Os Ensinamentos do Muhammad ﷺ Concernente à devoção, transacções e comportamento ()

 

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 Os Ensinamentos do Muhammad Concernente à devoção, transacções e comportamento

هدي محمد ﷺ في عبادته ومعاملاته وأخلاقه

] Portuguese – Portuguesse –[ برتغالي

Dr. Ahmad Bin Uthman al-Maziad

Tradução: Letícia de Paula Gouvêa

Revisão: Estêvão Fernandes da Silva

أحمد بن عثمان المزيد

ترجمة: ليتيسيا ذي فاولا

ترجمة: استيفاو فرناندس

 Introdução

Louvado seja Allah e que as bênçãos e a paz estejam com Seu Mensageiro, sua família e seus companheiros.

Querido leitor,

A bênção do Islam está entre os maiores favores com os quais Allah nos abençoou. Esta é a religião da natureza humana e da moderação, uma fé compreensiva e completa que defende o conhecimento e a boa moral; adequada a todos os lugares e tempos. É uma religião de tranqüilidade e misericórdia, que apresenta soluções para todos os problemas.

Necessitamos, com certa urgência, nestes tempos atuais, especialmente, esclarecer as características e os méritos desta religião a todo o mundo; demonstrando a verdadeira e radiante realidade do Islam.

Os ensinamentos de Muhammad  são a aplicação prática desta fé. Elas consolidam todas as características que fazem com que o Islam seja de fácil assimilação e prática, pois inclui todos os aspectos da vida, sejam religiosos, práticos, éticos, materiais ou espirituais.

Este livro contém seleções do trabalho acadêmico do Imaam Ibn al Qaiim, chamado Zadul ma’ad, o qual é considerado um dos melhores livros que descrevem os ensinamentos do Profeta Muhammad . O propósito é enfocar todos os aspectos de sua vida como um exemplo a ser seguido. Que Allah nos conceda aceitação e abençoe este esforço.

Dr. Ahmad Bin Uthman al Mazyad

Professor de teologia e doutrinas contemporâneas

Faculdade de Letras Universidade Rei Saud  

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 Os ensinamentos do Profeta  sobre a higiene e a ablução[1]

 Seus ensinamentos sobre tomar banho

·            Quando entrava no banho, dizia: “Ó Allah, busco refúgio em ti do mal e dos maldosos” (narrado por Bukhari e Muslim); e ao sair, dizia: “Peço Teu perdão” (Abu Dawud, Tirmidhi e Ibn Majah).

·            Geralmente urinava agachado.

·            Às vezes, higienizava-se com água, algumas vezes com pedras[2] e outras usando ambos.

·            Usava sua mão esquerda para lavar as partes íntimas.

·            Logo após higienizar-se com água, friccionava suas mãos contra o solo.

·            Quando viajava, afastava-se para realizar suas necessidades fisiológicas, a fim de não ser visto pelos seus companheiros.

·            Às vezes, escondia-se detrás de arbustos e pequenas árvores.

·            Escolhia as partes mais fofas (suaves) do solo para urinar.

·            Não tirava suas roupas até que estivesse abaixado perto do chão.

·            Não falava e nem respondia às saudações enquanto estivesse realizando suas necessidades fisiológicas.

 Seus ensinamentos sobre o wudhu’[3] (ablução)

·            Usualmente fazia ablução para cada oração, ainda que tivesse sua última ablução válida.

·            Para a ablução, usava uma medida[4] de água ou dois terços dela, às vezes, usava um pouco mais.

·            Usava a água da ablução com muito cuidado e advertia seus companheiros a não desperdiçá-la.

·            Costumava lavar suas extremidades uma vez, às vezes duas ou três, mas, nunca mais de três.

·            Usava sua mão direita para aspirar a água e a mão esquerda para vertê-la.

·            Nunca fez ablução sem lavar a boca e o nariz.

·            Costumava limpar toda a sua cabeça, movendo suas mãos para frente e para trás.

·            Quando esfregava sua testa, incluía seu turbante.

·            Esfregava as partes internas e externas de suas orelhas junto com sua cabeça.

·            Lavava seus pés quando não estava calçado de botas ou meias.

·            Sua ablução era seqüencial e ininterrupta.

·            Começava sua ablução com “Bismillah” e concluía dizendo: “Atesto que não há divindade afora Allah, único, sem sócios e atesto que Muhammad é Seu servo e mensageiro. Ó Allah, faz-me daqueles que continuamente se arrependem e daqueles que continuamente se purificam” (Tirmidhi). Também dizia: “Ó Allah, Tu és merecedor de toda glorificação e louvor. Atesto que não há deus senão Tu. Busco Teu perdão e me arrependo diante de Ti.”

·            Nem ele, nem seus companheiros diziam, antes de começar a ablução: “tenho a intenção de remover a impureza para fazer a oração”.

·            Nunca se lavou acima dos cotovelos e tornozelos.

·            Não era do costume secar-se após a ablução.

·            Algumas vezes esfregava seus dedos com água por entre a barba, mas não era sempre.

·            Com freqüência lavava entre os dedos dos pés, mas não era sempre.

·            Não esperava que alguém lhe vertesse água durante a ablução; usualmente ele mesmo derramava a água, mas algumas vezes outros o ajudavam.

 Seus ensinamentos sobre passar a mão úmida sobre o calçado

·            Narrações autênticas assinalam que o Profeta  passava a mão úmida sobre o calcado de couro ao realizar a ablução, quando estava viajando ou não. Ele especificou um limite de um dia e uma noite para os não viajantes e três dias e três noites para os viajantes.

·            Costumava passar a mão úmida sobre a parte superior dos sapatos ou meias. (também passava a mão úmida sobre o turbante apenas ou nele e em sua testa)

·            Ele atuava de acordo com a condição de seus pés: se estava usando sapatos ou meias passava a mão úmida sobre eles, se seus pés estavam descalços, lavava-os.

 Seus ensinamentos sobre o tayammum[5]

·            Fazia o tayammum no tipo de terreno em que estivesse rezando, fosse pedra, terra ou areia, e dizia: “Onde quer que alguém de minha ummah esteja, quando chegada a hora da oração, tem sua mesquita e sua fonte de purificação.” (Narrado por Ahmad)

·            Não levava areia com ele nas viagens longas e ordenou aos companheiros que não fizessem isso.

·            Nenhuma narração autêntica mostra que ele tenha feito o tayammum para cada oração, também jamais ordenara que isso fosse feito. Ele simplesmente considerava o tayammum como um substituto para a ablução.

• Costumava fazer o tayammum passando suas mãos sobre o solo uma vez e, depois, levando-as, ao rosto[6], e em seguida esfregava as suas mãos.


 Os Ensinamentos do Profeta  sobre o Chamado para a Oração[7]

·            O Profeta  fez o adhan[8] com repetição em algumas frases. Também pronunciava o iqamah[9] repetindo uma ou duas vezes as frases, com exceção da “qad qamatis salah” (a oração foi estabelecida).

·            Ensinou que aquele que ouve o adhan deve repetir as frases que escuta, exceto a “haiia alas salah” e “haiia alal falah”, quando deve responder: “la hawla wa la qwwata illa billah” (não há poder nem força senão por Allah).

·            Também disse: “quem ouve o adhan e diz: ‘ash hadu an la ilaaha illa Allah wa Anna Muhammadan rasulullah. Raditu billahi rabban, wa bil islami dinan, wa bi Muhammadin rasulan’ (atesto que não há divindade afora Allah e que Muhammad é Seu servo e mensageiro. Comprazo-me com Allah como Senhor, Islam como religião e Muhammad como mensageiro) – seus pecados serão perdoados”.

·            Ensinou que depois de repetir as frases do adhan, deve-se invocar as bênçãos sobre o Profeta  dizendo: “Allaahumma rabba hadhihi da’watit taamma was salaatil qaa’imati, aati Muhammadan al wasilata wal faddilata wa b’ath-hu maqaaman mahmudan alladhi wa’adtah” (Ó Senhor! Senhor deste chamado perfeito e desta oração estabelecida, concede a Muhammad al wasila (uma estação no Paraíso) wal faddila (um nível acima do resto da criação) e concede-nos sua intercessão que nos foi prometida).

·            Ensinou que as súplicas realizadas entre o adhaan e o iqama nunca são rechaçadas por Allah.


  Os Ensinamentos do Profeta  sobre a Oração[10]

Seus ensinamentos ao começar a oração e a recitação

·            Quando começava a oração dizia: “Allahu akbar” (Deus é o maior). Não dizia nada antes e jamais pronunciava em voz alta a niyah (intenção).

·            Levantava as mãos à altura do lóbulo da orelha e ombros, voltado para a quibla[11]; logo colocava sua mão direita sobre a esquerda.

·            Às vezes, dizia: “Ó Allah, afasta-me de meus pecados assim como tem afastado o oriente do ocidente. Ó Allah, purifica-me de meus pecados como um traje branco é lavado. Ó Allah, lava meus pecados com água, gelo e granizo.” (Bukhari e Muslim)

·            Também, às vezes, dizia: “Volto meu rosto Àquele que criou os céus e a terra, inclino-me à verdade, em submissão e não sou daqueles que associam (outros a Allah). De fato minha oração, meu sacrifício, minha vida e minha morte são para Allah, Senhor dos mundos, não tem sócios; isto me foi ordenado e eu sou o primeiro dos muçulmanos.”

·            Logo após as palavras de abertura, dizia: “A’udhu billahi minash Shaytanir rajim” (busco refúgio em Allah do maldito Satanás), então, recitava a surah al Fatiha (o primeiro capítulo do Qur’an).

·            Fazia uma breve pausa entre a recitação de al Fatiha  e “Allahu akbar” e foi narrado também que fazia isso logo após a recitação ou antes de inclinar-se.

·            Assim que completava a Fatiha, começava outra surah (outro capítulo do Qur’an), prolongando-o ou encurtando conforme as circunstâncias – tais como em viagem. Mas, em geral, recitava passagens de duração média.

·            Na oração do fajr (amanhecer), costumava recitar por volta de 60 ou 100 versículos. Algumas vezes recitava a surah Qaf ou a surah ar Rum ou recitava at Takwir, ar Rum ou recitava al Zalzalah em ambos os rak’aat (unidade da oração). recitava as surahs al Falaq e an Nas durante uma viagem. Uma vez começou a recitar a surah al Mu’minun no primeiro rak’ah até que alcançou a menção a Moisés e Aarão, alaihima salam, quando começou a tossir, então terminou a recitação e se inclinou.

·            Às sextas costumava recitar, nas orações do fajr: as Sajda e al insaan.

·            Com freqüência prolongava a recitação na oração do dhuhr (meio-dia). Quando era mais longa a recitação, reduzia pela metade sua duração na oração do asr (da tarde), mas, quando era mais curta, então, mantinha.

·            Quando rezava o maghrib (pôr-do-sol) ouvia-se recitar at Tur e algumas vezes al Mursalaat.

·            No que está relacionado com a oração do ishaa (noite), ouvia-se recitar a sura at Tin; limitou a seu companheiro, Muadh, que Allah esteja satisfeito com ele, a surah ash Shams, al A’la, al lail e surahs similares e desaprovou recitar al Baqarah neste horário.

·            Seus ensinamentos incluíam recitar a surah inteira. Algumas vezes a dividia nas duas rakaat. Ele podia recitar os versículos iniciais de uma surah, mas nunca foi relatado que ele recitasse apenas o final ou o meio de um capítulo.

·            Sem dúvidas, costumava recitar duas surahs nas rakaat das orações voluntárias, mas raramente recitava a mesma surah nas duas rakaat. Ele não especificava nenhuma surah em particular para as orações, exceto para a oração de sexta e as dos dois ‘eids (comemoração).

·            Pronunciava a súplica do qunut[12] na do fajr e logo após o ruku’[13] por um período de um mês, então interrompia este hábito. Isto se devia a uma situação particular, então, quando a situação terminava, ele também descontinuava o qunut. Dentre seus ensinamentos estava o de suplicar com o qunut durante as calamidades, mas sem confiná-lo apenas à oração do fajr.

 Seus ensinamentos sobre como fazer a oração[14]

·            O Profeta  costumava fazer a primeira rakah mais longa que a segunda, em toda oração.

·            Ao completar a recitação do Qur’an fazia uma pausa suficientemente longa para recuperar o fôlego, então levantava as mãos dizendo “Allahu akbar” e se inclinava no ruku’, com as mãos espalmadas em seus joelhos.

·            Punha suas mãos nos joelhos como se estivesse agarrando-os. Distanciando seus braços do corpo, então endireitava suas costas até que ficassem na horizontal, mantendo a cabeça nivelada com as costas, nem mais alta, nem mais baixa.

·            Assim, nesta posição, repetia “Subhana rabbi al adhim” (Glorificado seja meu Senhor, o grandioso)[15] ou dizia “Subuhanak Allahummah rabana wa bihamdik. Allahumm-aghfir li” (Glorificado e louvado sejas, Ó Allah, nosso senhor. Ó Senhor, perdoa-me).[16] Também costumava dizer “Subbuhun quddusun rabbul mala’ikati wa ruh” (O mais Glorioso e o mais puro é o Senhor dos anjos e dos espíritos[17]).

·            Seu ruku’ era suficientemente longo para repetir “subhana rabbi al adhim” dez vezes e sua prostração (sujud) também tinha a mesma duração. Algumas vezes fazia ruku’ e sujud de igual duração ao tempo que gastava em pé, recitando o Qur’an; mas, fazia isso, predominantemente, quando estava só na oração da noite. Seu ensinamento era fazer as posições da oração balanceadas em sua duração.

·            Logo, levantava sua cabeça dizendo: “Sami Allahu liman hamidah”(Allah ouve àquele que O louva) (Bukhari e Muslim). Levantava suas mãos e endireitava suas costas. Fazia o mesmo quando levantava sua cabeça em sua prostração e dizia: “A oração é inaceitável quando um homem não endireita suas costas no ruku’ e no sujud” (Abu Dawud, Tirmidh, Nasa’i e Ibn Majah). Quando estava de pé, costumava dizer: “Rabbana wa lakal hamd” (Nosso Senhor, para Ti é todo louvor), como também podia dizer: “Allahumma Rabbana lakal hamdu” (Ó Allah, Nosso Senhor,  para Ti é todo o louvor).

·            Levantava-se do ruku’e recitava: “Rabbana wa lakal hamd mil’as-samawaati wa mil’al-arddî wa mil’a ma bainahuma wa mil’a ma shi’ta min shai’in baad. Ahl uz-zanaa’i wa majdi, ahaqqu ma qal al ‘abdu, wa kulluna laka ‘abd. La mani’a lima á taita wa la um’tia lima mana’ta, wa la ianfa’u dhal jaddi minkal jadd” (Nosso Senhor, para Ti é todo o louvor tanto como para encher os céus, a terra, o que está entre eles e o que seja que Tu desejes, e muito além disso. Tu és merecedor de todo louvor e da glorificação mais digna de ser dita por um servidor e todos nós somos Teus servidores. Ó Allah, não há quem impeça o que Tu concedas e não há quem conceda o que Tu impedes e nenhuma influência serve ante Ti.” (Muslim)

·            Então dizia “Allahu akbar” e se prostrava sem levantar suas mãos. Punha, no chão, seus joelhos, depois as mãos, então, a testa e o nariz. Prostrava-se sobre sua testa e nariz sem incluir o turbante. Com freqüência, prostrava-se no chão, inclusive se houvesse água ou barro, ou sobre uma esteira de folha de palma ou uma pele de animal curtida.

·            Quando se prostrava punha firmemente sua testa e nariz no chão, distanciando seus braços de seu corpo tão amplamente que a brancura de suas axilas podia ser vista.

·            Costumava por suas mãos à altura de seus ombros e orelhas e sustinha seu corpo na prostração com as pontas dos dedos dos pés na direção da quibla. Suas mãos ficavam abertas, mas com os dedos juntos.

·            Nesta posição ele dizia: “Subhaanak Allahumma rabana wa bihamdik. Allahumm-aghfir li” (Glorificado sejas ó nosso Senhor e Teu seja o louvor. Ó Allah, perdoa-me) (Bulhari e Muslim). Tambem costumava dizer: “Subbuhun quddusun rabbul malaa’ikati war ruh” (Muslim)

·            Então, levantava sua cabeça dizendo: “Allahu akbar” sem levantar suas mãos. Logo se sentava, estendendo seu pé esquerdo sob seu corpo e endireitando seu pé direito, colocando suas mãos sobre suas coxas e a ponta dos dedos nos joelhos. Costumava fazer um “círculo” com seu dedo polegar e o médio, levantando (apontando para cima) o dedo indicador e movimentando-o ,enquanto dizia: “Allahumm-aghfir li warhamni wajburni wahdini warzuqni” (Ó Allah, perdoa-me, tenha misericórdia de mim, corrija minhas faltas, guia-me e conceda-me o sustento) (Abu Dawud, tirmidhi e Ibn Maja).

·            Era sua prática permanecer sentado tanto quanto durava sua prostração.

·            Logo depois se punha de pé novamente, levantando com as mãos em suas coxas. Começava a recitar o Qur’an sem haver pausas como quando do início da oração. A segunda rakah era feita como a primeira, mas sem o “Allahu akbar” inicial, a pausa e nem a súplica de abertura. Fazia a primeira rakah um pouco mais longa que a segunda.

·            Quando se sentava para o tashahhud[18] punha sua Mao esquerda sobre sua coxa esquerda e sua mão direita sobre sua coxa direita, apontando seu indicador, desta mão, para cima. Não o mantinha na vertical ou horizontal, senão que o movia enquanto o mantinha ligeiramente curvado. Também olhava para o dedo indicador, nesta posição.

·            Assim, nesta posição sentada, sempre recitava o tashahhud, ensinando seus companheiros a dizer: “Attahiatu lilalahi was-salawaatu wat-taiibaat. Assalaamu ‘alaika aiuhan-nabiu wa rahmatulalahi wa baraakatuh. Assalamu ‘alaina wa ‘ala ‘ibadillaahis- saalihin. Ash-hadu an la illaaha ill-Allaahu wash-hadu anna Muhámmadan `abduhu wa rasuluh.” (As reverências, as orações e as boas ações são para Allah. A paz esteja contigo, ó Profeta e a misericórdia de Allah e também Suas bênçãos. A paz esteja conosco e com os fiéis servidores de Allah. Atesto que não há deus afora Allah e que Muhammad é Seu servo e mensageiro) – Bukhari e Muslim.  Ele,  , não o fazia muito breve, como se rezasse sobre pedras quentes. Depois, dizia “Allahu akbar” e se levantava com o peso do corpo sobre seus pés e as mãos sobre as coxas, endireitando todo o corpo. Recitava apenas a Fatiha nas últimas duas rakaat.

·            Durante o tashahhud final, sentava-se no chão com seu pé direito lateralmente, saindo pelo lado (Abu Dawud). E o pé esquerdo mantinha embaixo de seu corpo, dobrado. Punha sua mão direita sobre a coxa direita e fechava os dedos, mas com o indicador estendido.

·            Costumava dizer a seguinte súplica ao final da oração: “Allaahumma inni a’udhu bika min ‘adhaabil-qabri wa a’udhu bika min fitnatil-masihid-dayyaali wa a’udhu bika  min fitnatil-mahia wal-mamaat. Allaahumma inni a’udhu bika minal-ma'zami wal-maghram” (Ó Allah, busco refúgio em Ti do tormento do túmulo. Busco refúgio em Ti da sedução do falso messias e busco refúgio em Ti das provas da vida e da morte. Ó Allah, busco refúgio em Ti do pecado e das dívidas) – Bukhari.

·            Finalmente, voltava sua cabeça para o lado direito, sobre os ombros, dizendo: “Assalamo ‘alaikum wa rahmatullah” (que a paz e a misericórdia de Allah estejam sobre vós) e fazia o mesmo para o lado esquerdo.

·            Ele ordenava ao crente que orasse atrás de uma sutrah[19], ainda que fosse um pedaço de madeira ou uma flecha. Ele costumava colocar uma lança quando viajava ou rezava fora da mesquita. Também costumava montar seu camelo como uma sutrah, enquanto rezava ou pegava uma sela e rezava atrás dela.

·            quando rezava em frente a uma parede, deixava espaço suficiente para que uma cabra tivesse espaço para passar.

 Seus ensinamentos sobre ações durante a oração[20]

·            Não era sua prática olhar à sua volta durante a oração.

·            Não fechava os olhos quando estava rezando.

·            Costumava inclinar sua cabeça durante a oração. Às vezes, começava a oração com a intenção de fazê-la longa, mas, ao ouvir o choro de uma criança, diminuía para evitar a preocupação da mãe.

·            Em algumas ocasiões levava sua neta Umamah em seus ombros para a oração obrigatória. Quando estava de pé a mantinha nos ombros, durante o ruku e sujud a abaixava.

·            Quando estava rezando, seu neto, Hassan ou Hussain, subiam em suas costas. Ele prolongava a prostração para evitar que caíssem.

·            Quando estava rezando e sua esposa chegava, ele se adiantava para abrir a porta a ela e retornava ao seu lugar.

·            Ele respondia a uma saudação durante a oração com um sinal com a mão.

·            Costumava chorar ou suspirar se tivesse vontade e limpava a garganta quando necessário.

·            Costumava rezar descalço, às vezes ou com seus sapatos, outras vezes e recomendava que rezassem calçados para que diferenciassem do povo do livro.

·            Algumas vezes costumava orar com uma peça única de roupa, mas o mais comum era usar duas peças.

 Seus ensinamentos sobre a recitação das súplicas logo após a oração[21]

·            Ao terminar a oração pedia a Allah perdão três vezes e logo dizia: “Allaahumma antas-salaamu wa minkas-salaamu, tabaarakta ia dhal-yalaali wal- ikraam” (Ó Allah, Tu és a paz e de Ti provém a paz. Bendito sejas Tu, ó Dono da majestade e da honra) – Muslim. Então, permanecia orientado à quiblah apenas o tempo para completar esta súplica. Imediatamente se voltava para olhar aqueles que rezaram com ele, virando para sua esquerda ou direita.

·            Logo após concluir a oração do fajr, permanceia em seu lugar de oração até que o sol saísse.

·            Também costumava dizer após cada oração obrigatória: “La ilaaha ill-Allaahu wahdahu la sharika lahu, lahu-mulku wa lahul-hamdu wahuwa `ala kulli shai'in qadir. Allaahumma la maani`a lima a`taita, wa la mu`tia lima mana`ta, wa la ianfa`u dhal-yaddi minkal-yadd” (não há deus senão Allah, somente, sem sócios. D’Ele é a soberania, para Ele são todos os louvores e Ele tem poder sobre todas as coisas. Ó Allah, não há quem impeça o que Tu concedes e não há bondade (em outra fonte senão Tu) que possa beneficiar, porque a bondade é Tua) – Bukhari e Muslim. Também dizia: “La hawla wa la quwwata illa billaah. La ilaaha il-Allaahu, wa la na`budu illa iiaah. Lahun-ni`matu wa lahul-fadhlu wa lahuz-zanaa'ul-hasan. La ilaaha ill-Allaahu, mujlisina lahud-dina wa lau karihal-kaafirun” (não há força e nem poder exceto em Allah. Não há deus senão Allah e nós não adoramos senão a Ele. Toda a bênção  e todos os favores são para Ele e para Ele os melhores louvores. Não há deus afora Allah. Dedicamos nossa religiosidade a Ti, inclusive se isso desagrada aos incrédulos) – Muslim.

·            Ele, , exortava seus seguidores a dizer, logo após a oração obrigatória: “subhana’Allah – alhamdulillah – Allahu akbar” (Glorificado seja Allah – Louvado seja Allah – Allah é o maior) trinta e três vezes cada, o que dá noventa e nove. Para completar cem, ele recomendava que dissessem: “La ilaha 'ill-Allaahu wahdahu la sharika lahu, lahul-mulku wa lahul-hamdu wa huwa `ala kulli shai'in qadir” (não há deus senão Allah, único, sem sócios. D’Ele é a soberania e para Ele é todo o louvor e Ele tem poder sobre todas as coisas.

 Seus ensinamentos sobre as orações voluntárias[22]

·            Geralmente fazia orações voluntárias (sunnah[23]) e outras voluntárias em seu lar, particularmente a sunnah da oração do maghrib.

·            Regularmente fazia dez rakaat quando não estava viajando: duas antes do fajr, duas antes do dhuhr e duas depois, duas depois do maghrib e duas depois do isha.

·            Aderia mais estritamente à sunnah do fajr que à qualquer outra oração voluntária, ao ponto de nunca ter deixado de fazê-la. Também nunca deixou de fazer a oração do witr[24], não importando se estava viajando ou em sua casa. Não foi relatado que ele fizesse nenhuma oração voluntária durante suas viagens, exceto estas duas: sunnah do fajr e witr.

·            Costumava se deitar sobre seu lado direito depois da sunnah do fajr até a oração do fajr.

·            Algumas vezes fazia quatro rakaat antes da oração do dhuhr e, se não podia fazer as duas rakaat depois do dhuhr as fazia depois do asr.

·            Usualmente fazia a oração da noite em pé, embora pudesse fazê-la sentado ou recitava o Qur’an sentado e pouco antes de terminar esta recitação ele se punha de pé novamente e, então, inclinava-se para o ruku’.

·            Durante a noite costumava fazer oito rakaat, de duas em duas, seguidos de cinco rakaat do witr, consecutivos, sentando-se apenas na quinta. Ou fazia o witr de nove rakaat, sentando-se na oitava e de novo na nona (quando fazia o tashahhud completo para finalizar a oração). logo depois disso, fazia mais duas rakaat. O witr de sete rakaat também era similar, sentando-se em duas delas.

·            Fazia a oração do witr em qualquer um dos terços da noite (primeiro, mediano ou último). Disse: “Façam o witr como sua última oração voluntaria da noite” (Bukhari e Muslim).

·            Fazia, algumas vezes, duas rakaat sentado logo depois do witr e recitava o Qur’an enquanto estava nesta posição, sentada; entretanto, para fazer o ruku, levanta-se.

·            Se era vencido pelo sono ou pela dor, então fazia doze rakaat no dia seguinte.

·            Uma vez fez a oração da noite, recitando somente um versículo do Qur’an, o qual repetiu até o amanhecer.

·            Às vezes, recitava o Qur’an em voz baixa durante a oração da noite, outras, em voz alta. Às vezes, punha-se de pé durante um longo tempo na oração, às vezes, diminuía este período.

·            Recitava, na oração do witr, as surahs al A’la, al Kafirun e al Ikhlaas. Logo ao concluir a oração dizia: “subhanal Malikil-Quddus” (Glorificado seja o Soberano Santíssimo), três vezes.[25]


  Os ensinamentos do Profeta   sobre a oração de sexta-feira (al jumu’a)[26]

·            Dentre seus ensinamentos: honrar a sexta feira e a sua oração, designando para este dia práticas especiais, como tomar banho, vestir as melhores roupas, ouvir atentamente o sermão e invocar bênçãos freqüentes ao Profeta, .

·            Costumava saudar aos que estavam na mesquita para rezar, subia ao púlpito, olhava para os crentes, saudava novamente e sentava. Logo, Bilal, que Allah esteja satisfeito com ele, fazia o chamado da oração (al adhan) e, então, o Profeta,  , começava seu sermão, sem qualquer intervalo entre o chamado da oração (al adhan) e o sermão. Enquanto estava discursando, recostava-se em um arco ou bastão, mas isso foi antes de se adotar o púlpito.

·            Fazia o sermão de pé, sentava brevemente, depois da primeira parte e se levantava para a segunda parte do sermão.

·            Pedia aos presentes que se sentassem próximos a ele e que ouvissem atentamente. Dizia que um homem não deveria se dirigir ao outro para que não perdessem a atenção, já que isso seria considerado uma distração e anularia a recompensa de sua oração do jumu’a.

·            Quando fazia o sermão, seus olhos se avermelhavam, sua voz ficava mais firme e crescente,sua zanga aumentava, era como se estivesse exortando um exército.

·            Costumava fazer um sermão curto, aumentando a oração.

·            No sermão, ensinava aos companheiros os fundamentos do Islam e suas leis. Mencionava ordens e proibições quando era necessário.

·            Interrompia seu sermão por qualquer necessidade inesperada ou para responder a uma pergunta e logo retomava seu discurso. Podia até descer do púlpito se houvesse necessidade, retornando logo após findo o problema. Tratava de assuntos da atualidade em seus sermões e, quando notava a pobreza em sua comunidade, exortava a caridade.

·            Apontava o dedo indicador quando mencionava Allah e se houvesse seca, invocava a Allah por chuva.

·            Logo depois da oração do jumu’a, entrava em sua casa e fazia a sunnah de rakaatain (duas rakaat). Também dizia aos que rezavam a oração do jumu’a que fizessem quatro rakaat da oração sunnah.


  Os ensinamentos do Profeta   sobre a oração das duas comemorações (eid)[27]

·            Costumava rezar a oração do eid (comemoração) na mussala (sala de oração) além da mesquita[28], vestindo suas melhores roupas.

·            No eid al fitr, comia um número ímpar de tâmaras antes de ir à mussala. Mas, para o eid al ad’há atrasava o desjejum até depois da oração, então comia do animal que era oferecido em sacrifício. Postergava a oração do eid al fitr, mas realizava a do eid al ad’há mais cedo.

·            Caminhava até a mussala levando um cajado para colocá-lo à sua frente, funcionando como uma sutrah.

·            Quando chegava à mussala fazia a oração sem adhan ou iqamah, nem sequer dizia: “as salatu jaami’ah” (oração em congregação). Nem ele, nem seus companheiros faziam nenhum tipo de oração antes ou depois da oração dos eids.

·            Realizava a oração antes do sermão. Fazia duas rakaat. A primeira começando com sete repetições sucessivas de “Allahu akbar”, (antecedidas do takbirat al ihram), fazendo uma breve pausa entre cada uma. Não foi relatado que dissesse nada entre elas. Logo recitava a surah al fatiha e versículos do Qur’an, então dizia “Allahu akbar” e descia para o ruku’. Na segunda rakah repetia o “Allahu akbar”cinco vezes antes de recitar o Qur’an. Quando terminava a oração, dava um sermão aos presentes, que se sentavam em filas. Dava conselhos, ordenava boas ações e proibia os pecados. Na oração do eid algumas vezes recitava a surah Qaf e al Qamar ou, ainda, recitava al A’la e al Ghaashiyah.

·            Dava o sermão sentado no chão, pois não havia púlpito.

·            Permitia a quem não pudesse ficar para o sermão, que se fosse. Sendo a oração suficiente. Também ordenava que aqueles que atendiam à oração do eid fossem desculpados da oração de jumu’a, caso ocorressem no mesmo dia.

·            Ia à oração do eid por um caminho e retornava por outro diferente.


  Os ensinamentos do Profeta  sobre a oração do eclipse[29]

·            Quando havia um eclipse, o Profeta Muhammad,  , corria ansiosamente à mesquita e fazia dois rakaat. Na primeira recitava al Fatiha em voz alta, seguida de uma longa recitação do Qur’an. Então, inclinava-se para um longo ruku’. Levantava-se dizendo: “Sami’a Allahu liman hamidah. Rabbana wa lakal hamd” (Allah ouve aquele que o louva. Para Ti, nosso Senhor, pertence todo o louvor), mas continuava de pé e fazia outra longa recitação, porém um pouco mais curta que a primeira. Fazia um segundo ruku’ na seqüência, mais curto que o primeiro e levantava-se. Descia para o sujud, também longo. Repetia o mesmo na segunda rakah’inclinando-se quatro vezes no ruku’ e fazendo quatro prostrações ao todo. Depois da oração discursava eloqüentemente.

·            Durante um eclipse exortou que recordássemos Allah, fizéssemos a oração, súplica, buscássemos o perdão de Allah, dássemos em caridade e liberássemos os escravos.


  Os ensinamentos do Profeta  sobre a oração para pedir por chuva

·            O Profeta  costumava suplicar a Allah por chuva no púlpito enquanto pronunciava o sermão de sexta-feira e também orava por chuva nos outros dias. Orava por chuva enquanto estava sentado na mesquita, levantando as mãos e suplicando a Allah, o Poderoso e Majestoso.

·            Suas súplicas pela chuva incluíam: “Allaahumm-asqi `ibaadaka wa bahaa'imaka wanshur rahmataka wahi baladakal-maiit” (Ó Allah, provê água para Teus servos e Teus animais, dissemina Tua misericórdia e reaviva a Tua terra sem vida) – Abu Dawud. “Allaahumma-sqina ghaizan mughizan, mari'an, mari`an, naafi`an ghaira dhaarrin, `aayilan, ghaira aajilan” (Ó Allah, bendiga-nos com a chuva que reaviva, é satisfatória, frutífera, benéfica e não dana, imediatamente ou tardiamente) – Abu Dawud.

·            Quando se via nuvens e vento, a ansiedade se mostrava em seu rosto e ele se inquietava. Quando finalmente chovia, então, ele ficava aliviado.

·            Ao ver a chuva, costumava dizer: “Allahumma saiiban nafi’an” (Ó Allah, que seja uma chuva benéfica) – Bukhari e Muslim. Ele abria parte de sua camisa para expor seu corpo à chuva. Quando lhe perguntavam sobre este comportamento, dizia que era a renovação de seu pacto com seu Senhor. (Muslim)

·            Quando chovia torrencialmente, as pessoas solicitavam que pedisse a Allah que contivesse a chuva e ele o fazia, dizendo: “Allaahumma hawalaina wa la `alaina. Allaahumma `alaz-ziraabi wal-akaami wa butunil-awdiati wa manaabitish-shajar” (Ó Allah, ao redor de nós e não sobre nós. Ó Allah, sobre os bosques, as montanhas, os vales e as árvores) – Bukhari e Muslim.


  Os ensinamentos do Profeta   sobre a oração nos momentos de temor[30]

·            Se o inimigo estava na direção da quibla, ele dispunha os que oravam em duas filas atrás dele. Começava dizendo: “Allahu akbar” e eles repetiam. Logo, todos faziam o ruku’ e se levantavam juntos. Para a prostração, a fila da frente prostrava junto com o Mensageiro de Allah  e a fila de trás mantinha-se de pé, vigiando o inimigo. Quando o Profeta  se levantava para a segunda rakah a fila de trás era a que o acompanhava na prostração. Eles avançavam para ocupar o lugar da primeira fila, e esta se movia para trás para ocupar o lugar da fila de trás e vigiar o inimigo. Desta forma, ambos os grupos tinham o benefício da primeira fila e ambas realizavam a prostração e nenhuma delas ficaria desprotegida durante a prostração. Na segunda rakah repetiam o mesmo. Quando o Profeta  se sentava para o tashahhud a fila de trás faria as duas prostrações e assim unia-se ao tashahhud e à saudação final.

·            Se o inimigo não estava na direção da quibla, em algumas ocasiões os grupos se dividiam: um ficava olhando na direção do inimigo e o outro orava com ele . O grupo que iniciava orando com ele fazia uma rakah antes de se mover e dar espaço ao grupo que vigiava o inimigo, que posteriormente faria o mesmo na segunda rakah. Quando ele terminava a oração, os membros de cada grupo completariam a rakah que faltava por sua própria conta.

·            Algumas vezes o Profeta  fazia uma rakah com um dos seus grupos e, enquanto estava de pé para a segunda rakah, o primeiro grupo concluía esta rakah e ia enfrentar o inimigo. O outro grupo se unia, então, ao Profeta  e era liderado nesta segunda rakah. Então, o Profeta  esperava que este grupo completasse a outra rakah antes da saudação final.

·             Em outras ocasiões, ele fazia dois rakaat com um grupo e completava a oração com eles. Logo, fazia o mesmo com o segundo grupo.

·            E, às vezes, orava uma rakah com um grupo e eles partiam sem completar a segunda rakah. Logo, ele faria o mesmo com o outro grupo. Desta forma, ele  fazia duas rakaat enquanto ambos os grupos faziam apenas uma.


  Os ensinamentos do Profeta  sobre os falecidos[31]

·            Os ensinamentos do Profeta  em relação aos funerais foram profundos. Ele incluía o bom trato aos falecidos, seus familiares e amigos. Tal cuidado se inicia na visitação ao doente, recordando-o da próxima vida, aconselhando-o que escreva seu testamento e que se arrependa de suas faltas, pedindo aos que o cercam que o incentivem a recitar o testemunho de fé: “La ilaha ill-Allah” (não há deus afora Allah), para que estas sejam suas últimas palavras.

·            De toda a humanidade, o Profeta  era o mais satisfeito com Allah acerca de Seu decreto, oferecendo a Ele os maiores louvores. Chorou pela morte de seu filho, Ibrahim, por misericórdia e por compaixão a seu filho. Mas, seu coração estava cheio de resignação e gratidão a Allah, sua língua estava ocupada com o louvor. Disse  : “Os olhos derramam lágrimas e o coração está cheio de pesar, mas dizemos apenas aquilo que agrada Allah”.

·            Ele proibiu que as pessoas gritassem ou se batessem nestas ocasiões.

·            Foi estipulado, em seus ensinamentos, que se apurassem à preparação do falecido para o encontro com seu Criador, banhá-lo e usar uma mortalha de tecido branco.

·            Também foi determinado que cobrisse o rosto e o corpo do falecido e fechassem os seus olhos.

·            Em algumas ocasiões ele beijava o falecido.

·            Ordenou que o falecido fosse banhado três, cinco ou mais vezes, usando cânfora no último banho.

·            Não lavava um mártir morto em uma batalha. Apenas removia o couro e o metal dos mártires e os enterrava com suas roupas, sem oferecer uma oração fúnebre por eles.

·            Ordenava que um falecido no ihram[32] fosse banhado com água e sidr (folha de lótus) e que usassem o tecido de seu ihram como a mortalha. Proibiu perfumá-lo ou cobrir a cabeça.

·            Ordenou que o responsável pelo falecido conseguisse uma mortalha branca decente, advertindo contra a extravagância ao escolher a mortalha.

·            Se a mortalha não fosse suficiente para cobrir todo o corpo, ele  cobria a cabeça e punha uma folha de palma sobre as pernas.

 Seus ensinamentos sobre a oração fúnebre[33]

·            Costumava orar pelo falecido fora da mesquita, ainda que também pudesse fazê-lo, de igual forma, na mesquita – entretanto esta não era sua prática usual.

·             Quando um corpo era trazido a ele  perguntava: “Ele deixou alguma dívida?”. Não fazia nenhuma oração fúnebre por aqueles que haviam morrido deixando dívidas, nestes casos pedia aos companheiros que oferecessem a oração por ele. Apesar deste ponto, quando Allah lhe concedeu riqueza, ele pagou as dívidas – deixando as propriedades dos mortos aos herdeiros e ofereceu a oração fúnebre àquelas pessoas.

·            Começava a oração fúnebre dizendo: “Allahu akbar”, louvando, glorificando e suplicando a Allah. Costumava dizer “Allahu akbar” quatro ou cinco vezes.

·            Costumava incentivar as pessoas a rezarem sinceramente por seus falecidos. Algumas de suas súplicas eram: “Allaahumm-aghfir lihaiina wa maiitina wa saghirina wa kabirina wa dhakarina wa unzaana. Allaahumma man ahiaitahu minna fa-ahihi 'alal-Islam, wa man tawafaitahu minna fatawafahu 'alal-iman. Allaahumma la tahrimna ajrahu wa la taftinna ba`dah.” (Ó Allah, perdoa-nos, os vivos e a nossos mortos, a nossos jovens, a nossos anciãos, a nossos homens e a nossas mulheres. Ó Allah, a quem mantenha com vida dentre nós, que seja dentro do Islam e a quem dê a morte, que morra com fé. Ó Allah, não nos prive da recompensa e não nos sujeite ao juízo de nossas causas) – Tirmidhi, Nasai e Ibn Majah. “Allaahumm-aghfir lahu warhamhu wa`fihi wa`fu `anhu wa akrim nuzulahu wa wassi` madkhalahu waghsilhu bil maa'i waz-zalyi wal-barad. Wa naqihi minal-khataaia kama iunaqaz-zawbul-abjadhu mina-ddanas. Wa abdilhu daaran khairan min daarihi wa ahlan khairan min ahlihi wa zaujan khairan min zaujihi wa qihi fitnatal-qabri wa adhab an-naar.” (Ó Allah, perdoa-o, tenha misericórdia dele, purifica-o, seja generoso com ele, permita que sua entrada seja ampla e confortável, lava-o com água, neve e granizo. Purifica-o dos pecados como uma veste branca é purificada da terra quando lavada. Compensa-o com um lar melhor que o lar terreno, companheiros melhores que seus companheiros terrenos e um cônjuge melhor que seu cônjuge terreno. Proteja-o contra as provações do túmulo e o Fogo do Inferno) – Muslim.

·            Costumava colocar-se de pé para a oração em frente à cabeça do falecido (homem) e em frente à cintura da falecida (mulher).

·            Fez a oração fúnebre por um menino, mas não oferecia se a pessoa houvesse cometido suicídio ou por alguém que houvesse feito alguma armadilha para tomar os espólios da guerra.

·            Fez a oração fúnebre para uma mulher que foi apedrejada.[34]

·            Ofereceu a oração por Najashi em sua ausência, da mesma forma que fazia para qualquer pessoa falecida, mas não ofereceu a todos que faleceram em outras terras.

·            Se faltava a uma oração fúnebre, então rezava em frente ao túmulo.

 Seus ensinamentos sobre os enterros[35]

·            Após oferecer a oração pelo falecido, o Profeta  acompanhava o corpo até o cemitério caminhando diante dele. Se estava montado, ia atrás do corpo, mas se estava caminhando ia próximo ao corpo, já foi à frente, ao lado (esquerdo ou direito) e até atrás. Costumava ordenar que se apressassem na procissão fúnebre.

·            Não se sentava antes que o corpo fosse baixado e posto em sua cova.

·            Ordenava a seus companheiros que se levantassem ante uma procissão fúnebre que estivesse passando. Mas, está corretamente relatado que algumas vezes permaneceu sentado.

·            Era parte de seus ensinamentos não enterrar os mortos ao nascer do sol, por do sol ou meio dia.

·            Estava, também, dentre seus ensinamentos fazer um nicho para o corpo sobre um dos lados da sepultura, cavar profunda a cova e ampliar o espaço para a cabeça e os pés.

·            Tirava três punhados de terra em volta da cabeça do falecido quando este era enterrado.

·            Após o enterro, punha-se de pé diante do túmulo orando pelos mortos e ordenava a seus companheiros que fizessem o mesmo. (Abu Dawud)

·            Nunca se sentava para recitar o Qur’an em uma tumba, nem sequer dizia “la ilaha illa Allah” ao falecido.

·            Ensinou a não anunciar em voz alta a morte de uma pessoa importante (como era do costume pré islâmico), proibindo esta prática.

 Seus ensinamentos com relação aos túmulos e condolências[36]

·            Não estava dentre seus ensinamentos elevar ou construir qualquer coisa sobre os túmulos, nem cobri-los com gesso ou construir domos sobre eles.

·            Quando enviou Ali, raa, ao Iêmen disse que destruísse todos os ídolos e que nivelasse os túmulos. Sua própria prática era nivelas os túmulos elevados.

·            Proibiu que enfeitassem ou escrevessem nas sepulturas.

·            Ensinou àqueles que quisessem reconhecer uma sepultura que colocassem uma pedra sobre ela.

·            Proibiu que rezassem sobre os túmulos e advertiu contra fazerem de sua sepultura um local de adoração.

·            Ensinou que os túmulos não deveriam ser maltratados, pisados, sentar sobre eles ou apoiar neles, muito menos glorificados e adorados.

·            Costumava visitar os túmulos de seus companheiros para suplicar por eles e pedir a Allah que os perdoasse. Sua sunnah ao visitar as sepulturas era dizer: “As-salamu alaikum ahl ad-diiari min al-mu’minina wal-muslimina, wa inna in shaa Aláhu bikum lalaahiqun. Nas'al Allaaha lana wa lakumul-‘aafiah.” (Que a paz esteja convosco, ó habitantes deste lar de crentes e muçulmanos. Na verdade, nós nos uniremos a vós, se for o desejo de Allah. E pedimos a Allah que nos conceda proteção contra todo o mal) – Muslim.

·            Também fazia parte de seus ensinamentos oferecer condolências à família do falecido, mas não fazer reuniões especiais para este propósito ou para ler Qur’an, fosse ao pé do túmulo ou em qualquer outro lugar.

·            Também ensinou que a família do falecido não se sobrecarrega-se em   servir comida às pessoas, ao contrário, recomendara que as pessoas provessem comida para eles(família do falecido).


  Os ensinamentos do Profeta    sobre o Zakat e as caridades[37]

 Seus ensinamentos sobre o Zakat[38]

·            Seu ensinamento sobre o Zakat foi profundo: seu tempo, montante, porcentagens, doadores e beneficiados. É levado em consideração o interesse dos ricos e pobres, repassando um montando dos mais ricos aos mais pobres, sem que haja prejuízo ou injustiça para com os ricos.

·            Se o Profeta   soubesse que alguém tinha o direito sobre o zakat, ele se apressava em dá-lo. Entretanto, se ele não conhecia as condições de tal pessoa, só dava após informar que os ricos e as pessoas que tinham um trabalho e um sustento capaz de se manter não tinham direito ao zakat.

·            Dentre seus ensinamentos estava o de distribuir o zakat àqueles com direito sobre a mesma zona onde esta riqueza havia sido acumulada e que somente o excedente seria enviado para distribuição em outros lugares.

·            Costumava enviar um coletor de zakat somente aos obviamente ricos, tais como proprietários de gado ou plantações.

·            Também costumava enviar um avaliador para estimar a quantidade de tâmaras e uvas, observar o método de irrigação e registrar o peso das produções e, com estas informações, calculava o zakat.

·            Não recebia o zakat sobre cavalos, servos, mulas ou burros ou também sobre vegetais e frutas que não pudessem ser medidos, exceto pelas uvas e tâmaras. Não fazia diferença entre as tâmaras frescas ou secas.

·            Não pegava o melhor da propriedade das pessoas como zakat, mas sim, pegava o produto de qualidade mediana.

·            Proibiu ao que dava em caridade que comprasse de volta oque havia oferecido. Mas, permitia aos ricos comer dele se o beneficiado oferecesse como presente.

·            Em algumas ocasiões pedia um adiantamento dos fundos do zakat para auxiliar a comunidade.

·            Quando uma pssoa lhe trazia o zakat ele suplicava por ela, dizendo: “Allaahummah baarik fihi wa fi ibilih” (Ó Allah, bendiga a ele e aos seus camelos) – An’Nasai.

 Seus ensinamentos sobre o zakatul fitr[39]

·            Estipulou que o zakatul fitr deveria ser uma medida[40] de tâmaras, cevada, queijo ou uvas passas.

·            Este deveria ser entregue antes da oração do eid. Disse,  : “Se este zakat é dado antes da oração, entao é aceito, mas se é dado depois passa a ser uma caridade qualquer” (Abu Dawud).

·            Costumava dá-lo especialmente aos pobres, privando dele os que figuram nas oito categorias de direito do zakat.

 Seus ensinamentos sobre a caridade voluntária[41]

·            Ele era a pessoa mais generosa e a que mais dava em caridade daquilo que estava sob suas posses. Nunca considerou nenhuma caridade em nome de Allah como muita ou pouca.

·            Se alguém pedia algo que estivesse sob suas posses, ele dava rapidamente, fosse muito ou pouco.

·            Ele ficava mais feliz e satisfeito em dar do que receber.

·            Quando encontrava uma pessoa com necessidade dava preferência sobre si mesmo, algumas vezes com sua comida, outras com sua roupa.

·            Quem lidava com ele ficava espantado com a sua indulgência.

·            Ele praticava a caridade de vários tipos, algumas vezes com um presente, às vezes comprava algo e dava de volta ao vendedor junto com seu valor. Algumas vezes pedia emprestado algo e devolvia mais do que havia recebido ou aceitava um presente e retribuía com algo de maior valor.


  Os ensinamentos do Profeta sobre o jejum[42]

 Seus ensinamentos sobre o jejum do Ramadan

·            De acordo com seus ensinamentos, ele só começava o jejum do Ramadan depois de ver a lua ou diante da evidência de uma testemunha. No caso de não ser vista (nem ter testemunha), então ele completaria 30 dias do mês de Shaban.

·            Se a lua não tivesse sido vista no dia 29 de Shaban, devido ao tempo nublado, ele também completava 30 dias. Não jejuava no dia duvidoso e nem aconselhava que o fizessem.

·            Terminava o jejum no fim do mês baseado no testemunho de duas pessoas.

·            Se duas testemunhas dessem o testemunho de haver visto a lua, então ele rompia seu jejum e ordenava às pessoas que fizessem o mesmo. Então fazia a oração do ‘eid  na manhã seguinte.

·            Costumava apressar-se a romper o jejum do por do sol e ordenava as pessoas a fazer o mesmo. Mas, demorava no suhur[43] e também aconselhava os outros que fizessem o mesmo.

·            Costumava romper o jejum antes de realizar a oração do maghrib. Quebrava-o com tâmaras frescas ou secas e, caso não houvesse, com água.

·            Ao romper o jejum dizia: “Dhahab ad-dama'u wabtallatil-`uruqu wa zabatal-ayr 'in shaa Alláh” (A sede se foi, as veias foram umedecidas e a recompense está assegurada, se Allah quiser) – Abu Dawud.

·            Costumava intensificar seus atos de adoração no Ramadan. O Anjo Gabriel, as, se reunia com ele neste mês para repassar o Qur’an.

·            Durante o Ramadan também incrementava a caridade, as boas ações, a recitação do Qur’an, a oração, a lembrança de Allah e o retiro espiritual (itikaf).

·            Costumava fazer certos atos de adoração especiais no Ramadan. Algumas vezes continuava jejuando sem romper o jejum durante a noite, entretanto proibia seus companheiros de fazer isso. Ele lhes permitia estender o jejum apenas até o momento do suhur.

 Seus ensinamentos sobre o que está permitido e os que está proibido ao jejuador

·            Dentre seus ensinamentos estava que quando alguém jejuava deveria abster-se de falar inapropriadamente como discussões barulhentas, insultar ou responder de forma grosseira às pessoas. Ele instruiu que se alguém fosse provocado ou insultado que respondesse: “estou jejuando”.

·            Quando viajava, às vezes, observava o jejum e, às vezes, quebrava-o. Ele dava a seus companheiros a permissão de optar pelo que desejassem.

·            Costumava ordenar a seus companheiros que quebrassem o jejum caso tivessem que lutar em uma batalha.

·            Não especificou nenhuma distância da qual o viajante poderia desculpar a quebra do jejum.

·            Quando seus companheiros começavam uma viagem quebravam o jejum antes de deixarem a área de suas residências e afirmavam que esta era a sunnah do Profeta .

·            Podia acontecer que em um dia de jejum ele estivesse em estado de impureza sexual ao amanhecer, então, antes da oração fazia o ghusl[44] e jejuava normalmente.

·            Costumava beijar sua esposa enquanto jejuava o Ramadan.

·            Costumava limpar seus dentes com o miswak[45], lavar sua boca e nariz e derramava água sobre sua cabeça enquanto jejuava.

·            Ensinou que quem come ou bebe por equívoco ou esquecimento não anula seu jejum.

·            Ensinou que as pessoas doentes e as que viajam podem quebrar seu jejum e repor o dia perdido depois. Também ensinou que a mulher grávida ou que está amamentando não precisa jejuar caso isso lhe provoque algum dano.

 Seus ensinamentos sobre o jejum voluntário:

·            Seus ensinamentos sobre o jejum foram completos de tal forma que é fácil atingir todos os objetivos desejados com certa facilidade. Ele costumava jejuar tanto que as pessoas poderiam pensar que ele jejuava ininterruptamente. Em algumas ocasiões se abstinha de jejuar até que as pessoas pensavam que não ia jejuar nunca mais. Nunca jejuava um mês inteiro, exceto o Ramadan e nunca jejuava tanto em outro mês como jejuava no mês de Shaban.

·            De acordo com seus ensinamentos, não é permitido jejuar às sextas-feiras, apenas; e é recomendável que se jejue às segundas e quintas-feiras.

·            Nunca deixou de jejuar nos dias de lua cheia (13, 14 e 15 dos meses lunares), estando em sua residência ou em viagem, e convidava os outros a jejuar com ele.

·            Também costumava jejuar nos primeiros três dias de cada mês lunar.

·            Aconselhava que jejuassem seis dias no mês de Shawwal, dizendo que jejuar esses dias logo depois do jejum de Ramadan equivaleria a jejuar o ano inteiro (Muslim). Sempre jejuava no dia de Ashura[46], mencionando que expiava os pecados do ano anterior (Muslim).

·            Com relação ao dia de Arafat, dizia que este expiava os pecados do ano anterior e do ano posterior (Muslim). Mas, seu ensinamento para os peregrinos do hajj era não jejuar no dia de Arafat.

·            Não estava dentre seus ensinamentos jejuar todos os dias do ano, pelo contrário, dizia que “aquele que jejua todos os dias nem jejuou e nem quebrou o jejum” (An Nasai).

·            Algumas vezes costumava jejuar voluntariamente e então quebrava o jejum. Em certas ocasiões perguntava à sua família: “temos algo para comer?” e se a resposta era não, então dizia: “então, estou jejuando” (Muslim).

·            Disse : “Se algum de vós é convidado para uma refeição enquanto esteja jejuando, deve dizer: ‘estou jejuando’” (Muslim).

 Seus ensinamentos sobre o retiro espiritual (‘itikaf)

·            Sempre fez o retiro espiritual durante os dez últimos dias de Ramadan, até sua morte. Uma vez não pode fazê-lo e, então, repôs a mesma quantidade de dias no mês seguinte.

·            Uma vez fez o ‘itikaf nos dez primeiros dias do Ramadan, nos dez dias do meio e também nos últimos dez dias, buscando a lailatul qadr. Então, foi esclarecido para ele que esta noite estaria dentre as dez últimas e seguiu fazendo isso até morrer.

·            Sempre combinava o ‘itikaf com o jejum.

·            Costumava pedir que levantassem uma cortina na mesquita para que pudesse se retirar.

·            Quando tinha a intenção de fazer o ‘itikaf, começava-o logo após a oração do fajr.

·            Sua esteira para dormir ficava dentro de sua tenda, onde entrava só.

·            Só regressava à sua casa para atender às necessidades fisiológicas.

·            Costumava colocar sua cabeça dentro do quarto de Aisha para que ela penteasse seus cabelos, mesmo ela estando no período menstrual.

·            Algumas de suas esposas costumavam visitá-lo durante o ‘itikaf, e quando ela se levantava para ir embora, ele levantava e a acompanhava. Estas visitas eram noturnas.

·            Não tinha relações sexuais durante o ‘itikaf, nem sequer beijos.

·            Costumava fazer dez dias de ‘itikaf todo ano, no ano em que morreu fez vinte dias.

  Os ensinamentos do Profeta sobre o hajj e a ‘umrah[47]

 Seus ensinamentos sobre a ‘umrah

·            Ele fez a ‘umrah[48] quatro vezes. Elas foram:

1)         A ‘umrah de al Hudaibiyah – os politeístas impediram que ele chegasse a Makkah, portanto, sacrificou seus animais e raspou sua cabeça no lugar onde estavam acampados, pondo fim ao estado de ihram.

2)         A ‘umrah da compensação para a primeira, no ano seguinte.

3)         A ‘umrah junto com o hajj.[49]

4)         A ‘umrah de al Ya’ranah.

·            Durante sua vida, nunca começou uma ‘umrah estando em Makkah; todas as que ele fez foi entrando na cidade, quando se encontrava fora dela.

·            Também nunca foi relatado que houvesse feito mais de uma ‘umrah no mesmo ano.

·            Todas as que fez foram nos meses do hajj, são eles: Shawwal, Dhul Qadah e Dhul Hijjah.

·            Entretanto, disse: “Uma ‘umrah no mês de Ramadan equivale (em recompensa) a um hajj” (Bukhari e Muslim).

 Seus ensinamentos sobre o hajj[50]

·            Quando o hajj foi estabelecido como pilar do Islam, o Profeta se apressou em cumpri-lo. So fez o hajj uma vez e este foi a modalidade qiran.[51]

·            O Profeta começou o ihram logo depois da oração do dhuhr e recitou a talbiah: “Labbaik-Allaahumma labbaik. Labbaika la sharika laka labbaik. Innal-hamda wan-ni`mata laka wa- mulk. La sharika lak” (Aqui estou, ó Senhor, respondendo ao Teu chamado – em obediência. Aqui estou, ó Senhor, respondendo ao Teu chamado – em obediência, não tens sócios. Todos os louvores e favores são pertencentes a Ti, assim como a soberania. Não tens sócios) – Muslim. Ele levantou a voz com o talbiah de tal menira que era ouvido por seus companheiros. Disse-lhes: “Allah ordenou que levantem suas vozes com o talbiah”. Ele se manteve com esta talbiah enquanto as pessoas acrescentam ou reduziam algumas partes, mas ele não criticou isto.

·            No momento de vestir o ihram ele permitiu que seus companheiros escolhessem qualquer dos três formatos de hajj[52]. Quando eles se aproximaram de Makkah sugeriu àqueles que não tinham animais para o sacrifício a terminarem seu estado de ihram logo após a ‘umrah.[53]

·            O Profeta fez o hajj montando em seu camelo e sua comida e bagagem também foram sobre o camelo. A seguinte descrição é do hajj do Profeta e o método que seguiu: Assim que chegou em Makkah ordenou àqueles que não tinham animal para sacrifício que fizessem a ‘umrah somente e que terminassem o estado de ihram, mas, aqueles que tinham animal que continuassem em estado de ihram. Ele se encaminhou ao vale de Dhu Tuwa, onde passou a noite de domingo, o quarto dia de Dhul Hijjah. Ali fez a oração do fajr, tomou banho e entrou em Makkah de dia, a partir da área vizinha ao norte, az Zaniyah al ‘Ulia, onde se observava o Huyun. Ao entrar na mesquita sagrada, encaminhou-se até a kaabah[54] sem fazer a oração usual de saudação à mesquita. Quando estava em frente à Pedra Negra a beijou sem saudar ninguém. Logo iniciou o tawaaf (circundar a Kaabah) deixando a kaabah à sua esquerda e sem suplicar em sua porta ou em frente à fonte d’água, atrás da pedra ou nos cantos da mesquita. Foi relatado que, enquanto caminhava entre os cantos da kaabah, a da pedra negra e da esquina Yemeni, dizia: “Rabbana aatina fid-dunia hasanatan wa fil-aakhirati hasantan wa qina `adhaaban-naar” ( Senhor nosso, concede-nos o bem neste mundo e na próxima vida e protege-nos do tormento do Fogo). O Profeta não especificou palavras ou súplicas durante o tawaaf além destas já citadas. O Profeta caminhava com pequenos passos durante as três primeiras voltas de seu tawaaf. Colocou sua roupa de tal forma que os dois extremos se juntavam em um dos ombros, enquanto o outro estava à mostra. Sempre que chegava em frente à pedra, apontava-a com o seu bastão a distância e beijava o seu bastão, dizendo: “Allahu akbar”. costumava tocar a esquina Yemeni, entretanto não a beijava e nem beijava sua mão depois de tocá-la. Após o tawaaf, posicionou-se, de pé, atrás do lugar de Ibrahim, as, e recitou: “Wattakhidhu min maqaami Ibrahima musalla” (e toma o lugar de Ibrahim como de oração)[55]. Fez dois rakaat entre o lugar de Ibrahim, as e a kaabah. Depois recitou a surah al fatiha, al Kafirun e al Ikhlaas. Então, voltou à pedra e beijou-a. Dirigiu-se à colia Safa e quando se aproximou dela recitou o versículo: “Innas Safa wal-marwata min sha’aa’irillah” (Em verdade, Safa e Marwah[56] estão entre os ritos de Allah) e acrescentou: “começo com o que Allah começou”. Então, subiu o monte Safa até que pode ver a Kaabah. Orientou-se na direção dela e disse: “La ilaaha ill-Aláhu wallaahu akbar, la ilaaha ill-Aláhu wahdahu la sharika lahu, lahul mulku wa lahul-hamdu, iuhi wa iumitu wa huwa `ala kulli shai'in qadir, la ilaaha ill-Aláhu wahdahu, anjaza wa`dahu wa nasara `abdahu wa hazamal-ahzaaba wahdah.” (Não há divindade afora Allah, único, sem sócios. Seu é o domínio e Seu é todo o louvor e Ele é, sobre todas as coisas, Poderoso. Não há divindade senão Allah, o Único. Ele cumpriu Sua promessa e apoiou Seu servo e derrotou somente os inimigos)[57]. Ele repetiu isso por três vezes, suplicando entre as repetições. Iniciou o sa’i[58] descendo de Safa e caminhando até o monte Marwah. Quando alcançou o vale (hoje em dia demarcado) andou mais rapidamente. Começou o sa’i caminhando, mas concluiu montado, devido ao número de pessoas ao redor dele. Quando chegou a Marwah subiu até o ponto em que avistou a kaabah. Ali fez as súplicas, tal como havia feito no monte Safa. Quando completou o sa’i em Marwah, ordenou a todos que não tivessem animal para sacrifício, que terminassem o estado de ihram[59], inclusive se tinham intenção de tipo qiraan ou ifrad do hajj.

O Profeta não terminou seu estado de ihram, pois havia trazido um animal consigo, mas disse: “Se soubesse antes o que seria agora, então não haveria trazido um animal e teria feito ‘umrah”[60]. O Profeta suplicou três vezes por aqueles que raspavam seus cabelos e uma vez pelos que aparavam.

Ao longo de sua estadia em Makkah e até o dia de tarwiyah[61] costumava liderar as orações, encurtando-as. Antes do meio-dia desse mesmo dia, ele e seus companheiros partiram para Mina e quem havia terminado seu estado de ihram entrava novamente, sentando em sua montaria. Ao chegar em Mina desmontou e fez as orações do dhuhr, ‘asr, maghrib e ‘isha e passou a noite ali. Logo após a saída do sol, encaminhou-se à planície de Arafah. Alguns de seus companheiros estavam repetindo “Allahu akbar” e outros repetindo a talbiah e ele não corrigiu ninguém. Encontrou a barraca pronta para ele em Namirah – como havia requisitado. (Namirah não é parte de Arafah, mas sim uma aldeia ao oriente). Permaneceu ali até pouco depois do meio-dia, quando ordenou que sua camela, al Qaswah, fosse selada. Montou e foi até o vale dentro de arafah. Ali deu um sermão montando em sua camela.

Ali afirmou os fundamentos do Islam e aboliu os fundamentos do politeísmo e dos dias pré-islâmicos, da ignorância. Confirmou todas as proibições universalmente acordadas por todas as religiões e aboliu todas as práticas ilegais pré-islâmicas, incluindo juros e usura. Ordenou aos homens que tratassem bem as mulheres e que se apegassem ao Livro de Allah. Ele perguntou se havia comunicado a mensagem e ao ouvir a resposta afirmativa e unânime evocou Allah, swt, como testemunha. Quando terminou o sermão, Bilal, raa, que chamara o adhan, pronunciou o iqamah. Era uma sexta-feira; então, liderou a oração do dhuhr com duas rakaat de recitação silenciosa (apesar de ser sexta). Bilal, raa, fez um segundo iqamah e o Profeta liderou a oração do asr com duas rakaat. Os habitantes de Makkah estavam com ele, mas não lhes recomendou que completassem a oração e nem tampouco lhes proibiu de unir as orações. Ao completar sua oração, montou até chegar ao lugar de sua permanência. Quando algumas pessoas perguntaram se ele estava jejuando ou não, sua esposa, Maimunah, mandou um pouco de leite, o qual bebeu em frente às pessoas. Então, permaneceu em sua montaria, ao pé da montanha, sobre as rochas e se orientou em direção à quiblah com a corda em sua mão. Então, começou a suplicar e implorar fervorosamente a Allah e continuou assim até o pôr-do-sol. Disse às pessoas que permanecessem na parte superior do vale de ‘Uranah, dizendo: “Eu me coloco de pé aqui, mas todo o Arafah é um lugar para manter-se de pé” (Muslim). Enquanto estava suplicando, levantava suas mãos até o peito como um homem pobre pedindo comida. Dizia: “a melhor súplica é a súplica no dia de Arafah e o melhor que os Profetas anteriores e eu temos dito é: “la ilaaha ill-Allahu wahdahu la sharika lah. Lahul-mulku wa lahul-hamdu wa huwa `ala kulli shai'in qadir.” (Não há divindade exceto allah, único, sem sócios. Seu é o domínio e Seu é todo o louvor e Ele é, sobre todas as coisas, Poderoso). Quando o sol se pôs por completo, partiu de Arafah, serenamente, com Usamah Bin Zaid, montando atrás dele  . Ele puxou as rédeas de seu camelo, para reduzir a marcha, até que a cabeça do animal tocou a sela, e disse: “Ó gente, tenha calma. Apressar-se não é um sinal de justiça” (Bukhari).

Então, partiu pela rota de al Ma’zimain sendo que havia entrado em arafah a partir de Dhabb. Se movimentava a um passo moderado, mas acelerava sempre que havia um espaço aberto.

Continuou recitando a talbiah durante o caminho. Em certo ponto, desmontou, atendeu às suas necessidades fisiológicas, lavou-se e retomou sua viagem. Não orou até chegar em Muzdalifah, onde fez wudhu para a oração e ordenou que fosse feito o chamado do adhan e iqamah. Fez a oração do maghrib antes de acampar e de fazer os camelos se ajoelharem para descansar. Logo que colocou os camelos para descansarem, ordenou um segundo iqamah, mas sem adhaan. Fez a oração do isha sem nenhuma oração voluntária entre maghrib e isha. Então dormiu até o amanhecer e não passou a noite em adoração.

Essa mesma noite deu a permissão aos mais débeis dentre seus familiares para prosseguir para Mina antes do amanhecer, mas recomendou-lhes que não fizessem o rami (apedrejamento do pilar) antes do amanhecer. Tão logo amanheceu, fez a oração do fajr, depois do adhaan e iqamah. Montou até chegar a al Mash’ar al Haraam e disse às pessoas que todo Muzdalifah é lugar para permanecer. Orientou-se na direção da quiblah e começou a suplicar e louvar a Allah. Logo partiu de Muzdalifah antes da saída do sol, com al Fadl Bin Abbas, montado atrás dele . No caminho disse a Fadl Bin Abbas, raa, que recolhesse sete pedrinhas para ele . Sacudindo-as em sua mão, disse: “Usem pedrinhas similares para apedrejar e evitem o extremismo na religião” (an Nasai, Ibn Majah). Ao chegar a Muhassir, apressou-se, tomando a estrada do meio, que leva a Jamrah maior[62]. Continuou recitando a talbiah até chegar a Mina e começou, imediatamente, a apedrejar a Jamrah, logo após a saída do sol, montado em seu camelo. Jogou-as de uma vez, dizendo: “Allahu akbar” para cada pedra lançada.

Depois disso, retornou a Mina e pronunciou um eloqüente sermão. No qual informou às pessoas sobre a sacralidade de Makkah. Também ordenou às pessoas que obedecessem àqueles que seguem os ensinamentos do Livro de Allah e lhes ensinou os ritos do hajj. Então, encaminhou-se os local de sacrifício em Mina e sacrificou vinte e seis camelos com sua própria mão, enquanto estavam de pé com a sua pata esquerda amarrada. Depois pediu a ali, raa, que completasse o sacrifício de cem camelos. Também ordenou a Ali, raa, que os desse em caridade aos pobres. Indicou que a um açougueiro/sacrificador não se deve dar pagamento da carne sacrificada.[63] Ensinou que toda Mina é um lugar de sacrifício, assim como os caminhos e vales que levam à Makkah. Ao terminar o sacrifício, chamou o barbeiro e pediu que raspasse sua cabeça, começando com o lado direito. Deu o cabelo a Abu Talha e disse: “distribua-o entre as pessoas” (Bukhari e Muslim).

Pediu perdão três vezes por aqueles que rasparam suas cabeças e uma vez pelos que apenas cortaram os cabelos. Aisha passou perfume nele antes que tirasse suas roupas do ihraam.

Logo partiu para Makkah em seu camelo, antes do meio-dia. Fez o tawaaf al ifaadhah[64] e não fez mais nenhum tawaaf, nem sa’i depois disso.[65] Não correu em seu tawaaf (nem no tawaaf de despedida); exceto durante o inicial. Na continuação do tawaaf foi ao poço Zamzam onde encontrou pessoas bebendo. As pessoas entregaram-no um balde e ele bebeu de pé. Logo retornou a Mina onde passou a noite. Houve um desacordo sobre onde rezou o dhuhr neste dia. Ibn Umar, raa, relatou que fez o dhuhr em Mina, enquanto Jabir e Aisha, raa, disseram que havia sido em Makkah. Na manhã seguinte esperou até que o sol passasse do meridiano e caminhou até os pilares (muro), onde começou o Jamrah (o menor) exatamente atrás da mesquita do Khaif. Lançou sete pedras, dizendo: “Allahu akbar” para cada uma delas. Logo se dirigiu a Jamrah e orientando-se para a quiblah, levantou suas mãos e fez uma súplica longa, tão longa quanto a recitação da surah al Baqarah.

Logo após encaminhou para a Jamrah do meio e apedrejou da mesma forma. Moveu-se para a esquerda, até o vale e, orientado para a quiblah, levantou suas mãos e suplicou por quase o mesmo tempo que antes.

Ao terminar foi até o terceiro e maior Jamrah (al ‘Aqabah), de pé, com a Kaabah à sua esquerda e com Mina à sua direita, apedrejou com mais sete pedras. Ao completar o apedrejamento retornou sem colocar-se de pé para suplicar. Terminou o apedrejamento antes da oração do dhuhr e, então, retornou para fazer a oração. Deu permissão a Abbas, raa, para passar as noites de Mina em Makkah para prover as pessoas com água.

O Profeta não se apressou em sua partida (em dois dias), senão que estendeu um pouco para completar o apedrejamento de todos os pilares em três dias. Depois de terminado, partiu, parando em Muhassab. Fez as orações do dhuhr, asr, maghrib e ishaa e descansou por alguns instantes. Seguiu para Makkah onde fez o tawaaf de despedida durante a noite – antes do amanhecer, sem correr. Desculpo-se à sua esposa, Safiyah, raa, do tawaaf de despedida, pois ela estava em seu período menstrual.

Permitiu à Aisha, raa, aquela noite, que fizesse a ‘umrah a partir de Tan’im[66], acompanhada de seu irmão, Abdur-Rahman, raa e, quando ela terminou, ele anunciou a partida a seus companheiros e todos partiram juntos.


 Os ensinamentos do Profeta sobre os sacrifícios da peregrinação, ‘eid e ‘aquiqah[67]

 Seus ensinamentos em relação ao Hadi[68]

·            O Profeta ofereceu ovelhas e camelos como hadi e ofereceu um bovino por parte de suas esposas. Ofereceu um hadi em sua residência, assim como durante seu hajj e ‘umrah.

·            Era seu costume marcar as ovelhas com guizos ou colares, nunca as marcava com ferro quente ou cortes.

·            Quando ofereceu camelos como hadi, costumava adorná-los e marcá-los, cortando-os levemente no lado direito de sua corcunda.

·            Caso enviasse seu hadi, dizia ao seu mensageiro que se qualquer coisa ocorresse pelo caminho que causasse um defeito no animal, deveria sacrificá-lo, molhar as sandálias em seu sangue, pendurá-las do lado e não comer da carne do animal – nem permitir que nenhum dos que o acompanhassem comessem dessa carne[69]. A carne deveria ser doada aos pobres.

·            Costumava compartilhar um hadi com seus companheiros. Sete deles compartilharam o sacrifício de um camelo ou uma vaca.

·            Permitia ao homem que levava o hadi que o montasse quando necessário, até que encontrasse outra montaria.

·            Dentre seus ensinamentos estava sacrificar os camelos enquanto eles estavam de pé, com a pata esquerda amarrada e dizendo: “Bismillah, Allahu akbar” enquanto o sacrificava.

·            Costumava sacrificar com suas próprias mãos, mas, em algumas ocasiões, nomeava alguém para completar o sacrifício.

·            Quando sacrificava uma ovelha, punha-se de pé, em suas costas e dizia “Bissmillah, Allahu akbar” e a sacrificava.

·            Permitiu à sua ummah que comesse de seu hadi e sacrifícios e guardasse uma parte da carne.

·            Algumas vezes distribuía a carne do hadi e outras vezes dizia: ‘quem deseje pode cortar um pedaço”.

·            Sua prática era sacrificar o hadi da ‘umrah em Marwah e o hadi do hajj em Mina.

·            Sempre sacrificava seu hadi ao terminar o estado de ihram e logo após a saída do sol, depois do primeiro apedrejamento. Nunca permitia o sacrifício antes do nascer do sol.

 Seus ensinamentos sobre o sacrifício do ‘eid[70]

·            Nunca deixou de oferecer um sacrifico. Costumava sacrificar dois carneiros depois da oração do ‘eid. Dizia: “todos os dias de tashriq são dias de sacrifício”.

·            Dizia: “quem quer que tenha sacrificado antes da oração (do ‘eid) não chegou a fazer o sacrifício; é apenas carne que oferece à sua família”.

·            Ensinou que sacrificassem uma ovelha de seis meses de idade ou um camelo de cinco anos ou uma vaca que houvesse entrado em seu terceiro ano.

·            Também, ensinou selecionar um bom animal para o sacrifício, que não tivesse defeitos e proibia oferecer um sacrifício de um animal com orelha cortada, cornos defeituosos, olho cego, manco ou debilitado. Também ordenava confirmar o perfeito estado dos olhos e dos ouvidos.

·            Ordenou àqueles que tinham intenção de oferecer um sacrifício que não removessem nada do pelo de seu corpo quando entrasse a primeira dezena  do mês de Dhul Hijjah.

·            Dentre seus ensinamentos estava o de oferecer seu sacrifício na mussala (sala de oração).

·            Também ensinou que uma ovelha era suficiente como sacrifício para um homem, incluindo sua família, não levando em conta o número de integrantes desta.

 Seus ensinamentos sobre ‘aquiqah[71]

·            Foi relatado – e comprovada a autenticidade – que o Profeta disse: “cada criança depende de sua ‘aquiqah. Deve ser sacrificado, para ela, no sétimo dia, seu cabelo deve ser raspado e deve-se dar um nome a ela” (Abu Dawud, Nasai e Tirmidhi).

·            Também disse: “duas ovelhas para o menino e uma para a menina” (Abu Dawud e Nasai).


 Os ensinamentos do Profeta sobre as súplicas durante o mês de Dhul Hijjah[72]

·            O Profeta costumava fazer súplicas frequentemente durante os primeiros dez dias do mês de Dhul Hijjah e ensinava às pessoas a repetir com freqüência: “la ilaha ill-Allah” (não há divindade afora Allah), “Allahu akbar” (Deus é o maior) e “alhamdulillah” (louvado seja Deus).


 Os ensinamentos do Profeta ao comprar e vender

·            O Profeta comprava e vendia, mas após ser agraciado com a mensagem de Allah passou a comprar mais que vender. Realizou outras transações como alugar, nomeou representantes e foi nomeado como tal, mas não nomeava mais vezes do que era nomeado.

·            Comprava à vista e à crédito. Intercedia por terceiros e outras pessoas intercediam por ele , também pedia emprestado com ou sem hipoteca.

·            Doava e aceitava doações. Presenteava e aceitava presentes. Se não desejasse o presente, desculpava-se com quem havia oferecido. Aceitava presentes oferecidos por reis e os distribuía entre seus companheiros.

·            Era ainda mais bondoso em seus negócios. Se pedisse algo emprestado, devolvia algo melhor e suplicava a Allah que abençoasse aquele que lhe havia emprestado, sua família e sua riqueza. Uma vez pediu um camelo emprestado e seu dono veio cobrar sendo rude com o Profeta . Quando seus companheiros quiseram agredir o homem, ele disse: “deixem-no, pois aquele que tem um direito pode reclamá-lo” (Bukhari e Muslim).

·            Sua reação ao abuso era a tolerância. Aconselhava àqueles que ficassem furiosos que fizessem a ablução, que sentassem caso estivessem de pé e que buscassem refúgio em Allah, swt.

·            Nunca era arrogante; pelo contrário, comportava-se com humildade e modéstia com seus companheiros, saudando aos jovens e aos velhos.

·            Costumava brincar, mas, mesmo assim, nunca disse mentiras. Contava histórias, mas nunca dizia nada que não fosse a verdade.

·            Caminhava, consertava seus sapatos, costurava suas roupas com suas próprias mãos. Ordenhava sua cabra, limpava suas roupas, servia sua família e a ele mesmo e junto com seus companheiros carregou tijolos para construir a mesquita.

·            Era a pessoas mais tolerante e amável.

·            Quando era requisitado para escolher entre duas coisas, sempre optava pela mais simples, obviamente, quando não era ilícita.

·            Nunca se vingava de uma injustiça cometida contra sua pessoa, mas quando alguma das proibições de Allah, swt, era violada, sua repulsa era notória.

·            Costumava aconselhar e buscar o conselho, visitar os doentes, assistir aos funerais, aceitar convites e esforçar em ajudar a suprir as necessidades das viúvas, pobres e débeis.

·            Costumava suplicar a Allah por qualquer um que lhe fizesse um favor. Dizia: “Quando um favor te é feito, dizes a quem lhe fez ‘jazaka Allahu khairan’ (que Allah te recompense com o bem), e isso é um elogio suficiente” (Tirmidhi).


 Os ensinamentos do Profeta sobre o matrimônio[73]

·            Foi narrado, de maneira autêntica, que o Profeta disse: “O mais querido para mim, neste mundo, são as mulheres e os perfumes, mas meu deleite está nas orações” (Nasai).

·            Também disse: “Ó jovens, quem dentre vós tiver a capacidade de casar, que se case logo” (Bukhari e Muslim). Ainda mais: “casando-se com uma mulher afetuosa e fértil” (Abu Dawud).

·            Se uma de suas esposas mostrava interesse em algo permissível, ele concordaria com ela. Costumava deixar que as moças dos ansaar jogassem com Aisha, raa. Quando Aisha, raa, bebia de um recipiente, ele o tomava e bebia no mesmo lugar em que ela havia encostado sua boca. Ele costumava descansar sua cabeça no colo de Aisha, raa, e recitava o Alcorão sua cabeça estando no colo dela, mesmo quando  estava em seu período menstrual.

·            Logo após a oração do ‘asr, costumava visitar todas as suas esposas, uma depois da outra para perguntar como estavam, mas na noite dormia na casa da que lhe cabia o dia.

·            Costumava tratar as esposas com equidade em relação ao tempo que despendia com elas, a manutenção da casa, e provisões.

·            Costumava manter relações sexuais com suas esposas no início ou no fim da noite. Se tinha relações sexuais no começo da noite, tomava o banho ou apenas fazia o wudhu’ e, então, dormia.

·            Dizia: “maldito é aquele que submeta sua esposa ao que não é natural” (Abu Dawud). Ensinou: “quando algum de vós tenha a intenção de praticar o ato sexual com sua esposa que diga ‘Allaahumma  jannibna ash-shaitán wa  jannib ash-shaitana  ma razaqtana” (Ó Allah, mantenha-nos longe de Shaitan e mantenha Shaitan longe daquilo com o que nos provenha). Então, se um filho fosse decretado Shaitan jamais poderia prejudicá-lo (Bukhari e Muslim).

·            Também disse: “quando algum de vós contrair matrimônio deve tomar a cabeça da esposa e suplicar a Allah por bênção, pronunciar o nome de Allah e dizer: ‘Allaahumma inni as'aluka khairaha wa khaira ma jubilat `alaihi, wa a`udhu bika min sharraha wa sharra ma jubilat `alaiha’ (Ó Allah, peço-Te pelo bem que há nela e em sua criação e busco refúgio em Ti do mal que há nela e do mal de Tua criação) – Abu Dawud e Ibn Majah.

·            Costumava cumprimentar os recém casados: “Baarak Allaahu laka, wa baaraka `alaika wa  jama`a bainakuma fi khair” (Que Allah os abençoe, que envie Suas bênçãos sobre vós e que vos una em bondade) – Abu Dawud, Ibn Majah e Tirmidhi.

·            Se desejava viajar, tirava a sorte entre suas esposas. Aquela que vencia o sorteio não precisava compensar o tempo com as outras.

·            Não fazia parte de seus ensinamentos dar muita atenção à construção das casas, nem à decoração ou aumentá-las para maior conforto.

·            Divorciou-se de uma de suas esposas e se reconciliou com suas esposas após separar-se delas por um mês; também nunca praticou o dihar.[74]


 Os ensinamentos do Profeta ao comer e beber[75]

 Seus ensinamentos sobre comer e beber

·            Nunca recusou o que estava disponível, nem tampouco se esforçou para obter o que não estava disponível. Comia todas as coisas boas e se não gostasse, deixava-a sem rechaçá-la ou forçar-se a comê-la. Entretanto, nunca criticou uma comida; se gostava, comia, de outra forma a deixava, assim como quando lhe foi oferecido um lagarto, recusou dizendo que não estava acostumado àquela comida.

·            Costumou comer o que estivesse disponível e se não houvesse nada tinha paciência, até o ponto em que atava uma pedra ao seu estômago por causa da fome. Algumas vezes passavam-se três meses sem acender o fogo para cozinhar.

·            Não estava dentre seus ensinamentos limitar-se a apenas um tipo de comida.

·            Costumava comer doces e mel, e ele gostava disso. Comia carne de camelo, ovelha, frango, pássaros, zebra e coelho. Também comia tudo do mar, carne assada e tâmaras frescas ou secas. Comia zarid, um pão empapado com caldo e carne, como pão com azeite e pepino com tâmaras frescas. Comia abóbora cozida e gostava e também comia carne seca e tâmaras com manteiga.

·            Gostava de carne, especialmente o antebraço e a parte dianteira das ovelhas.

·            Costumava comer frutas locais em sua temporada, não as evitava.

·            A maioria de suas refeições era servida sobre uma esteira, no chão.

·            Ordenava às pessoas que comessem com a mão direita e proibia que comessem com a mão esquerda, dizendo: “Na verdade, Shaitan come e bebe com sua mão esquerda”.

·            Costumava comer com três dedos e os chupava quando terminava.

·            Não comia recostado, sentado de pernas cruzadas ou descansando sobre uma das mãos e comendo com a outra; estas três posições são de mau gosto. Ele costumava comer sentado com suas pernas esticadas e dizia: “eu me sento como um escravo e como da maneira que come um escravo”.

·            Quando estendia sua mão até a comida, dizia: “bismillah” (em nome de Allah). Ensinava às pessoas que fizessem o mesmo, dizendo: “quando um de vós comer deve pronunciar o nome de Allah. Caso esqueça de pronunciá-lo ao começo que diga ‘bismillah awwalahu wa akhirahu’ (em nome de Allah ao começo e ao fim) (Tirmidhi).

·            Dizia: “em verdade, Shaitan considera lícita para ele a comida sobre a qual não é mencionado o nome de Allah” (Muslim).

·            Quando era convidado a comer não ia à casa do anfitrião sem que suplicasse por eles, dizendo: “aftara ‘indakumus-saímun wa akala ta`amakumul-abraar, wa sallat `alaikumul-mala'ikah” (Que aqueles que jejuam rompam seu jejum em vosso lar, e que os piedosos comam a sua comida e que os anjos invoquem bênçãos sobre vós) – Abu Dawud.

·            Costumava suplicar por aqueles que convidavam os pores e os elogiava.

·            Jamais mostrou desdém por comer com alguma pessoa, jovem ou velha, livre ou escrava, beduína ou imigrante.

·            Se era convidado a comer enquanto jejuava, dizia: “estou jejuando” (Bukhari e Muslim). Dizia àqueles que eram convidados a comer que orassem pelo anfitrião se estivessem jejuando e que aceitassem, caso não estivessem em jejum.

·            Quando era convidado a comer e alguém o acompanhava, informava ao anfitrião, dizendo: “este homem nos seguiu, portanto, se desejas, permita-o entrar, caso contrário ele deverá ir embora” (Bukhari).

·            Dizia àqueles que se queixavam a ele que a comida não era suficiente para satisfazer a todos presentes que não se separassem e que pronunciassem o nome de Allah sobre ela para que Ele a abençoasse.

·            O Profeta dizia: “um ser humano não enche um recipiente pior que seu estomago; uns tantos bocados são suficientes para suportar seu peso. Então, deve-se encher um terço de seu estômago com comida, um terço com bebida e um terço deve-se deixar para o ar” (Tirmidhi e Ibn Majah).

·            Entrou em sua casa uma noite, buscando comida e não encontrou nada, então disse: “allahumma at’im man at’amani wasqi man saqaani” (Ó Allah, dá de comer a quem me deu de comer e dá de beber a quem me dá de beber) – Muslim.

 Seus ensinamentos sobre beber[76]

·            Seus ensinamentos sobre beber eram os mais perfeitos para proteger a saúde. Sua bebida favorita era doce e fria. Costumava beber leite sem diluir ou mesclar com água. Dizia: “Allaahumma barik lana fihi wa zidna minhu, fa innahu laisa shaiun  iujzi `anat-ta`aami wash-sharaabi illal-laban” (Ó Allah, abençoe e aumente para nós, pois nada é tão suficiente como a comida e bebida, exceto o leite) – Tirmidhi.

·            Não fazia parte de seus ensinamentos beber durante a comida. Seus companheiros costumavam preparar o nabidh[77] para ele, na noite e ele a bebia na manhã seguinte ou na noite seguinte, ou um dia mais tarde. Se sobrava algo depois disso, ele derramava a bebida. O Profeta não bebia daquilo depois de três dias, por medo de se intoxicar.

·            Também era parte de seus ensinamentos beber sentado e costumava repreender aqueles que bebiam de pé. Mas, uma vez, ele bebeu estando de pé, e sobre isso foi dito que a proibição foi abolida, ou, de outra forma, foi para mostrar que as duas maneiras eram permitidas.

·            Costumava fazer três pausas para respirar enquanto bebia e dizia: “é melhor para aliviar a sede, é mais satisfatório e mais saudável” (Muslim). Isso queria dizer que ele retirava o recipiente de perto de sua boca e respirava fora dele. Dizia: “quando beber, não deves respirar dentro do recipiente, mas sem afastá-lo de tua boca” (Tirmidhi e Ibn Majah).

·            Costumava pronunciar o nome de Allah quando começava a beber e louvá-Lo quando terminava. Dizia: “Allah gosta daquele servo que come e bebe louvando-O” (Muslim).

·            Costumava ser fornecido com água fresca, mas preferia aquela que havia repousado.

·            Quando oferecia a bebida, passava-a pela sua direita, mesmo que houvesse algum ancião à sua esquerda.

·            Ordenava que os recipientes fossem cobertos e fechados firmemente, e deveria-se pronunciar o nome de Allah neste momento.


  Os ensinamentos do Profeta na da’wah[78]

·            O Profeta convidava as pessoas ao caminho de Allah durante o dia e a noite, em segredo e publicamente. Permaneceu em Makkah por três anos, no início da profecia, fazendo o chamado à adoração a Allah em segredo. Mas, logo um versículo foi revelado “Difunde o que te tem sido ordenado (publicamente) e não te preocupes com os idólatras” (Qu’ran 15: 94). O Profeta cumpriu a ordem de Allah, swt, sem temor à crítica. Convidou aos jovens e velhos, homens livres e escravos, homens e mulheres a crer em Allah, swt.

·            Quando a perseguição e tortura se tornaram insuportáveis para seus companheiros, em Makkah, então ele permitiu que emigrassem para a abissínia (Etiópia).

·            O Profeta foi à cidade de Taif esperando encontrar apoio. Convidou os moradores locais a crerem em Allah, mas ninguém o respondeu. Ao contrário, eles o maltrataram, ainda mais que o povo de Makkah e o expulsaram, mandando-o de volta a Makkah, onde entrou sob a proteção de Mut’im Ibn Adii.

·            Então, continuou a propagação do Islam abertamente por mais dez anos, tomando vantagem nas temporadas anuais e visitando os peregrinos em seus acampamentos. Ele também fez da’wah durante as temporadas de comércio de Okaz, Majinnah e Dhil Majaaz e perguntava por cada tribo e seu acampamento.

·            Finalmente encontrou seis pessoas da tribo de Khazraj em Aqabah que aceitaram o convite ao Islam. Em seu retorno à cidade de Madinah, foram convidando as pessoas ao Islam e rapidamente o Islam foi propagado, de tal maneira que em qualquer lugar se ouvia sobre a religião.

·            No ano seguinte, doze pessoas vieram e tomaram o compromisso em Aqabah, comprometendo-se a obedecer, dar apoio financeiro e ordenar o lícito e proibir o ilícito. Também se comprometeram a falar acerca de Allah sem temor da reprovação, além de ajudar e proteger o Profeta da mesma forma em que se protegiam a si mesmos, suas esposas e filhos, em troca de receberem a recompensa do Paraíso. Depois disso, retornaram a Madinah, acompanhados por Umm Maktoum, raa e Mus’ab Ibn Umair, raa, para que ensinassem o Qur’an e chamassem as pessoas ao caminho de Allah. Através de sua da’wah muitas pessoas entraram no Islam, entre elas Usaid ibn Hudhair e Sa’d Ibn Mu’adh, raa.

·            Logo, o Profeta permitiu aos muçulmanos que emigrassem à Madinah e eles começaram a fazê-lo. Ele e seu companheiro Abu Bakr, raa, foram os últimos muçulmanos de Makkah a emigrarem para Madinah.

·            O Profeta estabeleceu uma irmandade entre os imigrantes (muhajirin) e os auxiliadores de Madinah (ansaar). Eram noventa homens no total.

 Seus ensinamentos sobre a segurança, reconciliação e trato com os emissários[79]

·            Foi confirmado que o Profeta disse: “O direito de proteção é o mesmo para todos os muçulmanos; até o mais humilde pode oferecê-lo” (Bukhari e Muslim).

·            Também disse: “Quem faz um pacto não deve quebrá-lo até que expire o prazo ou a outra parte o viole primeiro” (Abu Dawud e Tirmidhi), diz também: “Quem der proteção a um homem (não muçulmano que entra para a cidade islamica, em sua custódia), depois o assassina, eu estarei distante do assassino”.( Ibn Majah).

·            Quando os emissários de Musailimah[80] se aproximaram dele, o Profeta disse: “Se não fosse pela proibição de matar os emissários, eu os teria executado”, estava dentre seus ensinamentos que os emissários não fossem assassinados em hipótese nenhuma.

·            Não detinha um emissário se ele escolhesse manter sua fé ao invés de aceitar o Islam.

·            Se alguns de seus inimigos faziam algum pacto com um de seus companheiros sem sua aprovação e este não era prejudicial aos muçulmanos, ele aceitava.

·            O Profeta fez uma trégua de paz de dez anos com a tribo Quraish, sob a condição de que os muçulmanos que viessem a eles dos quraishitas fossem devolvidos. Mas, Allah, swt, cancelou esta condição no caso das mulheres e ordenou que quando elas viessem ao Profeta que sua fé fosse testada, ao ser confirmada a fé, que não fossem devolvidas.

·            Se uma esposa escolhia retornar e se unir aos incrédulos de Quraish, Allah, swt, ordenava aos muçulmanos dar àqueles cujas esposas haviam desertado o equivalente ao que eles haviam gasto com o dote nupcial. Esta quantia deveria ser exigido dos incrédulos, já que eles (os incrédulos) gozavam do mesmo direito se o caso fosse oposto – uma esposa de um dos incrédulos fugindo para viver dentre os muçulmanos.

·            O Profeta não exigiu dos quraishitas que extraditassem nenhum homem que viesse a eles, nem exigiu que este homem fosse devolvido (ou que retornasse). Entretanto, quando alguns desses homens mataram ou tomaram a propriedade de algum dos descrentes, depois de ter deixado o Profeta , não lhes foi garantida a segurança.

·            O Profeta fez um acordo com os judeus de Khaibar logo após derrotá-los, exigiu que eles deixassem aquela região, sendo-lhes permitido levar com eles tudo aquilo que suas montarias conseguissem carregar.

·            Também chegou a um acordo em relação à terra, com aqueles que ficaram – com a permissão do Profeta : ele teria a metade da colheita e cada ano uma pessoa era enviada para estimar o que era colhido.

 Seus ensinamentos sobre a da’wah aos governantes e o envio de emissários e cartas[81]

·            Quando o Profeta retornou do pacto de Hudaibiyah, escreveu aos reis mais próximos e enviou mensageiros. Dirigiu-se ao imperador Bizantino com uma carta e um emissário. Este estava inclinado ao Islam e esteve a ponto de declarar sua fé, mas não o fez.

·            O Profeta enviou uma carta a Najashi (o governante da Abissínia – Etiópia), quem abraçou o Islam secretamente.

·            Enviou Abu Mussa al Ashari e Mu’adh Ibn Jabal, raa, para difundir o Islam no Iêmen, onde a população optou pelo Islam pela sua própria vontade.

 Seus ensinamentos sobre o trato com os hipócritas[82]

·            O Profeta aceitou a exteriorização da crença, deixando que Allah, swt, julgue as intenções internas. Ele se opôs aos hipócritas usando argumentações convincentes. Às vezes usava palavras fortes e discursos eloqüentes para chegar às suas consciências.

·            Não ordenou jamais a execução de hipócritas com a finalidade de manter os corações das pessoas em harmonia. Quando era sugerido a morte destes, ele respondia: ‘Não, porque as pessoas dirão que Muhammah mata seus companheiros”.


 Os ensinamentos do Profeta sobre as súplicas[83]

·            O Profeta era o que melhor louvava a Allah, swt e tudo o que pronunciava era em louvor a Allah, o Todo-Poderoso. O que fosse ordenado, proibido e legislado para a nação islâmica era, em essência, um tipo de louvor a Allah. Inclusive seu silencio era uma glorificação a Allah, partindo de seu coração. Sua glorificação e louvor a Allah eram inerentes a ele , fazia-o de pé, sentado ou recostado; caminhando ou montado; viajando ou em seu lar.

 Seus ensinamentos sobre louvar a Allah durante o dia e a noite

·            Quando chegava a manhã, costumava dizer: “começamos a manhã em estado natural do Islam, ou seja, sendo monoteístas, dentro da religião de nosso Profeta Muhammad e no caminho de nosso pai Ibrahim, um monoteísta inclinado à Verdade, quem não era dos que associavam ninguém a Allah” (Ahmad).

·            Dizia: “Ó Allah, por Ti alcançamos a manhã e por Ti alcançamos a tarde. Por Ti vivemos e por Ti morrermos, ante Ti seremos ressuscitados” (Abu Dawud, Tirmidhi e Ibn Majah).

·            Também disse: “Quando vos alcançar a manhã, digam: ‘a manhã nos chegou e o domínio pertence a Allah, o Senhor dos mundos. Ó Senhor, peço-Te o bem neste dia, o êxito, vitória, luz, Tua bênção e Tua orientação. E busco refúgio em Ti do mal que este (o dia) contém e do mal que o segue’”. Ao chegar a tarde dizia algo similar.

·            Disse: “A melhor súplica para buscar o perdão é dizer: ‘Ó Senhor, Tu és meu Senhor – não há deus senão Tu. Tu me criaste e eu sou Teu servo; mantenho Teu pacto e minha promessa para contigo, tanto quanto me é possível cumpri-la. Busco refúgio em Ti do mal que eu mesmo pratiquei. Reconheço ante Ti meu pecado; perdoa-me. Em verdade, ninguém pode perdoar meus pecados, exceto Tu’. Quem recitar isto pela manhã com fé e morrer no mesmo dia entrará no Paraíso. E quem recitar isso durante a tarde, com fé e morrer nesta noite entrará no Paraíso.” (Bukhari)

·            Também disse: “Quem recitar, todo dia, cem vezes: ‘La ilaaha'ill-Allaahu wahdahu la sharika lahu, lahul-mulku wa lahul-hamdu wa huwa `ala kulli shai'in qadir’ (não há divindade afora Allah, o Único, sem sócios. Sua é a soberania, a Ele pertence todo o louvor e Ele é, sobre todas as coisas, Poderoso) será recompensado com o equivalente a liberar dez escravos, cem boas ações lhe serão registradas e cem más ações serão apagadas. Esse dia será protegido de Shaitan até a noite e ninguém poderá apresentar algo melhor que isso (no Dia do Juízo), exceto aquele que tenha feitos mais obras (boas) (Bukhari e Muslim).

·            Costumava suplicar pela manhã e pela noite tais súplicas: “Ó Senhor, peço-Te pelo bom juízo neste mundo e na próxima vida. Ó Senhor, peço-Te o perdão e o bom juízo em minha religião, minha vida mundana, minha família e minha propriedade. Ó Senhor, cobre minhas faltas e acalma meus temores. Ó Allah, proteja-me por minha frente, minhas costas, por minha direita e minha esquerda e por cima de mim. Busco refúgio em Tua grandeza de ser tragado pela terra” (Abu Dawud e Ibn Majah).

·            Disse: “não há servo de Allah que recite cada manhã e cada tarde ‘em nome de Allah, com cujo nome nada pode causar dano na terra e nos céus, Ele escuta tudo, sabe tudo’ por três vezes sem obter proteção contra qualquer prejuízo” (Abu Dawud, Ibn Majah e Tirmidhi).

·            Abu Bakr as Siddiq, raa, perguntou: “Ó Mensageiro de Allah, ensina-me o que dizer quando chegar a manhã e quando chegar a tarde”. Ele respondeu: “diga: ó Senhor, Criador dos céus e da terra, Conhecedor do oculto e do manifesto, Senhor, Soberano e Dono de todas as coisas, atesto que não há Deus senão Tu. Busco refúgio do meu próprio mal e do mal de Satanás e seus aliados, do que me prejudique ou prejudique outra pessoa”. O Profeta acrescentou: “diga isso pela manhã, pela tarde e quando vais te deitar” (Abu Dawud e Tirmidhi).

 Seus ensinamentos sobre glorificar a Allah quando entrar ou sair de casa[84]

·            Quando saía de sua casa, o Profeta costumava dizer: “bissmillah, tawakkaltu ‘ala Allah” (em nome de Allah, confio em Allah) e acrescentava: “Ó Senhor, busco refúgio em Ti de desviar-me ou desviar alguém, de fazer com que alguém escorregue ou que eu mesmo escorregue, de fazer mal a alguém ou que me façam mal, de comportar-me mal ou de que alguém se comporte mal comigo” (Nasai, Tirmidhi e Ibn Majah).

·            Ensinou também: “Aquele que diz, ao deixar sua casa ‘bissmillah, tawakkaltu ‘ala Allah, la hawla wa la quwata illa billah’ (em nome de Allah, confio em Allah. Não há força e nem poder exceto através de Allah) lhe será dito: ‘tu hás sido guiado, sustentado e protegido e Satanás permanecerá afastado de Ti’” (Abu Dawud e Tirmidhi).

·            Quando costumava sair para a oração do fajr, dizia: “Ó Senhor, dê luz ao meu coração, à minha língua, aos meus ouvidos, aos meus olhos, ilumine-me por trás e pela frente, sobre e sob mim. Ó Allah, ilumine-me!” (Bukhari e Muslim).

·            Dizia: “quando um homem entra em seu lar deve dizer ‘Ó Senhor, peço-te pela melhor entrada e melhor saída. Em nome de Allah entramos e confiamos em Allah, nosso Senhor’. Logo depois deve saudar sua família” (Abu Dawud).

 Seus ensinamentos sobre mencionar Allah ao entrar ou sair da mesquita[85]

·            Quando entrava em uma mesquita, o Profeta costumava dizer: “A`udhu billaahil-`adim wa bi-wajhihil-karim wa bi-sultaanihil-qadimi minash-shaitaanir-rajim” (busco refúgio no Grandioso e em Seu nobre semblante e Sua autoridade eterna contra Shaitan, o maldito). Disse: “quando alguém diz isto, Shaitan diz ‘ele está protegido de mim o dia todo’” (Abu Dawud).

·            Também dizia: “quando um de vós entrar na mesquita, que invoque bênçãos sobre o Profeta Muhammad e que diga: ‘Allaahumma iftah li abwaaba rahmatik’ (ó Allah, abra para mim as portas de Tua misericórdia), e ao deixar a mesquita que diga: ‘Allaahumma inni as’aluka min fadhilik’ (ó Senhor, concede-me de Tua abundância)(Abu Dawud e Ibn Majah).

 Seus ensinamentos ao ver a lua crescente[86]

·            Quando via a lua nova em cada mês, o Profeta dizia: “Ó Senhor, faça com que caia sobre nós a prosperidade e a fé, com a paz e o Islam. (Dirigindo-se à lua, dizia) Nosso Senhor e Tu, Senhor, é Allah” (Tirmidhi)

 Seus ensinamentos ao espirrar e bocejar[87]

·            Está confirmado que o Profeta disse: “Agrada a Allah o espirro e Ele não gosta do bocejo. Portanto, se um dentre vós espirra e louva a Allah, então é dever de quem ouve dizer ‘yarahmuk-Allah’ (que Allah te conceda misericórdia). Sobre o bocejo, este é causado por Shaitan, portanto, se alguém dentre vós venha a bocejar, que o retenha o tanto que puder, pois, quando alguém boceja Shaitan ri dele” (Bukhari e Muslim).

·            Quando o Profeta espirrava, costumava cobrir sua boca com sua mão ou sua roupa, suprimindo o som. (Abu Dawud e Tirmidhi).

·            Quando espirrava e alguem dizia ‘ya rahmuk-Allah’, ele respondia ‘ya rahmuna Allah wa yiakum wa yaghfiru Lana wa lakum’ (que Allah tenha misericórdia de nós e nos perdoe).

·            Disse, também: “quando um de vós espirrar que diga ‘alhamdulillah’ (louvado seja Allah) e que seu irmão ou companheiro, ao escutar o seu louvor, responda ‘ya rahmuk-Allah’(que Allah tenha misericórdia de ti). Então, respondeis ‘yahdikumullahu wa yusslihu baalakum’ (que allah te oriente e melhore sua condição/seus assuntos) – Bukhari e Muslim.

·            Também dizia: “se um de vós espirrar e louvar a Allah (dizendo alhamdulillah), então que digam ‘ya rahmuk-Allah’, mas se não louvar a Allah, então que não digam nada” (Muslim) “Quando alguém espirrar por mais de três vezes, não continuem repetindo as súplicas por ele, senão que digam ‘esse homem tem um resfriado’” (Muslim).

·            Foi narrado que os judeus pretendiam espirrar em sua presença esperando que ele respondesse, dizendo ‘que Allah tenha misericórdia de ti’, mas ele só dizia ‘yahdikumullah wa yuslihi baalakum’ (que Allah te guie e melhore sua condição) – Tirmidhi.

 Seus ensinamentos sobre a súplica ao ver uma pessoa aflita[88]

·            Quem vê uma pessoa aflita deve dizer: “Al-hamdu lil-laahilladhi `aafaani mimmabtalaaka bihi wa fadh-dhalani `ala kathirin mimman khalaqa tafdhila” (que o louvor seja para Allah, Quem me fez livre disso com o que te tem provado e me deu a preferência sobre muitos daqueles os quais criou)” – e, então, não será tocado por aquela aflicao, não importa qual seja (Abu Dawud e Tirmidhi).

Seus ensinamentos sobre ouvir o som de um burro ou um galo[89]

·            O Profeta ordenou ao seu povo que, quando ouvissem o zurro de um burro que buscassem refúgio em Allah contra o Shaitan e ao ouvir o canto de um galo que pedissem a Allah de Sua abundância (Bukhari e Muslim).

 Seus ensinamentos sobre a ira[90]

·            O Profeta instruiu àqueles que sentissem ira que fizessem o wudhu’, que se sentassem caso estivessem de pé, recostassem-se caso estivessem sentados e que buscassem refúgio em Allah contra o Shaitan.


 Os ensinamentos do Profeta sobre como recitar o Qur’an[91]

·            O Profeta costumava recitar um hizb[92] diariamente.

·            Costumava recitar lenta e pausadamente, sem pressa e com pronúncia clara de cada letra.

·            Costumava começar sua recitação buscando refúgio em Allah contra o Shaitan, dizendo: “a’udhu billahi mina Shaitani rajim” (busco refúgio em allah contra o madito Satanás). Em algumas ocasiões dizia: “ó Senhor, busco refúgio em Ti contra Shaitan, o maldito, de suas sugestões, sussurros e respiração” (Abu Dawud e Ibn Majah).

·            Costumava recitar o Qur’an de pé, sentado ou recostado, com wudhu ou sem ele. Nada o impedia de recitá-lo, exceto o estado de impureza maior por causa da atividade sexual.

·            Costumava recitar detendo-se ao final de cada versículo e recitava os capítulos tão lentamente que estes pareciam mais longos que o normal.

·            Costumava entonar a voz quando recitava o Qur’an e dizia: “não é dos nossos aquele que não recita o Qur’an melodiosamente” (Bukhari). Também dizia: “embelezem o Qur’an com suas vozes” (Abu Dawud, an Nasai e Ibn Majah).

·            Costumava alongar a pronúncia das vogais estendidas “madd”, por exemplo, estendia as palavras “ar Rahmaaaan” (o inteiramente Misericordioso) e “ar Rahiiiim” (o especialmente Misericordioso).

·            O Profeta gostava de ouvir o Qur’an recitado por alguém que não fosse ele mesmo.

·            Quando, durante a recitação, chegava a um versículo sajdah (de prostração), costumava dizer: “Allahu akbar”e se prostrava.[93] Durante sua prostração dizia: “Meu rosto se prostra ante Aquele que o criou, formou-o e deu-lhe audição e visão através de Sua força e poder” (Abu Dawud, an Nasai e Tirmidhi). Também podia dizer: “ó Senhor, por esta prostração remova-me um pecado, registra para mim uma recompensa e guarda-a Contigo e aceita como aceitaste de Teu servo, o profeta Davi” (Tirmidhi e Ibn Majah). Não dizia “Allahu akbar” quando se levantava de sua prostração, nem recitava o tashahhud e nem dava o salam ao final.


  Os ensinamentos do Profeta durante o sermão[94]

·            Quando o Profeta dava um sermão seus olhos costumavam endurecer-se e sua voz ficava mais firme. Sua reprovação (a certos assuntos) era ainda mais clara e ele falava como se estivesse advertindo as pessoas sobre a invasão de um exército, dizendo: “a última hora virá a qualquer momento, pela manhã ou pela tarde”, também costumava dizer: “a hora final e eu temos sido enviados como estes dois” e juntava o dedo indicador e o médio. E ainda: “em verdade, a melhor palavra é o livro de Allah e a melhor orientação é a orientação de Muhammad; os piores assuntos na religiao são os inventados, tudo que é inventado (na religião) é um desvio e todo desvio leva ao inferno” (Muslim).

·            Sempre começava um sermão com louvores a Allah.

·            Costumava ensinar a seus companheiros uma introdução aos sermões: “todos os louvores são para Allah, a Ele louvamos, buscamos Sua ajuda e pedimos Seu perdão. Buscamos refúgio em Allah do mal que existe em nós mesmos e nossas más ações. A quem Allah guia, ninguém poderá desviar e a quem Allah abandona, ninguém poderá guiar. Atesto que não há divindade senão Allah e que Muhammad é Seu servo e mensageiro”, então, recitava estes três versículos do Qur’an:

“Ó fiéis, temei a Allah, tal como deve ser temido, e não morrais, senão como muçulmanos” (‘Imran: 102)

“Ó humanos, temei a vosso Senhor, que vos criou de um só ser, do qual criou a sua companheira e, de ambos, fez descender inumeráveis homens e mulheres. Temei a Allah, em nome do Qual exigis os vossos direitos mútuos e reverenciai os laços de parentesco, porque Allah é vosso Observador.” (Nissa: 1)

“Ó fiéis, temei a Allah e falai apropriadamente. Ele emendará as vossas ações e vos absolverá dos vossos pecados; e quem obedecer a Allah e ao Seu Mensageiro terá logrado um magnífico benefício.” (Ahzab: 70-71)[95]

·            Costumava ensinar a seus companheiros a oração de orientação, istikhaarah (deixando os assuntos nas mãos de Allah), em todos os assuntos, dando a mesma importância que dava ao ensinar uma surah do Qur’an. Disse: “quando um de vós tiver a intenção de fazer algo, que ore duas rakaat além das orações obrigatórias e, depois, diga: ‘Allaahumma inni astakhiruka bi`ilmika wa astaqdiruka biqudratika wa as'aluka min fadhlikal-`adhim. Fa'innaka taqdiru wa la aqdiru wa ta`lamu wa la a`lamu wa anta `allaamul-ghuiub. Allaahumma in kunta ta`lamu anna haadhal amra  (fala-se o assunto)  khairun li fi dini wa ma`aashi wa `aaqibati amri, faqdurhu li wa  iassirhu li, thumma baarik li fih. Wa in kunta ta`lamu anna haadhal amra (fala-se o assunto) sharrun li fi dini wa ma'aashi wa `aaqibati 'amri, fasrifhu `anni wasrifni `anhu waqdur li al-khaira hajzu kaana, thumm ardhini bih’ (ó Allah, te peço orientação através de Teu conhecimento. Ó Allah, por certo que Te consulto porque Teu é o conhecimento e o poder. Busco força em Ti e rogo a Ti Teus favores, pois certamente Tu podes e eu não, Tu sabes e eu não, Tu és o Conhecedor do oculto. Ó Allah, se Tu sabes que este assunto (fala-se o assunto) é bom para mim, para minha religiosidade, minha vida e minha morte, então, decreta-o, facilitando-me e abençoando-me com ele. Entretanto, se Tu sabes que este assunto (fala-se o assunto) é mau para mim, para minha religiosidade, para minha vida e minha morte, então, afasta-me dele e decreta-me o que é bom, onde quer que esteja e deixa-me satisfeito com isto).


 Os ensinamentos do Profeta sobre dormir, acordar e sobre os sonhos[96]

·            O Profeta costumava dormir sobre uma esteira, um tapete de couro ou de palha ou sobre uma cama. Sua esteira era feita de couro recheado de fibra e o travesseiro da mesma forma.

·            Não dormia mais que o necessário, tampouco negava a si mesmo caso necessitasse de sono.

·            Costumava dormir na primeira parte da noite e orar na última parte (o último terço da noite). Às vezes passava a primeira parte da noite encarregando-se dos assuntos dos muçulmanos.

·            Quando parava para descansar muito tarde da noite, durante uma viagem, dormia sobre seu lado direito. Mas, quando descansava antes do amanhecer, punha sua cabeça sobre seu braço.

·            Quando dormia ninguém o acordava, ele acordava naturalmente. Seus olhos dormiam, mas seu coração permanecia desperto.

·            Quando se retirava para dormir, costumava dizer: “bismik-Allahumma ahya wa amutu” (Ó Senhor, em Teu nome vivemos e morremos). Juntava suas mãos em concha, soprava dentro delas e recitava a surah Ikhlaas, Falaq, Nas e então esfregava sobre seu corpo, começando pela cabeça, rosto e parte frontal do corpo, por três vezes (Bukhari).

·            Costumava dormir sobre seu lado direito e punha sua mão debaixo de sua bochecha direita. Dizia: “Allahumma qini ‘adaabaka yawma tab’athu ‘ibaadak” (Ó Senhor, protege-me de Teu castigo no Dia em que ele ressuscite os Teus servos) – Abu Dawud e Tirmidhi.

·            Ele disse a alguns companheiros: “quando vós vos retirarem a vossas camas façam o wudhu’ como o fazem para a oração, então, deitem-se sobre vosso lado direito e digam: ‘Allaahumma aslamtu nafsi ilaika wa wajjahtu wajhi ilaika wa fawwadhtu amri ilaika wa alja'tu dhahri ilaika, raghbatan wa rahbatan ilaik. La malja'a wa la manjaa minka illa ilaik. Aamantu bikitaabik-alladhi anzalta wa binabiik- alladhi arsalt’ (ó Senhor, submeto-me a Ti, confio meus assuntos a Ti e volto o meu rosto a Ti e deposito minha completa confiança em Ti, com esperança e temor, não há refúgio nem salvação, exceto em Ti, creio no Livro que tens revelado e no Profeta que tens enviado). Quem faça destas suas últimas palavras e morre na mesma noite, então, morrerá em estado natural do Islam” (Bukhari e Muslim).

·            Quando se levantava para a oração da noite, dizia: “ó Allah, Senhor de Jibril (arcanjo Gabriel), de Mikail (Miguel) e Israfil (Rafael). Originador dos céus e da terra, Conhecedor do oculto e do manifesto. Tu decides entre Teus servos nas questões e diferenças. Guia-me à verdade com Teu beneplácito. Certamente Tu guias a quem quiser à senda reta” (Muslim).

·            Quando despertava costumava dizer: “Al-hamdu lillaahi-lladhi ahiaana ba`da ma amaatana wa ilaihin-nushur” (O louvor é para Allah, Quem nos dá a vida após a morte e ante Ele ressuscitaremos para que nos julgue por nossas obras). Após, limpava seus dentes e ocasionalmente recitava os últimos dez versículos da surah al ‘Imran (Bukhari e Muslim).

·            Costumava acordar quando o galo cantava e dizia: “alhamdulillah”, “Allahu akbar” e “la ilaaha ill-Allah”, então fazia súplicas.

·            Dizia: “um bom sonho vem de Allah e um mau sonho vem de Shaitan. Portanto, se algum de vós tiver um sonho desagradável, deve cuspir (levemente) à sua esquerda três vezes quando despertar e buscar refúgio em Allah contra Shaitan; e dessa forma o sonho não vos prejudicará. E não deve contá-lo a ninguém. Mas, se sonharem um bom sonho, então devem considerá-lo como boas novas, entretanto que contem apenas àqueles que amam”(Bukhari e Muslim).

·            Aconselhava a todo aquele que tivesse um pesadelo a virar para o outro lado e, também, orar.


 Os ensinamentos do Profeta sobre arrumar-se, a aparência e a vestimenta[97]

·            O Profeta usava, com freqüência, essências e ele gostava de perfumes. Nunca recusou um perfume, caso lhe oferecessem. Sua essência favorita era o almíscar.

·            Gostava do siwaak (escova de dentes natural) e costumava usá-lo, jejuando ou não. Também usava ao despertar, antes de completar o wudhu’, no momento de orar e antes de entrar em seu lar.

·            Usava o delineador em seus olhos e dizia: “o melhor delineador é o antimônio; clareia seus olhos e ajuda a crescer o cabelo” (Abu Dawud e Ibn Majah).

·            Costumava pentear seus cabelos e barba ele mesmo, outras vezes Aisha, raa, fazia por ele. Seus ensinamentos sabre cortar a cabeça era de raspar por completo ou deixar o cabelo crescer. Proibia raspar uma parte e deixar outra sem cortar.

·            Nunca foi relatado que tivesse raspado sua cabeça, a não ser como parte dos rituais do hajj e ‘umrah. Seu cabelo não era curto, nem longo, mas chegava até aos lóbulos da orelha.

·            Dizia: “Sejam diferentes dos politeístas, deixem crescer a barba e cortem o bigode” (Bukhari e Muslim).

·            Costumava vestir a roupa que estivesse disponível, fosse de lã, algodão ou linho. Sua vestimenta preferida era camisa longa.

·            Vestia uma túnica Iemenita, de cor verde, larga, com abertura na frente ou atrás, calças, uma faixa na cintura e um manto. Usava calçado de couro, sandálias e turbante.

·            Costumava prender a ponta de seu turbante debaixo de sua mandíbula. Algumas vezes deixava cair a ponta do turbante por suas costas e outras vezes deixava-a em seu lugar.

·            Vestia roupas negras e também usou uma izar (uma peça de pano que se envolve ao corpo, desde o umbigo aos joelhos), com uma capa vermelha.

·            Usava um anel de prata, com uma pedra e costumava volteá-la em sua mão.

·            Se usava uma roupa nova, dizia: “ó Senhor, és Tu quem me deu esta camisa ou manto ou turbante. Peço-Te o bem e o bem para o qual foi feito e busco refúgio em Ti contra o mal e o mal para o qual foi feito” (Abu Dawud e Tirmidhi)

·            Quando vestia uma camisa, sempre começava pelo lado direito.

·            Dava prioridade ao lado direito ao calçar os sapatos, pentear-se, fazer o wudhu’ ou pegar ou dar algo.

·            Quando espirrava costumava por sua mão na boca (ou sua roupa) para abafar o som.

·            Era mais tímido que uma donzela em seu quarto.

·            Ria diante de algo engraçado, mas, em geral seu riso não passava de um sorriso. Quando era mais exagerado podiam-se ver seus molares. Seu choro era similar ao seu sorriso; não chorava muito alto. Mas, seus olhos vertiam lágrimas e o murmúrio de seu peito podia ser ouvido.


 Os ensinamentos do Profeta sobre saudar e pedir permissão[98]

·            Dentre seus ensinamentos estava o de saudar as pessoas quando chegava ou deixava um local. Ensinou a difundir o cumprimento “assalamo ‘alaikum” (que a paz esteja convosco).

·            Disse: “os jovens devem saudar aos mais velhos, o que passa deve saudar ao que está sentado, o que está montado deve saudar ao que esteja a pé e o grupo menor deve saudar ao grupo maior” (Bukhari e Muslim).

·            Era o primeiro a saudar quem encontrasse e quando alguém o saudava ele, imediatamente, respondia com uma saudação similar ou melhor, a menos que houvesse razão para não fazê-lo, tal como durante uma oração ou quando estava ao banho.

·            Tinha o costume de começar a saudação dizendo “assalamo ‘alaikum wa rahmatullah”. Ele não gostava de começar com “’alaika salm”, mas, respondia à saudação de um muçulmano com “wa ‘alaika salam” (e que a paz esteja sobre ti).

·            Quando saudava a um grande número de pessoas e sua saudação não era ouvida, repetia três vezes.

·            Ensinou que quem entrasse numa mesquita deveria fazer, antes de tudo, duas rakaat de oração para saudação à mesquita, antes inclusive de saudar as pessoas.

·            Não respondia a uma saudação com sua mão, cabeça ou dedo, exceto durante a oração, quando respondia com um sinal.

·            Quando passava perto de crianças, saudava-os e se passava por um grupo de mulheres também as saudava. Seus companheiros costumavam passar ao lado de uma mulher anciã, depois da oração de sexta-feira, e saudavam-na.

·             Costumava enviar suas saudações a alguém ausente e transmitir as saudações de outros. Quando alguém trazia uma saudação ele respondia: “e também para quem a transmitiu”.

·            Foi perguntado: “quando um homem encontra seu irmão muçulmano deve inclinar-se diante dele? Ele respondeu: Não. Então, perguntaram novamente: Deve beijá-lo? Ele disse: Não. Perguntaram: Deve estender sua mão? Ele respondeu: Sim.”

·            Nunca surpreendia sua família entrando sorrateiramente, como se desconfiasse deles. Senão, saudava e perguntava por eles.

·            Quando entrava em sua casa, pela noite, saudava de forma que todos os que estivessem acordados ouvissem, mas não elevava a voz a ponto de acordar os que estivessem dormindo (Muslim)

·            Quando pedia permissão para entrar e era questionado “quem é?”, costumava responder com seu nome completo ou seu pré-nome, nunca dizia “sou eu”.

·            Tinha o costume de pedir permissão três vezes e se não ouvisse uma resposta afirmativa ia embora.

·            Costumava ensinar seus companheiros a saudar antes de pedir permissão para entrar.

·            Quando chegava à casa de alguém não se posicionava em frente à porta, mas esperava um pouco mais à direita ou esquerda. Ele dizia: “a permissão (para entrar) foi ordenada devido (a obrigação de preservar) a visão (da intimidade das pessoas) (Bukhari e Muslim).


 Os ensinamentos do Profeta sobre falar, manter o silêncio e a lógica (racionalidade)[99]

·            O Profeta era o mais eloqüente dentre as pessoas e suas palavras eram muito agradáveis, fluíam e eram sempre racionais.

·            Permanecia em silêncio por longos períodos, sem falar quando não era necessário. Não falava quando não lhe dizia respeito e só falava quando era de se esperar uma recompensa de Allah, swt.

·            Falava com palavras concisas e cheias de significado. Suas palavras eram significativas, mas poucas, nem muito rápidas – correndo o risco de não serem recordadas – e nem muito longas e interrompidas por pausas.

·            Era seletivo ao falar e escolhia sempre as melhores expressões. Sempre se mantinha afastado de qualquer rudeza ou indecência.

·            Não gostava de elogiar aqueles que não merecessem e não dirigia palavras duras àqueles que não merecessem. Por isto proibiu chamar a um hipócrita de “senhor” ou referir-se a Abu Jahl como “Abul Hakam”[100] ou mesmo chamar qualquer governante de “rei dos reis” ou “khalifatullah” (representante de Allah).

·            Ensinou a todos os que fossem atormentados por Satanás que dizessem “bissmillah” (em nome de Allah) no lugar de maldizer ou insultar ou suplicar contra Satanás.

·            Aconselhava que usassem bons nomes e instruía que quando um emissário era enviado, devia ter um bom nome e uma boa aparência. Costumava mencionar o significado dos nomes e associar o dono a seu nome.

·            Disse: “os nomes mais amados por allah, swt, são: Abdullah e Abdur-Rahman, os mais verdadeiros são Harith e Hammam e os mais feios são Harb e Murrah”.

·            O Profeta mudou o nome de ‘Asiah (desobediente) por Jamilah (bonita) e mudou Asram (rígido-inflexível) por Dhur’ah (sementes plantadas/semeadas). Quando chegou a Madinah esta cidade era chamada Yathrib e ele mudou seu nome por Taibah.

·            Ele dava uma kuniyah (alcunha) a alguns de seus companheiros, a algumas crianças e algumas de suas esposas.

·            Costumava atribuir uma alcunha àqueles que tinham ou não filhos. Disse: “podem usar meu nome (Muhammad), mas não usem minha alcunha[101]“.

·            Ensinou que não fosse usado o nome ‘atama (escuridão) para o ‘isha. E proibiu que chamassem as uvas de karm, dizendo: “karm é o coração do crente” (Bukhari e Muslim).

·            Proibiu que fosse dito: “choveu devido a tal estrela” ou “o que seja que Allah e tu desejem” ou jurar por qualquer coisa que não fosse Allah. Também advertiu contra o uso excessivo de juramentos ou contradizer coisas como: “fulano é um judeu (ou outra coisa) se faz isso ou aquilo”. O Profeta proibiu a um amo chamar seu servo “meu escravo” e proibiu que as pessoas dissessem: “minha alma se tornou má” ou maldizer a Satanás e, ainda, proibiu suplicar: “ó Allah, perdoa-me se desejas”[102].

·            Proibiu insultar (falar mal de) o tempo, vento, febre ou do galo. Também proibiu convidar as pessoas aos costumes pagãos e superstições do período pré-islâmico, tal como o nacionalismo e fanatismo.


 Os ensinamentos do Profeta sobre caminhar e sentar[103]

·            Costumava caminhar inclinando-se para frente. Seu caminhar era assinalado por sua velocidade, boa e calma.

·            Caminhava descalço ou calçado.

·            Costumava montar camelos, cavalos, mulas e burros. Montava cavalos algumas vezes selados e outras sem selar e costumava colocar alguém atrás dele, ou à sua frente.

·            Sentava-se no chão, em uma esteira de palha ou em uma pequena almofada.

·            Costumava reclinar-se sobre uma almofada, sobre qualquer um dos lados, direito ou esquerdo.

·            Tinha o costume de se sentar de cócoras e, algumas vezes, com uma perna sobre a outra. Apoiava-se em um de seus companheiros quando sentia alguma fraqueza.

·            Proibiu que se sentassem em uma área entre a sombra e o sol.

·            Não gostava que as pessoas deixassem uma reunião sem haver mencionado Allah, e dizia: “quem se senta em uma reunião na qual Allah não é mencionado, arrependerá diante de Allah” (Abu Dawud).

·            Ele dizia: “quem se senta em uma reunião, na qual há muita conversa, e diga, antes de levantar: ‘Subhaanak-Allaahumma wa bihamdik. Ash-hadu alla ilaaha illa ant. Astaghfiruka wa atubu ilaik’ (glorificado e louvado sejas, ó Allah. Atesto que não há divindade exceto Tu. Peço Teu perdão e arrependo-me ante Ti). Allah o perdoará sem se importar com o que houve nesta reunião” (Abu Dawud e Tirmidhi).


  Os ensinamentos do Profeta sobre os tempos bons

·            O ensinamentos do Profeta e de seus companheiros era de fazer a sajda ash-shukr (prostração da gratidão) quando recebiam uma bênção ou se livravam de uma adversidade. Quando algo bom sucedia, ou quando recebia notícias boas, prostrava-se em gratidão a Allah (Ibn Majah).


 Os ensinamentos do Profeta sobre a angústia, ansiedade, depressão e pena[104]

·            O Profeta tinha o costume de dizer, em tempos de calamidade: “não há divindade exceto Allah, o Grandioso, o Magnânimo. Não há divindade, senão Allah, o Senhor do grande Trono. Não há divindade, senão Allah, o Senhor dos sete céus, o Senhor da Terra e do nobre Trono” (Bukhari e Muslim).

·            Quando algo lhe angustiava, ele dizia: “Ó Vivente, ó Subsistente, em Tua misericórdia busco refúgio” (Tirmidhi).

·            Disse: “a súplica do angustiado é: ‘ó Allah, em Tua misericórdia busco assistência, retifica todos os meus assuntos e não me liberes nem por uma pestanejada (instante). Não há deus senão Tu’” (Abu Dawud). Quando estava angustiado costumava rezar (Abu Dawud).

·            O Profeta disse: “se um servo de Allah está aflito, com ansiedade ou com pena e diz: ‘Ó Senhor, sou Teu servo, filho de Teu servo e Tua serva, meu completo domínio está em Tuas mãos; cumpro Tuas ordens; Teu decreto é justo, para mim; suplico-Te por todos os Teus nomes com os quais Tu mesmo Te denominaste ou revelaste em Teu Livro ou ensinaste a alguém de Tua criação ou o preservaste em Teu conhecimento oculto, que transformes o Qur’an no que sente o meu coração, na luz de meu peito, aquilo que finaliza minha tristeza e alivia minhas preocupações’, Allah fará desaparecer sua ansiedade e angústia e as transformará em felicidade” (Ahmad).

·            O Profeta costumava ensinar a seus companheiros que quando sentissem medo ou temor que dissessem: “Refugio-me nas palavras perfeitas de Allah, de Seu asco e Seu castigo, da maldade de Seus servos, da influência dos demônios e de sua presença” (Abu Dawud e Tirmidhi).

·            Também disse : “Se um servo é afligido por uma calamidade, deve dizer: ‘Inna lillaahi wa inna ilaihi raaji’un; Allaahumm-ajurni fi musibati wa-khlifli khairan min-ha’ (certamente a Allah pertencemos e a Ele será o retorno. Ó Senhor, recompensa-me por esta aflição e substitua-a por algo melhor). Allah o recompensará e concederá uma melhor situação” (Muslim).


 Os ensinamentos do Profeta em relação aos viajantes[105]

·            O Profeta preferia viajar bem cedo, durante a manhã e nos dias de quinta-feira.

·            Não gostava que alguém viajasse sozinho, especialmente durante a noite.

·            Ensinou que quando os viajantes partissem deveriam nomear um dentre eles o líder.

·            Quando montava seu camelo costumava dizer “Allahu akbar” três vezes e, então “Subhaan-alladhi sakhkhara lana hadha wa ma kunna lahu muqrinin. Wa inna ila rabbina lamunqalibun.  Allahumma innaa nas’áluka fii sáfarinaa haadha al birra wa ttaquaa, wa minal 'amali maa tar’daa, Allahumma háwwin 'aleinaa sáfaranaa haadhaa wa á’tui 'annaa bu'dahu, Allahumma Anta assáájibu fiis sáfari, wal khalíífatu fiil ahli, Allahumma innii 'audhu bika min wa'zaa.i assáfari, wa káábatil mándhari, wa suu.il munqálabi fiil maal wal ahli” (Allah é grande, Allah é grande, Allah é grande. Bendito seja Allah que nos facilitou tudo isso que antes não possuíamos e a Nosso Senhor regressaremos. Ó Senhor, rogamos-Te que nesta viagem possamos realizar o que Te agrada. Ó Allah, facilita-nos a viagem e diminua as distâncias. Ó Senhor, Tu és meu companheiro nesta viagem e sob Tua proteção deixei minha família. Ó Allah, refugio-me em Ti de todo o mal que possamos encontrar nesta viagem e tudo que possa acontecer com meus bens e minha família” (Muslim).

·            Quando voltava costumava dizer: “’aaibuna, taa’ibuna, ‘abiduna, lirabbinaa haamiduna” (Regressamos adorando-Te, arrependidos e agradecidos a Nosso Senhor) – Muslim.

·            Quando subia uma colina costumava dizer “Allahu akbar”, quando descia um vale, dizia “subhana’Allah”. Um homem lhe disse “tenho a intenção de viajar”, então, ele respondeu “aconselho-te que estejas consciente de Allah e que digas ‘Allahu akbar’ em cada elevação do caminho” (Ibn Majah e Tirmidhi).

·            Quando amanhecia durante uma viagem ele dizia: “um ouvinte escutou nosso louvor a Allah e isto é uma boa prova. Nosso Senhor está conosco e nos dá Seus favores. Busco refúgio em Allah do Fogo do Inferno” (Muslim).

·            Quando despedia de seus companheiros que iniciavam uma viagem, costumava dizer: “que Allah proteja tua religião, tua confiança e teus últimos atos (antes da morte) (Abu Dawud e Tirmidhi).

·            O Profeta disse: “quando um de vós parardes em um lugar no meio do caminho deve dizer: ‘a’udhu bikalimaat-illaahit-taammati min sharri ma khalaq’ (busco refúgio nas palavras perfeitas de Allah, do mal que existe naquilo que Ele criou). Quem disser isso, então nada lhe causará dano até que deixe este lugar” (Muslim).

·            Instruiu o viajante a apressar o regresso à sua família tão logo tenha cumprido com o propósito da viagem.

·            Costumava proibir a mulher muçulmana que viajasse sem um mahram[106], inclusive para distâncias próximas a 12 milhas. Também proibiu levar uma cópia do Qur’an (em árabe) a terras inimigas, por temor que caíssem em mãos inimigas.

·            Proibiu ao muçulmano a estabelecer sua residência entre as dos politeístas, caso este tenha possibilidades de emigrar para um outro local, e disse: “Eu estou distante de todo o muçulmano que estabelece sua residência entre as residências dos politeístas”. (Abu Daud, at Tirmidh, an Nisai, Ibn Majah), e disse também: “Aquele cujo juntar-se aos politeistas e estabelecer sua residência entre as residências deles, então ele é igual a estes”. (Abu Daud)

·            Ele viajou quatro vezes: a hijrah (emigração), para o jihad (defender sua comunidade do ataque dos idólatras), para a ‘umrah e o hajj.

·            Durante suas viagens costumava diminuir suas orações de quatro rakaat, rezando da mesma forma (2 rakaat) desde sua partida até quando regressava. Diminuia apenas as obrigatórias, exceto o witr e a voluntária do fajr.

·            Nunca especificou nenhuma distância, para sua gente, para que cortassem a oração ou interrompessem o jejum.

·            Não estava dentre seus ensinamentos unir as orações obrigatórias enquanto montava ou acampava durante suas viagens. Somente unia as orações quando viajava ou reiniciava sua viagem no tempo que entrava uma das orações. Quando partia antes do meio dia atrasava a oração do dhuhr até que chegasse o ‘asr, então desmontava e combinava as orações. Mas, se o tempo da oração do dhuhr entrasse antes que ele iniciasse a viagem, então ele primeiro rezava e só depois iniciava a viagem. Quando estava viajando antes do horário do maghrib atrasava a oração do maghrib até o tempo do ‘isha e então as unia.

·            Tinha o costume de fazer orações voluntárias durante o dia e a noite enquanto viajava, ou montado em seu camelo. Orientava seu rosto em direção ao caminho que seguia e fazia o ruku’ e o sujud inclinando a cabeça. Abaixava-a mais no sujud do que no ruku’.

·            Uma vez viajou no Ramadan e rompeu seu jejum, mas deu a seus companheiros a oportunidade de escolher entre jejuar ou não.

·            Com freqüência usava calçados de couro durante a viagem.

·            Proibiu àqueles que regressassem aos seus lares, depois de um longo tempo de ausência, que batessem à porta de suas casas pela noite.

·            Dizia: “os anjos não acompanharão um grupo de viajantes que seja acompanhado por um cão ou um sino” (Muslim).

·            Quando regressava de uma viagem costumava ir primeiro à mesquita e rezava duas rakaat. Ele era recebido, primeiramente, pelas crianças da sua família.

·            Tinha o costume, também, de abraçar as pessoas ao voltar de uma viagem e beijava sua família.


 Os ensinamentos do Profeta sobre a medicina, os tratamentos e a visita aos doentes[107]

·            Dentre os ensinamentos do Profeta buscar tratamento médico e ordenava à sua família e companheiros que adoeciam a buscar o tratamento adequado.

·            Dizia: “Allah não enviou nenhuma doença sem antes ter enviado sua cura” (Bukhari). Também disse: “Ó servos de Allah, busquem tratamento médico” (Abu Dawud, Ibn Majah e Tirmidhi).

·            Havia três tipos de tratamento para as doenças: através da medicina natural, remédios divinos e a combinação de ambos.

·            Proibiu o tratamento com substâncias embriagantes ou impuras.

·            Costumava visitar seus companheiros quando adoeciam. Visitou uma criança judia doente que costumava serví-lo e visitou seu tio que era politeísta. Chamou ambos ao Islam. A criança judia aceitou a mensagem, mas seu tio não.

·            Costumava aproximar-se do doente, sentar-se próximo de sua cabeça e perguntava sobre sua condição.

·            Não estava dentre seus ensinamentos do Profeta escolher um dia ou horário específico para visitar um doente. Pelo contrário, apressava-se a visitar os doentes em qualquer hora do dia ou da noite.

 Seus ensinamentos sobre o uso das medicinas naturais[108]

·            Dizia: “a febre é um alento quente do inferno, portanto baixem-na com água” (Bukhari e Muslim).

·            Dizia: “quando algum de vós tiver febre, que molhem-no com água por três noites, antes do amanhecer”.

·            Quando o Profeta tinha febre, pedia um recipiente (feito de couro) com água e derramava-a sobre sua cabeça, banhando-se. Quando, certa vez, a febre foi mencionada na presença do Profeta e um homem a maldisse, ele falou: “não amaldiçoe a febre, pois ela remove os pecados da mesma forma que o fogo remove as impurezas do ferro” (Ibn Majah).

·            Um homem disse que seu irmão padecia de diarréia. O Profeta disse: “dê a ele mel” (Bukhari e Muslim). O Profeta costumava misturar mel na água e beber em jejum.

·            Algumas pessoas que haviam chegado a Madinah se queixavam de edemas, então o Profeta lhes disse: “por que não vão onde estão os camelos reservados para a caridade e bebem do leite e urina deles?” Assim fizeram e foram curados (Bukhari e Muslim).

·            Quando o Profeta foi ferido na batalh de Uhud, Fátima, raa, pegou um pouco de palha, queimou e colocou as conzas para estancar o sangue da ferida. O Profeta enviou por seu companheiro Ubai ibn Ka’b, raa, um médico que cortou uma de suas veias e a cauterizou. E o Profeta disse: “há uma cura em três coisas: a bebida com mel, a sucção com ventosas e a cauterização com fogo. Mas, não aconselho ao meu povo a cauterização” (Bukhari), também disse: “não gosto da cauterização” (Bukhari e Muslim). Isso significa que a cauterização só deve ser utilizada como um último recurso, quando é necessária, pois ela causa uma intensa dor.

·            Foi-lhe aplicada a sucção com ventosas e ele remunerou a pessoa que a aplicou. Disse: “o melhor tratamento é a sucção com ventosas” (Bukhari e Muslim). Aplicou na cabeça quando estava em estado de ihram devido a uma forte dor de cabeça e em sua lombar quando teve dores nesta região. O Profeta tinha o costume de fazer sucção com ventosas em três lugares: nas costas (entre os ombros) e nas duas veias jugulares. Foi tratado com sucção três vezes, entre os ombros, logo após comer um cordeiro envenenado. Também recomendava a sucção com ventosas a seus companheiros.

·            Ninguém se queixava de dor de cabeça sem que o Profeta dissesse: “ajuda-te a ti mesmo com a sucção com ventosas”. E quando alguém se queixava de dor nas pernas, ele dizia: “use henna” (Abu Dawud).

·            Salma, Umm Raafi’, raa, uma serva do Profeta narrou: “sempre que era picado ou machucado com um espinho, aplicava henna sobre isso” (Tirmidhi).

·            Para a constipação, dizia: “toma sana[109] e sannut[110], pois eles têm a cura para todo o mal, exceto a morte” (Ibn Majah).

·            Dizia: “teu melhor delineador (para os olhos) é o antimônio. Clareia sua vista e ajuda a crescer o cabelo” (Abu Dawud e Ibn Majah).

·            Dizia: “quem come sete tâmaras tipo ‘ajwah, pela manhã, não será atingido, neste dia, por magia ou veneno” (Bukhari e Muslim).

·            Dizia: “não obriguem seus pacientes a comer ou beber, pois Allah os está alimentando e dando de beber” (Tirmidhi e Ibn Majah).

·            O Profeta recomendou a Suhaib, raa, a comer tâmaras secas quando sofresse de um problema nos olhos e permitiu apenas poucas delas. Também recomendou Ali, raa, a comer as tâmaras secas pela mesma razão.

·            Disse: “se uma mosca cair em uma bebida, submerja-a completamente antes de tirá-la da bebida, pois, em uma de suas asas está a doença e na outra a cura” (Bukhari).

·            Dizia: “a talbinah[111] conforta o coração de uma pessoa doente e remove algo de sua depressão” (Bukhari e Muslim).

·            Também disse: “usem a semente negra, pois nela está a cura para todo padecimento, exceto a morte” (Bukhari).

·            Disse: “fuja da hanseníase como se fugisse de um leão” (Bukhari). Também disse: “uma pessoa doente não deve ser trazida para o meio das pessoas saudáveis” (Bukhari e Muslim).

·            Entre a delegação de Zaqif havia um portador da hanseníase, então, o Profeta enviou-lhe uma mensagem dizendo: “Tu podes regressar, pois já aceitamos tua requisição” (Muslim).

 Seus ensinamentos sobre o tratamento com a recitação (ruqiah)[112]

·            O Profeta tinha o costume de buscar a proteção de Allah contra os gênios (jinn) e do mau olhado dos seres humanos. Alem disso, disse às pessoas que usassem a ruqiah[113] nos afetados pelo mau olhado.

·            Disse: “o mau olhado é verdadeiro, se houver algo mais rápido que o destino seria o mau olhado. Quando um de vós for atingido, tome um banho” (Muslim).

·            Certa vez, viu uma menina cujo rosto mostrava o efeito da influência de um jinn. Então disse; “façam ruqiah por ela, pois ela foi afetada pela olhada” (Bukhari e Muslim).

·            Disse, a um de seus companheiros que havia tratado alguém com uma mordida de animal venenoso com a recitação a surah al Fatiha e a pessoa havia se curado: “como sabias que é indicada para a ruqiah?” (Bukhari e Muslim).

·            Um homem lhe disse: “um escorpião me picou pela noite”. O Profeta respondeu: “se houvesses recitado, ao cair da noite ‘a’udhu bikalimaatil-llahi at-taammaati min sharri ma khalaq’ (busco refúgio nas palavras perfeitas de Allah do mal que existe no que Ele criou), isto não lhe tinha causado dano nenhum” (Muslim).

·            Quando alguém se queixava de um sofrimento ou sentia alguma dor ou lesão, o Profeta punha sua saliva no dedo indicador, tocava o solo, levantava-o e dizia: “em nome de Allah, a poeira de nossa terra com a saliva de um de nós curará com a permissão de nosso Senhor” (Bukhari e Muslim).

·            Um de seus companheiros se queixou de dor, então ele disse; “ponha tua mão na parte do teu corpo que dói e repete, sete vezes ‘A`udhu bi`izzatillaahi wa qudratihi min sharri ma ajidu wa uhaadhir’ (busco refúgio na honra e na habilidade de Allah contra o mal que encontro e temo) (Muslim).

·            Quando visitava um membro de sua família que estava doente, costumava passar a sua mão direita sobre o paciente e suplicar: “Allaahumma rabban-nasi, adhhibil-ba'sa, washfi, antash-shaafi, la shifa'a illa shifa'uka, shifa'an la iughadiru saqama” (ó Allah, Senhor da humanidade, remove a afecção e cura. Tu és Aquele que cura; não há cura senão a Tua cura, uma cura que não deixa nenhuma seqüela) – Bukhari e Muslim. E quando visitava um doente dizia: “La ba'sa, tahurun in shaa' Allaah” (não há nada completamente mau, é purificação, se Allah desejar) – Bukhari.


 Glossário

Termos árabes e seus significados em português

·            Adhan: o chamado para a oração.

·            Ansaar: os muçulmanos de Madinah.

·            ‘Arafah: um dos lugares da peregrinação, aproximadamente a 25 km leste de Makkah. Permanecer em ‘Arafah no nono dia de Dhul-Hijjah, do meio-dia até que o sol se ponha, é a essência do hajj.

·            ‘Aquiqah: o sacrifício de um ou duas ovelhas na ocasião de nascimento de uma criança, como sinal de gratidão a Allah.

·            ‘Ashuraa: o décimo dia do mês de Muharram. É o dia em que Allah, swt, salvou Moisés, as, e seu povo do Faraó. Os muçulmanos são aconselhados a jejuarem neste dia.

·            Da’wah: o convite ao Islam e o caminho de Allah.

·            Dihaar: um tipo de divórcio que era praticado antes do Islam, o qual o Islam proibiu por ser opressivo e prejudicial à mulher.

·            Fitrah: a natureza original do ser humano em respeito à crença em um só Criador.

·            Hadi: uma ovelha, cabra ou camelo oferecido como sacrifício por um peregrino, durante o hajj.

·            Hajj: a peregrinação à Makkah, que é o quinto pilar do Islam.

·            Hizb: um sexagésimo do Qur’an.

·            Ihraam: o estado de consagração para o hajj ou ‘umrah.

·            I’tikaaf: o retiro espiritual na mesquita, com intenção de se aproximar de Allah.

·            Ka’bah: estrutura cúbica construída por Abraão, as, e seu filho Ismael, as, através do mandamento de Allah, swt, dedicada à adoração do Deus Único. É o centro para a peregrinação e o símbolo do monoteísmo. Os muçulmanos se orientam para a direção dela durante a oração.

·            Muhaajir: um emigrante pela causa de Allah (os emigrantes de Makkah para Madinah eram chamados muhajirun).

·            Mussalla: uma área de oração aberta além da mesquita (hoje em dia, as salas de oração são chamadas mussalla, ou seja, um lugar onde são praticadas algumas orações).

·            Naafilah: uma oração voluntária.

·            Qiblah: a direção à qual os muçulmanos se orientam durante a oração, que é a direção da Kaabah em Makkah.

·            Qunut: uma súplica recitada de pé durante a oração.

·            Rak’ah: uma unidade de oração islâmica.

·            Sa’i: fazer sete vezes o percurso entre os montes Safa e Marwah, um dos pilares do hajj e ‘umrah.

·            Suhur: a refeição antes do amanhecer, para aqueles que têm a intenção de jejuar naquele dia.

·            Sunnah: a forma ou o método praticado pelo Profeta Muhammad, saws, em sua vida e adoração a Allah.

·            Surah: um capítulo do Qur’an.

·            Sutrah: um objeto colocado em frente a uma pessoa para prevenir que alguém passe na sua frente enquanto reza.

·            Tawaaf: dar sete voltas ao redor da kaabah.

·            Tayammum: ablução (wudhu’) seca, utilizando elementos limpos (terra ou pedra) em lugar da água, para ocasiões em que não se tem água.

·            Ummah: a comunidade islâmica global.

·            Jamrah: um pilar construído de pedra na zona de Mina, o que é apedrejado pelos peregrinos.

·            Jumu’ah: a sexta-feira, ou a oração em congregação, ao meio-dia, às sextas.

·            Zakat: uma contribuição social anual e obrigatória que pagam os muçulmanos que têm posses para o benefício da comunidade.

 Abreviações

·            Saws: sala Allahu alaihi wa sallam, que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele.

·            As: alaihi salam, que a paz esteja com ele.

·            Swt: subhanahu wa ta’ala, Glorificado e Exaltado seja.

·            Raa: radia Allah anh, que Allah esteja satisfeito com ele/ela.



[1] Zadul Ma’ad (1/163)

[2] Era o que se usava à época, hoje em dia o papel higiênico cumpre a mesma função.

[3] Zadul Ma’ad (1/184)

[4] Aproximadamente um litro.

[5] Zadul Ma’ad (1/192). Tayammum é um substituto para a ablução com água, usando terra seca e limpa para a purificação ritualística, quando não se tem acesso à água.

[6] O tayammum está limitado ao rosto e mãos e não a todas as partes do corpo que são lavadas durante a ablução com água.

[7] Zadul Ma’ad (2/355)

[8] O chamado para anunciar o início do horário de uma oração.

[9] O segundo chamado para anunciar o começo da mesma oração.

[10] Zadul Ma’ad (1/194).

[11] A direção de Makkah.

[12] Uma súplica especial que se recita de pé, durante a oração.

[13] Inclinação 90 graus, na altura da cintura.

[14] Zadul ma’ad (1/208)

[15] Narrado por Muslim.

[16] Bukhari e Muslim

[17] Bukhari e Muslim. O espírito se refere ao anjo Gabriel, alaihi salam.

[18] O testemunho que se faz ao sentar na oração, afirmando que não há deus afora Allah e que Muhammad é seu servo e mensageiro.

[19] Um objeto posicionado à frente de uma pessoa para prevenir que pessoas cruzassem à frente daquele que ora.

[20] Zadul Ma’ad (1/241)

[21] Zadul Ma’ad (1/285)

[22] Zadul Ma’ad (1/311)

[23] Aquelas que eram feitas pelo Profeta, regularmente.

[24] A última oração voluntária da noite.

[25] Abu Dawud, Nasai e Ibn Majah.

[26] Zadul Ma’ad (1/353)

[27] Zadul Ma’ad (1/425)

[28] Uma área aberta na periferia da cidade.

[29] Zadul Ma’ad (1/433)

[30] Zadul Ma’ad (1/510)

[31] Zadul Ma’ad (1/479)

[32] Estado de consagração para a peregrinação maior (hajj) ou menor (‘umrah).

[33] Zadul Ma’ad (1/485)

[34] Como castigo ao adultério confesso.

[35] Zadul Ma’ad (1/498, 502)

[36] Zadul Ma’ad (1/504)

[37] Zadul Ma’ad (2/5)

[38] Contribuição social obrigatória e anual daqueles que têm riqueza, com intuito de beneficiar a comunidade e distribuir a renda.

[39] Uma obrigação religiosa ao fim do Ramadan, o mês do jejum. Zadul Ma’ad (2/18)

[40] Equivalente a um copo e mais 1/3.

[41] Zadul Ma’ad (2/21)

[42] Zadul Ma’ad (2/30)

[43] A refeição antes do chamado da oração de fajr para aqueles que têm a intenção de jejuar.

[44] Banho completo em caso de impureza maior.

[45] Árvore cujos galhos, se descascados, abrem em pequenas cerdas. Muito recomendado para a limpeza bucal, por diversos benefícios.

[46] O décimo dia do mês de Muharram. No último ano de sua vida o Profeta expressou sua intenção de jejuar também o nono dia no ano que entraria.

[47] Zadul Ma’ad (2/86)

[48] A peregrinação menor, a qual pode ser feita em qualquer época do ano.

[49] A peregrinação maior, que se realiza nos nove primeiros dias do último mês lunar, Dhul Hijjah.

[50] Zadul Ma’ad (2/96)

[51] Quando hajj e ‘umrah são feitos com um só ihram.

[52] São eles: qiran, ifrad (somente o hajj) ou tamattu’ (‘umrah seguida do hajj com um segundo ihram).

[53] Ou seja, para que fizessem o hajj à modalidade tamattu’.

[54] A primeira casa de culto contruída pelo Profeta Ibrahim, as e seu filho Ismail. A cidade de Makkah cresceu ao redor dela.

[55] Qur’an 2:125, narrado por Muslim.

[56] Ver glossário.

[57] Abu Dawud, Tirmidhi, an Nasai e Ibn Majah.

[58] Fazer sete voltas entre as colinas Safa e Marwah, esta é uma das etapas do hajj – relembrando Hajar, esposa de Ibrahim, as, quando ficou só com seu filho Ismail, no deserto.

[59] Raspar a cabeça ou simplesmente cortar os cabelos.

[60] Bukhari e Muslim.

[61] O oitavo dia de Dhul Hijjah.

[62] O muro/coluna que deve ser apedrejado.

[63] Deve ser pago uma taxa em espécie.

[64] O tawaaf al ifaadhah é feito logo ao retornar a Arafah. É um pilar do hajj, sem o qual este permanece incompleto.

[65] Pela razão de que fazia o hajj na modalidade qiran. Aqueles que fazem o tamattu’ devem fazer um sa’i  novo depois do tawaaf al ifaadhah.

[66] Um local próximo à Makkah, fora do lugar sagrado.

[67] Zadul Ma’ad (2/285).

[68] Um animal oferecido em sacrifício na região de Mina ou Makkah, com o intuito de agradar a Allah.

[69] Talvez para protegê-lo de ser sacrificado para alimentação antes de qualquer defeito óbvio.

[70] Zadul Ma’ad (2/289)

[71] Zadul Ma’ad (2/396), ‘aquiqah é o sacrifício de uma ovelha pelo recém nascido.

[72] Zadul Ma’ad (2/360)

[73] Zadul Ma’; ad (1/154)

[74] Um tipo de divórcio dos tempos pré-islâmicos que era proibido pelo Islam.

[75] Zadul Ma’ad (1/142, 2/362)

[76] Zadul Ma’ad (2/366, 4/209)

[77] Uma bebida adoçada com tâmaras.

[78] Convite a crer em Allah e no Islam. Zadul Ma’ad (3/11, 3/44).

[79] Zadul Ma’ad (3/112)

[80] Um falso auto proclamado profeta, quem propôs compartilhar a soberania com Muhammad, saws.

[81] Zadul Ma’ad (3/141).

[82] Zadul Ma’ad (1/143)

[83] Zadul Ma’ad (2/332).

[84] Zadul Ma’ad (2/235)

[85] Zadul Ma’ad (2/236).

[86] Zadul Ma’ad (2/361).

[87] Zadul Ma’ad (2/371, 397).

[88] Zadul Ma’ad (2/417).

[89] Zadul Ma’ad (2/426).

[90] Zadul Ma’ad (2/423).

[91] Zadul Ma’ad (1/463).

[92] Sexagéxima parte do Qur’an.

[93] Zadul Ma’ad (1/351).

[94] Zadul Ma’ad (1/179).

[95] Narração de Abu Dawud, Tirmidhi, Nasai e Ibn Majah.

[96] Zadul Ma’ad (1/149).

[97] Zadul Ma’ad (1/167).

[98] Zadul Ma’ad (2/371).

[99] Zadul Ma’ad (1/175, 2/320).

[100] Abu Jahl significa pai da ignorância e era um apelido dado a Abu Hakam, um tio do Profeta e um arquiinimigo do islam.

[101] Que era “Abul-Qasim”.

[102] Uma vez que ninguém pode obrigar a Allah, swt, fazer o que não deseja.

[103] Zadul Ma’ad (1/161).

[104] Zadul Ma’ad (4/180).

[105] Zadul Ma’ad (1/444).

[106] Um parente (homem) próximo com quem ela não pudesse se casar, tal como pai, irmão, sobrinho... ou o marido.

[107] Zadul Ma’ad (4/9).

[108] Zadul Ma’ad (4/23).

[109] Uma planta medicinal.

[110] Um tipo de mel, outros dizem que é cominho.

[111] Uma sopa feita de cevada, farinha e fibra.

[112] Zadul Ma’ad (4/149, 4/171).

[113] Há dois tipos de ruqiah: 1) a ruqiah legal usada pelo Profeta, que são as recitações permissíveis, confirmadas pelo Qur’an e sunnah autêntica e 2) a ruqiah ilícita, as que contêm palavras de incredulidade, encantamentos misteriosos ou superstições, tudo isso é proibido pelo Islam.