimo diz: << Dize: De quem é a terra e quem nela existe, se sabeis? Dirão: “De Deus.” Dize: Então, não meditais? Dize: Quem é o Senhor dos sete céus e o Senhor do magnífico Trono? Dirão: “Deus.” Dize: Então não temeis? Dize: Quem tem em suas mãos o reino de todas as coisas, e quem a todos protege e não precisa de ser protegido, se sabeis? Dirão: “Deus.” Dize: Então como vos deixais enganar? >> (Al-Muminun: 84-89). E o Altíssimo diz: <> (Al-Aniam: 102).

Foi evidenciado pelo seu isolamento no Senhorio sobre seu merecimento para adoração, e unicidade na Divindade (tauhid al-uluhiyyah): é o motivo da criação das criaturas; o Altíssimo diz: <> (Az-Zhaariat: 56). O significado de “adorarem-me”: adoram-me unicamente, e o servo não torna monoteísta por simplesmente reconhecer a unicidade no Senhorio; até que aprove a unicidade na Divindade, e cumpre sua regra, se não for isso, até os idólatras reconheciam a unicidade no Senhorio, mas não os fez entrar no Islam, o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – combateu-os enquanto eles aprovavam que Deus era o Criador, o Sustentador, que dá a vida e concede a morte; conforme o Altíssimo diz: < certamente dirão: Deus! >> (Zukhruf: 87). <> (Zukhruf: 9).<< Dize: Quem vos dá sustento do céu e da terra? ou quem tem poder sobre o ouvido e as vistas? E quem faz sair o vivo do morto e faz sair o morto do vivo? E quem administra a ordem? Dirão: Deus. >> (Yunus: 31).

E existem muitos versículos assim no Alcorão, aquele que alega que a unicidade é reconhecer pela existência de Deus, ou reconhecer que Deus é o Criador, o administrador do Universo, e negligenciar esta (unicidade na Divindade); não conhece a realidade da unicidade na qual os mensageiros convocaram para seguir; porque isso é parar no que é necessitado e deixar o que é necessário, ou é parar na evidência e abandonar o acto evidenciado. Dentre as particularidades da divindade (al-uluhiyyah): a perfeição absoluta em todos aspectos; onde não há falhas em nenhuma das vertentes, e isso obriga que a adoração seja toda ela para Ele, o Único, a veneração e a reverência, o temor e a súplica, a esperança, o encargo, a confiança e o pedido de ajuda, propósito de humilhação com o de amor, tudo isso é necessário mentalmente, na shariah e no instinto natural que seja para Deus, Único e proíbe-se que seja para outra divindade, seja pela mente, na shariah ou pelo instinto natural.

 TAUHID AL-ULUHIYYAH (UNICIDADE NA DIVINDADE)

Composto pelas seguintes secções:

Primeira secção: Significado de tauhid al-uluhiyyah (unicidade na Divindade), e que ele é assunto na convocação dos mensageiros.

Segunda secção: Os dois testemunhos (shahadatein): seus significados – seus pilares – suas condições – suas adequações – suas invalidações.

Terceira secção: Sobre at-tashrii’i (legislação): o ilícito – o ilícito – o direito de Deus.

Quarta secção: Sobre adoração: seu significado – seus tipos – sua composição.

Quinta secção: Esclarecimento sobre os equívocos na determinação da adoração (e isso na negligência do significado da adoração ou o exagero nela).

Sexta secção: Esclarecimento sobre os suportes de uma adoração verdadeira: o amor – o temor – a submissão – a esperança.

Sétima secção: Esclarecimento sobre as condições para aceitação da adoração e a acção: que é a sinceridade e seguir de acordo a shariah.

Oitava secção: Esclarecimento sobre os níveis da religião, que são: O Islam – a fé – a bondade. Suas definições e suas generalizações e particularidades.

 Primeira secção: Significado de tauhid al-uluhiyyah (unicidade na Divindade), e que ele é assunto na convocação dos mensageiros

Tauhid al-uluhiyyah (unicidade na Divindade): Al-Uluhiyyah é a adoração.

Unicidade na Divindade: é especificar Deus, o Altíssimo, nas acções dos servos no qual eles praticam para a aproximação (a Deus) e de acordo a shariah, como a súplica, a promessa, o sacrifício, a esperança, o temor, a confiança, rogo e exaltação, o encargo, e este é o tipo de unicidade que foi assunto da convocação dos mensageiros a partir do primeiro ao último; o Altíssimo diz: <(com a ordem): Adorai a Deus e afastai-vos do sedutor! >> (An-Nahl: 36). E o Altíssimo diz: < sem que lhe tivéssemos revelado que: Não há outra divindade além de Mim. Então, adorai-Me. >> (Al-Anbiyá: 25).

E cada mensageiro começa a sua pregação para o seu povo ordenando-o a unicidade na Divindade, como disse Noé, Hud, Saaleh e Shoaib: <<Ó povo meu, adorai a Deus, porque não tereis outra divindade além d'Ele. >> (Al-Araf: 59). < quando disse ao seu povo: Adorai a Deus e temei-O. >> (Al-Ankabut: 16).E foi revelado para Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - : <lhes: Certamente, foi-me ordenado adorar a Deus com sincera devoção.>> (Az-Zumar: 11). E o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Fui ordenado a combater as pessoas até testemunharem que não há outra divindade além de Deus e que Muhammad é mensageiro de Deus.” (Bukhari e Muslim).                                                                                                        E a primeira obrigação para uma pessoa responsável: é o testemunho que não há divindade além de Deus e sua prática; o Altíssimo diz: <> (Muhammad :19).                                      

  A primeira coisa que é ordenada aquele que quer converter-se ao Islam: é pronunciar os dois testemunhos, disso fica claro: que a unicidade na Divindade é a referida pregação do mensageiro, e assim foi denominada porque a divindade é uma descrição de Deus, o Altíssimo, então, a Deus: pertence a divindade, ou seja ao adorado. E diz-se unicidade da adoração; se considerando que a servidão é descrição do servo, pois ele é obrigado a adorar a Deus com sinceridade; pela sua necessidade e pobreza para com o seu Senhor; o Sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah – Que Deus seja misericordioso com ele – disse:< Saiba que a pobreza do servo para Deus: é adorá-Lo sem atribuir nenhum parceiro a Ele, não tem similar para se comparar; mas parece em alguns aspectos uma necessidade do corpo em alimento e bebida, e entre os dois há muitas diferenças; pois a realidade do servo é seu coração e a alma, e não há melhora senão com a sua Divindade, que é Deus o qual não há divindade além d’Ele, não há tranquilidade no mundo excepto com a sua lembrança. Se acontecerem boas coisas e felicidade para o servo, sem ter Deus, isso não será para sempre, pois mudará de uma espécie para outra, de uma pessoa para outra, e quanto a seu deus é necessário em todas situações, em todos momentos onde quer que esteja está com Ele.> (majmu’u al-fatawa 1/24). E foi este tipo de unicidade o assunto da pregação dos mensageiros porque é a base na qual se edifica todas as acções, e sem sua concretização não valerão todas as acções: pois, se não se concretizar, acontece o contrário, que é a idolatria; e o Altíssimo diz:<< Deus jamais perdoará a quem Lhe atribuir parceiros.>> (An-Nissá: 48). E diz Altíssimo: <> (Al-Aniam: 88). O Altíssimo diz: << Em verdade, se idolatras, teus actos anular-se-ão e certamente, serás dos perdedores.>> (Az-Zumar: 65).                                                                   E porque este tipo de unicidade é um dos primeiros direitos obrigatórios sobre o servo, conforme o Altíssimo diz:<> (nn-Nissá: 36). << O teu Senhor decretou que não adoreis senão a Ele; que sejais indulgentes com vossos pais...>> (Al-Isrá: 23). E diz o Altíssimo: << Dize: Vinde, eu recitarei o que vosso Senhor vos proibiu; nada Lhe associeis e tende benevolência para com os pais...>> (Al-Aniam: 151).

Segunda secção: Esclarecimento sobre o significado dos dois testemunhos (shahadatein) e o que acontece de erros neles – seus pilares – suas condições – suas adequações – suas invalidações

 Primeiro: Significado dos dois testemunhos (shahadatein):

Significado do testemunho que não há divindade além de Deus: é crer e reconhecer que ninguém merece a verdadeira adoração excepto Deus e empenhar-se a isso através da prática; < Não há divindade >: nega-se o direito de adoração de qualquer que seja além de Deus; < Além de Deus >: aprovação de que Deus, o Único tem o direito de adoração, o significado desta frase em geral: ninguém merece a verdadeira adoração excepto Deus. A palavra “Não há” deve ser determinada com a palavra “verdadeira”, e não é permitido determinar-se com coisas existentes.  As divindades além de Deus existem em abundância e a adoração dessas coisas não constitui a adoração a Deus, isso é uma das grandes falsidades, e essa é doutrina do panteísmo que são os mais descrentes na face da terra. Esta frase já foi interpretada falsamente, dentre essas interpretações:

a- Seu significado é: Não existe o adorado excepto Deus. Isso é falso, porque seu significado alega que todo adorado verdadeiramente ou falsamente é Deus.

b- Seu significado é: Não há criador excepto Deus. Este é parte do significado desta frase; mas não é o referido, porque só se firma na unicidade no Senhorio que não basta, pois é unicidade dos idólatras.

c- Seu significado é: Não há autoridade excepto para Deus, este também é parte de seu significado, e não é o referido, pois não basta; pois se especificar Deus somente pela autoridade e suplicar além de Deus ou negligenciar algo da adoração, não será monoteísta, todos essas interpretações são falsas ou falhas; chamamos atenção sobre elas porque existe em alguns livros em circulação.

 A interpretação certa desta frase está diante dos predecessores e os pesquisadores: Ao se dizer: < Ninguém merece a verdadeira adoração excepto Deus >.

  1. Significado de testemunho que Muhammad é mensageiro de Deus: é reconhecer interna e evidentemente que ele é servo de Deus e seu mensageiro para todas as pessoas, e a prática adequada na sua obediência daquilo que ordenou, acreditando daquilo que informou e abster-se daquilo que proibiu e censurou, e não adorar a Deus senão daquilo que recomendou.

 Segundo: Pilares dos dois testemunhos (shahadatein):

a-      Não há divindade excepto Deus (La ilaha illa Allah): Tem dois pilares que são: a negação e a confirmação.

O primeiro pilar: A negação: Não há divindade: invalida a idolatria em todos os seus tipos e obriga a descrença de tudo o que adoram além de Deus.

Segundo pilar: A confirmação: Excepto Deus: confirma que ninguém merece a adoração excepto Deus e obriga a sua prática. O significado destes dois pilares aparecem em muitos versículos, exemplo o dito do Altíssimo: <(satanás) e crê em Deus, com efeito, ter-se-á apegado a firme alça irrompível.>> (Al-Bacara: 256). No entanto, o Seu dito: << Quem renega at-taghut (satanás)>> é significado do primeiro pilar (Não há divindade); e seu dito: <> é o significado do segundo pilar (excepto Deus).

Assim como o Seu dito sobre Abrão – Que a paz esteja sobre ele - : <(Adoro) somente Quem me criou..>> (Zukhruf: 26-27).

O seu dito: <> é o significado da negação no primeiro pilar; e o seu dito: <> é significado da afirmação no segundo pilar.

Pilares do testemunho que Muhammad é mensageiro de Deus: tem dois pilares que são as palavras: “Seu servo e Seu mensageiro” as duas palavras negam o exagero e a negligencia em relação ao profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele, pois, ele é Seu servo e mensageiro, ele é a melhor criatura nessas duas honradas descrições, o significado de “servo” é: escravo, adorador, ou seja: é um ser humano criado daquilo que os humanos foram criados; ocorre sobre ele o que ocorre sobre eles; conforme o Altíssimo diz: << Sou apenas um mortal como vós.>> (Al-Kahf: 110). Ele – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele honrou a sua servidão, e Deus elogiou-o por isso; o Altíssimo diz: <> (Az-Zumar: 36). <> (Al-Kahf: 1). <(em Makka).>> (Al-Isrá: 1).

E significado de “mensageiro”: enviado para todos os humanos como orientador e admoestador para convoca-los a se aproximarem de Deus. E no seu testemunho com essas duas descrições: “Negação de exageros e sua negligência”, muitos que alegam ser da sua nação exageraram sobre sua realidade; até elevaram-no acima da categoria de servo para a categoria de sua adoração além de Deus; pediram-no ajuda além de Deus, pediram aquilo que ele não é capaz excepto Deus; dentre atender necessidades e aliviar as aflições. E outros negaram a sua mensagem e negligenciaram o seu exemplo, e basearam-se nas opiniões e declarações contrárias daquilo que ele trouxe; e exageraram na interpretação de suas informações e regras.

 Terceiro: Condições dos dois testemunhos:

No testemunho: “La ilaha illa Allah” (Não há outra divindade além de Deus), precisa sete condições, no entanto, quem pronuncia não se beneficia excepto juntando todas, e de uma forma geral são:

Primeira: A sabedoria que bane a ignorância.

Segunda: A certeza que bane a dúvida.

Terceira: A aceitação que bane a rejeição.

Quarta: A submissão que bane o abandono.

Quinta: A sinceridade que bane a idolatria.

Sexta: A veracidade que bane a mentira.

Sétima: O amor que bane o seu oposto que é a repugnância.

E quanto aos seus detalhes são os seguintes:

Primeira condição: A sabedoria: saber o seu significado referente a ele, aquilo que nega (o testemunho) e aprova-o, o oponente disso é a ignorância; o Altíssimo diz: << Só o possuem aqueles que testemunham a verdade e a reconhecem.>> (Zukhruf: 86). Ou seja: “Testemunha” que não há outra divindade além de Allah, “e a reconhecem” através de seus corações aquilo que a língua testemunha, caso pronunciem sem saber o seu significado, não lhe beneficia; porque não crê aquilo que representa.

Segunda condição: A certeza: Quem o pronuncia que tenha certeza daquilo que representa, caso ele duvide naquilo que representa, não lhe beneficiará; o Altíssimo diz: <> (Al-Hujurat: 15). Se for duvidoso (na declaração) será hipócrita; o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aquele que eu encontrar atrás dessa parede testemunhando que não há outra divindade além de Deus com certeza no seu coração, dê boas novas sobre o Paraíso.” (Muslim). Portanto, aquele que seu coração não ter a certeza, não merece a entrada no Paraíso.

Terceira condição: aceitação daquilo que exige esta palavra dentre a adoração do Único Deus, e abandono da adoração a outras divindades; aquele que pronuncia-lo e não aceitar e nem se empenhar nele; será dentre aqueles que Deus diz: << Por certo, quando lhes dizia: Não há divindade senão Deus, ensoberbeciam-se. E diziam: Abandonaremos nossos deuses por um poeta louco! >> (Saffaat: 35-36).

E isso é como a situação dos adoradores de túmulos hoje; pois, eles dizem: “Não há outra divindade senão Deus” (Laa ilaha illah Allah), e não abandonam a adoração de túmulos; no entanto, não são daqueles que aceitam o significado de “Não há outra divindade senão Deus” (Laa ilaha illa Allah).

Quarta condição: a submissão daquilo que ela representa; o Altíssimo diz: <> (Luqman: 22). A verdadeira alça: é a frase “Não há outra divindade senão Allah”; e o significado de “submeter a sua face” significa submeter-se a Deus com sinceridade.

Quinta condição: A veracidade: é pronunciar esta frase com veracidade do seu coração, caso pronunciar pela língua e o seu coração desmentir, será hipócrita mentiroso; o Altíssimo diz: <> (Al-Bacara: 8-9). Até o seu dito: <<... e sofrerão um castigo doloroso por suas mentiras.>> (Al-Bacara: 10).

Sexta condição: A sinceridade: é purificar a acção de todos erros de idolatria; em seu pronunciamento não pode ser referente a uma das ambições mundanas, nem ostentação (riyá) e nem para que seja ouvido; como consta num hadith verdadeiro no relato de Utban que disse: “Na verdade, Deus tornou o fogo ilícito para aquele que diz: “Não há outra divindade senão Deus” desejando com isso a face de Deus.”

Sétima condição: O amor por esta palavra e aquilo que ela representa, e seus adeptos que cumprem suas exigências; o Altíssimo diz: <> (Al-Bacara: 165).

E os adeptos de “Laa ilaha illa Allah” (Não há outra divindade senão Deus), amam a Deus com sinceridade e os adeptos da idolatria ama-O e amam outras coisas além d’Ele, e isto nega a exigência de “Laa ilaha illa Allah.”

 As condições exigidas na frase: “Muhammad rassulullah” (testemunho que Muhammad é mensageiro de Deus) são:

O reconhecimento pela sua mensagem, e sua crença internamente no coração.

2. A sua pronuncia, e seu reconhecimento abertamente pela língua.

3. Seguir o seu exemplo; praticando aquilo que ele trouxe dentre a verdade e abandonar aquilo que ele proibiu dentre a falsidade.

4. Acreditar daquilo que ele informou de coisas ocultas no passado e no futuro.

5. Amá-lo veemente que amar a si próprio, os bens, os filhos, os pais e todos os humanos.

6. Priorizar a sua palavra acima da palavra de cada um e praticar a sua tradição.

 Quarto: Exigências dos dois testemunhos:

a-      Exigências de “Laa ilaha illa Allah” (Não há outra divindade senão Deus): É abandonar a adoração de todas divindades além de Deus, que demonstra a sua negação, que é a nossa palavra: “Não há outra divindade”. E a adoração a Deus, o Único que não tem parceiro, que é representado pela confirmação, que é a nossa palavra: “excepto Deus.” Muitos que pronunciam esta palavra contrariam suas exigências; pois, aprovam as divindades negadas para criaturas, túmulos, observadores, satanases, árvores e pedras.

Estes creram que a unicidade é inovação, e rejeitaram aqueles os convocaram para segui-la e até detestaram aquele que adora a Deus com sinceridade.

b-      Exigências de “shahadatu anna Muhammadan rassulullah” (Testemunho que Muhammad é mensageiro de Deus): Exigências do “Testemunho que Muhammad é mensageiro de Deus”: obedecer e acreditar nele, abandonar aquilo que ele proibiu, limitar-se a prática da sua tradição, abandonar as inovações e invenções (na religião) e priorizar a sua palavra acima da palavra de cada um.

 Quinto: As invalidações dos dois testemunhos (shahadatein):

São as invalidações do Islam; porque os dois testemunhos aqui são os quais a pessoa entra no Islam ao pronuncia-los, e a sua pronuncia é reconhecer a sua representatividade, e empenhar-se no cumprimento de suas exigências; dentre a cumprimento dos rituais do Islam, quando falta esse empenho já anula o acordo combinado quando pronunciou os dois testemunhos. As anulações do Islam são muitas, os juristas (muçulmanos) conservaram nos livros de fiqh um tema específico que denominaram “Tema da Apostasia), e os mais importantes são dez anulações mencionados pelo sheikh Al-Islam Muhammad bin Abdul Wahab – Que Deus seja misericordioso com ele – no seu dito:

  1. A idolatria na adoração a Deus; diz Deus, o Altíssimo: <> (nn-Nissá: 48). E o Altíssimo diz: <> (Al-Maidah: 72). Dentre elas o sacrifício (de animais) sem ser pela causa de Deus, como o sacrifício para os túmulos e génios.
  2. Aquele que coloca entre ele e Deus intermédios; suplica-lhes, pede-lhes intercessão e confia-lhes; este torna descrente por unanimidade.
  3. Aquele que não aceita a descrença dos idólatras, aquele que duvida da descrença deles ou aceita a doutrina deles, torna descrente.
  4. Aquele que crê que a orientação que não seja do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – é mais completa que a sua orientação, ou a regra do outro é melhor que a do profeta, como aqueles que preferem a regra dos satanases que a do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e preferem as regras da legislação ao invés das regras do Islam.
  5. Aquele que detesta algo que o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – trouxe, mesmo que ele pratique – torna descrente.
  6. Aquele que zombar algo da religião do mensageiro, sua recompensa ou punição, torna descrente; e a prova disso é o dito do Altíssimo: <lhes: Escarnecei, acaso, de Deus, de Seus versículos e de Seu Mensageiro? não vos escuseis, porque renegastes, depois de terdes acreditado!>> (Taubah: 65-66).
  7. O feitiço, dentre ele a distracção e afeição (talvez refere-se acção que distrai o homem a gostar de sua esposa ou acção que distrai a mulher a gostar do marido), aquele que praticar ou se agradar com isso, torna descrente; e a evidência é o dito do Altíssimo: < sem antes dizer: Somos apenas tentação, então, não renegueis a fé.>> (Al-Bacara: 102).
  8. Manifestação de idólatras ajuda deles contra os muçulmanos; a prova é o dito do Altíssimo: <> (Al-Maidah: 51).
  9. Aquele que crê que alguns humanos são capazes de deixar a shariah do Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – como foi capaz Khadar em deixar a shariah de Moisés – Que a paz esteja sobre ele – é descrente. Eu disse: Como acreditam os exagerados Sufis que rezam até um nível que não necessitam seguir o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.
  10. O desprezo da religião de Deus, não aprende e nem a pratica; a evidência é o dito do Altíssimo: << E os que renegam a fé estão dando de ombros aquilo de que são admoestados.>> (Al- Ahqaf: 3). <> ( Sajdah: 22).

O sheikh Muhammad bin Abdul Wahab – Que Deus seja misericordioso – disse: < Não há diferença em todas essas anulações entre o fraco, o forte, o medroso, excepto aquele que for forçado. E todas são dentre as maiores que podem ser um perigo, são as que mais acontecem, por isso é preciso que muçulmano evite, e temer sobre a sua alma; pedimos refúgio a Deus contra as coisas que levam a sua ira e doloroso castigo.>

 Terceira secção: Sobre At-Tashrii’i (Legislação)

A legislação é direito para Deus, o Altíssimo: e refere-se aquilo que Deus revela para seus servos dentre o método que devem seguir nas crenças, transacções e outros; dentre eles o lícito (tahlil) e o ilícito (tahrim), ninguém pode tornar algo lícito excepto aquilo que Deus o tornou, e nem tornar ilícito excepto aquilo que Deus tornou ilícito; o Altíssimo diz: < dizendo: Isto é lícito e aquilo é ilícito, para forjardes mentiras acerca de Deus.>> (nn-Nahl: 116). E o Altíssimo diz: << Dize: Vistes o que Deus criou para vós, sustento, e disso fazeis algo ilícito e lícito? Dize: Deus vos permitiu ou forjais mentiras acerca de Deus?>> (Yunus: 59). Allah proibiu tornar algo lícito e ilícito sem evidência do Alcorão e Sunnah e informou que isso é forjar mentiras acerca de Deus, assim como o Glorificado informou que aquele que obrigar algo ou tornar ilícito algo sem provas tornou a si próprio parceiro para com Deus daquilo que é particularidade d’Ele, que a legislação; o Altíssimo diz: << Ou eles têm parceiros que legislaram, para eles, o que da religião, Deus não permitiu? >> (Ach-Chura: 21).

Aquele que obedecer esse legislador além de Deus e ele sabendo disso, e concordar com a sua acção teria associado com Deus; o Altíssimo diz: << Porém, se os obedecerdes, sereis idólatras.>> (Al-Aniam: 121).

Significa: Aqueles que tornam lícitos o que Deus tornou ilícito dentre os cadáveres animais, aquele que obedece-los nisso é idólatra, como o Glorificado informou que aquele que obedecer os rabinos e monges ao tornarem lícito o que Deus proibiu e tornarem ilícito aquilo que Deus permitiu teria tomado eles como senhores além de Deus; o Altíssimo diz: << Tomam seus rabinos e seus monges por senhores além de Deus e ao Messias filho de Maria. E não se lhe ordenou senão adorarem um Deus Único. Não há outra divindade senão Ele, Glorificado seja Ele, acima do que idolatram.>> (Taubah: 31). Quando Adiyyu bin Hátim – Que Deus esteja satisfeito com ele – ouviu este versículo, disse: “Ó mensageiro de Deus! Nós não adoramos a eles. O profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – perguntou-lhe: Não são eles que tornam lícito o que Deus proibiu e vocês tornam-no lícito, e tornam ilícito o que Deus permitiu e vocês tornam ilícito? Ele respondeu: Claro que sim. O profeta disse: Esta é a adoração deles.” (Narrado por Tirmizi).

  O sheikh Abdurahman bin Hassan – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: “No hadith é prova que obediência aos rabinos e monges naquilo que é desobediência a Deus é adoração a eles além de Deus, e é dentre a idolatria maior, o qual Deus não o perdoa; conforme o dito Altíssimo no final do versículo: <> (Taubah: 31). E em contrapartida o dito do Altíssimo: <(concernente a carnes) sobre o qual não tenha sido invocado o nome de Deus, porque isso é uma profanação e porque os demónios inspiram os seus aliados a disputarem convosco; porém, se os obedecerdes, sereis idólatras.>> (Al-Aniam: 121). Isso aconteceu para muitas pessoas com aqueles que o imitam; por não considerarem evidência quando contraria o imitador; e por essa razão é idolatria.”

Portanto, empenha-se na legislação de Deus, e o abandono das outras legislações é uma das exigências de “Laa ilaha illa Allah.” E Deus é o Auxiliador.

 Quarta secção: A adoração: Seu significado e sua composição

 Significado de adoração:

Essência da adoração: rebaixamento e submissão.

No sentido da shariah: Tem muitas definições e o significado é o mesmo.

Entre elas: A adoração é obediência a Deus cumprindo aquilo que Deus ordenou através das palavras de Seus mensageiros.

E dentre elas: A adoração significa rebaixar-se a Deus, Glorificado seja, que é: propósito de rebaixar-se para Deus, o Altíssimo com o propósito de Seu amor; e sua definição abrangente é que adoração: é nome que engloba tudo aquilo que Deus ama e o agrada, dentre as palavras, as acções aparentes e ocultas.

E ela divide-se sobre o coração, a língua, os membros, o temor e esperança, o amor e a confiança, rogo e veneração: adoração interior (coração), tassbih (subhanallah), tahlil (Laa ilaha illa Allah), takbir (Allahu Akbar); o louvor e a gratidão através da palavra e o coração: adoração em palavras e coração. A oração, o zakat, a peregrinação (hajj) e o jihad: adorações que envolve o corpo e coração e outros similares dentre os tipos de adoração que ocorrem sobre o coração, as palavras e os membros, e são muitas. A adoração é uma das razões que Deus criou as criaturas; o Altíssimo diz: <> (Az-Zhariyát: 56-58). O Glorificado informou que o propósito da criação dos génios e humanos: é o cumprimento da adoração a Deus, e Deus é o Bastante sobre adoração deles, pois, eles é que necessitam dela por serem pobres diante de Allah, o Altíssimo, então, a adoram de acordo a sua shariah, aquele que se nega a adoração a Deus é arrogante. Aquele que adora a Deus e adora outra divindade é idólatra. Aquele que adora a Deus, Único, sem ser de acordo a shariah é inovador. E aquele que adora a Deus, Único de acordo a shariah é o crente monoteísta.

 Tipos de adoração e sua composição:

Os tipos de adoração são muitos; incluem todos tipos de obediências aparentes sobre a língua, os membros e as que provem do coração; como a lembrança (zhikr), o tassbih, o tahlil, a leitura do Alcorão, a oração, o zakat, o jejum, a peregrinação, o jihad, a ordem pela prática do bem e a proibição do mal, a benevolência com os próximos, os órfãos, os necessitados e viajantes em dificuldade, assim como, amor a Deus e Seu mensageiro, o temor a Deus e a incumbência a Ele, a sinceridade da religião para Ele, a perseverança nas suas regras e agrado pela Sua determinação, a confiança n’Ele, o desejo pela Sua misericórdia, o medo da Sua punição, no entanto, ela é abrangente em todos comportamentos do crente quando intenciona a aproximação (a Deus) ou aquilo que o auxilia. Até os costumes, quando ele intenciona uma adoração, reforça as obediências, como o dormir, comer, beber, vender e comprar, pedido de sustento e o casamento, pois, estes costumes com boa intenção se tornam adorações; é recompensado, as adorações não estão limitadas a ritos conhecidos.

 Quinta secção: Esclarecimento dos equívocos na determinação da adoração

Adorações determinadas: significa que nada é recomendável nelas, excepto com evidência do Alcorão e Sunnah e aquilo que não foi recomendável considera-se inovação rechaçada; conforme o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aquele que praticar uma acção que não está em conformidade com a nossa religião, será rechaçada.” (Bukhari e Muslim). Ou seja: A sua acção será rechaçada para ele mesmo, não será aceite, comete pecado por isso, porque é desobediência e não obediência; em seguida, o método saudável no cumprimento das adorações recomendáveis é: a moderação entre a suavidade e o relaxamento; e entre o radicalismo e o exagero. O Altíssimo disse para o Seu profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - : <> (Hud: 112).

No entanto, neste sagrado versículo traça-se o plano de um método saudável na prática das adorações, e isso com firmeza no seu cumprimento através de meios moderáveis, onde não há exagero e negligência; de acordo a shariah (como te foi ordenado), em seguida enfatizou com o seu dito: “e não vos extravieis” e o extravio: é ultrapassar os limites por radicalismo ou ser excessivo, que é o exagero. Quando o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – soube que três de seus companheiros rebateram nas suas acções, quando um deles disse: Eu jejuo continuamente; o outro disse: Eu vou rezar e não vou dormir; o terceiro disse: Eu não casarei. O profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Quanto a mim, jejuo e interrompo o jejum, caso as mulheres, e aqueles que rejeitam a minha tradição não fazem parte de mim.” (Bukhari e Muslim).

E existe por ai dois grupos de pessoas em lados opostos na questão de adoração:

Primeiro grupo: Negligenciaram o conceito da adoração e suavizaram no seu cumprimento até interromperam muitos de seus tipos, negligenciaram por acções limitadas, e poucos rituais cumprem-se apenas na mesquita, e não há espaço para adoração em casa, nem no escritório, nem na loja, nem nas ruas, nem nas transacções, nem na política, nem julgamento nas disputas, e nem outros similares dentre os assuntos da vida.

Para a mesquita há méritos, há obrigatoriedade de se cumprirem as cinco orações nela, mas a adoração constitui toda a vida do muçulmano; dentro e fora da mesquita.

Segundo grupo: radicalizaram na prática das adorações até um limite extremo, elevaram as acções recomendáveis para um nível obrigatório, tornaram ilícito algumas coisas permissíveis, foi julgado por perdição ou engano para aquele que contraria o método deles, e errar os seus conceitos. E a melhor orientação é a do Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e os piores assuntos são as suas invenções.

 Sexta secção: Esclarecimento sobre os suportes de uma adoração verdadeira

Na verdade a adoração assenta-se sobre três suportes: o amor, o temor e a esperança. O amor com a humilhação e o medo com a esperança, é necessário que numa adoração se unam essas questões; o Altíssimo disse ao descrever a adoração do crente: << (Um povo que Ele amará, e que O amará.>> (Al-Maidah: 54). E o Altíssimo diz:<< Mas os fiéis só amam fervorosamente a Deus.>> (Al-Bacara: 165). E Ele disse descrevendo Seus mensageiros e profetas: << Por certo, eles se apressavam para as boas coisas e invocavam-Nos com rogo e veneração e foram humildes connosco.>> (Al-Anbiyá: 90). Alguns predecessores disseram: < Aquele que adora a Deus somente por amor é herege (zindiiq); aquele que adora-lo somente por esperança é murji’a; aquele que adorá-lo somente por medo é harurii (khawarij); e aquele que adora-lo por amor, temor e esperança é um crente monoteísta. O sheikh Al-Islam citou isso na sua guia “A servidão”. E também disse: < A religião de Deus: é a sua adoração, sua a obediência, e a submissão a Ele. A essência do significado de adoração: é humilhar. Diz-se caminho servil, quando humilhado os pés pisando nele.  Mas a adoração ordenada é aquela que inclui o significado de humilhação e amor; ela inclui o propósito de se rebaixar para Deus, o Altíssimo e propósito de amor por Ele, aquele que se rebaixar para o ser humano com repugnância a ele, não será adorador dele; e se gostar algo e não se rebaixar a ele, não será adorador dele, assim como, homem ama seu filho, seu amigo; por isso não basta um deles na adoração a Deus, o Altíssimo; pois, é preciso que Deus seja fervorosamente amado pelo servo do que todas as coisas, que Deus seja o Grandioso em todas as coisas. Não merece o amor e a submissão completa excepto Deus...>.

Estes são os suportes da adoração que giram em torno dela.

 TAUHID ASSMÁ WA SIFAAT (UNICIDADE NOS NOMES E ATRIBUTOS)

Inclui o seguinte:

Primeiro: As evidências do Alcorão, Sunnah e racional sobre a aprovação de nomes e atributos.

Segundo: Métodos dos ahlu sunnah wal jamaah (grupo dos adeptos da sunnah) sobre os nomes de Deus e seus atributos.

Terceiro: Resposta sobre aquele que nega os nomes e atributos ou nega algo dos mesmos.

Primeiro: As evidências do Alcorão, Sunnah e o juízo sobre a aprovação de nomes e atributos

 Evidências do Alcorão e Sunnah:

Mencionamos anteriormente que a unicidade (tauhid) divide-se em três partes: Unicidade no Senhorio (tauhid rububiyyah), Unicidade na Divindade (tauhid uluhiyyah) e Unicidade nos Nomes e Atributos (tauhid al-assmá wa sifaat); citamos as evidências dos dois primeiros tipos: unicidade no Senhorio e unicidade na Divindade. Agora vamos citar as evidências do terceiro tipo: que é a unicidade nos nomes e atributos. Aqui está algo das evidências do Alcorão e Sunnah: Dentre as evidências do Alcorão, o dito do Altíssimo: <> (Al-Araf: 180).

Allah, Glorificado seja, confirmou para si mesmo estes nomes e informou que são melhores. E ordenou para suplicar através deles; dizendo-se: Ó Deus, ó Misericordiador, ó Misericordioso, ó Vivente ó Subsistente, ó Senhor dos mundos; e prometeu a punição para aqueles que profanam nos seus nomes; significa que eles desviam-nos sobre a veracidade; ou negam que pertencem Deus, ou interpretam com significados não verdadeiros, ou outros tipos de profanação similares. E prometeu que Ele os recompensará pelas suas más acções. O Altíssimo diz: <> (Ta-Há: 8). <> (Al-Hachr: 22-24).

1.      E dentre as evidências sobre a aprovação dos nomes de Deus, na sunnah do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – aquilo que o Abu Huraira – Que Deus esteja satisfeito com ele – relatou que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Por certo, Deus possui noventa e nove nomes, cem menos um, aquele que memoriza-los entra no Paraíso.” (Bukhari e Muslim). E os nomes de Deus não se limitam a esse número, pela evidência daquilo que o Abdullah bin Massud – Que Deus esteja satisfeito com ele – relatou que o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Eu peço-Te por todos os nomes que pertencem a Ti pelos quais Tu és nomeado, ou pelos que Tu revelaste em Teu livro, ou por algum daqueles que Tu ensinaste a alguma de Tuas criaturas, ou Tu tiveste preservando-o no conhecimento do Oculto junto de Ti, faze com que o Sagrado Alcorão se torne a primavera do meu coração...” (Narrado por Ahmad). E todo nome dentre os nomes de Deus é composto por uma das descrições; o Conhecedor indica o conhecimento, o Sábio indica a sabedoria, o Oniouvinte, o Onividente indica a audição e a visão; e assim a cada nome indica a uma das descrições de Deus, o Altíssimo; e diz o Altíssimo: <> (Al-Ikhlass: 1-4).

Segundo Anass – Que Deus esteja satisfeito com ele – disse: < Um homem dos answar dirigia a oração deles na mesquita de Qubá e cada vez que ele iniciava a leitura de uma surata para eles durante a oração, escolhia: “Qul hua Allahu ahad” (Dize: Ele é Deus, Único), até terminar, em seguida lia outra surata junto com a primeira, fazia isso em todos ciclos (rakates), então, seus companheiros falaram com ele dizendo: Tu inicias com esta surata, em seguida vês que não te basta até ler outra! Ou tu lês esta ou deixas e lês a outra! O homem disse: Eu não vou deixa-la, se vocês gostam que eu vos dirijo, eu faço, se detestam eu vos abandono, e eles viam que ele era um dos melhores, detestavam que outra pessoa os dirigisse; quando o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – chegou a eles informaram o ocorrido. Ele disse: Ó fulano! O que te impede fazer o que teus companheiros te ordenam? O que te leva a insistir a leitura desta surata em todos rakates? O homem respondeu: Eu gosto dela. O profeta disse: O amor por ela fez-te entrar no Paraíso.> (Sahih Bukhari).

Segundo Aisha – Que Deus esteja satisfeito com ela – relatou que o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – enviou um homem para uma brigada e lia para seus companheiros nas suas orações e terminava com “Qul hua Allahu ahad”, quando voltaram relataram isso para o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e ele disse: Perguntem por qual motivo faz isso? Então, perguntaram e ele disse: Porque é uma descrição do Misericordioso e eu gosto de lê-la. O profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: Informe que Deus, o Altíssimo gosta dele.> (Sahih Bukhari). Significa que ela é composta pelas descrições do Misericordioso.

O Glorificado informou que possui face; Ele diz: << E só permanecerá a face de teu Senhor, Possuidor de majestade e honorabilidade.>> (Ar-Rahman: 27). E que Ele possui duas mãos; Ele diz: << Criei com as Minhas Mãos.>> (Saad: 75). << Ao contrário, Suas mãos estão estendidas.>> (Al-Maidah: 64). E que Ele fica satisfeito, ama, irrita-se, ira-se e outras similares que Deus descreveu para si mesmo e descritos pelo Seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

 Quanto a evidência racional que prova os nomes e atributos que a shariah indicou é afirmar-se que:

1.      Estas grandiosas criaturas e suas diversidades, suas diferenças, as suas regularidades ao exercer seus interesses, seus deslocamentos nos seus passos definidos para elas, mostram a grandeza de Deus e Sua capacidade, Seu conhecimento e Sua sabedoria, Sua decisão e Sua vontade.

 2. O dadivar, o ser benevolente, o afastamento do prejuízo, o alívio das aflições; estas coisas mostram a misericórdia, a dignidade, a generosidade.

3. A punição, a vingança sobre os pecadores; mostram a ira de Deus contra eles e sua abominação sobre eles.

 4. Ao honrar os obedientes e ao recompensa-los; mostram o agrado de Deus por eles e Seu amor pelos mesmos.

 Segundo: Método dos ahlu sunnah wal-jamaah sobre os nomes de Deus e Seus atributos:

Método dos ahlu sunnah e al-jamaah dentre os salaf e seus seguidores: Aprovar os nomes de Deus e seus atributos como constam no Alcorão e Sunnah; e seus métodos baseiam-se nas seguintes regras:

1- Eles aprovam evidentemente os nomes de Deus e seus atributos como constam no Alcorão e Sunnah, e o significado que eles trazem, e não interpretam sobre a sua aparência, e nem distorcem suas palavras e seus significados em suas posições.

2- Negam a comparação com as descrições das criaturas; conforme o Altíssimo diz: << Nada é igual a Ele. E Ele é Oniouvinte e Onividente.>> (Ach-Churá: 11).

3- Não excedem aquilo que consta no Alcorão e Sunnah na aprovação dos nomes de Deus e seus atributos; aqueles que Deus e Seu mensageiro aprovaram, eles também aprovaram; aqueles que Deus e Seu mensageiro negaram, eles também negaram e aqueles em que Deus e Seu mensageiro não se manifestaram, eles também não se manifestaram.

4- Eles acreditam que os textos dos nomes e atributos são uma das coerências que entende-se seu significado e interpreta-se, e não são dentre os que fazem a comparação; e não confundem seus significados, como é atribuído para eles a mentira contra eles, ou não conhecem seus métodos por parte de alguns escritores e livros contemporâneos.

5- Delegam para Deus, o Altíssimo, como são esses atributos e não questionam sobre elas.

 Terceiro: A resposta para aquele que nega os nomes e atributos ou nega alguns deles:

São três grupos que negam os nomes e atributos (de Deus):

1. Al-Jahmiyyah: São os seguidores de Jahmi bin Safwaan; todos estes negam os nomes e atributos.

2. Al-Mu’tazilah: São os seguidores de Wássil bin Ataa’u, aqueles que se retiraram no conselho de Hassan Al-Basry, estes aprovam os nomes como sendo palavras abstractas sobre os significados, e negam todos atributos.

3. Al-Acha’irah e Al-Maaturiidiyyah e seus seguidores, estes aprovam os nomes e alguns atributos, e negam alguns deles, e a dúvida que geraram todas as suas doutrinas: alegam que fogem da comparação de Deus com suas criaturas, porque as criaturas usam os mesmos nomes ao se denominarem uns aos outros, e atribuem-se os mesmos atributos; na visão deles empenha-se no compartilhamento na palavra, o nome, o atributo e seus significados: o compartilhamento na realidade deles é levar a comparação das criaturas com o Criador; e necessitam nessa imaginação uma das coisas:

a- Ou interpretar os textos dos nomes e atributos evidentemente, como a interpretação da face como ela é, e a mão como sendo dádiva.

b- Ou delegam a Deus os significados destes textos, dizendo: Deus sabe melhor do que se refere; acreditando que os nomes não são o que aparentam.

E o primeiro conhecido que negou os nomes e atributos: são os idólatras árabes; os quais Deus revelou para eles o Seu dito: <> (Ar-Raad: 30).

A razão da revelação deste versículo: É que quando os curaixitas ouviram o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – invocando o Misericordioso; detestaram tal acto, então, Deus revelou: <> (Ar-Raad: 30). E ibn Jarir disse que isso foi no acordo de Al-Hudaibiah; quando o escrivão escreveu na questão do acordo que ocorreu entre eles e o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – “Em nome Deus, o Misericordioso, o Misericordiador”, então os curaixitas disseram: quanto ao Misericordioso, não o conhecemos. Ibn Jarir também narrou através de ibn Abbas: Que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – suplicava prostrado, dizendo:“Ó Misericordioso, ó Misericordiador.”Os idólatras disseram: este alega que suplica Único (Deus) enquanto suplica dois. Então, Deus revelou: <lhes: Quer invoqueis a Deus, quer invoqueis o Clemente, sabei que d'Ele são os mais sublimes atributos!>> (Al-Isrá: 110). E o Altíssimo diz na surata Al-Furqan: 60 <vos ante o Misericordioso! Dizem: E quem é o Misericordioso?>>. Estes idolatras são os ancestrais jahmaiyyas, mu’tazilas e asha’iras e todos que negam o que Deus aprovou para si mesmo, ou o Seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – aprovou para Ele, dentre os nomes de Deus e seus atributos. Lamentável para os antepassados e lamentável para os contemporâneos.

 A resposta sobre eles em vertentes:

Primeira vertente: Que Deus, Glorificado seja, o Altíssimo, aprovou para si mesmo os nomes e atributos, e o Seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – aprovou para Ele; então, a sua negação sobre Deus ou negar alguns deles significa negar o que Deus e Seu mensageiro aprovaram; e isso é desobediência a Deus e a Seu mensageiro.

Segunda vertente: que não é preciso a existência desses atributos nas criaturas ou denominação de algumas criaturas com algo desses nomes parecidos entre Deus e sua criatura, pois, para Deus, Glorificado seja, há nomes e atributos específicos para Ele; e para as criaturas há nomes e atributos específicos para eles; assim como, para Deus, Glorificado seja, o Altíssimo, tem uma natureza que não é iguais as naturezas das criaturas, então, Ele possui os nomes e atributos que não são iguais aos nomes e atributos das criaturas; o compartilhamento no nome e no significado em geral não leva o compartilhamento na realidade; Deus denominou a si mesmo de Sábio, Clemente, e chamou alguns de seus servos de sábio; Ele disse: <(o nascimento de) uma criança, que seria sábia.>> (Az-Zhariyát: 28). Que era o Isaac. E chamou outro de indulgente; Ele disse: <> (Saffát: 101).Que era o Ismael. E denominou a si mesmo dizendo: <> (An-Nissá: 58). E denominou alguns de seus servos de Oniouvinte e Onividente; Ele disse: <> (Al-Insan: 2). Ele denominou a si mesmo de Compassivo, Misericordiador, dizendo: << Por certo, Deus, para com os homens é Compassivo, Misericordiador.>> (Al-Hajj: 65). E denominou alguns de seus servos de compassivos e misericordiadores; Ele disse: <> (Taubah: 128); assim como, Ele descreveu atributos para si mesmo e descreveu para seus servos o contrário daquilo; exemplo do seu dito:<< E eles (humanos) nada conhecem a Sua ciência.>> (Al-Bacara: 255). Descreveu a si mesmo pela sabedoria, bem como para seus servos; Ele diz: << E não vos foi concedido o saber senão pouco.>> (Al-Isrá: 85). E Ele diz: << E acima de cada dotado de ciência há sempre um mais sábio.>> (Yussuf: 76). E diz: <> (Al-Qassas: 80). E descreveu a si mesmo pela força; Ele diz: << Por certo, Deus é Forte, Todo-Poderoso.>> (Al-Hajj: 40). << Por certo, Deus é o Sustentador, o Possuidor da força, o Fortíssimo.>> (Az-Zhariát: 58). E descreveu seus servos pela força; Ele disse: <> (Ar-Rum: 54). E outros similares.

E sabe-se que os nomes de Deus e seus atributos são específicos e dignos para Ele e os nomes das criaturas são específicos e dignos para eles, e não é necessário compartilhar no nome e o significado na sua realidade; isso por não existir igualdade entre as denominações e descrições, e isto está claro, e louvado seja Deus.

Terceira vertente: Aquele que não possui descrições completas não merece ser deus; e por isso Abrão disse para seu pai: << Porque adoras quem não ouve, nem vê? >> (Mariam: 42). E respondendo aos que adoravam bezerro, o Altíssimo diz: << Não viram eles que ele não lhes falava nem os guiava a caminho algum? >> (Al-Araf: 148).

Quarta vertente: A aprovação dos atributos é integridade, e sua negação é inconveniência, e aquele que não possui atributos, ou é nada ou é imperfeito, e Deus, o Altíssimo é isento disso.

Quinta vertente: a interpretação dos atributos aparentemente não tem evidências sobre isso, é inválido, e delegar seu significado é necessário, pois Deus informou-nos no Alcorão daquilo que não entendemos seu significado, e ordenou-nos a reflectir sobre todo Alcorão; e como nos ordena a reflectir aquilo que se entende o seu significado?

Com isso, ficou claro que é preciso aprovar os nomes de Deus e seus atributos de forma merecida para Deus, negando a semelhança com as criaturas; conforme o Altíssimo diz: <> (Ach-Chura: 11).

No entanto, Ele negou a si mesmo a semelhança com as coisas, e confirmou para ele a audição, a visão, isso mostrou que a aprovação dos atributos não necessita a semelhança dele, e a obrigatoriedade de aprovação dos atributos com a negação das semelhanças, este é o significado da palavra dos ahlu sunnah wa al-jamaah na negação e aprovação nos nomes e atributos: Aprovação sem comparação e isenção sem deturpação.

 TERCEIRO TEMA: ESCLARECIMENTO  SOBRE A IDOLATRIA E O DESVIO NA VIDA HUMANA

Perspectiva histórica sobre a descrença, o ateísmo, a idolatria e a hipocrisia

E é composto pelas seguintes secções:

Primeira secção: O desvio na vida das pessoas.                                                                      Segunda secção: A idolatria – seu conceito e seus tipos.                                                        Terceira secção: A descrença – seu conceito e seus tipos.                                                     Quarta secção: A hipocrisia – seu conceito e seus tipos.                                                        Quinta secção: Esclarecimento de todas realidades de: A ignorância – a depravação – a perdição – a apostasia: Suas divisões e regras.

 Primeira secção: O desvio na vida das pessoas

Deus criou a criatura para a sua adoração e preparou para eles aquilo que os auxilia nela de sustento; o Altíssimo diz: <> (Az-Zhariát: 56-58).

E a alma por seu instinto quando é abandonada ratifica-se para Deus pela divindade, amor por Deus, adora-Lhe sem associar nada a Ele, mas corrompe-a e a desvia disso aquele que as ilude dentre os satanizes humanos e génios daquilo que são inspirados uns aos outros dito floreado; no entanto, a unicidade é firmada no instinto natural, na idolatria emergente e na usurpação; Deus, o Altíssimo diz: << Então, ergue tua face para a religião, sendo monoteísta sincero. Assim é a natureza, feita por Deus, segundo a qual Ele criou os homens. Não há alteração na criação de Deus. >> (Ar-Rum: 30).

E o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Toda a criança nasce com uma natureza perfeita, porém, seus pais o induzem para o judaísmo ou o cristianismo ou o tornam adorar de fogo (majussi).” (Bukhari e Muslim). Portanto, a essência no ser humano é: o monoteísmo. E a religião islâmica, estava lá Adão – Que a paz esteja sobre ele – e aquele que veio depois dele, dentre seus descendentes a longos séculos. O Altíssimo diz: <> (Al-Bacara: 113).

E a primeira vez que aconteceu a idolatria e o desvio da verdadeira crença foi no povo de Noé, e ele – Que a paz esteja sobre ele – foi o primeiro mensageiro para os humanos após o acontecimento da idolatria: <> (An-Nissá: 163).

Ibn Abbas disse: < O espaço de tempo entre Adão e Nóe – Que a paz esteja sobre eles – foi dez séculos; todos no Islam. > Ibn Al-Qayyim disse:< Este dito é absolutamente certo; pois, a leitura de Ubayyi bin Kaab – indica no versículo da surata Al-Bacara – (Se divergiram, então, Deus enviou os profetas). Esta leitura é testemunhada pelo dito do Altíssimo na surata Yunus: 19 <> Ele (ibn Al-Qayyim) – Que Deus seja misericordioso com ele – quis dizer a razão da revelação dos profetas é a divergência que eles tinham da verdadeira religião, como eram os árabes depois disso sobre a religião de Abrão – Que a paz esteja sobre ele - ; até quando veio Amrun bin Luhayyi Al-Khuzaaii e mudou a religião de Abraão levando os ídolos para a terra dos árabes, e em particular para a terra de Hijazi, então, começaram adorar além de Deus, e expandiu-se a idolatria nas terras sagradas, e aquelas ao seu redor; até quando Deus enviou seu profeta Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e convocou as pessoas para o monoteísmo e a seguir o credo de Abraão, e combateu veemente pela causa de Deus; até voltar a crença do monoteísmo e o credo de Abraão, quebrou os ídolos e Deus completou para ele a religião, completou através dela as dádivas do mundo, e passaram sobre o seu caminho/ensinamento séculos favoráveis do começo desta nação; até que revelou-se a ignorância nos últimos séculos, e o intruso entrou noutras religiões, então, a idolatria voltou muito nesta nação, por causa de pregadores da perdição, em razão das construções sobre os túmulos, representados pela grandiosidade dos devotos e benfeitores, alegação de amor por eles; até foram construídos santuários sobre os túmulos, e tomaram os ídolos como adoração além de Deus, com tipos de aproximação dentre súplicas, pedido de ajuda, o sacrifício, e promessas para seus representantes. E isso denominaram idolatria: a intercessão pelos benfeitores, a demonstração do amor por eles, não é adorá-los na alegação deles, esqueceram que esta foi a palavra dos primeiros idolatras quando diziam: <> (Az-Zumar: 3). E com essa idolatria que aconteceu nos humanos tanto no passado como na actualidade, a maioria deles acreditam na unicidade do Senhorio, apenas idolatram na adoração; conforme o Altíssimo diz: <> (Yussuf: 106).

Ninguém nega a existência do senhor excepto uma pequena parte de pessoas, como Faraó, al-mulaahadatu dahriyyah (ateus), os comunistas nessa época, a rejeição deles é por arrogância, pelo contrário, eles são obrigados a reconhecer no interior deles, nos seus corações; conforme o Altíssimo diz: <> (An-Naml: 14).

E a mente deles sabe que toda criatura precisa ter o Criador, tudo o que existe precisa ter alguém que fez existir, e que o sistema deste universo regular e deve ter um comandante sábio, capaz e conhecedor, e aquele que nega-lo ou perdeu o juízo ou a arrogância encobriu o seu juízo e se enlouqueceu, e isso não é um exemplo.

 Segunda secção: A idolatria: Seu conceito, e seus tipos:

 Seu conceito:

A idolatria: é atribuir um parceiro a Deus, o Altíssimo, seu Senhoria e na sua Divindade. E geralmente a idolatria é na divindade; como suplicar outras divindades junto com Deus, ou manifestar para ele algo dentre os tipos de adoração como o sacrifício e a promessa, o temor, a esperança e o amor. A idolatria é um dos maiores pecados; isso por algumas questões:

1. Porque assemelha as criaturas pelo Criador nas particularidades de divindade, aquele que atribui parceiros a Deus teria assemelhado com outro, e esta é a pior injustiça; o Altíssimo diz: << Por certo, a idolatria é formidável injustiça.>> (Luqman: 13).

Injustiça: é colocar algo fora de seu lugar, e aquele que adora além de Deus, colocou a adoração fora de seu lugar, manifestou para aquele que não tem direito, por isso é uma grande injustiça.

2. Deus informou que não perdoa aquele que não se arrepender da idolatria; o Altíssimo diz: <> (An-Nissá: 48).

3. Deus informou que tornou ilícito para o idólatra a entrada no Paraíso, e que ele será arrastado eternamente no fogo infernal; o Altíssimo diz: <> (Al-Maidah: 72).

4. A idolatria anula todas as acções; o Altíssimo diz: << E se eles houvessem idolatrado, haver-se-ia anulado o que faziam.>> (Al-Aniam: 88).

E o Altíssimo diz: <> (Az-Zumar: 65).

5. A vida e o extravio dos bens do idólatra é lícito; o Altíssimo diz: << Matai os idólatras onde quer que os encontreis e apanhai-os e sediai-os e ficai a sua espreita, onde quer que estejam.>> (Taubah: 5). E o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Fui ordenado a luta até que testemunhem de que não há outra divindade além de Deus; caso pronunciarem isso, terão salvaguardado suas vidas e seus bens, salvo nos casos estabelecidos pelo direito (islâmico).” (Bukhari e Muslim).

6. A idolatria é um dos maiores pecados; o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Posso vos dizer um dos maiores pecados? Dissemos: Sim, ó mensageiro de Deus. Ele disse: Atribuir parceiros a Deus e a desobediência aos pais...” (Bukhari e Muslim).

O Sábio ibn Al-Qayyim disse: < O glorificado informou que o propósito da criação e a ordem: é conhecer seus nomes e atributos, adora-lo unicamente sem atribui-lo parceiros, e que os humanos observem a justiça, que é a equidade exercida pelos céus e a terra; conforme o Altíssimo diz: <> (Al-Hadid: 25). O Glorificado informou que enviou seus mensageiros, revelou seus livros; para que os humanos sejam justas, que é a equidade, e uma das maiores justiças é: o monoteísmo, que é base da equidade e seu suporte; e que a idolatria é injustiça conforme o Altíssimo diz: << A idolatria é formidável injustiça.>> (Luqman: 13). No entanto, a idolatria é a maior injustiça e o monoteísmo é maior justiça, então aquele que veementemente nega essas referências constitui um dos maiores pecados.> Até quando disse: < Quando a idolatria nega precisamente esta referência; torna absolutamente um dos maiores pecados, e Deus torna ilícito para todo idolatra a entrada no Paraíso, e permitiu para os monoteístas o sacrifício da vida dos idólatras, extravio de seus bens e familiares, e que tornem escravos deles por abandonarem o cumprimento de Sua adoração; e Deus, Glorificado seja, negou em aceitar a acção do idólatra, ou aceitar a intercessão, ou responder-lhe a súplica no Além, e aceitar para ele a esperança; porque o idolatra é um dos mais ignorantes acerca de Deus, pois, tornou uma sua criatura seu parceiro, isso é extrema ignorância, assim como, é extrema injustiça, mesmo que o idolatra na realidade não teria injustiçado o Seu Senhor, mas sim injustiçou a si mesmo...).

7- A idolatria é negligência e defeito, que o Senhor, Glorificado seja, isentou para si mesmo, então, aquele que atribuir parceiros Deus teria aprovado aquilo que Ele isentou para si mesmo, este é a extrema desobediência para Deus, o Altíssimo, e extrema controvérsia e discórdia a Deus.

 Tipos de idolatria: São dois tipos de idolatria:

Primeiro tipo: idolatria maior exclui o indivíduo da religião e estará eternamente no fogo, caso morrer sem ter-se arrependido, e é manifestar algo dos tipos de adoração além de Deus, como suplicar além de Deus, a aproximação através de sacrifícios e promessas dentre os túmulos, génios e satanizes, além Deus, o temor dos mortos ou demónios ou satanizes em prejudicá-lo ou faze-lo adoecer, a esperança para além de Deus, daquilo que ninguém é capaz excepto Deus, dentre atender necessidades, aliviar as aflições, do que é praticado em torno dos santuários construídos sobre túmulos dos devotos e benfeitores; o Altíssimo diz: < dizendo: Estes são os nossos intercessores junto a Deus. Pretendeis ensinar a Deus algo que Ele possa ignorar dos céus e da terra? Glorificado e exaltado seja de tudo quanto Lhe atribuem!>> (Yunus: 18).

Segundo tipo: Idolatria menor que não exclui o indivíduo da religião; mas diminui a unicidade e é meio para a idolatria maior; ela divide-se em duas partes:

Primeira parte: Idolatria aparente sobre a língua e os membros, que são: as palavras e acções; as palavras como o juramento para além de Deus; o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aquele que jurar sem ser em nome de Deus, já desobedeceu ou cometeu idolatria.” (Narrado por Tirmizi).

E a palavra: “MashaAllah wa shi’ita” (Deus e tu queiram). O mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: Quando um homem falou para ele: Deus e tu queiram. O mensageiro disse: “Me tornaste parceiro para com Deus! Diga: “Masha Allah wahdahu” (Deus Único queira). Narrado por An-Nassai. E a frase: “Se não fosse Deus e fulano”; e o certo diz-se: Deus queira em seguida o fulano; se não fosse Deus em seguida o fulano; a vontade do servo segue aquilo que Deus quer, conforme o Altíssimo diz: <> (Takwir: 29). Quanto as acções: o exemplo do uso de colares e linha para afastar ou defender-se das desgraças, ou pendurar amuletos com medo de mau olhar e outras coisas similares; quando crer que essas coisas são a razão de afastamento ou de defesa das desgraças, isso é idolatria menor; porque Deus não tornou isso como sendo uma das razões; e caso crer que estas coisas defendem ou afastam a desgraça por si próprio, isso é idolatria maior, porque relacionou além de Deus.

Segunda parte da idolatria menor: é idolatria oculta nas vontades e intenções como “al-riyá e al-sumi’ah”; como ao praticar uma acção na qual aproxima-se a Deus, mas quer que elogiem por parte das pessoas; como ao efectuar a oração da melhor maneira ou tira caridade, para que as pessoas exaltem ou elogiem; ou pronunciar o “zhikr” (lembrança a Deus), afinar a voz na leitura para que as pessoas ouçam e exaltem e elogiem. E al-riyá quando incluída na acção, invalida-a; Deus, o Altíssimo diz: <> (Al-Kahf: 110). E o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “O maior medo que tenho por vós é a idolatria menor. Disseram: Ó mensageiro de Deus! Qual é a idolatria menor? Respondeu: Al-Riyá.” (Narrado por Ahmad).

Dentre ela: A acção em razão da ganância mundana; como aquele que realiza a peregrinação (hajj), ou faz o azhan (chamamento de oração) ou exerce a função de imam (dirigir as pessoas na orações), em razão de bens materiais ou aprender as ciências islâmicas, ou participar o jihad para receber bens materiais. O profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Miserável é o adorador de dínaar (dinheiro), miserável o adorador de dirham (dinheiro), miserável é o adorador de khamiissat (tipo de roupa), miserável é o adorador de khamiilat (tipo de roupa), quando é oferecido fica satisfeito e quando não é oferecido se enfurece.” (Narrado por Bukhari). O imam ibn Al-Qayyim – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: E sinceridade: é ser leal pela causa de Deus nas suas acções, suas palavras, suas vontades e suas intenções. Esta é a monoteísta tradição de Abrão que Deus ordenou a todos seus servos, não é aceite nenhuma outra, e é a realidade do Islam, conforme o Altíssimo diz: << E quem busca outra religião que o Islam, ela não lhe será aceita, e ele na Derradeira Vida, será dos perdedores.>> (Al-Imran: 85).

  E esta é a tradição de Abrão – Que a paz esteja sobre ele – na qual aquele que negar é um dos mais tolos.> Resume-se daquilo que passou que existem diferenças entre a idolatria maior e menor; que são:

1- A idolatria maior: exclui o indivíduo da religião; e a idolatria menor não exclui o indivíduo da religião, mas ele diminui a unicidade.

2- O praticante da idolatria maior é lançado eternamente no fogo infernal; e na idolatria menor seu praticante não estará eternamente no fogo, mesmo entrando.

3- A idolatria maior anula todas as acções; e a idolatria menor não anula todas as acções, porém, al-riyá anula as acções, assim como, a acção pela causa da ganância mundana, a acção que mistura as duas coisas (al-riyá e ganância mundana).

4- A idolatria maior permite sacrifício de vida e extravio de bens (do praticante) e a idolatria menor não permite.

 Terceira secção: A descrença (Al-Kufr): Seu conceito – Seus tipos

 Seu conceito:

A descrença no sentindo linguístico: encobrir e ocultar. E descrença no sentido restrito da shariah: é contrário da fé, pois, a descrença é não ter fé em Deus e Seu mensageiro, seja acompanhada de negação ou não seja acompanhada da negação; basta uma dúvida e incerteza, ou desprezo, ou ódio, ou arrogância ou seguir algumas paixões desviantes em seguir a mensagem.

Mesmo que o desmentir seja grande descrença, assim como, a negação e o desmentir odiando; com a certificação da veracidade dos mensageiros.

 Seus tipos:

São dois tipos de descrença:

Primeiro tipo - descrença maior que exclui o indivíduo da religião, que são cinco ramificações:

Primeira: Descrença por desmentir, a evidência: o dito do Altíssimo: << Haverá alguém, mais iníquo do que quem forja mentiras acerca de Deus ou desmente a verdade, quando esta lhe chega? Não há, acaso, no inferno, morada para os incrédulos?>> (Al-Ankabut: 68).

Segunda: Descrença por rejeição e arrogância com aprovação, a evidência é o dito do Altíssimo: <> (Al-Bacara: 34).

Terceira: Descrença por dúvidas, que é descrença de desconfiança, a evidência é o dito do Altíssimo: < Disse: Não penso jamais que este pereça. E não penso que a Hora advenha! Porém, se retornar ao meu Senhor, encontraria, por fim, outra dádiva melhor que esta. Seu companheiro lhe disse, enquanto dialogava com ele: Porventura renegas Quem te criou do pó, em seguida de gota seminal, depois formou-te um homem? quanto a mim, Deus é meu Senhor e jamais associarei ninguém ao meu Senhor.>> (Al-Kahf: 35-38).

Quarta: Descrença por arrogância, a evidência é o dito do Altíssimo: << E os que renegam a fé estão dando de ombros aquilo de que são admoestados.>> (Al-Ahkaf: 3).                  Quinta: Descrença por hipocrisia, a evidência é o dito do Altíssimo: <> (Al-Munafiqun: 3)

Segundo tipo: Descrença menor que não exclui o indivíduo da religião: esta descrença manifesta-se por acções, isto é, são os pecados que foram mencionados no Alcorão e Sunnah como descrença, mas não chegam ao nível de descrença maior; por exemplo a descrença das dádivas de Deus mencionadas no dito do Altíssimo: <> (An-Nahl: 112).

E o exemplo do combate do muçulmano mencionado no dito do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – “Insultos ao muçulmano é imoralidade e combate-lo é descrença.” (Bukhari e Muslim). E no seu dito – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – “Não renunciem (o Islam) depois de mim por descrença, matando uns aos outros.” (Bukhari).

E o exemplo de juramento sem ser em nome de Deus; o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Quem jurar por alguma coisa ou alguém que não seja Allah praticou descrença ou idolatria”. (Narrado por Tirmizi).

Deus denominou crente o praticante da descrença maior; o Altíssimo diz: << Ó crentes! É-vos prescrito o talião para o homicídio.>> (Al-Bacara: 178). Ele não excluiu o matador dentre aqueles que crêem, e tornou-o como irmão do responsável pelo talião, dizendo: <>(Al-Bacara: 178). O referido: é irmandade na religião, sem dúvidas. E o Altíssimo diz: <> (Al-Hujurát: 9) Até o seu dito: <> (Al-Hujurát: 10).

 Resumo das diferenças entre a descrença maior e menor:

  1. A descrença maior exclui o indivíduo da religião, anula as acções e a descrença menor não exclui o indivíduo da religião e nem anula as acções, mas diminui o suficiente e coloca seu praticante no perigo.

2. O praticante da descrença maior estará eternamente no fogo infernal, e o praticante da descrença menor caso entre no inferno não permanecerá eternamente; e Deus pode perdoar tal praticante e acabando não colocando no inferno.

3. A descrença maior permite sacrifício da vida ou extravio de bens do praticante, e na descrença menor não permite as duas acções.

4. A descrença maior obriga a inimizade particular entre o praticante e os crentes, não é permitido que o crente ame-o e ajude-o mesmo sendo parente mais próximo, e quanto a descrença menor jamais impede o auxílio, pois, o seu praticante é amado e ajudado de acordo o que tem de fé, odeia-se e hostiliza-se de acordo o que tem de desobediência.

 Quarta secção: A hipocrisia: Seu conceito, seus tipos

 Seu conceito:

A hipocrisia no sentido linguístico: o segredo que está escondido. A hipocrisia no sentido da shariah: significa demonstração do Islam e bondade, e ocultar a descrença e a maldade; assim foi denominado porque entra na shariah de uma porta e sai dela de outra porta, por essa razão Deus, o Altíssimo alertou com o seu dito: <> (Taubah: 67).

Ou seja: Eles saem da shariah.

E Deus tornou um mal para os hipócritas do que os descrentes; Ele diz: << Por certo, os hipócritas estarão nas camadas mais profundas do fogo, e para eles, não encontrarás socorredor algum.>> (An-Nissá: 145). E O Altíssimo diz: << Por certo, os hipócritas procuram enganar a Deus, mas Ele é quem os engana.>> (An-Nissá: 142). <> (Al-Bacara: 9-10).

 Tipos de hipocrisia:

São dois tipos de hipocrisia:

Primeiro tipo: Hipocrisia na crença: esta é a hipocrisia maior, qual o indivíduo demonstra o Islam e esconde a descrença, e este tipo exclui da religião por completo e o indivíduo estará nas camadas mais profundas do inferno; e Deus descreveu todas as más qualidades dos envolvidos: entre a descrença e falta de fé, zombam a religião e os seguidores, escarnecem, e inclinação completa para os inimigos da religião; para associarem-se a eles no combate ao Islam. Estes existem em todas épocas, principalmente quando é aparente a força do Islam e não conseguem combate-lo evidentemente, então, apresentam-se entrando nele; por maldade oculta sobre a religião e os seguidores; e para que vivam com os muçulmanos e fiquem seguros sobre suas vidas e bens; então, o hipócrita demonstra a sua fé em Deus, nos Seus anjos, nos Seus livros, nos Seus mensageiros e no Derradeiro Dia; enquanto no seu íntimo rejeita tudo isso e desmente, nem acredita em Deus, nem acredita que Deus falou através da palavra que revelou sobre um humano que tornou-o mensageiro para guiar as pessoas pela Sua permissão, exorta-los sobre Sua força e amedronta-los sobre sua punição, e Deus rompeu a cortina destes hipócritas e revelou os seus segredos no Sagrado Alcorão, e tornou claro seus assuntos para Seus servos, para que eles e os seguidores estejam sobre alerta. Ele mencionou os três grupos mundiais no início da surata al-bacara: Os crentes, os descrentes e os hipócritas; mencionou quatro versículos sobre os crentes; dois versículos sobre os descrentes e sobre os hipócritas mencionou treze versículos; por serem muitos e as desgraças deles em geral, e a gravidade da tentação sobre o Islam e seus seguidores, pois, a desgraça do Islam por parte deles é muito grave; porque eles estão conectados a ele para seu auxílio e segurança, sendo que na realidade são os seus inimigos; retiram seu ódio em todas as formas e o ignorante pensa que é sabedoria e bondade, sendo que é extrema ignorância e estrago.

E esta hipocrisia tem seis subtipos:

1. Desmentir o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

2. Desmentir algo que o mensageiro (Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele) trouxe.

3. Detestar o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

4. Detestar algo que o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – trouxe.

5. A alegria pelo rebaixamento da religião do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

6. Detestar a vitória da religião do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

Segundo tipo: Hipocrisia nas acções: é praticar algo dentre as acções dos hipócritas, mantendo crença no coração, este não exclui o indivíduo da religião, mas é um meio para isso, e o envolvido tem fé e hipocrisia, se for demasiado por sua razão se torna autentico hipócrita; a evidência é o dito do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – “Existem quatro hábitos que quando encontrados num indivíduo indicarão que é um autêntico hipócrita. Se é encontrado algum destes comportamentos num indivíduo, então, constata-se que tem um sinal de hipocrisia até que o abandone; as quatro características de um hipócrita são: Quando lhe é confiado algo, trai; quando fala, mente; quando promete, não cumpre; quando disputa, se irrita.” (Bukhari e Muslim).

No entanto, aquele que reúne os quatro hábitos teria unido a maldade e autentica a qualidade dos hipócritas, e se tiver um desses hábitos terá parte do comportamento de hipocrisia, pois, o servo pode unir bom e mau comportamento, pode ter conduta de fé e conduta de descrença e hipocrisia, e merece a recompensa e o castigo segundo aquilo que pratica dentre as obrigações. Dentre eles: O desperdício das orações em congregação na mesquita; porque é uma das qualidades dos hipócritas; e a hipocrisia é um mal, e muito perigoso, os companheiros do profeta temiam em cair nela; Ibn Abu Maliikat disse: < Encontrei trinta dentre os companheiros do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele -, todos tinham medo a hipocrisia sobre eles mesmos.>

 As diferenças entre a hipocrisia maior e menor:

1-         A hipocrisia maior exclui o indivíduo da religião e a hipocrisia menor não exclui da religião. A hipocrisia maior: há divergência do segredo e demonstração da crença; e a hipocrisia menor: há divergência no segredo e demonstração das acções e não a crença.

2-         A hipocrisia maior não origina do crente, e quanto a hipocrisia menor pode-se originar do crente.

3-         Na hipocrisia maior geralmente o envolvido não é perdoado, caso se arrepender há divergência quanto a aceitação diante do jurista. Ao contrário da hipocrisia menor, o envolvido pode voltar-se arrependido a Deus e Ele perdoa-lo; o sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah disse: < O que se demonstra muitas vezes para o crente é uma das partes da hipocrisia, em seguida Deus o perdoa, e pode devolver sobre seu coração algo que obriga a hipocrisia, Deus afasta-a, e o crente é testado pelos sussurros do satanás, e com sussurros de descrença os quais apertam seu coração; conforme disseram os companheiros do profeta: ó mensageiro de Deus! Um de nós vê em si mesmo aquilo que se for cair do céu para a terra é melhor para ele, do que falar do mesmo; o profeta disse: “Isso é franqueza na fé.” (Ahmad e Muslim). E noutra narração vem: É terrível em falar dele; o profeta disse: “Louvado seja Deus que devolveu sua trama para sussurros.” (Abu Daud). Significa: acontecer esses sussurros com esta grandiosa rejeição, e afastando do coração demonstra uma fé franca.>

Quanto aos envolvidos na hipocrisia maior; Deus diz sobre eles: <(do erro). Al-Bacara: 18. Ou seja: para o Islam no seu interior; e Deus diz sobre eles: << Não reparam, acaso, que são tentados uma ou duas vezes por ano? Porém não se arrependem, nem meditam.>> (Taubah: 126).

O sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah disse:

Quinta secção: Esclarecimento de tudo sobre a ignorância – a depravação – a perdição – a apostasia: Suas divisões e regras

 1-     A Ignorância (al-jahl):

Foi a situação dos árabes antes da era do Islam; dentre a ignorância acerca de Deus e seus mensageiros, e as legislações da religião, a vanglória pelas linhagens, a arrogância e intimidação, e outras situações similares referentes a ignorância que é a falta de conhecimento ou não seguir o conhecimento; o sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah disse: < Na verdade, aquele que não sabe a verdade é um ignorante com uma ignorância simples, caso crer o seu contrário é um ignorante com uma ignorância composta; caso dizer o contrário da verdade sabendo a verdade ou não sabendo, é um ignorante também, quando isso fica claro, então, as pessoas antes da revelação do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – estavam na época da ignorância ligada a ignorância, pois, não tinham ditos e acções, porém, inventou para eles o ignorante, quem praticava era o ignorante, assim como, tudo o que contraria aquilo que os mensageiros trouxeram, dentre os judeus e cristãos, é uma ignorância e essa era a ignorância geral. Após a revelação do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – pode haver (ignorância) numa região e outra não, como é nas terras dos descrentes, pode ter numa pessoa e noutra não, como o homem antes de se converter ao Islam continua na ignorância, mesmo estando nas terras do Islam; e no momento não há ignorância após a revelação de Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – porque parte de grupo da sua nação continuam mostrando sobre a verdade até no Derradeiro Dia, e a ignorância restrita pode existir em algumas regiões de muçulmanos e em muitos muçulmanos; conforme o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Quatro (indivíduos) na minha nação estão dentre assuntos da ignorância...” (Muslim). E ele disse para Abu Zharri: “Tu és uma pessoa que há ignorância em ti.” E outros similares.>Resumo disso: A ignorância: é relativa a falta de conhecimento e divide-se em duas partes:

1.         Ignorância geral: é aquela que existia antes da revelação do mensageiro Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e já acabou pela sua revelação.

2.         Ignorância específica por países, alguns países e algumas pessoas: esta continua existindo, isso fica claro o erro dos que generalizam a ignorância dessa época, dizendo: ignorância deste século ou ignorância do século 20, e algo parecido; e o certo é dizer: ignorância de alguns indivíduos desse século ou a maioria de indivíduos desse século; e quanto a generalização não é válida e nem é permitida; porque pela revelação do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – desapareceu a ignorância geral.

 2-     A depravação (al-fissq):

Al-fissq no sentido linguístico: é o abandono. E o referido no sentido da shariah: é abandono da obediência de Deus, e ele inclui abandono total: e diz-se para o descrente: depravado; e o abandono parcial: diz-se para o crente que comete um dos maiores pecados: depravado. E são dois tipos de depravação: depravação que leva a retirada da religião, que é a descrença, e o descrente denomina-se depravado; Deus mencionou Lúcifer dizendo: <> (Al-Kahf: 50). Essa desobediência dele era descrença.

E Deus, o Altíssimo, diz: <> (Sajdah: 20); refere-se aos descrentes, demonstra isso o dito do Altíssimo: < e lhes será dito: Provai o tormento do fogo que desmentistes!>>(Sajdah: 20).

O muçulmano que comete grande pecado denomina-se depravado, mas a sua depravação não o exclui do Islam; Deus, Altíssimo diz: <> (An-Nur: 4). E o Altíssimo diz: <> (Al-Bacara: 197). Os sábios ao interpretarem a palavra depravação aqui afirmaram que são: pecados.

 3-     A perdição

A perdição: é o desvio da senda recta, é o antónimo de orientação; o Altíssimo diz: <> (Al-Isrá: 15)

A perdição pode-se denominar por vários significados:

1.         As vezes denomina-se por descrença: <> (An-Nissá: 136).

2.         Às vezes denomina-se por idolatria; o Altíssimo diz: << Quem atribuir parceiros a Deus desviar-se-á profundamente.>> (An-Nissá: 116).

3.         Às vezes denomina-se violação mas sem ser a descrença; como se diz: Seitas perdidas: isto é violação (das leis islâmicas).

4.         Às vezes refere-se a falha, dentre ele o dito de Moisés Que a paz esteja sobre ele - <> (Ach-Chuará: 20).

5.         Às vezes denomina-se ao esquecimento, dentre ele o dito do Altíssimo: << A fim de que se uma delas se esquecer, a outra recordará.>> (Al-Bacara: 282).

6.         E a perdição pode-se denominar a perdido ou ausente, dentre ele: camelo perdido.

 4-     A apostasia (al-riddah), suas divisões e regras:

Ai-Riddah no sentido linguístico: é recuar; o Altíssimo diz: << E não volteis atrás, pois, tornar-vos-íeis perdedores.>> (Al-Maidah: 21). E apostasia no sentido restrito da shariah é: a renúncia após aceitar o Islam; o Altíssimo diz: << Porém, aqueles dentre vós que renegarem a sua fé e morrerem incrédulos tornarão as suas obras sem efeito, neste mundo e no outro, e serão condenados ao inferno, onde permanecerão eternamente.>> (Al-Bacara: 217).

Suas divisões: a apostasia acontece ao cometer uma das anulações do Islam e elas são muitas, volta-se para quatro que são:

1.         Apostasia por palavras: blasfemar Deus - o Altíssimo -, ou Seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - , ou Seus anjos, ou um de seus mensageiros. Ou intitular-se conhecedor do oculto, ou intitular-se um profeta, ou crer em alguém que se intitula profeta ou invocar alguém além de Deus, pedir socorro a alguém naquilo em que ninguém é capaz senão Deus e pedir refúgio dele.

2.         Apostasia por acções: como a prostração para ídolos, árvores, pedras, túmulos e sacrificar animais para eles. Lançar o Alcorão nos lugares sujos, a prática da feitiçaria e seu ensinamento e aprendizado, instituir uma legislação que não seja de Deus crendo na sua legitimidade.

3.         Renúncia pela crença: acreditar que Allah possui parceiros, crer que o adultério, as bebidas alcoólicas, os juros são lícitos; ou que o pão é ilícito, que a prática da oração não é obrigatória; e outros similares que são unânimes por ser lícito ou ilícito ou obrigatório, uma unanimidade definitiva, que os semelhantes não o ignoram.

4.         Apostasia pela dúvida em algo daquilo que foi mencionado (anteriormente):duvidar acerca da proibição da idolatria, do adultério ou das bebidas alcoólicas, ou a permissão do consumo de pão, duvidar a mensagem do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – ou a mensagem de outros profetas, ou duvidar da sua honestidade, ou duvidar na religião islâmica, ou duvidar na sua melhoria para essa época.

5.         Apostasia pelo abandono: como aquele que abandona a prática das orações intencionalmente; conforme o dito do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele –“A linha de demarcação entre o servo, a descrença e a idolatria, é o abandono da oração.” (Narrado por Muslim). E outras evidencias sobre a descrença daquele que abandona as orações.

Suas regras que resultam nela após sua aprovação:

1.         Pedido de arrependimento do apostata, caso ele se arrepender e voltar ao Islam no período de três dias, é aceite e é deixado.

2.         Se negar de se arrepender deve ser morto; conforme o dito do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – “Quem trocar sua religião, matem-no.” (Bukhari e Abu Daud).

3.         Proíbe-se o uso de seus bens no momento que se pede para ele arrepender-se, caso se converter serão dele; caso contrário, transforma-se em espólios para o baitul-mal, depois de ser morto ou após a morte na apostasia. E diz-se: a partir do momento da sua apostasia, os bens gastam-se para o interesse dos muçulmanos.

4.         Interrupção da herança entre eles e seus parentes; ele não herda deles e nem eles herdam dele.

5.         Quando morrer ou for morto na sua apostasia, não é lavado, nem é feita a oração fúnebre para ele e nem é enterrado no cemitério dos muçulmanos, mas sim é enterrado no cemitério dos descrentes ou é coberto pela terra em qualquer lugar, menos o cemitério dos muçulmanos.

 QUARTO TEMA: DITOS E ACÇÕES QUE NEGAM OU DIMINUEM O MONOTEÍSMO

 Contém secções:

•           Primeira secção: Intitulação de saber o oculto na leitura da mão e da chávena, e astrologia...

•           Segunda secção: O feitiço, os adivinhos e os bruxos.

•           Terceira secção: Oferta de animais sacrificados, promessas, presentes para os santuários e túmulos e sua veneração.

•           Quarta secção: Veneração de estátuas e pedras memoriais.

•           Quinta secção: Zombaria da religião e subestimação de suas proibições.

•           Sexta secção: Julgamento além do que Deus revelou.

•           Sétima secção: Intitular-se no direito de legislar, tornar lícito e ilícito.

•           Oitava secção: Adesão para as doutrinas ateias e as seitas do tempo da ignorância.

•           Nona secção: A visão materialista para a vida.

•           Décima secção: Os amuletos e o exorcismo (Ruqá).

•           Décima primeira secção: O juramento sem o nome de Deus, a intermediação e o pedido de ajuda a criaturas além de Deus.

Primeira secção: Intitulação de saber o oculto na leitura da mão e da chávena e outros

O referido por oculto: é o que é invisível para as pessoas dentre os assuntos do futuro e do passado é um conhecimento especifico para Deus - o Altíssimo. Ele diz: << Dize: Ninguém daqueles que estão nos céus e na terra conhece o invisível, excepto Deus.>> (An-Nahl: 65). Portanto, ninguém sabe do oculto excepto Deus Único, Glorificado seja, e pode fazer aparecer para seus mensageiros sobre aquilo que Ele quer das coisas invisíveis, por um propósito e interesse; o Altíssimo diz: << Ele é o Sabedor do invisível e não faz aparecer seu invisível a ninguém, excepto a um mensageiro de quem se agrade.>> (Al-Jinn: 26-27). Significa: Deus não faz aparecer nada do oculto excepto para aquele a quem Ele escolheu para a sua mensagem, então, faz-lhe aparecer o que Ele quer do oculto; porque ele evidencia sobre a sua profecia através de milagres que provém dela para informar sobre o oculto que Deus fez aparecer sobre ele, isso inclui mensageiros anjos e humanos, e não faz aparecer além desses dois por uma evidência restrita. Então, aquele que se intitula saber sobre o oculto através de qualquer um dos meios, menos aquele que Deus especificou de seus mensageiros, é um mentiroso descrente, mesmo que se intitule através da leitura da mão ou chávena, ou adivinhos, feitiço ou astrologia ou outros similares, e isso é o que acontece a partir de alguns mágicos e charlatães de informar sobre o lugar das coisas perdidas e coisas ocultas e sobre causas de algumas doenças, dizendo: “fulano fez para ti isso e aquilo e adoeceste por causa dele.” E isso é uso de demónios e satanases; mostram para as pessoas que isso acontece para eles por meio de prática dessas coisas só por insânia e obstrução. O sheikh Al-islam ibn Taimiyyah disse: < Um dos adivinhos tinha um parceiro dentre os satanases, dava muitas informações sobre coisas ocultas que escutava secretamente, e misturavam a veracidade pela mentira.> até quando disse:< E dentre estes, há quem aparecia-lhe o satanás com alimentos, frutas, doces e outros similares que não tinham naquele lugar, e dentre eles há quem voa com génio para Meca ou Baitul Maqdass e outros lugares...>.

E a informação deles pode ser por meio de astrologia, que é inferir-se através das condições astronómicas sobre os acontecimentos terrestres, como o período de rajadas de vento ou chegada de chuva, a mudança de preços, e outras similares dentre as coisas que alegam que alcança-se o seu conhecimento pelo deslocamento dos planetas em seus cursos, a união e a dispersão deles. E eles dizem: Quem proporcionar pela estrela tal e tal, acontecerá com ele isso e aquilo; e quem viajar pela estrela tal, acontecerá para ele tal coisa; aquele que ter filho na estrela tal ou tal, acontecerá com ele tal coisa; dentre as estrelas que alegam indicar dia favorável ou maléfico (assu’ud wa an-nahuuss), como anunciam em algumas revistas fracassadas dentre as falsidades acerca dos signos e o que ocorre nele dentre as sortes.

E alguns ignorantes e fracos depositam a fé nesses astrólogos, perguntam sobre o futuro da sua vida, o que ocorre nele e sobre o seu casamento e outras coisas.

Aquele que se intitula saber o oculto ou acreditar naquele que se intitula a isso, é idólatra descrente; porque ele intitula-se associar-se a Deus daquilo que é Sua particularidade, e as estrelas são criaturas submissas, não têm controle de nada, não indicam coisas maléficas e nem favoráveis, nem morte e nem vida, tudo isso é apenas acções de satanás que escutam secretamente.

 •     Segunda secção: O feitiço, os adivinhos e a bruxaria

Todas essas acções são satânicas, proibidas, isentas ou contrarias à crença, porque não acontecem senão com assuntos de idolatria.

 1-     Conceito de feitiço e sua classificação

O feitiço significa aquilo que está escondido e favorece suas razões, foi denominado feitiço; porque acontece pelas coisas invisíveis, não se alcançam pela visão, e são alegações e encantos, ditos falados, ingestão de remédios e fumos, e tem realidade. Dentre ele há aquele que dá efeito nos corações e corpos, faz adoecer e mata, cria separação entre o casal, e seu efeito é pela causa de Deus do Universo, o Capaz, é uma acção de satânica, e muitos não se conectam senão pela idolatria e aproximação de espíritos malignos daquilo que gosta, e a conexão para seu uso pela idolatria nela, por isso a shariah comparou com a idolatria; onde o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Afastem-se de sete maiores pecados. Perguntaram: Quais são? Ele respondeu: Atribuir parceiros a Deus e o feitiço...” (Bukhari e Muslim). Ele entra na idolatria em duas vertentes:

Primeira vertente: O que existe de uso de satanases, relação e a aproximação deles daquilo que gostam; para que realizem o serviço do feiticeiro, então, o feitiço é dentre o ensinamento de satanases; o Altíssimo diz: <> (Al-Bacara: 102). Segunda vertente: O que tem de alegação sobre saber do oculto, e o caso de associar a Deus nisso, isso é descrença e perdição; o Altíssimo diz: << E com efeito, sabiam que quem a adquirisse não teria, na Derradeira Vida, quinhão algum.>> (Al-Bacara: 102). Se for assim, não há dúvidas que é descrença e idolatria, anula a crença, deve-se matar seu praticante, como fizeram um grupo de grandes companheiros do profeta – Que Deus esteja satisfeito com eles -. As pessoas toleraram sobre o feiticeiro e o feitiço, e talvez contaram que aquilo era uma das artes que eles se orgulhavam dela, e concediam prémios e incentivavam os praticantes, faziam publicidades, festas e competições de feiticeiros, e presenciavam milhares de espectadores e torcedores, ou denominam por circo, e isso é ignorância pela religião, negligencia pela crença e domínio dos maliciosos.

 2-     Os adivinhos e bruxos

3-         Eles intitulam saber o oculto e conhecer assuntos invisíveis; como a informação sobre o que vai acontecer na terra e como vai acontecer, e onde está a coisa perdida; isso pelo meio do uso dos satanases que ouvem secretamente do céu; conforme o Altíssimo diz: << Informar-vos-ei daquele sobre quem os demónios descem? Eles descem sobre todo impostor, pecador. Dão ouvido (aos demónios) e sua maioria é mentirosa.>> (Ach-Chuará: 221-223). Isso porque o satanás ouve secretamente as palavras na fala dos anjos e lança nos ouvidos do adivinho, e ele mente cerca de cem vezes com essas mentiras e as pessoas acreditam-no em razão daquelas palavras que ouviu do céu, e Deus é quem se unifica no conhecimento do oculto, aquele que alega associar-se a Ele em algo desses, seja por magia ou outros meios, ou acredita aquele que se intitula a isso, teria atribuído parceiros a Deus, daquilo que somente Sua particularidade. Portanto, o adivinho não está isento da idolatria, porque aproximou-se a satanases através daquilo que eles gostam; e é idolatria no Senhorio ao se intitular associar-se a Deus no Seu conhecimento, e idolatria na Divindade onde se aproximou a outras coisas além de Deus em algo de adoração. Segundo Abu Huraira – Que Deus esteja satisfeito com ele – relatou que o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aquele que ir ter com um adivinho e acreditar naquilo que ele diz, tornou descrente daquilo que foi revelado para o Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.” (Narrado Abu Daud). O que devemos ficar em alerta e prestar atenção: é que os feiticeiros, os adivinhos e os bruxos brincam com os princípios das pessoas, pois apresentam-se como médicos, ordenando os doentes a sacrificar (animais) não para Deus; por exemplo sacrificar uma ovelha com descrições tal e tal ou galinha, ou escrevem para eles talismãs de idolatria e protecções satânicas em forma de amuletos que penduram nos seus pescoços, ou colocam em suas caixas ou em suas casas. Outros apresentam-se como sabedores das coisas ocultas e os lugares de coisas perdidas; onde aparecem os ignorantes e perguntam sobre as coisas perdidas e eles dão a informação sobre elas ou apresentam para eles através de seus trabalhadores satanases. Alguns demonstram-se como guardiões que possuem qualidades paranormais e dignidades, ou aparência de artistas, como a entrada deles no fogo e não dar nenhum efeito, ou bater a si mesmo com espada, ou deitar-se por baixo dos pneus de carro e não dar nenhum efeito, e outras trapaças que na sua realidade é feitiço dentre as acções satânicas, ocorre nas mãos desses para criar tentação. Ou são coisas imaginárias e não há nenhuma realidade; porém, são truques escondidos praticadas diante da visão das pessoas, como a pratica da feitiçaria de Faraó com cordas e bengala. O sheikh Al-Islam disse no seu debate para os feiticeiros Al-Batwaa’ihiyyah Al-Ahmadiyyah Ar-Rifaa’iyyah “o sheikh Al-Batwaa’ihiyyah” elevando a sua voz: nós temos situações como tal e tal e alegou as situações de queimar-se no fogo e outras dentre suas especialidades, e que eles merecem concederem a situação para eles por causa disso.> O sheikh Al-Islam disse: < Eu disse em voz alta e zangado: eu dirijo-me a todo Ahmadiyyi a partir do nascente da terra ao poente: Qualquer coisa que fizeram no fogo, eu faço a mesma coisa e quem queimar está vencido, e talvez eu disse: E que Deus o amaldiçoe, mas isso depois que lavarmos nossos corpos com ácido e água quente, então as pessoas e os lideres me perguntaram sobre isso; eu disse: porque eles têm truques no contacto com o fogo, fabricam de coisas dentre gorduras de rãs e cascas de laranja, e pedra solta, e as pessoas clamaram por isso; ele começou demonstrar que tem capacidade para tal, então, disse: eu e tu nos prendemos na terra depois de encobrir nossos corpos com enxofre. Então, eu disse: Levante, comecei repetir sobre ele para fazer isso, ele estendeu suas mãos parecendo que ia tirar a camisa, e eu disse: Não, até que tomes banho com água quente e ácido; então, mostrou a ilusão que sempre fazem e disse: aquele que ama o líder que traga uma madeira – ou disse: molho de lenha – eu disse: isso prolonga e contraria para os reunidos e não acontece o referido; e sim uma lamparina acesa eu coloco o meu dedo e o seu após lavarmos; e aquele que queimar seu dedo que Deus o amaldiçoe, ou eu disse: ele está vencido, quando eu disse aquilo, ele mudou e se rebaixou.> O referido nisso é esclarecimento de que estes charlatães mentem para as pessoas com estes truques invisíveis, como puxar o carro usando o cabelo, ou colocar-se por baixo do pneu de carro, introduzir barras de ferro no seu olho, e outros similares dentre trapaças satânicas.

 •     Terceira secção: Oferta de animais sacrificados, promessas, presentes para os santuários, túmulos e sua veneração

O profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - vedou todos meios que levam à idolatria, e advertiu até ao extremo sobre eles, dentre eles: pedido nos túmulos, foram postas normas para afastar-se da sua adoração e o exagero sobre seus proprietários; dentre elas:

1. O mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – advertiu sobre o exagero sobre os devotos e benfeitores; porque isso leva a adoração deles; ele disse: “Tenham cuidado com o exagero, pois ele destruiu os povos antes de vós.” (Ahmad, Tirmizi e ibn Majah). E ele disse: “Não me exaltem como os cristãos exaltam o filho de Maria (Jesus), eu sou apenas um servo, então, digam servo e mensageiro de Deus.” (Narrado por Bukhari).

2. O mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – advertiu sobre a construção nos túmulos; conforme narrou Abu Al-Hiyaaj Al-Assadi dizendo: < Aly bin Abu Talib – Que Deus esteja satisfeito com ele – disse-me: Que tal, posso te revelar sobre aquilo que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – me revelou? Que não deixes uma imagem sem apagá-la e nem túmulo honrado sem nivela-lo.” (Narrado por Muslim).

3. Ele proibiu rebocá-lo e construir sobre ela; segundo Jabir – Que Deus esteja satisfeito com ele – disse: “O mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – proibiu rebocar o túmulo, proibiu que as pessoas sentassem sobre ele, ou fizessem construções sobre ele.” (Narrado por Muslim).

4. O mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - advertiu sobre a oração diante dos túmulos; segundo Aisha – Que Deus esteja satisfeito com ela – disse: < Quando foi revelado para o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – começava cobrir o seu rosto com o vestuário, quando fiacava desanimado destapava o rosto, então, disse enquanto estava nessa situação: Maldição de Deus sobre os judeus e cristãos; tornaram túmulos de seus profetas como mesquitas, advertiu o que fizeram, e se não fosse isso destacariam seu túmulo, mas ele temeu em tornarem uma mesquita.> (Bukhari e Muslim).

E o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Por certo, o povo antes de vós tomavam os túmulos de seus profetas por mesquitas, porém, não tomem os túmulos por mesquitas, pois, eu vos proíbo sobre isso.” (Narrado por Muslim). Tomar por mesquitas significa: Efectuar orações diante do túmulo mesmo não se construindo uma mesquita sobre ela; então, todo lugar que intencionar para oração nele, teria tomado por mesquita; conforme o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele –disse: “A terra foi feita pura e mesquita para mim.” (Narrado por Bukhari). E se for construída uma mesquita sobre o túmulo, a questão é grave. A maioria das pessoas contraria estas proibições, cometeram aquilo que o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – advertiu e por essa razão caíram na idolatria maior; construindo sobre os túmulos mesquitas, santuários e pequenas construções, e tornaram lugares que se executam todo tipo de idolatria maior, dentre sacrifícios nela, suplicar as pessoas ali enterradas, pedido de ajuda a eles, realizar promessas para eles, etc. O Sábio ibn Al-Qayyim – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: < Aquele que unir entre a sunnah do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – sobre o túmulo, aquilo que ele ordenou e proibiu, aquilo que seus companheiros seguiam; e entre aquilo que a maioria das pessoas seguem hoje; vê que um deles é contrário do outro e o contradiz; pois, jamais se unem; no entanto, o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – proibiu a realização da oração sobre os túmulos, e estes rezam diante dela, ele proibiu sobre a tomada de túmulos por mesquitas, e eles constroem mesquitas sobre os túmulos, e denominam-nos de santuários; correspondências para as casas de Deus, ele proibiu acender velas sobre túmulos, e estes permanecem acendendo lamparinas sobre eles, ele proibiu a se tomar os túmulos como lugares de comemoração, e estes tomam como lugar de comemoração e de rituais e se reúnem como se reúnem para a festa ou mais.

E ele ordenou para que nivelassem os túmulos, como narrou Muslim no seu livro: < Segundo Abu Al-Hiyaaj Al-Assadi disse: Aly bin Abu Talib – Que Deus esteja satisfeito com ele – disse-me: Que tal, posso te revelar sobre aquilo que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – me revelou? Que não deixes uma imagem sem apagá-la e nem túmulo honrado sem igualar (aos outros).> E no seu livro também, segundo Thamaamat bin Shafiyyu disse: < Estávamos com Fudhalat bin Ubaid nas terras de Roma e morreu um dos nossos companheiros, então, Fudhálat ordenou fazer-se seu túmulo e nivelou-se, em seguida, disse: ouvi mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – ordenando para que se nivelassem.>

E eles exageram na violação destes dois ditos, e erguem da terra os túmulos como uma casa e mantém abobadas acima deles.

Até quando ele disse: < Reparem para esta grande disparidade entre aquilo que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – recomendou e propôs a proibição daquilo que foi mencionado sobre os túmulos; e aquilo que eles recomendam e propuseram! E não há dúvidas que nisso há dentre os males que o servo é incapaz de enumera-las.> Em seguida, começou mencionar estes males, quando ele disse: < E dentre eles: O que o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – recomendou sobre a visita dos túmulos é para lembrar a Derradeira Vida, a benevolência para o visitado (morto) suplicando para ele, pedindo misericórdia e perdão a Deus para ele, e pedido para que Deus o perdoe; então, o visitante torna benevolente para si mesmo e para o falecido; e estes idolatras inverteram a coisa, contrariaram a religião, e a referida visita tornaram: idolatria pelos morto, suplicando e pedindo ao morto, pedido para atender as suas necessidades, buscar as bênçãos nele, pedir auxílio dele acerca dos inimigos, e outros similares; e assim prejudicam a si mesmos e ao falecido, mesmo que não seja senão o impedimento da bênção que o Altíssimo recomendou dentre a suplica para ele, pedido de misericórdia e perdão para ele...>.

E por isso, fica claro que oferecer promessas e sacrifícios para os santuários é idolatria maior; sua razão é contrariar a orientação do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – numa situação em que há obrigatoriedade dos túmulos não terem construções sobre elas e nem a edificação de mesquitas sobre eles; porque quando colocadas as abobadas, e ao seu redor as mesquitas e santuários, os ignorantes pensam que as pessoas ali enterradas beneficiam ou prejudicam, e que eles auxiliam a quem pedi-los auxilio, e que atendem as necessidades para quem se dirigir a eles, então oferecem as promessas e os sacrifícios, até se tornaram ídolos adorados ao invés de Deus, e o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - disse: “Ó Deus! Não torne meu túmulo um ídolo adorado.” (Malik e Ahmad). E ele suplicou essa súplica porque sabia que iria acontecer algo assim, e já aconteceu diante de túmulos em muitos países islâmicos, e quanto ao seu túmulo Deus protegeu pela bênção da sua súplica – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - , mesmo que tenha acontecido na sua mesquita algo dessas controvérsias a partir de alguns ignorantes e al-khurafiyyin (seita dos sufis), mas eles não conseguem chegar no seu túmulo; porque seu túmulo está em sua casa e não na mesquita, e está vedado por paredes; como o ibn Al-Qayyim – Que Deus seja misericordioso com ele – disse no seu poema: < E Deus Senhor dos mundos atendeu a sua súplica.....E vedou com três paredes >.

 •     Quarta secção: Veneração de estátuas e pedras memoriais

Estátua é uma figura esculpida na forma de um ser humano ou animal ou outros seres que tem alma; e quanto as pedras, eram lugares que os idolatras faziam seus sacrifícios. Pedras memoriais: são estátuas que eles montavam nos campos ou algo similar; para reviver memorias de um líder ou a maioria.

O profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – advertiu sobre desenhar seres vivos, particularmente desenhar a maioria dos humanos como sábios, reis, servos, líderes e presidentes, seja esse retrato por meio de desenhos no quadro ou caderno, na parede ou roupa; ou por meio de máquina de leitura óptica conhecidas actualmente, ou por meio de escultura, e construir o retrato na forma de estátua; e o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – proibiu pendurar imagens sobre as paredes e lugares similares; e sobre as estátuas de pedras, dentre elas: pedras memoriais; porque isso é um meio para a idolatria; pois a primeira idolatria que aconteceu na terra foi em razão de desenhar e esculpir imagens; isso porque < No povo de Noé existiam homens virtuosos, quando eles morreram, seus povos se entristeceram, então, o satanás inspirou-lhes: fixem nos lugares que eles sentavam uma estátua e denominem pelos seus nomes, então, eles fizeram e não foram adorados; até quando aqueles morreram e o conhecimento foi esquecido e foram adorados.> (Narrado por Bukhari). Quando Deus enviou seu profeta, Noé – Que a paz esteja sobre ele – para proibir essa idolatria que aconteceu por causa daquelas imagens que foram fixadas, o seu povo negou em aceitar a sua convocação e insistiram na adoração daquelas imagens fixadas que se transformaram em ídolos: <(uns com os outros): Não abandoneis os vossos deuses, nem tampouco abandoneis Wadda, nem Sua'a, nem Yaguça, nem Ya'uca, nem Nassara.>> (Nuh: 23). Esses são os nomes dos homens que foram desenhados naquelas imagens com aparência deles; para reviver a memória deles e exaltação para eles. No entanto, veja o que resultou por causa desses monumentos memoriais, dentre a atribuição de parceiros a Deus e a oposição contra seus mensageiros! O que causou a sua destruição por dilúvios, e por causa da aversão deles diante de Deus e diante de suas criaturas; o que te indica os perigos de desenhar e esculpir imagens, por isso o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – amaldiçoou os escultores e informou que são as pessoas que terão pior castigo no Dia da Ressurreição, e ordenou a se apagar as imagens, informou que os anjos não entram numa casa onde tem imagens, tudo isso por causa de seus estragos, e os graves perigos sobre a nação na sua crença, porque a primeira idolatria que aconteceu na terra foi de escultura de imagens, seja essa escultura da imagem ou estátua na sentada deles ou nos campos ou nos jardins; pois, é ilícito na shariah; porque é um meio para a idolatria e estrago da crença. Se os incrédulos praticam essa acção hoje é porque não tem uma crença que eles seguem; por isso o muçulmano não é permitido imitá-los e compartilhar essa prática; para proteger a crença deles que é a essência da força e felicidade deles. E não se pode dizer: Que as pessoas já ultrapassaram essa fase e já conhecem a unicidade (tauhid) e a idolatria (shirk); porque o satanás olha para a geração futura quando esta mostra a ignorância, como fez com o povo de Noé quando morreram seus sábios e revelou-se neles a ignorância, e porque o vivente não está isento da tentação, conforme o Abrão – Que a paz esteja sobre ele - disse: << E preserva a mim e aos meus filhos da adoração dos ídolos!>>. (Ibrahim: 35). Ele temeu a tentação por si mesmo; alguns predecessores disseram:

 Quinta secção: Zombaria da religião e subestimação de suas proibições

Classificação da zombaria da religião

A zombaria da religião é renúncia ao Islam, e exclusão da religião por completo; Deus - o Altíssimo – diz: <> (Taubah: 65-66). Este versículo mostra que zombaria a Deus é descrença, zombaria ao mensageiro é descrença e a zombaria pelos versículos de Deus é descrença, então, aquele que zombar uma dessas coisas é como zombasse a todas elas. E o que aconteceu com estes hipócritas é que zombaram ao mensageiro e a seus companheiros, e foi revelado o versículo. Portanto, a zombaria por essas coisas é correlativa, pois, aqueles que subestimam a unicidade de Deus – o Altíssimo – e exaltam súplicas a outras divindades dentre os mortos; quando são ordenados a seguir o monoteísmo e proibidos a idolatria, subestimam; conforme o Altíssimo diz: << E quando te vêm não te tomam senão por objecto de zombaria e dizem: É este quem Deus enviou por mensageiro? Por certo, ele quase nos descaminhara de nossos deuses, não houvéssemos sido perseverantes.>> (Al-Furqan: 41-42). Eles zombaram o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – quando proibiu-os a idolatria, e os idolatras continuaram desprezando os profetas classificando-os de tolos, perdidos, loucos, isso quando são convocados para o monoteísmo; em razão daquilo que está nos seus corações que é exaltação da idolatria. Assim encontras quem parece com eles; quando vê quem o convoca para o monoteísmo zomba por isso; em razão do que possui de idolatria; Deus – o Altíssimo – diz: << E dentre os homens há quem, em vez de Deus, tome semelhantes (em adoração), amando-os como se ama a Deus.>> (Al-Bacara: 165).

No entanto, aquele que ama uma criatura da mesma maneira que ama a Deus, é idólatra. E é preciso diferenciar entre amor pela causa Deus e amor com Deus. Estes que tomam os túmulos por ídolos, encontras zombando aquilo que é unicidade de Deus e sua adoração, e exaltam aquilo que tomam além de Deus como intercessores, e um deles faz o falso juramento em nome de Deus, mentindo, e não ousa em jurar pelo seu sheikh, mentindo, e muitos e vários grupos, vês um deles que o pedido de ajuda dele é somente com o sheik – ou no seu túmulo ou noutro lugar – isso é benéfico para ele do que suplicar a Deus na mesquita pouco antes da aurora! E zomba aquele que ajusta seu caminho levando-o para o monoteísmo, a maioria deles sabotam as mesquitas e erguem santuários. Isso não é senão subestimação a Deus, a seus versículos, seu mensageiro e exaltação da idolatria? Isso acontece muito hoje com os adoradores de túmulos.

 Tipos de zombaria pela religião

 A zombaria é de dois tipos:

Primeiro: A zombaria franca, como aquela na qual foi revelado o versículo; que o dito deles foi: “Nunca vimos iguais estes nossos leitores, com barrigas tão grandes, tão mentirosos e tão medrosos diante do inimigo.” E outros similares dentre os ditos de zombadores, como o dito de alguns deles: “Essa vossa religião é a quinta.” O dito do outro: “Vossa religião é mais desastrada.” E o dito dos outros quando vêm aqueles que ordenam o bem e proíbem o mal: “Apareceram para vós os adeptos da religião” em tom de zombaria, e outros parecidos que são inúmeros, e que são graves que a palavra daqueles que foi revelado o versículo.

Segundo: Não franca, que é um mar que não tem costa, por exemplo: o piscar do olho, retirar a língua, apertar os lábios, as insinuações com a mão durante a leitura do Alcorão ou a sunnah do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – ou quando ordena o bem e proíbe o bem. E ditos como estes que alguns dizem: “O Islam não se encaixa para o século 20; só se encaixa para a era medieval, e que o Islam é um atraso e retrocesso, e que há crueldade, brutalidade, penas e punições, e que há injustiça contra os direitos da mulher; onde permitiu o divórcio, a poligamia. E o dito deles: O julgamento pela legislação civil é melhor para as pessoas que o julgamento pelo Islam. E dizem para aquele que convoca para a unicidade Deus e nega a adoração dos túmulos e santuários: “Este é extremista”, ou “Quer divergir a união dos muçulmanos”, ou: “Este é wahab” ou “Quinta doutrina.”E ditos parecidos que constituem ofensa da religião e seus seguidores, e zombaria da verdadeira crença, e não há poder nem força excepto por Deus. E dentre essas: A zombaria deles para aquele que se apega a uma das tradições do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - , dizendo: “A religião não está nos cabelos”; zombando a criação de barba, e outras palavras de imprudência  parecidas as anteriores.

 •     Sexta secção: Julgamento além do que Deus revelou

Dentre as exigências da fé em Deus – o Altíssimo – e sua adoração: a submissão pelo seu julgamento e agradar-se pela sua shariah, voltar-se ao seu Livro (Alcorão) e a sunnat do Seu mensageiro diante da divergência nas opiniões, nos princípios, nas disputas, na vida, nos bens e o resto dos direitos, pois, Deus é o julgamento e com ele está o julgamento, no entanto, o juiz deve julgar de acordo a revelação de Deus, os responsáveis devem julgar uns aos outros para aquilo que Deus revelou no seu Livro e na sunnah do seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele -; a respeito dos governantes, o Altíssimo diz: << Por certo, Deus vos ordena que restituais os depósitos a seus donos; e quando julgardes entre os homens, que julgueis com justiça.>> (An-Nissá: 58). E a respeito dos responsáveis, Ele diz: <<Ó fiéis, obedecei a Deus, ao Mensageiro e às autoridades, dentre vós! Se disputardes sobre qualquer questão, recorrei a Deus e ao Mensageiro, se sois crentes em Deus e no Derradeiro Dia, porque isso vos será preferível e de melhor interpretação.>> (An-Nissá: 59).

Em seguida esclareceu que não se une a fé com o julgamento daquilo que Deus não revelou; o Altíssimo diz: <(sedutor), sendo que lhes foi ordenado rejeitá-lo? Porém, Satanás quer desviá-los profundamente.>> (An-Nissá: 60). Até o dito do Altíssimo: << Então, por teu Senhor, não crerão até que te tomem por juiz de suas dissensões entre eles, em seguida, não encontrem em si mesmos, constrangimento no que julgaste, e até que se submetam completamente.>> (An-Nissá: 65).

O Glorificado nega categoricamente por juramento – a existência de fé para aquele que não se julga ao mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e se agrada com seu julgamento e aceita-o; assim como declarou a descrença dos líderes que não julgam com aquilo que Deus revelou, pela injustiça e depravação deles; o Altíssimo diz: <> (Al-Maidah: 44). E o Altíssimo diz: <> (Al-Maidah: 45). << Aqueles que não julgarem conforme o que Deus revelou serão depravados.>> (Al-Maidah: 47).

E é preciso julgar através daquilo que Deus revelou, e julgarem-se através dele em todos recursos de discussões nas opiniões interpretativas entre os sábios, e não se aceita senão aquilo que o Alcorão e sunnah mostram; sem apegar-se a um mad’hab (doutrina) e nem parcialidade de imam, e nas contestações e discussões nos restantes direitos; e não apenas nas situações pessoais, como em alguns países que pertencem ao Islam; porque o Islam todo é indivisível; o Altíssimo diz: << Ó fiéis! Entrai no Islam, todos vós.>> (Al-Bacara: 208). E o Altíssimo diz: << Credes, acaso, em uma parte do Livro e negais a outra? >> ((Al-Bacara: 85). Assim como os seguidores das doutrinas e métodos actuais devem responder as opiniões de seus imamos de acordo o Alcorão e sunnah, aquilo que coincidir com os dois apegam-se e aquilo que divergi-los devem rechaçar sem apego e nem parcialidade; principalmente nos assuntos de crença, pois, os imamos – Que Deus seja misericordioso com eles – aconselham sobre isso, e são esses a quem Deus diz: <> (Taubah: 31). O versículo não é especifico para os cristãos, pois, aborda todo aquele que age como a prática deles; então, aquele que contrariar aquilo que Deus e seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – ordenaram, como o julgar ao contrario daquilo que Deus revelou, ou solicita-lo seguindo aquilo que é seu desejo ou quer; teria tirado o laço do Islam do seu pescoço, mesmo alegando que ele é crente; pois, Deus – o Altíssimo – detestou aquele que deseja isso e desmentiu-os na alegação deles sobre a fé; o Altíssimo diz: <> (An-Nissá: 60).                                                                            

Em todo de Seu dito: “pretendem”, negar a existência de fé neles, porque essa palavra aplica-se para aquele que se intitula algo sendo que é mentiroso, por contrariar a sua obrigatoriedade, e sua prática daquilo que a rejeita; isto é certificado pelo dito: << Sendo que lhes foi ordenado rejeitá-lo.>> (An-Nissá: 60); porque a descrença pelo at-taghut (satanás) é pilar da unicidade como vem no versículo da surata Al-Bacara:256<> Se este pilar não acontecer; não será monoteísta, e a unicidade é a base da fé que conserta todas as acções, e elas anulam-se pela sua ausência, como Ele esclareceu no seu dito: <>(Al-Bacara: 256). Ele negou a existência de fé para aquele que julga sem ser através daquilo que Deus revelou, mostra que julgar de acordo a shariah de Deus constitui fé e crença, e o muçulmano deve dirigir a  adoração para Deus; não pode julgar pela shariah de Deus somente em razão de que é melhor para os humanos e mais precisa na segurança, porque algumas pessoas concentram-se nessa vertente, e esquecem a primeira, e Deus, Glorificado seja, menosprezou aquele que julga através da shariah de Deus para interesses pessoais, sem ser devoção para Deus – o Altíssimo - ; diz o Altíssimo: <> (An-Nur: 48-49).

Eles não se importam senão aquilo que desejam, e aquilo que contraria seus desejos, menosprezam, porque eles não apresentam devoção para Deus julgando-se através do seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

Classificação de quem julga através daquilo que Deus não revelou:

Deus – o Altíssimo - diz:<< Aqueles que não julgarem, conforme o que Deus tem revelado, serão incrédulos.>> (Al-Maidah: 44). Sobre este sagrado versículo: O julgamento sem ser daquilo que Deus revelou é descrença, e esta descrença às vezes é maior que exclui o indivíduo da religião e às vezes é descrença menor que não exclui o indivíduo da religião, isso de acordo a posição do juiz, pois, se ele crê que o julgamento através daquilo que Deus revelou não é obrigatório, e sim opcional, ou subestima pelo julgamento de Deus, ou crer que as outras leis e regulamentos impostos pelo homem são melhores ou iguais ao de Deus, ou não se encaixam nessa época, ou através do julgamento que não seja daquilo que Deus revelou quiser agradar os descrentes e hipócritas, isso é descrença maior. Se ele crer na obrigatoriedade de julgar com o que Deus revelou, e sua sabedoria nesse incidente e sua justiça, com seu reconhecimento que merece a punição, este é pecador, denomina-se descrente mas é uma descrença menor. Se ele for ignorante quanto os preceitos de Deus e medir seu esforço, fezer o seu melhor para conhecer o preceito, e com isso errar, então, este que errou tem recompensa pelo seu esforço e seu erro é perdoado. Isto no julgamento de problema específico. E o julgamento nos problemas em geral há diferença; o sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah: Soberano do Dia do Juízo; a Ele pertence os louvores na vida terrena e na Derradeira Vida: << D’Ele é o julgamento e a Ele sereis retornados.>> (Al-Qassas: 88). <> (Al-Fath: 28).

E disse também: < Não há dúvidas que aquele que não crê na obrigatoriedade do julgamento daquilo que Deus revelou sobre seu mensageiro é descrente; aquele que permitir o julgamento entre as pessoas daquilo que vê justo, sem seguir aquilo que Deus revelou é descrente; pois, não existe uma nação que não ordena o julgamento com justiça, e pode ser que observa a justiça na sua religião como das maiores, até a maioria que segue o Islam julgam com seus costumes que Deus não revelou, como os beduínos antepassados (costumes de seus antepassados), e os líderes eram obedecidos, e viam que isto é que era preciso para o julgamento e não o Alcorão e sunnah, e isso é que descrença; pois muitas pessoas converteram-se ao Islam, mas eles não se julgam senão por costumes correntes; aqueles que os obedecidos ordenam; e estes quando saberem que não são permitidos julgar, excepto daquilo que Deus revelou e não seguirem isso, e permitiram julgar o contrário do que Deus revelou, então, eles são descrentes.>

O sheikh Muhammad bin Ibrahim disse: é descrença; e se eles disserem: erramos e o julgamento pela shariah é mais justo; isso é descrença e exclui-os da religião.> E ele – Que Deus seja misericordioso com ele – diferenciou entre o julgamento parcial o qual não se repete e o julgamento geral que é a referência em todas sentenças ou a maioria delas, e decidiu-se que essa descrença exclui da religião por completo; isso porque aquele que proíbe a shariah islâmica e torna as leis civis substitutas dela, é uma prova que ele vê as leis são melhores e interessantes que a shariah, e isso não há dúvidas que é descrença maior que exclui o indivíduo da religião e invalida o monoteísmo.

 •     Sétima secção: Intitular-se no direito de legislar, tornar lícito e ilícito

Legislar as regras que ocorrem sobre os servos nas suas adorações, transacções e o restante de assuntos, o que separa as disputas entre eles e impede as discussões, é direito de Deus – o Altíssimo – o Senhor dos mundos, o Criador das criaturas: <> (Al-Araf: 54). E Ele é quem sabe o que é interessante para seus servos, e legisla para eles, pelo julgamento no seu Senhorio para eles permite-lhes e através do julgamento na devoção deles aceitam sua regra, e o bem nisso retorna para eles; o Altíssimo diz: <> (An-Nissá: 59). E o Altíssimo diz: <> (Ach-Churá: 10).

O Glorificado detestou que os servos tomem outra shariah além d’Ele, dizendo: << Ou têm eles parceiros que legislaram, para eles, o que, da religião Deus não permitiu?>> (Ach-Churá: 21). Portanto, aquele que aceita uma legislação que não seja de Deus, atribuiu parceiros a Deus – o Altíssimo - , aquilo que Deus e seu mensageiro não permitiram dentre as adorações, constitui inovação, e toda inovação é perdição; o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aquele que introduzir algo que não está em conformidade com a nossa religião, será rechaçado.” (Narrado por Bukhari e Muslim). E noutra narração: “Quem praticar uma acção que não está em conformidade com a nossa religião será rechaçada.”(Narrado por Muslim).

E aquilo que Deus e seu mensageiro não permitiram na política e no julgamento entre as pessoas, então, é julgamento de at-thagut (satanás) e julgamento do tempo da ignorância: << Buscam, então, o julgamento dos tempos da ignorância? E quem melhor que Deus, em julgamento, para um povo que se convence.>> (Al-Maidah: 50).

Assim como o tornar algo lícito e ilícito é direito de Deus – o Altíssimo -, ninguém é permitido a compartilha-lo nisso; o Altíssimo diz: << E não comais daquilo, sobre o qual não foi mencionado o nome de Deus. E por certo, isto é perversidade. Na verdade, os demónios inspiram seus aliados, para que contendam convosco. E se vós lhes obedeceis, sereis idólatras. >> (Al-Aniam: 121).

No entanto, o Glorificado tornou a obediência aos satanases e seus aliados naquilo que eles dão permissão sendo que Deus proibiu, como sendo associação ao Glorificado com outras divindades; assim como aquele que obedece os sábios e lideres ao proibirem aquilo que Deus permitiu, ou tornarem lícito aquilo que Deus proibiu, este teria tomado os sábios e líderes como senhores além de Deus; conforme o dito de Deus – o Altíssimo -: <> (Taubah: 31).  E no hadith, disse: Ó mensageiro de Deus! Nós não os adoramos. O profeta disse: Será que eles não tornam lícito aquilo que Deus proibiu e vocês tornam-no lícito, e eles tornam ilícito aquilo que Deus permitiu e vocês tornam-no ilícito ?! Ele disse: Claro que sim. O profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: Esta é a adoração deles.>(Narrado por Tirmizi).

Então, a obediência a eles no que diz respeito ao lícito e o ilícito, ao invés de Deus, constitui adoração a eles e idolatria, e é idolatria maior que nega a unicidade que é significado de do testemunho que não há outra divindade além de Deus; e dentre seus significados: é que tornar algo lícito ou ilícito é um direito para Deus – O Altíssimo - , e se isso for para aquele que obedeceu os sábios e servos no que é ilícito e lícito, no qual diverge a recomendação de Deus sendo que sabe dessa divergência, pois, estão mais próximos do conhecimento e religião, e pode ser que seu erro no esforço interpretativo não alcançou a veracidade, e eles são recompensados sobre isso; o que será daquele que obedece regras de leis civis que são feitos por descrentes e ateus, trazem para os países dos muçulmanos e julgam através delas entre eles? Não há mudança e nem poder excepto por Deus. Por certo, este tomou os descrentes por senhores além de Deus, legislam para ele as regras, permitindo para ele o ilícito e julgam entre criaturas.

 •     Oitava secção: Adesão  das doutrinas ateias e as seitas do tempo da ignorância

1-         Aderir as doutrinas ateias como o comunismo, o laicismo, o capitalismo e outras dentre as doutrinas de descrença é apostasia sobre a religião islâmica, se o pertencente a essas doutrinas alega seguir o Islam isso é uma das maiores hipocrisias, pois, os hipócritas aparentemente aderem ao Islam enquanto no íntimo deles estão com os descrentes; conforme o Altíssimo diz sobre eles: < dizem: “Cremos”, e quando estão a sós com seus demónios dizem: “Por certo, estamos convosco, somos apenas zombadores.” (Al-Bacara: 14). E o Altíssimo diz: << Os que espreitam o que ocorrerá para vós; então, se obtendes uma conquista vinda de Deus, dizem: “Não estávamos convosco?” E se há para os renegadores da fé porção da conquista, dizem: “Não vos conduzimos e vos defendemos dos crentes?”>> (An-Nissá: 141).  No entanto, estes hipócritas traidores; cada um deles possui duas caras: uma cara que vai ao encontro dos crentes e outra cara virada para seus irmãos ateus; e possui duas línguas: uma delas evidentemente aceitáveis pelos muçulmanos e outra traduz sobre o seu segredo encoberto: <<<< E quando deparam com os que crêem, dizem: “Cremos”, e quando estão a sós com seus demónios dizem: “Por certo, estamos convosco, somos apenas zombadores.” (Al-Bacara: 14). Eles menosprezaram o Alcorão e sunnah, zombaram e escarneceram seus seguidores, se recusaram a serem dirigidos pela regra das duas revelações, alegrando-se daquilo que eles têm de conhecimento que não se beneficia muito dele excepto ingratidão e arrogância, e vês eternos apegados a zombaria da clara revelação: << Mas Deus escarnecerá deles e os abandonará, vacilantes, em suas transgressões.>> (Al-Bacara: 15). E Deus ordenou a adesão pelos crentes: << Ó fiéis, temei a Deus e permanecei com os verazes!>> (Taubah: 19). Estas seitas ateias são controversas, porque se baseiam na falsidade; a comunista nega a existência do Criador – Glorificado Seja, o Altíssimo – e combate as religiões celestiais; e quem fica satisfeito para que sua mente viva sem crença, e nega as possibilidades da certeza mental, e invalida a sua mente? O laicismo rejeita as religiões, e adopta o materialismo no qual não tem um direcionamento para ela e não há nenhum propósito nesta vida senão a bestial! O objectivo do capitalismo é acumular os bens seja de qual for o meio, e não se restringe pelo lícito ou ilícito, nem simpatia e nem piedade sobre os pobres e necessitados, e o suporte da economia dele é a riba (usura) que é combate a Deus e a seu mensageiro; no qual é aruinação das nações e as pessoas, e suga a vida das nações pobres, e qual racional – bem como aquele que têm um pouco de fé – se alegra em viver sobre essas doutrinas, sem juízo e nem religião, e nem propósitos verdadeiros da sua vida, e se defende por causa delas, essas doutrinas combateram os países islâmicos quando faltou a verdadeira religião na maioria deles, e levou a sua perda e viveram sob dependência.

2-         A adesão para as seitas da época da ignorância, e as nacionalistas racistas, é outra descrença e apostasia sobre a religião islâmica; pois, o Islam rejeita o fanatismo, e o preconceito religioso da época da ignorância; o Altíssimo diz: <<Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Deus, é o mais temente.>> (Al-Hujurat: 13). E o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aquele que convoca para o tribalismo não pertence a nós, e não pertence a nós aquele que combate em favor do tribalismo e não pertence a nós que se enfurece pelo tribalismo.” (Narrado por Tirmizi). E ele – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Por certo, Deus tirou de vós o orgulho do tempo da ignorância, e os superiores se orgulharam por ela, e o ser humano ou pode ser um crente temente ou imoral infeliz, e as pessoas são filhos de Adão, e Adão foi criado do barro, e não há preferência dos árabes sobre os estrangeiros excepto pelo temor.” (Narrado por Muslim). Estas seitas separam os muçulmanos, e Deus ordenou a união e colaboração na bondade e no temor e proibiu a separação e a divergência; o Altíssimo diz: <> (Al-Imran: 103). Na verdade, Deus – Glorificado seja – quer que sejamos com uma única seita, seita vitoriosa de Deus; mas o mundo islâmico se tornou quando foi combatido política e culturalmente pela Europa, sujeito para estes domínios de vidas, países e regiões, e acreditado nela como a questão científica, real, e planejada e é uma realidade inevitável, e seus povos esforçam-se estranhamente para reviver esses domínios que o Islam eliminou-os, e aproveitar-se deles revivendo seus símbolos, e orgulhar-se pela confiança oferecida sobre o Islam, e é isso que o Islam insiste a sua denominação por ignorância, e Deus dadivou aos muçulmanos por terem saído dela, e incentivou-os a agradecer essa graça. E a natureza do crente é não lembrar o tempo da ignorância – seja da época passada ou recente excepto por abominação, contestação, a infelicidade e a perturbação; e será que o prisioneiro punido que foi dado a sua liberdade lembra de seus dias de preso, tortura e ofensas; a não ser que sua irritação o perturbe? Será que o inocente lembra de doença grave e longa que quase o levou a morte nos dias que ficou doente, a não ser que isso ofusque a sua mente e mude a sua cor (de medo)?     A obrigação é saber que estas seitas são uma punição que Deus enviou para aqueles que desprezam sua shariah, e rejeitam para a sua religião, conforme o Altíssimo diz: <> (Al-Aniam: 65). E o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aqueles que seus líderes não julgam pelo Alcorão, Deus torna a fúria entre eles.” (Narrado por ibn Majah). O fanatismo pelas seitas provoca a rejeição da verdade que está com os outros; como a situação dos judeus, os quais Deus diz: < (Alcorão), embora seja a verdade corroborante da que já tinham.>> (Al-Bacara: 91).   E como a situação do povo na época das ignorâncias, que rejeitaram a verdade vinda do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – por fanatismo daquilo que seus pais eram: <> (Al-Bacara: 170). Os seguidores dessas seitas querem tornar substituto do Islam, no qual Deus dadivou para os humanos.

•           Nona secção: A visão materialista para a vida e os estragos dessa visão

Existem duas visões para a vida: visão material para a vida e visão correcta, em ambas visões tem seus efeitos:

 a-    Visão material da vida e o seu significado

A visão material da vida e seu significado: quando o pensamento da pessoa é limitado em adquirir seus prazeres de imediato e suas acções são limitas na aplicação disso, seu pensamento não excede o que está atrás disso dentre as consequências, e não pratica para isso e nem se importa com isso, e não sabe que Deus tornou esse mundo uma produção para a Derradeira Vida, fez o mundo de moradia para prática de acções e fez a Derradeira Vida de moradia da recompensa, aquele que aproveitar seu mundo praticando boas acções lucra as duas moradas e quem perder seu mundo perde na sua Derradeira Vida: << Perde a vida terrena e a Derradeira Vida. Essa é a evidente perdição.>> (Al-Hajj: 11).   Deus não teria criado este mundo em vão, e sim criou por uma grande sabedoria; o Altíssimo diz: <> (Al-Mulk: 2). E o Altíssimo diz: <> (Al-Kahf: 7). O Glorificado fez existir prazeres imediatos nessa vida e atractivos evidentes dentre a riqueza, os filhos, prestígios, poder e o resto de prazeres que ninguém sabe excepto Deus. Dentre os humanos – que são a maioria – há que limita a sua visão sobre as aparências e seus encantos, e faz desfrutar delas a si mesmo e não presta atenção no segredo dela, então, ocupa-se em adquiri-la e acumula-la deixando a acção para aquilo que vem depois; e até pode negar a existência de outra vida; conforme o Altíssimo diz: <> (Al-Aniam: 29).

  Deus – o Altíssimo – prometeu quem tem esta visão para a vida; o Altíssimo diz: <> (Yunus: 7-8).

E o Altíssimo diz: <> (Hud: 15-16).

Esta promessa inclui os indivíduos dessa visão; mesmo sendo aqueles que praticam acções para a Derradeira Vida; querem a vida mundana, como os hipócritas e os que praticam acções por exibicionismo, ou for dos descrentes que não acreditam na ressurreição ou ajuste de contas, assim como a situação dos povos do tempo da ignorância e as doutrinas destruidoras dentre o capitalismo, o comunismo e o laicismo ateu, esses não souberam o valor da vida, a visão deles nem se conta como se fosse a visão de rebanho, pois, são mais perdidos no caminho, porque eles invalidaram suas mentes, zombam de suas capacidades, perderam seus tempos daquilo que não permanecerá com eles e nem eles permanecerão para os bens, e não praticaram acções para o destino que lhes espera e é preciso para eles. E os animais não têm um destino que lhes espera, não tem mente que raciocina, ao contrário daqueles; por isso o Altíssimo diz: <> (Al-Furqan: 44) E Deus descreveu os indivíduos dessa visão por falta de sabedoria; o Altíssimo diz: <<É a promessa de Deus, e Deus jamais quebra a Sua promessa; porém, a maioria dos humanos não sabe. Eles sabem tão-somente das aparências da vida terrena; porém, estão desatentos quanto à Derradeira Vida.>> (Ar Rum: 6-7).

Mesmo que eles sejam pessoas com experiência em invenções industriais; são ignorantes não merecem ser descritos pelo conhecimento, porque o conhecimento deles não excede a evidente vida mundana, este conhecimento é incompleto não merece que seus proprietários sejam denominados por essa nobre descrição; e diz-se: sábios denominando-se aos que tem conhecimento e temem a Deus, conforme o Altíssimo diz: << Apenas os sábios receiam a Deus, dentre Seus servos.>> (Fátir: 28). E dentre a visão materialista para a vida mundana: aquilo que Deus mencionou na história de Qárun, e daquilo que lhe concedeu de tesouro: < Os que desejavam a vida terrena disseram: Quem dera houvesse para nós, algo igual ao que foi concedido a Qarun. Por certo, ele é de magnífica sorte!>> (Al-Qassas: 79).

Eles quiseram e desejaram (tesouro) igual a ele, e descreveram como tendo grande sorte baseando-se na visão materialista, e isso é como a situação de hoje nos países descrentes, e daquilo que possuem de avanço industrial e económico; e os muçulmanos com fé fraca olham para eles com olhar de admiração sem observarem aquilo que têm de descrença, e aquilo que lhes espera de mau destino, e essa visão errada leva-lhes a exaltar os descrentes e a respeita-los dentro de seus corações e a imitá-los nos seus comportamentos e maus costumes, e não os imita no esforço e na preparação da força e algo benéfico dentre invenções e indústrias; conforme o Altíssimo diz: <> (Al-Anfal: 60).

 b-   Segunda visão da vida: A visão correcta

É o ser humano considerar aquilo que tem nessa vida dentre os bens, poder e potencial económico, como sendo meio que o auxilia para as acções da vida do além. E mundo na realidade não difama para isso, porém, o elogio e a difamação dirige-se para a prática do servo, ela é uma ponte e passagem para a Derradeira Vida, nela há provisão do Paraíso, e a melhor vida que alcançam os moradores do Paraíso aconteceu para eles daquilo que plantaram no mundo. O mundo é morada de batalha, de orações, de jejum, o dispêndio no caminho de Deus, uma pista de competição para boas coisas.

Deus – o Altíssimo – diz para os moradores do Paraíso: <> (Al-Haqqat: 24).

 Decima secção: Sobre exorcismo e os amuletos

 1-     O exorcismo (ruqá):

É uma protecção na qual é esconjurado o indivíduo afectado pela desgraça como febres, epilepsia e outros similares dentre as desgraças, e a denominam de encantos, são dois tipos:                                                                                                                                    Primeiro tipo: aquele que é isento de idolatria, onde se lê algo do Alcorão para o doente ou pede-se refúgio pelos nomes de Deus e seus atributos; no entanto, este é permitido; pois, o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – realizou o exorcismo, ordenou e permitiu; segundo Auf bin Málik disse: “Realizávamos o exorcismo na época da ignorância e dissemos: ó mensageiro de Deus, como vê nisso? Demonstraram para mim o vosso exorcismo, e não há culpa nisso desde que não seja idolatria.” (Narrado por Muslim).

O Suyútii disse: Os sábios são unânimes acerca da permissão do exorcismo quando se reúnem três condições: Que seja pela palavra de Deus ou pelos nomes de Deus e seus atributos, que seja na língua árabe e que se conheça seu significado, e que se creia que o exorcismo não tem efeito por si mesmo e sim pela determinação de Deus – o Altíssimo. A forma de realização: Lê-se e sopra-se sobre o doente ou lê-se sobre a água e dá-se de beber o doente, como veio no hadith de Thábit bin Qaiss: < Que o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – levou barro de Bat’han e colocou no copo, em seguida, soprou-a com água e derramou sobre ele.> (Narrado por Abu Daud). Segundo tipo: Aquele que não está isento de idolatria: é o exorcismo na qual pede-se ajuda além de Deus, dentre suplicar, pedir apoio, pedir protecção além de Deus, como o exorcismo pelos nomes de génios, nomes de anjos, profetas e virtuosos; no entanto, isso é suplicar além de Deus, que é idolatria maior. Ou acontece sem ser na língua árabe ou daquilo que não sabe seu significado; porque teme-se em entrar na descrença ou idolatria sem saber dela; este tipo de exorcismo é proibido.

 2-     Os amuletos (tama’im):

É o que se pendura nos pescoços das crianças para proteger da maldade, e pode se pendurar nos adultos dentre os homens e mulheres, e são de dois tipos:

Primeiro tipo de amuletos: aquele que é do Alcorão; que se escreve versículos do Alcorão ou nomes de Deus e seus atributos, pendura-se para se curar através deles; para este tipo de amuleto, os sábios se divergem quanto a regra de pendura-lo, e são duas opiniões: primeira: A permissão, é opinião de Abdullah bin Amr bin Al-Áss, e é o evidente que foi narrado através da Aisha, e também é dito de Abu Janfar Al-Báquir, Ahmad bin Hanbal na sua narração e levaram do hadith que consta na proibição de pendurar os amuletos sobre amuletos que contem idolatria.

Segunda: A proibição, é opinião de ibn Massud e ibn Abbas e é a o evidente dito de Huzhaifah e Uqbah bin Aamir, ibn Akiim, e disso também disseram um grupo de tábiin, entre eles: companheiros de ibn Massud, Ahmad na narração escolhida pela maioria de seus companheiros e foi decisão dos actuais, com a evidência daquilo que ibn Massud – Que Deus esteja satisfeito com ele -  narrou dizendo: < Ouvi o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – dizendo: “Sem dúvida; os exorcismos, os amuletos e as seduções constituem politeísmo”. (Narrado por Ahmad, Abu Daud e ibn Májah).

At-Tiwalah: é algo que fazem alegando que faz apaixonar a mulher por seu marido e vice-versa. Isso é o correcto por três vertentes: Primeira: Proibição em geral; e não há especificado no geral. Segunda: Saddu zharii’ah; pois, isso pode leva a suspensão daquilo que não é permitido.

Terceira: Quando pendurar algo do Alcorão, o indivíduo pode desrespeitar levando consigo quando vai atender necessidades, limpeza íntima e algo similar. Segundo tipo de amuletos que são pendurados sobre as pessoas: Que não seja algo de Alcorão, como colares, ossos, conchas, fio costurado, chinelos, pregos, nomes de demónios, génios e mágicos, este é absolutamente proibido, e é idolatria; porque é relação com aquilo que não é Deus – Glorificado seja - , seus nomes e atributos e seus versículos; e no hadith: “Quem relacionar a algo será representado pela tal coisa.” (Narrado por Ahmad e Tirmizi). Ou seja: Deus incumbe para aquela coisa que ele se relacionou. Aquele que se relaciona a Deus, dirige-se a Ele, e entregar seu assunto a Ele, basta-lhe, aproxima-lhe todo distante e facilita-lhe toda dificuldade. E aquele que se relacionar além de Deus, dentre as criaturas, amuletos, remédios, túmulos, Deus delega para aquele que não lhe intercede nada, nem possui prejuízo ou benefício para ele, assim perde sua crença, interrompe-se sua relação com o Seu Senhor e é humilhado por Deus.  A obrigação do muçulmano: é proteger sua crença daquilo que a estraga ou a isenta, e não buscar aquilo que não é permitido dentre os remédios, e não vai para os tolos e charlatães para se curar das doenças; porque eles fazem adoecer seu coração e sua crença; aquele que confia a Deus basta-lhe. E algumas pessoas relacionam essas coisas sobre seus corações, enquanto não tem uma doença sensível mas sim uma doença imaginária, que é o medo de mau olhar e inveja; ou pendura no carro, animal ou porta de sua casa ou loja. Isso tudo pela fraqueza da crença, fraqueza na confiança em Deus, e fraqueza da crença é a verdadeira doença que obriga sua cura conhecendo o monoteísmo e a verdadeira crença.

•           Décima primeira secção: O esclarecimento sobre o juramento além do nome de Deus, a intermediação e o pedido de ajuda protecção a criaturas além de Deus

 a-    O juramento além do nome de Deus:

O juramento (al-halaf/al-yamiin): é certificar a regra mencionando a grandiosidade de uma forma específica.                                                                                                     E a grandiosidade: é direito de Deus – o Altíssimo - , não é permitido jurar em nome de outro; os sábios são unânimes que o juramente não acontece senão por Deus ou pelos seus nomes e atributos, e são unânimes em proibir o juramento em nome de outro além d’Ele. O juramento que não seja por Deus é idolatria; conforme narrou ibn Umar – Que Deus esteja satisfeito com ele – que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aquele que jurar em nome dos outros além de Deus, cometeu descrença ou idolatria.” (Ahmad, Tirmizi e Al-Hakim). E é idolatria menor; somente se o mencionado no juramento for exaltado diante daquele que jura a um nível de sua adoração, este é idolatria maior, como é a situação de hoje diante dos adoradores de túmulos, pois, eles temem aquele que o exaltam dentre os proprietários dos túmulos mais que o temor e exaltação deles a Deus; até que quando um deles é solicitado para jurar pelo guardião que ele exalta, não jura senão quando for verdadeiro; e se pedirem para ele jurar em nome de Deus, jura mesmo que seja uma mentira. Portanto, jurar exaltando o mencionado no juramento não é digno excepto para Deus, e deve respeitar o juramento, não fazendo muitas vezes; o Altíssimo diz: <> (Al-Qalam: 10). E o Altíssimo diz: << E custodiai vossos juramentos.>> (Al-Maidah: 89).Ou seja: não jurem senão diante da necessidade ou na situação veracidade e bondade; porque demasiar juramentos ou mentiras mostram a subestimação por Deus e a não exaltação para ele, e isso contraria o completo monoteísmo; e no hadith o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Três (tipos de indivíduos) que Deus não falará com eles e nãos os purificará, e terão doloroso castigo.” E nele veio: “e um homem que Deus concedeu seu produto não comprando senão jurando em nome d’Ele e não vende senão jurando em nome d’Ele.” (Narrado por Tabarany).

 Ele advertiu fortemente sobre demasiados juramentos, o que indica a sua proibição e respeitando o nome de Deus – o Altíssimo – e exaltando-o, Glorificado seja. Assim como proíbe-se jurar por Deus mentindo, que é: “al-yamiin al-ghamúss” (jurar sobre algo passado sabendo que está mentir), e Deus descreveu que os hipócritas juram mentindo enquanto sabem.

Portanto, nisso resume-se: 1. Proibição de jurar sem ser por Deus – o Altíssimo - , como é o caso de jurar pelos encargos ou o kaaba, ou profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele –, e isso é idolatria.

2. Proibição de jurar por Deus mentindo deliberadamente, que é al-ghamúss.

3. Proibição de jurar por Deus demasiadamente – mesmo sendo verdadeiro – quando não há necessidade; porque isso é subestimação a Deus – Glorificado seja.

4. Permissão de jurar por Deus se for verdadeiro e diante da necessidade

 b-   A intermediação (tawassul) pela criatura de Deus – o Altíssimo:

A intermediação (tawassul): é aproximação a uma coisa e a conexão com ela; e a intermediação é a proximidade; Deus – o Altíssimo – diz: << E buscai os meios de chegar a Ele.>> (Al-     Maidah: 35).

Significa: Proximidade a Ele, Glorificado seja, obedecendo-o e seguindo o que o agrada.

 Divisões da intermediação

A intermediação divide-se em duas partes:

Primeira parte: A intermediação permitida, que divide-se em tipos:

1- Primeiro tipo: Intermediação a Deus – o Altíssimo – através de seus nomes e atributos como Ele ordenou no seu dito: <> (Al-Araf: 180).

2- Segundo tipo: Intermediação a Deus – o Altíssimo – através da fé e as boas acções que individuo pratica; conforme o Altíssimo diz sobre os fiéis: <<Ó Senhor nosso, ouvimos um pregador que pregava à fé dizendo: Crede em vosso Senhor! E cremos. Ó Senhor nosso, perdoa as nossas faltas, redime-nos das nossas más acções e acolhe-nos entre os virtuosos.>> (Al-Imran: 193).

Assim como o hadith dos três indivíduos que caiu sobre eles a rocha fechando a entrada da cave, e não conseguiam sair, e intermediaram a Deus através de suas boas acções, então, Deus aliviou-os e saíram caminhando.

3- Terceiro tipo: Intermediação a Deus – o Altíssimo – pela sua unicidade, como intermediou Yunus –Que a paz esteja sobre ele: < clamou nas trevas: Não existe divindade senão Tu, Glorificado sejas!>> (Al-Anbiyá: 87).

4- Quarto tipo:Interediação a Deus demonstrando a fraqueza, necessidade e o empobrecimento para Deus; conforme Ayyub (Jó) – Que a paz esteja sobre ele - disse: << O mal tocou-me e Tu és o mais Misericordioso dos misericordiadores.>>(Al-Anbiyá: 83).          

Quinto tipo: Intermediação a Deus através das súplicas dos virtuosos viventes, como eram os companheiros do profeta quando lhes assolava uma calamidade pediam ao profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – que suplicasse a Deus para eles; quando ele morreu começaram a pedir seu tio Al-Abbas – Que Deus esteja satisfeito com ele – que suplicava para eles.6- Sexto tipo: Intermediação a Deus através do reconhecimento do pecado: << Ele disse: Senhor meu! Por certo, fui injusto comigo mesmo, então, perdoa-me.>> (Al-Qassas: 16).

Segunda parte: Intermediação não permitida:

É a intermediação fora dos tipos mencionados na intercessão permitida, como a intercessão pedindo súplicas e intercessão dos mortos, a intermediação pelo grau do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – intermediar-se pelas mesmas criaturas ou seus direitos, e o detalhe disso é o seguinte:

1. Pedido de súplicas dos mortos não é permitido: Porque o morto não é capaz de suplicar como ele era quando estava vivo, e pedido de intercessão aos mortos não é permitido; pois, o Umar bin Al-Khattab e Muawiyah bin Abu Sufiyan – Que Deus esteja satisfeito com eles – e aqueles que estiveram na presença deles dentre companheiros do profeta e aqueles que os seguiram na virtude, quando foram assolados pela calamidade realizaram pedido de chuva, intermediaram e intercederam pedindo quem estava vivo para suplicar a Deus, dentre eles Al-Abbas, Yazid bin Al-Assuad, e não intermediaram nem intercederam e não pediram chuva pelo profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele –, nem no seu túmulo e nem em outro lugar, porém, acharam justo pelo substituto como Al-Abbas e Zaid; e Umar disse: < Ó Deus! Por certo, nós intermediávamos a Ti através do nosso profeta e nos concedia a chuva, e nós intermediamos pelo tio do nosso profeta, então, nos conceda a chuva.>Portanto, tornaram este substituto daquele, quando não foi possível intermediar através dele de forma recomendável que eles faziam.

E era possível eles chegarem no seu túmulo e intermediarem por ele, isso se fosse permissível. Então, o abandono deles é prova da não permissão de intermediar pelos mortos, nem para pedido de súplicas e intercessão deles enquanto mortos; se o pedido de súplicas dele e a intercessão fossem iguais, não achariam justo para o outrossim ser ele.

2. Intermediação pela posição do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – ou pela posição de outros, não é permitido:

E o hadith que contém: “Quando pedirem a Deus, peçam-no pela minha posição, pois, a minha posição diante de Deus é grandiosa.”É um hadith inventado, nada contém nos livros dos muçulmanos que são confiáveis e nem foi mencionado por um dos sábios das ciências de hadith, e enquanto a prova não é válida, então, não é permitido, porque as adorações não são aprovadas senão com evidências claras.

3. A intermediação pelas mesmas criaturas não é permitida: Se o juramento for por criatura sobre outra criatura, não é permitido e é idolatria conforme vem no hadith; E como seria jurar pela criatura sobre o Criador, o Majestoso e o Altíssimo?!

4. Intermediação pelo direito da criatura não é permitida por dois motivos:

Primeiro: Deus, Glorificado seja não deve direito nenhum direito a alguém, pois, Ele é quem concede isso à criatura; conforme o Altíssimo diz: <> (Ar-Rum: 47).

O facto do obediente merecer prémio, é uma concretização por mérito e dádiva e não concretização em troca, como merece a criatura sobre outra criatura.

Segundo: Esta direito que Deus concedeu ao seu servo é particularmente para ele, não há relação para outro, caso intermediar para quem não merece está fazendo por um assunto estranho, que não há nenhuma relação com ele, e este não concede nada.

E quanto ao hadith que contem: < Peço-te pelo direito dos pedintes>; é um que não consta e fraco, como disseram alguns especialistas nas ciências de hadith, e se assim for, não é tomado nessas questões importantes da crença, em seguida, não é intermediação para um direito de uma pessoa específica, e sim é direito para dos pedintes em geral, e o direito dos pedintes é o atendimento como Deus prometeu isso a eles. É um direito que Ele obrigou a Si mesmo para eles, não obrigou a ninguém, é uma intermediação a Ele pela sua pela sua verídica promessa e não direito das criaturas.

 c-    Classificação do pedido de ajuda e socorro/ protecção à criatura:

Al-Issti’aanah: pedido de ajuda e assistência num assunto. Al-Isstighaathah: pedido de socorro, que é afastar a aflição. Então, o pedido de ajuda e amparo pelas criaturas é de dois tipos:

Primeiro tipo: Pedido de ajuda e socorro a uma criatura daquilo que é capaz:

Este é permitido; o Altíssimo diz: << Auxiliai-vos na virtude e na piedade.>> (Al-Maidah: 2). E o Altíssimo diz na história de Moisés – Que a paz esteja sobre ele - : << Então, aquele de sua seita pediu-lhe ajuda contra aquele de seus inimigos.>> (Al-Qassas: 15). Assim como o homem pede socorro aos seus companheiros na guerra e outros lugares, daquilo que a criatura é capaz.

Segundo tipo: Pedido de ajuda e socorro à criatura daquilo que não é capaz excepto Deus:

Como o pedido de socorro e ajuda aos mortos; o pedido de socorro aos vivos e o pedido de ajuda deles daquilo que não são capazes excepto Deus, como a cura dos doentes, alivio das aflições e afastar o mal, este tipo não é permitido e idolatria maior; os hipócritas na época do profeta – Que paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – incomodavam os crentes, alguns deles diziam: Levantem connosco para pedirmos protecção ao mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – contra este hipócrita, e o profeta – Que a paz  e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Na verdade, não se pede protecção a mim mas sim a Deus.” (Narrado por Tabarany). Ele detestou o uso dessa palavra em sua referência, mesmo sendo capaz enquanto ele vive; protegendo assim o honrado monoteísmo e evitar e a caída na idolatria, e por educação e humildade para Seu Senhor, e advertência para a nação sobre os meios de idolatria nos ditos e práticas; e se para isso o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – é capaz enquanto está vivo, e como é pedido protecção após a sua morte, e pede-se dele coisas que não é capaz excepto Deus; e se isso não permitido em relação ao profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - , então, outra pessoa menos ainda.

 QUINTO TEMA: ESCLARECIMENTO SOBRE O QUE SE DEVE CRER NO MENSAGEIRO - Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – , SEUS FAMILIARES E COMPANHEIROS

E isso nas secções:

Primeira secção: o dever de amar e exaltar o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - , e a proibição de exagero e enaltecimento ao elogiá-lo e esclarecimento de sua posição.

Segunda secção: O dever de obedece-lo e segui-lo.

Terceira secção: A permissão de pedir bênçãos e paz sobre ele.

Quarta secção: O mérito dos familiares e o que se deve para eles sem deslealdade ou exagero.

Quinta secção: Méritos dos companheiros do profeta e o que se deve crer neles e o mazh’hab ahl sunnah wal jamaah daquilo que aconteceu entre eles.

Sexta secção: A proibição de ofender os companheiros do profeta e os imamos guiados.

Primeira secção: O dever de amar e exaltar o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - , e a proibição de exagero e enaltecimento ao elogiá-lo e esclarecimento de sua posição

Dever de amá-lo e exaltá-lo

Primeiro dever do servo é amar a Deus – Exaltado e Majestoso – que é um dos grandiosos tipos de adoração; o Altíssimo diz: << E os crêem são mais veementes no amor a Deus.>> (Al-Bacara: 165).

Porque Ele é o Senhor que concede os méritos sobre seus servos por todas as dádivas aparentes e ocultas, em seguida, depois do amor a Deus, o Altíssimo, deve-se amar a seu mensageiro Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - ; pois, foi ele quem convocou sobre Deus, fez conhecer sobre Ele, divulgou a sua shariah, esclareceu suas regras, no entanto, aquilo que acontece de bem para os crentes no mundo e na Derradeira Vida foi na mão deste mensageiro, ninguém entra no Paraíso excepto obedecendo e seguindo-o; e no hadith: “Três (tipos de indivíduos) quem estiver entre eles encontrará a doçura da fé: Aquele que ama mais a Deus e a Seu mensageiro do que outros, aquele que ama a pessoa somente pela causa de Deus, e aquele que detesta retornar à descrença depois que Deus tenha resgatado dela, assim como detesta em ser lançado no fogo.” (Bukhari e Muslim).

Portanto, o amor ao mensageiro vem depois do amor a Deus, o Altíssimo, devidamente a ele, e segue-o na sequência; já veio especificação do amor ao mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e o dever de prioriza-lo sobre todos amados excepto Deus, o Altíssimo; o seu dito: “Nenhum de vós é verdadeiramente crente até que eu seja o mais amado por ele do que seu filho, seu pai e todas as pessoas.” (Bukhari e Muslim).Até consta que o dever do crente é amar mais o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – do que a si mesmo; conforme o hadith: < Umar bin Al-Khattab – Que Deus esteja satisfeito com ele – disse: ó mensageiro de Deus! Eu amo mais a ti do que todas as coisas menos a minha alma. O mensageiro disse: Por aquele que minha alma está em suas mãos, até que eu seja mais amado que tua alma. Então, Umar disse para ele: Na verdade, agora tu és mais amado do que minha alma. O mensageiro disse: Agora ó Umar.> (Narrado por Bukhari).

Nisso, o amor ao mensageiro é um dever e prioritário ao amor a todas as coisas menos o amor a Deus, porque vem seguido dele e devido a ele; porque o amor é por Deus e pela causa de Deus, cresce pelo crescimento do amor a Deus no coração do crente e diminui pela diminuição do amor a Deus, no entanto, todo aquele que ama a Deus amará por Deus e pela causa de Deus. O amor pelo mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele -  requer sua exaltação, respeito e segui-lo, e priorizar sua palavra sobre a palavra de toda criatura e exaltar sua sunnah.

O sábio ibn Al-Qayyim – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: < Todo amor e exaltação para o humano permite-se seguido do amor a Deus e sua exaltação, como o amor e a exaltação ao mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - , pois, é o amor e exaltação mais completos ao seu mensageiro, porque a sua nação ama-o porque Deus ama-lhe, reverenciam e veneram-no por Deus tê-lo venerado, e o amor por Deus é dentre as obrigações do amor a Deus.

O referido: É que Deus concedeu o prestigio e amor ao profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - ...por isso o ser humano não é mais amado pelo outro ser humano, nem mais prestigiado e reverenciado no seu coração que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – nos corações dos seus companheiros – Que Deus esteja satisfeito com eles - . Umar bin Al-Aass depois da sua conversão ao Islam, disse: < Não existia pessoa mais odiosa para mim que ele. Quando aceite o Islam, não existia pessoa mais amada por mim que ele e nem o mais venerado na minha visão que ele; ele disse: Se eu fosse questionado em descreve-lo para vós, não seria capaz, porque eu não enchia meu olhar nele, por reverência a ele.>

E Urwat binMassud disse para os coraixitas: Ó povo!Juro por Deus, já me deparei com Kasrá e Qaessar e reis, e não vi um rei reverenciado pelos seus companheiros como os companheiros de Muhammad reverenciam a Muhammad– Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - , juro por Deus não limitam o olhar para ele por sua reverência, não caia o muco senão na mão de um dos homens e esfregava seu rosto ou seu peito, e quando fazia a ablução eles quase lutavam pela sua água da ablução..>

   A proibição de exagero e enaltecimento ao elogiar o mensageiro:

Al-Gulú (Exagero): é ultrapassar o limite. O Altíssimo diz: << Não exagereis em vossa religião.>> (An-Nissá: 171) Significa: Não ultrapassem o limite.

AL-Itrá’u (Enaltecimento): é ultrapassar o limite no elogio, e mentiras nele; o referido exagero em relação ao profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele –é ultrapassar o limite quanto a seu nível; como a elevação acima do nível da devoção e mensagem e colocá-lo algo dentre as particularidades da Divindade, como suplicar e pedir protecção além de Deus, jurar em nome dele.

E o referido enaltecimento em relação a ele é aumentar seu elogio, pois, ele proibiu isso dizendo: “Não me enalteçam como os cristãos enalteceram filho de Maria, eu sou apenas um servo, então, digam: servo e mensageiro de Deus.” (Bukhari e Muslim). Significa: Não me elogiem por falsidades e não ultrapassem limite ao me elogiar, como exageraram os cristãos sobre Jesus – Que a paz esteja sobre ele – e alegaram que ele possui divindade; me descrevam daquilo que meu Senhor me descreveu, e digam: servo e mensageiro de Deus. Quando alguns de seus companheiros disseram para ele:< Tu és o nosso senhor! O profeta disse: Senhor é Deus, Bendito seja, o Altíssimo.>< E quando disseram: Nosso melhor, nosso grandioso em comprimento; ele disse:“Digam vossas palavras ou algumas de vossas palavras e que o satanás não vos seduza.”>

E as pessoas disseram para ele: Ó mensageiro de Deus, ó nosso bem e filho do nosso bem, nosso senhor e filho do nosso senhor; ele disse: “Ó humanos! Digam vossas palavras, e que o satanás não vos desvie, eu sou Muhammad servo e mensageiro de Deus, não gosto que me elevem acima do meu nível no qual Deus me revelou.” (Narrado por Ahmad e An-Nassai).

O Mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – detestou elogios com as seguintes palavras: tu és nosso senhor – tu és o nosso bem – tu és o nosso melhor – tu és o nosso grandioso, sendo que ele é absolutamente a melhor e a mais honrada criatura; mas ele proibiu-os disso afastando-lhes de exagero e enaltecimento relativo a ele, e na protecção da unicidade, orientou-os a descreve-lo por duas descrições, que são os graus mais altos para o servo e neles não contém exagero e nem período para a crença, e são: servo e mensageiro de Deus; e não gostou que elevassem acima daquilo que Deus – Exaltado e Majestoso – o revelou dentre os níveis que Ele se agradou por ele. Muitas pessoas contrariaram sua proibição e começaram suplicá-lo, pedindo-lhe protecção, juram por ele e pedem dele aquilo que não se pede senão de Deus, como fazem no maulid (comemoração de nascimento do profeta), poemas e nas canções, não distinguem entre o direito de Deus e do mensageiro.

O sábio ibn Al-Qayyim disse no seu poema: Deus tem um direito e não pertence a outro....E seu servo tem direito, são dois direitos. E não torne os dois direitos um único direito....Sem distingui-los e diferencia-los.

 3-   Esclarecimento sobre a posição do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele

Não há culpa em esclarecer a sua posição ao elogiá-lo daquilo que Deus o elogiou, e mencionar sua posição que Deus o concedeu e crer nisso; ele tem uma alta posição que Deus revelou nele, e ele é servo e mensageiro de Deus e Sua escolha dentre suas criaturas, absolutamente melhor criatura, e ele é mensageiro de Deus para todos humanos, e para todos humanos e génios, é o melhor dos mensageiros, e o selo dos profetas, não haverá profeta depois dele, Deus dilatou o seu peito, elevou a sua menção, e torna-se humilhado e rebaixado para aquele que contrariar a sua ordem e ele é o dono de uma posição louvável, na qual Deus, o Altíssimo, diz: << Talvez teu Senhor te ascenda a uma louvável preeminência.>> (Al-Isrá: 79).

Ou seja: A posição que Deus mantém nele para interceder para as pessoas no Dia da Ressurreição; para que seu Senhor amenize para eles a gravidade da situação, é uma posição especifica para ele e não os outros dentre os profetas. É o servo que mais tem medo de Deus e o mais temente; Deus proibiu elevar o tom da voz na presença do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e elogiou aqueles que recatam suas vozes diante dele; o Altíssimo diz: <<Ó fiéis, não eleveis vossas vozes acima da voz do profeta, nem lhe faleis em voz alta, como fazeis entre vós, para que não anulem vossas obras, enquanto não percebeis. Sabei que os que baixam as suas vozes na presença do mensageiro de Deus, são aqueles cujos corações Deus pôs a prova para a piedade; eles obterão o perdão e uma magnífica recompensa. Em verdade, aqueles que gritam do lado de fora dos (teus) aposentos, é insensata. Mas, se aguardassem pacientemente, até que tu saísses ao seu encontro, seria muito melhor para eles. Deus é Perdoador, Misericordiosíssimo.>> (Al-Hujurat: 2-5).

O imam ibn Kathir – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: < Nestes versículos Deus educa seus servos crentes daquilo que eles devem se comportar com o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – dentre o a reverencia, respeito, reverencia, exaltação...e que não elevem o tom da voz deles acima da voz do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.>

O Glorificado, o Altíssimo, proibiu chamar o mensageiro pelo seu nome como fazem com o restante das pessoas, dizendo-se: Ó Muhammad, apenas deve se denominar pela mensagem e profecia, dizendo-se: Ó mensageiro de Deus, ó profeta de Deus; o Altíssimo diz: <> (An-Nur: 63). Assim como Deus – Glorificado seja – convoca-o por < Ó profeta, ó mensageiro. > E Deus e seus mensageiros dirigiram bênçãos para ele e ordenou os seus servos a dirigirem bênçãos e paz para ele; o Altíssimo diz: <> (Ahzab: 56).

Mas não se especifica um tempo e maneira determinada para seu elogio excepto com prova verdadeira do Alcorão e sunnah, então, aquilo que fazem alguns adeptos de maulid, especificando um dia que alegam ser dia de seu nascimento para poderem elogia-lo, isso é inovação detestável. Dentre a sua exaltação respeitar sua sunnah, e crer na obrigação de sua prática, e que ela está na segunda posição depois do Sagrado Alcorão sobre o dever de exaltação e a prática; porque é uma inspiração de Deus, o Altíssimo; conforme o Altíssimo diz: <> (An-Najm: 3-4). No entanto, não é permitido duvidar nele, subestimar sua importância ou comentários nele corrigindo ou tornado fracos seus meios, nomes, bases da narração ou explicar seus significados excepto com sabedoria e memorização, e nessa época aumentou o confronto dos ignorantes sobre a sunnah do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – principalmente de alguns jovens iniciantes; aqueles que continuam nos primeiros níveis de aprendizado, começaram atribuir a veracidade e fraqueza dos hadices, ferem os narradores sem sabedoria, só por leitura de livros, este é um grande perigo para eles e para a nação, então, devem temer a Deus e pararem no limite deles.

 Segunda secção: Sobre o dever de obedecer e seguir o profeta de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele

Deve-se obedecer o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – praticando aquilo que ordenou e abandonando aquilo que ele proibiu, e essa é uma das exigências do testemunho que ele é mensageiro de Deus; e Deus, o Altíssimo já ordenou a sua obediência em muitos versículos, as vezes juntamente com a obediência a Deus; como no seu dito: << Ó fiéis, obedecei a Deus e ao Mensageiro.>> (An-Nissá:59). E outros versículos semelhantes, as vezes Ele ordena a sua obediência de forma individual; como no seu dito: <> (An-Nissá: 80). << E obedecei ao mensageiro na esperança de obterdes misericórdia.>> (An-Nur: 57).                                                                                                                                   E as vezes Ele adverte aquele que desobedece Seu mensageiro, como no seu dito: << Que temam, aqueles que desobedecem às ordens do Mensageiro, que lhes sobrevenha uma provação ou lhes açoite um doloroso castigo.>> (An-Nur: 63).                                            Significa: Sobrevir provação em seus corações dentre descrença, hipocrisia ou inovação, ou doloroso castigo no mundo; por morte ou pena ou prisão, e outros similares dentre as punições antecipadas.                                                                                                             Deus tornou sua obediência e seu acompanhamento a razão para conquistar o amor de Deus para o servo e perdão de seus pecados; o Altíssimo diz: << Dize: Se verdadeiramente amais a Deus, segui-me; Deus vos amará e perdoará vossos delitos.>> (Al-Imran: 31).                                                                                                                       Ele tornou sua obediência uma orientação, e sua desobediência uma perdição; o Altíssimo diz: << Mas se obedecerdes, encaminhar-vos-eis.>> (An-Nur: 54).                                                                

E diz o Altíssimo: << E se não te atendem, sabe então, que o que eles seguem são suas paixões. E quem mais descaminhado que aquele que segue a própria paixão, sem orientação alguma de Deus? Por certo, Deus não guia o povo injusto.>> (Al-Qassas: 50). E o Glorificado informou que há bom exemplo para a sua nação; e o Altíssimo diz: << Com efeito, há para vós no mensageiro de Deus, belo paradigma para quem espera em Deus e no Derradeiro Dia, e se lembra amiúde de Deus.>> (Al-Ahzab: 21). Ibn Kathir – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: < Este sagrado versículo é grande referência no acompanhamento do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – nos seus ditos, práticas e situações, por isso o Bendito e o Altíssimo, ordenou as pessoas a ao acompanhamento do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – no dia de Ahzab na sua paciência e tolerância, sua firmeza e combate, e a sua espera de alívio a partir de Seu Senhor – Exaltado e Majestoso – que as bênçãos e a paz estejam sempre sobre Muhammad, até no Dia do Juízo Final.>                                                                                                                         

  Deus já mencionou a obediência ao mensageiro e seu acompanhamento em cerca de quarenta partes do Alcorão, então, e as pessoas tem mais necessidade de saberem aquilo que ele trouxe para segui-lo do que a comida e bebida, porque quando não se consegue adquirir a comida e bebida acontece a morte no mundo, e quando se perde a obediência e acompanhamento do mensageiro, acontece a punição e infelicidade eternamente. O mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – ordenou para ser seguido no cumprimento das adorações e que se cumpra de maneira que ele fazia; o Altíssimo diz: << << Com efeito, há para vós no mensageiro de Deus, belo paradigma.>> (Al-Ahzab: 21). E o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Rezem como me viram rezando.” (Narrado por Bukhari). E ele disse: “Levem de mim, os vossos rituais.” (Narrado por An-Nassai). E ele disse: “Quem praticar uma acção que não está em conformidade com a nossa religião, será rechaçada.” (Narrado por Muslim). E disse também: “Quem negar a minha sunnah, não pertence ao meu grupo.” (Bukhari e Muslim). E outros textos semelhantes que ordenam segui-lo e proíbem contrariá-lo.

 Terceira secção: Permissão de dirigir bênçãos e a paz sobre o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele

Dentre seus direitos que Deus permitiu sobre a sua nação é de dirigirem bênçãos e paz para o mensageiro; Deus, o Altíssimo diz: << Em verdade, Deus e Seus anjos abençoam o Profeta. Ó fiéis, abençoai-o e saudai-o reverentemente!>> (Al-Ahzab: 56).  Consta que o significado de benção de Deus – o Altíssimo –: é seu elogio sobre o profeta diante dos anjos. E a benção dos anjos: é a súplica. E a benção dos humanos: é o pedido de perdão. Neste versículo, Deus informa o nível do seu servo e profeta diante dos anjos mais próximos, no qual Ele elogia diante desses anjos, e que os anjos dirigem bênçãos ao profeta, em seguida, o Altíssimo ordenou aos moradores da terra a dirigirem bênçãos e a paz sobre ele; para que junte o elogio a ele dentre os moradores dos céus e da terra.                                                                                                                                                 E o significado de: << saudai-o reverentemente >> é cumprimenta-lo com a saudação do Islam; quando dirige bênçãos ao profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – deve unir entre a benção e paz, não pode limitar-se em falar uma delas, não pode dizer somente: “salla Allah alaihi” (Que a benção de Deus esteja sobre ele) ou somente: “alaihi salaam” (Que a paz esteja sobre ele); porque Deus ordenou todas as duas coisas.                                                                                                

  Recomenda-se dirigir bênçãos a ele – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – nas ocasiões confirmadas e foram exigidas, seja por obrigação ou sunnah confirmada; o Ibn Al-Qayyim – Que Deus seja misericordioso com ele – mencionou no seu livro: < Jalaa’u Al-Af’haam > 41 ocasiões, começou com o seu dito: < Primeira ocasião: - a mais importante e confirmada – durante a oração no último tashahhud, e os muçulmanos são unanimes sobre a sua permissão e se divergiram na sua obrigatoriedade.> Em seguida mencionou dentre as ocasiões: No fim da súplica de qu nút, no sermão como o de sexta-feira, nos dois eid’s e súplica de pedido de chuva, após responder o muazhin (aquele que faz o chamamento para as orações), durante a súplica, ao entrar e sair da mesquita e ao se mencionar seu nome, em seguida o sábio – Que Deus sejs misericordioso com ele – mencionou as vantagens alcançadas ao dirigir bênçãos para o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – que são quarenta vantagens, dentre elas:

•           Obediência a ordem de Deus.

•           Alcançar dez bênçãos de Deus para aquele que dirigir apenas uma benção ao profeta.

•           Desejo de ter a resposta da súplica quando começa com a benção para o profeta.

•           É razão da intercessão do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – quando junta o pedido de sua intermediação.

•           É razão de perdão dos pecados.

•           É razão da resposta do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – para aquele que dirige bênçãos e paz para ele.                                                                                                     No entanto, que as bênçãos de Deus e paz estejam sobre esse nobre profeta.

 Quarta secção: Méritos dos ahlul bait e o que se deve a eles sem rejeição e nem exagero

“Ahlul Bait” (Membros da Casa): é a família do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – os quais está vedado sobre ela a caridade; que é a família de Aly, família de Janfar, família de Aquiil, família de Al-Abbas, filhos de Al-Hárith bin Abdul Muttalib, esposas do profeta- Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e suas filhas; conforme o dito do Altíssimo: << Apenas Deus deseja fazer ir-se para longe de vós, a abominação ó membros de casa e purificai-vos plenamente.>> (Al-Ahzab: 33).                                                                                                                                     O imam ibn Khathir – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: << Em seguida o que não há dúvida nisso quem reflecte no Alcorão, é que as mulheres do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – entram no dito do Altíssimo: << << Apenas Deus deseja fazer ir-se para longe de vós, a abominação ó membros de casa e purificai-vos plenamente.>> (Al-Ahzab: 33).  Porque o contexto do dito é com elas, por essa razão disse depois de tudo isso: << E lembra-vos do que se recita, em vossas casas dos versículos de Deus e da sabedoria.>> (Al-Ahzab: 34).                                                            

   Ou seja: Pratiquem aquilo que Deus – Bendito seja, o Altíssimo – revela para seu mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – em vossas casas, dentre o Alcorão e sunnah. Também opinou Qatadah e outros.                                                                   

  Lembrem-se dessa dádiva que foi especificada entre as pessoas: que a inspiração desce em vossas casas e não nas restantes pessoas; e a Aisha Siddiqah bint Siddiq – Que Deus esteja satisfeito com ela – é uma das primeiras nessa dádiva, uma das mais privilegiadas nessa abundante misericórdia, pois não desceu uma revelação sobre o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – na cama de uma mulher, senão ela, como relata sobre isso o mensageiro – Que as bênçãos de Deus e paz estejam sobre ele. E alguns sábios disseram: < Porque ele não casou uma virgem, senão ela, e nunca dormiu um homem com ela na sua cama, senão ele – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele (pois ela nunca foi casada com outro homem). No entanto, é adequado ser atribuída essa vantagem, e especificar-se nessa elevado grau, mas se as suas esposas fazem parte de Membros da Casa (ahlul bait), então sua familiaridade tem mais direito nessa denominação.> (De tafsir ibn Kathir).                                                                               Os ahl sunnah wal jamaah amam os familiares do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e acompanha-os e conservam neles o conselho do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – quando disse no dia de Ghudair Khumm (nome de lugar): “Que Deus faça vos lembrar a minha família.” (Narrado por Muslim).                                                                                                                                   Portanto, os ahl sunnah gostam e honram a eles; porque isso faz parte do amor e honra ao profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e isso com uma condição: Que esses familiares sejam seguidores da sunnah correcta conforme a religião, como eram seus antepassados como Al-Abbas e seus filhos, Aly e seus filhos, e quanto aqueles que contrariavam a sua sunnah e não eram firmes na religião, não é permitido segui-los mesmo sendo dentre a família do profeta.                                                     

A posição dos ahl sunnah wal jamaah em relação a família de Muhammad é de moderação e equidade, seguem os religiosos e os firmes e se livram daqueles que contrariam a sunnah e desviam-se da religião, mesmo sendo dentre os familiares do profeta, porque o facto de serem familiares do profeta e proximos do mensageiro, nada lhes beneficia até serem firmes na religião de Deus. Foi narrado por Abu Huraira – Que Deus esteja satisfeito com ele – que: < Quando foi revelado o versículo “E admoesta os teus parentes mais próximos.” o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – levantou-se e disse: Ó curaixes – ou palavra similar – empenhem-se a vós mesmos, nada vos beneficiarei diante de Deus, ó Abbas bin Abdul Muttalib, nada te beneficiarei diante de Deus, ó Safiyyah tia do mensageiro de Deus, nada te beneficiarei diante de Deus, ó Fátimah filha de Muhammad, peça-me o que quiseres de bens, mas nada te beneficiarei diante de Deus.> (Narrado por Bukhari).                                                                                                                             

   E o hadith: < Aquele que desperdiça sua acção, a sua linhagem (praticante) não o beneficiará.> (Narrado por Muslim).                                                                                               Os ahl sunnah wal jamaah isentam-se do grupo de Rawaafidh, que exageram em relação alguns ahlul bait, intitulam-os de “al-ussmah” (isentos de pecado); e o grupo An-Nawassib, aqueles que declaram inimizade contra os ahlul bait correctos, ofendendo-os, e dentre os grupos inovadores desviados, aqueles que se intermediam através dos ahlul bait, tornando-os senhores além de Deus.                                                                                                             

  No entanto, os ahlul sunnah nesse tema e outros estão no caminho moderado e na senda recta no qual não há excesso e nem negligencia, não há rejeição e nem exagero em relação aos ahlul bait e outros; e os ahlul bait correctos detestam o exagero sobre eles, e livram-se dos daqueles exagerados; o governador dos crentes Aly bin Abu Talib – Que esteja satisfeito com ele – queimou com fogo algumas pessoas que exageraram sobre ele, e ibn Abbas – Que Deus esteja satisfeito com ele – aprovou-o sobre a morte deles mas viu que deveria ser morte por espada ao invés de fogo. Aly – Que Deus esteja satisfeito com ele – pediu a Abdullah bin Sabá, a cabeça dos exagerados para mata-los, mas ele fugiu e escondeu-se.            

 Quinta secção: Mérito dos sahabas (companheiros do profeta) e o que se deve crer neles e o mazh’hab ahl sunnah wal jamaah daquilo que aconteceu entre eles

  O que se refere a sahabas e o que deve se crer neles?

Sahaba: é aquele que se encontrou com o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – acreditou nele e morreu nessa situação, o qual há dever de se crer que são a melhor nação e melhores épocas; por passarem e se especificarem na companhia do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e o esforço com ele, suportar a shariah dele, e sua divulgação para os que vieram depois; e Deus elogio-os no seu autentico Livro; o Altíssimo diz: << E os precursores primeiros, dentre os emigrantes e os socorredores e os que seguiram com benevolência, Deus se agradará deles e eles se agradarão d’Ele, e Ele lhes preparou jardins, abaixo dos quais correm os rios, nesses serão eternos, para todo o sempre. Esse é o magnifico triunfo.>> (Taubah: 100).                                                                                                                                                  

  E o Altíssimo diz: << Mohammad é o Mensageiro de Deus, e aqueles que estão com ele são severos para com os incrédulos, porém compassivos entre si. Tu os vês genuflexos, prostrados, buscando um favor de Deus e agrado. Suas faces estarão marcadas pelo vestígio deixado pela prostração. Tal é o seu exemplo na Tora e seu exemplo no Evangelho, como a planta que faz sair seus ramos, e a esses a fortificam e se robustece, e se levanta sobre seu caule. Ela faz se admirarem aos semeadores, para irritar os incrédulos. Deus prometeu aos fiéis, que praticam o bem, indulgência e uma magnifica recompensa.>> (Al-Fath: 29).                                                                                                                                    

  E o Altíssimo diz: << Os espólios são também, dos pobres emigrantes que foram expulsos de seus lares e privados de suas riquezas, ao buscarem favor de Deus e agrado, e ao socorrerem a Deus e a seu mensageiro. Esses são os verídicos. E os que habitam o lar e abraçaram a fé, antes deles, amam os que emigram para eles, e não encontraram em seus peitos cobiça do que lhes foi concedido. E preferem-nos a si mesmos, mesmo estando em necessidade. E quem se guarda de sua própria mesquinhez, esses são os bem aventurados.>> (Al-Hachr: 8-9).                                                                                       Nestes versículos, Deus – Glorificado seja – elogia os emigrantes e ansares (socorredores de Medina) e descreveu como os apressados para a prática do bem, e informou que se agrada por eles e prometeu eles o Paraíso, descreveu sobre a compaixão entre eles e a severidade com os descrentes, descreveu-os por praticarem muitas orações (genuflexões e prostrações) e bondade dos corações e que eles conhecem o aspecto da obediência e fé, e que Deus escolheu-os para acompanhar o seu profeta para enfurecer seus inimigos descrentes; assim como descreveu os emigrantes pelo abandono de suas terras e bens pela causa de Deus e apoio a sua religião e buscar sua recompensa e agrado, e que eles são verídicos nisso, e descreveu os ansares que eles são os habitantes do lar da emigração e da vitória, da verdadeira fé, e descreveu-os que amam seus irmãos emigrantes, e a preferência deles que eles mesmos, e o consolo deles para eles, a segurança deles da avareza, e por isso alcançaram a vitória. Essas são alguns de seus méritos em geral, e existem méritos específicos e categorias merecidas uns aos outros – Que Deus esteja satisfeito com eles – e isso de acordo a antecipação deles para o Islam, o jihad e a emigração.

 Os melhores sahabas (companheiros do profeta) são os quatro sucessores

  Os melhores companheiros do profeta são os quatro sucessores: Abu Bakr, Umar, Uthman e Aly, em seguida, os restantes dez prometidos a entrada no Paraiso, e são esses quatro mais Tal’hah, Zubair, Abdurahman bin Auf, Abu Ubaidah bin Al-Jarrahi, Saad bin Abu Waqass, Said bin Zaid, dá-se preferência aos emigrantes em relação aos ansares (moradores de Medina), os participantes de Badr e os participantes do acordo de Razhwan, e dá-se preferência aquele que aceitou o Islam antes do ano da conquista e combateu acima daquele que aceitou o Islam depois do ano da conquista.

Madh’hab ahl sunnah wal jamaah sobre aquilo que aconteceu entre os companheiros do profeta dentre luta e tentação

Motivo da tentação: Os judeus conspiraram contra o Islam e seus seguidores, fingiram com astúcia maliciosa demonstrando o Islam falsamente; é o Abdullah bin Saba’a, dentre os judeus de Iêmen, este judeu começou sussurrar o seu ódio e sua desgraça contra o terceiro sucessor (terceiro khalifa) dentre os sucessores guiados: o Uthman bin Affaan – Que Deus esteja satisfeito com ele – e criava acusações contra ele, então, juntaram-se em sua volta aqueles que foram enganados nisso dentre os que tinham pouca visão e fracos na fé e que gostam de tentação, e o plano termino com o assassinato injusto do sucessor guiado Uthman – Que Deus esteja satisfeito com ele -, e com efeito de seu assassinato aconteceu a divergência entre os muçulmanos, e eclodiu a tentação pela indução deste judeu e seus seguidores e aconteceu a luta entre os companheiros do profeta sobre o esforço deles.                                                                                                             

  O explicador do livro “At-Tahaawiyyah” disse: < Na verdade, a origem de Rafdh (seita xiita) foi inventada por um hipócrita Zindiiq (Herege), seu propósito foi a invalidação da religião islâmica e difamação ao mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – como citam os sábios. Porque quando o Abdullah bin Saba’a demonstrou o Islam, quis estragar a religião com suas mentiras e malícias – como fez Paulo pela religião Cristã - . Então, ele demonstrou o ascetismo, em seguida demonstrou a acção de ordenar o bem e proibir o mal, até chegar na tentação de Uthman e seu assassinato. Depois quando chegou a Kufah demonstrou exagero sobre Aly, e apoio a ele; para que seja possível realizar seus objetivos, e aquilo chegou a Aly e ordenou para que matassem; então, ele fugiu para Kirqiis, e sua informão é conhecida na história.>                                                                                                        

  E o Sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: < Quando Uthman – Que Deus esteja satisfeito com ele -  foi morto os corações se divergiram, as aflições se tornaram maiores, os males apareceram e os dignos foram humilhados, e levou a tentação até para quem era incapaz dela, e houve incapacidade de manter bem, a bondade, até para que gostava de cumpri-la. Então, juraram lealdade o governador dos crentes Aly bin Abu Talib – Que Deus seja satisfeito com ele – que naquela ocasião tinha mais direito de ser o sucessor (khalifa), e melhor dos que ficaram, mas os corações estavam divididos, e acendeu o fogo da tentação, e não houve concordância da palavra, não houve ordem no grupo, e o sucessor não foi capaz e a escolha da nação de tudo o que queriam de bem, e os povos entraram na tentação e divisões e era o que aconteceu.>                                                                                                                      

  Ele disse também esclarecendo a justificativa dos envolvidos na luta dentre os companheiros do profeta; na luta entre Aly e Muawiyah: < E Muawiyah não deixou o califado e nem foi jurado lealdade para exerce-lo quando combateu o Aly, e não combateu alegando que ele era sucessor (khalifa), e nem porque merece ser o sucessor; Muawiyah reconhecia isso quando era questionado, nem foi Muawiyah e seus companheiros que tiveram iniciativa de combater Aly e seu companheiros; mas quando Aly – Que Deus esteja satisfeito com ele – e seus companheiros viram que devem obedece-lo e jurar lealdade a ele, pois, os muçulmanos não podem ter senão um sucessor (khalifa), e que eles estão fora da sua obediência; evitam o cumprimento dessa obrigação, e eles são dotados de força, ele viu que devia combate-los para que cumpram essa obrigação, para acontecer a obediência e união. Eles (Muawiyah e seu grupo) disseram: Na verdade, isso não é obrigação deles, e que se fossem combatidos por essa razão seriam injustiçados; eles disseram: Pois, Uthman foi morto injustamente por concordância dos muçulmanos, e foi morto pelos soldados de Aly, eles superavam-os na força, quando evitamos eles injustiçaram-nos e atacaram-nos, e Aly não é capaz de afasta-los assim como não é capaz de defender Uthman, então, devemos jurar lealdade um sucessor capaz de fazer-nos justos e esforça-se para nossa igualdade.                                                                                                              

 E o madh’hab ahl sunnah wal jamaah sobre a divergência e a tentação que aconteceu, dentre o ocorrido, as guerras entre os companheiros do profeta, resume-se em duas questões:

Primeira questão: Eles asseguram em falar sobre aquilo que aconteceu entre os companheiros do profeta e param quanto a pesquisa nisso, porque o meio da paz é o silêncio sobre algo como esse; e eles dizem: << Ó Senhor nosso, perdoa-nos, assim como também aos nosso irmãos, que nos precederam na fé, e não infundas em nossos corações rancor algum pelos fiéis. Ó Senhor nosso, certamente Tu és Compassivo, Misericordiosíssimo.>> (Al-Hachr: 10).

Segunda questão: A resposta sobre os dizeres narrados na sua equidade, e isso em vertentes:                                                                                                                                    

Primeira vertente: É que dentre esses dizeres há mentiras forjadas pelos seus inimigos para distorcer suas reputações.                                                                                                  Segunda vertente: É que dentre esses dizeres existem os que foram acrescentados ou diminuídos e foi alterada a verdadeira versão, entrando a mentira, está deturpada e não se considera.                                                                                                                                 Terceira vertente: É que o que é verdadeiro dentre esses dizeres – que são poucos – são tolerados; porque eles são diligentes podem acertar ou errar; é um dos recursos do esforço que quando o diligente acerta é recompensado duas vezes mais e se errar é recompensado uma vez e o erro é perdoado; conforme vem no hadith: Que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Quando o juiz se esforça e acerta (no julgamento) é recompensado duas vezes, e caso se esforçar e errar é recompensado uma vez.” (Sahih Muslim e Bukhari).                                                                                                

Quarta vertente: É que eles são humanos, aceita-se a eles o erro, não são isentos de pecados acerca das pessoas; mas o que aconteceu dentre eles há muitas absolvições, dentre elas:

1.         Que ele tenha se arrependido, e o arrependimento apaga a falha seja qual for, como vem nas evidências.

2.         Eles têm seus antecedentes e virtudes que obrigam o perdão daquilo que aconteceu com eles, caso tenha acontecido; o Altíssimo diz: << Porque as boas ações anulam as más.>> (Hud: 114).                                                                                                        

Eles têm o companheirismo e o combate com o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – o que pode encobrir o erro parcial.

3.         Eles multiplicaram suas boas acções mais que outros, ninguém iguala a eles na virtude, e consta com o dito no dito do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele  - que eles são as melhores pessoas mais próximas dele, e que uma mão de cada um deles quando dá caridade é melhor que aquele que doa o ouro no tamanho do monte Uhud – Que Deus esteja satisfeito com eles - .                                                                                                             

O sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: < E outros ahl sunnah wal jamaah e os imamos da religião não crêem na infabilidade de um dos companheiros do profeta, nem seus próximos, nem seus antepassados e nem outros, pois, permite-se eles cometerem erros, e Deus perdoa-lhes pelo arrependimento, eleva seus graus, perdoa-lhes pelas suas boas acções ou por outras razões; o Altíssimo diz: << Aquele que chegou com a verdade e aqueles que a confirmarem, esses serão os tementes. Que obterão o que quiserem junto de seu Senhor. Tal é a recompensa dos benfeitores. Para que Deus lhes absolva o pior de tudo quanto tenham cometido e lhes pague a sua recompensa, de acordo com o melhor que tiverem feito.>> (Az-Zumar: 33-35).                                                                                                                                                     E o Altíssimo diz: << Até que quando atinge a sua força plena e atinge os quarenta anos, diz: Senhor meu! Induz-me a acreditar-Te a graça com que me agraciaste a mim e aos meus pais e a fazer o bem que Te agrade; emenda-me a descendência. Por certo, volto-me arrependido para Ti, por certo sou dos muçulmanos. Esses de quem acolhemos o melhor que fizeram, e de quem toleramos as más obras, estarão junto dos companheiros do Paraíso.>> (Ahqaf: 15-16).>.                                                                                                                   Os inimigos de Deus tomaram o que aconteceu entre os companheiros do profeta na época da tentação, dentre as divergências e conflitos, um motivo para caluniá-los, rebaixar suas dignidades, esse esquema maligno ocorre em alguns livros contemporâneos; aqueles que deturpam daquilo que não conhecem, eles tornaram a si mesmos como sendo juízes do caso entre os companheiros do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - ; acreditam em alguns e desmentem os outros sem evidência, mas sim, por ignorância e se seguir as paixões, e repetindo o que dizem os tendenciosos e invejosos dentre os orientalistas e seus lacaios; até deixaram na dúvida alguns novos muçulmanos – que sua cultura é superficial – pela história de suas gloriosas nações e seus predecessores virtuosos que eram os melhores da época; para com isso chegar ao ataque no Islam e separar a palavra dos muçulmanos, e colocando ódio nos corações dos últimos dessa nação contra os primeiros; ao invés de seguir os predecessores virtuosos, colocando emk prática o dito do Altíssimo: << E aqueles que os seguiram dizem: Ó Senhor nosso, perdoa-nos, assim como também aos nosso irmãos, que nos precederam na fé, e não infundas em nossos corações rancor algum pelos fiéis. Ó Senhor nosso, certamente Tu és Compassivo, Misericordiosíssimo.>> (Al-Hachr: 10).

Sexta secção: A proibição de ofender os companheiros do profeta e os imamos guiados

 1-   A proibição de ofender os companheiros dos profeta

Dentre a essência dos ahl sunnah wal jamaah: A pureza de seus corações e línguas para com os companheiros do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – conforme Deus descreveu-os no Seu dito: << E aqueles que os seguiram dizem: Ó Senhor nosso, perdoa-nos, assim como também aos nosso irmãos, que nos precederam na fé, e não infundas em nossos corações rancor algum pelos fiéis. Ó Senhor nosso, certamente Tu és Compassivo, Misericordiosíssimo.>> (Al-Hachr: 10).                                                                                                                                  E obediência ao mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – no seu dito: “Não ofendam meus companheiros, juro por aquele que minha alma está em Suas mãos, se um de vós doar ouro para caridade, no tamanho de monte Uhud, não alcança uma mão ou metade da caridade de um deles.” (Bukhari e Muslim).                                                                                                                                       

  Eles repudiam o caminho dos Rafidhas e Khawarijs que ofendem os companheiros do profeta – Que Deus esteja satisfeito com eles - , contestam-os e negam as suas virtudes e descreem a maioria deles.                                                                                                                  

E os ahl sunnah aceitam aquilo que veio no Alcorão e sunnah dentre suas virtudes, e creem que são os melhores daquela geração do profeta; conforme o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Melhor de vós é a minha geração...” (Sahih Bukhari e Muslim).                                                                                                          

 Quando o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – mencionou a divisão da nação em setenta e três grupos, e que estes estarão no inferno excepto uma, questionaram sobre essa uma, e ele disse: “São aqueles estão como eu estou hoje com os meus companheiros.” (Narrado por Ahmad).                                                                                                                                  Abu Zur’ah – que é um dos grandiosos sheikhs do imam Muslim – disse: < Quando veres um homem subestimando algo dos companheiros do profeta, saibas que ele é Zindiiq (herege), e isso porque o Alcorão é uma verdade, o mensageiro é uma verdade, aqui9lo que ele trouxe é uma verdade, e ninguém fez isso para nós senão os companheiros do profeta; então, aquele que magoá-los apenas quer invalidar o Alcorão e sunnah, e assim a mágoa é mais adequada e a classificação dele como Zindiiqah e perdição mais certa e merecida.>                                                                                                                                          

 O sábio ibn Hamdan disse no seu livro “Nihayatul Mubtadi’iin”: < Quem ofender um dos companheiros do profeta alegando legalidade disso é descrente, se não alegar a legalidade é depravado; e ele disse: É absolutamente descrente, e aquele que alegar a depravação deles ou xingar em suas religiões ou alegar a incredulidade deles, é descrente.>

 2-   A proibição de ofender os imamos guiados dentre os sábios dessa nação

Esses seguem os companheiros do profeta na virtude, dignidade e a posição: imamos guiados dentre a segunda geração e seus seguidores dentre as melhores épocas e aquele que veio depois deles e seguiu os companheiros do profeta na bondade; conforme o Altíssimo diz: << Quanto aos primeiros (muçulmanos), dentre os migrantes e os socorredores (Ansar do Mensageiro), que imitaram o glorioso exemplo daqueles, Deus se comprazerá com eles e eles se comprazerão n'Ele.>> (Taubah: 100).                                                                                                                                

E não é permitido subestimar e nem ofende-los, pois, são símbolo de orientação; O Altíssimo diz: << A quem combater o Mensageiro, depois de haver sido evidenciada a Orientação, seguindo outro caminho que não o dos fiéis, abandoná-lo-emos em seu erro e introduziremos no inferno. Que péssimo destino! >> (An-Nissá: 115)                                                                                                 

O explicar do livro “At-Tahawiyyah” disse: < É dever de todo muçulmano depois de seguir a Deus e seu mensageiro, devem seguir os crentes como o Alcorão colocou, principalmente aqueles que são os herdeiros do profeta, que Deus colocou-os na posição de estrelas, no qual se orientam nas trevas do continente e do mar; e os muçulmanos são unanimes na orientação e consciência deles.                                                                    

 Eles são sucessores do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – na sua nação, os ressuscitadores do que morreu da sua sunnah, através deles o Alcorão se apresentou e através do Alcorão eles se tornaram cumpridores, através deles o Alcorão se pronunciou e através do Alcorão eles se pronunciaram, e todos são unanimemente firmes sobre o dever de se seguir o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – mas: Se for encontrado um dito de um deles e tiver um hadith que o contraria, é preciso deixar esse dito por razão.>                                                                                                                   

 E juntando as razões são de três espécies:

Primeiro: Não crer que o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – teria dito.                                                                                                                                   

Segundo: Não crer que com aquela questão quis dizer este dito.                                                       Terceiro: Crer que a regra é revogável.                                                                                          

Eles têm méritos e dádivas em relação a nós; pela prioridade e pela divulgação aquilo que o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – enviou para nós, e por clarificar aquilo que era oculto à nós, Allah se agradou com eles e eles ficaram de agrado: << Ó Senhor nosso, perdoa-nos, assim como também aos nosso irmãos, que nos precederam na fé, e não infundas em nossos corações rancor algum pelos fiéis. Ó Senhor nosso, certamente Tu és Compassivo, Misericordiosíssimo.>> (Al-Hachr: 10).                                                                                                                  

  E a depreciação da capacidade dos sábios por causa da ocorrência do erro interpretativo de alguns deles é pelo meio da inovação, e esquemas dos inimigos da nação, para colocar duvidas na religião islâmica, e para criar inimizade entre os muçulmanos, e em razão de criar separação entre a nação actual da passada, e criar divisão os jovens e sábios, como acontece hoje. No entanto, que os estudantes iniciais prestem atenção nisso, aqueles que subestimam da capacidade de jurisprudentes e da capacidade da jurisprudência islâmica, que desperdiçam no seu aprendizado e seu benefício daquilo que tem de verdade e correcto, e que se vangloriam pelo conhecimento deles; que respeitem seus sábios e não se deixam enganar com alegações desviantes e tendenciosas. E Deus é que dá sucesso.

 SEXTO TEMA: A INOVAÇÃO (AL-BIDÁH)

Composto pelas seguintes secções:

Primeira secção: Conceito de inovação – Seus tipos – Regras

Segunda secção: Surgimento da inovação na vida dos muçulmanos e as razões que levaram a isso.

Terceira secção: Posição da nação islâmica relactivamente ao inovador e o método dos ahl sunnah wal jamaah na resposta a eles

Quarta secção: Ditos sobre modos de inovações actuais, que são:

1-         Comemorar o nascimento do profeta.

2-         Pedido de bênçãos nos lugares, monumentos e mortos, e algo similar.

3-         As inovações no âmbito das adorações e a aproximação à Deus.

 Primeira secção: Conceito de inovação, seus tipos e regras

 1-     Conceito de inovação no sentido linguístico

É inventar algo que não existia nos tempos remotos; dentre ele o dito do Altíssimo: << Ele é o Originador dos céus e da terra.>> (Al-Bacara: 117).                                                                         

Significa: Originador daquilo que não existia anteriormente; o dito do Altíssimo: << Dize: Não sou um inovador entre os mensageiros.>> (Al-Ahqaf: 9).                                                                       

Significa: Não fui o primeiro que veio com a mensagem de Deus para os servos, pois, me anteciparam muitos mensageiros.                                                                                             E diz-se: O fulano inventou uma inovação; significa: começou um nétodo que não existia antes.

 E a inovação é de duas espécies:

Inovação nos hábitos, como no caso de invenções modernas, este é permitido; porque a essência dos hábitos/costumes é a permissão.                                                                                                        E a inovação na religião, esta é proibida; porque a essência nele é a limitação; o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: “Aquele que inventar algo que não está em conformidade com a nossa religião será rechaçado.” (Narrado por Bukhari e Muslim). E noutra narração: “Aquele que praticar uma acção que não está em conformidade com a nossa religião será rechaçada.” (Narrado por Muslim).

 2-     Tipos de inovação:

A inovação na religião é de dois tipos:

Primeiro tipo: inovação em palavras e crença, como os dizeres dos al-jahmiyyah, al-mu’tazilah, ar-rafidhah e as restantes seitas perdidas e suas crenças.                                                 

 Segundo tipo: Inovação nas adorações, como a devoção para Deus por uma adoração não recomendável; esta possui ramificações:

Primeira: Aquela que tem origem na adoração: como a invenção de adoração que não tem essência na shariah, como a invenção de uma oração ou jejum que na essência não é permitido, ou celebrações não permitidas, como é o caso das comemorações de aniversários e outras.                                                                                                 

Segunda: Aquela que se verifica um acréscimo na adoração permitida; como por exemplo o acrescimo do quinto rakat na oração de Dhuhr (meio-dia) ou Asr (a tarde).

Terceira: Aquela que se concretiza no modo de cumprimento de uma adoração permitida; como se cumprisse de modo não permitido; como por exemplo a realização de azhkar (lembranças/invocações) de forma colectiva e com vozes melodiosas; ou sobrecarregar-se uma adoração de modo não estabelecido pela sunnah do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

Quarta: Inovação que se verifica pela especificação de um tempo para certa adoração permitida, mas para qual a legislação não especificou; como é o caso que acontece com a determinação de uma celebração que tem lugar nos meados do mês de Sha'aban em jejum e orações durante a noite; na verdade, na essência o jejum e as orações a noite são permitidas, mas especificar para uma das épocas necessita de prova.

 3-     Classificação da inovação na religião em todos seus tipos

Toda inovação na religião é proibida e perdição; conforme o dito do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - : “Tenham cuidado com as invenções dos assuntos, porque toda invenção é inovação e toda inovação leva a perdição.” (Narrado por Tirmizi). E o seu dito: “Aquele que inventar algo que não está em conformidade com a nossa religião será rechaçado.” (Narrado por Bukhari e Muslim). E noutra narração: “Aquele que praticar uma acção que não está em conformidade com a nossa religião será rechaçada.” (Narrado por Muslim). No entanto, os dois hadices mostram que toda invenção na religião é inovação, e toda inovação leva a perdição e é rechaçada, isso significa que as inovações nas adorações e crenças são proibidas, mas a proibição varia de acordo com o tipo de inovação, dentre elas há aquela que é claramente descrença; como a realização de tawaf (circundar) em volta dos túmulos como forma de aproximação ao enterrados, oferecer sacrifícios e fazer promessas para os mortos, suplicar aos mortos e o pedido de proteção a eles, como é o caso dos ditos dos exagerados al-jahmiyyah e al-mutazilah. E dentre as inovações há aquelas que são um meio para a idolatria; como a construção sobre os túmulos, a prática da oração e suplicas diante deles. Dentre as inovações há aquela que é depravação na crença, como é o caso da inovação dos khawarij, al-qadariyyah, al-murji’ah, nos seus dizeres e crenças contrárias as evidências da shariah. Dentre as inovações há aquelas que é desobediência, como a inovação de abstinência e o jejum em pé no sol, castração com a intenção de cortar o prazer da relação sexual.

 Atenção:

Aquele que dividir a inovação em: hassanah (boa) e sayyi’ah (maliciosa), cometeu erro e contrariou o dito do mensageiro – Que a paz e bençãos de Deus estejam sobre ele - : “Por certo, toda inovação é perdição.” Pois, o mensageiro decretou que toda inovação é perdição, e este diz: Nem toda inovação é perdição, existem inovação boa. O Háfiz ibn Rajab disse na explicação do livro “Al-Arba’iin An-Nawawiah”: < O dito do mensageiro: “Toda inovação é perdição” é dentre as palavras concisas e nada fica isento, e é uma das grandiosas essências da religião, e é parecido com o seu dito: “Aquele que inventar algo que não está em conformidade com a nossa religião será rechaçado.” (Narrado por Bukhari e Muslim). Então, todo aquele que inventar algo e relacionar com a religião, sem ter nenhuma essência da religião, é rechaçado para ele e é perdição, a religião está isenta dela, seja em questões de crenças, práticas ou ditos aparentes e latentes.>                                                                                                                           

E para estes não existe prova sobre a inovação boa, excepto o dito de Umar – Que Deus esteja satisfeito com ele – na oração de tarawih: “Que dádiva de inovação essa!”                                                                                                 E eles disseram também: Que aconteceram coisas que os predecessores não contestaram, por exemplo a junção do Alcorão em um único livro e a escrita do hadith e sua compilação.                                                                                                           A resposta sobre isso é que essas coisas tem essência na shariah, não são invenções, e o dito de Umar: “Que dádiva de inovação” referiu-se inovação no sentido linguístico e não da shariah; aquilo que tem essência na shariah retorna-se a ele; quando se diz: Isso é inovação, refere-se no sentindo linguístico e não na shariah; porque a inovação no sentido da shariah: é aquilo que não tem essência na shariah. E a junção do Alcorão num único livro tem origem na shariah; pois, o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – ordenava para que escrevesse o Alcorão, mas era escrito de forma dispersa, então, os companheiros do profeta – Que Deus esteja satisfeito com eles – juntaram transformando único livro para poder protege-lo.                                                                  E a oração de tarawih foi realizada algumas noites pelo profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – junto com seus companheiros, e ausentou deles no final temendo tornar obrigatória para eles, e os companheiros – Que Deus esteja satisfeito com eles – continuaram rezando em congregações dispersas durante a vida do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele -  e após a sua morte, até quando Umar bin Al-Khattab – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – os uniu sobre rezando com único imam como ficavam atrás do profeta; então, não é inovação na religião.                                                                                                                                             

E o acto de escrever o hadith também tem essência na shariah, o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – teria ordenado alguns de seus companheiros a escreverem alguns hadices; quando pediu isso, o Abu Huraira – Que Deus esteja satisfeito com ele – escrevia o hadith na época do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e a alerta era de se escrever de uma forma geral: com receio de se misturar com o Alcorão daquilo que não faz parte dele, quando ele morreu essa alerta foi vedada; porque o Alcorão já estava completo, os companheiros ajustaram antes da morte do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – e em seguida os muçulmanos compilaram o hadith como proteção para não se perder; que Deus os recompense o bem sobre o Islam e os muçulmanos; pois, eles protegeram o Livro de Seu Senhor e a sunnah do profeta deles para não se perder e não ser deturpado dos deturpadores.

Segunda secção: Surgimento da inovação na vida dos muçulmanos e as razões que levaram a isso

 1-   Surgimento da inovação na vida dos muçulmanos

Abaixo disso há duas questões:

 Primeira questão: Período de surgimento da inovação:

O sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: Saiba que as inovações em geral relacionadas as ciências e as adorações aconteceram na nação nos últimos tempos dos sucessores piedosos, conforme o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – informou: “Quem de vós viver verá muitas divergências, que se apeguem com a minha sunnah e a sunnah dos sucessores piedosos, guiados.” (Narrado por Abu Daud e Tirmizi). As primeiras inovações que surgiram: inovação do qadar, inovação de al-irjá, inovação xiita e khawaarij, quando surgiu a divergência após o assassinato de Uthman surgiu a inovação al-haruriyyah, em seguida, nos finais da época dos companheiros do profeta surgiu al-qadariyyah nos finais da época de ibn Umar, ibn Abbas, Jábir, e outros dentre eles – Que Deus esteja satisfeito com eles – e perto dessa época surgiu al-murji’a, e quanto al-jahmiyyah surgiu nos últimos tempos dos taabi’in (aqueles que vieram após os sahabas), após a morte de Umar bin Abdul Aziz, foi narrado que ele alertou sobre eles, o surgimento de Jahm foi no Khurassan no califado de Hicham bin Abdul Malik.                                                                                          Estas inovações surgiram no século II, e os companheiros do profeta estavam presentes, e eles contestaram seus seguidores, em seguida, surgiu a inovação al-i’itizaal, e aconteceu uma tentação entre os muçulmanos, surgiram divergências de opiniões e uma tendência para as inovações e caprichos, e surgiu a inovação sufi, e a inovação de construir sobre os túmulos surgiu depois dos séculos preferidos, e assim cada vez que o tempo passa aumentam e se diversificam as inovações.

 Segunda questão: Lugares de surgimento de inovações:

Os países islâmicos divergem quanto ao surgimento das inovações; o sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah disse: < As grandes regiões que os companheiros do mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – viveram e delas surgiu o conhecimento e a fé são cinco: Medina, Meca, Kufa, Basrá e Chaam, delas surgiu o Alcorão e hadith, a jurisprudência e a adoração e aquilo que o acompanham dentre os assuntos islâmicos, dessas regiões surgiram as inovações fundamentalistas, menos a cidade do profeta (Medina); em Kufa surgiu o xiismo e al-irjá, em seguida se expandiu em outros lugares, em Basrá surgiu al-qadar e al-i’itizaal e rituais corrompidos, e se expandiu em outros lugares, em Chaam haviam monumentos e al-qadar, e al-jahmiyyah surgiu nos lados de Khurassan, e é uma das piores inovações.                                                                                                O surgimento de inovações era de acordo o distanciamento da cidade do profeta, quando aconteceu a divisão após assassinato de Uthman surgiu a inovação al-harúriyyah. Quanto a cidade de Medina estava salvo de surgimento dessas inovações, embora haja nela aquele que é implícito nisso, diante deles era um desprezo e desonra, porém, tinha lá povo do al-qadariyyah e outros, mas eram contestados e desprezíveis, ao contrário do xiismo e al-irjá em Kufa, al-i’itizaal e inovações rituais em Basrá, os monumentos em Chaam, lá eram aparentes, e consta num dito através do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – que o Dajjal (anti- Cristo) não entrará, e o conhecimento e a fé continuaram surgindo até a época dos companheiros de Málik, sendo eles do século IV.>                                                                                                                                          Quanto as três épocas preferidas não tinha nenhuma inovação em Medina (cidade do profeta), e jamais surgiu uma inovação na essência da religião, como surgiram nas restantes regiões.

 2-   Razões que levaram o surgimento de inovações:

O que não há dúvidas é que apegar-se no Alcorão e sunnah há salvação de cair nas inovações e perdição; o Altíssimo diz: << Esta é a Minha senda recta. Segui-a e não sigais as demais, para que estas não vos desviem da Sua.>> (Al-Aniam: 153).                                        E o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – esclareceu isso através da narração de ibn Massud – Que Deus esteja satisfeito com ele - : < Ele disse: O mensageiro de Deus – fez um risco no chão para nós e disse: este é caminho de Deus, em seguida fez outros riscos no lado direito e esquerdo daquele primeiro, depois disse: e estes são caminhos, a cada caminho desses existe um satanás que convoca a eles, em seguida recitou: << Esta é a Minha senda recta. Segui-a e não sigais as demais, para que estas não vos desviem da Sua. Eis o que Ele vos prescreve, para que O temais.>> (Al-Aniam: 153).                                                                                                                                            Aquele que desprezar o Alcorão e sunnah, foi contrariado pelos caminhos desviantes e as inovações inventadas.                                                                                                                   

E as razões que levaram ao surgimento de inovações resumem-se nas seguintes questões:  a ignorância pelas regras da religião, seguir as paixões, fanatismo para com as opiniões e pessoas, assemelhar-se aos descrentes e a imitação a eles; tomamos essas razões por algo de detalhes:

 a-     A ignorância pelas regras da religião:

Quanto mais o tempo se estende e as pessoas se distanciam dos efeitos da mensagem, diminui o conhecimento e espalha-se a ignorancia, conforme o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – informou sobre isso com o seu dito: “Quem de vós tiver uma longa vida verá muitas divergências.” (Narrado por Abu Daud e Tirmizi). E o seu dito: “Na verdade, Deus não arrebatará o conhecimento apartando-o das pessoas, mas esse lhes será arrebatado como resultado da morte dos sábios, porque quando não existirem sábios, o povo nomeará os ignorantes como líderes, e lhes pedirão diretrizes, e eles promulgarão pareceres jurídicos (fatáwa) sem terem conhecimento. Assim, desencaminharão a si mesmos, e desencaminharão os demais.” Não há oponente das inovações senão o conhecimento e os sábios, quando se perde o conhecimento e os sábios facilita-se a oportunidade de surgimento e expansão inovações e os seguidores se tornam activos.

 b-     Seguir as paixões:                                   

Aquele que desprezar o Alcorão e sunnah segue as suas paixões; conforme o Altíssimo diz: << E se não te atendem, sabe então, que o que eles seguem são suas paixões. E quem mais descaminhado que aquele que segue a própria paixão, sem orientação alguma a Deus? >> (Al-Qassas: 50).                                                                                             E o Altíssimo diz: << E viste aquele que tomou por deus sua paixão e Deus o desencaminhou, com ciência, e lhe selou o ouvido e o coração e lhe fez névoa sobre a vista? E quem o guiará depois de Deus? >> (Al-Játhiyah: 23).                                                                                                          

E as inovações são uma estrutura do seguidor das paixões.          

 c-     Fanatismo pelas opiniões e pelos homens:

O fanatismo pelas opiniões e pelos homens interfere entre a pessoa e o seguir as evidências, e o conhecimento da verdade; o Altíssimo diz: << Quando lhes é dito: Segui o que Deus revelou! Dizem: Qual! Só seguimos aquilo que encontramos nossos pais.>> (Al-Bacara: 170).                                                                                                   

Este é o caso dos fanáticos hoje dentre os seguidores das seitas Sufi e os adoradores de túmulos (al-quburiyyah), quando são convocados para seguir o Alcorão e sunnah, e abandonar aquilo que eles são e os leva a contraria-los; evidenciam com suas seitas, seus sheikhs, seus pais e avôs.

 d-     Imitação aos descrentes:

É a mais grave que acontece nas inovações; conforme no hadith Abu Waquid Al-Laithii; ele disse: < Saimos com o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – para Hunain, e nós eramos recém-revertidos (ao Islam) na época da descrença, e os idolatras tinham uma arvore (sidrah) na qual eles faziam o retiro nela e penduravam suas armas, então, passamos pela arvore e dissemos: Ó mensageiro de Deus, faça para nós uma arvore para penduras como eles têm. O mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse: Allahu Akbar! (Deus é Maior), ela é sunnah! – Juro por aquele que a minha alma está em suas mãos – disseram como os filhos de Israel falaram para Moisés: << Faze-nos ter um deus, assim como eles têm deuses. Ele disse: Por certo, sois um povo ignorante.>> (Al-Araf: 138); seguiram tradições de vossos antepassados.>> (Narrado por Tirmizi).                                                           

Neste hadith: A imitação aos incrédulos é o que levou os filhos de Israel a fazer esse péssimo pedido, que é de fazerem deuses para eles adorarem; e o que levou alguns companheiros de Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – a pedirem-lhe que fizesse para eles uma árvore para que pedissem benção nela, além de Deus, isso é o mesmo que acontece hoje, porque a maioria das pessoas dentre os muçulmanos imitam os incrédulos nas práticas de inovações e idolatria, como as celebrações de aniversários, estipular dias e semanas de acções específicas, a celebração de cerimonias religiosas, o estabelecimento de estátuas e monumentos memoriais, o estabelecimento de reuniões para consolo, inovações nos funerais, a construção sobre os túmulos e outros.

 Terceira secção: Posição da nação islâmica relactivamente ao inovador e o método dos ahl sunnah wal jamaah na resposta a eles

 1-     Posição dos ahl sunnah wal jamaah em relação ao inovador

Os ahl sunnah wal jamaah respondendo sobre o inovador, e detestando suas inovações e impedindo a sua aplicação; aqui está o exemplar disso:                                                                                              

(a)  Segundo Ummu Darda’i disse: < O Abu Darda’ chegou a mim enfurecido e eu disse para ele: O que tens: Ele respondeu: Juro por Deus, não sei nada deles dentre a ordem de Muhammad excepto que eles rezam juntos.> (Narrado por Bukhari).

(b)  Segundo Umar bin Yahya disse: < Ouvi meu pai falando sobre o pai dele, dizendo: Nós sentávamos sobre a porta de Abdullah bin Massud antes da oração da alvorada, quando ele saía caminhávamos juntos para a mesquita, e apareceu-nos Abu Mussa Al-Ach’ari que disse: Apareceu-vos Abu Abdurahman antes? Dissemos: Não. Então, sentou-se conosco até ele aparecer, quando apareceu todos levantamos para ele; então ele disse: Ó Abu Abdurahman, anteriormente vi na mesquita algo que detestei mas não vejo – Louvado seja – senão o bem. Ele disse: Qual é? Abu Mussa disse: Se viveres verás, em seguida disse: Vi na mesquita o povo sentando em grupo esperando a oração, a cada grupo tinha um homem segurando em suas mãos pedrinhas e dizia: Repitam 100 vezes “Allahu Akbar” (Deus é Maior) e eles repetiam; ele dizia: Repitam 100 vezes “Lá ilaha illa Allah” (Não há divindade senão Deus) e eles repetiam; ele dizia: Repitam 100 vezes “subhanallah” (Glorificado seja Deus) e eles repetiam. O Abu Abdurahman perguntou: E o que disseste para eles? Abu Mussa disse: Não disse nada para eles, espero a tua opinião ou espero a tua ordem. Ele disse: Porque não os ordenaste a contarem suas más acções e garantiste para eles em não desperdiçar nada de suas acções? Em seguida, ele passou e fomos juntos até naquele grupo, parou sobre eles e disse: O que isso que estou vendo vocês fazendo? Disseram: Ó Abu Abdurahman, são pedrinhas que contamos pronunciando o takbir (Allahu Akbar), o tahlil (Lá ilaha illah Allah), o tasbih (subhanallah) e tahmiid (al-hamdu lillah). Ele disse: Então, contem vossas más acções, eu vos garanto em não desperdiçar nada de vossas boas acções; ai de vós ó nação de Muhammad! Que rápida vossa destruição! Esses são seus companheiros espalhados, essas são roupas deles que ainda não se humidificaram, seus recipientes ainda não quebraram; juro por aquele que a minha alma está em suas mãos: Será que vocês estão numa religião que é mais guiada que a de Muhammad ou são inauguradores da porta da perdição! Eles disseram: Juramos por Deus, ó Abu A bdurahman, não queríamos senão o bem. Ele disse: E quantos querem o bem e não o alcançam! Por certo, o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – disse-nos que um povo lê o Alcorão e não excedem a sublimidade deles, juro por Deus, não sei mas talvez a maioria deles está entre vós. Em seguida comandou-os. Umar bin Salamah disse: Vimos a maioria daqueles nos ofendendo no dia de Nahrawaan com os khawaarij.> (por Dárimy).                              

(c) -  Um homem veio ter com o imam Málik bin Anass – Que Deus esteja satisfeito com ele – e perguntou: A partir de onde intenciono o ihram? Ele respondeu: A partir do miqaat que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – determinou e intencionou o seu ihram. O homem disse: Se eu intencionar longe dali? Málik disse: Não vejo nada nisso. O homem disse: Não detestas nisso? Ele disse: Detesto a tentação sobre ti. O homem disse: E qual tentação ao aumentar a prática do bem? Málik disse: Porque Deus, o Altíssimo diz: << Que temam, aqueles que desobedecem às ordens do Mensageiro, que lhes sobrevenha uma provação ou lhes açoite um doloroso castigo.>> (An-Nur: 63).                                                               

E que grandiosa tentação ao especificares méritos que o mensageiro de Deus – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – não os especificou?!                                                                      

Este é um exemplar, e os sábios continuam detestando os inovadores em todas épocas, e todos louvores pertencem a Deus.

 2- Método dos ahl sunnah wal jamaah na resposta aos ahl bid’ah (inovadores)

O método deles nisso é o Alcorão e a sunnah, que é método aceitável e convincente, na qual citam e vetam as dúvidas dos inovadores, e evidenciam com o Alcorão e sunnah sobre a obrigatoriedade de apegar-se as sunnates, e a proibição das inovações e invenções, e os escritores compilaram muitos livros nisso, respondendo os livros da crenças sobre xiismo, al-khawaarij, al-jahmiyyah, al-mu’tazilah e ashaa’irah nos seus dizeres inovadores na essência da fé e a crença, foram compilados livros específicos nisso, assim como o imam Ahmad compilou um livro na resposta sobre os jahmiyyah, e além dele dentre os imamos compilaram, como Uthman bin Saíd Ad-Darimy, assim como nos livros do Sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah e seu aluno ibn Al-Qayyim, e o sheikh Muhammad bin Abdul Wahab, e outros que responderam a essas seitas e sobre os adoradores de túmulos (al-quburiyyah) e os sufis. Quanto aos livros específicos na resposta sobre os ahl bid’ah (adeptos da inovação), são muitos, dentre eles por exemplo os livros antigos:

1.         Livro “Al-Itissam”, de imam Chaatbii.

2.         Livro “Iqtidá’u Siratal Mustaqiim”, do sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah, aprofundou-se na resposta sobre os inovadores num grande volume dele.

3.         Livro “Inkaar Al-Hawaadith wal Bidah”, de ibn Wadaahu.

4.         Livro “Al-Hawaadith wal Bidah”, de Tartúchiyyi.

5.         Livro “Al-Baa’ith alaa inkar Al-Bidah wal Hawaadith”, de Abu Chaamah.

Dentre os livros actuais:

1.         Livro “Al-Ibdaa’i fii Madhaar Al-Ibdaa’i, do sheikh Aly Mahfúdh.

2.         Livro “Sunane wal Mubtada’aat Al-Muta’allaqat bil Azhkaar wa Salawaat”, do sheikh Muhammad bin Ahmad Chaqiiry Al-Hawaamidy.

3.         “Rissalat Tahdhiir minal Bidah”, do sheikh Abdul Aziz bin Baaz.

E os sábios muçulmanos – Louvado seja Deus – continuam detestando as inovações e dando resposta sobre os inovadores através de jornais, revistas, rádios, sermões de sexta-feira, nos seminários e palestras, o que tem grande efeito na educação dos muçulmanos, no julgamento sobre as inovações e repreensão dos inovadores.

 Quarta questão: Esclarecimento sobre os modos de inovações actuais

Que são:

1-         Comemoração do nascimento do profeta.

2-         Pedido de benção a lugares, monumentos e a mortos e algo similar.

3-         Inovações nas adorações e na aproximação a Deus.                                                       As inovações actuais são muitas; em virtude de ser últimos tempos, pouco conhecimento, aumento de divulgadores para a inovação e controvérsias, recorrer a imitação dos incrédulos nos seus costumes e rituais; certificando o dito do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – “Estão seguindo as tradições dos vossos antepassados.” (Narrado por Tirmizi).

 1-     Festa pela celebração do nascimento do profeta

É uma imitação aos cristãos praticando aquilo que denominam celebração pelo nascimento de Messias, então, os ignorantes muçulmanos ou os sábios desviados comemoram no mês de Rabiul Awwal ou outros meses de cada ano o nascimento do mensageiro Muhammad – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele. Dentre eles há quem realiza essa festa nas mesquitas, uns realizam nas casas ou lugares prontos para isso, presenciam multidões de pessoas e seus públicos, praticam isso imitando os cristãos na inovação deles na celebração do nascimento de Messias – Que a paz esteja sobre ele – e além disso geralmente esta celebração é inovação e imitação aos cristãos, não falta a existência de idolatrias e males, como cantar canções que há exageros em relação ao mensageiro - Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – num nível de suplicá-lo além de de Deus, e o pedido de ajuda a ele; e o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – proibiu o exagero no seu elogio, dizendo: “Não me enalteçam como os cristãos enalteceram o filho de Maria; eu sou apenas um servo, então, digam: servo e mensageiro de Deus.” (Bukhari e Muslim).                                                 Esta celebração acompanha a mistura entre homens e mulheres, a má conduta e existência de bebidas alcoólicas e outras coisas similares.                                                                                                               Enaltecimento (al-itrá’u) significa: Exagero no elogio, talvez creem que que o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – presencia a celebração deles, e dentre os males que acompanham essas celebrações: cantos melodiosos em conjunto e toque de batuques, e outros similares dentre práticas de lembranças (azhkaar) de sufis inovadores, pode haver mistura de homens e mulheres, o que causa tentação e corre o risco de ocorrer obscenidades, e mesmo que esta celebração estivesse livre dessas advertências, se limitassem em se reunirem e consumir a comida, mostrar a alegria – como eles dizem – continuaria sendo inovação inventada: “Toda invenção é inovação e toda inovação é perdição.” (Narrado por Muslim). E também é um meio para evolução da inovação e acontecer nelas os males que acontece em outras celebrações.                                                                                                      E dissemos: É inovação porque não tem essência no Alcorão e sunnah e prática dos predecessores virtuosos e nos séculos preferidos, apenas aconteceu nos finai do século IV (ano de Hejira), foi inventado pelos os xiitas al-fatimiyyun. O imam Abu Hafssi Taaj Deen Al- Faakihaani – Que Deus seja misericordioso com ele – disse: < Repete-se a pergunta ao grupo de abençoados sobre a reunião que algumas pessoas fazem no mês Rabiul Awaal, e denominam por “maulid”, será que tem essência na religião? E intencionaram responder sobre isso esclarecendo, e explicando sobre o mesmo particularmente, então, eu disse – e Deus é quem dá sucessos - :                                                                             Não sei a essência desse “maulid” no Alcorão e nem na sunnah e não consta a sua prática em nenhum dos sábios da nação, aqueles que são exemplo na religião, aqueles que seguram os efeitos dos antepassados, no entanto, é uma inovação inventada pelos deturpadores, e prazer do coração que enriquece com ela os devoradores.>                                                                                                    

O sheikh Al-Islam ibn Taimiyyah – Que Deus seja misericordioso com ele  - disse: < Assim como o que as pessoas inventam, ou é emulação para com os cristãos no nascimento de Jesus – Que  a paz esteja sobre ele – ou é amor e exaltação para com o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele - ... a  tomada do nascimento do profeta – Que  a paz e bênçãos de Deus seja sobre ele – como uma celebração, havendo divergência nas pessoas sobre seu nascimento; na verdade, isso não foi feito pelos predecessores, se esta fosse puramente um bem ou mais judicioso, os predecessores – Que Deus esteja satisfeito com eles- mereceriam a prática disso do que nós, pois, eles exaltavam e amavam fervorosamente ao profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – que nós, eles são mais dedicados na prática do bem, o amor e exaltação por ele era no seu acompanhamento e sua obediência, seguir a sua ordem e reviver a sua sunnah latente e aparentemente, divulgar aquilo que foi revelado, e esforça-se a isso com o coração, as mãos e a língua, pois, este é o caminho dos primeiros antepassados dentre os emigrantes e ansares (povo de Medina) e aqueles que os seguiram pela virtude.>.                                                                                      

Já se compilou livros e guias antigos e recentes que negam essa inovação; e além de ser inovação e imitação, pode ocorrer a realização de outros aniversários como o nascimento de líderes, sheikhs, governantes, abrindo assim muitas portas do mal.

 2-     Tabarruk (pedido de bênçãos) em lugares, monumentos e nas pessoas vivas e mortas

Dentre as inovações inventadas: Pedido de bênçãos as criaturas, e é uma das categorias do paganismo, e uma rede que os mercenários tiram dela bens de pessoas sem noção. “Tabarruk” é pedido de benção. É fixar o bem em algo e aumentá-lo; e o pedido de fixar o bem e seu aumento apenas acontece para quem possui aquela coisa e é capaz, que é Deus – Glorificado seja – é Ele que envia a benção e mantém firme, e quanto a criatura não é capaz de conceder a benção e nem fazê-lo existir, nem mantê-la e nem firma-la, no entanto, o pedido de benção nos lugares, nos monumentos e nas pessoas – sejam vivas ou mortas – não é permitido; porque pode ser idolatria, quando crê que aquilo concede a benção; ou é um meio para a idolatria, quando crê que ao visita-lo ou toca-lo e limpar-se nele é razão de alcançar a benção de Deus.                                                                                

E o que os companheiros do profeta faziam de obter benção pelo cabelo, saliva e aquilo que se desfazia do corpo do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – era especifico como mencionou-se anteriormente; era especifico ao profeta e os seus companheiros não obtinham bênçãos no seu compartimento ou seu túmulo após a sua morte, e nem se dirigiam nos lugares onde ele rezava ou sentava para obter bênçãos; menos ainda os santuários de líderes, e não obtinham bênçãos pelas pessoas virtuosas, como Abu Bakr, Umar e outras dentre os preferidos companheiros do profeta, nem enquanto vivos e nem após a morte; nem iam a cave de Hira para rezar ou suplicar, não iam para a montanha na qual Deus falou com Moisés para rezarem e suplicar ou outros lugares nas montanhas no qual se diz que há santuários de profetas ou outros; e nem nos monumentos construídos sobre os santuários de um dos profetas. E também os predecessores (salafis) não iam tocar ou beijar o lugar que o profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – rezava sempre em Medina, e nem no lugar que ele rezou em Meca e outros lugares. Se o lugar que ele pisava com seus honrados pés e rezava não foi permitido para que sua nação tocasse ou beijasse, como será daquele outro que se diz rezou nele ou dormiu nele? Portanto, beijar algo desses ou tocá-lo, os sábios sabem a necessidade da religião islâmica: e que isso não faz parte da shariah do mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele.

 3-     As inovações no âmbito das adorações e na aproximação à Deus

As inovações inventadas no âmbito das adorações nessa época são muitas, e a essência nas adorações é a limitação, nada é recomendável delas senão com evidência, e aquilo que não mostra a evidência é inovação; conforme o dito do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele: “Aquele que praticar uma acção que não está em conformidade com a nossa religião, será rechaçada.” (Narrado por Muslim).                                                              

E as adorações que se aplicam agora e não há provas sobre elas são muitas: dentre elas:

•           Pronunciar em voz audível a intenção para a oração: ao dizer: intenciono rezar para Deus isso e aquilo; isso é inovação porque não é dentre a sunnah do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele -. E porque Deus – o Altíssimo – diz: << Dize-lhes: Pretendeis, acaso, ensinar a Deus a vossa religião, quando Deus bem conhece tudo quanto existe nos céus e na terra? Sabei que Deus é Onisciente.>> (Al-Hujurát: 16).                                                                                                                                                  O lugar da intenção é no coração, é uma acção do coração e não da língua.

•           Fazer o zhikr (lembranças) em conjunto depois da oração; pois, o recomendável é cada um fazer o zhikr que consta, individualmente.

•           Pedido de leitura da surata Al-Fátiha nas cerimônias, e depois da súplica, e para os mortos.

•           Reunir-se nas casas dos familares dos falecidos, preparar comidas e alugar recitadores, alegando que faz parte do consolo ou que aquilo beneficia ao morto; tudo isso é inovação não tem nenhuma essência, e violações e constrangimentos daquilo que Deus revelou de soberania.

•           Comemorar as cerimonias religiosas, como a cerimônia de Isrá e Mi’raj (Viagem Nocturna), a emigração do profeta; essas comemorações em razão dos acontecimentos, não tem nenhuma essência na religião.

•           Aquilo que se faz no mês de Rajab, dentre adorações específicas nele, como prática de orações e jejum facultativos especificamente nesse mês, pois, não há distinção com os outros meses, nem no jejum, nem orações, nem sacrifício para um ritual e nem outras acções similares.

•           Os azhkares (lembranças) dos sufis e sua diversidade; todos são inovações e invenções, porque contrariam os azhkares permitidas nas suas formulações, formas e seus períodos.

•           Especificar noite do meado do mês de Shaban para orações voluntarias, e o jejum durante o dia, pois, nada consta do profeta – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – especificamente nesse mês.

•           Construir sobre os túmulos e toma-los de mesquitas, a sua visita em razão de obter bênçãos e intermediação aos mortos, e outros dentre propósitos de idolatria, e a visita de mulheres aos túmulos; pois, o mensageiro – Que a paz e bênçãos de Deus estejam sobre ele – amaldiçoou as mulheres que visitam os túmulos e aqueles que tomam como mesquitas e colocam luzes.

E finalizando dissemos: Na verdade, as inovações são correspondências de descrença, é acrescentar na religião aquilo que Deus e seu mensageiro não recomendou; a inovação é um mal e dentre as grandes desobediências, e o satanás se alegra mais do que se alegra dos grandes pecados; porque o depravado pratica as más acções sabendo que é pecado e se arrepende delas; e o inovador pratica a inovação crendo que faz parte de religião e está se aproximando a Deus, e não se arrepende dela, as inovações vetam as sunnates e detesta que seus praticantes cumprir as sunnates e os adeptos da sunnah.                                                                                                                                               A inovação faz distanciar de Deus, obriga sua ira e castigo, e causa o desvio e corrupção dos corações.

 Como é tratado o inovador:

Proíbe-se visitar o inovador e fazê-lo companhia, excepto para aconselha-lo ou contestá-lo, porque misturar-se a ele afecta seu acompanhamento no mal, e expande-se sua inimizade para outro; deve-se abster deles e dos seus males, se não se tomar sobre suas mãos, e proibir-lhes de aplicar as inovações; é dever dos sábios muçulmanos e seus líderes proibir as inovações, toma-los das mãos dos inovadores, e impedi-los de seus males; porque o perigo deles sobre o Islam é grande, em seguida, deve-se saber que os países de incrédulos incentivam os inovadores na expansão de suas inovações, e apoiam para isso de todos os meios, porque com isso combate-se o Islam e mancha a sua imagem.                                                                                                                                     Pedimos a Deus – Exaltado e Majestoso – que ajude a sua religião, e que sua palavra sela exaltada, e humilhe seus inimigos, e que a paz e bênçãos estejam sobre o nosso profeta Muhammad, sua família e seus companheiros.