O Status da Mulher no Islam ()

 

|

 O Status da Mulher no Islam

المرأة في ظلال الإسلام

]  Português – Portuguese – برتغالي [

Abd Ar-Rahman bin Abd Al-Kareem Al-Sheha

د.عبد الرحمن بن عبد الكريم الشيحة

Traduzido para a Lingua Portuguesa por:

EUROPEAN ISLAMIC RESEARCH CENTER (EIRC)

المركز الأوروبي للدراسات الإسلامية

& Samir El Hayek

Revisão

Ali Momade Ali Atumane

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

Louvado seja Deus, e que a bênção e a paz estejam com o nosso Profeta Mohammad, com os seus familiares, e com todos os seus companheiros.

Deus, Exaltado Seja, diz: “Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Allah, é o mais temente.”[1]

É erro grave que o Islam seja acusado de algo que não faz parte dele. Dentre isso, a afirmação de não ser benevolente nem respeitar a mulher, não lhe concedendo os seus direitos, quando Allah, Exaltado Seja, diz no Alcorão Sagrado: “se as menosprezardes podereis estar depreciando seres que Allah dotou de muitas virtudes.”[2]

E diz: “Entre os Seus sinais está o de haver-vos criado companheiras da vossa mesma espécie, para que com elas convivais; e colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais para os sensatos.”[3]

Vários pedidos pelos direitos da mulher, sua liberdade e a igualdade de gênero, foram ouvidos em todo o mundo, e muitos slogans foram feitos pelas sociedades que não são justas com ela e não lhe concedem seus direitos. A lei islâmica, por outro lado, tem estabelecido os direitos da mulher em um sistema abrangente e equilibrado de direitos humanos e obrigações muito antes de serem exigidos, desde o surgimento do Islam, e tornou esses direitos uma obrigação legal, sem tramoia. O estranho é que há quem injuria a mulher e nega-lhe os direitos. Isso acontece porque quem procede desta maneira não segue os ensinamentos islâmicos e suas elevadas orientações.

A alegada reivindicação da libertação da mulher e a exigência de seus direitos[4], giram em torno de três elementos:

1.        A reivindicação da libertação da mulher.

2.        A reivindicação da igualdade de direitos com os homens.

3.        A reivindicação dos direitos da mulher.

Abd Ar-Rahman bin Abd Al-Kareem Al-Sheha

 A reivindicação da libertação da mulher

Em primeiro lugar, a palavra "libertação" indica que há grilhões, obrigações e restrições em vigor e, por outro, que as mulheres são escravizadas e devem ser libertadas. O ser humano, por sua natureza está restrito, porque suas possibilidades e potencialidades são limitadas. Os seres humanos, em suas sociedades, quer nas sociedades civilizadas ou primitivas, vivem sob a sombra de um ambiente social com certas leis, regras e regulamentos que regem e organizam os vários assuntos da vida. Isso quer dizer que o homem não é livre e independente em suas ações, isso significaria que o homem não está livre? Portanto, a liberdade tem limites específicos singulares e coletivos, que, se ultrapassados, levarão a atividades destrutivas que todos reconhecem como indecentes, incivilizados e criminais. O Professor Doutor Henry Makow (pensador e académico americano, pesquisador e especialista em assuntos da mulher no mundo)[5] disse: “A libertação da mulher é uma das fraudes da Nova Organização Mundial, uma fraude grave que iludiu as mulheres americanas e destruiu a civilização ocidental.

A verdade é que o Islam foi a primeira religião que concedeu à mulher o direito de lidar diretamente com muitos assuntos dentro da sociedade, em vez de lidar através de um tutor. As mulheres no Islam são oficialmente responsáveis e encarregadas de executar todos os seus assuntos de economia, social ou de outro tipo, como em muitas sociedades. O Islam só proibiu a mulher a liberdade de cometer coisas vergonhozas, falta de recato e depravação. Essa liberdade foi tirada, da mesma forma, do homem. O significado da liberdade no Islam é estabelecido pelas palavras do Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz): “O exemplo da pessoa que obedece as injunções de Deus e da que transgride é o dos passageiros de uma barcaça, em que alguns ocupavam a parte superior e outros ocupavam a parte inferior. Estes, para recolherem água, tinham de passar por aqueles, causando-lhes algum incômodo. Assim, eles sugeriram aos ocupantes superiores permitirem-lhes abrir um buraco no casco da barcaça para poderem recolher a água, sem causar-lhes incômodo. Se os ocupantes da parte superior permitissem tal pedido, pereceriam todos os ocupantes da barcaça. Ao impedi-los de abrir o buraco no barco, salvam-se, e a todos os passageiros.”[6]

Este é o significado da liberdade no Islam, que o comportamento individual não deve ser prejudicial ao indivíduo ou destrutivo para a sociedade em geral.

O que devem exigir os que pedem a liberdade da mulher é: que sistemas são mais benéficos e mais protetores da honra da mulher e da sociedade? Será que é o sistema islâmico que considera a mulher o complemento do homem e sua irmã, ou são sistemas seculares e os legislações mundiais que tem por trás objetivos escusos que desonraram-na, liberaram as coisas ilícitas, destruíram as sociedades e invadiram as nações?

 A igualdade das mulheres com os homens

O pedido de plena igualdade das mulheres com os homens, em todas as coisas é impossível por causa da diferença natural entre os ambos, tanto em termos físicos como em termos mentais ou psicológicos.

Se a igualdade entre pessoas do mesmo sexo – ou seja entre o gênero masculino ou feminino – é um assunto impossível por haver distinções e contrastes entre eles, a igualdade é ainda mais impossível entre sexos diferentes. Deus, Exaltado Seja, diz: “E criamos um casal de cada espécie, para que mediteis.”[7]

“Quando Deus, Glorificado e Exaltado Seja, criou os dois sexos, fê-los com características diferentes um do outro e como complementares um ao outro. Se olharmos para o sexo que se dividiu em dois tipos devemos dizer que foi dividido para executar duas tarefas. Se fosse somente uma tarefa o sexo não se dividiria em dois tipos. A divisão em dois tipos indica que cada tipo tem a sua particularidade por si e o sexo os reune. Por exemplo, a noite e o dia como duas características para o mesmo tipo, que é o tempo. Este tipo estabeleceu uma tarefa para a noite que é o descanso e uma tarefa para o dia, que é o agir e trabalhar. O homem e a mulher, desta forma, são dois tipos de sexo, o de ser humano. Assim há coisas que são pedidas para cada um deles como ser humano. Além disso, há coisas que são pedidas do homem e outras pedidas da mulher, de forma que possamos dizer que eles são dois tipos de sexo com tarefas comuns e tarefas diferentes.”[8]

Depreende-se do citado acima a impossibilidade de igualdade em tudo e é absurdo procurá-la porque é tentativa de mudar a natureza humana inata e, ao mesmo tempo, é uma tentativa de desvalorizar a mulher e humilhá-la pela consequente saída de sua natureza que Deus lhe imprimiu e que vai causar uma reação péssima para a sociedade.

 A Reivindicação dos Direitos das Mulheres.

Não há nenhuma lei ou regulamento, seja antigo ou moderno, que tem protegido os direitos da mulher e elevado a sua posição como fez o Islam. Desde o nascimento da luz do Islam com a missão do Profeta Mohammad (Deus o abençoe e lhe dê paz) que estabeleceu nos corações dos muçulmanos que acreditaram nele e através deles, a sociedade conheceu o mais insólito acontecimento na história humana, esse foi o extraordinário evento em tudo, que contou na velocidade da sua propagação e na sua abrangência e precisão, a facilidade de sua compreensão e o seu contato com a natureza humana, sem ter obuscuridade e ambiguidade, e nem colide com a boa natureza humana. Vamos tomar deste evento o que ele trouxe de mudança na percepção da situação e dos direitos da mulher, que é o que nos interessa nesta pesquisa. O autor da obra “A Civilização Árabe”:[9]

O Islam não se restringiu a elevar o status da mulher, mas acrescentamos a isto que é a primeira religião a fazê-lo.

O autor afirma ainda (op, cit, p, 497) que os direitos conjugais estipulados pelo Alcorão e os exegetas são muito melhor do que os direitos conjugais europeus.

Deve-se reivindicar os direitos da mulher das comunidades nas quais foram roubados seus direitos, ou das comunidades que lhe deram direitos descontrolados, que lhes conduzem aos caminhos do vício e da corrupção e que as tornam como ferramenta para a diverção e satisfização das necessidades e desfruto. Contariamente, o Islam qualificou a mulher e manteve seus direitos e  concedeu direitos gerais e especiais através dos quais, pode viver feliz e em paz e desempenhar a tarefa que Deus a incumbiu.

 O Estatuto da Mulher durante a época passada: O Estado da Mulher na Sociedade Pré-Islâmica

A mulher na sociedade pré-islâmica estava sujeita a diversos tipos de humilhação, injustiça e tirania, com seus direitos usurpados, sua fortuna extorquida e considerada como propriedade material. Não tinha o direito de herdar dos pais ou do marido, porque a herança só era concedida a quem tinha habilidades marciais, capacidade de montar cavalo, lutar e conquistar despojos. Ao contrário, ela mesma era herdada como qualquer mercadoria após a morte do marido, como eram herdados os objetos. Se o falecido tivesse filhos de outros casamentos, o filho mais velho entre eles tinha o direito de herdá-la junto com os outros bens, e não tinha direito de sair da casa dele até pagar um resgate. Após o divórcio, a mulher era impedida de se casar novamente. Como prática geral, os homens tinham a liberdade de adquirir tantas esposas sem limites. Ela não podia escolher o homem e nem tinha direito algum diante do seu marido. Não havia sistema de direito e de justiça que impedisse o homem de cometer injustiça com as esposas. Na era pré-islâmica os árabes comumente ficavam incomodados com o nascimento de uma criança do sexo feminino. Alguns consideravam o nascimento dela como um mau presságio. O ódio às meninas gerou o infanticídio feminino. Esse tipo de infanticídio, enterrando as filhas vivas, era habito entre algumas tribos árabes e os motivos variavam de acordo com o estado social da família. Alguns o cometiam com o medo da vergonha e outros o cometiam se a recém-nascida tivesse um defeito físico. Deus, Exaltado Seja, disse, descrevendo a sua situação deles em relação a esta prática: “Quando a algum deles é anunciado o nascimento de uma filha, o seu semblante se entristece e fica angustiado. Oculta-se do seu povo, pela má notícia que lhe foi anunciada: deixá-la-á viver, envergonhado, ou a enterrará viva? Que péssimo é o que julgam!”[10]

Em relação aos árabes pobres, praticavam o infanticídio por receio da miséria. O Alcorão registra isso nas palavras de Deus, Exaltado Seja: “Não mateis vossos filhos, por temor à necessidade, pois Nós os sustentaremos, bem como a vós. Sabei que o assassinato deles é um grave delito.”[11]

A mulher não desfrutava de seus direitos naturais. Alguns tipos de comidas eram permitidos apenas para os homens. Deus, Exaltado Seja, regista no Alcorão Sagrado: “Dizem ainda: O que há nas entranhas de tais animais é lícito exclusivamente para os nossos varões e está vedado às nossas mulheres; porém, se a cria nascer morta, todos desfrutarão dela!”[12] [6: 139]

Nada possuía para seu orgulho além da proteção que o homem proporcionava nela, que compreendia a vingança caso ela fosse desonrada.

 O Estado da Mulher na Sociedade Indiana Antiga

De acordo com o livro dos Vedas, um dos livros sagrados, que inclui a base da religião brâmane em relação às mulheres[13] afirma o sequinte: A lei bramânica diferencia entre o homem e a mulher no que diz respeito a dignidade humana e em outros direitos. A mulher era privada de seus direitos civis e colocada sob o controle do homem em diferentes fases da sua vida, conforme os preceitos da Lei de Manu a mulher não tinha o direito em qualquer fase de sua vida, de conduzir qualquer ordem de acordo com sua vontade, mesmo que fosse um assunto interno à sua casa. Nos estágios de sua infância permanecia na responsabilidade do seu pai. Durante a juventude ficava sob controle do marido. Depois da morte do marido, seus tios a representavam. Se não tivesse tios, o juiz assumia sua representação. No entanto, ela não tinha direito à liberdade, à independência e nem de agir de acordo com sua vontade.

O estado da mulher na sociedade indiana era como o estado de escravo, seguindo o marido, sem direito à opinião, à autodeterminação e o marido podia perdê-la nos jogos de azar[14].

Ela não podia casar depois da morte do marido, pois não tenha o direito de viver após a morte dele, porém tinha que ser queimada junto com o cadáver do marido. Segundo os seus livros religiosos[15] “É melhor para a esposa que se jogue sobre a madeira preparada para a queima do marido morto”. Quando colocavam o cadáver do marido na lenha, preparada para quimá-lo, a esposa se adiantava envolta com trapos. O sacerdote brâmanes tirava os trapos, as jóias e os adornos e distribuía para os parentes e, em seguida, soltava as tranças. O grande brâmane pegava na sua mão direita e dava três voltas ao redor da lenha, depois era colocada em cima da lenha. Ela ergue a perna do marido e a coloca na sua testa como referência de sujeição a ele, e depois sentava diante da cabeça dele, colocando sua mão direita sobre ele. Em seguida ateavam o fogo e a queimavam com o cadáver do marido. Afirmavam que a prática lhe proporcionaria a felicidade com o marido que juntos iam viver no céu trinta e cinco milhões de anos (...) desta forma era considerada entre as mulheres puras e de nome nobre. Esse hábito se tornou entre eles tão comum, que chegaram a queimar cerca de seis mil mulheres em dez anos, de 1815 a 1825. Eles continuaram a praticar esta lei até o fim do século XVII, onde o hábito foi proibido apesar da rejeição do clero indiano.

E o que demonstra ainda a situação decadente da mulher indiana, daquela época, de acordo com as Leis hindus[16], “a predestinação, o vento, a morte, o inferno, o veneno, as cobras e o fogo não são piores do que a mulher”. Em algumas situações ela se casava com vários homens, se igualando ao estatuto da prostituta[17].

 O Estatuto da Mulher na Sociedade Chinesa Antiga

Segundo o autor do livro “A História da Civilização” na antiga sociedade chinesa a mulher[18] era também subordinada aos homens, passava a vida em obediência a ele e era privada de todos os direitos patrimoniais e sociais. Era destituída de autodeterminação. O homem era o seu guardião em tudo. Não tinha o direito de receber instrução e ser educada e devia permanecer presa em casa, trabalhava e aprendia a costura e os vários meios de trabalho. Tinha de cortar os cabelos quando atingia quinze anos e se casar, ao atingir os vinte anos. O pai lhe escolhia o marido com a ajuda de um corretor.

O seu nascimento era considerado mau agouro. Ainda de acordo com W. Durant no seu livro “A História da Civilização”[19]: Os pais pediam, em suas orações que os filhos fossem de sexo masculino e uma das maiores causas de humilhação permanente para as mães era pelo fato de elas não terem filhos varões, porque esses eram mais aptos para trabalhar nos campos do que as meninas e tinham mais resistência no campo de batalha. As meninas eram consideradas um fardo para os pais, porque eles as educavam e tinham de ser pacientes em relação à educação delas e, em seguida, enviá-las para seus maridos. Até mesmo a tradição de matar as meninas estava presente. Quando nascia um determinado numero de meninas que excedia as necessidades da família e encontravam dificuldades para sustenta-las, deixavam-nas nos campos, até que morressem de frio da noite ou atacadas por animais ferozes sem que os membros da família sentissem algum escrúpulo.

O velho provérbio chinês[20] diz: “Ouça a sua esposa, mas não acredite nela”.

 O Estatuto da Mulher na Sociedade Romana Antiga

O autor do livro “A História da Civilização” afirma que[21] o nascimento da mulher não era desejável, e era hábito familiar, permitir ao pai, que se tivesse uma criança deformada ou do sexo feminino terminasse a vida dela, por esta razão, desejavam muito ter filhos varões.

A mulher, por sua vez, estava em restrição na sociedade romana, sem direito à opinião. Era dirigida pelo homem em todos os poderes e autoridades. O homem detinha o direito total sobre todos os membros de sua família. Entre tais poderes, ele podia condenar a esposa à pena da morte, por certas acusações[22] e tinha autoridade sobre as suas noras e os netos. Esta autoridade incluía venda, tortura, exílio e assassinato.

A mulher tinha a função de ouvir, obedecer e executar. Não tinha direito de protestar e reivindicar, era privada da herança, sendo esta concedida ao filho mais velho. Chegou-se ao ponto de o homem ter o direito de incluir na família quem quisesse, e livrar da família, quem quisesse entre os filhos, através da venda[23].

 O Estatuto da Mulher na Sociedade Grega Antiga

A situação da mulher na sociedade grega não era diferente das nações supracitada, era tão humilhada até o ponto de ser levada por emprestimo. De acordo com Troylong[24], a mulher fértil era levada emprestada do seu marido para dar à luz filhos de outro homem para a nação.

Era privada da cultura e desprezada ao ponto de ser considerada “uma abominação do Satanás[25]”. Não havia sistema que a protegesse; era privada da herança; não tinha direito de gerir seus bens; destituída da liberdade; sujeita à autoridade do homem ao longo da sua vida; não tinha o direito de pedir o divórcio, pois era uma propriedade absoluta do homem[26]. Chegou-se ao ponto de alguns pensadores pregarem que: Deve-se prender o nome da mulher como o seu corpo em casa[27].

Para os gregos, a mulher não era mais do que um ser degradado, na parte ínfima de consideração. O autor do livro “A Civilização Árabe”[28], aponta que “os gregos, em geral, consideravam as mulheres criaturas degeneradas que não serviam a não ser para a procriação, cuidar da casa. Se a mulher dava à luz uma criança feia, acabavam com ela”.

Demostenes, um famoso orador grego, afirma categoricamente sobre o estado da mulher, dizendo[29] “nós tomamos as prostitutas para o prazer; as namoradas para cuidarem diariamente da saúde dos nossos corpos e as esposas, para darem à luz as nossas crianças legais”. Que destino tem a mulher nesta sociedade onde um dos seus intelectuais consegue fazer declarações desta natureza?

 O Estatuto da Mulher na Comunidade Judaica

Ela era considerada a fonte do pecado original como indicado nos textos da Torá[30]: A mulher é a causa do pecado original e por sua causa todos foram enganados.

A situação da mulher na comunidade judaica não era do melhor. Suas Leis reduziram os seus direitos e advertiram a respeito dela conforme descrito em “Eclesiastes”[31]: “Eu apliquei o meu coração para saber, e inquirir, e buscar a sabedoria e a razão das coisas, e para conhecer que a impiedade é insensatez e que a estultícia é loucura. E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são redes e laços, e cujas mãos são ataduras; quem for bom diante de Deus escapará dela, mas o pecador virá a ser preso por ela”.

O pai tinha autoridade absoluta sobre a família, principalmente sobre o sexo feminino. Casava-as com quem quisesse e as vendia para quem quisesse, o que pode ser confirmado no Livro do Êxodo 21:7-11.

O autor do livro “A História da Civilização”[32] afirma que “o pai tinha autoridade absoluta sobre os familiares. Era o proprietário das terras. A sobrevivência dos filhos dependia de total obediência ao pai. Ele era o Estado. Se fosse pobre podia vender a filha antes de atingir a puberdade, pois tinha o direito absoluto de casá-la com quem quisesse ainda que, às vezes, vinha a ceder um pouco de seus direitos, consultando a filha se estava satisfeita com o casamento.

Quando a mulher judia casasse, a sua tutela passa do pai ao marido, e se tornava sua propriedade, de tal forma que lhe pertence a casa, a escrava e a fortuna. Assim como afirmam os preceitos da Torá em Êxodo 20:17.

Para, além disso, a Lei judaica priva a menina da herança do pai se ele tiver filhos homens, de acordo com Números 27:8: “Se um homem morrer e não deixar filho, transfiram a sua herança para a sua filha”.

Quando o marido morre, a mulher é transferida automaticamente para o irmão do marido, de forma compulsória, a menos que ele abandone dela, tal como afirma o Antigo Testamento[33]: “Se dois irmãos morarem juntos, e um deles morrer sem deixar filhos, a sua viúva não se casará com alguém de fora da família. O irmão do marido se casará com ela e cumprirá com ela o dever de cunhado”.

Durante o período menstrual, o homem não partilhava suas comidas e bebidas com ela e nem dormiam juntos, porem eram isolada até se tornar pura. Ainda sobre o assunto, a Lei rege que[34] “a mulher não é pura a partir do dia que começa a sentir os sintomas prévios sobre a vinda da mesntruação e até mesmo que os sintomas não causasse algum efeito. O marido não devia ter contato com ela até mesmo com o dedo mindinho. Não lhe é permitido passar ou pegar algo dela, e nem lhe é permitido jogar as coisas ou vice-versa, a ela. não lhe é permitido comer com ela na mesma mesa, a menos que haja algo que separe o prato dos ambos. Não lhe é permitido beber a sobra do copo dela, nem dormir na mesma cama ou dividir o mesmo veículo ou o mesmo barco, podendo trabalhar no mesmo lugar sem, contudo, se tocarem. Se o marido adoecer e não tiver ninguém para cuidar dele, é-lhe permitido fazê-lo sem o tocar diretamente. Porém, se a mulher adoecer, não é permitido ao marido cuidar dela, mesmo que não a toque. Quando a mulher dá à luz um menino passa a ser impura por sete dias, mas se for menina fica impura por quatorze dias. Só pode se banhar depois de quarenta dias se o recém-nascido for menino, e oitenta dias se o recém-nascido for menina”.

 O Estatuto da Mulher na Comunidade Cristã

Os padres da Igreja na Idade Média chegaram ao extremo, por considerarem a mulher como a fonte do pecado original e a origem dos infortúnios sofridos pela humanidade em geral. Por isso, a relação entre homens e mulheres tornou-se impura, que deve ser evitada mesmo que seja através do casamento religioso ou civil. O Padre  S. Tertuliano afirma que “Ela é a entrada do Satanás para a alma do ser humano. Foi ela que induziu o homem a comer da árvore maldita, desobedecendo a ordem de Deus, distorcendo a imagem de Deus – ou seja, o homem”.

O escritor dinamarquês Wieth Knudesen escreveu sobre o estado da mulher na Idade Média, afirmando que “poucos cuidados eram prestados a mulher, de acordo com os ensinamentos da doutrina católica, que a considerava como uma criatura de segunda categoria[35]”.

O Paulo[36] diz: “Quero, porém, que entendam que a cabeça de todo homem é Cristo, o cabeça da mulher é o homem e o cabeça de Cristo é Deus... O homem não deve cobrir a cabeça, visto que ele é imagem e glória de Deus; mas a mulher é glória do homem. Pois o homem não se originou da mulher, mas a mulher do homem; além disso, o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Por essa razão e por causa dos anjos, a mulher deve ter sobre a cabeça um sinal de autoridade.”

Os ensinamentos do cristianismo obrigavam as mulheres a se submeterem ao homem e lhe obedecerem cegamente. Paulo[37] diz: “Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o Salvador de seu corpo,”

O escritor inglês Bernard Shaw diz que “no momento em que a mulher se casa todos os seus pertences passam a ser propriedade do seu marido sob a lei inglesa”.

Além de disso, o casamento é eterno, como obrigam a religião e Lei, por mais que haja desavenças entre o casal e a exacerbação dos problemas não é permitido o divorcio, mas recorrer-se-à a separação física pelas consequências naturais do homem que toma amantes namoradas e da mulher que toma namorados e amantes.

E em caso da morte de um dos cônjuges, fica proibido ao viúvo ou viuva de se casar novamente. O resultado disso foi a degeneração do estado da mulher e negligenciado o seu papel, o que levou mais tarde a uma situação degradante na sociedade ocidental moderna, onde seus pensadores e educadores exigiam a concessão a cada membro da sociedade, seja homem ou mulher, o direito e a liberdade absoluta, sem restrições, o que conduziu ainda ao resultados não favoreis,  como a dissolução e desintegração da família congênita, o que ocorreu por conta da pressão da Igreja e da arbitrariedade dos regulamentos desleais que colidem com o instinto correto.

 Os Direitos da Mulher no Islam

Depois desta rápida análise dos direitos da mulher e seu lugar nas sociedades humanas antes do Islam, vamos analisar a situação da mulher e os seus direitos ordenados pelo Islam. O Islam lhe concede direitos público e privado; em relação ao direito público destacamos o seguinte:

(A) A mulher é como o homem nas regras islâmicas de comissionamento, onde ambos são recomendos as mesmas obrigações dentro das disposições dos termos de referência, que estabelecem previamente os quesitos tais como (Islam - a puberdade - a mente) para a efetivação da oração, zakat (caridade), jejum e a peregrinação. Porém, o Islam concedeu a mulher facilidades em algumas regras legais, como isentá-la da oração e do jejum durante o seu período menstrual e pós-parto e repor o jejum quando estiver pura. Isso para protegê-la física e mentalmente durante o seu período menstrual e pós-parto.

(B) A mulher é como o homem quanto à recompensa e à punição tanto na vida mundana como após o juízo final. Deus, Exaltado Seja, diz: “A quem praticar o bem, seja homem ou mulher, e for crente, concederemos uma vida agradável, e premiaremos com uma recompensa, de acordo com a melhor das suas ações”[38].

(C) A mulher é como o homem em questão humanitária. Ela não é a fonte do pecado e não foi à causa da expulsão de Adão (a paz esteja com ele) do Paraíso, não constitui um gênero inferior ao homem, como consideram-na as religiões anteriores. Deus, Exaltado Seja, diz: "Ó humanos, temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inúmeros homens e mulheres. Temei a Allah, em nome do Qual exigis os vossos direitos mútuos e reverenciai os laços de parentesco, porque Allah é vosso Observador.”[39]

Deus, Glorificado e Exaltado Seja, explica nesses versículos que Ele criou os dois sexos, masculino e feminino a partir de uma única fonte, sem diferença no propósito original da procriação, assim com são iguais no domínio civil. Com isso, o Islam interrompeu a continuidade dos sistemas injustos quanto ao direito da mulher, principalmente, os que consideravam a natureza da mulher inferior ao do homem e que resultavam na negação de muitos dos seus direitos humanos. O Profeta Mohammad (que a abenção e a paz de Deus estajam sobre ele) disse: "As mulheres são as companheiras dos homens"[40].

(D) A mulher e o homem tem a mesma obrigação de manter a sua honra e a manutenção da sua dignidade. O Islam penaliza os que acusam a mulher falsamente e os que expõem a sua honra. Deus, Exaltado Seja, diz: “E àqueles que difamarem as mulheres castas, sem apresentarem quatro testemunhas, infligi-lhes oitenta chicotadas e nunca mais aceiteis os seus testemunhos, porque são depravados”[41].

(E) A mulher como o homem tem direito à herança Deus, Exaltado Seja, diz: “Aos filhos varões corresponde uma parte do que tenham deixado os seus pais e parentes. Às mulheres também corresponde uma parte do que tenham deixado os pais e parentes, quer seja pouca ou muita – uma quantia obrigatória”[42].

Deus fixou o seu direito à herança depois de ter sido privada na época Pré-islâmica. Na época, a mulher era herdada como são herdados os bens materiais. Deus, Exaltado Seja, diz: “Ó crentes, não vos é permitido herdardes as mulheres, contra a vontade delas, nem as atormentardes, com o fim de vos apoderardes de uma parte daquilo com que as tenhais dotado, a menos que elas tenham cometido comprovada obscenidade”[43].

Omar Ibn al-Khattab (que Deus esteja satisfeito com ele) disse: “Juro em nome de Allah, na época pré-islâmica, nós não dávamos importância às mulheres, até que Deus revelou a respeito delas e lhes concedeu direitos”[44].

(F) A mulher e o homem tem o mesmo pleno direito e autoridade a exercer operações financeiras sobre sua propriedade. Podem comprar, vender e realizar qualquer transação financeira sem a necessidade de tutela, e sem quaisquer restrições ou limitações, a não ser em casos em que haja algo prejudicial a ela e contraditório ao Islam. Deus, Exaltado Seja, diz: “Ó crentes, contribuí com o que de melhor tiverdes adquirido”[45].

E Deus, Exaltado Seja, diz: “...Quanto aos caritativos e às caritativas, aos jejuadores e às jejuadoras, aos recatados e às recatadas, aos que se recordam muito de Allah e às que se recordam d’Ele, saibam que Allah lhes tem destinado a indulgência e uma magnífica recompensa”[46].

(G) O Islam considera a honra da mulher como uma marca de integração pessoal e benevolência. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “O crente mais íntegro é aquele que demonstra melhor caráter. E o melhor dentre vós é aquele que melhor trata a sua mulher”[47].

 (H) O Islam recomenda para a mulher como recomenda para o homem, a necessidade de aprendizagem e o ensino. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "A busca do conhecimento é obrigação a todos os muçulmanos, homens e mulheres"[48].

Os Sábios muçulmanos são unânimes que a palavra de muçulmanos inclui o homem e a mulher.

 (I) A mulher é igual ao homem quanto à educação, ambos tem o direito de ter boa educação e crescer de forma digna. O Islam considera a educação das meninas e o seu sustento como meios que conduzem ao Paraíso, e nisso as mulheres superam os homens. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Aquele que cuidar de três filhas, educando-as, trajando-as e for benevolente com elas terá como recompensa o Paraíso"[49].

(J) A mulher assim como o homem, tem a obrigação de assumir a responsabilidade pela reforma da sociedade, de ordenar a prática do bem e coibir a prática do mal. Deus, Exaltado Seja, diz: “Os crentes e as crentes são protetores uns dos outros; recomendam o bem, proíbem o ilícito, praticam a oração, pagam o zakat, e obedecem a Allah e ao Seu Mensageiro. Allah Se compadecerá deles, porque Allah é Poderoso, Prudentíssimo”[50].

(K) A mulher, assim como o homem, tem o direito de dar refúgio a alguém. Deus, Exaltado Seja, diz: "Se algum dos idólatras procurar a tua proteção, ampara-o, para que escute a palavra de Allah e, então, escolta-o até que chegue ao seu lar"[51].

O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "A proteção dos muçulmanos é uma só, e o menor dentre eles pode dar proteção; e quem usurpa o direito do muçulmano, a maldição de Deus, de Seus anjos e de todas as pessoas recairá sobre ele, e nenhum arrependimento ou resgate serão aceitos dele”[52].

Este direito é fixo, tanto para o homem como para a mulher, segundo o relato de Ummu Háni, filha de Abu Tálib disse: “Eu fui ter com o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) no ano da conquista, e o encontrei tomando banho, e sua filha Fátima cobrindo-o, eu o saudei. Ele perguntou dizendo: “quem é?”, respondi: “sou Ummu Háni, filha de Abu Tálib” Ele disse: “Seja bem vinda, Ummu Háni”. Quando ele terminou o banho, orou oito genoflexões, coberto de um só manto. Quando terminou, eu disse: Ó Mensageiro de Deus, o meu meio-irmão alega que vai matar um homem que eu dei refúgio, é fulano bin Hubaira”. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Nós damos refúgio a quem você deu, ó Ummu Háni". Ummu Háni disse que isso foi no tempo da manhã[53].

E para esclarecer a posição da mulher no Islam, ela pode dar refúgio, o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "A mulher pode dar refúgio aos muçulmanos"[54].

Note-se que existem algumas coisas voltadas somente aos homens, e o Islam não igualou entre o homem e a mulher, que abordaremos na seção que apresentamos as acusações levantadas contra a mulher.

Talvez seja apropriado conhecer o estado e a posição da mulher antes do advento do Islam, e o que aconteceu com o surgimento do Islam, a fim de identificarmos o seu respeitoso estado dentro do Islam.

Em relação aos direitos particulares da mulher no Islam, ela é observada de uma forma geral, de modo que se dê a melhor atenção para que sejam efetivados todos os seus direitos em todas as fases da sua vida, desde o nascimento e até a morte. O Islam cuida dela como filha, como esposa, como mãe, e finalmente como mulher entre as mulheres muçulmanas. Vamos abordar os seus direitos no geral, e algumas vezes de forma sucinta, com receio de delonga. Quem quiser ter mais informações, consulte os livros de jurisprudência que tratam do assunto.

 1. Os Direitos da mulher no Islam na Categoria de Filha

O direito à vida: Deus, Glorificado e Exaltado Seja, obriga os pais a manter a vida de seus filhos, sejam eles homens ou mulheres e tornou seu assassinato um grande crime. Deus, Exaltado Seja, diz: "Não mateis vossos filhos, por temor à necessidade, pois Nós os sustentaremos, bem como a vós. Sabei que o assassinato deles é um grave delito"[55].

Tornou o sustento dos filhos - meninos ou meninas – entre as obrigações que deve ser garantido pelos pais, desde o momento que estiverem no ventre da mãe. Deus, Exaltado Seja, diz: "Se estiverem grávidas, mantende-as, até que tenham dado à luz"[56].

Direito à amamentação: Deus, Glorificado e Exaltado Seja, estabeleceu a benevolência para com as crianças de ambos os sexos, tratar seus assuntos, cuidar e garantir as suas necessidades, fornecendo-lhes sustento digno. O Islam tornou obrigatório aos pais para que cuidem das crianças. Deus, Exaltado Seja diz: "As mães amamentarão os seus filhos durante dois anos inteiros, para aquele que desejar completar o termo. O pai deve mantê-las e vesti-las equitativamente"[57].

Direito à guarda e à educação: A Lei islâmica ordena os pais para se dedicarem à educação dos seus filhos, de ambos os sexos. Oferecendo-lhes a educação física, mental e religiosa. O Profeta Muhammad (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "É pecado para o homem, deixar de sustentar e educar os filhos"[58].

Ainda sobre o assunto, O Profeta Muhammad (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Cada um de vós é um pastor, e cada um de vós é responsável daqueles que se encontram a seu cargo. Assim como o governador é um pastor, o homem, em sua casa também é um pastor, e a mulher é uma pastora quanto à sua casa, seu marido e seus filhos. Portanto, cada um de vós é um pastor e responsável por aqueles que se encontram a seu cargo”[59].

Constitui obrigação dos pais, escolher nomes dignos aos seus filhos. Em casos de conflito ou separação do casal, à custódia dos filhos é preferencialmente da mãe. O Islam deu preferência à mãe, pela sua paixão e compaixão, com base no hadith de Amr ibn Shuaib, uma mulher disse: “Ó Mensageiro de Deus, meu ventre foi um recepiente para este meu filho, os meus seios para ele odre, meu colo uma proteção. Seu pai se divorciou de mim e quer tirá-lo de mim.” O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Você tem mais direito a ele, enquanto não casar de novo”[60].

Direito à compaixão, bondade e misericórdia: Os filhos precisam destas virtudes de tal forma que necessatam da bebida e da comida, porque tem influência psicológica e comportamental. Se o Islam é uma religião de misericórdia, compaixão e bondade para com o escravo, que fará diante o parente? Abu Huraira (que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que: “O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) beijou Hassan, filho de Áli, na presença de Aqra bin Hábiss At-Tamimi e este disse: tenho dez filhos e nunca beijei nenhum deles”, O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) olhou-o e disse: “Aquele que não for misericordioso com os demais, não será tratado com misericórdia”[61].

Direito à educação: O Islam tornou a busca do conhecimento, obrigação de todo muçulmano, homem e mulher. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "A busca do conhecimento é obrigatória a todos os muçulmanos (homens e mulheres)"[62].

Tornou ainda a educação das meninas, em particular, razão para a multiplicidade da recompensa. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "O homem que tiver uma escrava, lhe proporcionar bons ensinamentos, educação digna, e depois libertar-a, e casar-se com ela, terá a recompensa dobrada"[63].

Direito à igualdade: O Islam exige igualdade e justiça entre os filhos no sentido geral; proíbe os pais de tratarem os seus filhos de maneiras diferenciadas, assim como Deus, Exaltado Seja recomenda: "Allah ordena a justiça, a prática do bem, o auxílio aos parentes, e veda a obscenidade, o ilícito e a injustiça. Ele vos exorta a que mediteis"[64].

Nouman bin Bachir (que Allah esteja satisfeito com eles) quando estava no púlpito disse: "Meu pai me deu um presente. Mas a Amra Bint Rawáha disse: “Não aceito até que o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) seja testemunha disso”. Meu pai foi ter com o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) e lhe disse: Dei a este meu filho um presente, mas a Amra Bint Rawáha pediu que eu o fizesse testemunha disso. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) perguntou: “você deu o mesmo presente a cada um dos seus filhos?” O homem respondeu: “Não.” O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Teme a Deus e seja justo para com os seus filhos”. Meu pai, então, retornou e rescindiu o presente.

Onde estão aqueles que dizem que o Islam é injusto, ao mlerem este hadice?

O direito de escolher um cônjuge: O Islam respeita a opinião da jovem quanto ao casamento. A mulher tem o direito de aceitar ou rejeitar o pedido de casamento, tanto que o Islam considera como condição para sua legalidade. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Não se pode efetuar o casamento de nenhuma mulher anteriormente casada sem o seu consentimento, nem a virgem sem a sua permissão; Perguntaram: Ó Mensageiro de Deus, qual é a sua permissão?” Disse: “O seu silêncio"[65].

Tanto o pai como o tutor da mulher não tem o direito de obrigá-la a casar com quem ela não deseja. Aquela que for casada sem o seu consentimento, tem o direito de pedir a anulação do casamento. De acordo com o hadith de Khansá Bint Juzam, seu pai fê-la casar, ainda virgem seu o consentimento dela. Ela foi reclamar diante de Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz), e ele anulou o casamento.[66]

A orientação do Nobre Profeta Mohammad focava nos cuidados da mulher e na necessidade de proporciona-la a bondade e a benevolencia, e a suprir, particularmente suas necessidades. Assim o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Aquele que tiver três filhas ou três irmãs ou duas filhas ou duas irmãs e for bom companheiro delas e temer a Allah por elas, entrará no Paraíso"[67].

O Islam reitera que uma das causas que conduzirá o muçulmano ao Paraíso, é ensinar, dar atenção e cuidar a mulher, o que é o catalisador para que os pais cuidem dela com a esperança de obter a recompensa de Deus. Aicha, a mãe dos crentes (que Deus esteja satisfeito com ela), narrou que: “Uma mulher pobre veio ter comigo com suas duas filhas. Dei-lhe três tâmaras, ela deu uma a cada uma das meninas, e queria comer a terceira. As duas garotas pediram também a terceira; a mulher dividiu-a em duas metades e deu cada metade a cada uma das meninas. Eu fiquei muito impressionada com a ação dela, e mencionei aquilo ao Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz). Ele disse: ‘Deus determinou obrigatório o Paraíso para ela por causa da sua ação!’ ou ‘Deus livrou-a do Inferno por causa do seu gesto’”[68]

Assim como a lei islamica ordena a igualdade e a justiça entre os filhos - sejam homens ou mulheres – tanto nas questões afetivas como materiais. Não é admissível dar preferência ao sexo masculino em detrimento do feminino, ou vice-versa no que diz respeito as concessões e doações. Pois todos são iguais. O Nouman bin Bcshir disse: “Meu pai me concedeu algum dinheiro. Minha mãe, Amra filha de Rawaha disse: Não aceito até que o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) seja testemunha.” Meu pai foi ter com o Mensageiro de Allah (Deus o abençoe e lhe dê paz) para informá-lo sobre o ato. O Mensageiro de Allah (Deus o abençoe e lhe dê paz) lhe disse: "Você deu o mesmo a todos seus filhos?” Ele disse: “Não”. Disse-lhe: "Seja justo e teme a Deus quanto aos seus filhos." Meu pai tomou a oferta para ele mesmo ”[69].

A questão da justiça e da igualdade não se restringe às coisas concretas físicas, mas também as coisas parciais simples que o ser humano não dá importância. Se ordena a justiça entre os filhos até nos beijos. Anas (que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que um homem estava na companhia do Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz). Um dos filhos do homem foi ter com ele. Ele o beijou e o fez sentar no colo. A sua filha foi ter com ele e ele a fez sentar na frente dele. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) lhe disse: "Você não tratou eles com igualdade"[70].

Talvez seja plausivel, enquanto abordamos sobre a relevância que o Islam presta aos filhos, apontarmos com brevidade o valor que o Islam dá ao órfão. Isso por causa do grande impacto que afeta a parte psicologica da criança, o que pode levá-la ao desvio se estiver inserida numa comunidade que não garante seus direitos, não cumpre suas obrigações e não a trata com bondade e compaixão.

O Islam se preocupa com o órfão, seja homem ou mulher, seja qual for a sua necessidade, e estabelece como ogrigação aos parentes em prestarem os cuidados necessários. Se não tiver parentes, o dever passa a ser do Estado muçulmano, que deve cuidar sobre todos seus assuntos, educação e orientação.

Há uma severa advertência de Deus, Glorificado e Exaltado Seja, para aqueles que usurpam os bens de um órfão e não garantem seus direitos, Deus disse: "Porque aqueles que fraudarem o patrimônio dos órfãos, introduzirão fogo em suas entranhas e entrarão no fogo abrasador"[71].

O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Eu vos advirto quanto a qualquer constrangimento causado ao órfão e à mulher."[72] O constrangimento, neste caso, refere às causas que levam ao embaraço ou descuidado dos seus direitos, causando-lhes injustiça e injúria. Allah, Exaltado Seja, também adverte no Alcorão: “Portanto, não maltrates o órfão...”[73]

A lei islamica incentiva garantir a manutenção do órfão e ser benevolente com ele; O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Eu e o tutor do órfão estaremos no Paraíso, assim, (e juntou o dedo indicador com o médio)."[74]

Bem como incentiva a compaixão e a piedade para com ele. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Você gostaria de suavizar o seu coração, e atingir a sua necessidade? Então tenha compaixão com o órfão, passe a mão sobre a cabeça dele, alimente-o, desta forma, suavizará seu coração, e irá atingir a sua necessidade"[75].

A preocupação do Islam se estende também àquelas crianças – de ambos os sexos -, cujos pais são desconhecidos. É obrigação dos muçulmanos e do governo islâmico cuidar delas, pois sua situação se assemelha a do órfão. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "... por todo aquele que possui fígado recebe-se uma recompensa."[76]

Com esta preocupação incluimos na sociedade dois membros cumpridores de suas obrigações e que levam uma vida normal com os outros seres humanos.

 2. Os Direitos da Esposa no Islam.

Deus, Exaltado Seja, diz: “Entre os Seus sinais está o de haver-vos criado companheiras[77] da vossa mesma espécie, para que com elas convivais; e colocou amor e piedade entre vós. Por certo que nisto há sinais para os sensatos.”[78]

Entre os sinais que indicam a Sua Grandeza é a criação para os seres humanos, e de si mesmo, pares para conviverem juntos com tranquilidade para seus corpos e sossego para suas almas.

A mulher no Islam é a espinha dorsal da sociedade; é a baseia fundamental sobre a qual, é contituído o lar Islâmico. O Islam estabeleceu direitos e colocou deveres sobre a mulher. Entre os tais direitos e deveres, apontamos os seguintes:

1 - Direito ao Dote

É direito obrigatório e um presente necessário que a lei islamica estabeleceu para a mulher que o homem deve conceder. Ninguém, nem o mais próximo dela, pode lhe tirar algo sem o seu consentimento e aprovação. O casamento só é válido com a aprovação dela. É uma indicação clara que a mulher possui o direito à propriedade. É um direito inalienável, porém, com o casamento ela tem a liberdade de renunciar o tal direito ou não. Deus diz: “Se desejardes trocar de esposa, tendo-a dotado com um quintal, não lho diminuais em nada. Tomá-lo-íeis de volta, com a falsa imputação e um delito flagrante?”[79].

E Deus diz: “Ó crentes, não vos é permitido herdardes as mulheres, contra a vontade delas, nem as atormentardes, com o fim de vos apoderardes de uma parte daquilo com que as tenhais dotado, a menos que elas tenham cometido comprovada obscenidade. E harmonizai-vos com elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Allah dotou de muitas virtudes.”

Este importante versículo, garante os direitos da esposa, estabelecidos por Deus, Glorificado e Exaltado Seja, a saber:

- A proibição de mexer na herança das mulheres sem o seu consentimento. Os árabes, na era pré-islámica - como vimos anteriormente – quando um homem morria, seus parentes colocavam a sua esposa sobre sua disposiçao, algum deles se casava com ela se quisesse, ou casava-a com quem ele quisesse, se quisesse, impedia-a de se casar, como se tivessem mais direitos sobre ela do que seus próprios familiares, como se fosse um objeto herdado.

- Então, Deus, Glorificado e Exaltado Seja, estabeleceu a proibição de privar a mulher visando maltratá-la, abusando-a verbalmente, insultando-a, agredindo-a, usurpando os seus bens, proibindo-a de sair, objetivando forçá-la a pedir sua libertar em troca de bens.

- A lei islâmica permite ao homem fazê-lo, em caso de cometimento de adultério para que ele reaver o dote que lhe concedeu e, em seguida, divorciar-se dela.

- Então, Deus, Glorificado e Exaltado Seja estabelece que o homem conviva com a esposa com benevolência, lhe dirigir palavras de amor e o que lhe traz a felicidade.

2 -Seu direito à justiça e igualdade

Isto se aplica quando o homem tiver mais de uma esposa. Ele deve ser justo entre elas quanto à alimentação, à bebida, às vestimentas, à moradia. O Profeta (Deus o abençoe e lhe de paz) disse: "Quem tiver duas mulheres e se inclinar a uma mais que a outra, virá no Dia da Ressurreição com um dos seus lados paralitico".[80]

3 – O direito ao sustento:

O marido deve sustentar a esposa convenientemente, proporcionando habitação adequada, assegurando as necessidades de comida e bebida, roupa, mesmo se ela for rica. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "...Temem a Deus pelas mulheres, você as tomaram, em nome de Deus que as tornou lícitas para vocês, em nome de Deus. O seu dever para com vocês é exigirem que não os traiam, nem permitam que entre em suas casas quem não desejarem. Se fizerem isso, corrijem-nas, sem severidade. E seu dever para com elas é mantê-las e vesti-las equitativamente ... "[81]

- Deve dar-lhe o dinheiro que ela precisa de acordo com sua capacidade e facilidade, Deus, Exaltado Seja, diz: "Que o abastado gaste segundo as suas posses; quanto àquele, cujos recursos forem parcos, que gaste daquilo com que Allah lhe agraciou. Allah não impõe a ninguém obrigação superior à que lhe concedeu."[82]

- Se o marido tiver recursos e não gastar com a esposa e ela puder pegar o dinheiro sem sua permissão, pode tomar o que lhe é suficiente para as suas necessidades, de acordo com o hadith de Hind, filha de Utba, que disse: “Ó Mensageiro de Deus, Abu Sufyan é um mesquinho, e não me dá dinheiro suficiente para eu e meus filhos nos mantermos, a não ser que eu tire algum do seu dinheiro sem ele saber!’ O Profeta (Deus o abençoe e lhe de paz) disse: ‘Tira apenas o que for suficiente para você e seus filhos, de forma conveniente’ (Bukhári e Musslim)"[83].

- Se o marido não tiver recursos para manter a esposa, ou ausentar-se e ela for prejudicada com a perda do sustento, e ele se recusar a participar, ela pode solicitar a anulação do casamento, se quiser. Foi narrado por Abu Al Zinad: “Perguntei a Said ibn al-Musayyib sobre o homem que não tem nada manter a esposa? Ele disse: ‘devem ser separados’. Abu Al Zinad disse: ‘É Sunna?` Said disse: ‘É sunna. O Cháfi’i, citou o que parece a fala de Said, é Sunna do Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz).[84]

4 - O direito à habitação e convivência

É um dos importantes direitos que a lei islâmica exige do marido, para que a esposa não tenha de recorrer a coisas ilícitas. Ela como esposa, precisa de um coração compassivo, que seja afetuoso com ela, precisa de homem que possa divertir, satisfazer a sua paixão e saciar o seu instinto. A lei islâmica proibiu envolver-se totalmente em adoração, conduzindo o descumprimento de este dever, de acordo com o relato de Salman Al Fárisi (que Allah esteja satisfeito com ele) disse: "Fui visitar a Abu Ad-Dardá (que Deus esteja satisfeito com ele) e viu que Ummu Ad-Dardá estava abatida. Pergunteu-lhe: ‘O que você tem?’ Ela disse: ‘Seu irmão não tem interesse neste mundo e nem dos assuntos mundanos. Ele passa as noites orando, e jejua durante o dia!!’ Abu Darda acolheu-o e ofereceu-lhe um pouco de comida. Salman perguntou: ‘Por que você não come comigo?’ Abu-Darda disse: ‘Estou jejuando’. Salman lhe disse: “Por Deus, quebre o jejum.”

Abu-Darda quebrou o jejum e comeu com Salman. Este passou aquela noite com Abu-Darda, e quando se levantou durante a noite para fazer algumas orações da noite, Salman o impediu de fazê-lo, dizendo: ‘Seu corpo tem certos direitos sobre você, o seu Senhor tem certos direitos sobre você, e sua família tem certos direitos sobre você. Jejua alguns dias e quebra em outros,  pratica a oração e tenha relação com a sua espsoa. Concede a todos os seus devidos direitos.

Pouco antes do amanhecer, Salman disse a Abu-Darda para se levantar e praticar algumas orações. Ambos se levantaram, realizaram a ablução, praticaram algumas orações e, em seguida, foram para a mesquita para praticarem a oração Fajr (alvorada). Abu Dardá foi ter com o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) e relatou o que tinha acontecido. O Profeta disse: “Salman está certo".[85]

Ibn Hazm disse: “Foi estabelecido como obrigação que o marido tenha relações com a esposa, no mínimo, uma vez depois de sua higiene, se tiver capacidade para isso, em caso contrário, é considerado desobediente a Deus. A prova disso são as palavras de Deus Todo Poderoso: "Quando estiverem purificadas, aproximai-vos então delas, como Allah vos tem disposto."[86]

- Ela tem o direito sobre o marido viajante, que não ultrapasse seis meses. Caso ele permaner em viagem mais do que seis meses e ela pacientar, renunciando o seu direito, não há nada de errado – caso as suas necessidades sexuais forem fracas – se não for isso ele deve, em caso de solicitação, retornar a casa e não deve adiar a não ser por desculpa convincente. Omar bin al-Khattab (que Allah esteja satisfeito com ele) o segundo califa do Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) ouviu uma mulher declamando:

A noite é longa e muito escura, ** E estou desperta, sem amigo para me divertir.

Por Deus, se não O observasse, ** Esta cama estaria tremendo.

De manhã, Ômar mandou buscá-la e lhe perguntou: “Você é quem proferiu estas palavras?” Ela disse: “Sim!” Ele perguntou novamente: “Por que”? Ela disse: “Você enviou o meu marido nessas missões.” Ômar perguntou a Hafsa: “Quanto tempo a mulher pode aguentar aguardando o marido?” Ela disse: “Seis meses.” Depois disso, Ômar reduziu o tempo de permanência dos enviados para menos de seis meses.[87]

- Conservar os segredos da mulher, não revelar seus defeitos a ninguém e ocultar o que vê ou ouve dela. Manter em segredo o que acontece dentro das suas relações particulares. Não deve ser comentado nos encontros com os amigos.  O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Certamente entre as piores pessoas diante Deus no Dia do Julgamento, são aqueles seres humanos, cônjuges, que coabitam e depois tornam público esse ato secreto"[88].

5 - O direito à coabitação e ao bom relacionamento

- O direito de ser tratada com bondade e honrada, mesmo que ele não goste algo dela, de acordo com as palavras de Deus: "E harmonizai-vos com elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Allah dotou de muitas virtudes."[89]

No caso de não gostar dela, não deve ofendida-la ou humilha-la, mas deve aceitá-la com misericórdia, bondade e compaixão ou separar-se dela benevolentemente. Deus diz: "O divórcio revogável só poderá ser efetuado duas vezes. Depois, tereis de conservá-las convosco dignamente ou separar-vos delas com benevolência."[90]

Uma vez que a perfeição é impossível nas mulheres, o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Tratai bondosamente as mulheres. A mulher foi criada de uma costela, e a parte mais curva da costela é a sua parte superior. Se quiserem endireitá-la, irão quebrá-la; se a deixarem como ela é, ficará curva. Portanto, tratem bondosamente as mulheres”[91].

E a negligencia na vida conjugal é algo frequente, por isso, ordena-se ao marido que seja paciente e suporte o que vier da esposa, que ele não goste, visando preservar a vida conjugal. Se ele lembrar-se dos defeitos dela, deve também lembrar-se das suas virtudes. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Que nenhum crente se aborreça com a crente, pois se deprecia algo dela, ela por ser apreciada por outro."[92]

- Ser gentil e bondoso com ela. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “O crente mais íntegro é aquele que demonstra melhor caráter. E o melhor dentre vós é aquele que melhor trata a sua mulher.”[93]

- Brincar com ela, acariciá-la, gracejar e rir com ela. Aicha (que Deus esteja satisfeito com ela) narrou: “O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disputou corrida comigo e eu ganhei. Um tempo depois, estando eu já mais gorda, disputou novamente corrida comigo, e ele ganhou. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Esta é por aquela."[94]

Além disso, o Islam considera isto um dever. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Tudo o que não é a recordação de Deus Todo-Poderoso é diversão e descuido, com exceção de quatro atos: Um homem que anda entre os dois fins, disciplina seu cavalo, brinca com a esposa, e aprende a nadar."[95]

- Proteger os bens dela, não toma-los sem autorização dela. Deus, Exaltado Seja, diz: "Não consumais os vossos bens em vaidades."[96]

- Consultá-la nas questões do lar, das crianças e nas coisas que eles têm em comum.

Não é lógico que o homem imponha a sua opinião sem prestar atenção à opinião da esposa, pelo fato de ele estar certo, porém a consulta mútua faz parte das coisas que causam mais afeto entre eles. Deus, Exaltado Seja, diz: "Que resolvem os seus assuntos em consulta"[97].

- Ajudar a esposa nas tarefas domésticas e não se considerar superior quanto a isso. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) costumava costurar sua roupa, consertar o seu calçado, ajudar a família em algumas tarefas do lar. Aicha foi perguntada: “O que o profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) fazia em casa?” Ela disse: “Estava sempre a serviço de sua família. Quando chegava a hora da oração, saia para praticar a oração”[98] no entanto temos no Mensageiro de Deus um excelente exemplo.

- Deixar de prescrutar seus erros e negligências. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Se um de vós, ficar ausente por longo período, não deve bater à porta da família durante a noite"[99]. Ou seja, não chegar à noite, de uma viagem sem avisar previamente a esposa, porque ele pode encontrá-la em situaçao que não o agrade e que possa ser a causa de seu desgosto por ela.

- Evitar injuriá-la mesmo com palavras que ferem seus sentimentos e causam-lhe dor. A este respeito o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) para aquele que lhe perguntou: “Ó Mensageiro de Deus, qual é o direito da esposa sobre um de nós?” Ele disse: “Deve alimentá-la do mesmo que você se alimenta. Deve vesti-la do mesmo que voce veste. Não deve bate-la na face. Não deve aborrecê-la ou amaldiçoá-la. Não deve separar-se dela a não ser nos limites da casa.”[100]

- 6. Em caso de não gostar do marido, ela tem o direito de pedir a anulação do casamento, na condição de devolver o que ele lhe deu de dote, salvo se ele o renenciar. Foi relatado por Ibn Abbas, que Jamila Bint Salul, foi ter com o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) e lhe disse: “Nada tenho a reclamar de Sábit no que diz respeito à sua religião ou comportamento. Mas receio cometer descrença no Islam. Não suportaria isso”. Disse-lhe o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz): “Você devolver-lhe-ia o pomar?” Ela disse que sim. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) ordenou-o a tomar apenas o pomar.[101]

- Protegê-la do que pode ser a causa do abuso e profanação da dignidade dela. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Não entram no Paraíso três tipos de pessoas: quem não respeita os pais, o homem sem ciúme e a mulher masculinizada"[102].

- Ter ciúme dela e afastá-la dos locais de maldade. Não deve levá-la para locais de entretenimento, de pornografia, de promiscuidade e de corrupção. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Deus é ciumento, e o crente é ciumento. O ciúme de Deus ocorre quando o crente pratica o que Ele proibiu"[103].

Mas esse ciúme deve ser com moderação. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Há ciúme que Deus gosta e há que Deus odeia. Quanto ao que Ele gosta, é o ciúme na dúvida, e odeia o ciúme quando não há dúvida".

 3. Os Seus Direitos no Islam como Mãe

O Islam recomenda respeitar os pais, em vários versículos do Alcorão e colocou o direito dos pais logo depois do direito de Deus, Glorificado e Exaltado Seja, dando conta da magnitude do seu direito e prefrência. Deus, Exaltado Seja, diz: "O decreto de teu Senhor é que não adoreis senão a Ele; que sejais indulgentes com vossos pais, mesmo que a velhice alcance um deles ou ambos, em vossa companhia; não lhes dirijais palavras de desrespeito, nem griteis com eles; outrossim, dirigi-lhes palavras honrosas. E estende sobre eles as asas da humildade, e dize: Ó Senhor meu, tem misericórdia de ambos, como eles tiveram misericórdia de mim, criando-me desde pequenino!"[104]

O Islam tornou a benevolência, compaixão, obediência, humilde e carinhoso para com a mãe sendo uma das razões para a entrada do Paraíso. O Jáhima foi ter com o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) e disse: Ó Mensageiro de Deus, desejo lutar pela causa de Deus e vim consultá-lo. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) perguntou: “Sua mãe está viva?” Respondeu: “Sim.” O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) lhe disse: "Vá então ficar com ela, pois o Paraíso está sob os pés dela."[105]

Por a mulher ser muitas vezes o sexo frágil da sociedade, o que pode causar a sua exploração e a perca de muitos dos seus direitos, o Islam deu-lhe prioridade mais do que o pai em relação à compaixão, a benevolência, a bondade e o bom companheirismo, a fim de garantir a não usurpação de seus direitos. Abu Huraira (que Deus esteja satisfeito com ele) relatou que um homem foi ter com o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) e lhe perguntou: “Ó Mensageiro de Deus quem é a melhor pessoa aquem devo oferecer a minha bondade?” Ele respondeu: “A tua mãe”. O homem perguntou novamente: “E quem mais?” Ele respondeu: “A tua mãe”.  “E depois dela”, ele perguntou. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) respondeu: “A tua mãe”. “E depois dela?”, ele perguntou, novamente. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) respondeu: “O teu pai”.[106]

O resumo deste ensinamento profético- como foi explicado – é que a mãe merece três vezes mais compaixão do que o pai, por causa da dificuldade que ela passa durante a gravidez, ao dar à luz, e durante a amamentação. Essas três coisas são únicas da mãe, e ela também fica envolvida com o pai na educação dos filhos.

A mãe carrega-o no ventre e vive à custa de sua dieta e saúde, por nove meses – na maioria das vezes - então aleitamento materno por dois anos para aqueles que queiram completar a amamentação, como apontado por nosso Senhor, Bendito e Exaltado Seja, dizendo: "Sua mãe o suporta, entre dores e dores, e a sua desmama é aos dois anos. (E lhe dizemos): Agradece a  Mim e aos teus pais, porque o retorno será a Mim."[107]

O Islam proibiu desobedecê-la e desrespeitá-la e não cumprir os seus direitos. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Deus proibiu a desobediência às mães; a avareza; pedir desnecessariamente os pertences de outros, e enterrar as meninas vivas; e desaprovou as conversas fiadas, o questionamento excessivo e o desperdício de bens.”[108]

- É obrigatório a sua obediência e o cumprimento das suas ordens, exceto se odenar a prática do ilicito. Se ordenar algo proibido, não se deve obedecê-la, porque a satisfação de Deus tem precedência sobre a satisfação dela e a obediência a Deus tem procedência sobre a obediência a ela. E esta situação não significa desrespeita-la, repreende-la e nem reprova-la, mas sim continuar sendo gentil e amável para com ela, demonstrando-lhe bondade, como nosso Senhor Bendito e Exaltado Seja, mostra, dizendo: "Porém, se te constrangerem a associar a Mim o que tu ignoras, não lhes obedeças; comporta-te com eles com benevolência neste mundo, e segue a senda de quem se voltou contrito a Mim."[109]

- Para mostrar a importancia do direito dos pais, Deus, Bendito e Exaltado Seja, tornou a Sua satisfação e indignação através da satisfação e indignação dos pais, a fim de que os filhos lhes preparem uma vida digna, longe das atribulações. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "A satisfação de Deus está na satisfação dos pais e ira de Deus, está na ira dos pais."[110]

A sua satisfação e honra, são a razão para entrada do Paraíso, e insatisfação e ira, são a razão para a entrada do Inferno, como o Mensageiro de Deus, (Deus o abençoe e lhe dê paz) explicou. Anas (que Deus esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) foi perguntado sobre os grandes pecados. Ele disse: “O politeísmo, a desobediência aos pais, o cometer assassinato, e cometer perjúrio.”[111]

E Abu Darda relatou que ouviu o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) dizendo: “O pai representa a melhor porta do Paraíso. Portanto, tratem bem vossos pais ou protegem-nos”. [112]

- A obediência aos pais é tão relevante ao ponto de transcender as práticas voluntárias de culto, como a oração voluntária, etc. Abu Huraira (que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Só três pessoas falaram, ainda no berço. O filho de Maria (Jesus Cristo); Um homem chamado Juraij que pertencia a Israel, era um homem piedoso e construiu um mosteiro no qual levou uma vida de retiro dedicada à adoração. Um dia quando ele estava absorto em suas orações, a mãe foi ter com ele e o chamou. Ele, então, fez uma prece em silêncio: dizendo: “Senhor, minha mãe ou minhas orações (isto é, ilumina-me quanto a quem devo preferir), e continuou as suas orações; a mãe foi embora. No dia seguinte a mãe apareceu novamente e o chamou: “Ó Juraij”, e ele suplicou novamente: “Senhor, minha mãe ou minhas orações?” e continuou com suas orações. A mãe retornou no terceiro dia e chamou o seu filho: “Ó Juraij”. Ele novamente suplicou a Deus: “Ó meu Sustentador, minha mãe ou minhas orações?” e continuou ocupado com suas orações. A mãe disse: “Ó Deus, que ele não morra sem antes ver os rostos das mulheres levianas!” Então, Juraij, com sua devoção, tornou-se famoso entre os israelitas. Havia entre eles também uma mulher leviana cuja beleza era exemplar. Ela disse: “Se quiserdes, posso envolver Juraij num escândalo”. Então ela tentou seduzi-lo, mas Juraij não lhe deu nenhuma atenção. Ela, então, se aproximou de um pastor que vivia perto do mosteiro de Juraij e se entregou a ele, e ficou grávida dele. Quando a sua criança nasceu, ela declarou que era filho de Juraij. Os israelitas foram ter com ele, aviltaram-no e derrubaram o seu lugar de retiro, e começaram a agredi-lo. Juraij perguntou a razão de tudo aquilo. Eles disseram: “Cometeste adultério com esta leviana e ela deu à luz uma criança!”. Ele perguntou: “Onde está a criança?” Eles a trouxeram. Ele disse: “Deixai-me sozinho que quero orar”. Ele então orou e quando terminou foi ter com a criança recém-nascida, cutucou-a na barriga, e lhe perguntou: “Quem é o seu pai?”, A criança, na presença de todos, respondeu: “Fulano de tal, o pastor.” Os israelitas, então voltaram para Juraij, beijando-o, pediram bênçãos a ele, e disseram: “Iremos construir um mosteiro de ouro.” Juraij disse: “Podem construí-lo de barro, como era.” E eles assim o fizeram, etc.."[113]

- Tornou, também, a benevolência para com os pais, mais importante que o jihad pela causa de Deus, a menos que seja um direito individual. Abdullah ibn Amr ibn al-Áas, (que Deus esteja satisfeito com ele) relatou: "Um homem se aproximou do Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) e disse: “Desejo dar-lhe o meu voto de fidelidade na emigração, e lutar pela causa de Deus, e ser recompensado por Ele”. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) inquiriu: “Algum dos seus pais está, acaso, vivo?” O homem respondeu: “Sim, ambos estão vivos”, O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) perguntou-lhe: “Você deseja ser recompensado por Deus?” “Sim”, respondeu. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Então vai até os seus pais e serve-os”.[114]

- Com base nisso, o Islam veio para promover as relações e reforçar os laços entre os seres humanos, e não as rompe, por isso estabeleceu a benevolência aos pais, que conta com a garantia de sustenta-los, atender suas necessidades, dirigir-lhes palavras amáveis, e conviver bondosamente com eles, mesmo que sejam contrários à sua crença. Assmá (que Allah esteja satisfeito com ela) relatou: Minha mãe foi me visitar, quando ainda politeísta. Perguntei ao Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) a respeito, se devia relacionar-me com ela. Ele (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Sim, tenha boas relações com ela"[115].

- O Islam incentiva o muçulmano a se preocupar com os pais. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) mostrou que honrá-los e tratá-los gentilmente é razão de Deus, Exaltado Seja, de atender à súplica. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Num tempo anterior ao vosso, houve três homens que iniciaram uma marcha. Chegada a noite, decidiram refugiar-se em uma gruta; porém, uma vez dentro dela, uma rocha rolou da montanha e fechou a saída da gruta. Então disseram entre si: ‘Não há como escaparmos desta gruta, a não ser rogando a Deus e invocando as nossas boas obras’. Um deles disse: ‘Deus meu, eu tinha em minha casa os meus pais, e eram muito velhos. Não permitia que ninguém da minha própria família tomasse do leite recém-ordenhado antes que eles tomassem. Aconteceu que um dia me distanciei muito de casa em busca de lenha. Quando voltei, estavam dormindo, e assim ordenhei as vacas enquanto dormiam. Não quis despertá-los, nem queria oferecer o leite à minha família ou aos servos, antes deles. Por isso fiquei esperando – vasilha em punho – que eles despertassem, até que clareou o dia, enquanto meus filhos reclamavam, incessantemente, a meus pés, o leite. Foi então que meus pais despertaram e tomaram o seu leite. Deus meu, se o que fiz foi em busca do Teu beneplácito, então alivia-nos desta situação e livra-nos desta rocha!’ A rocha se afastou um pouco, sem que eles pudessem sair. Disse o segundo: ‘Deus meu, eu tinha uma prima a quem amava mais do que a ninguém. Tentava persuadi-la a que se entregasse a mim, mas ela se negava. E, num ano de grande seca, veio me pedindo ajuda. Dei-lhe cento e vinte moedas de ouro, com a condição de que não resistisse aos meus desejos, e ela o aceitou. Quando estava a ponto de tomá-la, ela exclamou: ‘Tem piedade e teme a Deus! não me tomes, senão de um modo lícito!’ Foi então quando me retraí, mantendo o meu amor por ela, e deixando com ela as moedas de ouro que lhe havia entregado. Deus meu, se o que fiz foi em busca do Teu beneplácito, então alivia-nos desta situação!’ A rocha se afastou mais um pouco, mas ainda não podiam sair. Disse o terceiro: ‘Deus meu, havia contratado trabalhadores, e lhes paguei todos os seus salários, com exceção de um que havia partido sem nada cobrar. Então eu investi o salário dele, o qual rendeu grandes benefícios. Depois de algum tempo, aquele operário regressou, e disse: ‘Ó servo de Deus, entrega-me o meu salário!’ ao que respondi: Tudo o que vês provém do teu salário. Todos estes camelos, todas estas vacas, estas ovelhas e estes escravos são teus. Ele replicou: ‘Ó servo de Deus, não zombes de mim!’ e eu lhe respondi: Não estou zombando de ti. E eis que ele levou tudo o que lhe foi apresentado, sem nada deixar. Deus meu, se o que fiz foi em busca do Teu beneplácito, então alivia-nos desta situação.’ Foi então que a rocha se afastou de vez, e aqueles homens saíram, caminhando com seus próprios pés.”[116]

- Honrar e tratar gentilmente os pais, leva à expiação dos pecados e Allah apaga os erros. Abdullah bin Ômar relatou que: Um homem foi ter com o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) e confessou: “Ó Mensageiro de Deus, cometi um pecado grave. Posso ser perdoado?” O Mensageiro de Allah (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Seus pais estão vivos?" Ele disse: “Não”. Perguntou-lhe: "Sua tia materna está viva?" Ele disse: “Sim”. O Profeta lhe disse: "Trate-a bem, então."[117]

Isso ocorre porque a tia no Islam é como a mãe, por causa do dito do Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz: "A Tia materna é como a mãe."[118]

- O Islam estabeleceu o direito dos pais mesmo após a sua morte. Abu Huraira (que Deus esteja satisfeito com ele) relatou que o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Depois da morte de uma pessoa, todas as suas ações se interromperão, menos três: Oferecer caridade permanente; deixar conhecimento que alguém poderá aproveitar; e deixar um filho virtuoso que orará por ele.” [119]

 4. Seus Direitos no Islam Como Mulher entre as Mulheres em Geral

O Islam recomendou aos muçulmanos, a tratar a mulher com benevolência, de acordo com o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "O crente é, para os outros crentes, como um edifício onde as suas diferentes partes se reforçam reciprocamente.” Conforme ele falava aquilo, entrelaçava com força os dedos de ambas às mãos.[120]

- Se for tia paterna ou materna, ou parente próxima, ela é parente consanguínea que Deus ordenou estreitar os laços com ela e advertiu veementemente quem romper. Deus disse: "É possível que, ao assumirdes a autoridade, causeis corrupção na terra e que rompais os vínculos consanguíneos."[121]

O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Certamente, não entrará no Paraíso aquele que rompe os laços consanguíneos.”[122]

Ser gentil para com os pais, Deus duplica a reompensa. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "A caridade, para com os pobres representa uma recompensa, e a caridade para com o parente é dupla, (representa) caridade e entrelaçamento de laços."[123]

- E se for vizinha, passa a ter dois direitos, direito por ser muçulmana e direito por ser vizinha. Deus, Exaltado Seja, diz: "Adorai a Allah e não Lhe atribuais parceiros. Tratai com benevolência os vossos pais e parentes, os órfãos, os necessitados, o vizinho próximo, o vizinho estranho..."[124]

É dever dos vizinhos serem gentis com ela, garantir sua ajuda, suprir as suas necessidades. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “O Arcanjo Gabriel insistiu tanto acerca do bom-trato para com o vizinho, que cheguei a pensar que o incluiria como um dos herdeiros.”[125]

Eles também devem evitar que lhe seja causado o mal, sem palavras crueis nem relacionamento difícil. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Por Deus não crê, por Deus não crê, por Deus não crê." Foi-lhe perguntado: “Quem, ó Mensageiro de Deus?” Disse: “Aquele cujo vizinho não se encontra salvo das suas más ações.”[126]

- Garantir-lhe seus direitos como mulher, servi-la e suprir suas necessidades é algo de competição entre os muçulmanos. O Islã considera prática virtuosa, buscar ajudar as mulheres carentes. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Aquele que se esforça a favor da viúva ou do necessitado é igual ao combatente pela causa de Deus, ou como quem pratica a oração por toda a noite; é como o jejuador que nunca quebra o jejum."[127]

Os companheiros do Profeta costumavam inspecionar as condições de seus vizinhos, especialmente aqueles em necessidade e as mulheres em particular. Tal-ha (que Deus esteja satisfeito com ele) relatou que: “Ômar Ibn Al Khattab (que Deus esteja satisfeito com ele) sendo o Comandante dos Crentes, saiu uma noite e eu o segui. Ele entrou em uma casa e, em seguida, entrou em outra casa. De manhã eu passei por aquela casa e entrei e encontrei uma idosa cega aleijada. Perguntei-lhe: “O que o homem veio fazer aqui ontem?” Ele respondeu: “É um homem que cuida de mim desde tal e tal tempo. Ele atende as minhas necessidades, limpa minha casa e afasta o mal de mim.” Tal-ha disse: “A preocupação de Omar é a inspeção.

Talvez o que nos referimos acima é um resumo dos direitos e deveres, onde os outros não chegamos a mencionar por medo de nos prolongar, mas demonstramos ao leitor alguns fatos que iluminam a honra que o Islam dedica às mulheres, sem precedentes, tanto na anticuidade como na modernidade, porntato, este reconhecimento e honra apareceram apenas à luz do Islam e pela aplicação das suas disposições.

 Equívocos sobre as Mulheres no Islam

Talvez seja apropriado, uma vez que estamos abordando sobre as mulheres, refletirmos algumas das suspeitas que foram levantadas sobre os seus direitos no Islam e com as quais pretendem difamar o Islam e distorcer a bela e brilhante imagem que preserva as mulheres muçulmanas, desde o seu surgimento, a sua dignidade, honra e castidade e grandeza.

As suspeitas levantadas contra a mulher e os seus direitos no Islam, por via de promoção de conferências e seminários, têm motivos ocultos, que visa mais do que apenas dar liberdade às mulheres. Não sei por que não falam sobre os direitos das crianças, os direitos das pessoas com deficiência, os direitos dos desempregados, os direitos das pessoas vulneráveis ​​de ambos os sexos que são perseguidas por sua religião e em sua vida, ocupando suas casas e expulsando-as. Em toda parte são realizadas seminários e conferências que exigem os sugadores do sangue dos povos para dar-lhes os seus direitos usurpados. Da mesma forma, por que não acusam a não ser pelo lado que pensam que é ruim, na mente dos que desconhecem a verdade do Islam, e nem olha pelo lado brilhante do islam?. Entre estas motivações de forma sucinta, temos:

• Articulação da opinião pública, seja islâmica ou não islâmica, sobre o que está sendo planejado por pessoas com interesses e objetivos pessoais, visando distrair as comunidades, esgotar as suas energias e capacidades, e direcionar a atenção do público, para questões que elas apresentam como questões importantes, sabendo-se que eles deixaram questões mais importantes, e nós, como muçulmanos acreditamos, sem dúvida, que essas questões, que não valem destaque, porque o Islam as analisou e explicou. Eles apresentam tais questões como se fossem aconselheiros e pesquisadores que procuram a verdade, com visata a defender os direitos das mulheres, a fim de torna-las à sua classe, então, depois disso, tomam-nas como peças de um jogo de xadrez que tomam a seu belo prazer, e as tornam uma isca para aqueles que querem pescá-las e conquistá-las para os seus desejos.

• A luta pela implantação da corrupção e a imoralidade nas sociedades, uma vez que as sociedades endêmicas, mergulhadas no vício e a decadência, é fácil a colonização e exploração dos seus recursos e riqueza para o benefício de seus inimigos predadores e gananciosos, e pelo fato de que as energias humanas que são consideradas escudo protetor a classe empobrecida são levadas aos prazeres pessoais, distantes dos compromissos, de natureza financeira ou social. O professor Dr. Henry Makow[128] afirma que: A guerra ocidental sobre a nação árabe e islâmica possue dimensões políticas, culturais e morais, pois visa as riquezas e as poupanças da nação, além de roubar o mais valoroso que possue: sua religião, tesouros culturais e morais, e no que diz respeito à mulher, a troca da burca pelo biquíni, e ao que elimina os valores – como a nudez e a degeneração.

A preocupção deles sobre a mulher - se são honestos - não se pode limitar a exigir seus direitos em certa idade e jogá-la ou marginalizá-la ao atingir outra idade. Portanto, onde está a reivindicação de seus direitos como mãe, como idosa e quando está no estado de extrema necessidade de cuidados – enquanto que o Islam advoga a benevolência com ela, especialmente quando atinge a idade que ela precisa se aproximar mais a Deus – o tratamento deles conduziu a proliferação dos asilos nos países que mais se exige a liberdade das mulheres e se defende os seus direitos. Quão melhor e perpedurante são aqueles direitos que são dadas enquanto o ser humano espera ser recompensado por Deus, Exaltado Seja, e se aproxima com isso em agradá-Lo e temer a Sua punição, em caso de incumprimento na execução de direitos extraídos pela força de lei. Quando a lei falhar, os direitos se perdem. Fico impressionado com as revistas que publicam imagens das mulheres atraentes e belas, e se esquecem de colocar imagens das que estão abaixo da linha na beleza ou idosas. Não seriam todas mulheres iguais? Ou isto é atração e promoção de mercadoria à custa da dignidade e da honra das mulheres?

• Relativamente ao ódio profundo de pessoas fanáticas de outras religiões, contra o Islam e seu povo, Samuel Zwemer, Presidente das Associações de Cristianização na Conferência de Jerusalém dos Missionários, realizada em 1935,[129] disse que a tarefa dos missionários escolhidos pelos países cristãos para levar a cabo no país de Mohammad não está na conversão de muçulmanos ao cristianismo, porque há nisso orientação e honra para eles. A missão é tirar o muçulmano do Islam, tornando-o uma criatura sem vínculo com Deus, e em seguida, sem vínculo com a moralidade que as nações  dependem dela em sua vida. Com isso, vocês serão a vanguarda desta conquista colonial nos domínios islâmicos.”

Outro disse: “Se conseguirmos tirar as mulheres ou ganhar as mulheres atingiremos os nossos objetivos.” Quais são seus objetivos além de expandir a corrupção e a imoralidade, a fim de colonizar os países e as pessoas? Ao incentivarem essas suspeitas, querem distorcer o Islam e o que ele realmente é. Não vemos este preconceito e essa hostilidade a não ser contra o Islam e seu povo. Deus, Exaltado seja, diz a verdade ao declarar: “Nem os judeus, nem os cristãos, jamais estarão satisfeitos contigo, a menos que abraces os seus credos. Dize-lhes: Por certo que a orientação de Allah é a Orientação (por excelência)! Se te renderes aos seus desejos, depois de te ter chegado o conhecimento, fica sabendo que não terás, em Allah, Protetor, nem Defensor.”[130]

• O proposito da condução de suspeitas sobre os direitos da mulher no Islam entre um tempo e outro, visa tirar-lhe a castidade e a dignidade, e conduzi-la aos pricipícios de vício e da dissolução, tornando as mulheres ocidentais como modelos que devem ser, na sua opinião, exemplos. Que cada mulher leia este livro e julgue sua mente - seja ela muçulmana ou não-muçulmana – Será que a situação atingida pela mulher ocidental, na contemporaneidade, é uma posição de honra para ou de triste vergonhosa?

O professor Dr. Henry Makow[131] disse: “A jovem americana leva uma vida selvagem. Dezenas de homens a conhecem antes de seu casamento. Ela perde a sua inocência que faz parte de sua atração, se torna rígida, astuta e incapaz de amar. A mulher na sociedade americana encontra-se passível de comportamento masculino e é isso que a torna turbulenta, agressiva, inadequada para ser uma esposa ou mãe. É apenas para o prazer sexual e não para o amor e a reprodução. Certamente, a maternidade é o cúmulo da evolução humana. É o momento de nos livrar das concupiscências para nos tornarmos servos de Deus, nova educação e vida nova, enquanto a Nova Ordem Mundial não quer que alcancemos este nível de maturidade, mas nos quer individualmente isolados, com fome sexual, e nos mostra imagens imorais em substituição ao casamento.

Qualquer pessoa com uma amente sã percebe as formas da expoloração da mulher enquanto a sua beleza e vitalidade permanecerem nela, o campo fica aberto para ela. Quando a beleza murcha, a vitalidade desaparece, ela é descartada como se descarta os resíduos. Eles procuram torná-la uma mercadoria comprada e vendida através da mídia lida ou ouvida ou visual, e como uma ferramenta para desfrutar e satisfazer os desejos. Porém, eles desperdiçaram a moçidade e traíram a esposa, desrespeitaram a mãe, insultaram a vizinha. Estes são, de fato, os que saquearam os direitos e a liberdade da mulher, fizeram-na cair nos pricipícios da morte. Como podemos comparar isso com as palavras do Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz): "Tratem as mulheres gentilmente."?

A situação que se chegou e se colocou a mulher ocidental, em sua comunidade de liberdade indisciplinada, é o resultado de uma reação adversa ao que a Igreja cometeu na Idade Média relativamente ao direito da mulher, pois ela era abusada, injustiçada e restrita dos seus direitos. Os ambiciosos, com objetivos obscuros aproveitaram esta situação para explorar a comunidade usando os líderes religiosos para criar uma geração afastada de todos os valores e princípios, para facilitar a sua exploração. O Islam, porém, não oprimiu, não foi injusto, nem restringiu os direitos da mulher. Considera-a igual ao homem em tudo, exceto na condição da mulher com base nas diferenças físicas e psicológicas entre homens e mulheres. Ninguém pode negar que existem diferenças, entre ambos os sexos. A diferença está baseada nisso.

O Dr. G. Lebon em seu livro “A Civilização dos Árabes”, afirma que: “Se queremos saber o grau do impacto do Alcorão na questão da mulher, podemos observar a mulher no periodo do florescimento da civilização árabe. Segundo os historiadores, ela tinha direitos, algo que é confirmada na modernidade pela mulher europeia. Os europeus copiaram dos árabes os princípios de cavalheirismo, e as formas de respeito à mulher. O Islã, então, e não o cristianismo, é quem elevou a posição da mulher do grau ínfimo em que se encontrava, ao contrário da crença popular. Se você olhar para os cristãos do primeiro turno da Idade Média, irá ver que eles nada possuiam de privacidade para as mulheres. Se você folhar os livros de história daquele tempo irá encontrar todas as dúvidas nesta questão e ficará sabendo que os homens da era do feudalismo eram brutos em relação às mulheres, antes que os cristãoele aprendessem dos árabes a forma de tratá-las com benevolência e gentileza, e assim por diante.

Toda pessoa sã, com discernimento, recusa que sua honra e dignidade sejam mercadoria fustigada por lobos humanos, que não se preocupam além de satisfazer os desejos animalescos. O mesmo acontece com toda mulher sã, com discernimento, recusa-se a ser uma mercadoria que pode ser comprada e vendida ou ser uma rosa para ser cheirada por todo aquele que deseja, até ficar murcha e ser jogada como é jogado o vestido velho. A orientação do Islam é clara, lógica, instintiva e racional na manutenção de seus membros; a orientação que emana da autovigilância, construído sobre o amar e o bem de todos. O Islam educa seus seguidores a castidade, a pureza e ao amor à honra, e procura orientá-los adequadamente, com base, como dissemos, na autovigilancia, através da qual assegura – com a permissão de Deus - ajustar seu comportamento. Eis o companheiro jovem que foi ter com o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) e pediu: “Ó Mensageiro de Deus, dá-me a permissão de praticar adultério!” As pessoas começaram a repreendê-lo severamente, mas o Profeta lhe disse: “Aproxime-se.” Ele se aproximou e sentou ao lado dele. O Profeta lhe perguntou: "Você gostaria disso para sua mãe?" "Não, por Deus!”, então o Profeta disse: "As pessoas também não gostam disso para as mães.” Perguntou-lhe: “Você gostaria disso para sua filha?" Ele disse: “Não, por Deus”, po  Mensageiro de Deus disse-lhe: "As pessoas também não gostam disso para as filhas.” Perguntou-lhe: “Você gostaria disso para sua irmã?" Ele respondeu: “Não por Deus”. O Profeta disse: "As pessoas não gostam disso para as irmãs.” Perguntou-lhe: “Você gostaria disso para sua tia paterna?" Ele disse: “Não por Deus.” Disse-lhe: "As pessoas não gostam disso para as tias paternas.” Perguntou-lhe: “Você gostaria disso para sua tia materna?" Ele disse: “Não por Deus.” Disse-lhe: "As pessoas não gostam disso para as tias maternas”. O Profeta colocou a mão sobre o peito do rapaz e disse: "Ó Deus, perdoa seus pecados e purifica-lhe o coração e torna-o casto (fortifica sua abstinência de pecados sexuais)." Depois disso, o jovem nunca mais procurou essas coisas.[132]

 Dentre as suspeitas levantadas, citamos:

 1. A Questão de Poligamia

A poligamia é uma lei divina que não deve ser negada por aqueles que acreditam em Deus e nas Mensagens celestiais ou opor-se a ela. A poligamia no Islam é uma regra que também existe nas outras religiões que vieram antes. Não é algo particular do Islam, mas é, como dissemos, legislação antiga conhecida pelas religiões anteriores, particularmente na Torá e na Bíblia. Muitos dos profetas (a paz esteja com eles), antes da missão de Mohammad (Deus o abençoe e lhe dê paz), costumavam praticar a poligamia, sem limite. Eis o Profeta Abraão (a paz esteja com ele) tinha duas esposas. O profeta Jacó (a paz esteja com ele) tinha quatro esposas, e o profeta Salomão (a paz esteja com ele) tinha muitas mulheres e etc.. Então, a questão da poligamia não é uma questão de emergência, mas tão antiga quanto o tempo.

A Torá diz: O Antigo Testamento diz para os judeus: “Não é permitido casar com uma mulher e sua irmã para ser co-esposa por conhecer seus defeitos em sua vida”.

Isso não nega a poligamia, mas proibe o casamento com uma mulher e com  sua irmã.

Como é mencionado na própria Torá no livro de Samuel, narra que o Profeta David (a paz esteja com ele) era casado com uma série de esposas, não escravas, bem como afirmado no Livro dos Reis, que Salomão (a paz esteja com ele) tinha setecentas esposas livres e trezentas escravas.

E quando Moisés (a paz esteja com ele) foi enviado, reconheceu a poligamia sem estabelecer para o homem certo número de esposas, até que os filhos do Talmud decidiram em Jerusalém limitar um determinado número de esposas. Porém, alguns dos sábios dos filhos de Israel proibiram a poligamia e outros o permitiram em caso de doença ou infertilidade da esposa.

O Evangelho: Jesus (a paz esteja com ele) veio para complementar a lei de Moisés (a paz esteja com ele), não existe no Evangelho algum texto que proíbe a poligamia.

O rei da Irlanda, Ditharmat,[133] tinha duas esposas e o rei Frederico II tinha duas, com o consentimento da igreja. Portanto, o permitir e o proibir não fazia parte da religião crista, mas do clero.

O alemão, Martin Lutero, fundador da doutrina protestante, considerava a poligamia um sistema que não era incompatível com as disposições da lei do cristianismo e clamava por ele em todas as ocasiões e disse sobre a poligamia:[134]

Sim, Deus autorizou a poligamia para pessoas do Antigo Testamento, em circunstâncias especiais, mas o cristão que quer seguir o exemplo deles tem o direito de fazê-lo quando está certo de que suas condições são semelhantes às suas circunstâncias. Certamente, a poligamia em todo caso, é melhor do que o divórcio.

A proibição da poligamia na religião cristã foi o resultado de legislação desenvolvida pelos homens da Igreja e não da natureza da religião cristã. A Igreja moderna, liderada pelo Papa de Roma, proíbe a poligamia. Por exemplo:

* A doutrina ortodoxa não permite para um casal, casar-se novamente, enquanto o casamento permanecer válido.

* A doutrina ortodoxa armênica permite o recasamento apenas após a dissolução do primeiro casamento.

* A doutrina ortodoxa grega considera que o casamento existente, inibe um novo casamento.

Os Árabes Antes do Islam: A poligamia era disseminada entre as tribos árabes antes do Islam sem limite do número de esposas. O homem casava com o número das mulheres que quisesse.

A poligamia era praticada pelos povos antigos egípcios, persas, assírios, japonêses, hindus, como era praticada pelos russos, germânicos e por alguns dos reis da Grécia.

A partir disso, fica claro que a poligamia não foi introduzida pelo Islam. As nações anteriores a praticavam. Quando surgiu o Islam, autorizou-a sob certas condições e certos regulamentos. Entre as condições básicas, citamos:

1. Que não execeda as quatro esposas, de acordo com o relato de Ghilan ibn Salamh Assacafi que se converteu ao Islam e tinha dez esposas. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) lhe disse: "Escolha quatro delas"[135]

2. Justiça e Igualdade. Uma vez que Deus, Exaltado Seja, permitiu a poligamia, estabeleceu como suas condições a justiça, a igualdade entre as mulheres. O Profeta (Deus o abençoe e lhe de paz) disse: "Se o homem tiver duas mulheres e não for justo entre elas, comparecerá no Dia da Ressurreição com um dos seus lados do corpo paralítico"[136].

O propósito da justiça e da igualdade é no que diz respeito a assuntos materiais de sustento, presentes, divisão do tempo de convivência. Em relação ao afeto do coração e sua tendência a uma das esposas, não constitui pecado por estar fora da vontade humana, desde que isso não seja a causa de desigualdade no direito das outras esposas, como Aicha informou, dizendo: “O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) dividia com justiça, dizendo: "Ó Deus, essa é a minha divisão no que tenho. Não me censure no que Tu tens e eu não tenho"[137].

3 . Capacidade de sustentar a segunda esposa e seus filhos. Se ele estiver ciente da incapacidade, não deve, neste caso, adotar a poligamia.

Vamos apontar brevemente algumas situações existentes em todas as comunidades e analisarmos, depois, se a poligamia é para o interesse ou corrupção da sociedade? Será que  é do interesse da mulher ou não?!

1 - A existência de mulher estéril, que não pode ter filhos e o marido deseja tê-los, que é melhor e mais adequado para a mulher? Casar com outra e permanecer casado com sob a sua tutela ou divorciar-se dela sem que ela tenha cometido alguma culpa? Porque ele tem o direito assim como ela também tem o direito de desejar a prole (filhos).

2 - Esposa com doença muscular que não poder atender os assuntos conjugais, o que é o melhor para a mulher? Casar o marido com outra e conservar a dignidade dela ou divorciar-se dela ou ter amantes?

3 - Alguns homens têm energia sexual que a esposa não consegue satisfazer, pode ser que o seu período pós-parto ou da menstruação seja muito mais longo do que o habitual, ou ter frigidez que não consegue satisfazer o instinto do marido. O que é melhor? Adotar a poligamia ou satisfazer essa energia sexual ilicitamente?

4 - Não há dúvida de que quando há guerras e problemas internos, numa  comunidade, os que mais morrem são os homens, e a melhor prova disso é a Primeira e a Segunda Guerra Mundial, que matou mais de vinte milhões de homens. Se limitarmos cada homem a uma mulher, qual será o destino do restante das mulheres? Deve-se obriga-las procurarem o caminho do prazer proibido, ou sentir prazer e satisfação através do caminho legítimo que lhes garante a dignidade e honra, protegendo os seus direitos, podendo dar à luz filhos legítimos através da satisfação e aceitação da poligamia? Não há dúvida de que a presença de muitas mulheres sem maridos, torna mais fácil para os homens andarem no caminho da indecência.

5 – A existência de muitas viúvas, divorciadas e solteironas. Que é melhor para a mulher nesta situação? Permanecer solteira ou viver sob a proteção do homem que conserva a sua honra, protege a sua castidade juntamente com a outra?

Será que a Poligamia Existe nas Sociedades Modernas?

A poligamia existe em todas as sociedades modernas, mas, nas sociedades não islâmicas são relações denominadas: amantes e namoradas, em vez de esposas. Essa poligamia é sem limites, sem caráter legal, não obriga o homem a ter responsabilidade financeira para com as mulheres com as quais convive. Seu objetivo é satisfazer seu desejo sexual e desonrar com quem tem relação, deixando-a arcar com as dores da gravidez e suas consequências. Além disso, não obriga o homem de reconhecer os filhos resultantes daquele relacionamento. A poligamia na sociedade islâmica, porém, está restrita a quatro esposas, através de casamento legal, obrigando o homem a pagar um dote à mulher, e os filhos resultantes do relacionamento, são reconhecidos pelo homem como filhos legítimos e obrigado de sustentá-los junto com a mãe.

Pode ser que alguém pergunte: Se permitirmos a poligamia para os homens, por que não permitimos a poliandria para as mulheres? A resposta a esta pergunta é simples, já que há inúmeras razões naturais e físicas, como indicado acima, que impedem isso como uma opção viável.

A resposta ao pedido da igualdade entre homens e mulheres quanto à poligamia é impossível instintiva e naturalmente:

Quanto ao impedimento inato: Os homens, em quase todas as sociedades do mundo, têm o direito de ser o chefe da família, devido ao seu dom natural e força. Mesmo que, por causa deste argumento, renunciemos à ideia da força e supor que a mulher tenha dois ou mais maridos, quem será o chefe da família? Para quem ela se submeterá para satisfazer seus desejos? Se for para todos os maridos, isso seria impossível por haver diferenças nos desejos, ou para um sem o outro, isso irá causar raiva e ódio entre os maridos.

Quanto ao impedimento inato: a natureza da mulher é que ela só engravida uma vez por ano, e de um só homem, ao contrário do homem que pode ter vários filhos de várias mulheres, ao mesmo tempo. Se a poliandria for permitida às mulheres, para que homem seria atribuída a criança?

A Exigência da Poligamia por Alguns Pensadores Ocidentais:

É conveniente lembrarmos uma parte das declarações de alguns pensadores ocidentais que exigem a poligamia e o vem a única maneira de eliminar muitos dos problemas de suas comunidades.

- Diz o filósofo (Gustave Lebon), em seu livro “A Civilização Árabe”: "A poligamia permite que a sociedade reduza a crise social, evita as dores e o problema das amantes e livra a sociedade de filhos ilegítimos".

Annie Besant em seu livro: “As Religiões Implantadas na Índia”[138], afirma: Li no Antigo Testamento (Torá) que o amigo de Deus, cujo coração transborda, de acordo com a vontade de Deus, era polígamo. Além disso, o Novo Testamento (o Evangelho) não proíbe a poligamia a não ser para o bispo ou diácono. Eles são obrigados a se satisfazer com a monogamia. Eu observei também a presença da poligamia nos livros indianos antigos. Eles acusam o Islam só porque é fácil para a pessoa rastrear os defeitos nas crenças dos outros e difamá-los. Mas como se atrevem os ocidentais de se revoltarem contra a poligamia limitada no Oriente, enquanto a prostituição é comum em seus países? Um bom observador consegue ver que a monogamia respeitável acontece apenas dentro um pequeno número de homens puros. Não é certo, afirmar-se que as pessoas de um determinado lugar, são monogámicas enquanto persiste a cultura de ter-se namoradas ao lado da esposa legítima, e tudo feito por trás de uma cortina, porém, quando pesamos as questões na balança da justiça correta, observamos que a poligamia islâmica é que salva, protege, nutre e veste as mulheres, com mais propriedade do que a prostituição ocidental, que permite ao homem se relacionar com uma mulher para satisfazer seus desejos, em seguida, a joga na rua depois de satisfazer sua concupiscência. Pode se afirmar que ambos os casos são inaceitáveis[139], mas não permitem que o cristão censure o seu irmao muçulmano, por causa de algo que ambos cometem.

 2. A Mulher e a Prestação de Testemunho

Allah, Exaltado Seja, diz: "Chamai duas testemunhas masculinas dentre os vossos ou, na falta destas, um homem e duas mulheres de vossa preferência, porque, se uma delas se esquecer, a outra a recordará."[140]

Deus, Glorificado e Exaltado Seja, explica neste versículo, que o tesatemunho para a comprovação dos direitos só pode ser feito com o testemunho de dois homens ou de um homem e duas mulheres.

A sabedoria divina estabeleceu que a compaixão e o senso de delicadeza das mulheres constituem a característica geral, de sua personalidade psicológica a fim de desempenhar a função natural nesta vida, representada pela gravidez, amamentação, educaçao que precisam mais de um coração sensível, senso de delicadeza e excesso de bondade.

Com base nessas características emocionais da mulher, ela poderia muito bem seguir suas inclinações emocionais e desviar-se das duras realidades devido ao envolvimento emocional em um caso. Os sentimentos amorosos e amáveis ​​de uma mulher podem superar o que ela tem testemunhado e, assim, ela pode distorcer a história de seu testemunho nos casos perigosos como nos crimes, porque a sua presença nas cenas de disputa que terminam em assassinato, não consegue, na maioria das vezes, ter controle sobre si e permanecer até o final do crime, e ter domínio sobre si. Ela tenta fugir da cena. Se não conseguir fugir, fecha os olhos para não ver a cena desagradável. Isso, por causa do que mencionamos. Isso, na realidade, influencia sobre seu testemunho. Ao mesmo tempo, as mudanças biológicas que ocorrem em seu corpo devido a menstruação, gravidez, parto e condições pós-natal reduzem a nitidez de sua memória e pode fazê-la esquecer os detalhes do problema.

Portanto, uma medida de precaução divina foi estabelecida para eliminar qualquer falha, por parte de uma mulher em qualquer caso de testemunho. Gostaríamos de salientar aqui, um dos princípios essenciais do sistema legal e judicial do Islam, que afirma que o caso não é válido para instância, se surgir uma dúvida no caso. Portanto, a força de duas testemunhas fêmeas, destina-se a eliminar esta dúvida.

Apesar de o Islam conceder à mulher direito de tomada de decisão em nível financeiro, assim como ao homem, sem desigualdade, mas, o papel natural da mulher na vida, sua sublime função social, principalmente para cuidar do lar e da família, exige a permanência dela em casa por mais tempo e longos períodos, afastando-se da presença locais de compra e venda, onde, na maioria das vezes, acontecem disputas e discussões financeiras. Mas não afastar a possibilidade de ela presenciar esses fatos de uma maneira isolada. Por outro lado, o que acontece nesses locais de disputa e discussão são coisas que não lhe dizem respeito, causando pouca lembrança dos acontecimentos se for pedido o seu testemunho. A possibilidade de seu esquecimento ou imaginação é evidente. Porém, se outra mulher testemunhar com ela, a dúvida ou o erro desaparece. A justificativa da exigência do testemunho de duas mulheres são as palavras de Deus, Exaltado Seja: “porque, se uma delas se esquecer, a outra a recordará.”, ou seja, no caso do temor que uma delas erre ou se esqueça, a outra a lembre. Somente por isso, e não como alguns alegam de que isso constitui redução à inteligência da mulher e desonra sua integridade. Porém, se fosse esse o caso, o testemunho de uma única mulher não seria aceito nem nos casos particulares das mulheres, que na maioria das vezes só elas tem conhecimento. No entanto, o seu testemunho é aceito, sem necessidade de outras testemunhas. A jurisprudência islâmica aceita o testemunho de uma mulher em todos os assuntos privados como aconfirmação da virgindade, a confirmação de nascimento de uma criança, o esclarecimento de defeitos sexuais femininos, e outros assuntos. Em contrapartida e no geral não se aceita o testemunho de um só homem. Ao mesmo tempo, deve ser lembrado que a lei islâmica rejeita o testemunho de um homem só nas questões financeiras até as menos significativas, tais como fundos ou concessão de empréstimos e outras transações, uma vez que deve haver dois. Podemos afirmar que ela é exclusiva mais que o homem no exercício do testemunho, o que consideramos ser mais crítico do que as questões financeiras. A questão está relacionada com confirmação das leis.

Por outro lado, a lei islâmica não aceita o testemunho de um só homem nas questões financeiras, mas sim de dois homens para confirmação da veracidade e ninguém considera esta exigencia como uma desonra ao homem, ou seja, uma ofensa à sua dignidade e diminuição de seu valor.

Note que o testemunho na lei islâmica em si não é um privilégio, mas um fardo que muitos tentam evitar. Por esta razão, Deus, Exaltado Seja, ordenou as pessoas a oferecerem os seus testemunhos e não fugirem ou recusarem de fazê-lo, dizendo:

“Que as testemunhas não se neguem, quando forem requisitadas (para a evidência).” [2: 282]

O discurso é geral para homens e mulheres. Quando sabemos que o testemunho é um fardo pesado que as pessoas fogem dele, por as vezes causar danos, e porque envolve longas sessões do tribunal, que podem causar cansaços físicos e financeiros, o Islam, visa aliviar a mulher dos encargos da vida, na medida possível, porém o que pode reduzir alguns ónus como o sustento e a responsabilidade nos gastos com a família, para dedicar-se à sua responsabilidade, o que é uma grande honra à mulher e não uma derrogação do direito.

Acrescenta-se, também, que a lei islâmica tornou o seu depoimento igual ao do homem, do modo que ela pode invalidar o depoimento dele em casos de o marido conduzir uma acusação contra ela em matéria de pr’atica de adultério, sem provas. Deus diz: "E aqueles que difamarem as suas esposas, sem mais evidência que a deles próprios, que um deles jure quatro vezes por Allah que ele está dizendo a verdade. E na quinta vez pedirá que a maldição de Allah caia sobre ele, se for perjuro. E ela se libertará do castigo, jurando quatro vezes por Allah que ele é perjuro. E na quinta vez pedirá a incidência da abominação de Allah sobre si mesma, se ele estiver dizendo a verdade."[141]

1.        Tutela.

Deus disse: "Os homens são os tutores das mulheres, porque Allah dotou uns com mais (força) do que as outras, e porque as sustentam do seu pecúlio."[142]

A tutela é aplicada a quem é responsável por ela, e é para os homens e não para as mulheres, porque a compilação física e mental dos homens qualifica-os a fazer a tutela. É algo inato e adquirido ao mesmo tempo por causa da tutela que foi imposta aos homens de cumprir o direito da mulher, quanto ao sustento, assuntos pertinentes à proteção, cuidados, e de garantir as suas necessidades para a sobrevivência. O homem é o responsável da casa e do seu rebanho, como o Profeta Mohammad (Deus o abençoe e lhe dê paz) informou:

Enquanto que a mulher, devido à sua fraqueza física natural, e da emergência das consequências naturais como a menstruação, gravidez, parto, amamentação e custódia da criança não lhe dão oportunidade de assumir a tutela devidamente.

A Menstruação: Tem impacto sobre a psique e o humor da mulher, bem como o enfraquecimento do corpo por causa da perda de sangue.

A Gravidez: A mulher passa por um sofrimento, quer seja dores físicas por causa do crescimento do feto em seu ventre e de absorver grande parte da sua dieta o que lhe deixa cansada, e qualquer esforço tem seu impacto sobre o corpo dela. Quanto à questão psicológica é por causa da sua preocupação com o filho, e do que pode lhe acontecer durante o parto, tudo isso mexe com o seu comportamento e atividades.

O Nascimento e suas Consequências: As consequências das dores lhe obrigam permanecer em dascanso, sem fazer esforço ou se envolver na aflição durante o período de tempo que varia de acordo com cada mulher.

A Amamentação: resulta em uma seção do alimento que ela come vai para o filho e isto, sem dúvida, afeta a sua saúde. O cabelo de algumas mulheres no período de amamentação cai ou muda de cor ou elas sentem alguma vertigem e tontura.

Cuidar da criança: O cuidado ao recém-nascido e sua vigilância durante anoite rouba bastante o tempo da mãe.

Segundo Akkad[143]: A mulher possui formação emocional especial que não se assemelha a formação do homem, porque cuidar do bebê recém-nascido exige muitas coisas de proporcionalidade entre o humor e o temperamento, entre a compreensão dela e o entendimento dele, entre o temperamento do corpo e compaixão dela e o temperamento e compaixão do corpo dele e isso faz parte da essência feminina que torna a mulher rápida e dócil para perceber e corresponder à emoção. No entanto, é difícil para ela o que é fácil para o homem em relação ao controle psicológico, rápida tomada de decisão e a dureza da determinação.

O Dr Alexis Carlyle Prêmio Nobel mostra a diferença biológica entre homens e mulheres, dizendo[144]: "As coisas que diferenciam entre homem e mulher, não se limitam a órgãos sexuais, a presença do ventre e gravidez. Estas questões também não são limitadas à diferença de métodos de ensino da mulher. Na verdade, essas diferenças entre eles, são de natureza básica. Os tecidos do corpo em ambos os sexos são diferentes. A química dos corpos também é diferente em ambos. Certas glândulas excretam certas secreções que são apenas adequadas para um gênero específico. A mulher é completamente diferente do homem em termos da química material segregada a partir do ovário dentro do seu corpo".

Aqueles que clamam por completa igualdade entre homens e mulheres desconhecem esses fatos básicos e as diferenças essenciais. Os defensores da igualdade de direitos da mulher exigem o mesmo tipo de educação a ser dada para ambos os sexos, e mesmo tipo de trabalhos, tarefas, responsabilidades, cargos, etc. Eles negligenciam a natureza da mulher, a essência física, mental, emocional, e as características sociais. Cada célula do corpo da mulher tem uma qualidade feminina, nutrida por hormônios femininos, assim como um homem tem suas qualidades distintas e hormônios. Eles não levam em consideração que cada órgão de cada homem e mulher é impar em si mesmos, e diferentes uns dos outros, além da função do sistema nervoso central. As funções dos órgãos são limitadas e precisas, são como as leis astronômicas. Não ocorre  qualquer transformação nelas conforme os desejos humanos. Devemos nos conformar com isso sem recorrermos ao que não é natural. É dever de a mulher desenvolver suas qualidades de acordo com sua natureza inata e evitar transparecer homem.

Os músculos do homem são mais fortes do que os da mulher. Isso é observado e nítido. O homem exerce trabalhos árduos e cansativos que a mulher pela sua incapacidade de exercê-los na maioria das vezes. Com base no que foi citado acima fica claro por que o homem tem o direito de tutela sobre a mulher.

 3. O Direito da Mulher à Herança

O Islam surgiu e concedeu à mulher o direito à herança; direito que não possuía antes do Islam, porque a herança era direito dos homens que defendiam a tribo e a protegiam contra os agressores. Seria bom se o caso fosse limitado a isto, mas pelo contrário, ela era herdada também como se herda uma mercadoria. Ibn Abbas (que Deus esteja satisfeito com ele), comentando as palavras de Deus, Exlatado Seja, ‘Ó crentes, não vos é permitido herdardes as mulheres, contra a vontade delas, nem as atormentardes, com o fim de vos apoderardes de uma parte daquilo com que as tenhais dotado, a menos que elas tenham cometido comprovada obscenidade’, disse: “Quando o homem morria, seus parentes tinham mais direito sobre a viuva. Quem quisesse podia se casar com ela ou se quisessem casavam-na com quem quisessem. Tinham mais direito sobre ela do que seus familiares. Por isso esse versículo foi revelado.”[145]

Então, o Islam proibiu esta prática através das palavras de Deus. Exaltado Seja: “Ó crentes, não vos é permitido herdardes as mulheres, contra a vontade delas, nem as atormentardes, com o fim de vos apoderardes de uma parte daquilo com que as tenhais dotado.”[146]

E concedeu-lhe o direito à herança e estabeleceu suas obrigações. Deus diz: "Aos filhos varões corresponde uma parte do que tenham deixado os seus pais e parentes. Às mulheres também corresponde uma parte do que tenham deixado os pais e parentes, quer seja pouca ou muita – uma quantia obrigatória."[147]

Sayyid Qutb (que Deus tenha misericórdia dele) diz na interpretação deste versículo:[148] Este é o princípio geral que o Islam concedeu à mulher, desde quatorze séculos, o direito de herdar como o homem. Ele também protege os direitos das crianças que durante a época pré-islâmica eram injustiçadas e consumidos seus direitos, porque a época pré-islâmica os indivíduos eram considerados de acordo com o seu peso de valentia na guerra e produção, enquanto o Islam veio com seu método divino, considerando o ser humano, primeiramente  em termos de valor humano, que é o valor fundamental que não o perde em nehuma circunstância, então, o Islam observa a mulher de acordo com sua responsabilidade em nível do lar e da sociedade.

Deus diz: “Allah vos prescreve acerca da herança dos vossos filhos: Dai ao varão a parte de duas filhas”[149]

Pode surgir na mente de quem não tem discernimento do Islam quando lê este versículo, pensando que o Islam não é injusto para com a mulher. Como recebe apenas o que vale a metade da herança do homem?

Deus, Glorificado e Exaltado Seja, descreveu a herança da mulher de forma detalhada, tornando a sua herança em três condições:

- Ter a sua parte da herança como a parte do homem.

- Ter a sua parte da herança como a parte de homem ou um pouco menos.

- Ter a sua parte como metade da parte do homem na herança masculina.

* Talvez quem quiser ter mais informaçoes sobre o assunto pode recorrer aos livros da ciência da herança que detalham o assunto minuciosamente.

E antes de julgarmos o Islam, que questionemos se concedeu o direito da mulher à herança ou não. Que tomemos um exemplo que pode esclarecer melhor esta situação que torna a herança da mulher metade da do homem: Um homem morreu e deixou um menino e uma menina e deixou uma soma em dinheiro, por exemplo, três mil reais, de modo que a parte do menino na divisão seria de dois mil reais e a parcela da menina de mil reais.

Vamos examinar, depois disso, a situaçao do dinheiro depois de um tempo, em relação ao homem e à mulher. Em relação ao homem, o dinheiro que herdou diminiu porque lhe é exigido o pagamento do dote da mulher com quem casaria, com as demandas de preparação de uma habitação, necessidades domésticas, manutenção dos membros da família, gastando o dinheiro tanto para a esposa como para as crianças devendo garantir suas necessidades. A esposa não é obrigada de contribuir com qualquer despesa e as necessidades domésticas, mesmo se ela for rica. Ele tem obrigação de fornecer pensão alimentícia aos pais, irmãos e parentes dos quais ele é responsável caso sejam economicamente vulneráveis e sem meios.

Enquanto a mulher, ela é honrada, coberta com amor, cuidada e garantida a sua manutenção, sem obrigação de resolver os encargos financeiros, nem garantir o sustento da família. Portanto, o dinheiro herdado vai aumentar e não diminui, porque vai receber um dote do marido quando ela se casar, mesmo se houver divorcio, é exigido do marido, legalmente, pensão alimentícia para os filhos e cobrir as suas necessidades, podendo, ela, investir seu dinheiro no comércio ou em outras formas de investimento.

Fica claro, do exposto, que a herança da mulher serve para sua previdência social em caso de falta de quem possa suprir a sua manutenção. Porém, o que o homem ganha fica suposto a gastar para o consumo devido aos encargos que recaem sobre ele.

A lei islâmica difere de outros sistemas do mundo em que o pai fica isento da filha quando atinge certa idade, forçando-a a procurar um meio de vida de várias maneiras e meios. No Islam, o pai é obrigado a garantir o sustento da filha até ela casar-se, então passa a ser obrigaçao do marido mantê-la, assegurando-lhe e garantir-se todas as suas necessidades, para que possa cuidar dos filhos.

As leis que igualam entre homens e mulheres na herança também igualam entre eles quanto ao peso financeiro e dos deveres. Mas exigir a igualdade na herança e não exigi-las das responsabilidades e da obrigação em garantir as necessidades financeiras dos homens, não é justiça nem equidade, o que constitui injustiça para o homem, algo que a lei islâmica não aceita.

Então, é justo e equitativo, quando se dá preferência ao homem sobre a mulher na herança para suprir as necessiadas financeiras da família, dos filhos e necessidade similares, por outro lado, se constitui uma tolerância e honra prestada à mulher pelo Islam, quando a isenta de todas as obrigações financeiras e ao colocar toda a responsabilidade nas costas do homem. E por outro, apesar disso, não a priva da herança, mas concedeu-lhe metade do que herda o homem. Não é isso justiça e equidade?

Queremos relembrar que cada pessoa, homem ou mulher, tem a sua parte na herança, e ninguém pode privar o outro. Por isso, o Islam estabeleceu o testamento no máximo um terço da herança, para que não haja espaço de impedimento ou prejuízos aos herdeiros da herança do falecido. Foi narrado por Amer Ibn Saad Ibn Abi Waqqas, segundo o seu pai (que Allah esteja satisfeito com eles) disse: “Numa ocasião eu estava de cama, seriamente doente, e o Profeta (Deus o abençoe e lhe de paz) veio me ver. Isso aconteceu no ano em que o Profeta (Deus o abençoe e lhe de paz) realizou a Peregrinação de Despedida. Eu lhe disse: ‘Ó Mensageiro de Deus, eu tenho dinheiro e propriedades consideráveis, e minha única herdeira é minha filha. Será que eu poderia, então, dar dois terços dos meus bens, em caridade? ’ Ele disse: ‘Não!’ Então questionei: ‘A metade?’ novamente o Profeta disse: ‘Não!’ então eu afirmei: ‘Bom, então um terço, ó Mensageiro de Deus?’ e Ele disse: ‘Um terço é suficiente, e um terço é mais do que bastante. É preferível que deixe os seus filhos em boa situação do que deixá-los em penúria, forçando-os a mendigar pelos seus sustentos. Por tudo o que gastar em prol de Deus, mesmo um bocado de comida que puser na boca da esposa, Deus lhe recompensará’."[150]

O nobre Mensageiro (Deus o abençoe e lhe de paz) por intermédio de suas diretrizes e ordens garantiu os direitos da mulher, que lhe proporcionam uma vida decente.

Acrescenta-se ainda que a compensasão financeira e todos os custos financeiros resultantes dos incidentes de natureza penal são suprimidos pelo homem e não pela a mulher.

 4. A Compensação Financeira pelo Sangue

Na lei islâmica a compensação financeira da mulher é metade da compensação do homem, e isso é estabelecido somente numa única situação em  ocorre assassinato sem intenção de matar ou seja por acidente, em que se deve converter a pena em pagamento monetário. Ao passo que à retribuição por assassinato intencionado que exige pena da morte do assassino – os parentes do assassinado não isentam o assassino – a sentença é a mesma para homens e mulheres, quer o assassino seja homem ou mulher, ou o assassinado seja homem ou mulher, porque eles são iguais em termos humanos.

No caso do assassinato, a pena capital é uma opção para ambos os sexos, uma vez que são iguais aos olhos da lei islâmica. No entanto, no caso de homicídio involuntário, o Islam estipula que a indenização a ser paga pela morte acidental de uma mulher é metade do que é pago por um homem. A razão que estabelece a indenização aos herdeiros da vítima feminina sendo a metade da paga por assassinato de um homem, no caso de morte acidental, é porque o dano causado à família pela morte do homem é mais uma perda financeira. A família perdeu um chefe de família que como explicamos acima é financeiramente responsável por toda a família.

Ninguém nega o remorso de perda de vidas, mas a perda financeira para a família pela morte de um prestador masculino é maior em comparação com a perda do membro feminino. Os membros da família, cuja mãe é morta acidentalmente, por exemplo, perdem o amor, o cuidado e o carinho da mãe, assunto que a maioria dos homens não pode fornecer, e este lado espiritual nenhuma compensaçao financeira pode restituir.

A própria indenização financeira não representa o valor do morto, mas uma estimativa do valor do dano para aliviar o sofrimento emocional e financeiro causado à família do assassinato. Se soubermos os danos causados à família por causa da perda do pai ou da mãe, fica claro para nós o lado da compensação financeira pela mulher sendo a metade pelo homem.

 5. O Trabalho da Mulher

Deus criou toda a humanidade a partir de um macho e uma fêmea, e colocou amor natural e carinho um pelo outro, a fim de que eles cooperem para constituir famílias e relações familiares. Vemos na natureza que Deus concedeu ao macho de cada espécie poder superior e resistência, a fim de que possa dominar em certas esferas e buscar provisões e proteção para as espécies, enquanto a fêmea de cada espécie está equipada para reproduzir e multiplicar, para manter a continuidade da espécie. Somente a fêmea está equipada com a aparelhagem necessária para suportar, dar à luz, amamentar e cuidar. A fêmea humana foi dotada de amor, bondade, simpatia, carinho e afeto, a fim de realizar seus deveres para com seus filhos com dignidade. Com base nesta predisposição natural e delegação de responsabilidades, e com base nas qualidades únicas do macho e da fêmea, é natural para o homem trabalhar fora de casa e garantir o sustento da família, e para a mulher, trabalhar dentro de casa e cuidar dos filhos e da família em geral.

Considerando este fato básico, a lei islâmica não priva a mulher do direito de trabalhar dentro dos limites que protegem sua honra e dignidade. O Islam permite que a mulher conduza pessoalmente seus contratos comerciais e transações financeiras. Todos esses contratos e transações são sólidos e válidos dentro da jurisprudência islâmica. Existem certas condições conjuntas que se violadas, a permissão dada à mulher de praticar esse direito será anulada e ela pode ser impedida do uso do seu direito. Entre essas condições, citamos:

1          - O trabalho que as mulheres empenham fora de casa não deve entrar em conflito com seus deveres e responsabilidades para com seu marido e filhos, porque a mulher no Islam, como citado acima, possui direitos sobre o marido e o marido possui direitos sobre ela, como também os filhos tem direitos sobre ela. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “... e a mulher é pastora na casa do marido e responsável pelo seu rebanho...”[151]

2           - Trabalhar com pessoas de seu gênero longe de se misturar e entrelaçar com homens, a fim de protegê-la e conservá-la longe do que pode ser a causa de exploração, de profanação, de manchar sua honra e dignidade por alguns lobos humanos. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: “Quando o homem está isolado com uma mulher, o Satanás é o terceiro deles."[152]

Lady Cook, uma escritora Inglêsa bem conhecida diz em Novo Eco:[153]

"Os homens preferem o ambiente misto. Assim, as mulheres são atraídas para algo que está em conflito com a sua natureza humana. Quanto maior a mistura no ambiente (entre homens e mulheres), maior é a incidência de crianças ilegítimas que a sociedade vai ter. E isso é o maior desastre ... "

Sayyid Qutb (que Deus tenha misericórdia dele)[154] disse: “É direito do homem como da mulher se sentir tranquila ao lado do companheiro e não lhe expor  à tentação que pode desviá-los com suas emoções em relação ao seu parceiro, se o desvio não o faz deslizar para o pecado que ameaça este vínculo sagrado e elimine o ambiente de plena confiança e a tranquilidade. Este desvio nas emoções e o deslize para além da realidade de cada dia e cada momento nas comunidades em que haja mistura e a mulher aparece enfeitada, revelando seus atrativos levando com ela os demônios da discórdia e da tentação, e incoerência vazia negada pela realidade que é repetida pelas palavras de papagaios aqui, e as línguas dos distraídos lá, de que a mistura educa os sentimentos e afasta as energias reprimidas, ensina a ambos os sexos a ética de falar e de convivência, aumenta a experiência que protege do deslize, e que a esolha – a escolha de um ao outro - com base na experiência completa – até o elemento do pecado –  garante a conservação dos parceiros, porque se escolheram de livre e espontânea vontade, e obviamente após o experimento da parte carnal. Na verdade são delírios negados, a realidade é que há desvios permanentes, mudanças constantes nas emoções, destruição dos lares com o divórcio e não divórcio, e proliferação de infidelidade conjugal nessas comunidades. Quanto ao desvio da educação  moral e da liberdade arbitrária das relações amorosas que perguntem ao número proporcional de grávidas de alunas americanas  do ensino médio, que atingiu em uma escola 48%. Quanto às casas felizes após o casamento da mistura absoluta e a escolha livre, perguntem sobre a proporção dos lares desfeitos por divórcio nos Estados Unidos. Ela pula de uma relação para outra, por conta da mistura e maior oferta de opções.

3          – Que o trabalho seja  na sua origem admissível, que coadune com a natureza da mulher, não trabalhando naquilo que não se coadua com a sua natureza, como trabalhar nas indústrias pesadas, na guerra, trabalho que leva a sua desonra como limpezar as ruas, são profissões que a lei Islâmica proíbe para a mulher.

Mas Aqui Uma Pergunta se Repete: Por Que a Mulher Precisa Trabalhar?

Se ela trabalha para sua sobrevivência, o sistema islâmico regras para o sustento dela, no entanto, o pai tem a obrigação de sustentar a filha até casar-se. Ao casar, o sustento dela e de seus filhos passa a ser responsabilidade do marido. Se o marido falecer, seu sustento volta para o pai. Se ela não tiver pai, passa a ser dos filhos. Se os filhos forem pequenos, passa a ser dos irmãos dela, então do parente mais próximo e assim por diante.  Os membros masculinos da família têm a obrigação de cuidar das necessidades financeiras inteiras e das obrigações dela. Assim, desde seu nascimento até a morte, ao longo das várias fases da sua vida, ela não é obrigada a trabalhar. Isso para ter tempo para cumprir a sua missão primordial e o dever de cuidar da casa e de criar os filhos. Esta é honrosa missão que requer grandes sacrifícios e devoção, e que ocupa dela a maior parte de seu tempo e pensamento.

O famoso estudioso Inglês, Samuel Smiles, um dos pilares do renascimento inglês[155] diz:

"O sistema que tem exigido mulheres para trabalhar nas fábricas e áreas industriais, independentemente da riqueza nacional que traz, destruiu a vida da família. atacou, na verdade, a estrutura básica e as fundações da casa e destruiu os pilares essenciais da família. É um sistema que cortou e destruiu os laços sociais. Robou a esposa do marido, e privou as crianças de seus parentes, tornou-se, de forma particular, sem resultado além de reduzir os valores morais das mulheres, uma vez que o trabalho real e profissional da mulher é cuidar de responsabilidades domésticas e educar os filhos. Ela é principalmente necessária na economia doméstica e outras necessidades domésticas. Trabalhar em fábricas privou a mulher, como dissemos anteriormente, de todas essas responsabilidades que mudaram os aspectos e as realidades do interior da casa. As crianças, assim, cresceram sem educação e muitas vezes negligenciadas. O amor e a afeição entre marido e mulher foram um pouco extintos. A mulher deixou de ser a bela esposa , a companheira querida, admirada e amada pelo homem, tornando-se seu colega no trabalho e nas dificuldades, ficando sujeita às influências que apagam, na maioria das vezes a modestia de sua moralidade, o padrão de pensamento em que foram estabelecidos os valores morais e as virtudes.

 6.  Colocação do Poder de Divórcio nas Mãos do Homem sem a Mulher

O divórcio na época pré-islâmica não era disciplinado por regras. O homem se divorciava quando queria e retornava para a esposa quando quisesse. O Islam estabeleceu regras para proteger as mulheres da opressão, do sofrimento e da manipulação por causa disso. Na época pré-islâmica o homem repudiava a mulher quando quisesse e ela permanecia sua esposa se retornar a ela, estando ela no período de espera, mesmo que a repudiasse cem vezes ou mais, até que um homem disse à esposa: “Não vou restitui-la, nem me responsabilizo por você, nem vou cuida-la, manteve-a presa, não estando casada com ele, nem conseguia casar com outro. Ela perguntou: “Como é isso?” Ele disse: “Divorcio-me de você, e quando seu período de espera estiver quase para expirar, restituo você.” Por isso, o Alcorão revelou: "O divórcio revogável só poderá ser efetuado duas vezes. Depois, tereis de conservá-las convosco dignamente ou separar-vos delas com benevolência."

O Islam tornou o divórcio admissível em caso de precisão e necessidade da vida conjugal e em circunstâncias em que a vida só é possível com o estabelecimento dele.

A lei islâmica procura encontrar uma solução de princípio para resolver as disputas conjugais de forma a não haver divórcio, Deus, Exaltado Seja, diz: "Se uma mulher notar indiferença ou menosprezo por parte de seu marido, não haverá mal em se reconciliarem amigavelmente, porque a concórdia é o melhor."[156]

Por que o divórcio está na mão do homem? A situação natural e lógica é que o divórcio esteja na mão do homem sem a mulher, por causa de suas obrigações financeiras para com a esposa e a casa. Uma vez que ele é quem paga o dote e assume os gastos com o casamento e a habitação. Portanto, ele tem o direito de encerrar a vida de casado se ele estiver disposto a suportar os prejuízos financeiros e morais decorrentes do divórcio porque ele sabe quais são os perjuízos financeiros, como a perda do dote, despesas do gasto com o enxoval e móveis, indenizar à mulher após o divórcio e os gastos com novo casamento.

Acrescenta-se que o homem, muitas vezes, tem mais capacidade de controlar sua raiva e suas emoções em caso de brigas entre ele e a esposa. O homem muitas vezes não recorre ao divórcio como uma solução final, a menos que desista da continuação da felicidade conjugal com a esposa.

No entanto, a Chari’a islâmica não priva a mulher de ter o direito ao divórcio, se assim for estipulado pelo contrato de casamento e quando o marido aceitar.

Porque a lei islâmica é a lei da natureza, ela está plenamente consciente do fato de que a alma humana e o que guarda de sentimentos e emoções, no entanto, da mesma forma que concedeu o homem o direito de separação da esposa no momento da sua antipatia com odivórcio, concedeu, também, à mulher o mesmo direito, quando seu ódio pelo marido em casos de maltrato que viola a sua convivência através de ofensas ou espancamentos ou se tiver defeito congénito, ou impotência, ou se abstem de ter relaçoes com a esposa ou tiver doença grave após o casamento como doença venérea ou reprodutiva ou outras doenças repulsivas, que podem prejudicar a mulher, ela tem o direito de exigir a dissolução do casamento. Há outras formas de dissolução chamada de “Khul” (anulação), mediante uma compensação paga pela mulher ao marido como o dote, o que foi gasto de custas do casamento, a ser acordado entre eles e esta é a justiça final, porque ela é que deseja quebrar os laços do casamento. Se o marido recusar concordar com o divórcio, ela pode recorrer ao tribunal para conceder-lhe esse direito.


 7. A Falta de Igualdade da Mulher com o Homem no Contrato de Casamento

A escolha de um homem apropriado para a mulher é tarefa árdua e a mais árdua é a escolha do par apropriado para a mulher, porque o homem quando se casa com uma mulher inadequada é capaz de trocá-la com facilidade. Como a mulher, como já dissemos anteriormente, é o lado fraco, todas as sociedades humanas, o Islam se interessou na sua proteção de todos os males e ordenou a tomar cuidados e prudência na escolha do par apropriado, a fim de não ser uma vítima de casamento fracassado e ser a maior afetada. Por isso, o Islam colocou a condição da validade do casamento, a presença do tutor ou do seu representante. O casamento não é valido sem a presença dele. O Profeta (Deus o abençoe e lhe de paz) disse: "Não há casamento sem um tutor e duas testemunhas justas. O casamento sem este elemento é inválido. Se houver desentendimento, o governante é o tutor de quem não tem tutor".[157]

Como a lei condicionou a validade do casamento à presença do tutor, assim também condicionou a sua validade a aceitação do marido pela mulher e sua permissão para seu tutor para a conclusão do contrato de casamento. Se uma mulher é forçada a aceitar um casamento indesejado, ela tem o direito de apresentar seu caso perante um juiz muçulmano para pedir a anulação. Uma mulher com o nome de al-Khansá bint Khadam, que tinha sido anteriormente casada (e estava divorciada ou viúva), foi reclamar diante o Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe dê paz) que seu pai a tinha obrigado a casar com uma pessoa que ela desprezava. Ele desaprovou o casamento e o invalidou.[158]

A causa da condição de tutor para a validade do casamento é a preocupação de defender o interesse da tutelada. Quem afirmar que este ato é incompatível com a liberdade da mulher, em escolher quem ela gosta para ser marido, dizemo-lhe: “O Islam deu à mulher púbere, de plena consciência, quer seja virgem ou não, o direito de escolha e rejeição de quem se apresenta para casar com ela. Ele não pemite ao tutor exercer qualquer pressão, que seja efetiva ou psicológica para aceitar quem ela não deseja como esposo. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse: "Nenhuma mulher anteriormente casada, pode casar ​​sem o seu consentimento e permissão, e o mesmo é válido para a virgem.”

O objetivo da lei quando convoca e incentiva o casamento não é satisfazer um capricho temporário e desejo passageiro, mas tem como objetivo estabelecer uma relação permanente e contínua. Uma vez que a mulher é o outro lado neste relacionamento, a lei exigiu a sua aprovação e seu consentimento.

Mas devido ao fato de que a mulher é emotiva de fácil influência pelas circunstancias impulsivas em suas ações, são enganadas principalmente pelas aparências, a lei estabeleceu ao tutor a rejeição de quem aparece para casar com ela e não é apropriado para ela, porque o homem frequentemente sabe mais sobre o homem, devido à sua união no gênero masculino. Mas se se aprsentar um homem certo e a mulher o aceitar e o tutor o rejeitar, por nenhuma outra razão, além do autoritarismo, sua tutela é rejeitada e entregue ao mais próximo – o mais conveniente – se ela não tiver parentes, seu tutor é o Juiz.

O Islam impede a mulher de se casar com o homem ineficiente e inapropriado para ela e sua família, porque a mulher e sua família serão censuradas, por permitir que ela case com o ineficiente, e serão, devido à isso, humilhadas e envergonhadas. Portanto, o casamento da mulher com um homem rejeitado pelo tutor e pelos parentes terá como resultado a ruptura entre os consanguíneos que Deus ordenou estreitar. A verdadeira dimensão do marido eficiente é o que é indicado pela tradição do Profeta Mohammad (Deus o abençoe e lhe dê paz): "Se se apresentar a vocês, quem vocês aceitam sua boa conduta e religião, concedei-lhe o casamento de suas filhas. Se não fizerem, haverá intriga na terra e ampla corrupção."[159]

Porque o marido com religião e boa conduta, se amar a esposa irá honrá-la e se não amar, não a humilha nem a ofende, e continua temente a Deus por ela.

 8. A Mulher Viajar Sem um Muhrem (marido, pai, tio, irmão, filho)

A mulher no Islã é uma joia protegida e oculta, não se aceita que corra algum risco ou lhe ocorra algum prejuízo, com exceção de quem tem o direito de tocá-la. Ele toma a abordagem cautelosa (é melhor prevenir do que remediar). Por isso, o Islam impede a mulher de viajar sozinha, sem um muhrem como marido ou pai ou tio, ou irmão ou filho ou parente que não pode casar com ela devido à tradição do Profeta Mohammad (Deus o abençoe e lhe dê paz): "Nenhuma mulher deve viajar sem um muhrem e que nenhum homem entre na casa dela a menos que esteja com um muhrem". Um homem disse, 'Ó Mensageiro de Deus: Eu quero acompanhar o exército tal, e minha mulher quer praticar o Hajj’. O Profeta lhe disse: "Vá com ela."[160]

Alguém pode dizer que nesta proibição restringe a liberdade da mulher e prejudica seu direito! Porque isso é o que vem à mente, à primeira vista, mas se conhecemos a doença e sabemos a razão para esta proibição, a incompreensão cessa e fica evidente para nós que o Islam está fazendo isso, para salvar a dignidade das mulheres e protegê-la ... e não desrespeitá-la e restringir sua liberdade. A viagem muitas vezes resulta em uma série de dificuldades e custo, e a mulher inerentemente é fraca em termos físicos por causa de emergências, tal como já dissemos anteriormente, menstruação, gravidez e aleitamento materno - e psicológico também pela facilidade de seguir seu sentimento e impulsos em suas disposições e sua rápida influência sua actuação rápida por influências que a cercam, e isso não é um defeito. O Mensageiro de Deus (Deus o abençoe e lhe de paz) as denominou de ovelhinhas, um eufemismo sobre delicadeza, maciez e a transparência de seus sentimentos. Uma vez o Profeta estava em viagem, e um jovem puxava as montarias delas, chamado de Anjacha. O Profeta (Deus o abençoe e lhe dê paz) disse-lhe: "Devagar com as ovelhinas, ó Anjacha”.[161]

A mulher em viagem tem necessidade de quem a proteja de quem a prescruta dos donos de almas maléficas, que cobiça o seu dinheiro ou a sua honra. Ela, muitas vezes, não pode se defender por sua fraqueza física. Ela, também, tem necessidade daqueles que acreditam em suas exigências e supre suas necessidades a serve, facilitando seu conforto. É exigido do Muhrem da mulher no Islam o trabalho de tudo isso para que não precise da ajuda de um estranho. O muhrem da mulher, de fato, é o servidor que a serve, o guarda que a protege de quem lhe deseja o mal e a prescruta a pior das pessoas. Que abuso da mulher há nisto? É uma honra e dignidade para ela, encontrar quem tem ciúmes dela, protege a sua dignidade,  preserva-a e consagra da futilidade dos abusadores e a atende e garante os seus pedidos e as suas necessidades.


 BATER EM MULHERES É  PROIBIDO NO ISLAM

Por

Ahmed Al Amir    e    Vivian Tsekoura

INTRODUÇÃO:

Todos os louvores são para Allah, o Senhor do Universo, quem enviou Muhammad (que a paz e as bênções de  Allah estejam sobre ele) como um mensageiro das boas notícias e como uma advertencia,  e também para chamar o mundo inteiro para participar das causas de Allah.

Que as Bênções e a paz de Allah estejam sobre ele, sobre sua família e seus companheiros.

Este livro foi escrito como resposta as reivindicações de muitas pessoas enganadas e desviadas por Satanás, já que a questão de bater em mulheres no Islam tem sido discutida em muitas reuniões e existem muitas páginas da web que falam sobre esse fato, sem o conhecimento necessário, e alguns inimigos do Islam inventam mentiras sobre este tópico.

São palavras inventadas que não têm raízes ou ramos, completamente desprovidas de alguma base.

Então, eu gostaria de colocar nas mãos do leitor a generosa atitude do Islam sobre bater em mulheres e das diferenças entre as atitudes das outras religiões, pois o Islam é a única religião que proíbe firmemente este fato.

Então, eu apresento aqui detalhes deste tópico e depois  e le-los podem julgar, tendo adquirido o conhecimento necessário.

Ahmed Al Amir


CLASSIFICAÇÃO DAS AÇÕES COM BASE NA

LEI ISLÂMICA (SHARIA)

Todas as ações humanas são divididas de acordo com a lei islâmica nas seguintes categorias, para esclarecer se uma ação é considerada como permitida ou proibida:

1.        Ações obrigatórias (Fard): são aquelas que a lei islâmica impõe aos homens (seres humanos) sem qualquer dúvida, como a obrigação da oração, jejum ou Zakat (caridade anual obrigatória que os ricos pagam aos pobres). Essas ações são obrigatórias, e quem atende a estas obrigações serão recompensados, enquanto aqueles que as negligenciarem serão punidos.

      2. Ações preferenciais (Mustahabb): são as ações que a lei islamica  encoraja  os crentes a fazê-las, sem ser obrigatórias. Qualquer um  que as fizer será  recompensado, Mas quem não faz, não será considerado um pecador, por isso não receberá nenhuma punição. Uma ação é escovar os dentes com o -Siwaak (um pequeno pedaço de madeira com pêlos, semelhantes a um pincel) antes de rezar.

     3. Ações permissíveis (Mubah): são ações que quem as  praticam  serão  recompensados, os  que  não as  práticam  não serão punidos, como uma caminhada, utilizar  o carro ou avião, ou qualquer outra ação que fazemos  em nossos dias .

    4. Ações repugnantes (Makrooh): são ações que a lei islâmica aconselha as pessoas abster-se, mas não há nenhuma proibição de praticá-las. Assim,  quem abster-se de praticar essas ações serão recompensados​​, mas para quem as práticar  não receberá qualquer castigo. É preferível que se abstenham de tais ações e tudo o que leva a ela, mas para quem as pratica não será conciderado  um pecador. Mas a repetição de tais ações e se acostumar- se a elas,  leva-los para a violação dos limites impostos por Allah e a cometimento de alguns atos que Allah proibiu. A razão pela qual essas ações não são consideradas pecado,embora elas são repugnantes, às vezes é preciso cometê-las. Por exemplo, Allah  odeia o divórcio, mas ele não o proibiu, como misericórdia aos seus servos, ja que as circunstâncias da vida às vezes o requerem.

    5. Ações proibidas (Haram): são ações proibidas pela lei islâmica. Assim qualquer pessoa que fizer estas ações será considerada um pecador e vai ser punida, enquanto aqueles que absterem-se destas ações serão recompensados. Tipos de ações proibidas são o consumo de álcool e o adultério.

Diferenças entre ações permitidas e as proibidas:

Saber o que é admissível e distingui-lo do proibido é a espinha dorsal do Islam e o teste de fé e está ligado a ambas as ações do coração e do corpo. A regra base é que todas as ações são permisíveis, exceto aquelas que são especificadas no Alcorão e na Sunnah do Profeta Muhammad (saw) como proibidas. Os atos admissíveis são algo puro, bom, enquanto os atos proibidos são mal atos,  e obscenidades. E este é o direito de Allah (Deus), Ele é o  Criador, Ele faz o bem e dispõe de todas as coisas aos seus servos, permitindo o que Ele quer aos seus servos e proibindo o que Ele quer. Mas Allah, como misericórdia aos seus servos, tem feito a legalização e a proibição das ações baseadas por razões lógicas, para proveito dos homens. Assim Allah permitiu somente as coisas boas e proibiu apenas as coisas ruins.

Mover uma ação de uma categoria para outra:

1. Mover-se do permitido ao proibido e vice-versa

Uma ação admissível pode ser transferida para a categoria de atos proibidos, se houver algum motivo que faz com que esta ação, em vez de ser agradável e boa para a alma, seja ela  uma ação pobre e baixa que  causa danos a  alma.

Por exemplo, dar um passeio, que é um ato admissível, pode ser proibido se o presidente de um país definir um toque de recolher  por algum tempo para a segurança dos cidadãos.

Um ato proibido pode também tornar-se um ato admissível, se houver alguma  razão que o faz, como evento crucial para a vida de alguém. Por exemplo, tomar álcool é uma ação proibida, mas pode ser admissível se um homem está perdido no deserto, vai morrer de sede e não tem nada mais para beber do que o álcool, em cujo caso beber o  álcool para garantir sua sobrevivência, sem exagerar.

2. Mover de obrigatórias às  proibidas e vice-versa

Uma ação obrigatória pode ser transferida para a categoria proibida, e uma ação proibida  pode ser transferida  a categoria obrigatória. Por exemplo, rezar é uma ação obrigatória, mas é transformada em proibida quando um homem  está rezando em sua casa durante um terremoto, e ele tem que sair para salvar a vida. Por outro lado, atacar a alguém e cortar uma perna é proibido, mas quando um médico tem de cortar a perna de um paciente para salvar sua vida, essa ação torna-se obrigatória e se o médico recusar-se, torna-se um pecador e tem de ser punido.

3. Mover de repugnante  para o preferível e de preferivél ao  proibido

Uma ação repugnante pode ser transferida para a categoria do preferível e algumas vezes ainda na categoria obrigatória. Por exemplo, o divórcio, essencialmente, é um ato repugnante, o qual Allah detesta, mas em alguns casos, não dar o divórcio para mulher  pode conduzir  a cometer atos proibidos que o homem não pode impedir, se não se divorciar da mulher, como quando a mulher é imoral e homem não pode trazê-la para o bom caminho. Neste caso, é aconselhável se divorciar e, consequentemente, a ação repugnante torna-se preferível.

Também pode se tornar uma ação preferível  proibida. Por exemplo, limpar os dentes com o Siwaak é uma acção preferível. Mas pode se tornar repugnante ou mesmo em proibida quando, por exemplo, os dentes de alguém estão muito danificados ou a ponto de cair e esta pessoa sabe que limpar com o Siwaak pode prejudicá-los ainda mais.

Neste caso, limpar os dentes com o Siwaak vai contra o regime islâmico: "não danificar nem causar danos a ninguém, mal a ninguém, nem sequer a si  mesmo."

Conclusão:

Baseado no que temos explicado anteriormente, concluimos que o Islam não é uma religião cega que não vê e não valoriza as circunstâncias dos atos diarios das pessoas, a cegueira situa-se na verdade nos corações dos inimigos do Islam que não têm outro  propósito com suas mentiras inventadas contra o Islam do que apagar  a Luz de Allah com suas bocas, mas Allah mante esta luz  a pesar  dos incrédulos não gostarem deste fato.  Caro leitor,  espero que tenha  entendido que o Islam não é uma religião injusta, mas uma religião de justiça.Um dos nomes de Allah é Al Adl (O Justo) uma vez que a estimativa de que uma ação é permitida ou não permitida no Islam está  baseada na justiça e não em um raciocínio cego, enquanto qualquer tipo de injustiça é proibida no Islam.

O TRATAMENTO DAS ESPOSAS NO SAGRADO ALCORÃO E NA SUNNAH

À luz dos versículos do Alcorão, vemos que Allah, O Todo-Poderoso ordenou um  excelente tratamento para com  as esposas, generosidade e a melhor convivência com elas, mesmo que não  exista amor de coração. Allah, exaltado seja, diz no Alcorão:

Ó crentes, não vos é permitido herdardes as mulheres, contra a vontade delas, nem as atormentardes, com o fim de vos apoderardes de uma parte daquilo com que as tenhais dotado, a menos que elas tenham cometido comprovada obscenidade. E harmonizai-vos com elas, pois se as menosprezardes, podereis estar depreciando seres que Allah dotou de muitas virtudes (Sura das Mulheres:19).

O Profeta (saws) disse: "Um crente não deve odiar (sua esposa) crente; se ele não gosta de algumas de suas características, de outras de suas características vai gostar. "(Muslim).

Deus também esclarece o fato de que a mulher tem direitos sobre seu marido, tais como o homem tem direitos sobre sua esposa. Allah, exaltado seja, diz:

"Os direitos delas sobre seus esposos são iguais aos seus direitos sobre elas, conforme reconhecido." (Sura da Vaca  2:228).

O último desejo do Profeta (saws) antes de morrer foi que os homens cuidassem de suas esposas e nunca as tratassem de forma injusta ou negar a elas os seus direitos. O profeta (saws) disse: " Tratai as vossas esposas da melhor maneira".

O Profeta (saws) também nos ordenou de  comportar-nos  bem com nossas esposas, e sermos  generosos com elas, e deixou  claro que o melhor dos homens é quem trata melhor sua esposa.

O Profeta (saw) disse: "O mais completo em religião é quem tem melhor carater. E o melhor  de vocês é o trata melhor sua esposa." (Tirmidhi).

O Profeta (saws) também disse: "E o melhor de vocês é o que trata  melhor a sua mulher e eu sou o melhor de vocês com minhas  mulheres." (Ibn Majah).

O Profeta (saws) também disse a seus companheiros que suportem os erros de suas mulheres, esclarecendo a natureza das mulheres, tais como Allah as criou.

O Profeta (saws) disse: "Tratem as  mulheres da melhor maneira. Em verdade, a mulher foi criada  de  uma costela e a parte mais curva da costela é a parte superior; Se você tentar endireitá-la, ela vai quebrar e se você deixá-la, vai ficar torcida, assim tratem as mulheres da melhor maneira.(Bukhari).

O Mensageiro de Allah (saws) também disse: "em verdade, a mulher foi criada a partir uma costela. Não tente endireitá-la  (não vai comportar-se exatamente como você quiser). Então, se você a ama, você vai também amar a seus encorvados . E se você tentar endireitá-la (a força), você vai quebrá-la. E isso significa o divórcio" (Mustakhrag Abi'Awana).

N.T. Isso não significa que deve aceitar todos os erros da esposa e sim aconselha-la, ensina-la atravéz do bom tratamento e da maneira do Profeta saws, tendo paciência e misericórdia para com ela.

Os versos do Alcorão e hadith que nos ensinam que o homem deve tratar bem a sua esposa são inúmeros.

O Mensageiro de Allah (saws) bateu uma vez suas mulheres?

O Profeta (saws) é o melhor exemplo entre os homens, que todos os muçulmanos devem seguir, como Allah Todo Toderoso nos ordenou. Allah, exaltado seja, diz no Alcorão:

"Realmente tendes o mensageiro um belo exemplo para quem tem esperança em Allah e no último dia e recorda-se  muito a  Allah." (Sura dos Coligados, 33:21).

Allah, Exaltado seja, também, descreve o nobre caráter do Mensageiro (saws)  dizendo no Alcorão:

"E está feito um caráter magnânimo". (Sura do cálamo, 68:4).

O Profeta (saws) pôs em prática seu nobre caráter, onde os homens aprenderam como tratar a outros homens.

O Profeta (saws) disse: "em verdade, fui enviado apenas para aperfeiçoar e completar as melhores maneiras." (narrado por Malik em Al Muata').

Então, pergunto lemos em algum lugar no Alcorão ou na biografia do profeta (saws) algo que nos diz  que bateu em alguma de suas esposas  ou em qualquer um dos seus filhos?

Até mesmo nas palavras de seus inimigos, encontramos algo  que ceretifica este fato?

Vamos olhar para ' Aisha (RAA), a esposa do Profeta (saws), sobre o que ela disse a respeito do seu esposo, depois de sua morte: "Seu caráter era o Alcorão." (Narrado por Ahmad).

Vamos ver o que disse outra, das mulheres do Profeta saws, Safiya, após sua morte: "Eu nunca vi alguém com melhor caráter do que o Mensageiro de Allah (saws)." (Relatado por At-Tabarani).

E vamos ver o que o servo do Profeta (saws), Malik bin Anas disse: "Eu estava a serviço do Mensageiro de Allah (saws) dez anos. Em nenhum momento ele me disse "Aff". Quando eu fazia algo , nunca me perguntava por que você fez isso? Quando não fazia uma determinada tarefa, ele nunca me perguntou por que você não fez essa tarefa? E o Mensageiro de Deus (saws) teve o melhor carater entre os homens (e tinha as melhores características, tais que ) nunca sentiu uma roupa de seda, ou um pedaço de seda pura, ou outra coisa tão suave quanto palma da mão do Mensageiro de Allah (saws). Nem nunca eu senti o cheiro de nenhum  perfume com melhor cheiro do que o Mensageiro de Allah (saws). "(relatado por Tirmidhi).

Malik também disse: "Eu servi o Profeta (saws) por anos. Ele nunca me insultou, nunca me bateu, nunca me repreendeu e nunca franziu a testa para mim. E ele nunca me repreendeu por algo que ele me havia ordenado  e eu negligenciado. E se alguém da sua família me repreendesse, ele dizia: Deixe ele em paz! Se você fizer isso, ele o fará"(Narrado por Al-Baghawui).

 TESE DO ISLAM SOBRE BATER  EM MULHERES:

ESTA PERMITIDO OU PROIBIDO?

A fonte da lei islâmica, são os versiculos do Sagrado Alcorão e a Sunnah do Profeta (saws) e com base nestes dois vão estabelecer a opinião do Islam sobre bater em mulheres, e com esta luz, querido leitor, você pode decidir em qual categoria de ações, podemos colocar o fato de bater em mulheres. Se é na categoria de ações obrigatórias, preferíveis, admissíveis, repugnantes ou proibidas.

Iyas bin Abdullah disse  que o Mensageiro de Allah (saws) disse: "Não batam nas mulheres".

Mais tarde (um tempo depois  de que  o Profeta (saws)  proibiu de bater-se em  mulheres), Umar Ibn Al Khattab veio ver o profeta (saw) e disse-lhe: "As mulheres agem sobre seus maridos,desobedecendo-os e tratando-os com arrogância e falta de educação. "Então, o Profeta (saws) permitiu a bater (fazendo uma exceção para esses casos).

Depois disso, muitas mulheres vieram para as esposas do Profeta (saws) reclamando sobre seus maridos. E o Profeta (saws) disse: "Muitas mulheres têm vindo as mulheres de Muhammad para queixar-se de seus maridos. Estes homens não são os melhores  de vocês" (Narrado por Abu Dawud, Ibn Majah, Ad-Darmi).

Segundo a análise deste Hadith, podemos concluir o seguinte:

Este hadith inclui três ditos diferentes do Profeta (saws),  pronunciado em três ocasiões diferentes  e não apenas uma vez, em uma única vez:

A primeira vez:

O Profeta (saws) disse: "Não batam nas mulheres" e assim conclui a  primeira ocasião.

Quem já ouviu estas palavras do Profeta (saws) percebe com certeza que do ponto de vista do Islam, sobre bater nas mulheres é um feito e proibido  e quem o faz  é um pecador, por que ele não cumpriu a ordem do Profeta (saws).

Baseando-me nisso, caro leitor, eu volto para você perguntando: Se você estivesse lá, no tempo do Profeta (saws) e ouvisse estas palavras da sua boca, você diria que, de acordo com a lei Islâmica, bater em mulheres é obrigatório, admissível, preferível, repugnante ou proibido?

E o que você acha? Quem o faz, ele vai ser recompensado ou punido? E você diria que o Islam oprime as mulheres e permite o maltrato?

A segunda vez:

Agora, vamos nos mudar para a segunda parte do hadith, em que Umar ibn Al Khattab  veio para o Profeta (saws), o que significa que ele veio em outra ocasião diferente da em que o Profeta (saws) disse que "Não bata nas mulheres". Umar veio queixar-se sobre as mulheres, dizendo: "As de mulheres agem com seus maridos, desobedecendo-os e tratando-os com arrogância e más maneiras". Aqui e somente aqui, como uma exceção, tendo consideração as circunstâncias da vida real, o Profeta (saws) deixou os homens bater em suas esposas, mas apenas nestas circunstâncias. Mas como eles devem bater nelas? Vamos explicar mais tarde.

Pela terceira vez:

Agora, vamos para a terceira parte do hadith, depois disso, muitas mulheres vieram para as mulheres do Profeta (saws) reclamando sobre seus maridos. E o Profeta (saws) disse: "Muitas mulheres tem vindo  para as mulheres de Muhammad para reclamar de seus maridos. Estes homens não são os melhores de vocês". Aqui encontramos o parecer final sobre bater em mulheres no Islam: Isso é, um ato repugnante ou mesmo proibido, se o marido excede os limites fixados pelo Allah, limites que vamos explicar mais a frente.

O que você tem entendido deste Hadith?  O Mensageiro de Deus (saw​​s) pediu para quem queira bater em sua esposa?

Ou incentivou alguém a fazê-lo? Ou reprovou quem queira bater em sua esposa?

Os companheiros do Profeta (saw) estavam ansiosos para receber carinho e o  respeito por isto. E por isso, eles sabiam com certeza que quem bater em sua mulher não receberia carinho do Profeta (saws), mas o oposto. Que não bate em sua esposa e perdoa seus erros é quem recebe o amor do Profeta (saws). E sem dúvida, qualquer ato que o Profeta (saws) odeia passa à categoria do repugnante ou até mesmo na de proibido.

Pode o ato de bater em mulheres ser movido da categoria de repugnante a de proibido?

Temos visto que a base deste tópico no Islam e o primeiro parecer do Islam  sobre bater em mulheres fazem este ato proibido. Então  depois temos  vito que o ato foi transferido à categoria de permitido por algumas razões e no final foi movido à categoria de repugnate.

Mas, quando é transformado em proibido?

É um ato proibido, se for uma agressão injusta, sem qualquer razão, uma vez que qualquer forma de agressão injustificada é proibida no Islam.

Allah, Exaltado Seja, diz em seu livro (advertendo sobre qualquer injustiça):

"... e quem de vocês ser injusto lhe faremos provar um enorme castigo". (Sura, 25:19).

Allah também diz:

"... e os injustos não terão quem os proteja ou quem lhes ajude." (Sura 42:8).

O Mensageiro de Allah (saws) disse: "temam a Allah e abstenham-se da injustiça (e da opressão):

"Em verdade, a injustiça vai transformar em grande trevas no último dia." (relatado por Al - Baihaki).

O Profeta (saws) também disse: "temam as súplicas dos oprimidos, porque não há nenhuma barreira entre elas e Allah." (narrado por Al - Bukhari).

E ele disse: "temam a súplica dos oprimidos, embora ele seja um incrédulo, porque não há nenhuma barreira para ela (entre ela e Allah)". (relatado por Ahmad).

Além disso, o Islãm não só proíbe agredir fisicamente as  mulheres, mas também verbalmente.

Allah, Exaltado Seja , diz no Alcorão:

"Na verdade aqueles que acusam mulheres crentes, recatadas e falta de malícia, serão amaldiçoados nesta vida e na vida futura e terão um enorme castigo" (Sura de luz, 24:23).

Allah, exaltadoseja, também diz:

"E aqueles que molestarem os crentes e as crentes imerecidamente, serão culpados de uma falsa imputação e de um delito flagrante.." (Sura dos Coligados, 33:58).

O Profeta (saws) disse: "o muçulmano é aquele de cuja língua e mão estão a salvo dos homens e o crente é a de quem a vida e a saúde dos homens estão seguros."(narrado por Al-Nasaa'i ').

Isso deve-se levar em conta que este hadith indica que  eles estão a salvo da lingua e das mãos dos muçulmanos e não somente os muçulmanos.

Assim, aquele que afirma que o Islam incentiva a injustiça ou incentiva bater em mulheres,  inventa uma calúnia e uma mentira.

O parecer do Tribunal Islâmico sobre bater mulheres:

Agora, seria melhor passar para a parte prática desta questão, principalmente para ver a opinião do tribunal islâmico sobre bater em mulheres, já que o tribunal  trata este tópico com muita seriedade, dando às mulheres os seus direitos e julgando os homens que cometem tais atos. Aqui está um exemplo:

O jornal "Riad" públicou a seguinte notícia em seu web, em 12 de dezembro de 2012:

O Tribunal de Al Katif, Arábia Saudita, condenou um homem que bateu em sua esposa a receber 30 chicotadas em público, para fazê-lo um exemplo para todos os outros que cometer esse mesmo ato no futuro. O juiz também condenou o homem para participar de um seminário de 10 dias em um Instituto especializado na arte de tratar as mulheres e a família, e que finalmente, passe em  um teste escrito sobre isto, que será anexado ao seu dossiê.

Da mesma forma, todos os tribunais de todos os países islâmicos condenam a qualquer homem que bate na mulher. O engraçado é que algumas mulheres se aproveitam  disto  e chantageam seus maridos ou quando  querem se vingar de alguma coisa causam a si mesmas ferimentos e denunciam seus maridos para as autoridades, mesmo se eles são inocentes.

A conclusão do caso que  temos exposto é que nenhum muçulmano que segue o ensinamentos do Islam pode aceitar alguma  injustiça para com sua esposa e o Islam, que é nossa religião, não nos tem ensinado ou ordenado a fazer essas coisas.

Pelo contrário, o Islam proíbe qualquer forma de injustiça e ordena  perdão, paciência, tolerância e a paga do mal com o bem. E temos que  saber que no Islam não se bate em mulheres, e isso é um ato permitido apenas em casos excepcionais em que não pode ser feito algo de outra forma.

 A SOLUÇÃO ISLÂMICA PARA ESPOSAS

IMORAIS

Um homem perguntou: será que não seria melhor que o homem apenas admoestasse sua esposa em lugar de bater?

Claro que sim!

E na verdade, esta é a opinião de Allah, o Todo-Poderoso, que disse em seu livro:

 "Quanto àquelas de quem constatais rebeldia, admoestai-as (na primeira vez), abandonai os seus leitos (na segunda vez) e castigai-as (na terceira vez); porém, se vos obedecerem, não procureis meios (escusos) contra elas. Sabei que Allah é Excelso, Magnânimo" (Sura das mulheres, 04:34).

O Mensageiro de Allah (saws) também disse o seguinte: "tratai suas esposas da melhor maneira, elas são como prisioneiras em suas mãos; Elas não te devem nada, apenas se elas não são culpadas de indecência pública e em caso afirmativo,  virai as costas para elas na cama e gentilmente bata-lhe, imperceptívelmente, mas se vos obedecerem, não façam a elas mal nenhum. Em verdade, tendes direitos sobre as vossas mulheres e elas têm direitos sobre vocês." (Tirmidhi).

Assim, como já vimos, Allah O Todo-Poderoso, preocupou-se com os assuntos dos seus servos, e resolveu o problema das esposas imorais em três fases:

A primeira fase: admoestação e orientação:

É obrigatório para um homem seguir o caminho da admoestação e usá-lo como guia para resolver os problemas com sua esposa, se  já viu sinais de imoralidade do comportamento, antes de tomar o caminho de virar-lhe as costas na cama (abandoná la sem relações por um período). Esta fase é obrigatória de acordo com muitos estudiosos. De qualquer forma, o homem teria que tentar chegar ao coração da sua esposa com belas palavras, fazendo-a se sentir importante e entender o que ele está advertindo porque ele só quer o bem para a família.

O homem deve fazer todo o possível para advertir sua esposa para corrigir o seu comportamento. E deve se levar em consideração que a admoestação não sai de um coração frio e com más maneiras, mas que a repreensão significa doçura na conversação e comportamento, como por exemplo, trazer um presente para sua esposa para que  ela venha a aceitar suas palavras com o coração aberto e com receptividade.

Também é obrigatório para as mulheres inteligentes, geralmente morais, receber admoestações de seus maridos sobre o futuro de suas casas e filhos. Mas se a mulher é imoral e desobediente, não receptiva a repreensão ou a orientação de  seu marido, então temos que ir para a próxima fase como Allah nos ordenou.

A segunda fase: Vire de costas na cama (abandone – a sem relações)

Como já explicado, se a admoestação  e o guia não funcionam, então é permitido ao marido dar-lhe as costas na cama, se recusando a fazer sexo com ela por um período máximo de três dias, porque se mais de três dias, então significa que está torturar, não a corrigir.

O profeta (saws) disse: "não é lícito para um muçulmano abandonar (parar de falar com) o seu irmão, mais de três noites, e se um deles se torna de um lado e o outro do outro lado quando eles se encontrarem, o melhor dos dois é quem cumprimenta primeiro o outro".

A razão para virar-se de costas para a  mulher na cama é para ela se dar conta que seu marido está realmente infeliz e descontente com seu comportamento.

Esta solução também funciona como uma segunda chance para a mulher, para que ela tenha a oportunidade para pensar durante este tempo. Mas se ela tem pensado sobre isso e decidir abandonar o seu comportamento imoral e voltar às boas maneiras, é obrigatório para o marido a deixar a punição. Mas se ela insiste com sua imoralidade e arrogância, seu marido não achará outra solução e, em seguida, pode usar a solução final.

Terceira fase: Bata suavemente com o Siwaak

Se um homem tem tentado com todas as suas forças corrigir o comportamento de sua esposa com a admoestação, palavras bonitas e presentes e também tentou dar-lhe as costas na cama, mas nada funcionou, então permite que ele bata-lhe delicadamente, usando o Siwak.

Narra A’Taa: Perguntei Ibn Abbas como  é um golpe imperceptível (suave). Ele me respondeu: "Com Siwak ou qualquer coisa assim". Mais tarde, Al-Hasan Al-Basri disse: "Isso é imperceptível".

Por Allah, que dano pode causar um Siwaak, caro leitor?

E pode-se chamar de bater  em sua mulher com um Siwaak "violência doméstica"?

O tamanho de um Siwaak  é de um lápis para que saibais o significado de bater em mulher no Islam...

Caro leitor, se você considerar que bater na mulher com o inofensivo Siwaak é violência doméstica, por favor, dê uma olhada em muitos filmes de Hollywood onde encontramos lutas entre os homens, entre mulheres, entre homens e mulheres, onde as mulheres batem nos homens e os homem nas mulheres, nos quais existem violações e crimes passionais.

Para não falar de filmes de faroeste, onde bater nas mulheres não é considerado violência doméstica, mas que faz parte da cultura.

No Islam dar tapa é proibido. Mas atacam o Islam e falsamente acusando-o de que é incentivar a violência.

Temos que levar em conta que estas três fases não são a solução para os problemas diários entre os cônjuges, mas apenas para o problema de comportamento imoral da mulher eda arrogância.

Por exemplo, se um homem pede a sua esposa que um dia cozinhe arroz e peixe, mas ela se esquece e cozinha arroz e frango, então teria o homem aplicar as três fases? Claro que não! Estas são pequenas coisas, que teriam de ser resolvidas pacificamente.

De qualquer forma estas três fases, até o golpe suave com o Siwaak são melhores do que o divórcio. Se bater é como perder um olho, o divórcio é como cegar, então o homem que tem um olho é melhor que o cego. E na verdade, deixar a mulher com comportamento imoral, sem corrigi-la, leva para a destruição de toda a família e como resultado, a destruição de toda a sociedade.

 O SIGNIFICADO DA PALAVRA "BATER" No ISLAM

Antes das organizações que defendem os direitos humanos no mundo condenarem a violência doméstica, o Islam tinha ultrapassado-os, prometendo aos que cometem  este tipo de violência  castigos nesta vida e na vida futura. Além disso, a proibição deste crime não é só a violência física, mas inclui a violência verbal da mesma maneira.

O Profeta (saws) disse: "O muçulmano é aquele de cuja língua e mão são salvos os homens, e o crente é de quem  a vida e a saúde  dos homens estão a salvo."( Al-Nasaa'i).

O Profeta (saws) também disse: "O verdadeiro crente não é lisonjeiro, nem é quem amaldiçoa os outros, nem imoral, ou que diz palavras vergonhosas. ( Al- Haithami).

Alguém poderia se perguntar: como não condenar o Islam pela violência domestica se está encorajando os homens baterem em suas esposas se elas forem imorais?

Para responder a essa pergunta, teria antes de tudo esclarecer o significado da palavra "bater" na vida cotidiana e o significado que tem esta palavra no Islam. Por exemplo, hoje quando ouvimos a notícia de que um homem bateu em sua esposa, vem em mente uma imagem de um monstro que ataca a sua esposa com um tornado de socos e chutes. Além desta imagem, a imagem vem na mente uma pobre mulher indefesa, com o corpo cheio de hematomas, feridas e fraturas múltiplas. Este é o significado da palavra "bater" em nossos dias, o que significa que temos adquirido esse conceito através de nossa experiência diária, e por causa de muitos exemplos de homens barbaros, que cruelmente batem em suas esposas.

Mas se você disser "eu bati gritando" vai entender que você bate literalmente gritando com socos e chutes? Não.

Pois, o significado da palavra "bater" muda completamente dependendo do contexto, linguisticamente e o sentido que tem em mente que o usa, seu caráter, suas maneiras de acordo com essas imagens que vêm à mente quando a pessoa está usando a palavra "bater".

Isso é porque, no Islam, o significado dessa palavra é completamente diferente da que nós percebemos hoje, uma vez que o significado que percebemos nestes tempos é estritamente proibido no Islam. Portanto, não pode ser que estes dois  significados podem ser tomados em conjunto, uma vez que um contradiz o outro, e se quisermos dar reais opiniões temos que dizer que não existe tal coisa como bater na mulher no Islam. Pelo o contrário, o Islam proibiu, como também proibiu o homem de desonrar  e ofender sua esposa, até falar palavras vergonhosas.

Na verdade, o significado de a palavra "bater" no Islam é "beliscar", que visam atrair a atenção da mulher em relação a seu marido e fazê-la  entender que é que se passa em relação à seus direitos, e que o marido tem o direito de corrigir seu comportamento.

O Islam também estabeleceu várias fases que precedem a fase final, de bater, para que o marido possa  resolver o problema de comportamento imoral de sua esposa  quando as outras fases não dão nenhum resultado.

O Islam tem cercado, o homem tem muitas limitações e se ele viola essas restrições é convertido em um pecador que cruzou os limites impostos por Allah, merecendo castigo, nesta vida e na vida futura. E estas limitações são as seguintes:

1 Tentar gradualmente resolver o problema:

O homem teria de se esforçar para resolver o problema durante a primeira fase e se isto não dá fruto, tem que focar na segunda fase, em dar-lhe  as costas  na cama e se isso também não dá frutos, apenas nesse caso teria que ir para a última fase, a bater muito suavemente.

1.        O "bater" tem que ser com o Siwaak e muito suavemente: O Siwaak é do tamanho de um lápis.

2.        Nunca deve tocar o rosto da mulher e os seus componentes sensíveis:

Se o marido não encontrar qualquer outra solução, pode ir para a última fase,a de bater com o Siwaak, mas mesmo assim, você tem que ter cuidado para não ultrapassar os limites de Allah.

Allah proibiu de bater nas mulheres no rosto, em qualquer caso. Também é proibido bater em suas partes sensíveis e quem faz isso é um pecador. Um homem que se permite bater em sua esposa com o Siwaak, significa que não é permitido para bater-lhe com o objetivo de causar a sua dor ou danos, mesmo com o Siwaak são proibidos de bater em seu resto e suas partes sensíveis.

3.        Não dizer más palavras, ou ofender, nem desonrar sua esposa:

O Profeta (saws) disse: "O verdadeiro crente não é adulador, nem quem amaldiçoa os outros, nem é imoral ou que diz palavras vergonhosas." (Al - Haithami).

E como temos visto em muitas ocasiões, o objetivo destas três fases (admoestação, ignora-la em sua cama e bater com o Siwaak) é de corrigir o comportamento das mulheres e não de ofendê-las. E ofender não está correto, pelo contrário, pode aumentar o problema ao invés de resolvê-lo.

4.         Você não deve aplicar a última fase na presença de crianças, ou de outras pessoas:

Não está permitido ao homem bater na sua mulher ou ofendê-la na frente de outras pessoas, especialmente na frente das crianças, porque esta questão diz respeito apenas os dois, marido e esposa, mais ninguém. Se isso ocorre na frente das crianças, primeiro ofende a mulhere e segundo destrói com a educação das crianças. Que tipo de educação um homem  dá os seus filhos enquanto ao mesmo tempo  bate em sua mãe na frente deles?

5.        Não deixar marcas no corpo:

O marido é considerado um pecador se ultrapassa os limites de Allah e bater em sua esposa deixando marcas no corpo, ou causar hemorragia ou quebrar um osso. E quem faz isso é considerado um bárbaro, um homem violento, que não quer corrigir o comportamento de sua esposa, mas vingar-se dela deixando suas marcas no corpo. Os homens têm, portanto, de  serem condenados e punidos legalmente por seus crimes.

 O TEMA DE BATER EM MULHERES EM OUTRAS RELIGIÕES

O feito de bater em mulheres não é restrito a um lugar ou um tempo específico. Por esta razão que não se limita a uma sociedade ou era  específica, mas existe em todas as sociedades e épocas sem nenhuma exceção.

E quaquer um que queira estudar a posição das mulheres nas sociedades antigas, há muitos livros que se relacionam com esta questão, como por exemplo livros sobre as mulheres na Roma antiga, na antiga Grécia, no Império Chinês ou a Índia.

Mas como tratam o judaísmo e o cristianismo, o fenômeno de bater em mulheres?

Por exemplo, Jesus Cristo nunca falou sobre a proibição de bater em mulheres?

Há textos na Bíblia, no velho ou novo testamento, que proíbe este ato ou refere-se a ele como repugnate, pelo menos?

Os estudos especializados, parece que não há nenhuma referência sobre este assunto.

Em fim, um homem  judeu ou cristão é pecador se bate na mulher, em conformidade com a sua religião?

E qual é a punição de acordo com os versículos da Bíblia?

É claro que ele não está pecando, já que não há versiculos, que o proíbem no Antigo ou Novo Testamento, esta ação.

Além disso, o marido não é condenado sobre a lei estadual ou punido, exceto se  há sinais de violência no corpo de sua esposa, como ferimentos ou fraturas... Mas nos casos em que não há sinais de violência em seu corpo, como poderia ela provar que ele está recebendo maus tratos e  abuso?

Em outras palavras, bater suavemente e imperceptívelmente, não é condenado, nem pela religião, nem pela lei estadual judaica ou cristã.

Também vamos dar uma olhada no budismo e outras religiões do Extremo Oriente.

Lá alguma referência em seus textos sagrados em que proíbe a violência contra as mulheres?

Claro, não há nenhum texto sagrado, em qualquer religião, que proíbe bater em mulheres, exceto no Islam! Mesmo depois de se mudar o ato de bater nas mulheres da categoria proibida para a repugnante, o Islam é a única religião que proclama claramente este ato repugnante! Mas todas as outras religiões não fazem nenhuma referência sobre este assunto, ou se é repugnante, ou se é proibido.

Além disso, não há nenhuma religião que define limites para os homens, e neste caso o limite de bater em suas esposas, exceto o Islam. Em outras palavras, se um judeu ou um cristão, perder o controle em algum ponto e bater em sua esposa, quais são os limites que não pode ultrapassar? No Judaísmo, no Cristianismo ou budismo já impuseram limites para os homens que perdem o autocontrole e batem em suas esposas, como não estragar  seus corpos, não atingi-las no rosto, etc.? Claro que não!

Aqueles que vêem a realidade de nossa vida diária vão encontrar uma enorme percentagem de judeus, cristãos e budistas que batem em suas esposas.

Dê uma olhada, caro leitor, na grande quantidade de queixas em delegacias de polícia e ministério público, ou nos tribunais da Europa ou América e você vai perceber o número astronômico de homens que cometem violência doméstica com suas esposas e filhos.

Inclusive na sociedade árabe pré-islâmica, homens costumavam espancar suas  mulheres com chicotes, tratando-as como escravas e isso era algo muito comum,  não proibido ou ilegal.

Mas quando o Profeta Muhammad (saws) veio, ele condenou o assunto com grande austeridade.

O Profeta (saws) disse: "Alguns de vós batem em suas mulheres como escravas, mas no final do dia querem ter sexo com elas".

Neste hadith, o Profeta (saws) condena e adverte o homem que bate na mulher de manhã e, à noite, ele quer ter relações com ela. Em outras palavras, como você pode ser rude e duro com a sua mulher de manhã e depois esperar ter ternura e companhia pela à noite?

 TEXTOS DA BÍBLIA SOBRE A POSIÇÃO DA MULHER

Alguns cristãos constantemente proclamam que Jesus foi o primeiro defensor dos direitos das mulheres e que dava-lhes direitos que nenhuma outra religião deu-lhes nunca, e que a Bíblia trata imparcialmente as mulheres e aumenta seu status.

Mas, estas palavras correspondem à realidade?

Todos sabemos que a Bíblia proíbe as mulheres a entrar no santuário sagrado da igreja, onde se encontra o Altar, tanto se a mulher tem filhos, ou é uma virgem, ou é uma mulher idosa. Isso é, não se trata de idade, e sim do gênero.

E a Bíblia, tanto no novo ou no antigo testamento, não tem nenhuma referência na qual as mulheres podem entrar no santuário. A ordenação também é proibida para as mulheres.

As mulheres também são proibidas de falar dentro da igreja, e de ensinar alguém dentro desta. Elas não têm direito a receber ofício eclesiástico, mas podem receber o cargo de diácono, que é um assistente, e não é uma sacerdotisa.

A Bíblia nos apresenta todos os tipos de ofício eclesiásticos que são atribuídos apenas aos homens, como o sacerdócio dos primeiros patriarcas, tais como, Noé, Abraão, Isaac e Jacó, ou o sacerdócio de Araão, o sacerdócio de Melquisedeque ou o sacerdócio do Apóstolos e Bispos  e seus sucessores. Todos estes são destinados a homens e se alguma mulher  recebeu um ofício eclesiástico, esta foi a Virgem Maria (a paz esteja com ela).

Mas conforme  os ensinamentos cristãos, a mulher é privada de tudo isto.

Vejamos alguns textos bíblicos que falam sobre o statuto das mulheres:

    1. A mulher é punida pelo pecado de seu marido:

"O profeta, e sacerdote, do povo,  disse: Veio a mim A Profecia do Senhor; Vou mesmo punir  aquele homem e a sua casa (esposa ou filhos). "(Jeremias 23:34)

    2. Queimar a adúltera:

"E a filha do sacerdote, se começar a cometer fornicação, seu pai será contaminado e ela queimada será no fogo." (Levítico, 21:9)

    3. Corte a mão da mulher por razões irracionais:

Se dois homens estiverem a lutar um contra o outro e se a mulher de um deles, para intervir a favor do seu marido, agarrar nos testículos do outro, a sua mão deverá ser cortada, sem piedade! "(Deuteronômio 25:11-12)

4.        A divorciada, viúva e adúlteras são o mesmo:

"E ele tomará por esposa uma mulher na sua virgindade. Viúva, ou repudiada, ou desonrada, ou prostituta, destas não tomará; mas virgem do seu povo tomará por mulher" (Levítico, 21:13-14)

5. A total submissão da mulher ao marido

"Mulheres, sujeitem-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido como o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador. Assim como a igreja está sujeita a Cristo, também as mulheres estejam em tudo sujeitas a seus maridos. Em tudo". (Efésios, 05:22-24)

6.        O silêncio das mulheres na igreja:

"Permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a Lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso uma mulher falar na igreja" (I Coríntios 14:34-35).

7.        A mulher é a causa de tentação:

"A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo tola, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecer com modéstia na fé, no amor e na santificação". (TIMÓTEO  02:11-15)

8.        O homem instrui as mulheres:

"Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra;Considerando a vossa vida casta, em temor. O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de jóias de ouro, na compostura dos vestidos; mas a mulher encoberta no coração; no incorruptível traje de um espírito manso e quieto, que é preciosa diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus, e estavam sujeitas aos seus próprios maridos.

Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor, da qual vós sois filhas, fazendo o bem, e não temendo nenhum espanto". (1 Pedro 3:1-6)

"E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará". (Gênesis, 03:16).

9.        A morte de adúltera:

"Quando alguns levam a mulher, depois de ter penetrado-a e vem e diz que tem prova de que esta não está imaculada, e anuncia sobre sua má reputação e dize: Esta tomei por mulher e não a achei virgem; Em seguida, o pai da garota e a mãe dela vão até o leito e vão verificar o sinais da virgindade da donzela  e apresentar aos anciãos da cidade, à porta. E o pai da moça dirá aos anciãos: Eu dei minha filha por mulher a este homem, porém ele a despreza;  E eis que lhe imputou coisas escandalosas, dizendo: Não achei virgem a tua filha; porém eis aqui os sinais da virgindade de minha filha. E estenderão a roupa diante dos anciãos da cidade.

Então os anciãos da mesma cidade tomarão aquele homem, e o castigarão.

E o multarão em cem siclos de prata, e os darão ao pai da moça; porquanto divulgou má fama sobre uma virgem de Israel. E lhe será por mulher, em todos os seus dias porém não a poderá despedir.

Porém se isto for verdadeiro, isto é, que a virgindade não se achou na moça, Então levarão a moça à porta da casa de seu pai, e os homens da sua cidade a apedrejarão, até que morra; pois fez loucura em Israel, prostituindo-se na casa de seu pai; assim tirarás o mal do meio de ti." (Deuteronômio, 22:13-21)

"Quando um homem for achado deitado com mulher que tenha marido, então ambos morrerão, o homem que se deitou com a mulher, e a mulher; assim tirarás o mal de Israel" (Deuteronômio, 22:22).

"Quando houver moça virgem, desposada, e um homem a achar na cidade, e se deitar com ela a força,então trareis ambos à porta daquela cidade, e os apedrejareis, até que morram; a moça, porquanto não gritou na cidade, e o homem, porquanto humilhou a mulher do seu próximo; assim tirarás o mal do meio de ti". (Deuteronômio, 22:23-24)

10. As mulheres são inferiores aos homens:

"Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo. Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada.

Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio dos homens, por causa dos anjos"  (I Coríntios, 11:3-10).

11. "Didascalia Apostolorum" (decisão do conselho superior cristão) sobre as mulheres:

"Didascalia Apostolorum", capítulo 3, com o título: "Mulheres teriam de ser submetidas a seus maridos":

Uma mulher teria de ser sujeita a seu marido, porque ele é a cabeça da mulher, é o marido dela... Por isso a mulher deve temer seu marido!

E a temência perante ele (o marido) é obrigatória. Somente devem temer a ele, depois de Deus.

E como já dissemos, é obrigatorio à mulher, oferecer conforto com seu serviço, para que seu marido lhe respeite e esteja satisfeito ela.

Se você quer ser uma boa crente e quer que Deus esteja satisfeito com você, não coloque enfeites para satisfazer pessoas de fora e não coloque vestidos transparentes e insinuantes, porque isso leva ao adultério e assim você não será chamada pela seguinte expressão: ‘’Esse tipo de mulher.’’

Se você não está usando-os para cometer adultério, vai ser condenada mesmo assim apenas pelos ornamentos, porque com eles está forçando a quem vê você a te seguir e cometer luxúria por sua culpa.

Porque não ser conservadora, de modo que ninguém cai em pecado por sua causa?’’

Porque não ser conservadora para que ninguém caia em dúvida ou tentação por culpa sua?

E se estas a pecar com isto (adornos, perfumes e roupas estravagantes), você também vai cair no final, porque você vai ser a razão para a destruição da alma de um homem (ou mais de um).

Se você conduzir alguém ao pecado, vai ser culpada do mesmo pecado. E também existem muitos pontos de vista iguais a este, que estão escritos na Bíblia Sagrada, por exemplo: "Vindo o ímpio, vem também o desprezo, a ignomínia  e a vergonha.. " (Provérbios,18:3).

Qualquer uma de vocês que esteja fazendo isso vai ser destruída pelo pecado e estará a seguir o caminho das almas dos ignorantes e maldosos.

Saibam o que diz a Bíblia Sagrada sobre as mulheres desviarem os homens:

"A mulher má é mais odiosa que a morte, e mais odiosa que é a armadilha dos ignorantes'';

''Assim como o cupim que come a madeira é também uma mulher débil, ela destrói o seu marido.''

''É melhor viver ao relento so que numa casa com uma mulher dada falar muito, dada a contendas e lasciva. ''

Não sejas, ó mulher crente, como essas mulheres, se você quer ser das crentes!

Cuide de seu marido, a fim de agradar somente a ele. E quando estiver na rua, cubra a cabeça com seu véu, porque se estas coberta com respeito você estará segura dos olhares malignos. 

Não te adornes o rosto que Deus te deu, porque não lhe falta nenhum ornamento. Porque tudo que Deus criou é muito bom e não falta nada em ornamento. E além do mais a beleza maior é a graça do Criador. 

Anda com os olhos olhando para o chão e cubra todo o seu corpo.

Apartai-vos de qualquer contato ou conversa juntamente com os homens, porque muitas são as ciladas do maligno.

E quando cobrires o rosto faz isso por medo de olhos de estranhos... E se você é uma verdadeira crente, fuja de qualquer tipo de curiosidade e olhares...

"Viver no deserto é melhor do que viver com uma mulher com a língua comprida."

 BATER NAS MULHERES NAS SOCIEDADES CRISTÃS OCIDENTAIS

Muitos fanáticos tentaram produzir alguns equívocos sobre o Islam, sem evidência.

Um deles é o assunto de bater  na mulher.

Tentam fazer isso usando a tesoura mágica com a qual eles estão a cortar pedaços de versos do Alcorão e dos ditos do Profeta s.a.w.s., retirando do contexto tudo o que o texto original contêm e todas as palavras que precedem e seguem a palavra "Bater", deixando apenas a palavra "Bater".

Ou seja, eles cortam as palavras que podem explicar  estes mal-entendidos e deixam só as que podem ser controladas, tentando com seus truques sujos levantar falsas acusações sobre o Islam, embora não seja a verdadeira realidade do assunto.

Então, não apresentam o assunto em sua forma completa, mas fragmentado, a fim de criar confusão entre as pessoas. Também eles proclamam que tratam suas esposas da melhor maneira, mas na verdade estão fazendo vista grossa, ignorando o seguinte:

1.        A maioria daqueles que proclamam que tratam suas esposas da melhor maneira, mostram que eles estão a mentir e fingir.

2.        O islamismo é a religião única, que menciona a relação de afeto e respeito entre os dois conjuges, e também advertiu o homem para não ferir sua esposa, nem física nem verbalmente.

Allah, exaltado, diz no Alcorão:

"E entre Seus sinais está o de haver-vos criado companheiras da vossa mesma espécie para que com elas convivais; e vos vinculou pelo amor e pela piedade. Por certo que nisto há sinais para os sensatos." (Alcorão 30:21).

3.        O islamismo é a única religião que condena  insultar a mulher, ou tratá-la com arrogância por causa do pensamento de que ela é inferior,  há 1400 anos isso é considerado pecado no Islam.

4.        O Islam encoraja o melhor comportamento em relação às mulheres, em todos os versículos do Alcorão e em todos os ditos do Profeta (saws) que se referem à relação entre os cônjuges, e incentivam-os para que eles tenham o melhor desempenho um para com o outro.

Allah, exaltado, diz:

"Os direitos delas sobre seus maridos são os mesmos direitos deles sobre elas, de acordo com o reconhecido." (A vaca sura, 2:228).

5.        O Islam tem recompensas pelo bom comportamento entre as pessoas, especialmente entre os cônjuges. O Profeta (saws) disse: "Qualquer despesa que fazem à procura de complacência de Allah, será recompensada, por esta razão, mesmo o bocado de alimento que você põe na boca de sua esposa”. (narrado por Bukhari).

6.         O Islam se tornou o assunto de bater nas mulheres uma exceção e não uma regra, que pode se fazer estritamente sob certas circunstâncias, em casos muito especiais e apenas como uma solução final, para evitar futuras calamidades. Isso é porque as mulheres não são do mesmo tipo em todos os períodos, empresas ou famílias. E o que se encaixa em uma sociedade pode não caber em outra. Pelo contrário, pode danificar ao invés de ajudar. E o comportamento que pode ir bem com uma mulher de certa sociedade, pode não fazer bem para outra mulher de uma sociedade diferente, não importa o quanto tentamos fazer o bem.

7.        O fenómeno da violência doméstica é generalizado nos países mais civilizados do nosso século.

Quantos ocidentais agridem suas esposas na frente de outras pessoas, em aeroportos, bares, restaurantes ou até mesmo na rua? E isso não é um segredo, uma vez que podemos encontrar um monte de notícias nos meios de comunicação. Além disso quantas mulheres ocidentais da América, Canadá, Europa, ou colocá-Austrália postam reclamações e denúncias contras seus maridos pela razão de que foram vítimas de violência doméstica?

Essas alegações não têm nenhuma validade e nenhuma evidência válida, como nós mencionamos antes, em outro capítulo, tais como fraturas, hematomas, hemorragias, etc. E se alguém olhar para as estatísticas, pode confirmar este fato.

 A AMPLITUDE DO FENÓMENO DE BATER MULHERES NAS SOCIEDADES OCIDENTAIS

Vamos enumerar os seguintes comentários para esclarecer a amplitude do fenómeno da violência doméstica no Ocidente:

1.        A existência de numerosos órgaos governamentais e não-governamentais para incentivar a chamada direta às autoridades competentes, se há sinais de violência na casa de um vizinho.

2.        As seguintes perguntas aos cidadãos ocidentais:

• Você já bateu em sua esposa em alguma situação?

• Já ouviu falar de ou já viu seu pai bater a sua mãe?

• Você já ouviu falar sobre um parente seu que agrediu a esposa ?

• Já ouvi alguma vez seu vizinho bater na esposa?

O objetivo dessas perguntas é apenas provar a existência do fenômeno da violência familiar nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Austrália, etc.

Conclusão Final:

Finalmente, acho que está claro para todos, que o Islam  homenageia a mulher,  e cuida de todas as coisas que pode danificar a sua dignidade e adverte seriamente sobre bater.

O Profeta (saws) disse: "Ó, Deus, eu sou testemunha e declaro invioláveis os direitos dos dois: órfão e da mulher." (narrado por Nasaa'i).

Epílogo

O Islam é a mensagem eterna de Deus Que enviou para todos os seres humanos, por intermédio das palavras de Mohammad (Deus o abençoe e lhe dê paz). Esta Mensagem Divina foi anunciada desde a primeira revelação, dando preferência ao ser humano sobre as outras criaturas criadas por Deus; Deus, Exaltado Seja, disse: "Enobrecemos os filhos de Adão e os conduzimos pela terra e pelo mar; agraciamo-los com todo o bem, e os preferimos enormemente sobre a maior parte de tudo quanto criamos.”[162]

Após a definição, Deus Todo-Poderoso de valor humano e que é preferível a muitas das criaturas de Deus anunciou um outro princípio, ou seja, o princípio da igualdade entre todos os seres humanos está na origem da criação, Allah disse: "Ó humanos, temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser."[163]

É este sentido que o ser humano é igual ao seu semelhante em valores humanos. A todos são dadas as oportunidades de expressão e de opinião e benefício naquilo que Deus depositou no universo de dádivas. Se houver distinção e diferenciação entre eles, não é em função de uma diferença de descendência, de cor ou de raça. Apesar das diferenças em seus padrões de vida não se baseia na diferença em suas essências humanitárias, a honra perante Deus com base no sexo e não na diferença de cor ou raça, todos perante Deus são iguais, o macho e a fêmea, o rico e o pobre, o digno e o desprezível. A distinção e a variação entre eles acontece por atrás de sua proximidade e distanciamento da aplicação da lei de Deus, da permanência no caminho certo de Deus. Ele, Exaltado Seja, disse, dirigindo-se ao povo e mostrando-lhes este grande princípio: "Ó humanos, em verdade, Nós vos criamos de macho e fêmea e vos dividimos em povos e tribos, para reconhecerdes uns aos outros. Sabei que o mais honrado, dentre vós, ante Allah, é o mais temente."[164]

Os ensinamentos do Islam colocam o ser humano junto com outro irmão em uma posição igual na origem e valor humano, e tornou a mulher igual ao homem em tudo, exceto no que chamou da necessidade óbvia de exceções. Deus, Exaltado Seja, diz: "Os crentes e as crentes são protetores uns dos outros."[165]

E diz: "Seu Senhor os atendeu, dizendo: Jamais desmerecerei a obra de qualquer um de vós, seja homem ou mulher."[166]

Talvez seja apropriado citarmos brevemente algumas reflexões:

• Podemos dizer que temos certeza e está correto que a mulher só goza dos direitos naturais e da liberdade completa sob o Islam, porque é uma religião celeste estabelecida pelo Criador dos seres humanos, masculinos e femininos, Que conhece o que lhes é benéfico neste mundo e no Outro.

• Não devemos julgar o Islam por julgar as práticas de alguns muçulmanos. Muitos dos que pertencem ao Islam não fazem parte dele, porque o Islam não é só fazer uma breve oração, mas sim um dogma e ação. Por exemplo, encontramos muçulmanos mentindo e enganando, cometendo alguns maus atos. Isso não significa que o Islam ordena ou aprova isso! O Islam é um grande círculo de muçulmanos. Alguns aplicam todos os seus ensinamentos ao ponto de atingir quase a perfeição. Outros negligenciam ao ponto de cometer algumas irregularidades que merecem punição, seja nesta vida ou na vida após a morte, mas não saem do círculo do Islam. É o chamado de muçulmano desobediente ou pecador.

• Convidamos a todas as pessoas não muçulmanas que tenham a independência de julgamento, sem imitar o pensamento e as orientações de outros. Que leiam sobre o Islam nos livros fiáveis ​​para conhecer, por intermédio deles o Islam e seu regime, que é a religião de Deus. Quem ler sobre ele com imparcialidade das emoções religiosas, seu fanatismo partidário, desejando chegar à verdade, estamos certos, se Deus quiser, que Ele, Glorificado e Exaltado Seja, irá iluminar a sua visão e orientá-lo para a senda reta, para aqueles que Deus queira o seu bem.

A escritora L.Veccia Vaglieri[167] em seu livro: “Em Defesa do Islam”, embora não seja muçulmana: “A fim de evitar a tentação de má conduta e de um impulso aos seus resultados, a mulher muçulmana tem de adotar o véu e cobrir todo o corpo com exceção das partes que a sua liberdade absoluta necessita, como os olhos e os pés.  Isso não é causado por falta de respeito pelas mulheres ou a fim de suprimir a sua vontade, mas para protegê-las contra os desejos dos homens. Esta base secular de isolar as mulheres dos homens e da vida moral que originaram dela, fizeram o comércio da prostituição totalmente desconhecido nos países do Oriente Próximo, a não ser onde há influência ou autoridade estrangeira. Se ninguém pode negar o valor desses ganhos, devemos concluir que o véu foi geralmente uma fonte de inestimável benefício para a comunidade muçulmana.

E a nossa prece final: Louvado seja Deus, o Senhor do Universo



[1] Alcorão Sagrado, Surata 49:13.

[2] Alcorão Sagrado, Surata 4:19.

[3] Alcorão Sagrado, Surata 30:21.

[4] Onde estão os seus pedidos aos direitos de quem são assassinados, expulsos de suas casas, usurpados seus bens. Onde estão os seus pedidos de mais simples direitos dos famintos e enfermos em alguns países pobres. Nós só pedimos a eles que não se tornem impedimentos perante as instituições islâmicas para cumprirem o que Deus os ordena de ajudar e oferecer a assistência sem a exigência de qualquer pagamento além de recebê-lo de Deus.

[5] Revista Al Mustacbal Al Isslámi, nº 146 – 6 de 1426 H. The Debuchery of American Womanhoot Bikini Vs. Burka.

[6] Sahih Al Bukhari, v. 2, pág. 882, tradição 2361.

[7] Alcorão Sagrado, Surata 51:49.

[8] Do Livro: “Al Cadhá wal Cadar” (A Predestinação), do Cheikh Mohammad Mitwalli Ach-Cha’ráwi, págs. 130-132.

[9] Dr. Gustave Lebon, pág. 488.

[10] Alcorão Sagrado, Surata 16:59.

[11] Alcorão Sagrado, Surata  17:31.

[12] Alcorão Sagrado, Surata 6:139.

[13] Escrituras sagradas nas religiões anteriores, dr Áli Abdul Wáhid Wáfi p. 168

[14] O Que o Mundo Perdeu com a Queda dos Muçulmanos. Nadawi, citando: A história de Maha Bharat (A Grande Divina Comédia Indiana).

[15] A História da Civilização de W. Durant V. 3 págs.  178, 180, 181.

[16] Dr. Gustave Lebon, “A Civilização Árabe” - A influência do Islam nas Condições das Mulheres no Oriente p. 406.

[17] O Que o Mundo Perdeu com a Queda dos Muçulmanos. Nadawi, citando R.C.Dutt, pág. 331.

[18] W. Durant, A Mulher na China, V. 1

[19] Ídem v. 4

[20] Dr. Gustave Lebon, “A Civilização Árabe” p 406.:

[21] Wil Durant, “A História da Civilização”, v. 1 pág. 119.

[22] W. Durant,” A História da Civilização” V. 09, pag. 118, 119, 120:

[23] “A Religião Comparada”. Dr. Ahmad Chalabi p. 188, “A Civilização Árabe” p. 408 Dr. G. Lebon 406

[24] Gustave Lebon, “A Civilização Árabe” p 406.

[25] Gustave Lebon, “A Civilização Árabe” p 408.

[26] “Á Religião Comparada”. Dr. Ahmad Chalabi , p. 186,

[27] W. Durant “A História da Civilização”, V. 7, pág. 117-118. 

[28] Gustave Lebon, “A Civilização Árabe” pag. 406.

[29] Dr. Hussein al-Sheikh, “Estudos da História da Civilização dos Gregos e Romanos”, p 149

[30] Gênesis 3/1

[31] “Eclesiastes”, 7:25-26.

[32] W. Durant V. 2, pág. 374.

[33] Deuteronômio 25:5.

[34] do total de leis e costumes judaicos por: Rabbi Solomon Jazfried p 22.

[35] Religião Comparada, Feminiso, dr. Ahmed Chalabi, pág. 187.

[36] Novo Testamento capítulo 11 da Epístola aos Coríntios primeiro parágrafo 3-7-9 p 28 036 Bible New

[37] Novo Testamento Capítulo 5 da carta de Paulo aos Efésios n.º 22.

[38] Alcorão Sagrado, Surata 36:97.

[39] Alcorão Sagrado, 4:1.

[40] Sunan de Abu Daoud, v. 1, pág. 61, tradição nº 236.

[41] Alcorão Sagrado, 24:4.

[42] Alcorão Sagrado, 4:7.

[43] Alcorão Sagrado, 4:19.

[44] Sahih Musslim, v. 2, pág. 1108, hadice nº 1479.

[45] Alcorão Sagrado, 2:267.

[46] Alcorão Sagrado, 33:35.

[47] Sahih Ibn Hibban, v. 9, pág. 483, tradição nº 4176

[48] Sunan Ibn Mája, v. 1, pág. 81, tradição nº 224

[49] Sunan Ibn Daoud, v. 4, pág. 338, tradição nº 5147

[50] Alcorão Sagrado, 9:71.

[51] Alcorão Sagrado, 9:6.

[52] Sahih Al Bukhari, v. 3, pág. 1160, hadice nº 3008.

[53] Sahih Al Bukhari, v. 1, pág. 141, hadice nº 350.

[54] Sunan Tirmizi, v. 4, pág. 141, tradição nº 1579

[55] Alcorão Sagrado, 17:31.

[56] Alcorão Sagrado, 65:6.

[57] Alcorão Sagrado, 2:233.

[58] Sahih Ibn Hibban, V. 10, pág. 51 No. do hadice: 4240.

[59] Bukhari, V. 1, pág. 304 , hadice no. 853.

[60] Sunan Abu Daud, V. 02, pág. 283 hdice nº 2276.

[61] Bukhari, v. 5, pág. 2235, hadice nº. 5651.

[62] Sunan Ibn Mája, V. 01 pág. 81, hadice nº 224.

[63] Bukhari V. 5, pág. 1955, Hadice nº. 4795.

[64] Alcorão Sagrado, 16:90.

[65] Bukhari V. 5, pág. 1974, Hadice nº. 4843.

[66] Sahih Al Bukhari

[67] Sahih Ibn Hibban, v.2, pág. 189, Hadice nº. 446

[68] Sahih Musslim, v.4, pág. 2027, Hadice nº. 2630

[69] Sahih Musslim, v.3, pág. 1242, Hadice nº. 1623.

[70] Compilado pelo Bazzar, em Cachf Al Astar, nº 1893, e pelo Haiçami, Majma’ Al Zawáid, v. 8, pág. 156 como tradição inconsistente.

[71] Alcorão Sagrado, 4:10

[72] Bukhari e Musslim, v. 1, pág. 131, hadice 156.

[73] Alcorão Sagrado, 93:9.

[74] Sahih Bukhari, v. 5, pág. 2032, hadice 4998.

[75] At-Tabaráni Sahih Al Jámi’

[76] Sahih Bukhari, v. 2, pág. 870, hadice 2334.

[77] Isto se refere ao maravilhoso mistério do sexo. As crianças nascem da união dos sexos. E é sempre o sexo feminino que dá à luz os rebentos, quer sejam meninas ou meninos. E também o pai é tão necessário quanto a mãe, para o nascimento das filhas ou dos filhos.

[78] Alcorão Sagrado, 30:21.

[79] Alcorão Sagrado, 4:20.

[80] Sahih Ibn Hibban, v. 10, pág. 7, hadice nº 4207

[81] Sahih Musslim, v. 2, pág. 8867, hadice nº 1218

[82] Alcorão Sagrado, 65:7.

[83] Sahih Bukhari, v. 6, pág. 2052, hadice nº 5049.

[84] Sunan Al Baihaqui Al Cubra, v. 7, pág. 469, hadice nº 15485.

[85] Sahih Bukhari, v. 2, pág. 694, hadice nº 1867.

[86] Alcorão Sagrado, 2:222.

[87] Musnaf Abdel Razak, v. 7, pág. 1524, hadice nº 12594.

[88] Sahih Musslim, v. 2, pág. 1060, hadice nº 1437.

[89] Alcorão Sagrado, 4:19.

[90] Alcorão Sagrado, 2:229.

[91] Sahih Bukhari, v. 3, pág. 1212, hadice nº 3153.

[92] Sahih Musslim, v. 2, pág. 10912, hadice nº 1469.

[93] Sahih Ibn Hibban, v. 9, pág. 483, hadice nº 4176.

[94] Sahih Ibn Hibban, v. 10, pág. 545, hadice nº 4691.

[95] At-Tabari.

[96] Alcorão Sagrado, 2:188.

[97] Alcorão Sagrado, 42:38.

[98] Sahih Bukhari, v. 1, pág. 239, hadice nº 644.

[99] Sahih Al Bukhari, v. 5, pág. 2008, tradição 4946.

[100] Sunan Abu Daoud, v.2, pág. 244, hadice nº 2142.

[101] Sahih Al-Bukhari.

[102] Al Mustadrak dos Sahihain, v. 1, pág.. 144, hadice 244.

[103] Sahih Musslim, v. 4, pág. 2114, tradição 2761.

[104] Alcorão Sagrado, 17:23.

[105] Al Mustadrak dos Sahihain, v. 4, pág.. 167, hadice 7248.

[106] Sahih Al Bukhari, v. 5, pág. 2227, tradição 5626.

[107] Alcorão Sagrado, 31:14.

[108] Sahih Al Bukhari, v. 5, pág. 2229, tradição 5630.

[109] Alcorão Sagrado, 31:15.

[110] Sahih Ibn Hibban, v. 2, pág. 172, tradição 429.

[111] Sahih Musslim.

[112] Tirmizi e Ibn Mája; foi considerado autêntico pelo Albáni.

[113] Sahih Al Bukhari, v. 3, pág. 1268, tradição 3253.

[114] Sahih Musslim, v. 4, pág. 1975, tradição 2549.

[115] Sahih Al Bukhari, v. 2, pág. 924, tradição 2477.

[116] Sahih Al Bukhari, v. 2, pág. 793, tradição 2152.

[117] Sahih Ibn Hibban, v. 2, pág. 177, tradição 435.

[118] Sahih Al Bukhari, v. 2, pág. 960, tradição 2552.   

[119] Muslim.          

[120] Sahih Al Bukhari, v. 1, pág. 182, tradição 467.

[121] Alcorão Sagrado, 47:22.

[122] Sahih Musslim, v. 4, pág. 1981, tradição 2556.

[123] Sahih Abu Khuzaima, v. 3, pág. 278, tradição 2067.

[124] Alcorão Sagrado, 4:36.

[125] Sahih Al Bukhari, v. 5, pág. 2239, tradição 5668. 

[126] Sahih Al Bukhari, v. 5, pág. 2240, tradição 5670.

[127] Sahih Al Bukhari, v. 5, pág. 2047, tradição 5038.

[128] Revista: Mustacbal Al Isslam, número 146: “O Deboche do Bekini da Mulher Americana versus Burka.”

[129] Do Livro: Os Lideres do Ocidente dizem: “Destruam o Islam e Eliminem seu Povo para a Glória do Mundo.”

[130] Alcorão Sagrado, 2:120.

[131] Revista: Mustacbal Al Isslam, número 146: “O Deboche do Bekini da Mulher Americana versus Burka.”

[132] Musnad Ahmad, v. 5, pág. 256, tradição 22265.

[133] História do Casamento, Wester Mark.

[134] A Mulher no Alcorão Sagrado, Abbás Mahmoud Al ‘Accád.

[135] Sahih Ibn Hibban, v. 9, pág. 463, tradição 4156.

[136] Al Mustadrak com base nos Sahihain, v. 2, pág. 203, tradição 2759.

[137] Al Mustadrak com base nos Sahihain, v. 2, pág. 204, tradição 2761

[138] Revista Al Az-har, volume 8, nº 291.

[139] Nós não concordamos com a escritora em comparar a pligamia com a prostituição. Certamente, a poligamia é inaceitável quando não houver justiça entre as esposas.

[140] Alcorao Sagrado, 2:282.

[141] Alcorão Sagrado, 24:6-9.

[142] Alcorão Sagrado, 4:36.

[143] A Mulher no Alcorão, Abbás Mahmoud Al ‘Akkad.

[144] O Desafio do Islam, Wahiduddin Khan. ”O Homem, Esse Desconhecido”, Alexis Carlyle, pág, 93 e 168.

[145]  Sahih Al Bukhari, v. 9, pág. 463, tradição 4156.

[146] Alcorão Sagrado, 4:9.

[147] Alcorão Sagrado, 4:7.

[148] Fi Zalal Al Qur’an (À Sombra do Alcorão), V. 1, PÁG. 588.

[149] Alcorão Sagrado, 4:11.

[150] Sahih Al Bukhari, v. 1, pág. 435, tradição 1233.

[151] Sahih Al Bukhari, v. 1, pág. 304, tradição 853.

[152] Sahih Ibn Hibban, v. 16, pág. 239, tradição 7254.

[153] O Trabalho da Mulher na Balança, Dr. Abdullah Bin Wakil Al Cheikh.

[154] A Paz Mundial e o Islam, pág. 56.

[155] Observaçoes no Livro do Véu e das sem véu, MUSTAFA Al Ghalayaini, págs. 94-95.

[156] Alcorão Sagrado, 4:128.

[157] Sahih Ibn Hibban, v. 9, pág. 386, tradição 4075.

[158] Sahih Al Bukhari, v. 6, pág. 25476, tradição 6546.

[159] Al Mustadrak com base nos dois livros autenticos, v. 2, pág. 179, hadice nº 2695.

[160] Sahih Al Bukhari, v. 2, pág. 658, tradição 1763.

[161] Sahih Al Bukhari, v. 5, pág. 2294, tradição 5857.

[162] Alcorão Sagrado, 17:70.

[163] Alcorão Sagrado, 4:1.

[164] Alcorão Sagrado, 49:13.

[165] Alcorão Sagrado, 9:71.

[166] Alcorão Sagrado, 3:195.

[167] Pesquisadora italiana contemporânea, dedicada a estudar a história do Islam, antiga e moderna.