Regras específicas para a mulher Muçulmana ()

 

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 Regras específicas para a mulher Muçulmana

Prefácio

   Todos os louvores pertencem a Allah, o qual destinou tudo e guiou para a retidão, e criou o homem assim como a mulher, apartir da gota do esperma quando ejaculado, e testemunho que não existe outra divindade que mereça ser adorado senão Allah, O qual não tem parceiro, a Ele pertence o louvor na Derradeira Vida, assim como na vida mundana, e testemunho que Muhammad  é Seu servo e Mensageiro, teve ascenção até ao céu, que de lá viu sinais formidáveis de seu Senhor, que a paz e benção de Deus estejam com ele, juntamente a sua família, seus companheiros, os possuidores de virtudes e bom senso, até o último dia.

 Como a mulher muçulmana tem seu espaço nobre dentro do islam, e foi incumbida várias tarefas, e o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, especificou as mulheres com orientações, e aconselhou  os homens a respeito delas durante o sermão no ritual de hajj, em Arafat, que deprende-se disso que deve-se dar uma maior atenção a elas em todos tempos, especialmente num tempo (era) como este nosso, onde a mulher muçulmana é combatida de forma específica, com intuito de arrancar dela sua modéstia, e faze-la descer do seu auge, que por essas razões há necessidade de faze-la perceber do perigo, e indicar o caminho da salvação para ela.

 E deste livro, espero que seja um guia do caminho da tal salvação, segundo aquilo que contêm, das regras especificas da mulher muçulmana, e é um pequeno contributo, mas também um esforço de alguém que pouco consegue, e rogo a Deus que seja benéfico segundo a sua medida, pois é o primeiro passo nesta longa caminhada, que espera-se que siga depois deste mais outros passos abrangentes, aguardando-se o melhor e o mais completo, e isto que dediquei nesta breve obra divide-se em seguíntes capítulos:

1-Primeiro Capítulo: Regras gerais.

2-Segundo Capítulo:Explanação sobre as regras concernentes ao embelezamento corporal para a mulher.

3-Terceiro Capítulo:Regras especificas sobre o sangue menstrual, sangue de hemorragia vaginal e o sangue pós-parto.

4- Quarto Capítulo: Regras especificas sobre a vestimenta e o hijab.

5- Quinto Capítulo: Explanação sobre as regras especificas sobre o sualat da mulher.

6- Sexto Capítulo: Regras específicas para a mulher concernente as regras fúnebres.

7- Sétimo Capítulo: Regras especificas para a mulher concernente ao jejum.

8- Oitavo Capítulo: Regras específicas para a mulher sobre o ritual de hajj e umrah.

9- Nono Capítulo: Regras especificas sobre a união conjugal e o término dela.

 Regras gerais    Primeiro Capítulo

1-Lugar da mulher na sociedade antes do ressurgimento do Islam( era da ignorância) :

 Refere-se aqui a era pós o ressurgimento do islam, a era da ignorância, que viviam nela os àrabes duma forma específica, e viviam os habitantes da terra duma forma geral, pois às pessoas viviam nesse intervalo da interrupção de envio de Mensageiros, e das aulas orientadoras para a retidão, e Deus olhou para eles- segundo consta num hadith-e detestou os àrabes assim como os não àrabes,exceto um grupo dos adeptos do livro, e a mulher nessa era, de modo geral vivia numa era difícil– em especial na comunidade àrabe- pois detestavam seu nascimento, e dentre eles há quem a soterrava viva, com intuito dela perder a vida por baixo da terra, e um outro grupo deixava ela viver numa vida de vexame e de humilhação, como Deus diz no Seu livro: (E, quando a um deles se lhe alvissara o nascimento de uma filha, torna-se-lhe a face enegrecida, enquanto fica angustiado, esconde-se do povo, por causa do mal que se lhe alvissarou, retê-lo-á, com humilhação, ou soterrá-lo-á no pó? Ora, que vil o que julgam)[16:58,59]. Diz também  num outro capítulo: (E quando a filha, enterrada viva, for interrogada. Por que delito fora morta)[81:8,9]. Esta filha era enterrada viva, afim de perder a vida debaixo da térra, e quando escapa-se do enterro, vivia uma vida de humilhação, que não tinha o direito a herança do seu familiar próximo, mesmo quão exorbitante seja essa herança, não tinha porção nenhuma, e mesmo  quão pobre seja ela e com necessidade, isso tudo porque eles especificavam a herança para os homens e não para as mulheres, até chegava-se ao ponto de ela ser tomada como herança pelos familiares de seu esposo, falecido seu esposo, da mesma maneira que tomavam como herança o restante dos bens, e um número muito maior de mulheres vivia sub a custódia de um único homem, poís nessa era não havia um limíte máximo na poligamia, que por vezes os homens não se importavam daquilo que apoquentava as mulheres por essa poligamia, de não sentirem-se confortáveis, constrangidas e da opressão.

2- O lugar da mulher na era Islâmica:

 Quando chegou o islam, acabou com estes todos tipos de opressão, e devolveu seu lugar, de considera-la como um ser humano, Deus diz: (Ó homens! Por certo, Nós vos criamos de um varão e de uma varoa)[49:13], que neste versículo lembrou-nos o papel da  mulher de ser a companheira do homem desde o princípio da criação da especie humana, como também ela é companheira do homem na recompensa assim como na punição: (A quem faz o bem ,seja varão ou varoa, enquanto crente, certamente, fa-lo-emos viver vida benígna. E Nós recompensá-los-emos com prêmio melhor que aquilo que faziam)[16:97]. Disse também num outro capítulo: (Assim foi, para que Allah castigasse os hipócritas e a hipócritas e os idólatras e as idólatras)[33:73].

  Deus proibiu tomar a mulher como uma parte da herança, deixada pelo falecido, que diz: (Ó vos que credes! Não vos é lícito herdar às mulheres contra a vontade delas)[4:19], que assim garantiu a liberdade dela, e colocou ela como herdeira e não no conjunto da herança, e colocou uma porção da herança de seus parentes como direito dela, que disse, O Glorioso: (Há para os homens porção do que deixam os pais e os parentes. E há para às mulheres  porção  do que deixam os pais e os parentes, seja pouco ou muito. É porção preceituada)[4:7] e disse também: (Allah recomenda-vos, acerca da herança de vossos filhos: ao homem, cota igual à de duas mulheres, duas ou acima de duas, terão dois terços do que deixara o falecido. E se for uma, terá a metade)[4:11]. Até o fim do versículo que aborda sobre a herança da mulher, sendo mãe ou filha ou irmã ou esposa.

 Quanto a questão da união conjugal, Allah colocou como limite máximo quatro  esposas, e com a condição de trata-las equitativamente, como também ordenou a conviver com elas convinientemente, onde diz no Seu livro: (E convivei com elas convinientemente)[4:19], e fez o saduqah (dote no ato matrimonial) como o direito dela, que por isso ordenou entrega-la completo, salvo aquilo que ela perdoa de boa vontade, e diz, O Oniouvinte: (E concedei as mulheres, no casamento, suas saduqat, como dádiva. E, se elas vos cedem, voluntáriamente, algo destas, desfrutai-o, com deleite e proveito)[4:4]. E Allah fê-la de responsável, orientadora e proibidora do mal na casa de seu esposo, benção de Deus, estejam sobre ele, disse acerca disso: “A mulher é pastora (responsável) na casa de seu esposo, e será interrogada sobre sua pastoricia”([1]). Deus também colocou como obrigação acima do esposo, suprir as necessidades da sua esposa como comida e vestimenta convenientemente.

3-O que anseiam os inimigos do islam, e seus descendentes de arrancar a modéstia da mulher, assim como os seus direitos:

  Na verdade os inimígos do islam, claro inimígos da espécie humana, dentre os descrentes e hipócritas e todos àqueles que tem doença em seus corações- ficam com raiva daquilo que a mulher muçulmano alcançou de modéstia,respeito e poder e castidade dentro do islam, porque os inimígos do islam e hipócritas anseiam que a mulher seja o meio da corrupção, e uma corda da qual consigam caçar apartir dela os homens com pouca fé e os possuidores de instintos maléficos, depois de saciarem dela suas paixões ardentes, como Deus diz: (E os que seguem a lascívia desejam que vos desvieis, com formidável desviar)[4:27].

 Aqueles cujos em seus corações existe a doença dentre os muçulmanos, desejam que a mulher seja um produto barato a exposição dos possuidores da lascívia e vontades satánicas, um produto já em oferta a sua vista, se regozijando com apreciação da sua bela vista, ou para que consigam dela algo pior que isso, que por essa razão preocuparam-se que a mulher saisse fora de sua casa, para que se ajunte aos homens nos seus trabalhos, lado a lado, ou que preste serviço aos homens como enfermeira nos hospitais, ou hospedeira no avião, aluna ou professora nas salas de aulas onde há junção de homens e mulheres ou que seja personagem num teatro ou cantora ou jornalista nos meios de comunicação, deixando uma parte de seu corpo e provocando o fitna (tentação) com a sua voz e seu rosto, e tomaram-se as revistas de mulheres semi-nuas, que provocam tentação, como um meio de fazer marketing de suas mercadorias, pois colocam imagens destas mulheres sobre as suas exposições e seus produtos, e por razão destes procedimentos errados, a mulher deixou de exercer sua função verdadeira e crucial dentro de casa, que por essa razão seu esposo sentiu-se compelido a trazer empregada de fora para a criação de seus filhos, e gestão de assuntos da casa, o que provocou várias tentações e trouxe também uma variedade de malícias.

4-Não existe impedimento nenhum da mulher trabalhar fora da sua casa, quando forem cumpridos os seguintes princípios:

1-Que a mulher esteja precisando do tal trabalho ou que  a comunidade esteja precisando do tal trabalho, o qual não se encontra dentre os homens quem possa fazer o tal trabalho.

2- Que seja feito o trabalho depois de ela cumprir seus deveres(trabalho) dentro de casa, que é seu trabalho essencial.

3- Que seja este trabalho feito no seio de mulheres, como é o caso de lecionar as mulheres ou mesmo médica ou enfermeira de mulheres, e que seja distante dos homens.

4-Como também não há impedimento nenhum, porem até que chega a ser obrigatório a mulher aprender alguma coisa da sua religião, como também não há impedimento algum de ele ensinar algo da sua religião caso haja essa necessidade, mas com a condição de ser esta lecionação no seio de mulheres, e não há culpa nenhuma também se a mulher participar aulas na mesquita,etc, com a condição de estar coberta e distante dos homens, da mesma maneira que faziam as mulheres na era islamica( do Profeta), trabalhavam, e aprendiam e compareciam a mesquita.

 Segundo Capítulo  Explanação sobre as regras específicas a mulher concernente ao embelezamento

1-Requer-se que a mulher faça dos hábitos do islam que são específicas a ela e que são apropriados para ela:

  Dentre esses hábitos está a questão de cortar as unhas, e cuidar delas, pois o corte de unhas faz parte da sunnat, segundo a unanimidade dos sábios, por ser dos hábitos do islam que constam num hadith, como também na retirada delas revela higiene e limpeza, e deixa-las sem cortar por muito tempo pode haver sujidade acumulada por baixo delas, e uma semelhança aos animais selvagens, como também impede a chegada da àgua por baixo das unhas durante a purificação, e de salientar aqui que algumas mulheres muçulmanas foram testadas(por Allah, reprovando nesse teste), que acabaram deixando crescer suas unhas, emitando com isso as mulheres descrentes, e pela falta do conhecimento da sunnat.

 Frisar aqui também que é da sunnat a mulher cortar seus pêlos das axilas e os pêlos púbicos, seguindo com isso o que consta no hadith que aborda sobre isso, como também nisso há embelezamento, e o melhor é que isto deve-se fazer em todas as semanas , ou mesmo não pode deixar esses pêlos acima de quarenta dias, sem corta-los.

2- O que requer-se que a mulher  faça e que não o faça do cabelo dela e das sonbrancelhas e a sentença sobre o uso de hena “ mendi” e o pintar do cabelo dela:

1-Requer-se que ela deixe o seu cabelo crescer, e é proibido(haram) rapa-lo, salvo haja uma necessidade. Diz o Sheikh Muhammad bin Ibrahim Al-sheikh, antigo mufti do Reino da Arábia Saudita, que Deus tenha misercórdia com ele: quanto ao cabelo das mulheres não é permissível rapa-lo, segundo o que consta no livro de Annassai, sunan, onde narra um hadith que Ali, Deus esteja satisfeito com ele, como também narrou Albazar de Uthman, que Deus esteja satisfeito com ele, assim como Ibn jarir narra apartir de Ikrima, que Deus esteja satisfeito com ele disse:” O Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, proibiu a mulher rapar seu cabelo”([2]) e a proibição quando vinda do Mensageiro revela ser haram, salvo haja um outro que especifique, dai pode-se  perceber que  não seja haram, mas sim makruhu(detestável).

 Quanto a questão de cortar seu cabelo, se for por uma necessidade, que não seja de embelezamento,como é o caso de não consiguir cuidar dele ou crescer demasiadamente e isso encomoda-la,  então não há culpa nenhuma em diminuir consoante a necessidade, como o faziam àlgumas esposas do Profeta, que a paz e a benção de Deus estejam com ele, depois de ele ter falecido, pois elas ja tinham deixado o embelezamento depois da sua morte, que por essa razão não precisavam deixar seu cabelo crescer. E se for a questão de uma mulher cortar seu cabelo por mera imitação às mulheres descrentes e desobedientes, ou imitando com isso aos homens então isso é proibido( haram) sem dúvidas, por haver evidências que proibem imitar às descrentes no geral, e a mulher imitar aos homens, e se for com propósito de embelezamento, o que me parece é que não é permissível. Diz o Sheikh Muhamad Al-amin Alshinquity, que Deus tenha misercódia com ele, no seu livro, [Azwaul bayan Azwaul bayan: (o hábito que existe hoje em dia em muitos países, do corte da mulher do seu cabelo até a ponta(rapar) é um hábito dos ifrinjiyas, ao contrário daquilo que faziam as mulheres na era islâmica e o que faziam às mulheres àrabes antes da vinda do islam, mas sim faz parte d conjunto de perversidades que estão repletos  hoje na nossa religião e no nosso comportamento)e respondeu sobre o hadith que diz: (as esposas do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, diminuiam seu cabelo até o limite das orelhas) ([3]):  que as esposas do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, cortavam seu cabelo depois do falecimento dele, pois elas se embelezavam enquanto ele vivo, e uma das mais belas coisas que embelazam-se com ela, era seu cabelo, e depois da sua morte, que a paz e benção de Deus estejam com ele, elas passaram a ter uma regra diferente de outras mulheres existentes na face da terra, que é o desespero delas do casamento, um desespero total, e sim se assemelhavam as que deviam permanecer intactas e confinadas em suas casas, por sua causa, que a paz e benção de Deus estejam com ele, até a morte delas, Deus diz: (E não é admissível que molesteis o Mensageiro de Allah nem esposeis jamais suas mulheres, depois dele. Por certo, isso, perante Allah, é formidável pecado)[33:53]. E o despero total pelos homens(de casarem as mulheres), pode ser uma razão de permissão de tirar algo da beleza que não seja permissível tirar por uma outra razão que não seja essa. Desta feita a mulher deve manter seu cabelo e cuidar dele e que faça as tranças, e não é permissível a ela fazer um nó (junção do cabelo) por cima da sua cabeça ou mesma na nuca, pois o Sheik al-islam, Ibn Taimiya diz no seu livro, conjunto das pronúncias: como é o caso de algumas  mulheres prostitutas que fazem uma única trança do seu cabelo deixando cair sobre os seus ombros. Como diz também o Sheikh Ibrahim, antigo Mufti da Arábia Saudita, que Deus tenha misercórdia com ele: quanto àquilo que fazem àlgumas mulheres muçulmanas nesta era de pentear o seu cabelo para um lado e acumula-lo  por cima da cabeça, como o fazem as mulheres de Ifrinj, isso não é permissível, por nisso haver a imitação as descrentes, e consta num hadith longo narrado por Abu Huraira, que Deus esteja satisfeito com ele, disse que o Mensageiro de Deus, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, disse: “Do meu Ummat, dois tipos de pessoas que eu não o vi, irão ao inferno, na minha era: os homens que possuem chicotes como as caudas da vaca, dos quais batem as pessoas(injustamente), e às mulheres vestidas, mas simultâneamente nuas, que fazem  do seu cabelo o penteado(como as das prostitutas), e fazem-no as outras, cuja cabeças (penteado) balouçantes parecem corcovas de camelo, não entrarão no paraíso, tampouco sentirão do seu cheiro,  e o cheiro do paraisoado é sentido apartir de uma distância X e X”([4]). Da mesma maneira que a mulher é proibida rapar o seu cabelo ou diminui-lo se não houver necessidade para tal,  também é proibida juntar ao seu cabelo ou aumenta-lo com o cabelo de uma outra pessoa, como consta nos livros de Bukhari e Muslim: “O Mensageiro de Deus, que a paz e misercórdia de Deus estejam com ele, amaldiçoôu aquela mulher que coloca no seu cabelo, cabelo de outrem, como também amaldiçoôu aquela que pede ser colocada cabelo de uma  outra pessoa” ([5]) . E a peruca desta era faz parte do aumento no cabelo proibido, consta nos livros de Bukhari e Muslim, que Muawiya, que Deus esteja satisfeito com ele, fez um sermão quando veio a Medina e detinha em suas mãos um. Jogo de cabelo e disse:  qual é a razão de algumas mulheres vossas colocarem nas suas cabeças algo como isto? eu ouvi do Mensageiro de Deus, que a paz e  benção de Deus estejam com a ele, a dizer: “Não há nenhuma mulher que colocará na sua cabeça cabelo que não seja dela a não seja contar-se-á com uma falsidade” ([6]) .

2-Proibe-se a mulher muçulmana tirar as suas sombrancelhas ou diminui-las de todas as formas de corte, tirar todas ou algumas ou mesmo usar um produto que remova todas a sombrancelhas ou algumas, poís este faz parte daquilo que proibiu o Profeta, que Deus esteja satisfeito com ele, pois ele “Amaldiçoôu àquela mulher que ampara das suas sombrancelhas e àquela que pede ser amparada”([7]), como também nisto há desfiguração da criação de Deus, do qual o Satanás comprometeu-se em ordenar os seres humanos a fazer tal ato, como diz ele, segundo conta Deus no seu livro: (E ordenar-lhes-ei que desfigurem da criação de Deus)[4:119]. E consta um hadith autêntico narrado por Ibn Mas’ud, que Deus esteja satisfeito com ele,  disse : “Deus amaldiçoua às mulheres que colocam sinais no seu corpo, e as que solicitam serem colocadas, as que amparam suas sombrancelhas, e as que solicitam serem amparadas, e as que buscam a beleza, criando uma brecha entre os dentes, as que desfiguram a criação de Deus”([8]). Em seguida disse: por que razão não iria eu amaldiçoar aquele que amaldiçoôu o Mensageiro de Deus, que  a paz e benção de Deus estejam com ele, enquanto isso está no livro de Deus: (E o que o Mensageiro vos conceder, tomai-o)[59:7]. E cairam neste teste por esta epidemia perigosa, que é um pecado dos grandes pecados, muitas mulheres desta era, até que tornou o tirar uma parte das sombrancelhas das necessidades de hoje em dia, sabendo-se que uma mulher muçulmana mesmo se o marido a ordenar a fazer isso não poderá obedecer, por ser um pecado.

3-Proibe-se a mulher muçulmana criar uma brecha entre seus dentes buscando com isso o embelezamento, mas em casos de haver um defeito nos dentes e necessitar de uma operação nos dentes afim de  tirar  esse defeito, ou se tiver problemas de carie e precisar de tirar isso, então não há nenhum mal nisso, pois isso faz parte do tratamento de um defeito, e que deve ser com uma médica especializada nisso.

4-Proibe-se a mulher muçulmana também criar sinais ou tatuagens no seu corpo, pois o Profeta, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, amaldiçoôu aquela mulher que faz tatuagens no seu corpo, como também aquela que solicita ser feita. E esta prática faz parte dos grandes pecados, pois a amaldição não recai senão para os grandes pecados.

5- Sentença concernete a mulher colocar hena no seu corpo e pintar seu cabelo e embelezar-se com o ouro e a prata:

5.1-Annawawi diz no seu livro Al-Majmuh: quanto a questão da mulher colocar hena nas suas mãos e pernas é aconselhavel para as casadas dentre as mulheres, por constarem vários hadiths que evideciam isso, como consta um hadith de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, disse : “Uma mulher acenou com a sua mão, do qual tinha um livro, de trás de uma cortina- para o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam satisfeito com ele, que este por sua vez não levantou a sua mão e disse: não sei se trata-se de mão de uma mulher ou de um homem? ela respondeu: de uma mulher. E disse o Mensageiro: se fosses mulher mudarias um pouco das tuas unhas, isto é, com hena”([9]). De salientar aqui que não pode pintar as suas unhas até que seque ai o produto, onde impede a chegada de àgua durante o taharat.

5.2- Quanto a questão da mulher pintar seu cabelo , se tiver cabelo branco , então só é permissível pintar com uma cor que não seja a preta, por abranger a proibição disso aos homens assim como as mulheres, de pintarem a preto. Diz Annawawi no seu livro Almajmu (1/ 324): e não há diferença entre a mulher e o homem na proibição de pintar o cabelo a preto, isto é o que é sabido na nossa escola (mazhab). Concernente a questão da mulher pintar seu cabelo preto para uma outra cor, o que vejo é não ser permissível, pois não há necessidade para tal, pois a cor preta para o cabelo é onde está a beleza e não há defeito nisso que precise desfigura-lo, como também existe a imitação das mulheres descrentes .

5.3-É permissível a mulher muçulmana embelezar-se de ouro e prata, segundo àquilo que é o hábito na sua comunidade, e nisso os sábios estão  unânime, mas não é permissível que ela mostre seu  ornamento ou adornação à homens estranhos, que não sejam seus mahrams (esposo, irmão, sogro), poís deve sim ocultar de estranhos, em especial  momentos que ela for a sair de casa e que está exposta a olhar dos homens (a ela), e nisso há tentação, e é sobejamente sabido que ela foi proibida de fazer ouvir aos homens o som dos seus objetos de adorno, os quais estão nos seus pés, debaixo da roupa, então o que será de seus objectos de adorno visíveis?

 Terceiro Capítulo    Regras específicas concernente ao sangue menstrual, e o sangue de hemorragia e o sangue pós-parto

Primeiro:Sangue menstrual

 1-Definição de Haidh:

  Haidh filologicamente defin-se como um simples  escorrimento e quanto ao seu sentido restrito na sharia (lei islamica),  é  a sangria mensal na mulher, através da vagina, do foro do útero em períodos conhecidos. É um sangue natural que não é causado por nenhuma doença ou ferimento ou queda, mas sim por uma natureza que Deus assim criou nas filhas de Adão, Deus criou este sangue no útero para que deste meio se alimente o feto no útero durante a gravidez, e posteriormente transforma-se em leite depois do nascimento do bebé, então, quando uma mulher não tem a gravidez ou não está amamentando, fica este sangue sem exercer a sua função, que por essa razão sai em períodos conhecidos, denominados de ciclo menstrual.

 2-Idade em que inicia o ciclo menstrual

 A idade em que inicia o ciclo menstrual na mulher muita das vezes, a menor idade que ela começa a ter o ciclo menstrual é atingido os nove anos até os seus cinquentas anos, Deus diz no Seu livro: (E aquelas de vossas mulheres, que não esperam o mênstruo sua iddah, se duvidais, será de três meses, e assim também, as da que não menstruam)[65:4]. As mulheres que não esperam o mênstruo são às que tenham atingido os cinquenta anos e as que não menstruam são as impúberes com menos de nove anos.

 3-Regras da mulher no período menstrual:

3.1 Proibe-se fazer o ato sexual com a mulher no seu periodo menstrual:

 Deus diz: (E, perguntam-te pelo mênstruo. Dize: “é molestia”. Então apartai-vos das mulheres durante o mênstruo, e não vos unais a elas, até se purificarem. E, quando houverem purificado, achegai-vos a elas, por onde Allah vos ordenou. Por certo, Allah ama os que se voltam para Ele, arrependidos, e ama os purificados)[2:222].  Continua esta proibição até que pare a saida do sangue menstrual e purifique-se dele, porque Deus diz: (E não vos unais a elas, até se purificarem. E quando houverem purificado, achegai-vos a elas, por onde Allah vos ordenou) [2:222], e é permissível ao esposo da mulher que esteja no ciclo menstrual  acariciar o corpo dela, menos a parte privada , por constar o dito do Profeta, que a paz e benção de Deus esteja com ele: “Façai tudo menos o ato sexual”([10])

3.2- A mulher deixa de fazer o jejum e o sualat durante o ciclo menstrual:

  Proibe-se a mulher fazer o jejum e o sualat enquanto estiver no seu ciclo menstrual, como também se os fizer são inválidos, por constar o dito do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele: “Não é por acaso que a mulher ao se encontrar no ciclo menstrual não observa o sualat, tampouco observa o jejum?!”([11]) e quando houver  purificado a mulher, jejua os dias perdidos, mas não observa os sualats perdidos, por constar de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela: “Passavamos pelo ciclo menstrual no tempo do Mensageiro de Deus, que  a paz e benção de Deus estejam com ele, e que eramos ordenados (depois de purificadas fazer a reposição dos dias  de jejum (obrigatório), e não eramos ordenadas a reposição do sualat”([12]). A diferença que reside nisso -Deus sabe melhor- é de que o sualat faz-se repetidas vezes durante o dia, que desta feita não foi obrigatório fazer a reposição pelos dias perdidos, pois nisso haveria dificuldade para quem teria que fazer a reposição do sualat, diferentemente do que acontece com o jejum.

3.4 proibe-se a mulher tocar no Alcorão enquanto estiver no período menstrual

  Deus diz no Seu livro: (Não o tocam senão os purificados)[56:79], como também consta numa carta que o Mensageiro enviou para Amri bin hazmi onde dizia “Que não toque o Livro senão o purificado”. Diz o Sheikh al-islam Ibn Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele: a opinião dos quatro  Imams(Abu hanifa,Shafi,Malik e Ahmad) é de não ser tocado o alcorão, senão pelo purificado.

 Quanto a questão da mulher fazer a  leitura do alcorão sem o tocar, há uma divergência entre os sábios concernente a isso, e o melhor é de ela não recitar o alcorão, salvo haja uma necessida (zarura) para tal, como é o caso dela receiar o esquecimento. Allah sabe mais.

3.5- Proibe-se a mulher observar o tawaf (circundação pelo Kaaba) :

 Consta de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, que certa vez quando apareceu-lhe o mênstruo, foi dita pelo Mensageiro: “Faça tudo que o peregrino do ritual de hajj observa, menos a circundação a casa, até que te purifiques” ([13]).

3.6-Proibe-se a mulher enquanto estiver no ciclo menstrual permanecer dentro da mesquita:

 Proibe-se a permanência dela  dentro da mesquita,  por constar o dito do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, que  disse: “Eu não dou a permissão (de permanência) à mulher que estiver no ciclo menstrual e àquele que estiver impuro (de impureza maior)([14]). sabe-se que é permissível para ela passar pela mesquita sem permanecer nela, por constar de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, que ela disse: “Certa vez o Mensageiro disse-me entrega-me o meu tapete da mesquita, e eu respondi que se encontrava de menstruação e ele disse: a tua menstruação  não está em tuas mãos ”([15]).

 Salienta-se que é permissível a mulher que se encontra no período menstrual fazer o zikr (recordação de Deus) conhecido na sharia, como o la ilaha ila Allah, Allah Akbar, Subhana Llah, assim como as preces conhecidas que se observam nas manhãs e noites, ao se deitar assim como ao se levantar da cama, como também é permitida ler dos livros do peritos em matéria de religão(din), como o tafssir, o hadith e o fiqh.

 sugestão concernente ao Suafrat e o Kadrat

 O suafrat é algo idêntico ao pús que predomina nele a cor amarela, e quanto ao Kadrat é algo com carateristicas de àgua suja. Quando sai da mulher o kadrat e o suafrat nos seus dias conhecidos, então considera-os de menstruação que tomam as mesmas regras do sangue menstrual, e quando saem da mulher em dias não conhecidos por ela (que não é de hábito aparecer o mênstruo), então nada os considera, mas sim deve julgar-se ainda pura, por constar de Umm Atuia, que Deus esteja satisfeito com ela, disse: “Tinhamos o hábito de não considerar (como menstruação) o aparecimento do suafrat e o kadrat, depois da pureza “relatado por Abu Daud. O que deprende-se deste dito é de que o suafrat e o kadrat verificados antes da mulher purificar-se, considera-se ela ainda menstruada, que aplica-se a ela ainda as regras da mulher durante o período menstrual.

Sugestão: Apartir de que coisa a mulher sabe do término de seu período menstrual?

  Resposta: sabe do término de seu período ao estancar o sangue, e isso acontece apartir de dois sinais, o primeiro sinal: a saida de um liquido (àgua) de cor branca, e por algumas vezes não tem sido de cor branca, pois difere de mulheres segundo o clima em que se encontram ou por razões fisiologicas.

Segundo sinal: secação, que é quando a mulher ao introduzir um pano, ou mesmo floco de algodão na sua vagina, ao tira-lo sai seco, sem nada nele, seja sangue ou mesmo o kadrat ou o suafrat.

4- o que recai de obrigações sobre a mulher que tenha terminado o seu período menstrual

Uma nota importante: quando uma  mulher  se purificar do haidh ou nifas (sangue pós-parto) antes do pôr-do-sol.

 É recomdável uma mulher purificar-se, terminado seu período menstrual, isto é, usar  a àgua com a intenção de se purificar toda a parte do corpo, por constar o dito do Mensageiro: “E quando começar o seu período menstrual, então deixe de observar o sualat, e terminado, então purifica-te e observe o sualat”([16]). O procedimento disso é o seguinte: tencionar purificar-se da impureza para a observação do sualat ou outra devoção(leitura de alcorão), e seguidamente diz: Bismi Lhai, fazendo passar àgua por toda parte do seu corpo, até que chegue o suficiente onde nasce o cabelo, e não é obrigada a desfazer seu cabelo se forem tranças, mas sim deve fazer chegar àgua suficiente no seu cabelo, e se ela usar folhas de maçaniqueira ou produtos de higiene (como o sabonete) junto da àgua melhor é, como também é recomendável caso tiver, levar um floco de algodão que tenha o aroma de Misk (um tipo de perfume) ou qualquer perfume da sua preferência e colocar dentro da sua parte privada, depois de purificar-se, por constar que o Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, orientou assim a Asmah, que Deus esteja satisfeito com ela. De esclarecer aqui, que terminado seu período antes do pôr-do-sol, a mulher deve observar os sulats zuhr e asr desse dia, pois o tempo do segundo sualat é ainda tempo (permissível)observar o primeiro sualat para àqueles que tenham uma justificação (impedimento da impureza do mênstruo neste caso). Diz o Sheikh al-islam Ibn Taimiya , que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro de[ Majmu fatawa](22/434) :é da opinião da maioria dos sábios como Malik, Shafi, e Ahmad, que a mulher ao purificar-se no fim do dia, antes do pôr-do-sol, deverá observar o zuhr e o asr, e se purificar na última parte da noite, deverá observar o sualat magrib e insha, como também consta este dito de alguns companheiros do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, como Abdu Rahman bin Auf, Ibn Abass e Abu Huraira, que Deus esteja satisfeito com eles, pois o tempo é ainda associado (para se observar) um dos sualats em reposição para àqueles que tenham uma justificação, e caso a mulher tenha se purificado (terminado seu periodo menstrual e se purificar como é recomendado faze-lo logo terminado o período) durante o dia, então existe o tempo de sualat zuhr, que deve observar este sualat e seguidamente observar o asr, e se ela purificar-se na última parte da noite, então o tempo de magrib ainda existe para os que têm uma justificação, que deve observar o sualat magrib e seguidamente o insha.

 Quanto a questão de entrar o tempo de um sualat e começar seu haidh ou nifas antes de observar o tal sualat, então o certo nisso segundo a opinião de alguns sábios, é de que não recai sobre ela a obrigatoriedade de fazer este sualat em reposição. Diz Sheikj al-islam Bin Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele,  no seu livro Majmu fatawa (22/335): concernente a questão supracitada: O que parece mais certo segundo aquilo que dizem os sábios como Abu Hanifa e Malik, que  não recai sobre a mulher a obrigatoriedade de fazer a reposição do sualat, pois ela adiou o sualat um adiamento permissível na sharia ,e não teve o desleixo, e quanto aquele que dorme ou esquece-se de observar o sualat,   mesmo que não tenham feito o desleixo , aquilo que ele faz, de observar o sualat , não é uma reposição (Qazau), mas sim é tempo ainda para ele do sualat que ainda não tenha observado, que o faz acordado ou lembrado.

 Regras que devem ser cumpridas pela mulher que tenha istihaza

Istihaza é o escorrimento de sangue, que aparece  em tempos não conhecidos (pela mulher como sendo sangue menstrual), na forma de hemorragia, de uma veia, e a mulher que se sofre de  istihaza (hemorragia vaginal), sua questão é complexa, pois por vezes assemelha-se seu sangue ao sangue menstrual. Quando o sangue sair dela constantemente ou na maior parte do tempo, então o que considera de haidh e o que considera de istihaza nisso?! no que tangue daquilo que considera de istihaza não poderá deixar de observar o sualat e o jejum, pois a mulher durante o istihaza considera-se purificada. Desta feita a mulher que passa pela hemorragia vaginal (istihaza), tem três situações: a primeira que é de ela ter um período de tempo conhecido por ela (do aparecimento do mênstruo) antes de sofrer do istihaza, como por exemplo, em casos que ela antes de ter o problema de hemorragia, ficava no seu período  menstrual cinco dias, ou oito dias no inicío de cada mês ou no meio do mês, isto é conhecia seus dias e o número deles, então esta deverá permanecer considerando-se menstruada consoante seus dias conhecidos, e não pode observar durante esse intervalo o sualat e o jejum, e terminado seus dias conhecidos antigamente, então deve purificar-se e observar o sualat e considerar o sangue ainda presente como sangue de hemorragia, por constar o dito do Mensageiro, que a paz  e benção de Deus estejam com, que dirigiu a Umm Habiba, que Deus esteja satisfeito com ela, dizendo: “Permaneça o tempo que permanecias antigamente (nos dias do período menstrual) e depois purifique-te e observe o sualat”  e pelo seu dito, que a paz e benção de Deus estejam com ele, a Fátima Bint Hubaish, que Deus esteja satisfeito: ”Na verdade isso provem de uma veia, e não se trata de menstruação, e quando aparecer seu período menstrual, então deixe de observar o sualat” ([17]).

  Segunda situação: quando a mulher não tiver uns dias conhecidos, mas o seu sangue apresenta várias caracteristicas, que um tipo de sangue, como o menstrual carateriza-se por ser escuro e grosso ou mesmo com um cheiro característico desagradável, e seu resto não é caraterizado como sangue menstrual, neste caso, ser vermelho e não possuir cheiro desagradável, tampouco ser grosso, então neste caso considera-se o sangue com caracteristicas do sangue menstrual sendo a menstruação. Que durante o período que verifica esse tipo de sangue deverá deixar de observar o sualat e o jejum, e considera o outro tipo de sangue, que não tenha o cheiro desagradável como sendo sangue de hemorragia, que deverá se purificar depois de estancar o primeiro tipo de sangue, e começa a observar o sualat e o jejum e considera-se purificada, pelo dito do Profeta, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, a Fatima bint Hubaish: “Quando for sangue menstrual tem a cor preta conhecida, então (no aparecimento dele) não podes observar o sualat, e se for o outro tipo, então faça ablução e observe o sualat”([18]) .

Terceira situação: se a mulher não tiver um período de tempo conhecido por ela do início do mênstruo, tampouco experiência que possa diferenciar o sangue menstrual do sangue de hemorragia, então neste caso ela deverá permanecer o tempo que a maioria das mulheres permanece, que é de seis ou sete dias de cada mês, pois este é o período menstrual da maioria das mulheres, por constar o dito do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, a Hamnat bint Jahshi: “Na verdade isso faz parte da passagem do Shaitan (pelas suas veias) permaneça seis ou sete dias, e seguidamente se purifique, e quando estancar o sangue observe o sualat vinte e quatro ou vinte e três (dias), e observe o jejum e o sualat, pois isso é permissível para si, como também faça aquilo que fazem as mulheres durante o período menstrual “([19] .

 O que acontece é o seguinte, para a solução das três questoes acima, para a mulher que conheça seus dias de hábito, permaneça segundo os seus dias conhecidos, e a mulher com experiência deve olhar para a diferença dos tipos de sangue e permanecer o tempo em que ainda verifica o sangue menstrual, e para a mulher que não tenha experiência, esta deverá permanecer o tempo normal que muitas mulheres permanecem, que é de seis a sete dias, e nisto há as três orientações profeticas concernente a mulher que se tenha a hemorragia vaginal. Diz o Sheikh al-islam Ibn Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele : e as provas que se baseou os seis dias é o hábito, pois o hábito é uma das provas mais fortes, pois a origem é de haver o mênstruo, e quanto a questão da experiência, por que a cor preta e grossa com cheiro desagradável é propício que seja o sangue menstrual que outro tipo de sangue que é so vermelho, e quanto a questão de permanecer o tempo normal de muitas mulheres, isso porque a origem é incluir uma pessoa no conjunto da maioria, neste caso, uma mulher no conjunto de muitas mulheres,  e estas três provas são apoiadas pela sunnat.

2-O que deve fazer uma mulher que se encontra de istihaza, ao passo que julga-se purificada:

1-Ela deve purificar-se no término do seu mênstruo que o considera (de mênstruo), como elucidei anteriormente

2- Deverá lavar sua parte privada, para que assim possa remover tudo que esteja fora da sua da sua parte privada, isto antes de cada sualat, que ela quiser observar, como também deverá colocar algodão ou algo semelhante como o penso na sua vagina para que possa impedir o que for a sair , e deve apertar ou coloca-lo que maneira que não caia este algodão ou penso, e seguidamente fazer ablução  na entrada de cada sualat, por constar o dito do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, a mulher que se encontrava de istihaza: “Indico-lhe o algodão e coloca-lo no lugar (parte privada)([20]). Aqui fez-se  a menção do algodão, mas pode a mulher também usar o penso que se encontra hoje nas farmácias.

 Terceiro: O nifass:

 1-Sua definição:

  O nifass é o  sangue que escorre do útero  durante o parto assim como depois do parto, e é o resto do sangue que fica estagnado no útero durante a gravidez, e quando a mulher dá a luz começa a sair aos poucos, e aquilo que a mulher vê antes do parto da saida de sangue com sintomas de parto, também faz parte do nifass, e os sábios definiram que este aparece dois dias ou três antes do parto, e muita das vezes o que se verifica na maioria das mulheres é de este sangue sair depois do parto, e o que se considera  de parto é depois de o feto formar-se num ser completo, e o tempo mínimo dessa formação é de oitenta e um dias, e o mais comum é de três meses, então se houver aborto (espontâneo) do feto antes desse tempo e aparecer sangue, então a mulher não se deve preoucupar com isso, tampouco não poderá deixar de observar o sualat e o jejum por isso, pois esse sangue trata-se de sangue de sujidade e de hemorragia, que tem a mesma sentença do sangue de istihaza.

 O tempo máximo de nifass  na maioria das deves é de quarenta dias, começando a contagem apartir do parto ou dois ou três dias antes- como o supracitado- por constar de Umm salamat, que Deus esteja satisfeito com ela , disse: “As mulheres permaneciam de nifass na era do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele , quarenta dias“([21]). E há unanimidade quanto a essa questão entre os sábios, como narra o Tirmizi e outros.E se a mulher achar-se pura antes dos quarentas dias, ao estancar o sangue, então puderá purifica-se e observar o sualat, pois não límite mínimo da saida do sangue pos-parto (nifass), pois nada consta concernente a isso, e no caso de completar os quarenta dias e continuar a verter sangue, se coincidir com seus dias de sangue menstrual, então trata-se de menstruação, e se não for a coincidencia com seu período menstrual e continuar a saida do sangue, então este trata-se de istihaza, que não poderá deixar por essa razão a observação do sualat depois de ter completado os quarenta dias .

 2-Regras sobre o nifass

 As regras aplicadas para a mulher que se encontre de nifass são identicas as aplicadas para a mulher que esteja de haidh, que são as seguintes:

1-proibe-se fazer o ato sexual com a mulher que esteja de nifass, como também é proibido com a mulher que esteja de haidh, mas é permissível beija-la, abraça-la e acaricia-la, menos a sua parte privada.

2- Está vedada a mulher que esteja de nifass observar o sualat e  o jejum, assim como fazer o tawaff a Casa(Kaaba), como também é vedado a mulher que se encontra de haidh.

3- Está vedada a mulher durante o nifass tocar no Alcorão, assim como recita-lo, salvo receie o seu esquecimento, como também é para a mulher que esteja de haidh.

4-Deve fazer a reposição do jejum que passou-lhe enquanto de nifass sem o observar, neste caso o obrigatório, como também de caracter obrigatório fazer a mulher a reposição que esteve de haidh.

5-Deve purificar-se a mulher que esteja de nifass logo que terminar o nifass, como também deve fazer  a purificação a mulher que esteja de haidh, terminado o período, e as provas disso são os seguintes:

5.1-Consta de Umm Salamat, que Deus esteja satisfeito com ela, disse: “As mulheres permaneciam de nifass na era do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, quarenta dias”([22]). Diz Almajd ibn taimiya no seu livro Almuntaka (1/184):  diz o sentido do hadith é o seguinte: era ordenada a permanecer quarenta dias, isto trouxemos para que a informação de umm salamat não seja desmentida, pois não é possível que coincide o tempo de permanencia para todos mulheres duma era no que diz respeito ao nifass ou haidh.

5.2-Consta de Umm salamat, que Deus esteja satisfeito com ela,disse: “Permanecia a mulher dentre as  mulheres do Profeta, que a paz e benção estejam com ele, quarenta dias e não a ordenava fazer a reposição dos sualats perdidos durante o nifass”([23]).

 Se o sangue de nifass estancar antes dos quarentas dias :

 Nota: se o sangue de nifass parar de sair antes de completar a mulher os quarentas dias, e a mulher purificar-se e começar a observar o sualar e o jejum, e dias depois voltar a aparecer o sangue antes de completar a mulher os quarentas dias, o mais correto segundo diferentes opiniões dos sábios é de ser considerado este ainda nifass, e que ela deve permanecer novamente, sem observar o sualat e o jejum, e aquilo que ela jejum nesse intervalo no qual julgou-se pura, seu jejum é válido, que não precisará fazer a reposição, vide nos livros Majmu fatawa de Sheikh Muhamad bin Ibrahim](2/102) e Hashiyat bin Cassim sharha Zad (1/405).

 Nota: Diz o sheikh Abdurrahman Seidy, que Deus  tenha misercórdia com ele, disse: verifica-se, segundo o abordado anteriormente, que o sangue de nifasss, sua causa é o parto, e o sangue de istihaza é um sangue que escorre por uma doença, e por último o sangue de haidh é o sangue natural, e Allah sabe mais.

 Tomar anti-conceptivos: é permissível a mulher tomar anti-conceptívos para que não apareça o mênstruo, caso isso não tenha efeitos colaterais para a saúde dela, e no caso de ela tomar e impedir a saida do sangue, então ela deve observar o jejum e o sualat, assim como o tawaff, e é válido tudo isso, e tem a mesma sentença da mulher purificada.

 Sentença sobre o aborto: ó tu mulher muçulmana, na verdade, segundo a Sharia, foi depositada a confiança  de um ser dentro do teu ventre, então que não ocultes esse ser, pois Deus diz no Seu livro: (E não lhes é lícito ocultarem o que Allah criou em suas matrizes, se elas crêem em Allahe no Derradeiro Dia)[2:228]. E não cries meios de aborta-lo, afim de se livrar dele de todos meios, porém Deus com a sua infinita misercórdia, deu a sua permissão de não observar o jejum dentro do mês de Ramadan caso seja difícil para ti jejuar com  a gravidez ou se receiar o jejum causar problemas a sua gravidez, e aquilo que está espalhado por todo lado nesta era da prática do aborto, é uma prática haram, e se o feto tiver sido soprado a alma e perder a vida devido o aborto, então considera-se neste caso, matança de uma alma injustamente, o qual Deus proibiu a sua matança sem uma justa causa, e colocou sob a pena disso responsabilidades que deverão ser tomadas, como é o caso da indemnização, que necessita esclarecimento sobre a sua quantia, como também está imposta a mulher que fizer o aborto fazer o kafarat, segundo a ideia de alguns sábios, que é libertar um escravo crente, e se não consiguir libertar um escravo crente, que observe o jejum num período de dois meses  seguidos, e alguns sábios denominaram este ti(po de aborto (propositado) de Mauudat sughra(a matança de criança viva, uma pequena matança, daquilo que existia na outrora, era da (ignorância) Diz o Sheikh Muhammad Bin Ibrahim, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Majmu Fatawah (11/151): quanto a questão da mulher fazer o aborto, não é permissível, salvo haja certeza de este pequeno ser não ter a vida, e se houver certeza, então nesse caso é permissível.

 Chegou as seguintes decisões o comite dos grandes Sheikhs da Arábia Saudita, número (140), data 20/06/1407 H :

1-Não é permitido o aborto de um feto, mesmo em várias fases de evolução, exceto com uma razão considerada plausível e justa pela sharia, e isso em límites muito reduzidos.

2-Se a gravidez estiver na sua fase inicial- que é nos primeiros quarenta dias- e houver o aborto neste intervalo de tempo por receiar-se a massada/ desconforto de criar os filhos, ou receiar-se a falta de possibilidade de alimenta-los e provi-los de melhor escolarização, ou pelo futuro deles receia-se, ou mesmo querem apenas os parentes reduzir com isso o número dos filhos, então tudo isto não é permissível   (fazer o aborto pelas razões supracitas).

3-Não é permissível fazer o aborto se estiver na fase de alaqa(algo que se agarra) ou mudgha (pedaço de carne, até que decida um conjunto de médicos confiáveis, que sua permanencia é um risco para a saúde da mãe, onde se receia por exemplo a morte dela, então neste caso, é permisssível o aborto, no caso de cessarem todos meios possíveis para se evitar o perígo. Consta  no livro do Shekh Bin Uthaimin, que Deus tenha misercórdia com ele, Rissalat fi Dima-u al-tabiyayat li-nissai: no caso de tencionar-se o aborto, livrar-se do feto, se isto acontecer depois de ser soprado a alma nele, então não resta dúvida nenhuma que é haram, pois foi morto aqui uma alma sem justa causa, e a matança de uma alma sem justa causa é haram, segundo o Livro (alcorão), a sunnat e a unanimidade dos sábios. Diz também o Imam Bin Al-jauzi, no seu livro Ahkam nissai(108-109): é sobejamente sabido que o nikah foi instituido com o propósito de procriação (ter filhos), e não é de toda àgua (espermatozoide) que se consegue um filho, e ja se formado o feto, então alcançou-se o propósito de um nikah, e aborta-lo propositadamente é contrariar este propósito, e se caso o aborto der-se na primeira fase da gravídez, antes de ser soprado a alma, ai trata-se de um pecado  grande, poís iria completar o feto a formação, mas de salientar aqui que este pecado não se equipara ao pecado de fazer-se o aborto do feto, depois de soprar-se a alma (o pecado é maior que o primeiro), pois aqui assemelha-se a matança de um crente, e Deus diz no Seu livro: (E quando a filha, enterrada viva, for interrogada, por que delito foi morta)[81: 9].

 Teme a Deus irmã muçulmana, e não te atrevas a cometer este crime, por qualquer que seja o objetivo, tampouco te enganem algumas punlicidades e agendas maqueavélicas do ocidemte e imitações perversas que não se apoiam da lógica,  muito menos da religião.

 Quarto capítulo Regras específicas sobre a vestimenta e o hijab

1-Deve ser a roupa da mulher muçulmana ampla, que cubra o corpo dela de todo homem que não seja seu mahram (irmão legitimo, pai, sogro, filho), tampouco poderá destapar do seu corpo na presença de seus mahrams, senão aquilo que normalmente a mulher está permitida a deixar destapado, como é o caso da face, as mãos e os pés.

2-Deve cobrir essa vestimenta a parte traseira, que desta percebe-se que não poderá ser transparente, onde consiga-se ver a cor da sua pele.

3-Que esta roupa não aperte seu corpo, pois consta no livro de Sahih Muslim, o dito do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “Do meu Ummat, dois tipos de pessoas que eu não o vi, irão ao inferno, na minha era: os homens que possuem chicotes como as caudas da vaca, dos quais batem as pessoas (injustamente), às mulheres vestidas, mas simultâneamente nuas, que fazem do seu cabelo  penteado (como as das prostitutas), e fazem-no as outras, cujas cabeças (penteado) balouçantes parecem corcovas de camelo, não entrarão no paraíso, tampouco sentirão do seu cheiro, e o cheiro do paraisoado é sentido apartir de uma distância X e X”([24] ). Diz o sheikh al-islam Bin Taimiya, no seu livro [majmu fatawa](22/ 146): interpretou o dito do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, mulheres vestidas e ao mesmo tempo nuas, isto é, elas estão vestidas de algo que não  cobre o suficiente seus corpos, que desta percebe-se que estão vestidas, mas na realidade encontram-se nuas, como é o caso da mulher que veste-se uma roupa onde consiga se notar a cor da sua pele (por cima da roupa), ou a roupa que aperta mostrando as suas curvas no corpo, como por exemplo suas nádegas, seu ante-braço, etc. Não obstante o vestuário da mulher muçulmana deve ser larga, que não poderá deixar seu notável a cor da sua pele, tampouco o tamanho do seu corpo.

4-Não pode a mulher muçulmana imitar aos homens na sua maneira de vestir-se, pois o Profeta, que a paz e a benção de Deus estejam com ele, amaldiçoôu as mulheres que imitam os homens, e as que se fazem de homens enquanto são mulheres, e a questão da mulher imitar o homem na sua vestimenta, está no que tange a vestir algo que é especifico aos homens, o tipo e a qualidade, segundo o hábito duma certa comunidade.

5-Que não haja ornamento sobre a sua vestimenta, o qual chama atenção, aquando a sua saida de casa, para que com isso não seja daquelas mulheres que saem para mostrarem  seus ornamentos.

Segundo: O hijab, seu conceito, e provas dele no Alcorão e na Sunnat:

Hijab: seu conceito: é a questão da mulher cobrir seu corpo de todo homem que não seja seu mahram, como diz Deus no Seu livro: (E não mostrem seus ornamenntos– exceto o que deles aparece-e que estendam seus cendais sobre seus decotes. E não mostrem seus ornamentos senão a seus maridos, ou a seus pais, ou aos pais de seus maridos ou a seus filhos ou aos filhos de seus maridos ou a seus irmãos ou aos filhos de seus irmãos ou aos filhos de seus irmãos  ou aos filhos de suas irmãs)[24:31], e diz numa outra passagem: (E se lhes perguntais por algo, perguntai-lhes, por trás de um véu)[33:53] e o sentido do véu aqui neste versículo é tudo aquilo que encobre a mulher, como a parede ou porta ou roupa, e este versículo mesmo que tenha sido a razão da sua revelação constado  nas esposas do Profeta, que a paz  e a benção de Deus estejam com ele, mas a sua regra abrangea todas mulheres crentes, pois colocou a razão dessa ordem, dizendo: (Isso é mais puro para vossos corações e os corações delas) [33:53] e esta causa é geral, que apartir disso toma-se o conhecimento que  a regra  do hijab aplica-se a todas mulheres crentes em geral, e Deus diz num outro versículo: (Ó Profeta! Dize a tuas mulheres e a tuas filhas e às mulheres dos crentes que se encubram em suas roupagens) [33:59]. Diz o Sheikh Bin Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Majmu fatawa (22/110,111): Que Abu Ubaidah e outros dizem que o sentido de se encobrir  em suas roupagens, é de elas se taparem da sua cabeça, que não fiquem descobertos senão os olhos, e dentre essas roupagens está o Niqab.

 Dentre as provas da sunnat concernente a mulher cobrir seu rosto dos que não sejam seus mahrams, está o hadith narrado por Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, disse: “Passavam os homens montados diante a nós, enquanto estávamos de ihram(ritual de hajj) na companhia do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, e na altura que passam-se por nossa frente, cada uma de nós encobria-se na sua roupagem, da sua cabeça para o rosto, e depois de passarem (os homens), destapavamos a cara”( [25]) .

 As provas do Alcorão e da Sunnat concernente a mulher cobrir seu rosto dos homens que não sejam seus mahrams são tantas, que indico a ti irmã muçulmana se quiser saber mais, vide os seguintes livros, [Hijab al-mar’at wa libasua fi sualat] do Sheikh Bin Taimiya, e [ Hukmu Safur wal-hijab] do Sheikh Abdul Aziz bin Baz, e Alsarim al-mashur alal maftunin bi-safur do Sheikh Hamud Tuaijiri e por último Risalat fil- hijab do Sheikh Muhammad Bin Sualeh Al-uthaimin, pois estes abordam o suficiente sobre o hijab.

  Saiba minha irmã muçulmana, que os sábios que deram a permissão da mulher deixar destapada o seu rosto, apesar de seu dito não ser o mais certo, ele colocaram como condição que não haja tentação por isso (deixando sua face descoberta), e o fitnat, ou seja tentação não se escapa dela, em especial nesta era que encontramo-nos, onde há auto-sanção no din, nos homens assim como nas mulheres, que impeça envolverem-se nos actos obsenos, e há pouca vergonha, como também há tantos que convidam para a perversidade, e muitas mulheres existem hoje que colocam ornamentos  na sua face, o que provoca tentação, então tome cuidado disso irmã muçulmana, e opte pelo hijab que te coloca distante da tentação pervesa. Salientar aqui que há dentres as mulheres muçulmanas que observam o hijab mas com a hipocrisia, pois quando se encontram num seio onde se observa o hijab elas observam e num outro ambiente ou país onde não se observa o hijab elas não o observam, e dentre elas existem as que observam o hijab quando se encontram com o público, mas quando vão a uma certa loja ou hospital ou  a uma oriversaria ou alfaiataria para roupa femenina, deixa destapado seu rosto e seus ante-braços parece que está em frente de seu esposo ou seu mahram, então que teme a Allah aquela que faz algo do gênero. Irmã muçulmana, na verdade o hijab protege-lhe de maus olhares, daqueles que em seus corações existe a doença e são selvagens dentre a espécie humana, e este hijab impede a vontade deles árida, então que opte pelo hijab e o observe, e não de atenção as publicidades e às notícias que combatem o hijab ou menosprezam quem o observa, pois que na realidade eles desejam o mal para ti, como Deus diz: (E os que seguem a lascívia, desejam que vos desvieis, com formidável desviar )[4:27].

 Quinto capítulo  Explanação sobre as regras específicas  para a mulher concernente o seu sualat

 Observe o seu sualat ó mulher muçulmana dentro do seu tempo, completando as suas condições  e seus pilares, assim como suas obrigações, Deus diz, O Altíssimo, para as mães dos  crentes: (E cumpri a oração e concedei az zakah, e obedecei a Allah e Seu Mensageiro) [33:33]. E este ordem abrange também a toda mulher muçulmana, pois o Sualat é o segundo pilar dentre os pilares do islam, e é a base do Islam, deixar a sua observação é uma descrença que pode tira a pessoa desta religião, não há religião e não existe o islam para àquele que não observa o sualat dentre os homens como também dentre às mulheres, e adiar o sualat para observar fora do seu tempo sem uma justa causa é neglicencia-lo, Deus diz: (E sucederam, depois deles, sucessores, que descuraram da oração e seguiram a lascívia, então depararão uma desventura, exceto quem que se voltar arrependido e crer e fizer o bem; então, esses entrarão no Paraiso, e não sofrerão injustiça alguma)[19:59,60]. E Hafez Bin Kathir, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro de tafsir falou da interpretação de vários sábios concernente ao dito de descurar a oração, que significa observar o sualat depois de ter terminado o seu tempo.

 Há regras específicas para a mulher no que concerne ao sualat diferentemente das regras do sualat do homem, e são as seguintes as regras para a mulher:

1-A mulher não pode fazer o azan e o iqamat, pois no azan foi instituido levantar-se a voz, e a mulher não é permitida levantar a sua voz, também não serão válidos se os fizer(o azan e iqamat). Diz Ibn Qudamat, no seu livro de Al-mughni(2/68): não há divergência concernente a isso.

2-A mulher toda  ela é nudez durante o sualat, exceto o seu rosto:

 Todo parte da mulher durante o sualat faz parte da nudez,exceto a sua face, e há divergencia sobre as mãos e os pés, e isso quando não estiver olhando para ela nenhum homem estranho, que não seja seu mahram, pois se houver algum homem que esteja olhando para ela, deverá encobrir-se até a sua face, da mesma maneira que ela se encobre fora do sualat na presença de homens que não sejam seus mahrams.De salientar que a mulher deve cobrir dentro do sualat, sua cabeça, seu pescoço, e o resto do seu corpo até o peito dos pés, poís diz o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele: “Deus não aceita o sualat de uma mulher que tenha passado pelo haidh (atingido a puberdade) exceto com o himar (uma peça que cobre a cabeça e o pescoço, véu)([26]). Consta de Umm Salamat uma narrativa, que Deus esteja satisfeito com ela, que ela perguntou o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, se uma mulher podia obervar o sualat de seu dirh(vestido longo e largo até aos peitos dos pés) e himar sem o seu izar(uma peca que usa a mulher semelhante as saias) e o Profeta respondeu: se for o dirh suficiente para cobrir até os peitos dos pés”([27]).

 Os dois hadiths supracitados revelam que  a mulher dentro de sualat caie sobre ela a obrigação de cobrir sua cabeça, seu peito, como  indica o primeiro hadith acima narrado por Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, e indica o segundo hadith narrado por Umm Salamat, que Deus esteja satisfeito com ela,  que a mulher deve cobrir toda a parte de seu corpo até os peitos dos pés, e é permitida deixar seu rosto descoberto se não haver nenhum estranho, que não seja seu mahram  que possa ve-la, pela unanimidade dos sábios nisso. Diz Ibn Qudamat, no seu livro Almughni(2/328): quanto a questão do resto das partes do corpo da mulher livre (Que não seja escrava), recai sobre ela a obrigatoriedade de cobrir dentro do sualat, e se deixar descoberta uma parte do seu corpo, então seu sualat não será válido, exceto, se for uma pequena parte do corpo (deixada descoberta), e essa é a opinião do Imam malik, Al-auzahi e Shafi.

3- A mulher encolhe-se durante o ruku e o sijdat diferentemente do homem  que alarga-se: Ibn Qudama diz no seu livro Almughni (2/258): é recomendável a mulher enconher-se durante o ruku e o sijdah em vez de alargar-se, e também recomenda-se  sentar-se durante os tashahuds com os pés a sua direita, pois é mais fácil de cobrir a sua nudez, diferentemente do homem que faz o tawaruk e iftirash no primeiro e segundo tashahud.

 An-nawawi diz no seu livro Almajmu (3/455): diz Imam Shafi no livro Almuhtasir: não existe diferença entre o sualat de um homem e de uma mulher, exceto o que se sabe é que a mulher deve enconher-se, ou seja juntar sua barriga a suas coxas durante a prostração, poís assim é mais viável para cobrir sua nudez, como também faze-lo durante o ruku(genuflexão).

4-Sualat das mulher dirigido por uma delas,há divergência entre os sábios concernente a isso:

 O sualat das mulher dirigado por uma delas, há divergência entre os Alimos quanto a esse respeito, onde alguns o permitem e outros não o permitem, mas a maioria dos sábios permite este sualat, pois o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, ordenou Umm Waraqat que dirigi-se as mulheres da sua comunidade.Algus Alimos alegam não ser recomendável e outros julgam ser detestável, como também ainda mais outros permitem que se faça isso numa oração facultativa e não numa oração obrigatória, mas o mais certo e forte segundo as várias opiniões é de ser recomendável, e quem quiser mais detalhes sobre a mesma questão que leia dos livros seguintes, Almughni(2/202) e Almajmu (4/84,85). E a mulher recita  de uma forma audível, se não houver homens estranhos (que não sejam seus mahrams), que possam ouvi-la.

5-Permite-se a saida da mulher de casa para o sualat numa mesquita onde haja homens:

 Permite-se no islam as mulheres sairem de suas casas para observarem o sualat  numa mesquita onde haja homens, mas o sualat delas observado em casa  é melhor, pois consta no livro de Muslim, que o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “Não proibam as escravas de Deus(mulheres) de sairem para a mesquita”([28]). E disse o Mensageiro, que  a paz  e benção de Deus estejam com ele, numa outra narrativa: “Não proibam as mulheres a saida para  a mesquita, e  a permanência em suas casas (para observarem o sualat) é melhor”([29]).

 A permanência das mulheres em suas casas é melhor por uma questão de conservação. Se a mulher sair para a mesquita, então deverá cumprir as seguintes etiquetas:

1-Deve se encobrir de roupa e o hijah completo, Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, diz: “As mulheres observavam o sualat (fajr) na presença do Mensageiro, e dispersavam-se cobertas de sua roupagem e ninguém as conhecia devido a escuridão”([30]) .

2-Ao sair de casa, não poderá sair perfumada, pois consta que o Mensageiro disse: “Não proibam as escravas de Deus a saida para as  casas de Deus e que saiam não perfumadas”([31]), como também consta no livro de Muslim, da narrativa de Zainab esposa de bin Mas’ud  que disse o Profeta,  que a paz e benção de Deus estejam com ele: “Se uma de vós desejar fazer-se presente na mesquita, então que não use o perfume”([32]).

 Diz Imam Al-shaukani no seu livro Nailul autuar (3/140,141): há provas claras no que foi supracitado que a saida das mulheres para a mesquita é só permitida, caso não seja acompanhada essa saida  de alguma tentação, ou algo que provoque tentação como o bakhur (um produto com um cheiro agradável), e disse: e deprende-se dos hadiths que a permissão dada pelos homens da saida das mulheres para a mesquita só  verifica-se, se a saida delas não ter o impacto de provocar tentação, usando produtos com bom aroma ou joias e outros ornamentos.

3-Não pode sair a mulher para a mesquita embelezada de suas joias e ornamentos, pois consta um dito de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, que disse: se o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, visse aquilo que vimos hoje das mulheres, proibiria a elas a sua saida para a mesquita, da mesma maneira que o povo de Bani Israel proibiu as suas mulheres.Imam Alshaukani diz no seu livro [Nailul autuar]: o dito de Aishat (se ele visse aquilo que vemos hoje das mulheres) quer dizer: da roupa ornamentada  e o perfume e ornamento, pois na era do Profeta, as mulheres saiam cobertas na sua roupagem, que sua roupagem era larga e o tecido grosso(que não chama atenção). Diz Imam Ibn Al-jauzi, que Deus tenha misercórdia dele, no seu livro Ahkam Nissa’a (página 39): a mulher deve evitar a saida de casa  se ela consiguir fazer isso, e se caso sentir-se compelida a sair, que saia com a permissão de seu esposo, trajada decentemente, de forma que não chame atenção ou provoque tentação, e que opte  passar pelos caminhos  onde não há um fluxo de pessoas, e não pelas avenidas ou mercados repletas/os de pessoas, e que evite que sua voz seja ouvida, e que caminhe pelas extremidades da estrada / rua e não pelo meio.

4-Se a mulher estiver sozinha então deverá alinear-se sozinha numa fileira de trás dos homens, por constar p hadith de Anass, que Deus esteja satisfeito com ele, quando o Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, dirigiu o sualat na companhia deles, e Anass diz: eu e mais um orfão ficamos atrás do Mensageiro, e uma mulher idosa observou o sualat de trás de nós (eu e o orfão)”([33]) e numa outra narrativa contada por Anass diz: “Observamos o sualat eu e mais um menino orfão em nossa casa atrás do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, e a minha mãe observou a nossa trás- Umm Sulaim”([34]). E se o número das mulheres for maior, então elas fazem um fileira ou fileiras atrás dos homens, pois o Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, colocava os homem em frente dos rapazes, e de trás dos rapazes as mulheres. Relatado por Ahmad. E Abu Huraira narra que o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus  disse: “A melhor fileira para os homens, é o primeiro, e o pior para eles o último, e a melhor fileira para mulheres é o último, e o pior para elas é o primeiro”([35]). Nestes dois hadiths percebe-se que as mulheres observam o sualat em fileiras de trás dos homens, que não podem rezar dispersas, caso rezarem de trás dos homens, isso mesmo se for em orações obrigatórias assim como o tarawih.

5-Se o Imam esquecer-se algo dentro do sualat, a mulher bate as palmas, por constar que o Mensageiro, que a paz e benção de Deus esteja satisfeito com ele, disse: “Se algo acontecer dentro do vosso sualat, então que façam tasbih os homens e batam as palmas as mulheres”([36]) e esta é uma permissão de elas baterem as palmas durante o sualat, caso houver alguma falha, como por exemplo o Imam esquecer-se, foi instituido assim porque a voz da mulher nela há uma tentação, que assim foi ordenada a bater as palmas e não falar.

6-Quando o Imam der os dois salams, as mulheres devem apressar-se afim de se retirar da mesquita, e os homens permanecem sentados, para que não saiam concomitamente com as mulheres que estiveram presentes, pois consta de uma narrativa de Umm Sulaim, que Deus esteja satisfeito com ela,que ela disse: “Na verdade as mulheres  na era do Profeta, quando se de-se o salam da oração, retiravam-se e permaneciam os homens juntamente com o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, até assim que Deus quisesse, e quando se levantasse o Profeta, os homens também levantavam-se(de seus lugares para se retirarem da mesquita). Diz Imam Al-shaukani no seu livro Naiul autuar(2/326): o hadith mostra que é recomendável ao Imam fazer a observação das situações ou estados dos presentes na mesquita (maa’mus) e tomar a  cautela  de abter-se tudo que caminhe para o interdito na sharia, e que haja precaução de todo procedimento que suscite dúvidas, e que se abtenha a junção de homens e mulheres pelo caminho, como também nas casas.

6- A saida das mulheres para a oração de Ide:

 Consta de Umm Atuia, que Deus esteja satisfeito com ela, que disse: “Ordenou-nos o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, que tirassemos (de casa) para os Ides de fitr e Al-azha: as idosas, as que estejam haidh, e as que permaneciam sempre no quarto(virgens), quanto as mulheres que se encontravam de haidh, abstinham-se da observação do sualat-e numa outra narrativa-a permanéncia no local do sualat,mas presenciavam este belo momento partilhavam (dizendo amin), com osoradores enquanto faziam-se as preces“ ([37]). Diz Alshaukani: neste hadith deprende-se que é permissível a saida  das mulheres para as orações de Ide no mussualat sem destinção entre virgens e as que não sejam virgens, as idosas e as que ainda passam pelo haidh, etc, desde que não seja uma mulher que se encontre no seu iddah  ou a sua saida provoca tentação ou tiver uma justificação....vide [Nailul autuar](3/306). Diz Sheikh al-islam Bin Taimiya no seu livro  Almajmu (6/458/459): foram informadas as mulheres crentes que seu sualat em casa é melhor que comparecer ao jumu’a e o sualat em congregação exceto o Ide, pois ordenou-lhes que saissem para presencia-lo–Allah sabe melhor-talvez seja pelas seguintes razões:Primeiro: num ano apenas há dois ides, que ordenou-se a comparencia delas, diferentemente dos dias de sexta e as orações em congregacão (que vem no dia a dia e semanalmente existe o jumu’a). Segundo: não tem o ide algo que o susbstitua, diferentemente do jumu’a, que é substituido pelo zuhr para o caso das mulheres, poís é o seu jumu’a. Terceiro: que é uma saida para uma zona desértica afim de fazer a recordação de Deus, e assemelha-se ao ritual de hajj em algumas questões, por isso o grande ide durante no ritual do hajj é adequado para os os perigrínos.

  Diz Annawawi no seu livro Almajmu (5/13): que Imam Shafi e seus companheiros disseram, que Deus tenha misercórdia com eles: é recomendável para as mulheres que não tenha boas aparencias (idosas) comparecerem ao sualat ide, e quanto as que tenha boas aparencias, é detestável a sua comparencia ....até que disse: e se for a sair para o musualat de ide, que saiam de uma roupagem que não chame atenção ou provoque fitna, e que não se trajam de algo que as faça distintas, e que é recomendável se purificarem com a àgua e não usarem o perfume, e isto tudo é para as idosas as quais não sentem o prazer (pela idade avançada) e quem for do genero delas, e quanto as raparigas, e as que tenham a formosura e beleza e que ainda tem o prazer (pelo sexo oposto), então é detestável sua comparência, por recear-se a elas a tentação e provocarem tentação aos homens, e se alguém dizer, que isto contraria o que consta dp hadith de Umm Atuaia, diremos: consta nos dois livros de hadiths autênticos, no Bukhari e Muslim, que Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, disse: “Se o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, visse aquilo que vimos hoje das mulheres, proibiria a elas a sua saida para a mesquita, da mesma maneira que o povo de Bani Israel proibiu as suas mulheres“ e a tentação assim como as razões da malícia na era de shafi eram  inumeráveis, diferentemente do que havia na era do nosso querido Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele.

 Digo (Sheikh Fauzan): e nesta era que encontramo-nos é ainda pior.

 Diz Imam Ibn Aljauzi, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Ahkam Nissa’a (página 39): digo: ficou claro que a saida das mulheres é permissível, mas caso recear-se a tentação que possa afetar a elas, como a que pode provocada a elas, então a sua permanencia em casa é melhor, poís as mulheres na era primordial do islam não tinham os hábitos que tem as mulheres que temos na nossa era, como também os homens. isto quer dizer: eles tinham  maior piedade.

 Do que foi supracita ficou claro para ti ó mulher muçulmana que a tua saida para o sualat é permitida segundo a sharia, desde que te comprometas em cumprir as condições e te encobrires , e que seja tudo isso com intuito de buscar o contentamento de Deus, e ajuntar-se aos muçulmanos nas suas preces, e mostrar os sinais do Islam, e que não seja o propósito da tua saida mostrar os teus ornamentos e expor-se no meio da tentação, tome atenção quanto a isso.

 Sexto Capítulo  Regras específicas para as mulheres concernente as regras fúnebres

  Deus prescreveu a toda alma saborear a morte, e excecionou a Si mesmo, Gloriado seja, com a Sua infinita existência, Diz Ele no Seu livro: (E só permanecerá a face de teu Senhor, Possuidor de majestade e honorabilidade). E colocou certas regras fúnebres ao filhos de Adão que os vivos deverão cumprir com elas, e nós aqui faremos uma abordagem as regras específicas para as mulheres, dentre elas estão:

1-Quem deve estar no encargo de dar o banho a maity (mulher que acaba de perder a vida) são as mulheres: e não é permissível que os homens a lavem, exceto o esposo dela tem o direito lava-la, como também de salientar que um maity do sexo masculino só é dado o banho pelos homens, exceto a sua esposa, que esta permitida de lava-lo, pois consta que Ali, que Deus esteja satisfeito com ele, deu o banho à Fatima filha do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com  ele,  e que Deus esteja satisfeito com ela, e que Asmah Bin Humais, que Deus esteja satisfeito com ela, deu o banho à seu esposo Abu Bakr, que Deus esteja satisfeito com ele.

2-Recomenda-se colocar a mulher em cinco peças de mortalha de cor branca: o izar que se cobre com esta peça a parte dos membros inferiores (da cintura para os pés), o himar (véu) que se cobre a parte da cabeça com ele, e um vestido que se veste a ela, e dois panos que é enrolada neles por cima da vestido, segundo o que consta de Lailat Athakafiyat, que Deus esteja satisfeito com ela, diz: “Fui uma das que deram banho a Umm Khulthum, filha do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, quando faleceu, e foi a primeira coisa que nos deu o Mensageiro o Hika (izar), depois o vestido, o véu, e os dois panos, e finalmente foi colocada num outro pano”([38]).

3-O que se faz com o cabelo da mayt:

Faz-se três tranças, e coloca-se na zona da nuca, por constar o hadith de Umm Atuia sobre o procedimento de lavagem da filha do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ela, ela diz: “e fizemos tranças do cabelo dela, três nôs, e os colocamos na parte  da nuca (de trás da cabeça)( [39]).

4-Sentença sobre as mulheres seguirem o Janazat(cortejo fúnebre):

 Umm Atuia, que Deus esteja satisfeito com ela, diz: “Fomos proibidas de seguir o jannazat (cortejo fúnebre), mas não nos foi proibido terminantemente”([40]). Do hadith deprende-se que é haram a mulher seguir o janazat, e diz Sheikh al-islam Bin Taimiya, no seu livro majmuh fatawah (24/355) esclarecendo o sentido do dito de Umm Atuaia, que Deus estejas satisfeito com ela: “E não nos foi proibido terminantemente”: o dito dela não tira a sentença de ser haram, pois pode ser que ela achou que não seja uma proibição que se considere haram, e a prova esta no dito do Mensageiro, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, e não no conjuntura de uma outra pessoa.

5-Proibição da visita das mulheres às campas :

 Consta de Abu Huraira, que Deus esteja satisfeito com ele, que disse que “O Mensageiro de Deus, que a  paz e benção de Deus estejam com ele,  amaldiçoôu as mulheres visitantes das campas”([41]). Diz o Sheikh al-islam Bin Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele: é sobejamente sabido que se abrir-se esta secção para a mulher, se calhar saia para lá mostrando descontentamento, e levantando sua voz com choros, pois ela tem a fraqueza (de não consiguir controlar-se), por ter pouca paciência, e como também o choro dela possa ser razão de encomodar o moribundo, e sua voz provoca tentação nos homens presentes vivos, como consta num outro  hadith: “Decerto que vois provocais a tentação aos vivos e encomodais aos mortos” e se a visita das mulheres as  campas for uma razão de eles incorrem em actos proibidos a elas e assim como aos homens–e aqui não se sabe o hikmat (prudência) desta proibição – e das regras da sharia, quando não fica claro o hikmat, então  sua sentença depende da sua razão,                                 então é proibida aqui a visita, para que não se incorra no pior (cortando o mal pela raiz), da mesma maneira que se proibiu, ficar a sós com uma mulher estranha, que não seja seu mahram, e não há – da visita da mulher as campas- de interresse que contrarie este mal, pois não há nisso senão a questão de ela fazer a prece para seus ente-queridos, o que poderá fazer em sua casa. Vide [majmuh fatawah](24/ 355,356).

6-Proibição do Niyahat:

 Niyah: significa levantar a voz durante o choro, fazendo lamentações, rasgando a roupa, e e fazer auto-flagelação, e cortar o cabelo, e fazer a cara escura e tira alguns pelos dela, mostrando descontentamento pela perda de um ente-querido, rogando pelo azar, devido ao infortúnio ocorrido, e mais outros actos que revelam o descontentamento pelo destino de Deus, e Sua justiça, e isso revela falta de paciencia, e isto tudo é haram e faz parte dos grandes pecados, pois consta nos dois livros de hadiths autênticos de Bukhari e Muslim, que o Mensageiro de Deus, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, disse: “Não faz parte de nós, quem faz auto-flagelação, e rasga sua roupa, e  roga as súplicas da era da ignorância” e nos mesmos livros consta um outro hadith, que ele disse: “Não é do  nosso grupo a mulher que levanta a sua voz em momentos de advesidade (infelicidade), a mulher que rapa seu cabelo(em momentos de infelicidade) e a mulher que rasga a sua roupa(ao lhe ocorrer uma infelicidade)([42]) e num outro hadith narrado por Muslim disse:  que o Mensageiro de Deus, que a paz e a benção de Deus estejam com ele: ”Amaldiçoôu a mulher que lança choros por alto, e aquela que tenciona escuta-los(e se agrada em ouvir)([43]).

 Irmã muçulmana desta feita deves te abster desta prática proibida em momentos de adversidade, e que deves ter paciencia, e esperar a recompensa da parte de Allah, para que essa infelicidade seja uma razão de seres perdoada as tuas falhas e aumentada as tuas boas obras, pois Deus diz: (E, em verdade, pomo-vos à prova. Com algo do medo e da fome e da escassez de riquezas e de pessoas e de frutos. E alvissara o paraiso aos perseverantes. Àqueles que quando uma desgraça os alcança, dizem : “Por certo, somos de Allah e, por certo, a Ele retornaremos. Sobre esses são as bençãos e a misercórdia de seu Senhor. E esses são os guiados.)[2:155-157], Sim é permissível o choro que não seja associado ao niyah, tampouco acompanhado dos actos proibidos, como também o descontentamento do destino de Deus, pois o choro é o sinónimo de misercórdia para com o mayt e  a reação de um coração leve (que não é endurecido), como também é das coisas naturais que o ser humano não consegue impedir-se de o fazer, que por essa razão foi permissível, que até chega a ser recomendável, a Allah só rogamos.

 Sétimo capítulo  Regras específicas para às mulheres concernente ao jejum

 O jejum dos mês de Ramadan é obrigatório para todo muçulmano homem assim como mulher, e este é um dos pilares do islam e dentre as suas bases fortes, Deus diz no Seu livro : (Ó vós que credes! É vos prescrito o jejum, como foi prescrito aos que foram antes de vós, para serdes piedosos)[2:183]. E quando a rapariga antige uma certa idade que recai sobre ela as obrigatoriedades, e essa idade conhece-se apartir de alguns sinais, como é o caso do aparecimento do haidh(mênstruo), nesse momento recai sobre ela a obrigatoriedade do jejum, e poderá se calhar pelo mênstruo com uma idade de nove anos, mas  algumas raparigas desconhecem que seja obrigatório observar o jejum nessa idade(dos nove), julgando-se ser ainda pequena, e nem a sua familia a ordena a observar o jejum, e este é um grande desleixo, por deixar de cumprir um pilar dos pilares do islam, e quem tiver acontecido com ela isso, é obrigatório que faça a reposição do jejum que não o observou, desde o momento que começou a passar pelo haidh, mesmo que tenha passado muito tempo que ela fez isso,pois isso ainda continua na sua responsabilidade (como dívida).

 A quem é obrigatório o Ramadan?

 Quando chega o mês de Ramadan, é obrigatório a todo muçulmano homem assim como mulher que tenham atingido a puberdade e de estadia em suas cidades (que não sejam viajantes) observar o jejum, e quem estiver dentre eles enfermo ou em viagem durante o mês, então ela pode não jejuar e fará a reposição dos dias de que não observu o jejum posteriormente, Deus diz: (Então , quem de vós presenciar esse mês, que nele jejue, e quem estiver enfermo ou em viagem, que jejue o mesmo número em outros dias)[2:185]. Como também aquele que o mês de Ramadan chega-lhe e está numa idade avançada (velhice)  não consegue observar o jejum ou um que tenha uma enfermidade incurável seja homem ou mulher, então a esses não poderam observar o jejum, pois neste caso, a desobrigação do jejum se faz por meio de alimentação de um necessitado por dia metade de Sahi (uma medida na era do Mensageiro de Deus, o que corresponde hoje a 1,250 (um kilo e duzentos e cinquenta gramas) de uma comida que seja alimentação básica numa certa comunidade, Deus diz: (Aos que podem faze-lo, mas com muita dificuldade, um resgate: alimentar um necessitado)[2:184]. Abdullai Bin Abass, que Deus esteja satisfeito com ele, diz: este versículo aborda a questão da pessoa que se encontra na velhice e ao enfermo que se considera sua enfermidade incurável.

 A mulher tem especificação de algumas justificações que a permitem não observar o jejum dentro do mês de ramadan

 A mulher tem a especificação de gozar de certas justificações de nao observar o jejum do ramadan, mas deve fazer a reposição  do  jejum em um número igual dos dias que ela não  observou o jejum, e estas justificações são as seguintes :

1-O Haidh e o Nifass (sangue menstrual e o sangue pós-parto):esta vedada a mulher durante esses dois períodos de tempo observar o jejum, mas recai sobre ela  a obrigatoriedade de fazer a reposição dos dias passados em número igual posteriormente, por constar nos dois livros de Sahihi Bukhari e Muslim, que Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, disse: “Eramos ordenadas a fazer a reposição do jejum, mas não eramos ordenadas a fazer a reposição do sualat” ([44]).  E disse isso num momento em que foi colocada a seguinte questão por uma mulher: por que a mulher que esteve de haidh deve fazer a reposição do jejum, mas deve fazer a reposição do sualat? E ela exclareceu pela sua vez, que tratava-se de um assunto que apenas seguimos as orientações do Profeta (nos seus ditos).  

 Hikmat da mulher se ordenada a jejum em outros dias que não sejam do haidh: Diz Sheikh al-islam Bin taimiya no seu livro Majmul fatawa (25/251): durante o haidh há saida de sangue, e a mulher que passa pelo haidh lhe é possível jejuar em dias que não sejam os dias que verte o sangue, então por isso que foi propício ela ser ordenada a jejuar em dias que não sejam dias se sangue, pois seu jejum fica equilibrado, não sai sangue nesses dias, sangue este que constitue uma substancia essencial no seu corpo, do qual seu corpo se fortalece com a existencia dela, o que deprende-se que seu jejum durante o periodo de haidh, durante o qual ela perde seu sangue, que é uma substancia essencial no seu organismo, se jejua-se nesse periodo, enfraqueceria seu corpo e deixaria debilitada, como também tiraria seu jejum da estabilidade, que por essa razão foi ordenada a fazer a reposição do jejum em outros dias iguais, que não sejam do periodo de haidh.

2- A gravidez e a amamentação: dos quais com o jejum possa haver desconforto para a mulher ou o bebê ou os dois em simultâneo, então nesse caso ela esta permitida a não observar o jejum durante a gravidez e a amamentação, e se caso for o desconforto do qual não observou o jejum por ele apenas se verifica no bebê e não nela, então nesse caso ela deverá fazer a reposição do jejum dos dias que não jejuou, e alimentar um necessitado para cada um desses dias, e se for a verificar-se o desconforto nela, então basta-lhe apenas ela fazer a reposição dos dias que não observou o jejum , pois a mulher que esteja de gravidez ou amamentando consta nos mencionados no versículo do dito do Poderoso: (E impende aos que podem faze-lo, mas com muita dificuldade, um resgate, alimentar um necessitado)[2:184]. Diz o Hafez bin Khathir, que Deus tenha misercórdia dele no seu livro de tafsir (1/379): e dentre as pessoas que estão na mesma regra do versículo supracitado, está a mulher de gravidez e a mulher que esteja no periodo de amamentação, quando estas receiarem o desconforto para si mesmas ou a seus bebês

 NB:

1-A mulher que se encontra de istihadah (hemorragia vaginal): que é a mulher que sai dela o sangue mas que não seja o sangue menstrual, esta deve observar o jejum, e não poderá ficar sem observar o jejum devido a saida do sangue de hemorragia.Diz Sheikh al-islam Bin Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele, quando falou sobre a não observação do jejum da mulher que está de haidh e disse :diferentemente da mulher que esteja de istihaza, pois a istihaza ocorre em tempos indeterminados, e que é dificil assim ser ordenado a fazer a reposição num certo tempo, como também este sangue é inevitável, da mesma maneira que é inevitável um vómito involuntário, a saida de sangue pela ferida, e a poluçao noturna vulgo “sonho molhado”, e por ai fora de coisas que não tem um tempo específico da sua saida que é possível evita-los, que por essa não constitui uma desculpa o istihaza na observação do jejum como o haidh é (uma desculpa).

2-De salientar que a mulher que tenha passado pelo haidh e a quem esteve de gravidez e que esteve amamentado, se eles não tiverem observado o jejum, é imperioso que façam a reposição do jejum dos dias de ramadah que não observaram o jejum num intervalo do ramadan que não observaram  e o próximo ramadan, e a reposição logo nos primeiros dias que terminar a desculpa é melhor, e se restarem poucos dias iguais aos dias que elas não observaram o jejum no ramadan transado, então torna-se obrigatório jejuar, para que não incorram no risco de entrar outro mês de ramadan (recente), enquanto tem ainda por jejuar o ramadan ante-cedente, e se não observarem o jejum nesse tempo que resta, e entrar o novo mês de ramadan, enquanto devem jejum de um ramadan antecedente, e não tiverem alguma desculpa em retarda-lo, então cai sobre elas a obrigatoriedade de fazerem a reposição dos dias em falta, e alimentar um necessidado para cada dia, e se houver uma desculpa, não lhes cabe senão a reposição dos dias em falta, e a mesma regra se aplica a quem tiver de fazer reposição do jejum pela desculpa de viagem ou enfermidade, sua regra é a mesma da mulher que esteve de haidh, e recai sobre elas as mesmas regras acima detalhadas concernente a reposição.

3-Não é permissível que a mulher observe o jejum facultativo na presença de seu esposo sem a permissão deste, por constar no livro de Bukhari e Muslim e outros a narrativa de Abu Huraira, que Deus esteja satisfeito com ele, disse: que o Profeta , a paz  e benção de Deus estejam com ele, disse: “Não é lícito que uma mulher observe o jejum na presença de seu esposo sem a permissão dele” ([45]). E em outras narrativas como de Ahmad e Abu Daud, consta: execto o de ramadan. E se o marido der a permissão de observar o jejum facultativo ou se ele não estiver presente (tiver viajado) ou se ela não tiver marido, então nesse caso é recomendável ela observar o jejum facultativo, em especial os dias que são recomendáveis o jejum, como a segunda-feira, e a quinta-feira, e os três dias de lua-cheia(décimo terceiro, décimo- quarto e décimo quinto de cada mês lunar), e seis dias do mês de shawal, e dez dias do mês de zul –hija, e dia de Arafat, e dia de Ashura com um dia antecente ou um precedente, exceto não é adequado que ela observe o jejum facultativo se ela ainda tiver dias em falta do mês de ramadan por fazer a reposição. Allah sabe mais.

4-A mulher que for a se purificar do haidh ao meio dia de ramadan, então ela deverá abster-se de comer e beber o resto do dia e que deverá fazer a reposição deste dia com os dias antecedentes que esteve de haidh, e questão de ela abster-se dos seus prazeres e da comida e bebida o resto deste dia, no qual ela purificou-se é de caracter obrigatório por uma questão de respeitar o tempo(mês de ramadan).

 Oitavo capítulo  Regras específicas para às mulheres concernente aos rituais de hajj e umrah

   A peregrinação a casa de Deus em todos anos é uma obrigatoriedade que recai sobre alguns do ummat, wajib kifai(e para os outros fica a não obrigatoriedade ao ser cumprida por alguns), mas é de caracter obrigatório para cada um dos muçulmanos que encontram-se nele as condições de obrigatoriedade do hajj, observar o ritual do hajj uma vez na vida, e mais que uma vez é de caracter facultativo. O hajj faz parte dos cinco pilares do islam, e equivale ao jihad para a mulher muçulmano, por constar de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ele, disse: “Ó Mensageiro de Deus, será que existe algum jihad(saida as guerras islâmicas) para as mulheres? Ele respondeu : sim, elas tem um jihad que não há combate nele, que é o ritual de hajj e umrah”([46]). E no livro de Bukhari consta de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, que ela perguntou: “Ó Mensageiro de Deus, nós verificamos que o Jihad é a melhor das obras (benignas que tem uma recompensa incomensurável), então poderemos sair para o jihad? E ele respondeu: Mas o melhor jihad (para vós mulheres) é o hajj mabrur(observado devidamente) ([47]).

 Regras específicas para a mulher durante o ritual de hajj

1-A condição do mahram:

 O ritual de hajj tem condições gerais para o homem assim como para a mulher, que são: o Islam, a consciência, a liberdade, atingir a puberdade e a disponibilidade  financeira, e especifica-se aqui a mulher de haver mais uma condição que se exige dela, que é a existencia de um mahram  que possa viajar com ela, para observar o ritual de hajj, e o mahram é seu esposo ou outra pessoa que ela não possa casar com ela eternamente, como seu pai, seu filho, seu irmão, ou alguém que  tenham mamado do mesmo peito, como seu irmão da amamentação ou seu padrasto ou seu genro. A prova disso está na narrativa de Ibn Abass, que Deus esteja satisfeito com ele, disse que ouviu do sermão do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, dizendo: “Que nenhum homem fique isolado com uma mulher, salvo com seu mahram, e que uma mulher não viaje senão com seu mahram, então ficou de pé um homem e disse: ó Mensageiro de Deus, na verdade a minha esposa saiu para o ritual de hajj, e eu prontifiquei-me para sair para uma batalha x, e o Mensageiro respondeu dizendo: siga e observe o hajj com a sua mulher”([48]). E há muitos hadiths que enfatizam a proibição da mulher viajar sem o seu mahram para o hajj como para um outro propósito, pois a mulher é uma criatura fraca, acontece-lhe incidentes e dificuldades durante a viagem que não consegue combater esses dificuldades senão um homem, como também de salientar que ela  é o alvo dos pecadores transgressores pela terra, que por essa razão deve ter um mahram que esteja na tutela dela e a proteja do mal desses malfeitores. Dentre as condições exigidas no mahram que estejam acompanhando a mulher  no hajj é de ele ter a consciencia, ser muçulmano, ter atigido a puberdade, pois o kafir não é digno de depositar a confiança, e se ela ficar desesperada em encontrar algum mahram que possa faze-la companhia para o hajj, então deve incumbir alguém que faça o hajj em substituição dela.

2- Se o ritual de hajj for facultativo, é condição que tenha  a permissão de seu marido para viajar afim de observar o hajj: Pois com essa viagem ela não poderá atender os direitos do marido, que fazem parte das obrigações dela. Diz Ibn Qudamat, no seu livro Almughni(3/240]: quanto ao hajj facultativo, o homem pode proibir a ela. Diz bin Munzir : que estão em unanime, todos aqueles que decoramos deles (aprendemos), que o homem pode proibir a sua esposa sua saida para o hajj facultativo, pois o direito do homem aqui é uma obrigação que recai sobre a mulher, que não pode ser dispensado por algo que não seja obrigatório.

3- A mulher está permitida de substituir um homem nos rituais de hajj e umrah :

 Diz o Sheikh al-islam Bin Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Majmul fatawa(26/13): A mulher esta permitida de fazer o hajj em substituição de uma outra mulher segundo a unanimidades dos sábios, seja sua filha ou mesmo que não seja  sua filha, e como também é permissível ela observar o ritual do hajj em substituição de um homem segundo a opinião dos quatro imam e a maioria dos sábios, como consta que o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele ordenou a mulher da tribo uth’amiya que observa-se o hajj em substituição de seu pai, quando ela disse: ó Mensageiro de Deus, na verdade a obrigação de Deus do hajj sobre os Seus servos encontrou o meu pai na velhice, e o Mensageiro ordenou-lhe que observa-se o hajj em substituição, apesar de a substituição do homem pelo homem seja melhor que a substituição do homem feita por uma mulher )([49]). 

4- Se aparecer na mulher o haidh ou nifass durante a sua viagem ao hajj, então ela continua com a sua viagem: Se isto acontecer com ela na altura de fazer o ihram (intenção de iniciar o ritual de hajj ou umra), então ela pode fazer o ihram como o fazem as mulheres puras, pois não é condição ao fazer o ihram a purificação     Diz Ibn Qudamat no livro Almuqhni (3/293.294): O banho na altura do ihram é recomendável as mulheres da mesma maneira que é recomendável aos homens, e é mais imperioso na mulher que esteja de haidh ou de nifass, por constar o hadith de Jabir, que Deus esteja satisfeito com ele, disse: “Chegamos a Zul-hulaifat, e deu a luz Asma bin Humaiss, tendo seu filho Muhammad bin Abi bakr, e ela mandou perguntar-se o Mensageiro de Deus o que ela devia fazer, e este, que a paz e benção de Deus esteja com ele, disse: tome o banho e coloque um pano (na parte privada) e faça o ihram”([50]). como consta também uma narrativa de Ibn Abass, que Deus esteja satisfeito com ele, disse que o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “A mulher que estiver de nifass ou de haidh quando chegar o tempo (de fazer-se o ihram), então ela pode fazer o ihram e observar todos procedimentos do ritual (de hajj) exceto o tawaff”([51]). E numa outra passagem consta que o Profeta, que a paz e benção de Deus esteja com ele, ordenou a Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, que toma-se o banho para fazer a intenção (ihram) do hajj, enquanto ela estava de haidh.

 O hikmat das mulheres que estejam de haidh e de nifass tomarem o banho na altura do ihram, é a limpeza e cortar o cheiro desagradável que possa sentir delas, para que com isso não criem desconforto as pessoas ao se misturar com elas, e também para diminuir a impureza, e caso caso apareça o haidh e nifass depois de elas terem feito o ihram, então isso não afeta no ihram delas, e continuam de ihram, abstendo-se de tudo que a mulher que estiver de ihram está vedada de o fazer (como por exemplo uso de luvas,etc), e não podem fazer o tawaff pela Casa (Kaaba), até que termine o haidh ou o nifass e se purifiquem deles, e se caso chegar o dia de Arafat antes delas ficarem purificadas, enquanto já tinham feito o ihram de Umrat com o fim de fazer o hajj(tamatuh), então elas poderam fazer o ihram de hajj, e inserir dentro dele o Umrah, tornando-se um hajj do tipo Quiran. A prova disso é a seguinte: Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, apareceu-lhe o haidh e tinha feito o ihram de Umrah, e chegou ante a ela o Profeta, que a paz  e benção de Deus estejam com ela, enquanto ela chorava, e disse: o que te faz chorar, apareceu-te o mênstruo? Ela respondeu: sim, e disse o Mensageiro: isto é uma coisa que Deus destinou as filhas de Adão, faça tudo que faz a pessoa que se encontra no ritual do hajj, exceto o tawaff “([52]). E num outro hadith narrado por Jabir, que está nos livros de Bukhari e Muslim, consta que: “O Profeta, que a paz e benção de Deus esteja com ele, foi ter com Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, e a encontrou a chorar,  e perguntou: o que se passa contigo? E ela respondeu:  o que se passa comigo é que apareceu-me o haidh, e as pessoas livraram-se do ihram  e eu não me livrei, tampouco não fiz o Tawaff pela Casa, e as pessoas agora vão para o hajj. Então o Mensageiro de Deus disse: esta é uma coisa que Deus destinou as filhas de Adão, tome o banho, e faça o ihram (de hajj). Então ela o fez e permaneceu em todos locais, até o momento que ela purifico-se, fez o tawaff e observou o vai-vem entre a Safa e Marwah, e disse seguidamente o Mensageiro de Deus, que a paz  e benção de Deus estejam com ele: já te livraste (tahalul) do seu hajj e umrah em simultâneo”([53]). Diz o Sábio Ibn Qaim no seu livro [Tahzib Sunnan](2/303): os hadiths estão claro que Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, fez ihram de umrah e depois o Mensageiro de Deus, que a paz  e  benção de Deus estejam com ele, ordenou-lhe que fize-se o ihram de hajj para que assim torna-se o ritual de Quiran, por essa razão o Profeta, que a paz  e benção de Deus estejam com ele disse: “Lhe é suficiente o tawaff a Casa e a observação do vai-vem entre Safah e Marwa para o seu hajj e umrah” ( [54]).

5- O que a mulher faz na altura do Ihram:

  Faz  o mesmo que o homem faz, de entre o banho, a limpeza, tirando o que deve-se tirar dos seus pêlos, e das unhas, e cortar todo mau cheiro, para que ela não venha precisar de fazer isso enquanto estiver de ihram, e se encontre vedada de o fazer, e se ela não precisar de fazer o supracitado, então que não o faça, pois não é de caracter obrigatório, como também não faz parte das particularidades do ihram, e não é mau ela aplicar algum perfume no seu corpo que não tenha um aroma que se espalha, por constar de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, disse: “ saíamos com o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, e  aplicavamos sobre as nossas testas o Misk (um tipo de perfume) durante o ihram, e quanto sai-se o suor de uma de nós, vertia o misk, por onde via o Profeta, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, e não nos proibia” ([55]) . Diz Alshaukani no seu livro [Nailul autuar](5/12): o seu silêncio é o sinónimo da permissão desta prática, pois ele, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, não se mantinha no siléncio ao ver um erro (batil).

6- Durante o Ihram a mulher tira o Niqab e a Burka :

 Se a mulher  tiver usado o Nikab ou Burka antes do ihram, que são duas peças que se colocam na face, e tem duas perfurações por onde ficam os olhos, que por meio deles a mulher vê, é imperioso que ela tire, por constar o dito do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele: “A mulher não pode colocar o Niqab (durante o ihram)([56]). Como também deve tirar as luvas, se ela tiver as usado antes do ihram, e ela encobre a sua face de peça de roupa ao ver homens estranhos, que não sejam seus mahrams, como também deverá cobrir as suas mãos dos homens com um peça de roupa que não sejam as luvas, pois a face e as mãos fazem parte da nudez da mulher que devem ser cobertas dos homens durante o ihram assim como fora do ihram. Diz Sheikh Al-islam Bin Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele: quanto a mulher, ela é toda ela nudez, por essa razão foi permitida usar a roupa normal durante o hajj e umrah para que se encobra, e pode aproveitar  sa sombra da carruagem, mas o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, apenas proibiu-lhe de usar o niqab ou usar as luvas, e se uma mulher cobrir seu rosto por uma outra peça de roupa, que não seja o niqab ou burqa é permissível, segundo a unanimidade dos sábios, e mesmo que essa peça toque seu rosto, segundo a opinião mais forte entre os sábios, é permissível, e que a mulher não precisa se dar massada em afastar sua peça de roupa de tocar seu rosto com um boné por exemplo ou com a mão ou um pau, etc, pois o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, igualou entre o seu rosto e as suas mãos, e todas essas partes comparam-se ao corpo do homem e não a sua cabeça, e as suas esposas, que a paz e benção de Deus estejam com ele, deixam cair seu pano da cabeça ao rosto encobrindo-se sem se darem a massada de afastar o pano de tocar  o rosto, e nada consta dos sábios que alguém narrou do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse que o ihram da mulher está no rosto, mas sim é um dito de alguns sábios salafis.

 Diz o sábio, Ibnul Qaim, que Deus tenha misercórdia com ele,  no seu livro [Tahzib Sunnani](2/350): Não consta do Mensageiro de Deus, que a paz e misercórdia com ele, nenhuma letra sobre a obrigatoriedade da mulher  deixar descoberta sua face durante o ihram, mas sim proibiu a burqa... até onde diz o sábio : e consta de Asma’a , que Deus esteja satisfeito com ela, disse que ela cobria seu rosto enquanto se encontrava de ihram, e disse Aishat: “Os homens passavam montandos, enquanto estavamos na companhia do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, e quando passassem diante de nós cobriamos as  faces, e depois de ultrapassarem deixavamos descobertas”([57]).

 Então saiba ó muçulmana que te encontras de ihram, que estas vedada de cobrir o rosto e as mãos com uma peça de roupa que foi feita com a medida de um dos membros  como o niqab e as luvas, e que é de caracter obrigatório para ti cobrir o rosto e as mãos dos homens que não sejam teus mahrams com a tua  roupagem ou peça de roupa, e que não tem base colocar uma barreira entre a peça de roupa e o rosto para que a roupa não toque o rosto.

7-Está permitida a mulher durante o ihram vestir-se daquilo que ela deseja vestir-se de roupa normal desde que não haja nela ornamento:

 De salientar que esta roupa permitida vestir-se não podia assemelhar-se a roupa dos homens, tampouco deve ser uma roupa que aperte o corpo dela (os membros do corpo), como também não pode ser visível que não cubra a sua parte traseira, e nem mesmo curta, que deixa seus pés ou suas mãos visíveiss, mas sim deve ser uma roupa ampla, que cobra toda ela e larga. Diz Ibn Almunziri : estão em unanime os sábios que a mulher durante o ihram pode usar as camisas, o vestido(largo), as calças, o himar (véu) e as peúgas feitas de napa.[Almughni] (3/328).

 Não é imperioso  que a mulher vista-se uma certa cor de roupa, como o verde, mas sim pode vestir-se com uma cor qualquer que é específica as mulheres, como a cor vermelha ou verde ou preta, e como também ela usar outras cores que não sejam as mencionadas.

8- Faz parte da sunnat a mulher fazer o talbiyah, a um tom que consiga ouvir a si mesma:

 Diz Ibn Abdul barri: estão em unânime os sábios que é da sunnat a mulher não levantar a sua voz durante o talbiyat, mas sim apenas é permissível levantar a um tom que apenas consiga ouvir a si mesma, e foi vedada a questão de aumentar a sua voz ao alto, pelo receio da tentação que pode criar, por isso não foi instituido ela fazer o Azan e o iqamat,  e que também segundo a sunnat se ela quiser chamar atenção ao Imam dentro do sualat, ela bate as palmas, e não faz o tasbih (como os homens) Almughni (2/ 330,331).

9-Durante o tawaff é de caracter obrigatório a mulher encobrir-se completamente :

 Deve abaixar a sua voz, e acatar seu olhar para baixo, e que não se misture com os homens, em especial no local da pedra e no pilar de Ruknu Alyaman, e seu tawaff distante do local do tawaff (mataf) sem se misturar no fluxo das pessoas  é melhor que observar o tawaff muito próximo a Kaaba onde haja fluxo de pesssoas, pois misturar -se com os homens é haram, por receiar-se a tentação, e quanto a questão de aproximar-se ao Kaaba e beijar a pedra são apenas sunnats que se observam se houver essa facilidade, e ela não pode cometer um pecado só pelo facto de querer observar um sunnat, até mesmo que nesta circunstância não é sunnat para ela, pois o sunnat para ela numa situação destas é de ela indicar com a sua mão a pedra quando estiver paralelamente a ela. Diz Imam Annawawi no seu livro Almajmu (8/37): disseram nossos companheiros: não é recomendável que a mulher beije a pedra, tampouco ir toca-la, exceto quando estiver vazio o local de tawaff de noite ou outro tempo, por receiar-se ela prejudicar a si mesma ou aos outros. Como consta também no livro de [Almughni](3/331):é recomendável a mulher observar o tawaff de noiye, por ser um bom tempo de ela não ser visível, como também por haver menos fluxo de pessoas, pois nesse tempo lhe é possível apxoximar a kaaba e fazer o istilam.

10- O tawaff e o saiyu (vai-vem entre Safa e Marwa) das mulheres é apenas caminhada:

 Consta no livro  Almughni(3/394): o Tawaff e o saiyu das mulheres apenas é feito caminhando-se. Diz Ibn Almunzir: estão unânimes os sábios que as mulheres não precisam fazer o raml (uma caminhada mais apressada) pela Casa como também entre as colinas de Safa e Marwa, como também elas não fazem o Iztibah, pois a origem desses dois procedimentos foi de mostrar a força e o corpo, e isso não se pretende das mulheres, pois nelas precisa que elas se encubram, e no raml e iztibah são propensos a descobrir-se.

11- O que observa a mulher que esteja de haidh dos rituais de hajj e o que não observa até a sua purificação :

 A mulher que encontra-se no seu período menstrual observa todos os rituais do hajj, desde o ihram, a permanencia em Arafa, e a permanência noturna em Muzdalifat, o apedrejamento, exeto o tawaff pela Casa até que se purifique, por constar o dito do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, que disse a Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela: “Observe tudo que observa a pessoa que se encontra no ritual do hajj exceto a circundação pela Casa, até que te purifiques”([58]). Diz Alshaukani no seu livro Nailul autuar (5 /49): o hadith menciona acima revela a proibição da mulher fazer o tawaff enquanto estiver de haidh, até que seu sangue estanque e se purifique, e a proibição aqui revela que a prática fica inválida, isto é, o tawaff da mulher que esteja de haidh é batil, e assim diz a maioria dos sábios.

 De salientar que a mulher não pode observar o vai-vem antes do tawaff, pois o vai-vem não é válido senão depois do tawaff do ritual, por constar que o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, não observou o vai-vem senão depois do tawaff. Diz Imam Annawawi no seu livro Almajmu(8 /82): se uma pessoa observar o vai-vem antes do tawaff, seu vai-vem não é válido segundo a nossa opinião, e o mesmo diz a maioria dos sábios, e falamos que Almawardi disse que há unanimidade quanto a esse respeito, e é a opinião de Imam Malik, Abu Hanifa e Ahmad, mas  Ibn Almunziri conta de Ata’a que alguns Ahl hadith dizem ser válido.

  Nossa prova é de o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, observou o vai-vem depois do tawaff, e disse: “Sigam de mim os meus passos nos rituais” e quanto ao hadith de Ib Shuraik , que Deus esteja satisfeito com ele, que disse : “Saí na companhia do Mensageiro de Deus para o hajj, e as pessoas vinham ante a ele, que alguns diziam: Ó Mensageiro de Deus observei o vai-vem antes de observar o tawaff ou retardei algo ou fiz antecipadamente algo e ele dizia, que a paz e benção de Deus estejam com ele, não há mal algo senão ao homem que tomou por emprestado a reputação de outro muçulmano enquanto é injusto, esse ai é quem se desviou da retidão e incorreu no mal”([59]). Este hadih narrardo por Abu Daud, deprende-se dele aquilo que percebeu Alhataby e outros que o dito : observei o vai-vem antes do tawaff, refere-se ao tawaff qudum (de chegada) , antes do tawaff que é pilar do hajj. Diz o nosso grande Sheikh Muhammad Al-amin Alshinquity, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro de tafsir  Azwaul Bayan (5 /252 ): Saiba que a maioria dos sábios (jumhur) diz que o vai-vem não é válido se for observado antes do tawaff,  e dentre eles os quatro imams, e Almawardy falou sobre a unanimidade entre os sábios sobre isso. E quanto ao hadith narrado por Abu Daud, o supracitado, entende-se o vai-vem observado antes do tawaff, que é pilar do hajj, como pode se entender que a pessoa observou o vai-vem depois do tawaff qudum, o qual não se trata de tawaff pilar do hajj. Consta no livro de [Almughni] (5/245) : O vai-vem observa-se depois do tawaff, e que não é válido salvo se for precedido pelo tawaff, e se observar antecipamente o vai-vem antes do tawaff não será válido, e essa é a opinião dos Imam Malik, Shafi e Hanafitas, e diz Hata’a : é válido, e Imam Ahmad diz: é válido por esquecimento, e se for propositadamente não é válido, pois quando o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, quando foi interrogado da observar antes do tawaff e retardar algo por falta de conhecimento, respondeu: que não havia mal algum. E a prova dos que dizem não ser válido apoiam-se daquilo que consta, que o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele observou o vai-vem depois do tawaff e disse: “Sigam de mim os passos no vosso ritual” ([60]). Deprende-se disto que o hadith do qual se apoiam alguns que é válido o vai-vem antes do tawaff, não tem esse significado, mas sim percebe-se do hadith dois detalhes:  que trata-se daquele que observou o vai-vem antes do ifazhua e já tinha observado o vai-vem  de chegada, que desta forma o seu vai-vem acontece depois do tawaff ou percebe-se que é aquele que observou o vai-vem antes do tawaff por falta de conhecimento e ou esquecimento, e não foi propositadamente. Alonguei neste tema, por aparecer nos dias de hoje quem da o fatwa de ser permissível observar o vai-vem antes do tawaff sem restrição nenhuma, a  Allah rogamos a Sua salvação.

 NB:

 Se uma mulher observar o tawaff , e depois de terminar a observação do tawaff, aparecer-lhe o haidh, então nesta circunstância ela observa o vai-vem, pois no va-vem não se condiciona a purificação. Consta no livro de [Almugni ](5/246): A maioria dos sábios estão de opinião que a purificação não é condição na observação do vai-vem entre as colinas de Safa e Marwa, e essa é a opinião dos Imam’s Hata’a, Malik, Shafi, Abu Thaur e os Hanafitas.... e diz Abu Daud, ouvi do Imam Ahmad, que Deus tenha misercórdia com ele, que a mulher se observar o tawaff e depois aparecer-lhe o haidh, então pode observar o vai-vem e depois se retirar, e isso consta de Aishat e Umm Salamat, que Deus esteja satisfeito com elas, que disseram:  se a mulher obsevar o tawaff pela Casa e seguidamente observar os dois rakast, e aparecer-lhe o haidh,então poderá observar o vai-vem entre as colinas de Safa e Marwa.Relatado por Al-athram.

12-Permite-se à mulher retirar-se de Muzdalifat juntamente com os debilitados e enfermos depois do desaparecimento da lua :

 Fazem o apedrejamento do pilar de haqabat a sua chegada a Mina, pelo receio de esperar um tempo onde haja fluxo de pessoas. Diz Ibn Qudamat, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro [Almughni](5/286): é permissível adiantarem os incapacitados fisicamente e as mulheres, e quem fazia adiantar das pessoas incapacitadas dos seus familiares está o Abdu Rahman bin Auf e Aishat, e assim diz Hata’a e Shafi, Abu Thaur e alguns Hanafitas, e não há nenhuma divergência quanto a esse tema entre os sábios, pois nisso há gentileza com elas e evitar-se que elas se misturem no fluxo das pessoas, como também nisso segue-se a prática do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele.

 Diz Alshaukani no seu livro Nailul autuar (5/70): as provas evidenciam que o tempo do apedrejamento inicia depois do nascimento do sol para aqueles que não tem a permissão,  e aqueles que tem a permissão- dentre as mulheres e outros que tenham debilidade fisica- é permissível o apedrejamento antes do nascimento do sol.

13- A mulher corta do seu cabelo no ritual de hajj e umrah a medida da ponta do dedo:

  A mulher não é permitida rapar todo seu cabelo. Diz o sábio Ibn Qudamat no seu livro[Almughni](5/ 310): O recomendável a mulher é tirar uma parte do seu cabelo, sem rapa-lo, e não divergência quanto a essa questão, diz Ibn Almunziri: há unanimidade entre os sábios quanto a isso, pois o rapar do cabelo na mulher há nisso desfiguração. E consta de Ibn Abass, que Deus esteja satisfeito com ele, que disse: o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “Não é permitido nas mulheres o rapar do cabelo, mas sim a elas(lhes é ordenado) tirar uma parte do cabelo”([61]). E consta num outro hadith narrado por Ali, que Deus esteja satisfeito com ele, disse: “Proibiu o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele a mulher rapar o seu cabelo”( [62]). E Imam Ahmad, que Deus tenha misercórdia com ele diz: a mulher tira do seu cabelo a medida da ponta do dedo e essa é a opinião de Ibn Omar, Shafi, Ishaq e Abu Thaur. E diz Abu Daud: ouvi Ahmad sendo interrogado sobre a mulher que corta o seu cabelo de toda parte, respondeu :sim,  junta o seu cabelo na parte frontal da sua cabeça fazendo em forma de nó e corta dele das pontas dos cabelo a medida da ponta do dedo Diz Imam Annawawi, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro[Almajmu] (8/150,154): há unanimidade entre os sábios que a mulher esta vedada de rapar seu cabelo, mas sim está permitidade de diminui-lo..............ainda mais adiante diz, o rapar do cabelo na mulher é bidah e desfiguração da imagem.

14-A mulher que esteja de haidh se fizer o apedrejamento do pilar de Haqabat e tirar uma parte do seu cabelo, então poderá livrar-se do ihram:

 Fica permitida de fazer tudo  que ela estava vedade de o fazer, exceto as relações intimas com seu esposo, que ela não poderá fazer o ato sexual até que observe o tawaff ifadah, e se caso haver o ato sexual neste período antes de observar o tawaff ifadah, então recai sobre ela a obrigatoriedade de fazer o resgate, que é de degolar um animal em Meca e distribuir aos necessitdados que se encontram em Meca, pois ela encontra-se no primeiro tahalul.

15-Se a mulher aparecer-lhe o haidh depois de ter observado o tawaff ifadah, pode viajar quando quiser e fica dispensada do tawaff de despedida:

 Consta um hadith narrado por Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, disse: “Apareceu o mênstruo a Safiya Bin Huyayi depois de ela ter feito os ifadah, diz Aishat: e informei ao Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, e perguntou: será que devemos esperar por ela? E eu respondi: ó Mensageiro de Deus, na verdade ela terminou com o ifadah e observou o tawaff ifadah, e apareceu-lhe o haidh depois de completar o ifadah, então ele disse: está livre de sair (de Meca) [63]. E consta num hadith narrado por Ibn Abass, que Deus esteja satisfeito com ele, disse:  “Foram ordenadas as pessoas que sejam a sua última atividade pela Casa (tawaff de despedida), mas foi dispensada a mulher que esteja de haidh”([64]), e numa outra narrativa do Ibn Abass também, que Deus esteja com ele, disse “Que o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, deu a permissão a mulher que esteja de haidh a retirar-se (de Meca) antes do tawaff   (de despedida)pela Casa, se tiver observado o tawaff ifadah”([65]). Diz Ibn Qudamah no seu livro Almughni(3/461) : esta é a opinião da maioria dos sábios, e disse também: que a regra aplica-se também para as mulheres que estejam de nifass, pois as regras de nifass são idênticas as regras de haidh naquilo que há obrigatoriedade e naquilo que não há obrigatoriedade.

16- Recomenda-se a mulher fazer a visita da mesquita do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele:

  Recomenda-se a visita dela para o fim de observar nele o sualat e fazer o dua, mas não está permitida de fazer a visita da campa do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, por ela estar vedade de  fazer as visitas as campas. Diz Sheilh Muhammad bin Ibrahim Al-sheikh, antigo mufty do reino da Arábia Saudita, que Deus tenha misercórdia com ele no seu livro Majmu fatawa(3/239): O certo nessa questão sobre a visita das mulheres a campa do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, é a proibição por duas razões: primeiro: as provas serem gerais, e quando consta a proibição é generalizada a todos, até que haja alguma prova de especificação, como também a razão de proibição existe aqui. Disse também o Sheikh Abdul Aziz bin Baz, que Deus tenha misercórdia com ele, numa das suas enciclopédias (que aborda sobre explanação de várias questões concernente o hajj e umrah e a visita da mesquita, página 19), quando falou sobre a visita da campa do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele,  para quem a visita, disse: esta visita é recomendável apenas aos homens, e quanto as mulheres não estão permitidas de fazer a visita de qualquer campa, como consta do Mensageiro, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, que ele “Amaldiçoôu as mulheres que visitam as campas, e as que edificam sobre ela e colocam luzes ” ([66]) .

 Quanto a questão de viajar com destino a Medina afim de observar o sualat na mesquita do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, e fazer preces dentro da mesquita, e tudo que é permitido fazer em outras mesquitas, então também é permitido ser feito por todos.

 Nono Capítulo  Regras sobre a união conjugal e o divórcio

 Deus, O Altíssimo diz: (E, dentre os seus sinais, está que Ele criou, para vós, mulheres, de vós mesmos, para vos tranquilizardes junto delas, e fez, entre vós, afeição e misercórdia.Por certo, há nisso sinais para um povo que reflete)[52:21]. E Diz também, O Altíssimo: (E casai os solteiros, dentre vós, e os íntegros, dentre vossos servos e vossas servas. Se são pobres, Allah enriquece-los-á de Seu favor. E Allah é Munifiicente, Onisciente)[24:32]. Diz o Imam Ibn Kathir, que Deus tenha misercórdia com ele, esta é uma ordem de fazer casar, e alguns sábios são da opinião que torna-se obrigatório para todo aquele que tiver a possibilidade, e se apoiaram com o dito do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele,“Ó jovens, quem de vós tiver a possibilidade, então que case-se, poís isso ajudar a acatar o olhar e a conservar o seu pudor, e quem não tiver a possibilidade, então que jejue, pois nele existe o desejo(carnal pelas mulheres)“([67]). Depois falou que  casamento é uma razão de adquirir a riqueza, apoiando-se com o dito: (Se são pobres, Allah enriquece-los-á de Seu favor) [24:32] e lembrou da passagem de Abu bakr Al-sidique, que Deus esteja satisfeito com ele, que disse : obedecei a Deus no que vos ordenou concernente a união conjugal (nikah), Ele cumprirá com aquilo que vos prometeu da riqueza, Deus diz: (Se são pobres, Allah enriquece-los-á de Seu favor)[24:32]. Ibn Mas’u, que Deus esteja satisfeito com ele, diz:“ Procurem a riqueza apartir do nikah,  Deus diz: (Se são pobres, Allah enriquece-los-á de Seu favor. E Allah é Munifiicente, Onisciente), relatado por Ibn jarir. Vide tafsir Ibn Kathir (5/94,95) edição Dar Andaluss.

 Diz o Sheikh al-islam Ibn Taimiya no seu livro[ majmul fatawa] (32/90): Deus permitiu aos crentes casarem-se, e divorciarem-se, e casarem com a mulher divorciada, depois de ter  casado um outro homem, e os cristãos proibem-se de fazer a união conjungal, e a quem o  permitiram a união conjugal, não o permitiram o divórcio, e os judeus tomam um divórcio como permissível, mas se uma mulher  divorciada casar com um outro homem, não é permitida de voltar a casar com o primeiro, e os Cristãos não permitem o divórcio, e os Judeus não permitem o casamento da mulher com seu primeiro homem depois de ter se casado com outro, e Deus permitiu aos crentes isto e aquilo.

Diz Imam Ibn Qaim, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Alhadiyu Annabawi(3/149): explicando sobre os benefícios do casamento da união sexual, que é um dos objetivos do casamento: na verdade o  ato sexual foi permitido pela sua origem para três fins :primeiro :conservar a espécie humana, para que continue essa espécie até completar-se o tempo que Deus destinou o fim deste universo, Segundo: tirar o líquido, espermatozoide e as gametas femeninas, que  a sua presença pode ser prejudicial  no organismo sem a saida deles.

Terceiro :Satisfazer o desejo  e lograr do prazer, e usufruir desta mercê.

 O casamento tem inumeráveis benefícios e dentre eles está a  abster-se a pessoa do Ziná, e acatar seu olhar do haram, e dentre outros benefícios : fazer filhos e conservar a linhagem;

 Outro benefício: haver tranquilidade e afetuo entre os conjugês

 Outro benefício: os conjugês criarem uma família virtuosa, que é algo essencial e indispensável numa comunidade;

 Mais um outro benefício do casamento é do homem assegurar sua esposa e protege-la, e a mulher fazer a sua tarefa dos trabalhos de casa, e exercer a sua função  exata na vida, que é de cuidar da casa na ausência de seu esposo, e não como pensam os inimigos da mulher e inimigos do islão, que a mulher é companheiro do homem e parceira no trabalho fora de casa, que com estes ditos tiraram a mulher para fora do seu lar, e distanciaram-na de exercer a sua função correta, e incumbiram-lhe dever e trabalho de outra pessoa, e entregueram seu trabalho a uma outra pessoa, que assim ficou destabilizado o sistema da família, e eclodiu uma falta de compriensão entres os conjugês, o que provoca muita das vezes o divórcio ou continuarem juntos vivendo com  angústia  sem a felicidade .

 Que tema a Allah irmã muçulmana, e não te deixas te enganada com essas publicidades que tem um certo objetivo, pois a realidade das mulheres que deixaram-se cair no engano dessas publicidades, já viram e conheceram as suas desvantagens e o desmando que criaram em suas vidas e a falta de sucesso, e a experiência é a melhor prova, apresse-te a casar ó irmã muçulmana enquanto ainda es jovem apreciada, e não adie o seu casamento por razões de dar continuidade os estudos ou por razões de trabalho, pois o casamento realizado é onde reside a tua felicidade e a tranquilidade, e te oferece tudo o que precisavas dos estudos e do trabalho, enquanto que ele  não é sustituido pelos estudos e trabalho, quão grande sejam esses dois vectores (estudos e trabalhos). Faça os seus trabalhos caseiros, e criar seus filhos, poís essa é a sua tarefa crucial que dará frutos na sua vida, e não procure por isso algo que a substitua, pois nada se compara a essa tarefa, não disperdiçe a oportunidade de casar um homem virtuoso, poís o Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, diz:“ se chegar-vos um homem que se contentam com o comportamento dele e sua religiosidade, então casai-o, se não será haverá tentação pela terra e desordem “ ([68]).

 Pedir a sugestão  na altura do casamento

  A mulher que está para contrair o enlace matrimonial pode se classificar de três tipos : mulher virgem impúber, uma mulher puber e virgem, e a mulher que não seja virgem, e para cada uma delas tem a sua regra :

1-A virgem impúber: não há divergência que seu pai pode fazer casar à ela sem a sua  permissão, pois ela não tem ainda permissão para dar, por constar que Abu bakr Alsidiqui, que Deus esteja satisfeito com ele, casou o Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, sua filha Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, enquanto ela tinha seis anos, e passou a viver com ele quando tinnha nove anos. Diz Imam Al-shaukani no seu livro [Nailul autuar](6/127,129): do hadith supracitado deprende-se que um pai pode fazer casar a sua filha antes de ela atingir a puberdade, e disse também que nesse hadith há uma prova que é permissível fazer casar uma rapariga virgem que ainda não tenha atingido a puberdade com um homem, e Bukhari colocou como titulo, e narrou o hadith de Aishat, e no livro de [fat’hu] falou da unanimidade dos sábios concernente a isso.

  Diz o sábio Ibn Qudamat no livro [Almughni] (6/487): diz Ibn Almunziri: estão em unanimidade todos que aprendemos deles, que é permissível um pai fazer casar sua filha menor  a um homem competente e adequado.

 Digo (Sheikh Fauzan): e no casamento de Abu bakr à sua filha Aishat, que Deus esteja satisfeito com eles, enquanto tinha seis anos ao Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, há uma resposta suficiente aos que censuram o casamento de uma menor a um adulto,  e denigrem a tal imagem e o consideram um mal, mas isso é pela sua ignorância ou talvez seja que  eles tenham um objetivo por de trás disso.

2-Quanto a virgem púber, então não é permitido fazer casa-la até que dê a sua permissão, e a sua permissão é o seu silencio, por constar o dito do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele : “ não pode se fazer casar a virgem até que se peça a sua permissão. Perguntarão : ó Mensageiro de Deus e como se verifaca a permissão dela? respondeu: a permissão dela reside no seu siléncio"([69]). Precisa haver a permissão, mesmo se for quem fizer casar a ela o pai, segundo a opinião mais correta entres os sábios. Diz o Sábio Ibnul  Qaim no seu livro Alhadyu(5/96): este é o dito da maioria do sábios e a opinião de Abu Hanifa e Ahmad numas das suas narrativaas, e é a opinião que seguimos, e não cre-mos numa outra opinião, e esta converge com a regra do nosso querido Profeta, que a paz e benção de Deu estejam com ele, suas ordens e suas proibições.

3-Quanto a mulher que não seja virgem, não se pode casar senão com a sua permissão, e sua permissão está ao falar, diferentemente da virgem, que só verifica-se o seu siléncio, que é o sinónimo de sua permissão. Consta no livro de [Almughni] (6/493): quanto a mulher que não seja virgem, não sabemos nenhuma divergência entres os sábios que a sua permissão está ao falar,por constar um hadith, e pela razão da lingua ser o meio que revela o que está no coração, e é a lingua que se considera em tudo onde se considera a permissão. Diz Sheikh al-islam Bin Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro [majmul fatawa](32/39,40) : Não é permitido a ninguém que faça casa-la exceto com a sua permissão, segundo ordenou o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, e se ela não quiser , não é compelida a fazer, o mesmo que se faz com a rapariga que não tenha atingido a puberdade, poís seu pai pode fazer casa-la e não tem direito de dar permissão, e quanto a puber que não seja virgem, a esta não é permissível fazer casar senão com a sua permissão,  nem o pai ou uma outra pessoa poderão fazer isso(casa-la sem a sua permissão), segundo a unanimidade entre os muçulmanos, como também a púber virgem não está permitido alguém para além de  seu pai e seu avó fazer casar sem a permissão dela, segundo a unanimidade dos muçulmanos, e quanto ao pai e o avô dela precisam pedir a permissão dela, e há divergência entre os sábios no pedido de permissão a ela , será de carater obrigatório ou apenas é facultativo? E o certo sobre essa opinião é de ser de carater obrigatório, e que o wali deve temer a Deus a quem da sua filha em casamento, e verificar no noivo se é adequado para ela ou não é adequado, pois ele deve fazer casar sua filha para alcançar os interesses dela e não para ele alcançar interesses dele.

 A condição de Wali no casamento da mulher  e seu hikmat

  Não significa a questão de dar o direito da mulher escolher o seu esposo adequado para ela que da-se com isso a liberdade de escolher quem quiser, mesmo que isso lese os seus familiares, mas sim ela está ligada a seu Wali (pai, avó, irmão legitimo,etc) que vela pela sua escolha e orienta-lhe nisso, e responsabiliza-se no ato do contrato em fazer casa-la, que nunca pode ser ela a envolver-se no pacto do casamento, fazendo-se casar a si mesma, e se assim fizer seu contrato matrimonial é batil, por constar nos sunnanis o hadith de Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela, disse que ouviu do Mensageiro a dizer, que a paz e benção de Deus estejam com ele: “Qualquer mulher que fizer casar a si mesma sem a permissão de seu Wali, então seu nikah é batil, seu nikah é batil, seu nikah é batil(repetiu três  vezes)“([70]) Diz Al-tirmizi sobre o hadith: Hassan. E consta nos quatro livros de sunnani o hadith “Não é válido o nikah  sem o Wali”([71]). O hadith indica que não é válido o nikah sem o wali, e diz Al-tirmizi (essa é a opinião dos sábios dentre eles Omar, Aly, Ibn Abass, Abu Huraira e outros  e essa é a ideia de alguns fuqahas dos taab’s dentre eles o Imam Shafi, Ahmad e Ishaq. Vide [Almughni] (6/449).

 Sentença sobre as mulheres tocarem o tuff com intuito de anunciar o casamento

 Recomenda-se as mulheres tocarem o tuff para que com isso saiba-se do nikha, e isso deve ser feito no seio das mulheres só, e que não deve ser acompanhado de músicas e instrumentos musicais, tampouco acompanhada de som de vocalistas, e não há nenhuma culpa das mulheres fazerem  uma cantiga alusívo a esta ocasião, desde que não seja ouvidas pelos homens, pois diz o Mensageiro de Deus, que a paz  e benção de Deus estejam com ele,: “ A separação entre o lícito e o ilícito reside no tuff e a voz alusívo ao nikah”([72]). Diz Al-shaukani, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro [Nailul autuar](6/200) : nisto há uma prova que é permissível na ocasião do nikah tocar o tuff e levantar as vozes com algumas expressões: como  Atainakum atainakum (uma cantiga na era profética), etc, e não levantar as vozes com músicas que convidam para o mal, as repletas de  elogios de beleza e libertinagem e falam sobre o consúmo do alcohol, pois isso tudo é proibido em ocasiões do nikah da mesma maneira que é proibido em outras ocasiões, como também esta vedado em ocasiões do nikah entreter-se com outros objectos  proibidos na sharia.

 Irmã muçulmana não faz esbanjamento na compra de joias e roupas alusívo a ocasião do nikah, pois isso faz parte do esbanjamento que Deus proibiu,e informou-nos que não  gosta dos que fazem  essa prática, diz, O Altíssimo:(E, não vos entregueis a excessos.Por certo , Ele não ama os entregues a excessos)[6:141].  Tens que te moderar e deixar de vanglórias fazendo o ostentação.

Obrigação da mulher em obedecer seu esposo e a proibição da sua desobediencia

  Mulher muçulmana é das tuas obrigações obedecer seu esposo conventemente, poís consta de Abu Huraira, que Deus esteja satisfeito com ele,  disse que o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “ Se uma mulher observar  os seus cinco sualats, e cumprir com o jejum do seu mês, e conservar seu pudor e obedecer a seu esposo, entrará do paraíso a porta que ela quiser “ ([73]), e consta uma outra narrativa de Abu Huraira, que Deus esteja satisfeito com ele, disse que o Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “Não é permissível uma mulher observar o jejum , enquanto seu esposo estiver presente senão com a sua permissão, e ela não pode dar permissão na sua casa, senão com a permissão do seu esposo ” ([74]) e mais uma outra narrativa de Abu huraira, que Deus esteja satisfeito com ele, disse que o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse : “Se um esposo chamar a sua mulher para a sua cama, e ela rejeitar de ir, e o esposo passar a noite zangado por isso, os anjos amaldiçoaram a mulher até o amanhecer “([75]) e consta nas narrativas de Bukhari e Muslim que o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “Juro em nome dAquele cujo minha alma está em Suas mãos, não há nenhum homem que chame a sua mulher para a sua cama, e ela rejeita de o fazer, senão Aquele que está no céu fica Furioso com ela, até que ele fique satisfeito com ela “([76]).

 Dentre os direitos do homem que constitue uma obrigação a sua esposa está o da mulher cuidar a casa do esposo, e não sair de casa  senão com a sua permissão, diz o Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele:“ A mulher é pastora na casa de seu esposo, e será interrogada sobre a sua pastoricia”([77]) Como também dos direitos do homem que recai a obrigatoriedade sobre a sua esposa está a questão da mulher fazer os trabalhos caseiros e não compelir seu esposo a trazer uma empregada, da qual ele se sentirá constrangido e exposto a um perigo  ele e seus filhos do sexo masculino pela presença dela. Diz Sheikh al-islam Ibn Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Majmul fatawa (32/260, 261): o dito do Altíssimo: (Então as íntegras são devotas, custódias da honra, na ausência dos maridos, pelo que Allah as custodiou)[4:34]. Implica a obrigatoriedade da obediencia da mulher a seu esposo sem restrição nenhuma, em servi-lo, e viajarem juntos, e entregar-se a ele,etc, como também revela a sunnat do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele. Diz Ibnul Qaim, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro [Alhadiyu](5/188,189) e apoia-se àquele que diz sobre a obrigatoriedade da mulher fazer o trabalho caseiro, dizendo que isso é o conveniente para àquelas que Deus direcionou Seu discurso à elas, e quanto a questão da mulher entreter-s e o esposo  prestar serviços para ela, de varrer,de massar o trigo, lavar a roupa, lavar a louça  e fazer a cama, e fazer os  deveres faz parte do munkar (repudiado e detestável), poís Deus diz no Seu livro: (E elas tem direitos iguais às suas obrigações,                         convenientemente)[2:228] e Diz num

outro capítulo:  (Os homens têm autoridade sobre as mulheres)[4:34] então se ela não prestar o serviço a seu esposo, e ser ele quem presta o serviço, por aqui não se verificará os homens lograrem a autoridade sobre as mulheres....e ainda diz:  Allah colocou como obrigações aos homens,alimentar a mulher, e supri-la de vestimentas e abrigo para viver em contrapartida de ele se deleitar com ela e pela sua prestação de serviço e aquilo que há de hábito entre os conjugês. De salientar que esses contratos (como o da união conjugal) segue-se neles as regras vigentes, segundo o hábito de uma  comunidade, e segundo o hábito de várias comunidades é da mulher prestar serviço ao seu esposo e fazer os deveres de casa, e disse: não é certo aqui diferenciar entre a nobre e a que não seja nobre, a rica da pobre, pois aqui está o exemplo de uma mulher mais nobre no mundo- Fatima- que Deus esteja satisfeito com ela, prestava serviço a seu marido, e uma vez veio ante o Mensageiro, que Deus esteja satisfeito com ele, queixar-se do trabalho, e ele não criticou (que ela não podia fazer, o que indica que ele consentiu esta prática como uma obrigação da mulher).

Pergunta: se uma mulher verificar do seu esposo indiferença por ela, e ela desejar ficar com ele, então como ela poderá solucionar isso :

  Resposta: Deus diz no Seu livro com seu estílo inconfúndivel, o Alcorão: (E, se uma mulher teme de seu marido rejeição ou indiferença, não haverá culpa sobre ambos, se se reconciliam com uma reconciliação. E o reconciliar-se é melhor)[4:128]. Diz Hafez Ibn Kathir, que Deus tenha misercórdia com ele: Se uma mulher receiar que seu marido deixar-lhe ou sentir uma indiferença por ela, então ela pode optar em desobrigar os direitos dela ou uma parte deles, das vestimentas e comida ou passar as noites com ele ou outros direitos dela, e que ele pode aceitar, não há nenhum impedimento da mulher dispensar os seus direitos e o marido aceitar a proposta, e por isso consta o dito do Misercordioso: (Não haverá culpa sobre ambos, se se reconciliam com uma reconciliação. E o reconciliar-se é melhor) [4:128],isto é: é melhor que o divórcio, depois falou da história de Sauda bin Zam’a, que Deus esteja satisfeito com ela, que ela quando atingiu uma idade avançada, e o Mensageiro de Deus tencionou divorciar-se dela, ela reconciliou-se com ele que continuassem juntos, e que ofereceu seu dia a Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela,  e o seu marido aceitou, e continuaram assim juntos. Vide [tafssir Bin Kathir](2/ 406) última edição.

 Pergunta: Se a mulher sentir indiferença pelo seu marido e não desejar continuarem juntos, o que ela pode fazer?

  Resposta: Deus diz: (Então, se vós temeis que  ambos não observem os límites de Allah, não haverá culpa sobre ambos , por aquilo com que ela se resgatar )[2:229]. Diz Hafez bin kathir, que Deus esteja satisfeito com ele : no seu livro de tafsir(1/483): e quando se discordarem os conjugês e a mulher passar a não cumprir com os direitos do seu marido, e sentir indiferença por ele, e não aguentar unir-se a ele, então ela pode resgatar-se dele devolvendo o dote que o homem tinha dado, e não há culpa sobre ela ao fizer isso, tampouco haver culpa sobre o homem se aceitar de volta o dote.

 Pergunta: Se uma mulher pedir o divórcio sem uma razão plausível, que tratamento se dá( segundo sharia) a esse caso dela :  

 Resposta: consta de Thauban, que Deus esteja satisfeito com ele, disse que o Profeta, que a paz  e  benção de Deus estejam com ele, disse : “Qualquer mulher que pedir do seu marido o divórcio sem uma razão plausível, então torna haram a ela sentir o cheiro do paraiso “ ([78]) , poís a coisa mais detestável em frente de Deus é o divórcio, que apenas recorre-se a ele quando houver necessidade, e se não houver então é detestável pelas suas consequências funestas que ele causa, que não são invisíveis aos olhos dos sensatos, e a necessidade que possa levar a mulher a pedir o divórcio é quando ela não pode cumprir as obrigações que são os direitos do seu marido, em circunstância que ela já sente a indiferença por ele, e não deseja mais continuar na união conjugal, Deus, O Altissimo, diz: (Então ou reter a mulher, convenientemente, ou libertá-la com benevolência)[2:229] e diz num versículo: (Para os que juram abster-se de estar com suas mulheres, há espera de quatro meses.E, se retrocederem, por certo, Allah é Perdoador, Misercordiador. E se decidirem pelo divórcio, por certo, Allah é Oniouvinte, Onisciente )[2:226,227].

 O que a mulher deve fazer no término do contrato da união conjugal :

  A separação entre os conjugês existe de duas formas que são: a primeira: separação na vida e a segunda: separação pela morte, e nas duas formas de separação a mulher deve permanecer o iddah, que é esperar um determinado tempo pela sharia terminar, e o hikmat dessa espera é conservar o útero de conceber de alguém que não seja o homem que se separou-se dela, e resulte disso um equívoco (de quem é o fillho) e perdem a legitimidade dos filhos seus verdadeiros progenitores, como também nisso existe o respeito do pacto de nikah anterior, e respeito do direito do marido anterior, e mostra a sensação pela separação.

 Existem quatro tipos de iddah :

Primeiro tipo: O iddah da mulher grávida:

 O iddah da mulher grávida termina ao dar a lúz sem distinção nenhuma, seja num divórvcio  onde mulher não pode voltar a casar  o mesmo homem (Talaq bain) ou mesmo o divórcio que tem ainda a possibidade de casar o mesmo homem (talaq rijih) ou seja essa separação na vida vida ou pela morte, Deuz diz: (E, as mulheres grávidas, seu termo será o deporem suas cargas).[65:4]

Segundo tipo: Iddah da mulher divorciada que espera ainda o mênstruo :

   O iddah dessa mulher será de tres períodos menstruais, como Deus diz: (E que as divorciadas aguardem , elas mesmas, antes de novo casamento, três períodos menstruais )[2:228].

Terceiro Tipo : Iddah da mulher que não mais espera o mênstruo :

  Subdivide-se este tipo por sua vez em dois tipos:

Iddah da rapariga que não menstrua e o iddah da mulher que não mais espera o mênstruo pela idade avançada, e Deus clarificou sobre o iddah das duas mulheres no Seu dito: (E aquelas de vossas mulheres, que não mais esperam o mênstruo, sua iddah, se duvidais, será de três meses, e assim também, a das que não menstruam )[65:4].

Quarto tipo: A iddah da mulher ao falecer seu marido :

  Deus falou do iddah dela, dizendo: (E os que, dentre vós, morrerem e deixarem mulheres, essas aguardem quatro meses e dez dias)[2:234]. E neste versículo está contemplada mulher que tenho tido o ato do coito com seu marido e a que não teve, a repariga que ainda não menstrua e a mulher que não mais espera o mênstruo, e não contemplar a mulher grávida, pois foi excluida com o Seu dito: (E as mulheres grávidas, seu termo será o deporem suas cargas)[65:4]. Vide no livro de Ibn Qaim [Alhadiyu] (5/ 594,595).

  O que proibe-se à respeito da mulher que esteja de iddah:

 1- Hukmu (sentença) sobre seu noivado:

1.1 – A mulher que estiver no iddah de talaq rajii: é haram fazer propostas de casamento a ela por declarações ou por  insinuações, poís ela ainda continua como esposa, e que não é permissível a ninguém faze-la propostas de casamento, porque ela ainda continua na custódia de seu marido. 

1.2- A mulher que estiver  no iddah de talaq, que não seja rajji (sem a possibilidade de casar o mesmo homem novamente)  não é permissível fazer-lhe proposta de casamento por declarações e é permissível se for por  insinuação, pelo dito do Misercórdioso: (E não há culpa sobre vós, em insinuardes às mulheres propostas de casamento)[2:235]. E declarações são feitas dizendo por exemplo: gostaria de casar-me contigo, por onde receia-se tomar a mulher a pressa pelo novo casamento alegar o término de seu iddah, enquanto que na realidade ainda não  terminou, diferentemente o que acontece apartir das insinuações, pois não é direito e não se espera disso nenhum mal, segundo o que se deprende do versículo. E o exemplo apartir de insinuações é dizer : gostaria de ter alguém como tú, e a mulher que estiver de iddah que não seja rajii é permitida responder as insinuações por insinuações, e a mulher que estiver de iddah que seja o rajii não é permitida de responder na proposta de casamento, as declarações, tampouco as insinuações.

 2-Proibe-se realizar o contrato da união matrimonial com uma mulher que esteja de iddah:

 Pelo dito do Senhor: (E não decidais consumar os laços matrimoniais, até que a prescrição atinja seu termo )[2:235]. Diz Ibn kathir no seu tafssir (1/509):isto significa: não façam um contrato de união matrimonial até que finde o tempo de iddah, e os sábios estão de unanimidade que não é válido um contrato de união matrimonial feito no período do iddah.

 Dois pormenores:

  Primeiro: a mulher que for divorciada antes do ato sexual, então essa não tem um iddah por cumprir, segundo o dito do Clemente : (Ó vós que credes! Quando esposardes as crentes, em seguida, delas vos divorciardes, antes de as tocardes, não lhes impendera o prazo de espera)[33:49]. Diz Ibn Kathir, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro de tafssir (5/ 479): esta é uma questão que os sábios estão em unanimidade que a mulher que for divorciada antes de ser tocada, então não  tem iddah por cumprir, e pode ir e casar a quem deseje imediatamente.

 Segundo: A mulher que for divorciada antes de ser tocada e foi proposto seu mahr (arras), então terá a metade, e a que não foi proposto seu mahr, então que recebam um mimo, conforme as posses do homem, da vestimenta,etc. E a mulher que for divorciada depois de ser tocada, então tem o direito do mahr, Deus diz : (Não há culpa sobre vós, se vos divorciais das mulheres, desde que não hajais tocado, ou não hajais proposto faridah “ mahr ”.e mimoseia-as – o próspero, conforme suas posses, e o carecente, conforme suas posses ) até Seu dito (E se , vos divorciais dekas, antes de havê-las tocado, e após haver-lhes proposto faridah “mahr”, caber-lhes-á a metade do que houverdes proposto) [2:236-238].

3-Proibe-se a mulher que estiver de iddah pela morte de seu marido cinco coisas conhecidas por hidad, que são :

 Primeira: uso de qualquer tipo de perfume: ela não pode aplicar o perfume no seu corpo, tampouco aplicar na sua roupa, e nem mesmo usar aromatizantes, por constar um hadith autêntico do Mensageiro, que a paz e benção de Deus estejam com ele : “la não pode aplicar o perfume” ([79]).

 Segunda: embelezamento no seu corpo: o que significa ela pintar seu cabelo ou usar hena“mendi” ou qualquer outra forma de embelezamento como o uso de produtos cosméticos, salvo se ela sentir-se  compelida a usar afim de se medicar com o “lápis dos cílios” e não para o embelezamento, e que ela poderá aplicar o lápis dos olhos de noite e limpa-lo de dia, como também não tem culpa se ela medicar-se no seus olhos com outro produto que não seja o lápis dos cílios do qual não haja embelezamento nele.

  Terceira: embeleza-se de uma vestimenta feita para o embelezamento, e não está vedada de trajar-se de uma vestimenta que não seja feita para embelezamento, e não lhe é indicada uma certa, embora que seja o que as pessoas vestem-se habitualmente.

  Quarta: usar qualquer tipo de joias, até mesmo anel.

  Quinta: Passar a noite ou dormir fora de sua casa, onde seu esposo faleceu enquanto ela vivia na tal casa, e não poderá mudar dela senão com uma justificação aceite na sharia, e que não pode sair afim de visitar um doente, ou visitar uma amiga ou familiar, mas é permitida a sua saida de dia para atender uma necessidade, e ela não está vedada de outras coisas para além das cinco supracitas. Diz Imam Ibnul Qaim, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro[Alhadiyu Annabawi](5/507): e não é proibida de cortar suas unhas ou depilar seus pêlos das axilas, e cortar seu cabelo quando  houver a  necessidade de cortar, tampouco é vedada de tomar banho com Sidr (folhas de maçaniqueira) e usar o sidr no pentear do seu cabelo. E disse também o Sheikh al-islam Bin Taimiya, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Majmul fatawa (34/27,28): esta permitida a mulher que estiver no iddah comer tudo o que Deus tomou como lícito, dentre as frutas, como também beber de tudo que é lícito beber-se das bebidas.... e não é haram ela ocupar-se com trabalhos que são permissíveis na sharia de os fazer, como o trabalho de bordar,costurar, e todo aquele trabalho que as mulheres fazem, e está permitida de fazer o que faz fora do tempo de iddah, como falar com alguém que ela tenha a necessidade de falar com ele, dentre os homens, mas com a condição de encobrir-se de sua roupagem, etc, e isso que mencionei faz parte da sunnat do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, o qual faziam as mulheres dos Sahabs, quando falecessem seus maridos.

Aquilo que dizem as pessoas lá fora que a mulher deve cobrir a sua face da lua, e que não pode subir para o terraço ou piso de cima da casa, e que não pode falar com os homens, e até mesmo deve tapar seu rosto de seus mahrams, e por ai fora, tudo isso não tem base, Allah sabe mais.

 Décimo capítulo Explanação sobre as regras que preservam a honra da mulher e conservam sua modéstia

1- A mulher assemelha-se ao homem, no que concerne abaixar a sua vista e custodiar seu sexo ( parte privada):

 Deus diz: (Dize aos crentes, Muhammad, que baixem sua  vistas e custodiem seus sexos. Isso lhes é mais digno. Por certo, Allah é conhecedor do que fazem. E dize às crentes que baixem suas vistas e custodiem seus sexos)[24:30-31]. Diz o nosso Sheikh Muhammad Al-amin Alshinquity, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro de tafssir: [Azwaul bayan]: Deus , Todo poderoso, ordenou os crentes e às crentes a acatarem seus olhares, e custodiarem seus pudores, e contempla-se na questão de conservação do pudor, conserva-lo do adultério, do homossexualismo, do lesbianismo, como também conserva-lo de mostrar as pessoas ou deixa-lo descoberto em frente deles..... e diz ainda o sheikh: Deus prometeu quem cumprir com a sua ordem neste versículo, dentre os homens e as mulheres, o perdão e uma inesgotável recompensa, se ele/ ela fizer fizer as coisas mencionadas no capítulo dos partidos, que Diz o Misercordioso: (Por certo, aos moslimes e às moslimes......)[33:35] .até o dito (E aos custódios de seu sexo e às custódias de seu sexo, e aos que se lembram amiúde dEle, Allah preparou-lhes perdão e magnífico prêmio) [33:35].

 Diz Ibn Qudamat no seu livro Almughni (8/198):Se duas mulheres usarem um objecto para excitação no lesbianismo, então elas estão a cometer o ato do ziná, e que cai sobre elas a maldição, por constar o dito do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele: “Se uma mulher envolver-se com uma outra (na cama), então as duas são cometedoras do ziná” , e elas merecem a repreensão (judicial), por não haver uma pena específica para este tipo de ziná. Que a mulher muçulmana evite, em especial as jovens deste acto obseno.

 Quanto aquela que abaixa a sua vista, diz sobre isso o sábio Ibnul Qaim, no seu livro [Aljawabul kafi] (páginas 129,135): quanto ao olhar, ele é o pioneiro do desejo (sexual) e seu mensageiro, e sua custódia é a origem da custódia do sexo, e quem deixar seu olhar sem custodia-lo, estará a incorrer num perigo, e diz o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele: (Ó Aly não sigas o olhar depois do olhar, poís que tens o direito do primeiro (olhar )([80]) O sentido do primeiro olhar, é aquele olhar repentino que ocorre sem intenção, ainda diz : e consta no livro de Al-musnad, que o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele disse: “O olhar é uma flexa enveneneda das flexas do Satanás”......até onde diz : e o olhar é a origem da maior dos acidentes que assolam o ser humano, pois do olhar nasce o momento, e do momento nasce o pensamento e do pensamento o desejo, e o desejo se torna tendencia, e da tendencia, aparece a determinação definitiva, e se verifica a ação ou ato, e sem sombras de dúvidas realiza-se a ação, salvo haja algo que impeça, por isso diz-se : a paciência em abaixar a vista é mais fácil que a paciência da dor depois do olhar.

 Então minha irmã muçulmana tens que abaixar a tua vista de olhar aos homens, e que evites também de dar olhada em algumas imagens de tentação que aparecem em algumas revistas ou canais de televisão, escaparas de um término desagradável, e quantos olhares que trouxeram  desgraça ao seu dono, e o fogo nasce de pequenas faíscas.

2-Dentre as razões que contribuem na custódia do sexo, abster-se de escutar músicas:

 Diz Imam Ibnul Qaim Aljauzi, Que Deus esteja satisfeito com ele, no seu livro[Ighathatu lughfani](1/243,248,264,265): E dentre as armadilhas do Satanás dos quais ele insidia aquele que tem pouco conhecimento (religioso), e consciencia e religiosidade, e insidia com ele os corações dos ignorantes é apartir de escutar assobios e bate-palmas e músicas com alguns instrumentos proibidos, os quais desviam os corações de escutarem o Alcorão, e torna-os permanentes na libertinangem e atos obsenos, e esse é alcorão do Satanás, e a grande cortina entre o servo e seu Senhor, e o pioneiro para o homosexualismo e o ziná, que um amante alcança seu objetivo da sua amante apartir dele...até onde diz : e quanto escutar / ouvir da mulher ou do homem que não tenha barbas, então trata-se ai de um dos grandes pecados, como também dos grandes meios da destruição da religiosidade da pessoa,.... e diz: não há dúvida que todo aquele que sente ciúmes, deve proibir sua esposa de ouvir e ou escutar as músicas, da mesma maneira que proibe-lhe de fazer tudo que lhe deixe duvidoso da conduta dela, e disse também : e é sobejamente sabido  no seio de uma comunidade que a mulher quando for difícil ser conquistada pelo homem, ele procura fazer ouvir o som da música, e nesse momento ela já demonstra gentileza, porque a mulher é muito sensível aos sons, e no caso do som da música afeta a sua sensibilidade por dois meios, pelo som da música e outro meio, o significado da música, diz :  e  quando se mistura a esse pioneiro o tufo e as jovens e a dança alguns se fazendo tipo mulheres enquanto são homens e requebrando­-se, se uma mulher concebe-se da música conceberia deste tipo de música, juro por Deus quantas mulheres tornaram-se prostitutas apartir da música.

 Que teme a Deus minha irmã muçulmana, e evite esta epidemia perigosa na conduta, que é escutar  as músicas que hoje encontram-se repletas no seio dos muçulmanos apartir de vários meios (TV, telefones, computadores, Rádios, etc) dos quais muitas jovens ignorantes vão a busca dessas fontes e passam se oferecendo entre elas.

3-Dentre as razões da custódia do pudor está a proibição da mulher  viajar exceto com seu mahram:

 E dentre as razões que contribuem na custódia do pudor, a proibição da mulher viajar, exceto na companhia de seu mahram, afim de protege-la da vontade dos corruptores e pecadores, pois constam hadith autênticos sobre a proibição da mulher viajar sem o seu mahram, como o hadith narrado por Ibn Omar, que Deus esteja satisfeito com ele disse: disse o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele: “A mulher não pode viajar acima de três dias senão com seu mahram”([81]) e consta na narrativa de Abi Said Al-kudry, que Deus esteja satisfeito com ele, que o Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele : “ proibiu a mulher viajar uma distancia de dois dias ou duas noite senão com seu marido ou seu mahram “([82]). E narra Abu Huraira, que Deus esteja satisfeito com ele, que o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “Não é permissível a uma mulher que cre em Deus e no  Derradeiro Dia que viaje uma distancia de um dia e uma noite senão com seu mahram”, relatado por Bukhari e Muslim.

 A definição dos dias nos hadiths por três e dois e um dia, o seu sentido é apartir dos meios de transportes que haviam na outrora daquilo que era conhecido (dos meios de transporte) de caminhada ou montar um animal, e difença na estimativa que consta nos hadiths como três ou dois ou um dia e menos que isso, os sábios responderam quanto a esse respeito que a perceção não está no que aparece aqui externamente, mas sim o sentido da proibição reside em tudo que se denomina de viagem, a mulher está vedada de fazer.

 Diz Imam Annawawi no seu livro Sharha sahihi Muslim (9/103): o que se deve deprender é: tudo que se denomina de viagem, a mulher esta proibida de fazer sem o seu esposo ou mahram, mesmo que seja essa viagem de três dias ou dois ou um dia ou menos que isso, etc , por constar o hadith de Ibn Abass, que Deus esteja satisfeito com ele, onde se fez a  proibição sem restrição, e é a úlltima narrativa de Muslim supracitada “A mulher não é permissível viajar senão com seu mahram “ e essa proibição toda aquela saida que denomina-se de viagem.

 Quanto aos que deram o fatwa (pronúncia de um assunto religioso) concernente a viagem da mulher na companhia de um grupo de  mulheres para o ritual de hajj obrigatório, isso é contrário a sunnat, diz Alkhataby no seu livro Ma’alim sunnan (2/276, 277) com o livro de Tahzib de Ibnul Qayim, que Deus tenha misercórdia com eles: e o Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ela, proibiu a mulher de viajar senão na companhia do seu mahram, e a permissão de ela sair para o hajj  sem a condição que o Profeta colocou, que a paz e benção de Deus estejam com ele, é contraria essa prática é contrária ao sunnat, e se for a saida dela sem o seu mahram uma desobediencia, então a sua viagem para o hajj não é obrigatório, pois seria uma obediencia que culmina na desobediencia.

 Digo: e eles não deram a permissão da mulher fazer a viagem sem o mahram sem restrição, mas sim permitiram apenas a sua viagem para o hajj obrigatório. Diz Imam Annawawi no seu livro Almajmu(8 /249 ): E não é permissível a viagem da mulher para o hajj facultativo, e a sua viagem para fins de comércio, e viagens com intuito de visita,e por ai fora senão com seu mahram.

  E os que desleixam-se nesta era sobre a viagem da mulher sem o seu mahram em cada viagem, que fique claro, que nenhum dos sábios que se toma o seu dito, concorda com a prática deles, e quando ao que alegam que seu mahram vai lhe acompanhar até a porta do avião ao embarcar e o outro mahram recebe-lhe logo que desambarcar, na cidade que ela pretenda chegar, pela questão de ser seguro, segundo o que eles pensam, por haver muitos passageiros dentre homens e mulheres, respondemos isso com o seguinte: não é certo o que pensam, poís no avião há mais perigo que noutro lugar, pela razão da junção dos passageiros quando estão abordos, e se calhar ela sente-se ao lado de um homem, como também é possível que algo aconteça com o avião que desvie do destino  para um outro aeroporto, por onde ela não encontre quem possa recebe-la  e fica propensa ao perigo, e o que será da mulher numa cidade que ela não conhece, e sem um mahram?

4-Dentre as razões que contribuem na custódia do pudor está a proibição da mulher estar isolada com um homem que não seja seu mahram:

 Consta do Mensageiro, que a paz  e benção de Deus estejam com ele, que disse : “Quem crer em Allah e no Derradeiro Dia, então que não fique com uma mulher isolados sem o seu mahram, se não o terceiro será o Satanás”([83]). Diz Imam Al-shaukani no seu livro [Nailul autuar](6 /120): e o ficar  isoladamente com uma  mulher estranha, é uma questão que há unanimidade entre os sábios que é proibido, como diz o Hafez no seu livro [Alfathu] e a razão da proibição no hadiht supracitado, onde faz-se a menção que o Satanás é o terceiro ser existente no local, a presença deste amaldiçoado induzirá o homem e a mulher a praticarem o pecado, mas quando estiver um mahram, então estar com uma mulher é permissível, por ser impossível praticar-se o pecado na presença do mahram.

 Algumas mulheres hoje em dias assim como seus parentes desleixam-se de várias formas de isolamento como:

1- a mulher estar isolada com um dos familiares (homem) do seu esposo e deixar a sua face descoberta, e esta forma há mais perigo nele que outras formas, e consta o dito do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele: “Evitem a vossa entrada onde haja mulher, e um homem perguntou: Ó Mensageiro de Deus o que achas sobre o hamu (familiar do marido)? Ele respondeu: o hamu  é a morte”([84]). Diz Hafez Bin hajar no seu livro [Fatihul Bari](9/331): diz Annawawi: segundo a unanimidade dos linguistas a palavra hamu significa: familiares do marido como seu pai,  tio, irmão, sobrinho, e primo, etc, e disse também: o sentido do hamu no hadith supracitado é o familiar do marido que não sejam os pais e ou seus filhos, pois esses constituem mahram para essa mulher, que é permitido sentar-se a sós com essa mulher, e não se compara a morte a presença deles com ela isoladamente, e diz: e há um hábito de desleixo, da mulher sentar-se ou ficar a sós com o irmão do seu  marido, e por isso comparou-se a morte, que há necessidade de impedir isto.

 Diz Al-shaukani no seu livro [Nailul Autuar] (6 /122): seu dito: o hamu é a morte, isso significa que o medo do hamu deve ser maior que  o medo de uma outra pessoa, da mesma maneira que o medo da morte é maior que o medo de qualquer outra coisa.

 Que teme a Deus ó mulher muçulmana e nao tenha o desleixo neste caso, mesmo que muitas pessoas tenham o desleixo a respeito dele, poís o que conta-se é a sentença da sharia e não o hábito das pessoas.

2-Desleixam-se algumas mulheres assim como seus responsáveis deixando a mulher entrar na viatura apenas com o motorista que não seja seu mahram, apesar de ser um isolamento não permitido na sharia.  

 Diz Sheikh Muhammad bin Ibrahim Al-sheikh, antigo Mufty do Reino da Arábia Saudita, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Majmul Fatawa(10/52): agora não restou dúvida nenhuma sobre a questão da mulher ser levada numa viatura por um homem estranho sem a presença de seu mahram acompanhando a ela constitue um mal visível, e nele há tanta malícia que não se pode olhar como insignificante mesmo que uma rapariga tímida ou seja uma virtuosa que fala habitualmente com os homens, e o homem que se contenta  com este mal na  sua família, então esse não é um sensato e tem pouco ciúme para sua família, e consta que o Mensageiro de Deus disse: “Não estará um homem com uma mulher isolados, a não ser que o terceiro(na presença) será o Satanás”([85]). E a questão da mulher ir numa boleia com um homem estranho há mais perigo que ficar isoladamente a mulher com um estranho dentro de casa ou outro local, poís este homem tem a possibilidade de leva-la onde quiser dentro da cidade ou fora da cidade, pela vontade da mulher ou por imposição dele sobre ela, e nasce disso um mal maior que nasce num simples isolamento.

 De salientar que o acompanhante da mulher dos seus mahrams deve ser alguém que tenha atingido a puberdade, o que deprende-se que não basta trazer com ela um rapaz pequenino, e o que algumas mulheres pensam que ao serem acompanhadas por um menino é suficiente para não considerar o isolamento proibido, é errado pensarem assim. Diz Imam Annawawi, que Deus tenha misercórdia com ele: (9/159): E quando um homem estranho ficar a sós com uma mulher, sem a terceira pessoa, então trata-se do proibido, segundo a unanimidade entre os sábios, como também é proibido se estiverem os dois na presença de um terceiro que não sentem  vergonha dele ao cometer algo, pela sua idade menor .

3- Desleixam-se algumas mulheres e seus responsáveis, deixando a mulher visitar o médico, com a desculpa de ela precisar de tratamento, e este é um mal (munkar) formidável e um perigo, que não se pode consentir, tampouco manter-se no siléncio face a esta questão. Diz Sheikh Muhammad bin Ibrahim, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro  Majmul Fatawa (10/13): A questão de estar a sós com uma mulher não é permissível na sharia, mesmo com um médico que esteja para fazer o tratamento da mulher, por constar o hadith: “não estará um homem com uma mulher a sós, a não ser que o terceiro (na presença) será o Satanás”, o que se percebe que deve estar alguém na companhia dela, seja seu esposo ou um dos seus mahrams (homens),  e se não ser possível ao menos um dos familiares dela dentre as mulheres, e caso nao haja também, e se a doença tiver um perigo e que não se pode adiar o tratamento, então ao mínimo estar o médico na companhia de uma enfermeira, para evitar-se o isolamento proibido.

 De frisar aqui, que não é permissível ao médico estar a sós com uma mulher estranha para ela, seja uma sua colega médica ou enfermeira, tampouco não se permite um professor mesmo que seja cego ou não cego estar a sós com a sua aluna, e nem mesmo uma hospedeira do avião estar a sós com um homem estranho, e estas questões há pessoas que desleixam-se, alegando ser o civismo, enquanto não passa de uma imitação cega aos descrentes, como também de não dar importancia as sentenças da Sharia.

 Não é permissível um homem estar a sós com a empregada de sua casa, como também ficar a sós a dona de casa com o empregado, e o problema dos empregados/ empregadas é uma questão perigosa, muita gente encontra-se nesse teste nesta era, pela razão das mulheres se ocuparem com os estudos e o trabalho fora de casa, por isso há necessidade dos crentes e às crentes tomarem  muita cautela, e fazerem o possível que é preciso fazer, e não tomarem a audácia de optarem  pelos  maús hábitos.

Continuação: Não é permissível a mulher dar o aperto de mão a  um homem que não seja seu mahram :

 Diz Sheikh Abdul Aziz bin baz, Ex-Presidente geral do escritório de pesquisas científicas e fatwas, e do dawat, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro Alfatawa (1/185): não é permissível fazer o aperto de mão as mulheres que não sejam mahram sem restrição, mesmo que sejam raparigas ou idosas, e mesmo que seja o homem que da o aperto um rapaz ou uma pessoa com idade avançada, por haver o perigo da tentação para as duas partes bilaterais, e consta do Mensageiro de Deus que disse: “Eu não dou o aperto de mão as mulheres”([86]) e diz Aishat, que Deus esteja satisfeito com ela: “Jamais tocou a palma da mão do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele,  a mão de uma mulher, ele não fazia os votos com elas, senão com as palavras” ([87]). E não há diferença mesmo que esse aperto de mão haja no meio um divisor ou não haja, por constarem as provas sem restrição, e como também fechar todo o meio que dá acesso a esta tentação.

  Diz o Sheikh Muhammad Al-amin Al-shinquity, que Deus tenha misercórdia com ele, no seu livro [Azwaul bayan](6 /602,603): Saiba que não é permissível o homem estranho dar o aperto de mão a uma mulher estranha, e que não é permissível que uma parte de corpo do homem toque uma parte do corpo da mulher, e as provas disso são as seguintes :

Primeira prova: Consta do Profeta, que a paz e benção de Deus estejam com ele, disse: “Eu não dou o aperto de mão as mulheres” e Deus diz: (Com efeito, há para vós, no Mensageiro de Allah, belo paradigma) então nos é digno de não darmos o aperto de mão as mulheres, seguindo os passos dele, que a paz e benção de Deus estejam com ele,..........até onde diz o Sheikh: e a questão do Mensageiro de Deus, que a paz e benção de Deus estejam com ele, não dar o aperto de mão no momento de fazer o voto, é uma prova clara que o homem não faz o aperto da mão da mulher, tampouco toca uma parte do seu corpo, pois o maís infimo toque está no aperto de mão, e se ele, que a paz e benção de Deus estejam com ele, tenha se rejeitado de o fazer na hora de fazer os votos, então isso revela que não é permissível,  e que ninguém pode contraria-lo, por ser ele quem institui ao seu ummat apartir de seus ditos, suas ações e seu consentimento.

 Segunda prova: é sobre o que dissemos que a mulher todo seu corpo constitue  nudez, e que ela deve encobrir-se de sua roupagem, e que ela foi ordenada abaixar a sua vista pelo receio de ela cair  na tentação, e não há dúvidas que o toque do corpo da mulher pelo corpo do homem seja mais forte em excitar ou provocar o instinto, e um dos veiculos para a tentação que um simples olhar, e todo aquele que é justo sabe disso.

 Terceira prova: essa prática de aperto de mão é um veiculo para sentir-se o prazer com uma mulher estranha, por haver pouco temor a Allah nesta era, e falta de confiança, e a falta de abstenção de tudo o que a pessoa se sinta duvidoso em faze-lo, e já falamos que há algumas pessoas dentro da comunidade tem o hábito de beijar a irmã da sua esposa, boca a boca, e denominam esse tipo de beijo de saudação, e quando dizem: saude a minha irmã: querem dizer com isso beija a ela, mas o certo que não há dúvida nele é abster-se de todos essas tentações, e dúvidas e razões, e dentre elas a maior é a questão do homem tocar uma parte do corpo da mulher estranha, e todo veiculo ou meio para o mal deve ser impedido.

 Conclusão :

 Apenas para lembrar a todos crentes e às crentes o conselho de Deus  no Seu dito: (Dize aos crentes, Muhammad, que baixem suas vistas e custodiem seu sexo. Isso lhes é mais digno. Por certo, Allah é Conhecedor do que fazem. E dize às crentes  que baixem suas vistas e custodiem seu sexo e não mostrem seus ornamentos – exceto o que deles aparece – e que estendam seus cendais sobre seus decotes. E não mostrem seus ornamentos senão a seus maridos ou seus pais ou aos pais de seus maridos ou a seus filhos ou aos filhos de seus maridos ou a seus irmãos ou aos filhos de seus irmãos ou aos filhos de suas irmãs ou a sua mulheres ou aos escravos que elas possuem ou aos domésticos, dentre os homens, privados de desejo carnal, ou às crianças que não descobriram, ainda as partes pudendas das mulheres. E que elas não batam, com os pés, no chão, para que se conheça o que escondem de seus ornamentos. E voltai-vos, todos, arrependidos, para Allah, ó crentes, na esperança de serdes bem- aventurados! ).

Todos louvores pertencem a Deus por ter completado esta obra, e que a paz e  benção de Deus estejam com o nosso querido Profeta Muhammad.



[1]  ) Bukhari ( 853), Muslim (1829)

[2] ) Al-tirmizy (914) e Annassai (5049)

[3])  Muslim (320)

[4] ) Muslim (2128), Ahmad (2/440)

[5] )Bukhari (5593), Muslim (2124), Al-tirmizi (1759), Abu Daud (4168), Ibn Maja (1987)

[6] ) Bukhari (3299),  Annassai  (5093).

[7] ) Annassai (5101)

[8] ) Bukhari  (5587), Muslim 2125), Al-tirmizi (2782), Abu Daud (4169), Ibn Maja (1989).

[9] )  Annassai (5089), Abu Daud (4166),  Ahmad (6/262)

[10] ) Muslim (302), Al-tirmzi (2977), Annassai ( 369).

[11] ) Bukhari (298) e Muslim  (80).

[12] ) Bukhari (315), Muslim  (335), Al-tirmizi (130) Ibn Maja (631), Addarimy (986).

[13] ) Bukhari (299), Muslim  (1211), Annassai (2763), Abu Daud (1778), Ibn Maja (3000).

[14] ) Abu Daud (232)

[15] ) Muslim (298), Annassai (384),  Al-tirmizi (134).

[16] ) Bukhari( 314),  Muslim( 333), Al-tirmizi( 125), Annassai ( 364) , Abu Daud (282), Ibn Maja (624), Malik (137), Addarimy (774).

[17] ) Muslim (334), Annasai (207), Abu Daud (279).

[18] ) Annasai (215), Abu  Daud (280), Ibn Maja (620).

[19] ) Al-tirmizi (128), Abu  Daud (287), Ibn Maja (627).

[20] ) al-tirmizi (128), Abu Daud  (287), Ibn Maja (622), Ahmad (6/439).

[21] ) al-tirmizi (139),  Abu Daud (312), Ibn Maja (648), Ahmad (6/300).

[22] ) Al-tirmizy(139), Abu Daud (312), Ibn Maja(648).

[23] ) Abu Daud (312)

[24] ) Muslim (2128), Ahmad (2/440) e  Malik (1694).

[25] ) Abu Daud (1833), Ibn Maja ( 2935). Ahmad ( 6/30).

[26] ) Al-tirmizi (377), Abu Daud (641), Ibn Maja (655)

[27] )Abu Daud (640), Malik (326).

[28] )Bukhari (858), Muslim (442), Al-tirmizi (570), Annassai (706).

[29] ) Abu Daud (567)

[30] ) Bukhari (829), Muslim (645), Al-tirmizi,  Annassai (545), Abu Daud (423).

[31] ) Abu Daud (565), Addarimy (1279), Ahmad (2/438)

[32] ) Muslim (443), Annassai (5133),  Ahmad (6/363).

[33] ) BUkhari (373), Muslim (658), Al-tirmizi (234), Annassai (801)

[34] ) Bukhari (693),  Muslim  (660), Al-tirmizi (234), Annassai (801), Abu Daud (612).

[35] ) Muslim(440), Al-tirmizi (224),Annassai (820), Abu Daud (687), Ibn Maja (1000)

[36] ) Bukhari (1177), Muslim( 421), Annassai ( 784), Abu Daud (940), Ibn Maja (1035), Malik (392)

[37] ) Bukhari (1569), Muslim (890), Al-tirmizi (539), Annassai ( 1558), Abu Daud (1139).

[38] ) Abu Daud (3157), Ahmad (6/380).

[39] ) BUkhari (1204), Muslim (939), Al-tirmizi (990), Abu Daud (3145)

[40] ) BUkhari (1219), Muslim (938), Abu Daud (3167), Ibn Maja (1577)

[41] ) Al-tirmizi (1056), Ibn Maja (1576), Ahmad (2/356)

[42] ) Bukhari (1232), Muslim (103), Al-tirmizi( 999), Annassai (1860).

[43] ) Muslim (104), Annassai (1867), Abu Daud (3130), Ibn Maja (1586).

[44] ) Bukhari (315), Muslim (335) Al-tirmizi( 130), Abu Daud (262), Ibn Maja (262).

[45] ) Bukhari (4899), Muslim (1026) e Ahmad (2/316

[46] ) IBn Maja (2901) e Ahmad (6/165)

[47] ) Bukhari (1448) e Annassai (2628)

[48] ) Bukhari (1763), Muslim (1341) Ibn Maja (2900).

[49] ) Bukhari (1442), Muslim(1334), Al-tirmizi (928), Abu Daud (1809).

[50] ) Bukhari (1693), Muslim ( 1218), Annassai (2761), Abu Daud ( 1905) e Ibn Maja (3074)

[51] ) Abu Daud (1744)

[52] ) BUkhari (299), Muslim (1211), Annassai (2763), Abu Daud (1782)

[53] ) Bukhari (1693), Muslim (1213), Annassai (2763), Abu Daud (1785) e Ibn Maja (3074).

[54] ) Abu Daud (1897)

[55] ) Abu Daud (1830) e Ahmad (6/79).

[56] ) BUkhari (1741), Al-tirmizi ( 833) , Annassai (2681) e Ahmad (2/119)

[57] ) Abu Daud (1833), Ibn Maja (2935) e Ahmad (6/30)

[58] )Bukhari (299), Muslim (1211), Annassai (2763), Abu Daud (1778), Ibn Maja (3000).

[59] ) Abu Daud (2015)

[60] ) Muslim (1297),  Annassai (3062), Abu Daud (1970).

[61] ) Abu Daud (1984), Addarimy (1905)

[62] ) Al-tirmizi (914), Annassai (5049)

[63] ) Bukhari (1670), Muslim (2003), Ibn Maja (3072), Ahmad (6/82)

[64] ) Bukhari (1668), Muslim (1328), Ahmad  (6/431), Addarimy (1934).

[65] ) Muslim (1328), Ahmad (1/370)

[66] ) Al-tirmizi (1056), Ibn Maja (1576), Ahmad (2/352)

[67] ) BUkhari (4778), Muslim (1400), Al-tirmizi (1081), Annassai (2240)

[68] ) Al-tirmizi (1085).

[69] ) Bukhari (4843), Abu Daud ( 2092), Al-tirmzi (1107), Ibn Maja (1871)

[70] ) Al-tirmizi (1102), Abu Daud (2083), Ibn Maja (1879)

[71]) Al-tirmizi ( 1101), Abu Daud (2085), Ibn Maja (1881), Addarimy (2182).

[72]) Al-tirmizi( 1088), Annassai (3369), Ibn Maja (1896)

[73] ) Relatado por Ibn Hiban

[74] ) Bukhari (4899),  Muslim (1026), Ahmad (2/316).

[75] ) Bukhari (3065), Muslim (1436),  Abu Daud (2141), Addarimy (2228).

[76] ) Muslim (1732)

[77] ) Bukhari (853), Muslim (1829), Al-tirmizi (1705)

[78] ) Al-tirmizi (1187), Abu Daud (2226), Ibn Maja (2055), Ahmad (5/277), Addarimi

[79] ) BUkhari (5028), Muslim (938), Annassai (3534) , Abu Daud (2302)

80 ) Ahmad (1/159),  Addarimy (2709).

[81] ) Bukhari (1036), Muslim (1338), Abu Daud (1727)  e Ahmad (2/143)

[82] ) BUkhari ( 1765), Muslim (827), Ahmad (3/71)

[83] ) Ahmad (3/339)

[84] ) Bukhari (4934), Muslim (2172), Al-tirmizi (1171), Addarimy (2642)

[85] ) Ahmad (3/339)

[86] )  Al-tirmizi (1597), Annassai ( 4181), Ibn Maja (2874), Malik (1842)

[87] ) Bukhari (4609),  Muslim (1866), Ibn Maja (2875), Ahmad (6/ 270).