RITUAIS DE HAJJ E UM’RAH

البرتغالي]-Português-portuguese]

          Sheikh ibn Al-Uthaimin

Tradução: Faruque Juma

Revisão: Cubilas Juma


الحج والعمرة

الشيخ محمد ابن عثيمين

ترجمة: فاروق جمعة

مراجعة: قبيلاس جمعة

 Introdução

Em nome de Allah o Misericordioso, o Misericordiador

Todos os louvores são para Allah, nós O louvamos, a Ele pedimos ajuda, e dEle buscamos o Seu perdão, e nos protegemos em Allah dos males que estão em nosso âmago, e dos malefícios que nossos actos determinam quem é guiado por Allah não lhe será desviado, e a quem Ele desviar, este não encontrará um ser que possa guia-lo, assim eu testemunho que não há divindade merecedora da adoração excepto Allah, o Único que nada pode Lhe ser associado, e testemunho que Muhammad é Seu servo e Mensageiro, que Allah lhe abençoe, bem como seus familiares e seus companheiros e todos aqueles que o seguem na virtude e na paz.

Esses são capítulos sobre a Viagem, a Peregrinação (Hajj) e a visita a mesquita do Profeta Muhammad (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) que palestramos em vários encontros e os compilamos:

Primeiro capítulo: Sobre a viagem e algo sobre as suas etiquetas e as suas sentenças;

Segundo capítulo: Sobre as condições do Hajj;

Terceiro capítulo: Sobre os mawaaqiites (limites periódicos e de lugares) e os tipos de rituais;

Quarto capítulo: Os rituais que obrigam o sacrifício de animais de oferenda (hadii) e suas características;

Quinto capítulo: Sobre as proibições do ihram;

Sexto capítulo: Sobre as características do Um’rah;

Sétimo capítulo: Sobre as características do Hajj;

Oitavo capítulo: Sobre as obrigações do Hajj;

Nono capítulo: Sobre os erros que alguns peregrinos cometem;

Décimo capítulo: Sobre a visita da mesquita do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele).

Acrescentamos questões importantes sobre aqueles assuntos. Peço a Allah que as torne somente pela Sua causa, e que sejam benéficas pela Sua causa; por certo Ele é Magnífico e Generoso.

 PRIMEIRO CAPÍTULO: A VIAGEM E ALGO SOBRE AS SUAS ETIQUETAS E SUAS SENTENÇAS

A Viagem que é o aspecto de separar-se da família e da terra natal, e que faz-se por vários propósitos, entre os quais, religiosos e mundanos, a sua classificação é de acordo com aqueles e outros propósitos. Assim se o propósito da viagem for uma adoração, então a viagem torna - se uma adoração, como a viagem para o Hajj e o Jihad (luta pela causa de Allah); se o propósito for algo recomendável, então torna - se recomendável, como a viagem para fins de comércio; se o propósito for a prática de actos ilícitos, então esta viagem torna-se ilícita, como a viagem a fim de praticar actos pecaminosos e a corrupção na terra.

É necessário para aquele que queira viajar para o Hajj, ou outras adorações observar o seguinte:

  1. Intenção sincera para agradar a Allah (Exaltado e Glorificado seja); Tencionar em todas as suas situações para que suas palavras, suas acções, suas caridades lhe aproximem a Allah (Exaltado e Glorificado seja); assim aumenta a sua recompensa, é expiado suas más acções e é elevado seu grau. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele) disse para Saad bin Abu Waqass (Que Allah esteja satisfeito com ele): “Na verdade, tu não despendes uma caridade a fim de agradar a Allah, a não ser que és recompensado por isso, mesmo aquilo (comida ou bebida) que colocas na boca da tua esposa.” (Bukhari e Muslim).
  2. Esforçar-se em cumprir dentre as acções que Allah obrigou e abster - se dos actos proibidos, isto é ocupar-se na prática das orações em congregação no seu devido tempo, dar conselhos aos seus companheiros ordenando-os a prática do bem e proibindo-os a prática da maldade, convoca-los com sabedoria e bons modos a seguirem o caminho de Allah (Exaltado seja); esforçar-se também na abstenção dos dizeres e práticas ilícitas, tais como a mentira, a calúnia, a fraude, a traição, e os demais actos de desobediência a Allah (Exaltado seja).
  3. Ter uma conduta virtuosa dentre a generosidade através do corpo, do conhecimento e da riqueza; ajudando aqueles que necessitam de alguma ajuda, expandir o conhecimento para os que buscam, ou necessitam, ser generoso com sua riqueza gastando para o bem de si próprio e para o bem e de acordo a necessidade de seus irmãos; é preciso fazer mais doações e atender as necessidades da viagem, pois talvez as necessidades mudem e as coisas sejam diferentes. É preciso que isso seja acompanhado com um sorriso, que seja de coração aberto, de mente tranquila, esforçando - se em trazer alegria aos seus companheiros para que seja amável e amado.

É preciso ter paciência pelo que acontece de severidade e a contrariedade de suas opiniões por parte de seus companheiros, dirigi-los com aquilo que é benéfico para que seja respeitado entre eles e principalmente em suas mentes.

  1. Deve dizer durante a sua partida para a viagem, bem como durante a viagem o que consta do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), dentre esses: Ao colocar a sua perna no seu meio de transporte que diga: “Bismillah” (Em nome de Allah); se subir e permanecer sentado sobre ele deve lembrar as bênçãos de Allah por ter facilitado a adquirir esse meio de transporte, depois diz: “Allahu ákbaru, Allahu ákbaru, Allahuákbaru, sub’haana allazhíí sákhara lanaa haazha wa maa kunnaa lahu muqriníína wa innaa ilaa rábbinaalamúnqalibuuna, Allahumma innaanas‘áluka fii sáfarinaa haazha albirra wa ttaquaa, wa minal amali maa tard́aa, Allahumma háwwin alainaa sáfaranaa haazhaa wa át́wi annaa bu’dahu, Allahumma Anta śááhibu fi sáfari, wal khalíífatu fil ahli, Allahumma innii auzhu bika min wa’thaa‘i sáfari, wa káábatil mándhari, wa suu‘il munqálabi fil maal wal ahli.” (Allah é O Maior, Allah é O Maior, Allah é O Maior, quão perfeito é Aquele que no-los submeteu, o que jamais teríamos logrado fazer, e em verdade é para nosso Criador que retornaremos. Ó Allah, nós suplicamos-te em nossa viagem está devoção e temor, e dos actos, os que Te agradam, ó Allah facilita-nos nossa viagem, faz a distância de nossa viagem se tornar curta, ó Allah Tu és O Companheiro na viagem, e O Sucessor na família, ó Allah, eu amparo - me em Ti das dificuldades da viagem, de uma aparência embaraçosa e uma má mudança na riqueza e na família).

Cada vez que estiver subindo num local elevado deve dizer “Allahu Akbar” (Allah é o Maior) e quando estiver descendo num local baixo deve dizer “Sub’hanallah” (Glorificado seja Allah). E quando alojar-se em um lugar deve dizer: “Auzhu bikalimaatil-lahi tammaati min sharri maa khálaqa.” (Eu me amparo nas palavras perfeitas de Allah do mal que Ele criou). Aquele que se alojar em um lugar e depois recita-la nada ira o prejudicar até se deslocar daquele lugar.

 A ORAÇÃO NA VIAGEM

O viajante deve manter a prática das orações nos seus horários em congregação, bem como é obrigado o residente. Allah – O Altíssimo - diz: “Quando estiveres entre eles e os convocares a observarem a oração (ó Mensageiro), que uma parte deles tome de suas armas e a pratique contigo; e quando se prostrarem que a outra se poste na retaguarda; ao concluírem, que se retire e se ponha de guarda e suceda-lhe a parte que não tiver orado, ainda, e que reze contigo.” (An Nissa:102)

Allah ordenou a prática da oração em congregação a dois grupos que estavam em situação de guerra e combate com medo, então na situação de tranquilidade e segurança a oração em congregação é mais obrigatória e tem mais prioridade. O Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e seus companheiros eram persistentes na prática das orações em congregação, seja como residentes ou durante a viagem; até Abdullah bin Mas’ud (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “verificamos (na era do Profeta) que ninguém ausentava-se das orações obrigatórias senão um hipócrita conhecido pela sua hipocrisia. Alguns de nós costumavam a ser levados a mesquita com ajuda de dois homens, até que seja alinhado na fileira.”

Deve cuidar da sua ablução e da purificação fazendo a mesma quando estiver em situação de impureza menor como: urinar e ou defecar, depois de soltar gases e depois do sono profundo. E deve tomar banho completo quando estiver de janabah (impureza em razão de relações sexuais ou “sonho molhado”) ou a ejaculação. Se não encontrar água, ou ter pouca água que necessita para preparar sua comida ou beber, então deve fazer o tayammam (ablução seca); como o Altíssimo diz: “Se estiverdes enfermos ou em viagem, ou se vierdes de lugar escuso ou tiverdes tocado as mulheres, sem encontrardes água, servi-los do tayammam com terra limpa, e esfregai com ela os vossos rostos e mãos. Deus não deseja impor-vos carga alguma, porém se quer purificar-vos e agraciar-vos, é para que Lhe agradeçais.” (Al-Maidah:6). E o procedimento da ablução e do banho é conhecido.

E o procedimento do tayammam consiste em tocar a terra com as palmas das mãos, sacudir e passar as palmas das mãos pelo rosto e pelas mãos (até nos pulsos); no sahih Bukhari, segundo o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse para Ammar bin Yaasir (Que Allah esteja satisfeito com ele): “basta-te o rosto e as duas mãos.” E noutra narração: O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) bateu com as suas mãos a terra e passou no seu rosto e nas suas mãos.

A purificação através do tayamman é temporária, isto é, basta encontrar água anula o tayammam e deve se purificar com a água; se fez tayammam para se purificar do janabah e depois encontrou água, deve tomar banho; se fez tayammam depois de necessidades fisiológicas, ao encontrar água deve fazer ablução. No hadith: “A terra limpa é waduu’i (purificação especifica) do muçulmano, mesmo que não encontre água em dez anos, mas quando encontrar água deve temer a Allah e limpar o seu corpo.”

E a recomendação do viajante é abreviar as orações que contém quatro rakates, que são: Zuhr, Asr e Isha, rezando dois rakates a cada uma delas; como consta no sahih Bukhari e Muslim, no hadith de ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Acompanhei do Mensageiro de Allah, (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) na viagem e nas suas orações não excedia dois rakates, bem como o Abu Bakr, o Umar e Uthman (Que Allah esteja satisfeito com eles). E no sahih Al-Bukhari segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “As orações obrigatórias estavam prescritas para se efectuar dois rakates, depois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) emigrou (para Medina) e a obrigação passou a ser de quatro rakates e manteve - se a oração do viajante com a primeira revelação (de dois rakates).”

Recomenda-se ao viajante abreviar as orações rezando dois rakates desde o momento que deixa sua terra até a sua volta, seja longo ou curto o período da viagem. No sahih Al-Bukhari segundo o hadith de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) permaneceu dezanove dias em Meca abreviando as orações de quatro rakates para dois rakates. Mas quando o viajante estiver orando de atrás do imam que vai rezar quatro rakates, deve segui-lo e rezar os quatro rakates, mesmo que encontre o imam no início ou durante a oração, conforme consta do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele): “Na verdade, o imam foi escolhido para que seja seguido, então não o contrariem.” E disse o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele): “aquilo que alcançarem da oração, rezem e aquilo que perderam, completem.” Foi questionado ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) o que será sobre o viajante que reza dois rakates quando está sozinho e quatro rakates quando é dirigido por um imam residente? Respondeu: é sunnah.

O ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) quando estivesse atrás do imam rezava quatro rakates, e quando estivesse sozinho rezava dois rakates, isso numa viagem.

E a junção entre as orações de Zuhr e Asr, e entre as orações de Maghrib e Isha, é recomendável para o viajante quando há necessidade; quando o deslocamento for difícil e contínuo, deve fazer aquilo que for mais ligeiro, que é juntar as orações rezando antecipadamente ou atrasado (Consiste em juntar as orações de Zuhr e Asr, rezando antecipadamente no horário de Zuhr ou rezar atrasado no horário de Asr; também juntar antecipadamente as duas orações de Maghrib e Isha, rezando no horário de Maghrib ou rezar atrasado no horário de Isha).

No sahih Bukhari e Muslim segundo Anass bin Malik (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Quando o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) partisse de viagem antes de declinar o sol atrasava a oração de Zuhr até no horário da oração de Asr, então descia e juntava as duas orações (rezando dois rakates a cada oração), e se o sol declinasse antes de partir para a viagem, rezava a oração de Zuhr e depois montava seu animal.” E na narração de Al-Baihaqi relata que quando o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) estivesse na viagem e chegasse o horário de zawal, juntava entre as orações de Zuhr e Asr.

E se o viajante não tem necessidade de juntar entre as orações, então que não as junte. Por exemplo: Se o viajante alojar-se num local e não pretende sair até a entrada do horário da oração seguinte, o melhor é não juntar as orações por não ter necessidade; por isso o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não juntou as orações quando alojou-se no Minaa na Peregrinação de despedida (Hijjatulwadaa’i), por não haver necessidade para tal.

Relativamente as orações facultativas, o viajante reza igual ao residente; reza a oração facultativa de Ad-Duha, a oração facultativa da noite (Qiamullail), o Witr e outras, excepto as orações facultativas ligadas as orações obrigatórias de Zuhr, Asr, Maghrib e Isha (sunanear-ratibah), a recomendação é de não rezar; e Allah (Glorificado e Exaltado seja) sabe melhor.

 SEGUNDO CAPÍTULO: AS CONDIÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DO HAJJ

A lei islâmica veio dO Sapientíssimo e Conhecedor, nela não é aceite senão aquilo que está de acordo com a sabedoria e em conformidade do que é justo, por isso as obrigações e deveres não são necessários para as criaturas, excepto com a existência de condições que devem ser respeitadas, de modo que a sua obrigação seja aceita. Por isso a obrigação de realizar o Hajj não torna um dever para o servo, excepto se reunir as seguintes condições:

a)      O peregrino deve ser um muçulmano, quer isto dizer que o descrente não é obrigado a realizar o Hajj antes de se converter ao Islão, portanto primeiramente o ordenamos a se converter e depois disso o ordenamos a cumprir as obrigações do Islão, porque essas (obrigações do Islão) não são aceites (diante de Allah), excepto seguindo o Islão. Allah – O Altíssimo - diz: “Suas caridades não são aceitas por causa da sua incredulidade em Allah e em Seu Mensageiro, e por observarem a oração com indolência e por praticarem a caridade de má vontade.” (Taubah:54).

b)      O peregrino deve ter juízo, logo o maluco não recai sobre ele a obrigação de realizar o Hajj e não é válido caso realizá-lo, porque o Hajj exige a intenção, algo que não existe no maluco.

c)      O peregrino que tenha atingido a puberdade; observa-se a fase da puberdade nos machos com aparecimento de um dos três sinais:

  • A ejaculação (a libertação de espermatozóides ou gâmetas femininas na mulher). Deus, O Altíssimo diz: “Quando as vossas crianças tiverem alcançado a puberdade, que vos peçam permissão, tal como o faziam os seus predecessores.” (An Nur:59). E o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “O banho para a oração de Sexta-Feira é obrigatório para todo aquele que tiver atingido a puberdade.” (Bukhari e Muslim).
  • Aparecimento de pêlos púbicos (pêlos que crescem nas partes íntimas). Atuia Al-Quradiyyu (Que Allah Esteja satisfeito com ele) relatou dizendo: “Fomos expostos ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) no dia da batalha com a tribo de Banu Quraizhah, aquele que era púbere ou tinha pêlos púbicos era combatido e aquele que não tinha, era deixado.’
  • Ter completado quinze anos de idade; segundo o que Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: ‘Fui apresentado ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) no dia da batalha de Uhud quando eu tinha catorze anos e ele não me permitiu (combater). Al-Baihaqii e ibn Hibban acrescentaram a narrativa numa outra versão: “E viu-me que não atingi a puberdade.” E fui apresentado para ele no dia da batalha de Khandaqi (batalha das trincheiras) quando eu tinha quinze anos, e me permitiu (combater). Na narração de Al-Baihaqii e ibn Hibban: “E viu-me que atingi a puberdade.” Disse Naafi’i: ‘Fui ter com Umar bin Abdul Aziz que era Khalifah e falei para ele sobre o hadith, e disse: “Por certo esta é a diferença entre a criança e o adulto, então escreveu para seus trabalhadores para que obriguem (a fazer doação) aqueles que tiverem atingido os quinze anos de idade).” (Narrado por Bukhari). E os sinais de puberdade nas fêmeas são os mesmos dos machos, mas acrescenta-se o quarto sinal, que é o aparecimento da primeira menstruação, quando ela aparecer é sinal de puberdade mesmo que não atinja quinze anos de idade.

No entanto, não há obrigação de realizar o Hajj para aquele que não atingiu a puberdade por ser menor de idade, e geralmente por não suportar o encargo das obrigações. Conforme o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “A caneta (do registo dos pecados pelo não cumprimento das obrigações) foi levantada de três tipos de pessoas: Aquele que estiver dormindo até acordar; a criança até atingir a fase adulta; e o maluco até voltar a ter juízo.” (Narrado por Ahmad, Abu Daud, An Nassai e certificou Al-Haakim).

De salientar que é valido o Hajj da criança que não atingiu a puberdade, conforme o hadith de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) encontrou viajantes no Al-Rauhaa’i (nome do local) e disse: “Quem é esse povo? eles Responderam: Muçulmanos. E pela vez deles interrogaram: E Quem é você? O Profeta Respondeu: Mensageiro de Allah, então uma mulher levantou uma criança mostrando a mesma ao Profeta e disse: Esta pode realizar o Hajj? Respondeu: Sim e terás a recompensa por isso” (Narrado por Muslim).

Se o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) confirma que a criança pode realizar o Hajj, também se confirma que deve seguir todas as exigências desse Hajj; deve se abster de tudo o que o peregrino adulto é obrigado a se abster, dentre as proibições no estado de ihram, e caso fizer deliberadamente, considera-se um erro e se praticar algo dentre as que são proibidas no estado de ihram não é exigido a expiação (fidiyah) a ele e nem a seu tutor.

d)      O peregrino deve ter a liberdade, portanto não há obrigação para o escravo realizar o Hajj por não ter condições.

e)      O peregrino deve ter condições financeiras e físicas, portanto deve possuir dinheiro que cobre as despesas do Hajj, tanto para sua ida, assim como para o seu regresso, bem como para o seu sustento. Que esse dinheiro seja suficiente para pagar as dívidas e para despender naquilo que é obrigatório para ele, como as despesas para a família, e que tenha dinheiro que consiga cobrir suas necessidades que ele precisa dentre comida, bebida, vestimenta, casamento, apartamento e tudo que faz parte dele, e aquilo que necessita dentre meio de transporte, livros benéficos e outras coisas.

Deus, O Altíssimo, diz: “A Peregrinação à Casa é um dever para com Allah, por parte de todos os seres humanos, que estão em condições de empreendê-la.” (Im’ran:97).

f)       Dentre as condições do hajj está a exigência da mulher ter um mahram (um homem que pode acompanha-la durante a viagem); a mulher que não tenha mahram não é obrigada a realizar o Hajj, pois o shariah proíbe a ela viajar sozinha. No entanto, não é permitida a mulher viajar para o Hajj, ou outro lugar sem o mahram, seja essa viagem longa ou curta, seja na companhia de outras mulheres, ou não, seja essa jovem bonita, ou idosa deformada, seja a viagem de avião, ou outro meio de transporte.

Conforme consta no hadith de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) que ele ouviu do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) no sermão dizendo: “O homem não se isola com uma mulher, excepto na presença de seu mahram, e a mulher não viaja senão com o seu mahram; um homem levantou e disse: Ó Mensageiro de Allah! Minha esposa viajou para o Hajj e eu fui registado para a batalha X. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Vá imediatamente e realize o Hajj com a sua esposa.” O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não questionou se ela estava na companhia de outras mulheres ou não? Se ela era uma jovem bonita ou não? Se ela estava segura ou não?

O propósito da proibição da mulher viajar sozinha sem o mahram é para protege-la da maldade e da depravação, e também protege-la dos homens imorais e maldosos. Pois a mulher tem juízo e pensamento limitado ao se defender, ela é desejada pelos homens, talvez pode ser enganada ou convencida; esse é o propósito da proibição dela viajar sem o mahram que pode cuidar dela e protege-la. Por isso uma das condições é do mahram é ter atingido a puberdade e ter juízo, não basta o mahram que seja menor de idade ou louco.

E o mahram é o marido da tal mulher que pretende ir ao hajj e todos homens que são absolutamente proibidos a casarem-se com ela por causa da relação de parentesco, ou por ter partilhado a mesma amamentação (ar-rida’ah), ou ligados por casamento (al-mussaakharah).

 OS MAHRAMES (HOMENS ACOMPANHANTES DA MULHER NA VIAGEM) DENTRE OS PARENTES SÃO SETE:

  1. Os pais e os avôs sejam paternos ou maternos;
  2. Os filhos, os netos sejam eles do filho ou da filha;
  3. Os irmãos sejam eles legítimos paternos ou maternos;
  4. Os tios paternos sejam eles legítimos paternos ou maternos; sejam eles tios da mulher ou um dos seus pais ou mães, pois tio paterno da pessoa constitui seu tio e de seus filhos.
  5. Os tios maternos sejam eles legítimos por parte do pai ou mãe; e sejam eles tios da mulher, ou um de seus pais ou mães, pois tio materno da pessoa constitui seu tio e de seus filhos.
  6. Sobrinhos (filhos do irmão) e filhos de seus sobrinhos e os filhos das sobrinhas sejam eles legítimos paternos ou maternos;
  7. Sobrinhos (filhos da irmã) e filhos de suas sobrinhas e sobrinhos das suas filhas sejam eles legítimos paternos ou maternos.

Os mahrames pela causa da partilha da mesma amamentação são iguais aos mahrames por relação de parentesco; conforme o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “E ilícito para os irmãos de leite, aquilo que é ilícito aos parentes legítimos.” (Bukhari e Muslim).

OS MAHRAMES LIGADOS POR CASAMENTO (AL-MUSSAAKHARAH) SÃO QUATRO:

  1. Os filhos do marido da mulher, os filhos de seus filhos e filhos de suas filhas;
  2. Os pais do marido da mulher e seus avos sejam paternos ou maternos;
  3. Maridos das filhas da mulher, os maridos das netas e os maridos das filhas das netas;

Esses três tipos de indivíduos tornam-se mahrames, logo depois de ser realizar a união matrimonial com a esposa, mesmo que o homem se separe dela antes de se isolarem e ou haver a relação sexual.

Os maridos das mães da mulher, os maridos das suas avós sejam paternos ou maternos, mas esses indivíduos não tornam-se mahrames até que haja a relação sexual (dentro de uma união conjugal); se casasse com uma mulher depois separar-se dela antes do acto sexual, não torna mahram de sua filha.

Caso a pessoa não tenha condições financeiras, então não tem a obrigação de realizar o Hajj; se tiver condições financeiras e for incapaz pelo seu estado físico devemos observar: se for uma incapacidade que se espera desaparecer, como uma doença que se espera curar, deve esperar até curar e depois realizar o Hajj. Se for uma incapacidade que não se espera desaparecer, como por exemplo a velhice (debilitada) ou doença incurável, deve designar alguém para que realize a obrigação do Hajj em seu nome; como consta no hadith de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) que uma mulher de Khath’am (nome de local) disse: “Ó Mensageiro de Allah! Meu pai se tornou muito velho e não tem forças suficientes para montar o seu animal. O Profeta disse: Realize o Hajj em nome dele”.

Essas são as condições que devem ser reunidas para a realização do Hajj, dando consideração de acordo a sabedoria, a misericórdia e a justiça; e quem melhor que Allah, em julgamento, para um povo que se convence da verdade.

 TERCEIRO CAPÍTULO: SOBRE MAWAAQIIT (limites periódicos e de lugares) E OS TIPOS DE RITUAIS

São dois tipos de mawaaqiit (limites): Zamaaniyyah (Periódicos) e Makaaniyyah (de lugares).

Ø  Zamaaniyyah (Limites Periódicos): são especificamente para o Hajj, pois Deus, O Altíssimo, diz: “a Peregrinação se faz em meses determinados” (Al-Bacara:197), ao passo que o Um’rah não tem um tempo específico.

E os tais meses determinados são três: O Shawwal, Zhul-Qaadah e Zhul-Hijjah.

Ø  Makaaniyyah (Limites de lugares): são cinco limites de lugares que o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) traçou. No sahih Bukhari e Muslim, segundo o hadith de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) traçou limites de lugares para os moradores de Medina – Zhul-Khulaifah para os moradores de Shaami – Al-Juhfah, para os moradores de Najd – QarniAl-Manaazil, para os moradores de Iêmen – Yalamlam; estes limites de lugares são para eles (moradores residentes) e para aqueles que vierem através deles que não sejam moradores e residentes querendo realizar o Hajj e Um’rah, se não pertencer a nenhum desses mawaaqiit, intenciona seu ihram no seu povoado, bem como os moradores de Meca fazem o ihram (intenção para iniciar o ritual de hajj) de lá mesmo (em Meca).

Segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) relatou que o Profeta traçou limites de lugares para os moradores de Iraque – Zhat-Irq. (Narrado por Abu Daud e An Nassai).

1º:Zhul-Khulaifah e é denominado “Abiaar Aly”, dista de Meca a dez estações aproximadamente 408 quilómetros. É miiqaat para os moradores de Medina e aqueles que passarem por lá que não sejam residentes de Medina.

2º:Al-Juhfah que é um bairro antigo que dista de Meca a três estações aproximadamente 186 quilómetros, e este já está em ruínas e recentemente os peregrinos intencionam o ihram a partir de Raabigh. E miiqaat para os moradores de Shaami e aqueles que ali passarem que não sejam residentes, caso não tenham passado por miiqaat de Zhul-Khulaifah antes, se passarem por lá devem intencionar o ihram.

3º:Qarnu Al-Manaazil e é denominado de As-Sail, que dista de Meca a duas estações, aproximadamente 78 quilómetros; é miiqaat para os moradores de Najd e para aqueles que ali passarem.

4º:Yalamlam, é uma montanha ou lugar denominado Tuhaamah, que dista de Meca a duas estações, aproximadamente 120 quilómetros, e é denominado por As-Sa’adiyyah, é miiqaat para moradores de Iêmen e aqueles que passarem por lá que não sejam residentes.

5º:Zhaat-Irq, é denominado Ad-Darbiyyah pelos moradores de Najd, dista de Meca a duas estações, aproximadamente a 100 quilómetros, é miiqaat para os moradores de Iraque e aqueles que passarem por lá que não sejam residentes.

Aquele que estiver perto de Meca em relação a esses mawaaqiit deve fazer o ihram nesse mesmo local, pois esse é o seu miiqaat, bem como os moradores de Meca intencionam o ihram em Meca, excepto ao intencionar para Um’rah.

Os moradores de Haram (Meca) devem sair fora do Haram para os locais mais próximos. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse para Abdurahman bin Abu Bakr: “Sai com a tua irmã para fora do Haram e intencione o Um’rah.” (A irmã era a Aisha quando pediu ao Profeta para realizar Um’rah). (Bukhari e Muslim).

Aquele que seu caminho a Meca fica a direita, ou a esquerda desse mawaaqiit deve intencionar o ihram ao passar pelo miiqaat mais próximo dele; se não passar por um miiqaatpróximo, como por exemplo os moradores de Sawaqin no Sudão e os que passam pela mesma rota, devem intencionar o ihram em Jeddah.

Não é permitido para aqueles que querem realizar o Hajj ou Um’rah atravessarem esses limites, excepto de ihram (dois panos usados para a observância do ritual; por isso aquele que estiver no avião e vai realizar o Hajj ou Um’rah, é obrigado a intencionar o ihram quando estiver passando por cima do miiqaat (a bordo). Portanto, deve se preparar e vestir o ihram antes de aproximar o miiqaat, quando estiver atravessando faz a intenção do ihram de imediato, não é permitido deixar para mais tarde quando o avião aterrar em Jeddah; porque isso é uma transgressão aos limites de Allah – O Altíssimo, Glorificado seja.

Deus diz: “E quem profanar as leis de Allah, condenar – se - á.” (Talaq:1). E diz: “Aqueles que ultrapassarem os limites de Allah serão iníquos.” (Al-Bacara:229). E diz também: “E quem desobedecer a Allah e ao Seu Mensageiro, profanando os Seus preceitos, Ele o introduzirá no fogo infernal, onde permanecerá eternamente, e sofrerá um castigo ignominioso.” (An Nissa:14).

Aquele que passar por esses mawaaqiit sem o propósito de realizar Hajj e nem Um’rah, depois disso apareceu-lhe a ideia de realizar o Hajj ou Um’rah, deve intencionar o ihram a partir daquele local que ele se encontra, pois no sahih Bukhari e Muslim no hadith ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) ao relatar sobre os mawaaqiit disse: “E aquele que não pertence a esses mawaaqiit deve intencionar o ihram a partir do local que ele se encontra.” E se passar por esses mawaaqiit não querendo realizar o Hajj e nem Um’rah, mas sim outros propósitos como a busca de conhecimento (estudar), ou visitar um parente, ou tratamento médico, ou realizar negócios e outros objectivos, não é obrigado a intencionar o ihram caso tenha cumprido a obrigação (Hajj); conforme consta no hadith anterior de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele): “Esses (mawaaqiit) são para eles (moradores) e para aqueles que passarem por lá, que não sejam residentes, querendo realizar o Hajj e Um’rah.”

Entende-se que aquele que não pretende realizar o Hajj e Um’rah não é obrigado a intencionar o ihram, e a realização dos dois rituais não é obrigatório para aquele que já cumpriu, a obrigação é de realizar esses rituais uma vez na vida, pois quando o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi perguntado se era obrigatório realizar o Hajj todos anos? Disse: “O Hajj é uma vez na vida e se realizar mais que uma vez é facultativo.”

O Um’rah é como o Hajj, não é obrigatório, excepto uma vez na vida, mas para aquele que passa pelo miiqaat o melhor é não deixar de intencionar o ihram para Um’rah ou Hajj caso seja nos seus meses, mesmo que tenha cumprido anteriormente essa obrigação, para que adquira recompensa e se livra da divergência sobre a sua obrigação do ihram.

OS TRÊS TIPOS DE RITUAIS DE HAJJ

1º:Tamattu’u: é intencionar o ihram somente para o Um’rah nos meses de Hajj, depois sai do estado de ihram após ter realizado o tawaf (circundar a Kaaba),o saii (percorrer entre as colinas de Safaa e Marwah) e o corte de cabelos; finalmente intenciona o ihram para Hajj no seu período e no mesmo ano.

2º: Al-Qiran, é intencionar o ihram para o Um’rah e Hajj juntos (faze-los duma única vez), ou primeiro intenciona o Um’rah no ihram e depois introduz a intenção do Hajj antes de efectuar o tawaf. Quando chega a Meca faz o tawaf al-qudum (tawaf de chegada) e percorre sete voltas entre as colinas de Safaa e Al-Marwah para Um’rah e Hajj, depois permanece no estado de ihram até no dia de Ide (idul-azha), que permite-se livrar-se do ihram. De salientar que é permitido atrasar o saii (percorrer entre Safaa e Marwah) depois do tawaf al-qudum para realizar depois com o tawaf de Hajj (tawaf al-ifadhah), excepto se chegar a Meca atrasado e temer a perda do Hajj caso se ocupe realizando o saii.

3º:Al-Ifrad: é intencionar o ihram somente para o Hajj, ao chegar a Meca efectua o tawafal-qudum (tawaf de chegada), realiza o saii de Hajj (percorrer entre Safaa e Al-Marwah) e permanece no estado de ihram até o dia de Ide, que poderá sair dele. E é permitido atrasar ou deixar o saii até depois do tawaf de Hajj (tawafal-ifadhah), como o Hajj Al-Qiran. Neste caso ficou claro que a acção daquele que intenciona o Hajjifrad e qiran é igual, excepto aquele que realizar o qiran deve realizar o hadii (sacrificar um animal) para alcançar os dois rituais para ele, ao contrário daquele que realiza o ifrad.

O melhor entre esses rituais é o tamattu’u, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) ordenou e incentivou aos seus companheiros a realiza-lo; ordenou-os a converter a intenção de Hajj para o Um’rah por causa do tamattu’u. Segundo ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que foi questionado sobre muta’ah de Hajj (usufruir temporariamente durante o Hajj) e disse: “Os muhajirin (imigrantes de Meca) e os Ansar (moradores de Medina) e as esposas do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) fizeram a intenção (ihram) na Peregrinação de despedida (HijjatulWadaa’i) e também fizemos (o ihram) e quando chegamos a Meca; o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “convertam vossas intenções de Hajj em Um'rah, excepto aquele que sinalizou o hadii (um animal para sacrifício); então realizamos o tawaf na Casa (Kaaba) e percorremos entre a Safaa e Al-Marwah, mantivemos as relações íntimas com nossas esposas e vestimos a roupa comum.” (Narrado por Bukhari).

Segundo Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Saímos com o mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) direccionados para o Hajj, junto com as esposas e pais, quando chegamos em Meca realizamos o tawaf na Casa (Kaaba) e percorremos entre a Safaa e Al-Marwah, e o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse - nos: “Aquele que não tiver o hadii (animal para sacrifício), que finalize o estado de ihram”. Disse: “Perguntamos qual finalização de ihram?” O Mensageiro respondeu: “Sair do estado de ihram completamente”. Jabir Disse: Então mantivemos relações íntimas com as nossas esposas, vestimos a roupa comum, usamos o perfume, quando chegou o dia de tarwiah (oitavo dia de ZhulHijjah) intencionamos o ihram para realizar o Hajj.” (Narrado por Muslim). E noutra sua versão, Jabir disse: Levantou-se para nós o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e disse: “sabem que sou mais temente a Allah que ninguém, o mais verdadeiro, o mais benevolente, se não fosse os animais para sacrifício que eu trago (hadii), sairia do estado de ihram como vocês fizeram; se fosse claro (para mim aquilo que finalmente vos ordenei, abandonaria de levar o hadii, então saiam do estado de ihram. Então saímos do estado de ihram, ouvimos e obedecemos.”

E isso é evidente na preferência do tamattu’u em relação aos outros rituais; como o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Se fosse claro para mim aquilo que finalmente vos ordenei não levaria o hadii (animais para sacrifício).” Não lhe impediu a sair do estado de ihram senão pelos animais de sacrifício; também o tamattu’u é mais fácil para o peregrino, pois usufrui o tahallul (sai do estado de ihram, fazendo o que faz no seu dia - a - dia, ou seja de manter relações com a sua cônjuge, uso de roupa comum, do perfume, etc.) no intervalo entre o Um’rah e Hajj; e isso até que confirma a menção de Allah – Exaltado seja – quando diz: “Allah vos deseja a facilidade e não vos deseja a dificuldade.” (Al-Bacara:185). E o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Fui enviado para a religião tolerante (Islão).”

E o peregrino pode intencionar o tamattu’u e depois não for capaz de completa-lo antes de permanecer no Arafah, nessa situação introduz o Hajj no Um’rah antes de realizar o seu tawaf e torna um Hajjqiran. Vide abaixo dois exemplos ilustrativos sobre isso:

1º:A mulher intencionou o Hajjtamattu’u, então menstruou ou entrou no período pós - parto antes de efectuar o tawaf, e não ficou pura antes do horário de permanência no Arafah, nesse caso intenciona o ihram de Hajj e seu Hajj passa a ser Qiran; realiza o que o peregrino faz, excepto o tawaf na Casa (Kaaba) e não percorre entre Safaa e Marwah até estar pura e tomar o banho (maior).

2º: A pessoa intenciona o Hajjtamattu’u, e não foi possível entrar em Meca antes do horário de permanência no Arafah, nesse caso introduz o Hajj no Um’rah e torna HajjQiran por haver uma justificativa ao não completar o Um’rah.

 QUARTO CAPÍTULO: O QUE É OBRIGATÓRIO SOBRE O HADII (animais sacrificados) NOS RITUAIS E SUAS CARACTERÍSTICAS

Mencionou-se no capítulo anterior que são três tipos de rituais: at-tamattu’u, al-qiran e al-ifrad; e o tipo de ritual que há obrigação de sacrificar-se um animal é o tamattu’u e o qiran. O Tamattu’u consiste em intencionar o ihram para o Um’rah nos meses de Hajj, depois do Umrah livra-se do estado de ihram, e realiza o Hajj no mesmo ano com novo ihram (no oitavo dia do décimo segundo mês islâmico).

Se intencionou o ihram para Um’rah antes do mês de Shawwal, e se permaneceu em Meca e posteriormente realizou o Hajj no mesmo ano, logo não terá a obrigação de sacrificar o hadii, porque não constitui tamattu’u, pois o seu ihram para Um’rah aconteceu antes de entrarem os meses de Hajj.

Se intenciona-se o ihram para Um’rah depois de entrar o mês de Shawwal e realizar o Hajj no segundo ano, também não há obrigação de sacrificar o hadii, porque não constitui tamattu’u, pois o Um’rah aconteceu num ano e o Hajj noutro ano.

Se intencionar o ihram para Um’rah nos meses de Hajj, depois livrou-se do estado de ihram e voltou para seu país, depois retornou a Meca com ihram para realizar somente o Hajj, não constitui tamattu’u porque isolou o Hajj por causa da viagem separada.

O Qiran consiste em intencionar o ihram para o Um’rah e Hajjjuntos, ou primeiro intenciona o ihram para Um’rah e depois introduz a intenção de Hajj antes de efectuar o tawaf, como citou-se anteriormente.

A obrigatoriedade de sacrificar um animal de oferenda não recai sobre o peregrino que faz o ritual de tamattu’u ou qiran, excepto se for residente das zonas circunvizinhas ou próximas da Mesquita Sagrada, ou seja, não pode ser morador de Meca ou do Haram, pois se for residente de Meca ou do Haram não recai sobre ele a obrigação de sacrificar as oferendas (hadii). Deus, O Altíssimo, diz: “Isso para aquele cuja família não resida nas proximidades da Mesquita Sagrada,” (Al-Bacara:196).

Os moradores de Jeddah devem sacrificar o hadii (oferendas) se intencionarem o Hajjtamattu’u ou qiran, porque eles não são dentre os que residem nas proximidades da Mesquita Sagrada (em Meca). Se um residente de Meca viaja para outros lugares em busca de conhecimento (estudar) ou outros propósitos, ao voltar a Meca intencionando o Hajjtamattu’u ou qiran, o mesmo não terá a obrigação de sacrificar o hadii (animal), porque o factor é o local que reside que é Meca. Mas se um residente de Meca que depois mudasse para residir em outro lugar, ao voltar a Meca pretende realizar o Hajjtamattu’u ou qiran é preciso sacrificar o hadii (animal), porque nesse caso não é considerado dentre os que residem nas proximidades da Mesquita Sagrada.

Quanto ao peregrino que realiza o Hajjtamattu’u ou qiran que não tiver o hadii (animal) ou o valor equivalente para o seu sacrifício e, apenas possui o suficiente para seu sustento e para suportar com as despesas de volta, fica isento de sacrificar o hadii e deve cumprir o jejum. Deus, O Altíssimo, diz: “Aquele que cumprir o Um’rah e usufruir (o que lhe é permitido) até a Peregrinação impedir-lhe-á o que lhe for acessível das oferendas. E quem o não encontrar, que jejue três dias durante a Peregrinação, e sete, quando retornardes. Serão dez dias inteiros.” (Al-Bacara:196). É permitido jejuar os três dias durante os dias 11, 12 e 13 de ZhulHijjah, são denominados ayyamiattashriiq; conforme disse Aisha e ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com eles): “Não foi permitido o jejum nos três dias após o Ide (ayyamiattashriq), excepto para aqueles que não encontram o hadii (as oferendas).” (Narrado por Bukhari).

E é permitido jejuar antes disso, depois do ihram de Um’rah quando tiver certeza que não terá condições de encontrar as oferendas (hadii); segundo o que Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Introduziu - se o Um’rah no Hajj até no Dia da Ressurreição.” Então aquele que jejuar os três dias depois do Um’rah considera-se que jejuou no Hajj. Mas o jejum nesses dias não pode acontecer no dia de Ide; segundo o hadith de Abu Saiid (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que “o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) proibiu jejuar dois dias: dia de IdeAl - Fitr e dia do IdeAl - Ad’há.” (Bukhari e Muslim). Permite-se jejuar esses três dias de forma consecutiva ou alternada, mas não pode deixar até passarem os três dias após o Ide (acima de ayyamiattashriq), ao passo que os restantes sete dias deve jejuar quando voltar a sua terra, se quiser jejua de forma consecutiva ou alternada, pois Allah – Glorificado seja – apenas obrigou e não colocou a condição de se jejuar sucessivamente.

 QUESTÕES RELACIONADAS AO HADII (ANIMAIS DE SACRIFÍCIO):

Primeira questão - Esclarecimento sobre o tipo de hadii (animais de sacrifício);

Segunda questão - O que os animais de sacrifício devem dispor;

Terceira questão - Sobre o local de sacrifício dos animais;

Quarta questão - Sobre o horário do sacrifício dos animais;

Quinta questão - Sobre os modos de realizar o sacrifício recomendáveis pelo Shariah;

Sexta questão - Sobre a maneira de distribuir a carne dos animais sacrificados.

Quanto ao tipo de hadii - é dentre os camelos, bovinos, ovinos sejam cabritos ou carneiros. Deus, O Altíssimo, diz: “E para cada comunidade fizemos rito de sacrifício para mencionarem o nome de Allah sobre os animais de rebanho que Ele lhes deu por sustento.” (Al-Hajj:34). E animais de rebanho são os camelos, os bovinos e ovelhas; é permitido o sacrificar uma ovelha por pessoa. Permite-se sacrificar um camelo ou uma vaca para sete pessoas; como relatou Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele):“O Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) ordenou-nos a partilhar os camelos e vacas, todos nós os sete, sacrificar um camelo.” (Bukhari e Muslim).

O que os animais de sacrifício devem dispor - Os animais devem dispor duas coisas:

  1. Atingir a idade obrigatória (para o sacrifício) que são cinco anos no caso de camelo, atingir dois anos se for vaca, um ano se for carneiro e seis meses se for cabrito; se for menos que isso não é permitido. Conforme consta do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele): “Não sacrifiquem senão um mussinnah (vaca de dois anos), excepto se for dificultoso para vós, podem sacrificar cabrito de seis meses.” Narrado por Al-Jama’ah excepto Bukhari).
  2. Livre dos quatro defeitos que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) ordenou a sua prevenção, que são: Os defeituosos cujo defeito é exposto e os totalmente cegos não são permitidos;

Doentes cuja doença é exposta, seja sarna ou outras;

Os coxos cujo seu coxear são aparente, o velho que não consegue andar e o amputado num dos seus membros;

O magro que não possui massa muscular;

Segundo o que Malik narra no livro “Al-Muatta’a, a partir de Al-Barra’u bin Aazib (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi questionado o que se deve prevenir nos animais para sacrifício, e sinalizou com a sua mão dizendo: quatro; e Al-Barra’a sinalizava com a sua mão dizendo: minha mão mais curta que a mão do mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), os coxos cujo seu coxear são aparente, os defeituosos cujo defeito é aparente, os doentes cuja doença é visível e os magros. Relativamente aos outros defeitos como nas orelhas e nos chifres são detestáveis, não impede a permissão do sacrifício, por unanimidade.

Dentre as coisas que os animais de sacrifício devem dispor é serem gordos, fortes, corpo maior e uma boa aparência.

Quanto mais os animais possuem boa qualidade, então mais amáveis são diante de Allah – Exaltado seja – e Allah é belo e não aceita senão o que é belo.

Sobre o lugar do sacrifício dos animais: Deve ser no Minaa e é permitido em Meca e nas restantes parte do Haram. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Todo vale de Meca é local de imolação e caminho.” (Narrado por Abu Daud). E disse o Imam Shaafi – Que Allah seja misericordioso com ele – “Todo o Haram é local de imolação e o que for sacrificado nele é permitido, seja no Hajj e no Um’rah, por isso se o sacrifício (do animal) em Meca for mais importante e mais benéfico para os pobres, então deve ser sacrificado em Meca, seja no dia de Ide ou nos três dias depois do Ide.”

E quem sacrificar o animal fora do limite do Haram, no Arafah ou outros lugares não lhe será permitido; por unanimidade dos sábios.

O horário do sacrifício: é no dia de Ide depois da prática da oração de Ide, após o sol nascer e atingir a altura de uma lança e continua até o dia 13 de ZhulHijjah; pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) sacrificou seus animais no horário de ad-duha no dia de Ide.

Relatou - se do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Todos os três dias após o Ide (ayyamiattashriq) sacrifica-se o animal.” Não é permitido antecipar o sacrifício de animais antes do dia de Ide; seja para o Hajjtamattu’u ou qiran, porque o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não sacrificou antes do dia de Ide; e disse: “sigam (os meus passos) dentro dos vossos rituais,” bem como não é permitido atrasar o sacrifício de animais até depois do dia 13 de ZhulHijjah, pois já se encontra fora dos dias de sacrifício. Permite-se realizar o sacrifício nesses quatro dias, seja a noite ou ao longo do dia, mas o melhor é sacrificar ao longo do dia.

Modos de realizar o sacrifício: o recomendável é sacrificar o camelo em pé com a perna esquerda dobrada, se não for fácil o seu sacrifício em pé, então deitado. E o recomendável ao sacrificar outros animais além do camelo é deita-los de lado. A diferença entre imolar e degolar é que a imolação é feita abaixo do pescoço, próximo ao peito e a degola acontece acima do pescoço, próximo a cabeça. Ao imolar ou degolar é preciso derramar sangue cortando as glândulas jugulares; como o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Aquele (animal) que foi derramado o sangue e foi mencionado o nome de Allah sobre ele, então comam, desde que a degola não seja com dentes ou unhas.” (Bukhari e Muslim). E derramar sangue acontece cortando as glândulas jugulares, que são as veias grossas nos arredores da garganta, e isso completa-se cortando a garganta e o esófago também.

É preciso que a pessoa que vai sacrificar o animal diga “Bismillah” (Em nome de Allah) durante a imolação ou a degola, não se pode consumir o animal que foi sacrificado sem ser mencionado o nome de Allah.

Deus, O Altíssimo, diz: “E não comais daquilo sobre o qual não foi mencionado o nome de Allah. E por certo, isto é perversidade.” (Al-Aniam:121). Nesse caso não é permitido sobre o hadii (os animais de sacrifício) porque constitui cadáver animal e não é lícito o seu consumo.

A maneira de distribuir a carne dos animais sacrificados: Allah – O Altíssimo - diz: “Então, deles comei e alimentai o desventurado, o pobre.” (Al-Hajj:28). “O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) durante o seu Hajj pediu para que cortassem pedaços de carne em cada camelo, juntou-se numa panela, cozinhou-se e ele comeu e bebeu o seu caldo.” (Narrado por Muslim). O recomendável é comer o seu hadii (o animal que sacrificou) e alimentar os outros; não basta sacrificar o animal e joga-lo fora sem doar em caridade e nem se aproveitar, pois isso é desperdício de bens. E nem acontece o que Allah ordenou sobre esses animais sacrificados, que é alimentar (os pobres). E se os pobres estiverem em sua volta, pode sacrificar os animais e distribuir para eles, nesse caso se livra do encargo.

O peregrino deve cuidar o seu hadii em todos esses detalhes para que seja uma oferenda aceite e que lhe aproxime a Allah – o Altíssimo, e seja benéfico para os servos de Allah.

Saiba que a obrigação de sacrificar animal é para o peregrino que intencionou o Hajjtamattu’u ou qiran, caso não possuir o animal para sacrificar deve jejuar; não é uma perda para o peregrino e muito menos castigo para ele; isso é para melhorar e complementar o ritual, e é pela misericórdia de Allah e sua benevolência; pois prescreveu para seus servos aquilo que complementa a adoração deles e que lhes aproxima ao Seu Senhor, aumentando a recompensa deles, elevando o grau deles; os dispêndios nele são retribuídos e para que seja agradecido, pois é uma bênção de Allah – O Altíssimo – que merece gratidão por ter sacrificado o animal (para agradar a Allah) ou por ter cumprido o que substitui o sacrifício de animal. Por isso, o sangue nele derramado é por gratidão e não sangue abominável. No entanto, o peregrino come a carne, oferece a outras pessoas e doa para os pobres. Muitas pessoas não se importam com esses grandes benefícios e nem supõem nada para eles, esquivam-se da obrigação de sacrificar o animal, buscam todos meios para se isentar dessa obrigação, até alguns deles vêm para o Hajj intencionando o ifrad para não ser obrigado a sacrificar animal ou a jejuar, privando-se a eles mesmos da recompensa do Hajjtamattu’u e a recompensa de sacrificar animal, ou a acção que substitui esse sacrifício. E Allah é o auxiliador.

 QUINTO CAPÍTULO: SOBRE AS PROIBIÇÕES DO IHRAM

As acções proibidas durante o estado de ihram, sejam para Hajj ou Um’rah estão divididas em três partes:  

1ª - O proibido para os homens e as mulheres é:

Ø  Cortar ou raspar o cabelo, conforme Deus, O Altíssimo diz: “E não rapeis vossas cabeças até que as oferendas atinjam o seu local (de imolação).” (Al-Bacara:196). Os sábios – Que Allah seja misericordioso com eles – incluíram o cabelo junto com os pêlos do corpo, por isso não é permitido remover nenhum pêlo do corpo. E Allah – Glorificado e Exaltado seja – deixou claro sobre a compensação (fidiah) por raspar a cabeça, dizendo: “E quem de vós estiver enfermo ou com moléstia no couro cabeludo, (que obrigue a rapar a cabeça, impedir-lhe-á) um resgate: jejum ou esmola ou sacrifício ritual.” (Al-Bacara:196). O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) esclareceu que o jejum deve ser de três dias, e a caridade é de três saah de alimentos (medida da época do Profeta) para alimentar seis necessitados, para cada necessitado metade de saah; e o ritual consiste em sacrificar uma ovelha que atingiu a idade permitida para o hadii, também deve estar livre dos defeitos que impedem a permissão do sacrifício, e os sábios denominam essa compensação por fidiatulazhaa (compensação por moléstia); como diz Allah: “...ou com moléstia no couro cabeludo.” (Al-Bacara:196).

Ø  Cortar as unhas compara-se a remoção do cabelo, segundo a unanimidade dos sábios. Não há diferença entre as unhas das mãos e dos pés, mas caso quebrar a unha e incomoda-lo, não há problema em cortar apenas o que está incomodando e não haverá obrigação de compensação (fidiah).

Ø  Usar o perfume depois do ihram, seja na roupa, no corpo ou outras partes; como costa no hadith de ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse sobre o peregrino: “não usa a roupa que tocou o aroma de açafrão ou sidr (planta aromática); e disse sobre o peregrino que caiu do seu animal que ele montava e morreu, enquanto estava no Arafah: “não aproxime o perfume nele”; e a razão disso é porque serão ressuscitados no Dia Da Ressurreição fazendo o talbiah (dito labaika Allahuma Labaika); os dois hadices são autênticos. Isso indica que o peregrino é proibido de usar o perfume, e não é permitido cheirar o perfume intencionalmente ou misturar o açafrão no seu café, pois altera o seu sabor e o cheiro, nem pode misturar o chá com água que contém rosas ou as demais plantas aromáticas que tornam evidente seu sabor ou cheiro. Não pode usar o sabão de almíscar, mas o perfume que se usa antes do ihram não prejudica mesmo mantendo o cheiro depois de vestir o ihram. Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “Eu via o brilho de almíscar na despedida do mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) enquanto ele estava de ihram.” (Bukhari e Muslim).

Ø  Contrair matrimónio; o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “O peregrino não deve contrair o matrimónio, tão-pouco faz-se casar e nem pode noivar.” (Narrado por Muslim). Não é permitido o peregrino casar ou contrair o matrimónio através de tutor ou por procuração e nem pode pedir em noivado até livrar-se do estado de ihram; e nem se faz casar a mulher quando ela está no estado de ihram. Contrair matrimónio no estado de ihram é abominável e não é válido; segundo o que se depreende do dito do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele): “Aquele que praticar uma acção que não está em conformidade com a nossa religião, será rechaçada.”

Ø  Manter relações com prazer, mas sem a concretização do acto sexual, através de beijos, carícias, abraços e as demais maneiras; conforme O Altíssimo diz: “E quem neles se propõe a Peregrinação, então não haverá união carnal nem perversidade nem contenda na Peregrinação.” (Al-Bacara:197). União carnal inclui o estímulo ao acto sexual, como o beijo, as carícias e o namoro com prazer, logo não é lícito o peregrino beijar sua esposa com prazer, acariciar com prazer, tocar com prazer ou namorar com prazer, e nem é lícito que ela aceite isso enquanto está no estado e ihram. Outrossim não é lícito olhar a mulher com desejo, pois vai usufruir dela como se estivesse acariciando.

Ø  Manter relações sexuais; Deus, O Altíssimo, diz: “E quem neles se propõe a Peregrinação, então não haverá união carnal nem perversidade nem contenda na Peregrinação.” (Al-Bacara:197). União carnal inclui as relações sexuais e o seu estímulo; a relação sexual é um dos piores actos proibido durante o ihram que afecta o Hajj, e apresenta duas situações:

Primeira situação: Quando a relação sexual acontece antes da primeira finalização do ihram (tahallulawwal) tem duas consequências:

– Obrigação do fidiah, que é sacrificar um camelo ou vaca e repartir a carne entre os pobres de Meca e não pode consumir nada dessa carne.

– Anulação do Hajj por que houve relações sexuais, mas deve repeti-lo no ano seguinte. Malik diz no livro “Al-Muwatta’a”: “Ouvi que Umar, Aly e Abu Huraira (Que Allah esteja satisfeito com eles) foram perguntados sobre o homem que mantém relações sexuais com a sua esposa enquanto está no estado de ihram? Responderam: Os dois eram obrigados a completar o Hajj deles, e depois teriam que repetir o Hajj no outro ano e sacrificar um animal. Disse: E o Aly (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Quando intencionassem o Hajj no ano seguinte eram separados até terminarem o Hajj deles, para que não anulassem o ritual nas restantes restrições.

Segunda situação: Quando a relação sexual acontece depois do tahallulawwal, isto é, depois de realizar o apedrejamento no jam’ratulaqabah, raspar os cabelos e antes do tawafal-ifadhah; nesse caso o Hajj é válido, mas deve cumprir duas coisas, segundo a opinião das escolas conhecidas:

Ø  Fidiah: Compensar este pecado sacrificando o camelo e repartir toda sua carne para os pobres e não pode consumir nada dele.

Ø  Sair para fora do limite do Haram e renovar a intenção do ihram, vestir o izaar (roupa que cobre da cintura para baixo) e o rida’a (roupa que cobre dos ombros até a cintura), depois voltar para realizar o tawafal-ifadhah no estado de ihram.

Dentre as proibições do ihram: Matar um animal e caçar todo animal terrestre selvagem é lícito, como o antílope, os coelhos e os pombos. Deus – O Altíssimo - diz: “E vos é proibida a caça da terra enquanto permaneceis hurum.” (Al-Maidah:96). E diz: “Ó vós que credes! Não mateis a caça enquanto estais hurum (estado de ihram).” (Al-Maidah:95). No entanto, não é permitido ao peregrino caçar os animais mencionados, nem mata-los tocando-os ou causando a morte deles ou ajudando a serem mortos por ter indicado ou sinalizado ou entregar a arma para serem mortos. Quanto ao seu consumo há três situações:

Primeira: Aquele animal que foi morto pelo peregrino ou ele fez parte na morte dele; o seu consumo é ilícito para o peregrino e os outros.

Segunda: O animal que foi morto por alguém que não seja peregrino com ajuda do peregrino. Por exemplo: O peregrino indicou o animal que seja morto ou entregou a arma de caça; este é ilícito para o peregrino e lícito para os outros.

Terceira: O animal que foi morto por alguém que não seja peregrino e deu ao peregrino; é ilícito para o peregrino e lícito para os outros. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Os animais da terra são lícitos para vós, desde que não cacem ou cacem para vós.”

Segundo Abu Qatadah (Que Allah esteja satisfeito com ele) caçou um burro selvagem e não estava de ihram e seus companheiros estavam no estado de ihram, comeram a carne e depois ficaram com dúvida sobre o seu consumo, então perguntaram o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e disse: “Alguém indicou a ele ou ordenou-lhe alguma coisa? Responderam: Não. Disse: Então, comam.”

Se o peregrino matar o animal intencionalmente terá que cumprir a compensação; diz o Altíssimo: “E a quem de vós a mata intencionalmente, impender-lhe-á compensação em rebanhos, igual ao que matou, julgada por dois homens justos dos vossos, em oferenda, destinada a Kaaba, ou expiação: alimentar necessitados ou o equivalente a isso, em jejum.” (Al-Maidah:95). Por exemplo: Se matar um pombo a compensação é de sacrificar uma ovelha; ou então escolhe entre sacrificar uma ovelha e repartir a carne para os pobres, uma compensação sobre o pombo, ou converte e tira o valor equivalente para alimentar os necessitados, cada necessitado metade de saah (medida utilizada pelo Profeta); ou escolhe o jejum ao invés de alimentar por cada dia, um necessitado.

Cortar árvore não é proibido para o peregrino no estado de ihram, pois nada afecta sobre o estado de ihram. Mas proíbe-se para quem estiver dentro do limite do Haram, seja peregrino ou não. Por isso, é permitido o corte de árvore no Arafah, seja para o peregrino ou o não peregrino. E é proibido no Muzdalifah e no Minaa, seja para o peregrino ou não - peregrino, por que o Arafah está fora do limite do Haram, ao passo que Muzdalifah e Minaa estão dentro do limite do Haram.

Em síntese aquelas são as sete proibições durante o ihram, tanto para os homens, assim como para as mulheres. E especifica-se duas proibições para os homens e não para as mulheres, nomeadamente:

  • Cobrir a cabeça; conforme o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse sobre o homem que caiu, quando estava montado no seu animal no Arafah: “Lavem com água e sidr (árvore que em Moçambique denomina-se por massaniqueira) e coloquem nele as duas peças e não cubram a sua cabeça.” (Bukhari e Muslim). Decerto não é permitido ao homem cobrir sua cabeça com aquilo que fica directamente colado a cabeça como o turbante, chapéu, cofio, lenço e outros, porém aquilo que não fica colado a cabeça como a sombrinha, o teto do carro, a tenda e algo parecido, não há problema; conforme Ummu Husswain (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “observamos a Peregrinação com o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) a Hijjatul wadaa’i (Peregrinação de despedida) e vi ele depois de apedrejar no jam’ratulaqabah, retirou-se enquanto estava montado no seu animal, na companhia de Bilal e Ussamah, um deles guiava o seu animal e outro levantava a sua roupa sobre a cabeça do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) protegendo-o do sol.” (Narrado por Muslim). E noutra narração: “Protegendo-o do calor até realizar o apedrejamento no jam’ratulaqabah.”

Não há culpa nenhuma sobre a pessoa, se por acaso levar a sua bagagem na cabeça, mesmo cobrindo uma parte da cabeça, porque geralmente isso não tem o propósito de cobrir a cabeça. E também não há culpa nenhuma sobre a pessoa em mergulhar na água, mesmo que a água cubra a cabeça.

2ª - Dentre as proibições do ihram especificamente para os homens é usar roupas com costuras; isto é, vestir a roupa comum segundo o seu costume, seja aquela que cobre todo corpo, como capa com capuz e camisa, ou cobre parte do corpo, como as calças, camisetas, khifaaf (meias de couro), meias de lã, luvas e peúgas; conforme consta no hadith ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) que relata que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi questionado “o que o peregrino deve vestir?” Respondeu: “Ele não veste a camisa, nem turbante, nem a capa com capuz, nem calças, nem khifaaf, nem roupa que tocou a aroma de açafrão e nem wars (planta aromática que habita no Médio Oriente e Índia).” (Bukhari e Muslim). Mas se não tiver izaar (peça de roupa que se cobre a parte dos membros inferiores) e nem o dinheiro para comprar, veste calças; se não tiver chinelos e nem o dinheiro para comprar, pode calçar khuffain (meias de couro), pois não há nenhuma culpa sobre a pessoa; como relata ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) no seu haddith dizendo: “Ouvi do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) durante o sermão no Arafah dizendo: aquele que não tem izaar, que vista calças e aquele que não tem chinelos, que calce khuffain.” (Bukhari e Muslim).

Não há problema em amarrar a camisa no corpo sem vesti-la, ou tornar a abaya um ridaa sem vestir como de costume. Não importa vestir o ridaa e izaar remendados, não há problema em segurar o izaar amarrando com uma linha (de tecido) ou algo parecido. Não há problema em usar o anel, o relógio, óculos, auscultadores, pendurar no pescoço garrafa de água ou bolsa que contenha dinheiro; não há problema em amarrar no corpo o ridaa se houver necessidade, como por exemplo temer que ela caia. Sobre essas coisas, nada consta que o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) proibiu, e nem os textos referem a essas coisas. Porém, foi perguntado o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) sobre o que o peregrino deve vestir? Ele disse: “Não veste camisa, nem turbante, nem capa com capuz, nem calças e nem khifaaf.” Logo, a resposta dele (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) sobre o que não pode se vestir é prova que tudo aquilo que não foi mencionado, o peregrino pode vestir.

O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) permitiu ao peregrino calçar khuffain na falta de chinelos por haver necessidade de proteger os pés, este exemplo é como o de uso de óculos para proteger os olhos.

Aquelas duas proibições de ihram são específicas para os homens;

3ª - A mulher tem a obrigação de cobrir a cabeça e vestir o que ela quer de ihram, desde que não se exponha com maquilhagem, não use luvas, não veste niqab (peça que cobre o rosto deixando apenas abertura para os olhos), não pode cobrir seu rosto, excepto se passar um homem perto dela, pois não é permitido deixar o rosto descoberto para homens estranhos. Permite-se aos homens e mulheres mudarem o ihram (caso esteja sujo) por outro, que não seja proibido vestir no estado de ihram.

Caso o peregrino pratique uma dessas proibições mencionadas anteriormente, dentre relações sexuais ou matar um animal ou outras proibições tem três situações:

Primeira: Se for por esquecimento, por ignorância, por ser compelido a prática do mesmo ou por estar dormindo, não há recriminação; não há pecado, nem compensação (fidiah) e nem anula o ritual; conforme Deus, O Altíssimo diz: “Senhor nosso! Não nos culpe, se esquecemos ou erramos.” (Al Bacara:286). E diz: “Porém, se vos equivocardes, não sereis recriminados; (o que conta) são as intenções de vossos corações.” (Ahzab:5). E diz: “Aquele que renegar Allah, depois de ter crido - salvo quem houver sido obrigado a isso e cujo coração se mantenha firme na fé e aquele que abre seu coração à incredulidade, esses serão abominados por Allah e sofrerão um severo castigo.” (An Nahl:106). Se julga-se ausência de descrença para aquele que foi compelido, então os outros pecados fora desses são prioritários. Esses textos (versículos) são gerais sobre as proibições do ihram e outros (actos proibidos), inocenta-se aquele que teve uma justificativa aceitável.

E Allah – O Altíssimo – diz especificamente sobre a matança de animais (no estado de ihram): “Quem, dentre vós os matar intencionalmente, terá de pagar a transgressão, o equivalente àquilo que tenha morto, em animais domésticos.” (Al Maidah:95). Foi determinado a compensação caso o peregrino (que sacrifica) mate o animal intencionalmente.

E fazer um acto (proibido) de forma intencional é um carácter adequado para punição e compensação, deve ser considerado e detalhar o seu julgamento. Se não for de forma intencional, não há compensação e nem pecado, mas quando a desculpa passar, e o ignorante ter sabedoria, se aquele que esqueceu lembrar-se do ocorrido, se aquele que estava dormindo acordar e se aquele que era forçado a transgredir as regras estiver livre, todos são obrigados de imediato a se absterem das proibições de ihram. Se continuar praticando as proibições de ihram depois da desculpa passar torna-se pecador e terá como consequência realizar a compensação e outras obrigações. Exemplo disso: Se o peregrino cobrir a cabeça enquanto está dormindo não será recriminado, quando acordar deve deixar a cabeça descoberta imediatamente. Se continuar cobrindo a cabeça sabendo que deve deixar descoberta, torna-se pecador e terá que arcar com a consequência desse acto.

Segunda: Praticar as proibições de ihram intencionalmente, mas com uma justificativa aceitável; deve cumprir a compensação mas não terá pecado;

Conforme Deus, O Altíssimo disse: “E não corteis os vossos cabelos até que a oferenda tenha alcançado o lugar destinado ao seu sacrifício. Quem de vós se encontrar enfermo, ou sofrer de alguma infecção na cabeça, e a raspar, redimir-se-á mediante o jejum, a caridade ou a oferenda.” (Al Bacara:196).

Terceira: Praticar as proibições de ihram intencionalmente sem uma justificativa aceitável; terá como consequência cumprir a compensação e comete pecado.

DIVISÃO DAS PROIBIÇÕES DO IHRAM EM CONSIDERAÇÃO A COMPENSAÇÃO (FIDIAH)

As proibições de ihram, considerando a compensação dividem-se em seguintes aspectos:

Primeiro: Aquele que não há obrigação de fidiah; como no caso de contrair matrimónio.

Segundo: Aquela que o fidiah é um camelo; no caso de manter relações sexuais durante o Hajj antes do tahallulawaal (primeira finalização do ihram).

Terceiro: Aquela que o fidiah é sua recompensa, ou aquilo que o substitui; no caso de matar um animal.

Quarto: Aquela que o fidiah consiste em cumprir o jejum ou caridade ou a oferenda, conforme foi esclarecido anteriormente sobre fidiah pela causa da infecção na cabeça, que leva a se rapar o cabelo. E os sábios incluíram o restante das proibições do ihram, excepto as três citadas acima.

 SEXTO CAPÍTULO: AS CARACTERÍSTICAS DO UM’RAH

O Um’rah é intencionar o ihram, efectuar o tawaf, percorrer entre Safaa e Al -arwah (saii), raspar o cabelo ou diminui-lo.

Quanto ao ihram trata-se da intenção da entrada no ritual e se envolver nele. A recomendação para aquele que quer realizar o Um’rah é de tomar banho completo (como o banho de janabah), usar o melhor perfume na cabeça e na barba com óleo de uud (aloés) ou outros, e não prejudica o ritual caso o perfume prevalecer depois de intencionar o ihram; como consta nos livros de Bukhari e Muslim, hadith de Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “Quando o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) intencionava o ihram usava o melhor perfume que ele encontrava e depois eu via o brilho de almíscar na cabeça e na barba dele, depois do ihram.

Ao intencionar o ihram, o banho é recomendável, tanto para os homens, assim como para as mulheres, mesmo se a mulher estiver no seu período menstrual, ou com hemorragia pós parto, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) ordenou Asmaa bint Umaiss quando deu a luz a Muhammad bin Abu Bakr no ZhulHulaifah na Peregrinação de despedida (Hijjatulwadaa’i) dizendo: Tome banho, estanque (o sangue) com um pano e veste o ihram.” (Narrado por Muslim); hadith de Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele). Depois de tomar banho e usar o perfume, veste o ihram, que é izaar e ridaa para os homens, a mulher veste a roupa que quiser desde que não se exponha com maquilhagem.

Depois as mulheres que não estão no período menstrual, ou com hemorragia pós parto, podem efectuar oração obrigatória se estiver no horário, caso não, reza dois rakates intencionando sunnah da ablução; quando terminarem de rezar devem intencionar o ihram dizendo: “LabbaikaUm’rahlabbaikaallahummalabbaika, labbaikalashariikalakalabbaika, innalhamdawanni’imatalakawalmulklashariikalaka”. (Aqui estou, atendi o Teu chamado para cumprir o Um’rah, aqui estou ó Allah, atendi ao Teu chamado; aqui estou, não tens sócio, ó Allah, aqui estou; certamente todo o louvor, toda a graça, a Ti pertencem, e também o reino; não tens sócio). Este é o talbiah do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), e talvez acrescentou: “Labbaikailaahilhaqqlabbaika”. (Aqui estou, atendi o Teu chamado, Divindade da verdade, aqui estou, atendi o Teu chamado).

O recomendável para os homens é pronunciar o talbiah em voz alta; como relata o hadith de Saa’ib bin Khallaad (Que Allah esteja satisfeito com ele) que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “O anjo Gabriel veio ter comigo e ordenou - me dizer aos meus companheiros que elevassem as vozes ao proferir o LailahaillaAllah e o talbiah”. (narrado pelos cinco imam’s). Porque ao elevar a voz mostra os símbolos de Allah e anuncia o tauhid (a unicidade de Allah). E a mulher não pode elevar a sua voz ao pronunciar o talbiah, bemcomo noutras invocações, pois o que se exige dela é a ocultação da sua voz.

O significado de “labbaikaallahummalabbaika” at: estou aqui ó Allah, respondendo a Tua chamada e Te obedecendo; pois Allah – O Altíssimo – chamou seus servos para o Hajj através de seus queridos Abrão e Muhammad (Que a paz e bênçãos estejam sobre eles): “E proclama a Peregrinação às pessoas; elas virão a ti a pé, e montando toda espécie de camelos, de todo longínquo lugar para testemunhar os seus benefícios”. (Al Hajj:27-28).

Se a pessoa que intenciona o ihram temer algo que impeça terminar o seu ritual, entre os quais, doença ou outros factores pode efectuar uma condição dizendo: “inhabassanihaabissunfamahallihaithuhabasstani”. (se algum obstáculo me prender, meu lugar (de finalização) será aquele onde me prendeste). Significa: Se algo me impedir de terminar a minha adoração dentre doença, ou atraso, ou outros obstáculos, é disso que intenciono meu ihram.

O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi ter com Dhiba’ah bint Zubair e disse: “Parece que queres fazer Hajj. Ela disse: Não me vejo senão um pouco adoentada. Ele disse: Realize o Hajj e efectue uma condição dizendo: ‘allahummahmahallihaithuhabasstani’, e disse: terás sobre o Teu Senhor aquilo que excepcionaste.” (Hadith autêntico). E para quem não teme nenhum obstáculo que impeça a completar o seu ritual, não precisa efectuar a condição; pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) intencionou o ihram e não efectuou nenhuma condição, e disse: “levem de mim (o bom exemplo) nos vossos rituais”. E ele não generalizou ao ordenar para que se efectuasse a condição, apenas ordenou a Dhiba’ah bint Zubair por ela ter uma doença e temer que ela não terminasse o seu ritual.

É necessário que o muhrim (pessoa no estado de ihram) faça mais talbiah porque são dizeres simbólicos do ritual, principalmente com a mudança das situações e dos tempos; exemplo: elevar em voz alta ou baixa-la, ao entrar a noite ou o dia, importar - se com as proibições ou actos ilícitos. Deve continuar proferindo o talbiah de Um’rah a partir do momento que intenciona o ihram até o momento de tawaf; e no Hajj a partir do momento que intenciona o ihram até no dia de Ide ao lançar as pedrinhas no jam’ratulaqabah.

Ao aproximar a cidade de Meca recomenda-se tomar banho se tiver facilidade para isso, pois o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) tomava banho ao entrar em Meca. Segundo Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) entrava na cidade de Meca através do caminho de Bat’haa’a e ao sair seguia o caminho da parte baixa, onde hoje se encontra o babualum’rah.” (Bukhari e Muslim). Se for fácil para o peregrino entrar por onde o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e sair por onde ele saiu, será melhor.

Ao chegar a Mesquita Sagrada de Meca adianta o pé direito ao entrar e diz: “Bismillahwasalatuwasalamalarassulullah; allahummaaghfirlidhunuubiwa aftahli abuaba rahmatika; audhu billah al adiim wa biwajihihil kariim wa bissultanihil qadiim mina shaitan rajiim”. (Em nome de Allah, que as bênçãos e a paz estejam sobre o Mensageiro de Allah; Ó Allah, perdoa - me os meus pecados e abre - me as portas da tua misericórdia; Protejo-me em Allah, o Poderosíssimo, em Sua Nobre Face, em Sua Autoridade Eterna contra o Satanás Malvado). Entra na mesquita concentrado com humildade reverenciando a grandeza de Allah – Exaltado seja – demonstrando com isso a Sua bênção de ter facilitado chegar na sua Casa Sagrada. Depois vai a Casa (Kaaba), direcciona - se a pedra preta (hajarulassuad) para iniciar o tawaf; não pode dizer: “nawaitu tawaf” (intenciono o tawah), pois nada consta através do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele); o lugar da intenção é no coração. Então, toca (o hajarulassuad) com a mão direita ou beija se for possível, faz isso reverenciando a grandeza de Allah – Exaltado seja – e seguindo o exemplo do Mensageiro de Allah - Exaltado seja; não crendo que a pedra beneficia ou prejudica; pois isso pertence a Allah – Exaltado seja. Segundo o emir docrentes Umar bin Al Khattab (Que Allah esteja satisfeito com ele) quando beijava o hajarulassuaddizia: “Eu sei que tu és uma pedra, não beneficias e nem prejudicas, se eu não visse o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) te beijando, não te beijaria”.(Narrado por Al Jama’ah).

Se não for possível beijar a pedra, toca com a mão e beija-a; no sahihBukhari e Muslim, no hadith de ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata - se que ele tocou na pedra com a sua mão depois beijou a mão, e disse: “Nunca abandonei desde que vi o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) fazendo.”

Se não for possível tocar nela com a mão não crie tumulto, porque isso pode incomodar a ele, bem como aos outros, e talvez aconteça prejuízos, perde-se a concentração, e sai da linha na qual foi prescrita o tawaf, que a devoção a Allah, e talvez aconteça ofensas, discussão e lutas; por isso basta apontar com a mão mesmo sendo de longe. No sahih Bukhari, hadith de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) realizou o tawaf montado sobre o camelo, cada vez que chegava no rukn apontava para o hajarulassuad. Noutra narração: Apontava - a com algo que ele tinha e dizia: “AllahuAkbar” (Allah é Maior).

Depois deve manter o seu lado esquerdo em direcção ao Kaaba, e quando chegar no ruknalyamaani (canto que antecede o canto da pedra preta) toque - o se for possível sem beija - lo, se não for possível, então não pode tumultuar. Não pode tocar a Kaaba, excepto o hajarulassuad e ruknalyamaani, porque foi um método do Abrão (Que a paz esteja sobre ele) e o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não tocaram senão esses dois cantos. O Imam Ahmad narrou de Mujahid, segundo ibn Abbass efectuou o tawaf no Kaaba com Muawiah, e Muawiah começou a tocar em todos os cantos, então ibn Abbass disse: Porque tocas nesses dois cantos se o Mensageiro de Allah não os tocava? Muawiah disse: Não há nada nesse Kaaba que pode se ignorar. Então, ibn Abbass disse: “Realmente, tendes no Mensageiro de Allah um excelente exemplo” (Al Ahzab:21). Muawiah disse: Falaste a verdade.

E entre o rukn al yamaani e hajarul assuad deve dizer: “Rabbana aatina fi dunya hassanatan wa fil akhirati hassanatan waqina azhaabin naar”. (Ó Nosso Senhor! Nos conceda o melhor nesta vida e o melhor na Derradeira Vida e nos proteja do castigo do Inferno). Cada vez que passar ao lado hajjarulassuad repete o que foi mencionado anteriormente, e nas restantes voltas diz o que quiser dentre invocação (zhikr), suplicas e leitura de Alcorão; pois a existência do tawaf no Kaaba, as voltas entre Safaa e AlMarwah, o apedrejamento no jamarat é para a invocação a Allah.

O recomendável para os homens nesse tawaf – a primeira coisa que podem fazer – em todas as voltas é deixar o ombro direito descoberto, pegando as duas pontas do ridaa passando de baixo das axilas e lançando sobre o ombro esquerdo e devem caminhar rápido com passos curtos (ram’l) nas primeiras três voltas.

O tawaf são ou é feito em sete voltas, começa no hajarulassuad e termina no mesmo, e não é valido o tawaf dentro do hijrIsmail; quando completar as sete voltas vai até no maqaamiIbrahim (santuário de Abrão) e recita: “Wattakhazhuu min maqaami ibrahima mussalah”. (Tomai o maqam de Abraão por oratório). (Al Bacara:125). Depois reza dois rakates atrás do maqaami, próximo dele se for possível; se não for possível, reza muito afastado dele; no primeiro rakat recita: “Qul yaa ayyuhal kafirun” (surat n˚ 109) depois do suratul Fatiha, e no segundo rakat depois de Al Fatiha recita: “Qul hua Allahu ahad” (surat n˚ 112).

Depois volta ao hajarul assuad para tocar nele se puder e, se não puder, aponta com a mão; depois sai para efectuar o saii (voltas entre os montes Safaa e Al Marwah) e ao subir no monte Safaa lê: “Inna Safaa wal Marwah min sha’airillah” (Certamente, Safaa e Marwah são dentre os rituais de Allah); não recita senão nesse lugar; depois de subir no Safaa e ver o Kaaba, direcciona - se a ele, levanta as mãos e louva a Allah suplicando o que quiser. Dentre as súplicas do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) neste lugar era: “La ilaha illallah wahdahu la shariika lahu, lahul mulk wa lahul hamdu wa hua ala kulli shai’in qadiir; la ilaha wahdahu, anjaza wa’adahu, wa nasra abdahu wa hazamal ahzaab wahdahu”. (Não há divindade real a não ser Allah, O Único, que não possui sócio. Sua é a soberania, e para Ele são os louvores, Ele tem o poder sobre todas as coisas, não há divindade real a não ser Allah. O Único, Allah cumpriu Sua promessa, deu a vitória a Seu servo, e derrotou sozinho as tribos); repetia isto três vezes e recitava entre os dois montes.

Depois desce da colina de Safaa em direção a colina de Marwah caminhando, ao chegar na zona com a luz verde, acelera o seu ritmo de caminhada, segundo a sua capacidade se for possível e sem se sentir mal até chegar na segunda luz verde, e volta a caminhar normalmente até chegar a colina de AlMarwah subindo-a e posteriormente direcciona-se ao Qibla, levanta as mãos e recita o que recitou no Safaa (excepto a versículo).

Depois desce da colina de Al Marwah e cumpre o caminho de volta, caminhando onde precisa caminhando e acelerando o ritmo de caminhada onde precisa acelerar até chegar no Safaa, sobe nele e direcciona-se ao Quibla, levanta as mãos e recita o que recitou anteriormente na primeira vez; nas restantes voltas diz o que quiser dentre invocação, leitura do Alcorão e súplicas. Subir sobre os montes Safaa e Marwah, acelerar o ritmo entre as duas marcas verdes, são recomendáveis e não obrigatórios.

Quando completar as sete voltas; de Safaa para Al Marwah, uma volta; e de Al Marwah para Safaa, outra volta; em seguida raspa o cabelo se for homem ou corta, e raspar é melhor excepto se a pessoa ter intencionado o Hajj tamattu’u e o se Hajj estiver próximo não dando tempo suficiente para aparecimento do cabelo, nesse caso cortar o cabelo é melhor. Relativamente orientação de raspar o cabelo no Hajj, o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) ordenou seus companheiros quando chegaram para o Hajj, no quarto dia de ZhulHijjah a fazerem o tahallul (primeira finalização do ihram) cortando o cabelo. Porém, a mulher deve cortar o cabelo em todas as situações e não pode raspar, apenas corta na parte mínima. Quanto ao raspar deve ser todo cabelo; conforme dito dO Altíssimo: “Uns com os cabelos raspados, outros com os cabelos cortados” (Al Fath:27). E também o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) raspou toda a sua cabeça, e disse: “Levem de mim os vossos rituais”. Contudo, o corte do cabelo deve ser em toda parte da cabeça. Com essas acções finaliza-se o Um’rah e fica completamente livre de todas as restrições.

RESUMO SOBRE AS ACÇÕES DO UM’RAH:

1-      O banho de acordo aos procedimentos do banho de janabah e o uso de perfume;

2-      Vestir a roupa de ihram, izaar e ridaa para o homem, e a mulher veste a roupa que ela quiser desde que seja permissível;

3-      Pronunciar o talbiah de forma contínua até a realização de tawaf;

4-      Efectuar o tawaf dando sete voltas começando da pedra preta (hajarulassuad) e terminando no mesmo lugar;

5-      Rezar dois rakates atrás do maqaami (santuário de Abrão);

6-      Percorrer entre Safaa e Al Marwah, sete voltas começando no Safaa e terminando no Al Marwah;

7-      Raspar ou cortar o cabelo no caso dos homens; e cortar a mínima parte no caso das mulheres;

 SÉTIMO CAPÍTULO: SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DO HAJJ

O ihram para Hajj:

Quando chega o horário de Ad-Duhá do dia de tarwiah, que é o oitavo dia de Zhul Hijjah, aquele que quer cumprir o Hajj entra no estado de ihram a partir da sua residência (em Meca), não é recomendável se dirigir a Mesquita Sagrada e nem outras mesquitas para intencionar o ihram, pois nada disso consta do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e nem de seus companheiros, pelo que saibamos.

No sahih Bukhari e Muslim, hadith de Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse para eles: “Mantenham-se livres das restrições (situação de tahallul) até o dia de tarwiah, então entrem no estado de ihram para Hajj...” E no sahih Muslim, segundo Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Quando estávamos no período de tahallul, o mensageiro de Allah (Que Allah esteja satisfeito com ele) ordenou-nos a entrar no estado de ihram ao nos dirigira Minaa, então ficamos no estado de ihram a partir de Al Abthahi”. Intencionaram o ihram a partir de Al Abthahi porque foi o local de hospedagem deles.

Durante o ihram (momento que faz a intenção) de Hajj deve praticar os mesmos actos do ihram de Um’rah, deve tomar banho, usar perfume, rezar dois rakates depois da ablução e depois intenciona o ihram de Hajj. As características de ihlal e talbiah para Hajj são iguais às de Um’rah, excepto no Hajj diz: “ Labbaika hajjan” ao invés de “Labbaika Um’rah”. E se temer que algo lhe impeça completar o seu ritual de Hajj, efectua uma condição que é: “meu lugar será aquele que me prendeste”; se não temer nada, não precisa efectuar a condição.

A SAÍDA PARA MINAA:

Sai para Minaa e neste lugar deve rezar as orações de Zuhr, Asr, Maghrib, Isha e Fajr abreviadas sem juntar, pois foi assim que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) fez. No sahih Muslim, segundo Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Quando chegou o dia de tarwiah (8 ZhulHijjah) se dirigiram a Minaa, entraram no estado de ihram para Hajj e o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) montou seu animal, e la rezou Zuhr, Asr, Maghrib, Isha e Fajr.” E no sahih Bukhari, hadith de Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) rezou dois rakates no Minna, bem como Abu Bakr, Umar e Uthman seguindo a sua liderança; e no Minaa ele (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não juntava orações entre Zuhr e Asr ou Maghrib e Isha; se fizesse isso seria mencionado, a semelhança do que está mencionado sobre a junção das orações no Arafah e no Muzdalifah.

Os residentes de Meca e outros abreviam as orações no Minaa, no Arafah e no Muzdalifah, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) rezava com as pessoas na Peregrinação de despedida (Hijjatulwadaa’i), nesses locais sagrados e entre eles, os moradores de Meca, e não os ordenou a completar (os restantes rakates). Se fosse obrigatório para eles rezarem a oração completa, eles os ordenaria, bem como ordenou no ano da conquista (aamilfat’h), quando disse para eles (residentes de Meca): “Completem (as orações) ó residentes de Meca, pois nós somos viajantes.”

A PARAGEM NO ARAFAH:

Após o sol nascer no dia 9 de Zhul Hijjah desloca-se de Minaa para Arafah e permanece no Namirah até a hora do zawal se for possível, se não for possível, não importa pois a permanência no Namirah é recomendável e não é uma obrigação. Quando o sol declinar reza a oração de Zuhr e Asr dois rakates a cada uma delas, juntando as duas antecipadamente (jam’utaqdiim), como o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) fez. No sahih Muslim, hadith de Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que o Mensageiro de Allah ordenou para que montassem uma tenda para ele no Namirah, então deslocou-se até chegar a Arafah, encontrou uma outra tenda montada para ele no Namirah (no limite de Arafah) permaneceu lá até quando sol se declinou, mandou montar algo no seu camelo para ele sentar, foi no meio do vale (Uranah) e fez o sermão para as pessoas, depois fez azhan, depois o iqamat e rezou o Zuhr, depois fez outro iqamat e rezou Asr, e não rezou nada no intervalo entre as duas orações, depois montou seu camelo até o lugar da paragem e colocou a barriga do seu camelo direcionada ao deserto, colocou o caminho dos pedestrianos a sua frente e direccionou-se ao Quibla, permaneceu neste local até o pôr-do-sol (hadith).

A abreviação e a junção das orações reservam-se apenas para os residentes de Meca e outros. A junção antecipada das orações é para que as pessoas fiquem livres para suplicar, para se reunirem com o imam deles, depois se dispersarem para suas residências. O recomendável para o peregrino é se ocupar nas últimas horas do dia de Arafah fazendo súplicas, invocando a Allah, e na leitura do Alcorão; tem que se apegar com as recordações e súplicas que constam através do profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) porque são mais completas e benéficas. Portanto, deve dizer: “Allahumma lakal hamdu kallazhi naquul wa khairan mimmaa naquul; allahumma laka salaatii wa nussukii wa mahyaay wa mamatii ma ilaika rabi ma’abii wa laka rabi turathii; allahumma inni auzhu bika min azhabil qabr wa wasswassatu sadr wa shattaanil amr; allahumma inni auzhu bika min charri ma taji’i bihi rihi; allahumma innaka tasma’a kalaami, wa tara makaanii, wa ta’lam sirrii wa alaaniyyatii, la yakhfa alaika shai’in min am’rii, ana al ba’issul faqiir, al mustaguiithu al mustajiir al wajl al mushfiq al maqarru al um’utarif bizhunuubi, ass-aluka mas’alata al miskiin, wa abtahl ilaika ibtihaal al mudhnib dhaliil wa adiuuka dua’a man khadh’at laka raqabatahu wa faadhat laka ainaahu, wa zhalla laka jassadahu, wa ragma laka anfihi; allahumma la taj’alnii bidua’ika rabi shaqiyyaa, wa kun bii ru’ufan rahiman ya khairul mas’uliin wa ya khairul um’utiin; allahumma ij’alii fi qalbi nuuran, wa fi sam’ii nuuran, wa fi baswari nuuran; allahumma ashrih li sadri wa yassir li am’ri; allahumma inni auzhu bika min charri ma yaliju fil lail, wa charri ma yaliju fin nahaar, wa charri ma tahabu bihi rayaahi, wa charri biwaa’iq dahr. Allahumma rabbana aatina fi dunya hassanatan wa fil akhirati hassanatan wa qinaa azhaaban naar. Allahumma inni zhalam’tu nafsii faghfirli innaka anta al gafuru rahiim; Allahumma inni auzhu bika min juhdil bala’a, wa min dark shaqaa’u, wa min suu’il qadhaa’i, wa min shimaatatu al-a’ada’i. Allahumma inni auzhu bika minal hammi wal huzni, wal ajzi, wal kassal, wal jubni, wal bukhl, wa dhul’i diin, wa galabatu rijaal, wa auzhu bika an arudda ila arzhuli al um’ﷺ‬, wa auzhu bika min fitnatu dunya. Allahumma inni auzhu bika minal ma’athmi wal mag’ram, wa min charri fitnatul guinaa, wa auzhu bika min fitnatul faqr. Allahumma aghssil anni khatayay bima’i thalj wal bard, wa naqqi qalbi minal khataaya kama naqqaita thaubul abiadhu mia danass, wa baaid baini wa baina khatayay kama ba’atta bainal mashriq wal maghrib”. (Ó Allah! Seus são os louvores como aquelas que dissemos e o melhor que dissemos; ó Allah! A Ti pertence a minha oração, a minha devoção, a minha vida e minha morte, e para Ti Senhor pertencem meus recursos e para Ti pertence os meus bens; ó Allah! Eu protejo-me em Ti do castigo do túmulo e das insinuações no coração e nos diversos assuntos; ó Allah! Eu protejo-me em Ti do mal que o vento traz; ó Allah! Tu escutas minhas palavras, e vês o meu lugar, e sabes do meu segredo e o que público, nada se oculta de Ti sobre mim, eu sou o desventurado, o pobre, o pedinte de socorro, o pedinte de refúgio, o apreensivo, o confessor, o reconhecedor de meus pecados, eu peço-Te como sendo necessitado, eu rogo a Ti o rogo do servo pecador, suplico a Ti a suplica de quem se submeteu a Ti para o seu resgate e derramou para Ti as lágrimas, rebaixou em Ti o seu corpo e por Ti foi persistente; ó Allah! Não me torne com a súplica em Ti, um miserável, seja para mim um Clemente Misericordioso, ó melhor dos responsáveis, ó melhor dos concessores! Ó Allah! Coloque em meu coração luz, em meus ouvidos luz e nos meus olhos luz; ó Allah! Dilata-me o peito e facilita-me a missão; ó Allah! Eu protejo-me em Ti contra o mal que penetra na noite e o mal que penetra de dia, o mal do sopro dos ventos e o mal das calamidades do universo. Ó Allah! Ó Senhor nosso! Garanta-nos o melhor nesta vida e o melhor na outra vida, e protege-nos da punição do fogo. Ó Allah! Por certo, fui injusto comigo mesmo, então perdoa-me. Por certo, Tu és o Perdoador, o Misericordiador; ó Allah! Eu protejo-me em Ti contra a dor do castigo, a miséria contínua, do mau julgamento e da vangloria dos inimigos. Ó Allah! Eu busco protecção em Ti da ansiedade e da tristeza, da fraqueza, da preguiça, da avareza, e da covardia de estar tomado pelas dívidas, ou ser manipulado pelos homens; e busco protecção em Ti em retornar a uma vida miserável e protejo-me em Ti das tentações da Vida Mundana. Ó Allah! Eu protejo-me em Ti do pecado e da dívida, e das maldosas tentações da riqueza e protejo-me de Ti das tribulações da pobreza. Ó Allah! Lava-me de meus pecados com água de granizo e neve, purifique meu coração dos pecados é purificada a roupa branca da sujidade e distancie-me de meus pecados, bem como Tu distanciaste o nascente do poente”.

A súplica do dia de Arafah é a melhor. O profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “A melhor súplica é a do dia de Arafah, e a melhor que eu supliquei, bem como os profetas antes de mim foi: La ilaha illa Allah wahdahu laa shariika lahu, lahul mulk wa lahul hamdu wa hua alaa kulli shai’in qadiir”. (Não há divindade digna de ser adorada, excepto Allah, O Único, que não possui parceiros. Sua é a soberania, e para Ele são os louvores, Ele tem o poder sobre todas as coisas). Se não memorizou as suplicas que constam através do Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) suplica daquilo que sabe dentre as súplicas permitidas. Se sentir cansaço e querer relaxar conversando com seus companheiros assuntos benéficos, ensinamento do Alcorão, ler algo nos livros benéficos, principalmente o livro relativo a generosidade de Allah, o Seu amplo dom, para que fortifique o desejo daquele dia, será bom; depois volta a fazer súplicas e a imploração a Allah e empenha-se nas súplicas para aproveitar os últimos momentos do dia.

No momento das súplicas é necessário que se dirija ao Quibla, mesmo  que as montanha estejam a sua atrás ou seu lado direito ou esquerdo, pois o recomendável é direccionar-se ao Quibla e levantar as mãos, mesmo que algo impeça levantar uma das mãos; conforme relata Ussamah bin Zaid (Que Allah esteja satisfeito com ele): “Eu estava na companhia do profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) no Arafah, ele levantou as mãos suplicando, então fatigou seu camelo e caiu a sua focinheira, ele pegou-a com uma das mãos enquanto mantinha a outra mão levantada”. (Narrado por An Nassai). E tem que demonstrar carência e necessidade a Allah – Exaltado seja, deve persistir nas súplicas, não pode achar demora da resposta, nem ser transgressor nas súplicas como a exigência de bens permitidos no shariah, ou bens possíveis e suficientes; Allah – O Altíssimo – diz: “Invocai vosso Senhor humilde e secretamente, porque Ele não ama os transgressores.” (Al Araf:55). Deve se abster de consumir o ilícito porque é um dos maiores aspectos que impede a resposta das súplicas; 

No sahih Muslim, hadith de Abu Huraira relata que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Por certo, Allah é belo e não aceita, senão aquilo que é belo...” E nele completou citando o homem que estava na longa viagem com a sua roupa esfarrapada, empoeirado levanta suas mãos para o céu, ó Senhor ó Senhor, enquanto sua comida era ilícita, sua bebida era ilícita, sua roupa era ilícita e se sustenta do ilícito, como seria atendida sua súplica dessa maneira. No entanto, o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) afastou a possibilidade de ser atendida a súplica para aquele que se sustenta do ilícito e veste-se a partir do ganho ilícito, mesmo havendo vários motivos a seu favor para a aceitação, isso porque se sustenta do ilícito.

Se for possível permanecer onde o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) esteve será melhor, se não for, permanece onde for possível desde que seja no espaço do Arafah. Segundo Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Sacrifiquei (animal) aqui e toda área de Mina é local de sacrifício, como também permaneci aqui e toda área de Arafah é permanência e permanência aqui Jam’u – Muzdalifah – e toda área é permanência (nocturna). (Narrado por Ahmad e Muslim).

O dever do peregrino que está no Arafah é certificar os seus limites, foram armadas sinalizações e verá ao procura-las, pois muitos peregrinos negligenciam isso e permanecem fora do limite de Arafah por ignorância deles e imitando ao outros, esses que permanecem fora do limite de Arafah não terão feito o Hajj, pois o Hajj é permanecer na área do Arafah; conforme Abdurahman bin Ya’mar relatou: “Que pessoas dentre moradores de Najd foram ter com o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) quando ele estava no Arafah e perguntaram (sobre Arafah), então ordenou um pregoeiro que anunciava: o Hajj é (a permanência no) Arafah, aquele que vier na noite de Jam’u (Muzdalifah) antes da entrada da alvorada, já alcançou (o Arafah), os dias de Minaa são três, aquele que antecipar a saída depois de dois dias, não há culpa nenhuma sobre ele, e quem retirar-se atrasado (no terceiro dia), não há pecado algum, acompanhou um homem anunciando.” (Narrado por cinco imamos). Por isso deve-se evitar isso, procurando as sinalizações do limite do Arafah até a pessoa certificar que está dentro do seu limite.

Aquele que estiver no Arafah durante o dia deve permanecer até ao pôr-do-sol, pois o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) permaneceu até ao pôr-do-sol, e disse: “Que levem de mim (um bom exemplo) nos vossos rituais”. E a saída antes do pôr-do-sol é acção do tempo da ignorância, que o Islã veio contrariar esta prática.

Estende-se a permanência no Arafah até o aparecimento da aurora no dia de Ide; conforme o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Aquele que vier na noite de Jam’u (quando os peregrinos estão no Muzdalifah) antes do aparecimento da aurora, já alcançou (a permanência no Arafah), se a aurora aparecer no dia de Ide antes do peregrino estar no Arafah, então perde o Hajj, se tiver efectuado a condição no inicio do ihram“fa’in habasstani haabiss famahalli haithu habasstani”, faz tahallul do seu ihram e nada de errado contra ele; se não tiver efectuado a condição faz o tahallul de Um’rah, vai ao Kaaba realizar o tawaf, depois percorre entre Safaa e Al Marwah e raspa o cabelo, se tiver animal para sacrifício (hadii) deve sacrificar; e no ano seguinte deve repor o Hajj que perdeu, oferece o animal de sacrifício, se não tiver o animal, jejua dez dias: três dias no Hajj e sete dias quando voltar ao local de origem; como Malik relatou no livro “Al Muwatta’a” que Umar bin Al Khattab (Que Allah esteja satisfeito com ele) ordenou Abu Ayyub e Hibaar bin Al Assuad quando perderam o Hajj, e apareceram no dia de sacrifício (yaumi nahr) que fizessem um Um’rah e assim livrar-se do ihram, e que no ano seguinte voltassem para realizar o Hajj e que oferecessem animal de sacrifício, e quem não tivesse, devia jejuar três dias no Hajj e sete dias quando voltar ao seu povoado.”

A PERNOITADA NO MUZDALIFAH:

Após o pôr-do-sol o peregrino que esteve no Arafah avança para Muzdalifah, e lá reza as orações de Maghrib e Isha, o Maghrib três rakates e o Isha dois rakates. No sahih Bukhari e Muslim segundo Ussamah bin Zaid (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) saiu de Arafah e ao longo do caminho desceu, atendeu necessidade menor, fez ablução mas não da melhor forma, e eu disse: ó mensageiro de Allah! A oração (Salat)! Ele disse: A oração será lá a frente, quando chegou no Muzdalifah fez ablução da melhor maneira, fez-se o iqamat e rezou a oração de Maghrib com as pessoas, depois cada pessoa fez agachar seu camelo no seu alojamento, finalmente fez-se o iqamat da oração de Isha e rezaram.

O recomendável para o peregrino é não rezar a oração de Maghrib e Isha, excepto no Muzdalifah, seguindo o exemplo do Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele). Mas quando temer passar o horário de Isha pela meia noite, deve rezar em qualquer lugar antes que perca o horário(da oração).

O peregrino pernoita no Muzdalifah sem despertar de noite para efectuar alguma oração nem outra adoração, pois o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não fez isso. No sahih Bukhari, hadith de ibn Umar (Que A llah esteja satisfeito com ele) disse: “O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) juntou entre as orações de Maghrib e Isha no Jam’u (Muzdalifah) e não fez nenhum tasbih (invocação) no intervalo entre as duas orações e nem depois de cada uma delas.” E no sahih Muslim, hadith de Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) chegou no Muzdalifah e rezou Maghrib e Isha com único azhan e dois iqamates e não fez nenhum tasbih entre as duas orações, depois deitou-se até o aparecimento da aurora.

Os fracos dentre os homens e mulheres são permitidos a deixar Muzdalifah nas últimas horas da noite. No sahih Muslim, segundo ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) me mandou sair de Jam’u a de noite por fadiga.” E no sahih Bukhari e Muslim, hadith de ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele e seu pai) relata que ele mandava os fracos dentre os seus familiares a permanecerem na área sagrada de Muzdalifah de noite, invocarem a Allah, o mais provável para eles depois que se retirassem, dentre eles há quem ia a Minaa rezar a oração de Fajr e outros iam depois de da oração de Fajr; e quando chegassem a Mina faziam o apedrejamento no jam’rah, e ibn Umar dizia: “O Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) permitiu para aqueles.”

Ao passo que aquele que não é fraco e nem acompanhante de algum fraco, deve permanecer no Muzdalifah até observar a oração de Fajr, seguindo o exemplo do Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele). E no sahih Muslim segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “Na noite de Muzdalifah a Saudah pediu permissão ao Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) para que avançasse (a Minaa) antes dele e antes do tumulto das pessoas, e ela era uma mulher corpulenta e lenta, então o Profeta deu permissão a ela, e asseguramos até ao amanhecer e avançamos com a multidão dele (profeta), e se eu pedisse permissão ao Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) como a Saudah pediu e avançar (a Minaa) com a permissão dele seria melhor para mim do que a alegria dele”. E noutra narração ela disse: “Gostaria de pedir permissão ao Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), bem como a Saudah pediu”.

Após rezar a oração de Fajr o peregrino permanece no monumento sagrado (mash’arAlharam), direcciona-se a Quibla e diz “La ilaha illa Allah” “Allahu Akbar” e suplica o que quer até o céu clarear muito; se não puder ir para ao monumento sagrado, suplica no local que esta alojado.

O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Permaneci aqui e todo o Jam’u (Muzdalifah) é local de permanência”.

O DESLOCAMENTO PARA MINAA E A PERMANÊNCIA NO LOCAL:

Os peregrinos que pernoitaram no Muzdalifah deslocam-se para Minaa antes de o nascer do sol quando terminam de suplicar e invocar (a Allah); ao chegar em Minaa realizam o seguinte:

  1. Apedrejamento no jam’ratulaqabah que é o pilar maior que se situa mais para quem vem de Meca onde termina a área de Minaa, o peregrino apanha sete pedrinhas e em igual número de pedras para arremessar, pouco maiores que o grão-de-bico, depois começa a apedrejar o jam’rah, arremessando uma por uma para dentro do anel que rodeia o pilar se for possível, tem que ficar numa posição em que o Kaaba fica no seu lado esquerdo e o Minaa no lado direito; conforme ibn Mass’ud (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou “Que chegou no jam’ratul kubraa e ficou numa posição em que a Casa (Kaaba) estava no seu lado esquerdo e o Minaa no seu lado direito, e disse: assim apedrejou aquele (Profeta Muhammad) que foi revelado para ele o suratAlBacara.” (Bukhari e Muslim). Deve pronunciar o takbir por cada pedrinha que for a lançar dizendo “Allahu Akbar” (Allah é o Maior); não é permitido arremessar pedras grandes, meias de couro (khifaf) ou chinelos e outros objectos. Apedreja humildemente, reverenciando e enaltecendo a Allah – Exaltado seja; e não faça como a maioria dos ignorantes que gritam, tumultuam, vaiam e insultam, pois o apedrejamento é um símbolo de Allah: “Quem enaltecer os símbolos de Deus, saiba que tal (enaltecimento) partirá de quem possuir piedade no coração.” (Al Hajj:32). E no hadith segundo o Profeta (Que a paz bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “A existência do tawaf no Kaaba e as voltas no Safaa e Al Marwah é para que se invoque a Allah.” Não pode se deslocar para o apedrejamento usando violência e força, incomodando seus irmãos muçulmanos ou prejudicando-os.
  2. Depois do apedrejamento (ramil jam’rah) sacrifica o animal caso tiver ou compra para sacrificar; já foi esclarecido anteriormente o tipo de animal que deve ser sacrificado, as características, o lugar e o período que deve ser sacrificado e como deve ser sacrificado, pode observar.
  3. Após sacrificar o animal raspa o cabelo ou corta se for homem, o melhor é raspar, pois no versículo Allah fala primeiro sobre os que raspam “Uns com os cabelos raspados, outros com os cabelos cortados.” (Al Fat’h:27). E também o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) fez o mesmo; segundo Anass bin Malik (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que “o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) chegou a Minaa, foi a jam’rah realizar o apedrejamento, depois foi ao seu alojamento em Minaa sacrificar o animal, depois disse ao barbeiro: pegue (mostrando o lado direito para raspar o cabelo e depois o esquerdo) e depois começou a dar seu cabelo as pessoas.” (Narrado por Muslim).

O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele) suplicou pela misericórdia e perdão três vezes para os peregrinos que raspam o cabelo e uma vez para aqueles que cortam; porque raspar o cabelo afecta mais a grandeza de Allah, portanto o melhor é tirar todo cabelo em nome d’Ele. Ao raspar ou cortar o cabelo deve abranger toda a cabeça; como O Altíssimo diz: “Uns com os cabelos raspados, outros com os cabelos cortados.” (Al Fat’h:27). Isso porque rapar uma parte da cabeça deixando uma parte é proibido na shariah; como consta no sahih Bukhari e Muslim, através de Naafi’i, segundo ibn Umar relatou que “o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) proibiu o al qaza’ã. Foi perguntado Naafi’i: O que é al qaza’ã? Respondeu: Rapar uma parte da cabeça do rapaz e deixar a outra”. Portanto, se al qaza’ã é proibido, não é certo que seja uma aproximação a Allah. E o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) raspou todo cabelo por devoção a Allah – Exaltado seja – e disse: “Que levem de mim (o bom exemplo) nos vossos rituais.” A mulher deve cortar apenas a parte mínima de seus cabelos. Se cumprir o que foi mencionado anteriormente fica livre de todas restrições excepto as relações sexuais. Portanto, é permitida usar o perfume, vestir a roupa comum, raspar os pelos, cortar as unhas e outras proibições do ihram, excepto as relações sexuais. O recomendável é usar perfume para esse tahallul (finalização de ihram); como Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela): “Eu aplicava perfume o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) para o seu ihram antes de intencionar o ihram e quando finalizava o seu ihram (tahallul) antes de efectuar o tawaf na Casa (Kaaba).

A finalização do ihram não é necessária que aconteça cumprindo todos esses actos, pois se realizar o apedrejamento, raspar ou cortar o cabelo, fica livre de todas as restrições dentre as proibições do ihram, excepto as relações sexuais.

  1. O tawaf na Casa; o denominado tawafziarah ou ifadhah; conforme Deus, O Altíssimo diz: “Que cumpram os seus votos e que circundem a antiga Casa.” (Al Hajj:29. E no sahih Muslim, segundo Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) ao caracterizar o Hajj do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Depois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) montou seu animal e efectuou o tawafal ifadhah na Casa (Kaaba) e rezou em Meca a oração de Zuhr.” E segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “Realizamos o Hajj com o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e efectuamos o tawaf al ifadhah no dia do sacrifício (yaumin nahr).” (Bukhari e Muslim).

Se tiver intencionado o Hajjtamattu’u deve efectuar o saii (percorrer entre Safaa e Al Marwah) depois do tawaf, porque o primeiro saii foi de Um’rah, então deve efectuar outro saii de Hajj. No sahih Bukhari e Muslim, segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “Aqueles que tinham intencionado o Um’rah efectuaram o tawaf na Casa e percorreram entre Safaa e Al Marwah, depois finalizaram o estado de ihram (tahallul), voltaram a efectuar outro tawaf de Hajj quando voltaram de Minaa, e aqueles que juntaram o Hajj e Um’rah efectuaram um único tawaf. E no sahih Muslim, segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “Allah não complementa o Hajj nem o Um’rah da pessoa que não percorreu entre Safaa e Al Marwah.” E Bukhari citou detalhadamente; no sahih Bukhari, segundo ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Depois o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) ordenou-nos a intencionar o ihram de Hajj no dia de tarwiah (8 de ZhulHijjah), quando terminamos os rituais viemos (a Meca) e efectuamos o tawaf e percorremos entre Safaa e AlMarwah, e completou-se o nosso Hajj e devíamos sacrificar animais.” Bukhari citou no: Capitulo sobre aquele que não reside próximo ao recinto da Mesquita.

O peregrino que tinha optado por Hajjifrad ou qiran, se ele tinha efectuado o saii (percorrido entre Safaa e AlMarwah) depois do tawafal-qudum (tawaf de chegada), não deve repetir a efectuar o saii; conforme o relato de Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele): “O profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e seus companheiros não percorreram entre Safaa e Al Marwah, excepto uma vez, a primeira percorrida (ao chegar em Meca para Hajj).” (Narrado por Muslim). E caso não tiver percorrido entre Safaa e AlMarwah na chegada a Meca, é obrigado a percorrer, pois o Hajj não será completo sem o saii, como foi mencionado anteriormente no hadith de Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela).

Se efectuar tawafal-ifadhah e depois dos rituais e efectuar o saii, ou caso tenha feito o saii antes dos rituais, se o peregrino tinha optado por ifrad ou qiran estará na segunda finalização de ihram (tahallulthani), e estará livre de todas as restrições.

No sahih Bukhari e Muslim, segundo ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) ao caracterizar o Hajj do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Ele sacrificou seu animal no dia do sacrifico (yaumi nahr), efectuou o tawaf al-ifadhah na Casa (Kaaba), depois ficou livre de todas as coisas que eram proibidas no estado de ihram.” E o melhor é cumprir essas acções no dia de Ide na ordem seguinte:

1º Apedrejamento no jam’ratul aqabah;

2º Sacrificar animal;

3º Raspar ou cortar o cabelo;

4º Efectuar o tawaf e o saii, caso o peregrino tenha optado pelo Hajjtamattu’u, ou aquele que optou por Hajjifrad ou qiran e não tinha efectuado o saii depois do tawafal-qudum (tawaf de chegada).

Aquela foi a ordem feita pelo Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), pois organizou naquela ordem e disse: “Que levem de mim (o bom exemplos) nos vossos rituais.” Se adiantar umas acções em relação a outra não há nada de errado; como relata ibn Abbas (Que Allah esteja satisfeito com ele) que disse: “O profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi consultado sobre sacrificar animal, raspar o cabelo, o apedrejamento, adiantar ou atrasar (uma acção), ele disse: Não há nada de errado. (Bukhari e Muslim). E no sahih Bukhari, segundo ibn Abbass disse: “O profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) era questionado no dia do sacrifício (yaumi nahr) no Minaa e respondia: Não há nada de errado; um homem perguntou dizendo: Raspei o cabelo antes de sacrificar o animal. Ele disse: Sacrifique e não há nenhuma culpa sobr si. E o homem disse: Apedrejei depois que entardeceu. Ele disse: Não há nenhuma culpa sobre si.” E no sahih Muslim, hadith de Abdullah bin Amr (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi perguntado sobre raspar o cabelo antes de efectuar o apedrejamento, sobre sacrificar animal antes de efectuar o apedrejamento e sobre efectuar tawaf al-ifadhah antes do apedrejamento; ele disse: apedreje e não há nada de errado. Ele (Abdullah) disse: Naquele dia não vi (o Profeta) a ser questionado algo a não ser que respondia dizendo: Façam e não há nada de errado.”

Se não puder efectuar o tawaf no dia de Ide, permite-se atrasar para outros dias; e a prioridade é de não ser deixado até após ayyami tashriq (depois do dia 13 de Zhul Hijjah), excepto por algum motivo, como doença, período menstrual e hemorragia pós parto.

O RETORNO À MINAA PARA PERNOITAR E O APEDREJAMENTO NO JAMARAAT:

O peregrino retorna à Minaa no dia de Ide após efectuar o tawaf e percorrer entre Safaa e Al Marwah, permanece lá o resto do dia e os três dias e após o Ide (ayyami tashriq). Deve pernoitar no Minaa nas noites de 11, 12 e 13 de Zhul Hijjah, caso permaneça até o ultimo dia, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) pernoitou lá e disse: “Que levem de mim (o bom exemplo) nos vossos rituais.” É permitido não pernoitar por uma razão relacionada ao interesse do peregrino, ou dos peregrinos; como consta no sahih Bukhari e Muslim, hadith de Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que Al-Abbass bin Abdul Muttalib (Que Allah esteja satisfeito com ele) pediu permissão ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) para que pernoitasse em Meca nas noites que devia permanecer em Minaa, por causa dos bebedouros que ele possuía e servia água aos peregrinos, e foi dada a permissão. Segundo Aassim bin Adiyyi relatou que o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) deu permissão aos pastores de camelos para que pernoitasse fora de Minaa. (Narrado por cinco imamos e certificou Tirmizi).

Durante esses três dias deve efectuar o apedrejamento depois de zawal, a cada dia apedreja nos três jamaraates (pilares), e em cada jamaarat sete pedrinhas, uma atrás da outra, pronunciando o takbir a cada arremesso. Apedreja o primeiro jam’rah que segue a frente da mesquita Khaif, depois vai em frente facilitando o espaço, permanece em pé direccionado ao Quibla, suplicando por longo tempo com as mãos levantadas. Depois vai apedrejar o jam’ratulwussta, ao terminar posiciona-se a esquerda facilitando o espaço, permanece em pé direccionado ao Quibla suplicando por longo tempo com as mãos levantadas. E depois apedreja no jam’ratulaqabah e sai sem permanecer diante dele. Foi assim que Bukhari narrou através de ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) que disse: que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) fazia da mesma maneira. Se não puder permanecer longo tempo entre os jamaraates, fica de acordo com a possibilidade para reviver este sunnah que muitos abandonaram por ignorância ou por negligência, não se pode abandonar essa permanecia, pois perderá a recompensa do sunnah; porque quanto mais se perde o sunnah, a sua execução certifica mais os méritos que se adquirem e há expansão da sunnah entre as pessoas.

O apedrejamento nesses dias – ayyami tashriq – não é permitido, excepto depois do zawal, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não apedrejou, senão depois do zawal; e ele disse: “Que levem de mim (o bom exemplo) nos vossos rituais.”

Segundo Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) efectuou o apedrejamento no jam’rah no horário de ad-duha no dia de Ide, e depois os outros dias, após o zawal.” (Narrado por Muslim). E assim é que faziam os companheiros do Profeta, que Allah esteja satisfeito com eles.

No sahih Bukhari relata que Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) foi questionado: Quando é que posso efectuar o apedrejamento no jamaraat: Respondeu: Esperávamos a hora certa, e quando chegava a hora do zawal íamos apedrejar.

Se efectuar o apedrejamento no dia 12 de ZhulHijjah termina a obrigação do Hajj, então se o peregrino quiser pode optar em permanecer em Minaa até o dia 13 de ZhulHijjah e efectuar o apedrejamento no jamaraat após o zawal, ou optar por antecipar a saída de lá; conforme o dito dO Altíssimo: “Mas, quem se apressar em deixar o local após dois dias, não será recriminado; tão-pouco pecará aquele que se atrasar, se for temente a Allah.” (Al Bacara:203). E sair atrasado é melhor pois, o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) fez, e há mais acções por pernoitar até o décimo terceiro dia e ter efectuado o apedrejamento no mesmo dia.

Contudo, se o sol se pôr no dia 12 de ZhulHijjah, antes do peregrino deixar Minaa, nesse caso não pode antecipar a saída, pois Allah – O Altíssimo – diz: “Mas, quem se apressar em deixar o local após dois dias.” (Al Bacara:203). A saída antecipada está limitada a dois dias, então se passam os dois dias, termina o horário de antecipação, sabe-se que o dia termina após o pôr-do-sol.

No livro “Al-Muwatta”, segundo Naaf’i relatou que Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) dizia para o peregrino que permanecia em Minaa até ao pôr-do-sol do dia 12 de ZhulHijjah (no meio de ayyami tashriq), não saia até efectuar o apedrejamento amanhã. Mas se o atraso até o pôr-do-sol não for por opção própria, como por exemplo: atrasar de sair por causa do movimento dos auto-carros, etc , nesse caso pode seguir e não há nenhuma culpa sobre ele, mesmo que o sol se ponha antes de deixar Minaa.

APEDREJAMENTO EM SUBSTITUIÇÃO DE OUTREM:

O apedrejamento no jamaraat é um ritual dentre os rituais de Hajj e uma parte deles, por isso o peregrino é obrigado a cumprir pessoalmente se puder, no caminho de Allah, seja Hajj obrigatório ou facultativo; como Deus, O Altíssimo diz: “E cumpri a Peregrinação e a Um’rah, a serviço de Allah.” (Al Bacara:196). Portanto, quando a pessoa entra nos rituais de Hajj e Um’rah é obrigado a completa-los, mesmo que seja facultativo. Não é permitido ao peregrino nomear alguém para efectuar o apedrejamento em seu lugar, excepto se tiver dificuldade de efectuar pessoalmente por causa de doença, velhice ou ser menor de idade; nesse caso nomeia alguém a quem ele confia sobre seu conhecimento e religiosidade para apedrejar em seu lugar, mesmo que o incapaz apanhe as pedrinhas e dá ao substituinte, ou o substituinte apanha e efectua o apedrejamento em nome do outro.

O modo de efectuar o apedrejamento em nome do outro é: o substituto deve começar apedrejar para si próprio sete pedrinhas, depois apedreja em nome do incapaz e deve fazer o mesmo com intenção ou com intenção e dizeres.

Não há problema em apedrejar para ele e para o incapaz no mesmo lugar, não é necessário apedrejar nos três jamarates para si, e depois voltar para fazer a mesma coisa para o incapaz; pois não nenhuma evidência que obriga isso.

TAWAF AL-WADAA’I (TAWAF DE DESPEDIDA):

Depois do peregrino terminar todas as acções do Hajj edepois de ter saído de Minaa, pretendendo viajar para o seu pais, ele não pode deixar Meca, até efectuar sete voltas no Kaaba, tawafal-wadaa’i, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) efectuou e disse: “Que levem de mim (o bom exemplo) nos vossos rituais” Esse tawaf deve ser a última coisa que a ser feita em Meca; como consta o relato de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) que as pessoas saíam para qualquer lado e o mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Nenhum de vós poderá ir-se embora (de Meca) até que seja seu último compromisso a Casa (Kaaba).” (Narrado por Muslim).

Depois do tawaf de despedida não é permitido permanecer em Meca e realizar outra coisa, excepto aquilo que está relacionado com as bagagens e necessidades da viagem; como a preparação para a viagem, a espera de um companheiro, ou a espera do carro, caso o condutor tenha marcado um determinado horário, mas acabou se atrasando e as demais razões. Se permanecer sem as razões mencionadas é obrigado a repetir o tawaf para que seja o último compromisso a Casa (Kaaba).

Não há obrigação de tawaf al-wadaa’i para a mulher que esteja no período menstrual, ou com hemorragia pós parto; como Ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou no hadith: “As pessoas foram ordenadas para que o último compromisso deles seja na Casa (Kaaba), somente foi amenizado sobre a mulher menstruada.” (Bukhari e Muslim). E no sahih Muslim, segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “A Safiyyah bin Huyayyi menstruou depois de tawafal-ifadhah. Então, eu falei sobre a sua menstruação ao mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele). Ele disse: Ela vai nos impedir (de seguir com a viagem)? Ela disse: Ó mensageiro de Allah, ela já tinha efectuado o tawafal-ifadhah no Kaaba e depois menstruou. O profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: Então ela pode partir (seguindo a sua viagem connosco) A mulher com hemorragia pôs parto segue a mesma regra da mulher menstruada porque o tawaf não é valido nessa situação.

AS ACÇÕES DE HAJJ EM GERAL

Acções do primeiro dia, que é o dia 08 de ZhulHijjah:

  1. Intencionar o Hajj na sua residência, tomar banho, usar perfume, vestir a roupa de ihram e dizer: “Labbaika hajjan, labbaika allahumma labbaika, labbaika laa shariika laka labbaika, innal hamda wan ni’imata laka wal mulk laa shariika laka;”
  2. Dirigir-se a Minaa e permanecer lá até o nascer do sol do dia 09 de ZhulHijjah. No dia 08 deve rezar as orações de Zuhr, Asr, Maghrib, Isha e Fajr no dia seguinte; todas as orações no seu devido horário e abrevia as orações de quatro rakates.

Acções do segundo dia, que é o dia 09 de ZhulHijjah:

  1. Dirigir-se ao Arafah após o nascimento do sol, e lá deve rezar as orações de Zhur e Asr abreviadas, unidas e antecipadas (no horário de Zuhr); se for possível deve descer em Namirah antes de zawal;
  2. Depois das orações fica livre ocupando-se na invocação e súplicas, direccionado para o Quibla e com as mãos levantas, até o pôr-do-sol;
  3. Dirigir-se a Muzdalifah depois do pôr-do-sol, e lá deve rezar as orações de Maghrib três rakates e Isha dois rakates; pernoite no local até o aparecimento da aurora;
  4. Rezar a oração de Fajr após a aurora, e depois fica livre ocupando-se na invocação e súplicas até o céu clarear;
  5. Dirigir-se a Minaa Antes de sol nascer.

Acções do terceiro dia, que é o dia de Ide:

  1. Ao chegar a Minaa vai para o jam’ratulaqabah, deve arremessar sete pedrinhas consecutivamente, pronunciando o takbir em cada arremesso;
  2. Deve Sacrificar o animal caso tiver;
  3. Raspar o cabelo ou cortar. Com isso o peregrino estará no tahallulawwal (primeira finalização do ihram), então veste a roupa comum, use perfume e fica livre de todas restrições, excepto as relações sexuais;
  4. Deslocar-se a Meca para efectuar o tawaf al-ifadhah, que é o tawaf de Hajj, depois percorre entre Safaa e Al Marwah (saii de Hajj), em caso do peregrino que optou por Hajjtamattu’u e também para o peregrino que não optou por Hajj tamattu’u, mas que ele não tinha feito o saii junto com o tawaf al-qudum (tawaf de chegada). Com isso o peregrino estará no tahallul thaani (segunda finalização de ihram). Assim estará livre de todas as proibições de ihram, mesmo as relações sexuais;
  5. Retornar a Minaa e pernoitar lá até dia 11 de ZhulHijjah.

Acções do quarto dia, que é 11 de Zhul Hijjah:

  1. Apedrejar os três jamarates: o primeiro, o do meio e depois jam’ratulaqabah, em cada um desses sete pedrinhas consecutivamente, pronunciando o takbir em cada arremesso. Deve apedrejar depois do zawal e não é permitido antes. E tem que observar a parada para suplicar depois de apedrejar no primeiro jam’rah e o do meio (al-wassta);
  2. Pernoitar no Minaa até dia 12 de Zhul Hijjah.

Acções do quinto dia, que é 12 de Zhul Hijjah:

  1. Apedrejar nos três jamarates como fez no quarto dia;
  2. Partir de Minaa antes do pôr-do-sol em direcção a Meca, se quiser antecipar a saída, ou pernoita lá se quiser atrasar a saída.

Acções do sexto dia, que é 13 de Zhul Hijjah (Esse dia é somente para aquele que atrasou de sair de Minaa):

  1. Apedrejar os três jamarates como fez os dias anteriores;
  2. Em seguida, partir de Minaa em direcção a Meca.

E a última acção é o tawaf al-wadaa’i ao querer viajar; e Allah sabe mais.

 OITAVO CAPÍTULO: AS OBRIGAÇÕES DO HAJJ

As obrigações do Hajj dividem-se em dois tipos:

1º:Aquelas que o Hajj não é válido sem elas.    

2º:Aquelas que o Hajj é válido sem elas.

OBRIGAÇÕES DO HAJJ (SEM A SUA OBSERVAÇÃO OU O SEU CUMPRIMENTO O HAJJ NÃO É VÁLIDO- SÃO DENOMINADAS“PILARES”, E ELAS SÃO:

  1. O ihram, que é a intenção de entrada no Hajj; conforme o Mensageiro de Allah disse: “As obras são determinadas pelas intenções e cada pessoa será recompensada de acordo com as suas intenções.” Seu período é a partir da entrada do mês de Shawwal; como Allah – O Altíssimo – diz: “A Peregrinação realiza-se em meses determinados. Quem a empreender, deverá abster-se das relações sexuais, da perversidade e da polémica.” (Al Bacara:197). O primeiro desses meses é o Shawwal e o último é o final de ZhulHijjah; E os lugares específicos para intencionar o ihram são cinco:
  • Zhul Hulaifah (denominado AbiyaarAly), para os residentes de Medina;
  • AlJuhfah (bairro próximo a Raabigh) está em ruínas e intenciona-se o ihram a partir de Raabigh, para os residentes de Chaami;
  • Yalamlam (é uma montanha um local no caminho de Iêmen para Meca), para os residentes de Iemen, e é denominado Saadiyyah;
  • QarnuAl Manaazil (denominado As-Sail), para os residentes de Najd;
  • Zhatu Irq (denominado Ad-Dhariibah), para os residentes de Iraque.
  1. A paragem no Arafah; conforme Allah – O Altíssimo – diz: “Quando descerdes do monte Arafat, recordai-vos de Allah perante os Monumentos Sagrados.” (Al Bacara:198). E o dito do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele): “O Hajj é (a permanência) no Arafah, aquele que vier na noite de Jam’u (Muzdalifah) antes da aurora, terá alcançado (Arafah).” Seu período começa de zawal do dia 09 de ZhulHijjah até o aparecimento da aurora do dia 10, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) permaneceu lá depois de zawal e disse: “Quem vier na noite de Jam’u, antes de aparecimento da aurora, terá alcançado (o Arafah).”E diz-se que seu período começa a partir do aparecimento da aurora no dia 09 de ZhulHijjah. O local é toda a área de Arafah. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Permaneci aqui e toda área de Arafah é local de paragem”;
  2. O tawaf na Casa (Kaaba); como Deus, O Altíssimo diz: “E que circundem a antiga Casa”. (Al Hajj:29) E também quando o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi informado que a Safiyyah estava no período menstrual, e disse: “Ela nos impede (de avançarmos com a viagem)? Responderam: Ó mensageiro de Allah! Ela já efectuou o tawaf al-ifadhah e depois apareceu a menstruação. Finalmente ele disse: Então, ela pode partir (de Meca). O seu dito: “Ela nos impede” prova que o tawafal-ifadhah é necessário, se não fosse, não seria motivo de se sentirem impedidos, por isso quando foi informado que ela (Safiyyah) efectuou o tawaf al-ifadhah, permitiu a saída (de Meca).

Seu período é depois da paragem no Arafah e no Muzdalifah; como O Altíssimo diz: “Que logo se higienizem, que cumpram os seus votos e que circundem a antiga Casa.” (Al Hajj:29). E não se efectua a higienização e nem se cumprem os votos, excepto após a paragem no Arafah e Muzdalifah;

  1. Percorrer entre Safaa e Al Marwah; como O Altíssimo diz: “As colinas de Assafa e Al-Marwa fazem parte dos rituais de Allah.” (Al Bacara:158). E o relato de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele): “Depois o mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) nos ordenou nas vésperas de tarwiah (dia 08 de ZhulHijjah) em intencionar o ihram de Hajj, quando terminamos os rituais voltamos e efectuamos o tawaf na Casa (Kaaba) e percorremos entre Safaa e Al Marwah, assim concluímos nosso Hajj.” E o profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse a Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela): “Permite-se a ti percorrer entre Safaa e Al marwah sobre o teu Hajj e Um’rah.” E Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “Allah não complementa o Hajj de alguém ou o Um’rah sem que ele percorra entre a Safaa e Al Marwah.” Seu período é depois do tawafal-ifadhah, se percorrer entre Safaa e Al Marwah antes do tawaf não há culpa nenhuma sobre a pessoa, principalmente se for por esquecimento, ou por ignorância, pois um homem perguntou ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele): “Percorri entre Safaa e Al Marwah antes de efectuar o tawaf. Ele disse: Não há nenhuma culpa sobre si.

Em fim o Hajj não é válido sem essas quatro acções: o ihram, a paragem no Arafah, o tawaf al ifadhah e a percorrida entre Safaa e Al Marwah.

AS OBRIGAÇÕES EM QUE O HAJJ É VÁLIDO SEM ELAS, NO SENTIDO DA SHARIAH SÃO DENOMINADAS “OBRIGAÇÕES”, E ELAS SÃO:

  1. Realizar o ihram a partir do miqaat correspondente de acordo a shariah; conforme o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Os residentes de Medina intencionam a partir de ZhulHulaifah...até o final do hadith”. É uma informação com tom de ordem, como comprova a segunda versão de ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) quando foi perguntado: “A partir de onde é permitido realizar o Um’rah? Ele respondeu: O Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) obrigou aos residentes de Najd a partir de Qarn...até o final do hadith.” As duas versões constam no sahih Bukhari, através de ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele);
  2. Permanecer no Arafiah até ao pôr-do-sol no dia 09 de Zhul Hijjah, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) permaneceu lá até o pôr-do-sol e disse: “Que levem de mim (o bom exemplo) nos vossos rituais.” Porque o abandono antes do pôr-do-sol é imitação ao povo da ignorância, pois eles saiam antes do pôr-do-sol;
  3. O pernoitar no Muzdalifah na noite do Ide, ou seja do Sacrifício; como O Altíssimo diz: “Quando descerdes do monte Arafat, recordai-vos de Allah perante os Monumentos Sagrados.” (Al Bacara:198). Seu período vai até o horário da oração de Fajr; como o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse para Urwah bin Mudhriss (Que Allah esteja satisfeito com ele): “Aquele que presenciou essa nossa oração e permaneceu connosco até avançarmos (a Minaa), e antes disso tinha permanecido no Arafah, seja de noite ou de dia, teria completado o seu Hajj e cumprido a sua higienização. E é permitido aos fracos dentre as mulheres e crianças avançarem para Minaa nas últimas horas da noite, para efectuar o apedrejamento, quando se teme o tumulto na chegada das outras pessoas. Pois ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) adiantava a ida para Minaa aos fracos dentre seus familiares, alguns deles adiantavam para rezarem a oração de Fajr em Minaa e outros iam depois da oração e quando chegavam apedrejavam no jam’rah, e ele dizia: “O Mensageiro de Allah (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) deu permissão para aqueles (fracos).” A Asmaa bint Abu Bakr (Que Allah esteja satisfeito com ela) esperava até a lua desaparecer, deslocava-se para Minaa, efectuava o apedrejamento no jam’rah e depois voltava a seu alojamento para rezar a oração de Fajr, e dizia: o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) deu permissão as mulheres.” Narrados por Bukhari).

E toda área de Muzdalifah pode-se permanecer, e o dever do peregrino é certificar os limites para que não esteja fora dela.

  1. Apedrejar no jam’ratulaqabah no dia de Ide e os outros jamaraates nos outros três dias após o dia de Ide (ayyami tashriq), no seu devido horário; como Deus, O Altíssimo diz: “Recordai-vos de Allah em dias contados. Mas, quem se apressar em (deixar o local) após dois dias, não será recriminado; tão-pouco pecará aquele que se atrasar, se for temente a Allah.” (Al Bacara:203). “Os dias contados” são os três dias após o Ide (ayyami tashriq) e o apedrejamento no jamaraat faz parte de invocação a Allah – O Altíssimo.

O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Por certo, foram prescritas o tawaf na Casa, a percorrida entre Safaa e Al Marwah e o apedrejamento no jamaraat para que se invoque a Allah.”

  1. Raspar ou cortar o cabelo, no caso dos homens e cortar a parte a mínima, no caso das mulheres. O Profeta (Que a paz e bençãos de Allah esteja sobre ele) disse: “O raspar do cabelo não é para as mulheres, elas apenas devem cortar.”
  2. Pernoitar dois dias em Mina; dias 11 e 12 de Zhul Hijjah para aquele que antecipa a saída, e para aquele que vai atrasar a sair pernoita até o dia 13 de Zhul Hijjah, pois o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) pernoitou la e disse: “Que levem de mim, os vossos rituais.” O ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que Al-Abbass bin Abdul Muttalib (Que Allah esteja satisfeito com ele) pediu permissão ao Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) para que pernoitasse em Meca nas noites que devia permanecer em Minaa, isso para cuidar dos bebedouros que ele possuía para servir água aos peregrinos, e o Profeta permitiu. E noutra narração: "Foi-lhe dado a permissão.”Esse termo “permissão” é prova que há obrigação de pernoitar se não houver algum motivo.

 Aquelas são as seis coisas obrigatórias no Hajj, mas o Hajj é válido sem elas, e na opinião da maioria dos sábios ao abandona-las há obrigação de compensação (fidiah): uma ovelha, ou sete camelos, ou sete vacas sacrifica-se em Meca e distribui-se para os pobres que ali residem; e Allah sabe mais.

Quanto ao tawahal-wadaa’i é obrigatório para todos peregrinos que saem de Meca para os seus países; conforme relatou ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele): “As pessoas foram ordenadas para que seja o último compromisso delas a Casa (Kaaba), mas isso foi amenizado para a mulher no período menstrual.” E consta que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) efectuou o tawaf no Kaaba quando saiu de Meca na Peregrinação de despedida (Hijjatul wadaa’i).

 NONO CAPÍTULO: ERROS COMETIDOS POR ALGUNS PEREGRINOS

Allah – O Altíssimo – diz: “Realmente, tendes no Mensageiro de Allah, um excelente exemplo para aqueles que esperam contemplar Allah, deparar-se com o Dia do Juízo Final, e invocam Allah frequentemente.” (Al Ahzab:21). E diz também: “Crede, pois, em Allah e em Seu Mensageiro, o Profeta iletrado, que crê em Allah e nas Suas palavras; segui-o, para que vos encaminheis.” (Al Araf: 158). E diz: “Dize: Se verdadeiramente amais a Allah, segui-me; Allah vos amará e perdoará as vossas faltas, porque Allah é Indulgente, Misericordiosíssimo.” (Al Im’ran:31). E num outro capítulo diz: “Encomenda-te, pois, a Allah, porque segues a verdade elucidativa.” (An Naml:79). E diz: “E que há, fora da verdade, senão o erro? Como, então, vos afastais?” (Yunuss:32). Portanto, tudo o que contraria a orientação e a metodologia do Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) é considerado inválido, perdição e é rechaçado ao seu praticante; como o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Aquele que praticar uma acção que não está em conformidade com a nossa religião, será rechaçado." Significa: rechaçado para o praticante, não aceite.

Alguns muçulmanos (Que Allah os guie e lhes oriente) fazem coisas em muitas adorações, sem se basear no Alcorão e no Sunnah do Profeta (Que Allah esteja satisfeito com ele), principalmente no Hajj onde há muitas pessoas que dão veredictos sem sabedoria; e são apressadas a essa acção até parece que o lugar de veredictos se tornou comércio para algumas, tudo por exibicionismo; com isso alcança coisas erradas que lhe conduzirá para a perdição. A obrigação do muçulmano é de não adiantar-se a dar veredictos, excepto com sabedoria, que Allah – Exaltado seja – o concede; Pois ele está no lugar de divulgador sobre Allah – O Altíssimo. Durante os veredictos deve lembrar os dizeres dO Altíssimo sobre o Seu Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele): “E se (o Mensageiro) tivesse inventado alguns ditos, em Nosso nome, certamente o teríamos apanhado pela destra. E então, Ter-lhe-íamos cortado a aorta, E nenhum de vós poderia impedir-Nos.” (Al-Haaqat:44-47). E O Altíssimo diz: “Dize: Meu Senhor vedou as obscenidades, manifestas ou íntimas; o delito; a agressão injusta; o atribuir parceiros a Ele, porque jamais deu autoridade a que digais d'Ele o que ignorais.” (Al Araf:33).

E muitos erros provem disso – veredictos sem sabedoria – e a imitação da maioria uns aos outros sem evidência. Com a ajuda de Allah – O Altíssimo – esclareceremos o recomendável em alguns actos que acontecem erros e alerta sobre os erros. Pedimos a Allah que nos oriente para a verdade e essa beneficie aos irmãos muçulmanos; Ele é Benevolente, Generoso.

 OS ERROS NO IHRAM

Consta no sahih Muslim e Bukhari e outros, através de ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) que o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah esteja sobre ele) traçou para os residentes de Medina – Zhul Hulaifah; para os residentes de Chaami – Al Juhfah; para os residentes de Najd – QarnuAl Manaazil; para os residentes de Iemen – Yalamlam; e disse: esses (limites) são para eles (residentes) e para aqueles que vierem através deles, que não sejam residentes, querendo realizar o Hajj e Um’rah. Segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) relatou que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) traçou para os residentes de Iraque – ZhatuIrq. (Narrado por Abu Daud e An Nassai).

Também consta no sahih Bukhari e Muslim, hadith de Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) que o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Os residentes de Medina intencionam o ihram a partir de Zhul Hulaifah; os residentes de Chaami intencionam o ihram a partir de Juhfah; os residentes de Najd intencionam o ihram a partir de qarnal manazil.” Esses miiqaates que o mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) traçou são limites permanentes, herdadas pela shariah, não é permitido que alguém altere ou transgrida, ou atravessa-los sem ihram para aqueles que vão realizar o Hajj ou Um’rah, porque isso constitui transgressão aos limites de Allah. E Allah – O Altíssimo – diz: “Aqueles que os ultrapassam os limites de Allah serão iníquos.” (Al-Bacara:229). E no hadith ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele), o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Os residentes de Medina intencionam o ihram, os residentes de Chaami intencionam o ihram, os residentes de Najd intencionam o ihram”; essa informação significa ordem, por isso ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: O mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) obrigou...como foi citado anteriormente. Al-Ihlal: é elevar a voz pronunciando o talbiah, e isso não acontece excepto depois de intencionar o ihram.

O ihram a partir desses locais (miiqaates) é obrigatório para quem quer realizar o Hajj ou Um’rah, caso a pessoa atravesse ou passe próximo deles, seja via terrestre, marítima ou aérea. Se for via terrestre, deve descer quando chegar no local, ou ao aproximar caso não passe no local, e realiza o que é preciso durante o ihram, dentre o banho, uso de perfume no corpo, vestir a roupa de ihram, depois intenciona o ihram antes de partir. Se for via marítima, caso o navio atracar próximo ao miiqaat, deve-se tomar banho, usar perfume, vestir a roupa de ihram momento que está parado; depois intenciona o ihram antes do navio se deslocar. Se não atracar próximo do miiqaat, deve tomar banho, usar perfume, vestir a roupa de ihram antes de aproximar o miiqaat, depois intenciona quando aproxima-lo. Se for via aérea, toma o banho antes de embarcar no avião, usa o perfume, veste a roupa de ihram antes de aproximar o miiqaat, depois intenciona o ihram pouco antes de aproxima-lo não pode esperar até aproximar porque o avião passa mais rápido e não dá tempo, se intencior o ihram antes por precaução, não há nada de errado.

O erro que algumas pessoas cometem é de passarem por cima do miiqaat dentro do avião ou perto dele e deixam de vestir o ihram até quando desembarcarem no aeroporto de Jeddah, e ali intencionam o ihram, isso contraria a ordem do Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) e é transgressão aos limites de Allah – O Altissimo.

No sahih Bukhari, segundo Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Quando foram conquistadas essas duas cidades – Al Basrah e Al-Kuufah – vieram ter com Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) e disseram: Ó emir dos crentes! O Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) traçou para os residentes de Najd – QarnuAl Manaazil, e esse limíte é um desvio do nosso caminho, se quisermos ir pelo caminho de Qarnu será dificultuoso para nós. Ele disse: Reparem o mais próximo dele no vosso caminho. Então, o emir dos crentes, um dos khalifas piedosos tornou miiqaat para aqueles que não atravessam nele, quando o aproximam; aquele que ficar próximo enquanto está no ar (avião) é igual ao que se aproxima quando está na terra, não há nenhuma diferença.Se a pessoa cometer esse erro, e ter desembarcado em Jeddah antes de vestir o ihram, deve voltar para o miqaat que ele passou por cima enquanto estava no avião para efectuar o ihram a partir dali; caso não fizer isso e intencionar o ihram em Jeddah terá que cumprir a compensação (fidiah), na opinião da maioria dos sábios, então deve sacrificar o animal em Meca e distribuir a carne para os pobres que ali residem; não pode consumir nada dessa carne e nem oferecer ao rico, pois constitue uma penitencia.

 O TAWAF E AS PRÁCTICAS ERRADAS

Consta que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) começou efectuar o tawaf a partir do hajarulassuad (pedra preta) no ruknal-yamaani no lado leste da Casa (Kaaba), e que ele deu voltas a toda Casa atrás do hijr. Ele caminhou rápido com passos curtos (raml) apenas nas primeiras três voltas, na primeira vez que chegou a Meca; durante o tawaf ele tocava a pedra preta e beijava, tocava com suas mãos e a beijava; tocava (a pedra) com bengala que ele tinha e depois beijava a bengala enquanto estava montando sobre seu camelo. Efectuava o tawaf montando sobre o camelo e apontava o hajarulAssuad cada vez que ele passava pelo hajar. E costa que que ele tocava o ruknal-yamaani.

A divergência sobre os modos de tocar a pedra era de acordo a facilidade – E Allah sabe mais. Ele fazia aquilo que era fácil, e tudo que fez dentre tocar, beijar e apontar (a pedra) era devoção e exaltação a Allah – O Altissimo, e não uma crença que a pedra beneficia ou prejudica.

No sahih Bukhari e Muslim, segundo Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele), quando beijava a pedra dizia: “Na verdade, eu sei que tu és uma pedra, não beneficias e nem prejudicas, se eu não visse o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele) te beijando, não te beijaria.”

ERROS QUE ACONTECEM COM ALGUNS PEREGRINOS:

  1. Iniciar o tawaf antes do hajarulassuad, ou seja, entre o hajar (pedra) e o ruknal-yamaani, e isso é exagero que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) proibiu na religião; parece alguns argumentos que antecipam o jejum de Ramadan por um ou dois dias, e está confirmado a sua proibição. Alguns peregrinos dizem que antecipam o tawaf antes do hajarulassuad por precaução, porém esta justificação não é aceite. A verdadeira precaução benéfica é seguir a shariah e não antecipar aquilo que está nas mãos de Allah e seu mensageiro;
  2. Efectuar o tawaf dentro do hijr (murro) devido ao tumulto, entrar na porta do hijr pela porta oposta deixando o resto do hijr ao seu lado direito. Esse é um grande erro que leva a não validade do tawaf, porque na verdade não deu voltas no Kaaba, e sim uma parte dela;
  3. O raml (caminhar rápido com passos curtos) em todas sete voltas;
  4. Criar muito tumulto tentando alcançar a pedra pedra para beija-la, uma prática que as vezes gera contendas e insultos, levando as pessoas a luta e dizeres não adequados durante essa acção e nesse local, que é a Mesquita Sagradae por baixo da Casa de Allah; isso diminui a recompensa do tawaf e até de todo ritual; conforme Deus, O Altíssimo diz: “A peregrinação realiza-se em meses determinados. Quem a empreender, deverá abster-se das relações sexuais, da perversidade e da polémica.” (Al Bacara:197). E esse tumulto tira a concentração e faz esquecer a invocação a Allah – O Altíssimo – e são dois propósitos da existência do tawaf;
  5. Crer que a pedra é benéfica, razão pela qual alguns tocam a pedra e passam as mãos por todo corpo, ou passam no corpo dos seus filhos; tudo isso é ignorância e perdição pois, o benéfico e o prejudicial provém de Allah, o Único, como foi mencionado anteriormente no relato do emir dos crentes Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele): “Na verdade, sei que tu és uma pedra, não beneficias e nem prejudicas, se eu não visse o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) te beijando, não te beijaria.”
  6. Alguns perigrinos tocam em todos os cantos do Kabaa e talvez toda a sua parede se esfregam nele, isso é ignorância e perdição. O toque nele é adoração e enaltecimento a Allah – Exaltado seja, deve-se cumprir de segundo consta ou de acordo com Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele). O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não tocou, senão os dois cantos (al-hajarulassuad que fica no canto direito na parte leste do Kaaba e o ruknal-yamaani, na parte oeste). No musnad de Imam Ahmad, através de Mujahid, segundo ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que efectuou tawaf junto com Muawiyah (Que Allah esteja satisfeito com ele), então começou a tocar todos cantos do Kaaba. Ibn Abbass perguntou: Porque tocas esses dois cantos se o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não os tocava? Respondeu Muawiah: Nenhuma coisa desta Casa (Kaaba) pode ser abandonada. Ibn Abbass disse: Realmente, tendes no Mensageiro de Deus um excelente exemplo. Muawiyah disse: Falaste a verdade.

 O TAWAF E OS DIZERES ERRADOS

Consta através do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) que ele pronunciava o takbir cada vez que chegava no hajarulassuad (pedra preta). E entre ruknal-yamaani e hajarulassuad o Profeta recitava: “rabbana atina fi duniya hassanatan wa fil akhirat hassanatan waqina azhaban naar.” (Ó nosso Senhor! Nos conceda o melhor nesta vida e o melhor na Derradeira Vida e nos proteja do castigo do Inferno). O Profeta disse: “Foi prescrito o tawaf no Kaaba, a percorrida entre Safaa e Al Marwah e o apedrejamento no jamaraat para que se invoque a Allah.”

O erro que algumas pessoas cometem nisso é especificar uma súplica por cada volta sem suplicar outras a não ser as mesmas; quando eles terminam uma volta antes de terminar a súplica, interrompem mesmo faltando uma palavra, para que prossigam com outra súplica na volta seguinte; e quando concluem a súplica antes de completarem a volta, ficam em silêncio.

Não existe nenhuma narração do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) sobre a recitação duma súplica específica em cada volta do tawaf. O sheikh Al Islam ibn Taimiyah – Que Allah seja misericordioso com ele – disse: Não existe súplica específica vinda do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), nem pela sua ordem, nem a que ele recitou, nem pelo que ensinou, e sim deve suplicar de acordo com as súplicas da shariah. O que a maioria das pessoas menciona sobre súplicas específicas no Kaaba não tem nenhuma evidência. Por isso a pessoa pode suplicar o que quer de bem na Vida Mundana e na Derradeira Vida, invocar a Allah – O Altíssimo – com qualquer uma das invocações aceites dentre o tasbih (subhanallah) ou tahmiid (al hamdu lillah) ou tahliil (la ilaha illallah) ou takbir (Allahu Akbar) ou leitura de Alcorão.

Dentre os erros que algumas pessoas cometem é levar essas súplicas escritas, sem saber o seu significado; talvez tem erros da impressora ou fotocopia invertendo o significado da cabeça para baixo, tornando a súplica que seria para um grupo, ser contra si mesma, suplicando contra si mesmos sem perceber; e já ouvimos sobre essas súplicas o suficiente de criar espanto. Se o povo suplicasse ao Seu Senhor daquilo que quer e conhece, seria melhor e mais benéfico; e seria dentre os que mais apoiam e seguem o Sunnat do Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos Allah estejam sobre ele).

Efectuar o tawaf atrás de um guia enquanto ensina as súplicas em voz alta e o grupo imita com única voz elevando as vozes é também um dos erros que as pessoas cometem ao se unirem em grupo com aquele guia (condutor), assim acontece a desordem, atrapalham outras pessoas, pois não saberão o que estão falando, tira a concentração e incomoda os servos de Allah nesse local pacífico. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) já exortou pessoas enquanto elas rezavam e elevavam a voz na recitação, disse: “Todos vocês estão invocando vosso Senhor, não elevem a voz uns aos outros na recitação de Alcorão.” (Narrado por Malik) no livro “Al Muwatta”. Ibn Abdul Barri disse: é hadith verdadeiro.

Que excelente se este guia chegasse aos grupos no Kaaba e dissesse: façam assim, digam isso, supliquem aquilo que gostam, e caminhar com eles dando voltas para que nenhum cometa erro, efectuar o tawaf concentrado e com tranquilidade, suplicando a Allah com temor e persistência, humildade e secretamente do que deseja e daquilo que conhecem seu significado, e deixando as pessoas seguras.

 OS DOIS RAKATES DEPOIS DO TAWAF E OS ERROS NELE COMETIDOS

Consta que quando o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) terminou de efectuar o tawaf foi ao maqaamiIbrahim (santuário de Abrão) e recitou: “wattakhazhuu min maqaami ibrahima mussalla” (Tomai o maqaam de Abrão por lugar de adoração). Al Bacara: 125. Rezou dois rakates no espaço entre o maqaam e o Kaaba; no primeiro rakat recitou surat Al-Fátiha e Al-Kafirun (capitulo n˚ 109), no segundo rakat recitou suratAl-Fátiha e Ikhlaass (capitulo n˚ 112).

O erro que algumas pessoas cometem é de pensarem que os dois rakates devem ser rezados próximo ao maqaam, assim acabam criando tumulto, incomodam as pessoas que estão fazendo o tawaf na temporada (de Hajj) e impedem o caminho aos que circundam o Kaaba; este é um pensamento errado, pois os dois rakates após o tawaf são permitidos rezar em qualquer lugar da mesquita, é possível rezar no espaço que o maqaam fica no meio entre a pessoa e o Kaaba, mesmo ficando longe dele, pode rezar no pátio ou nos corredores da mesquita e se livrar de incômodos, não incomodará e nem sera incomodado, assim efectua a oração humilde e com reverência.

Que excelente seria se os responsáveis da Mesquita Sagrada proibissem aqueles que atrapalham as pessoas a efectuarem o tawaf quando rezam próximo ao maqaam e explicassem que não é condição rezar os dois rakates naquele espaço depois do tawaf.

Dentre os erros daqueles que rezam atrás do maqaam é de rezarem muitos rakates sem nenhuma razão, sabendo que as pessoas que terminam o tawaf necessitam do mesmo espaço.

Dentre os erros de algumas pessoas cometem quando terminam de rezar os dois rakates, ficam de pé com o guia delas e começam a suplicar em voz alta e atrapalham os outros que estão rezando atrás do maqaam e transgredindo a elas. Allah - O Altíssimo – diz: “Invocai o vosso Senhor humilde e secretamente. Por certo, Ele não ama os agressores.” (Al Araf:55).

A SUBIDA ÀS COLINAS DE SAFAA E AL-MARWAH, A SÚPLICA FEITA NESTES LOCAIS E A PERCORRIDA ENTRE AS DUAS MARCAS (VERDES) E OS ERROS NELES COMETIDOS

Consta que quando o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) aproximou-se do Safaa recitou: “Inna Safaa wal Marwata min sha’airillah” (Por certo, As-Safaa e Al-Marwah estão entre os lugares sagrados de Allah). Al Bacar: 158. Depois subiu até ver o Kaaba, direcionou-se ao Quibla, levantou as mãos e começou louvar a Allah e a suplicar o que ele queria, disse “La ilaha illa Allah” (Não há divindade senão Allah); pronunciou o takbir e disse: “La ilaha illa Allah wahdahu laa shariika lahu, lahul mulk wa lahul hamdu, wa hua alaa kulli shai’in qadiir;la ilaha wahdahu, anjaza wa’dahu, wa nasra abdahu wa hazamal ahzaab wahdahu.” (Não há divindade real senão Allah, O Único que não possui parceiro. Sua é a soberania e para Ele são os louvores. Ele tem o poder sobre todas as coisas, não há divindade digna de ser adorada senão Allah. O Único, Allah cumpriu Sua promessa, deu vitória a Seu servo e derrotousozinho as tribos). Depois suplicou entre isto e repetia três vezes. Seguidamente desceu caminhando e quando colocou seus pés na zona entre as duas marcas verdes (recentemente) acelerou o ritmo até atravessar, depois caminhou até chegar a Marwah, e finalmente lá fez o mesmo que fez no Safaa.

O erro que algumas pessoas cometem no saii é que quando sobem no Safaa e Al Marwah direciona-se ao Kaaba, pronunciam três takbirates levantando as mãos e acenando como fazem durante a oração (salat), depois descem; e isso é contrário do que veio através do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele). Portanto, devem fazer como veio a recomendação se for possível para eles, ou devem abandonar e não inovar um acto que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não fez.

Dentre os erros que as pessoas cometem é de percorrer todo Safaa e Al-Marwah acelerando o ritmo, isso é contrário ao sunnah, pois acelera-se o ritmo apenas entre as duas marcas verdes e caminha no restante da área. E muitas vezes acontece isso por ignorância da pessoa ou o gosto de muitas pessoas apressarem-se em terminar o saii; e Allah é O Auxiliador.

E dentre os erros é que algumas mulheres aceleram o ritmo entre as duas marcas verdes, caminham rapidamente como os homens fazem, e a mulher não pode fazer isso, apenas deve caminhar normalmente; conforme ibn Umar (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Não há raml para as mulheres em volta do Kabba e nem entre Safaa e Marwah.” Dentre os erros é que algumas pessoas recitam o dizer de Allah – O Altissimo – “Inna Safaa e Al-Marwah min sha’airillah” toda vez que chegar no Safaa e no Marwah; enquanto que o recomendável é recitar quando está no Safaa apenas na primeira volta. Dentre os erros das pessoas é especificar uma súplica por cada volta, e isso não tem nenhuma evidência.

 A PARAGEM NO ARAFAH E OS ERROS NELE COMETIDOS

Consta que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) no dia de Arafah permaneceu em Namirah até na hora do zawal, depois montou seu camelo e desceu no vale Uranah, rezou as orações de Zuhr e Asr dois rakates a cada uma delas, unidas e antecipadas (no horário de Zuhr), com único azhan e dois iqamates. Depois montou seu camelo até chegar no local onde parou e disse: “Parei aqui e todo Arafah é local de paragem.” Permaneceu lá direcionado ao Quibla e com as mãos levantadas invocando e suplicando a Allah até ao pôr-do-sol após sumir o disco solar, então avançou para Muzdalifah.

 E DENTRE OS ERROS QUE ALGUNS PEREGRINOS COMETEM:

  1. É deles descerem fora do limite do Arafah e permanecem em seus alojamentos até ao por-do-sol, depois partem para Muzdalifah sem ter parado no Arafah, e esse é um grande erro que leva a perca do Hajj, pois a paragem no Arafah é um pilar e o Hajj não é válido sem ele. No entanto, aquele que não permanecer no Arafah no horário determinado não terá Hajj. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “O Hajj é Arafah, aquele que vier na noite de Jam’u (Muzdalifah) antes do aparecimento da aurora, teria alcançado (o Arafah).” O motivo desse erro grave é que as pessoas enganam-se uns aos outros, alguns alojam-se um lugar antes de chegar (a zona de permanencia do Arafah) e nem visualizam as sinalizações, e acabam perdendo o Hajj deles e enganam os demais (que imitado-lhes nessa prática).

Que excelente seria se os responsáveis sobre o Hajj anunciassem para as pessoas através dum meio, que a informação chegasse a todos, numerosos anúncios, e que aconselhessem aos guias dos peregrinos para exortar os peregrinos acerca disso, para que as pessoas estejam cientes do que fazem e realizem o Hajj deles duma maneira que se livra da responsabilidade.

  1. Eles saem de Arafah antes do pôr-do-sol, e isso é proibido, pois contraria a recomendação do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), que permaneceu até o sol se pôr e desaparecer o disco solar. E saída de Arafah antes do pôr-do-sol é uma acção dos povos na época da ignorância.
  2. Eles se direcionam ao monte Arafah durante as súplicas, mesmo que o Quibla esteja atrás deles ou no lado direito ou esquerdo deles, e esta prática contraria a recomendação do Profeta, pois é sunnah direcionar-se ao Quibla segundo o que profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) fez.

 O APEDREJAMENTO NO JAMARAAT E OS ERROS NELE COMETIDOS

Consta que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) realizou o apedrejamento com sete pedrinhas no jam’ratulaqabah, que é o mais distante, situado no lado de Meca, no horário de Ad-Duha no dia do sacrifício (dia de Ide), pronunciando o takbri por cada pedrinha; tem que ser igual a pedras de arremesso ou pouco maior que grão-de-bico.

No sunan An Nassai, no hadith Fadhl bin Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que estava na companhia do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) saindo de Muzdalifh para Minaa – então o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam dobre ele) desceu em Muhssir e disse: “apanhem as pedrinhas de arremesso para apedrejar no jam’rah”. Ele narra: E o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) indicava com a sua mão como a pessoa arremessa.

E no musnad Imam Ahmad, segundo ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: Yahya não sabe se é Auf Abdullah ou Al-Fadhl que disse: que o mensageiro de Allah (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) me disse na manhã do apedrejamento no aqabah enquanto estava montado no seu camelo: “apanhe as pedrinhas para mim”. Eu apanhei as pedrinhas para ele que eram para arremessar, ele colocou nas suas mãos e disse duas vezes: “Igual a essas”. Disse com a sua mão; E Yahya sinalizou que ele (o Profeta) levantou (as mãos mostrando as pedrinhas) e disse: “Tenham cuidado com o exagero (transgredindo os límites e sem modrerar-se), pois desapareceram povos antes de vós por causa de exagero na religião.” Segundo Ummu Sulaiman ibn Amr bin Al- Ahwass (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: “Vi o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) apedrejando o jam’ratulaqabah dentro do vale no dia de Ide, e ele dizia: Ó gente! Não briguem uns aos outros, ao lançarem as pedrinhas, lancem iguais as pedrinhas de arremesso.” Narrado por Ahmad. E no sahih Bukhari, segundo ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) relata que efectuava o apedrejamento no jam’rah com sete pedrinhas, pronunciando o takbir por cada pedrinha, depois adiantava até encontrar uma facilidade para parar e direcionar-se ao Quibla permanecendo longo tempo fazendo súplicas com as mãos levantadas; depois apedrejava o do meio (al wusta), posicionava-se a esquerda até encontrar facilidade de parar e direcionar-se ao Quibla, permanecia longo tempo suplicando com as mãos levantadas; depois apedrejava no jam’ratulaqabah dentro do vale, e não permanecia lá, depois saia e dizia: assim vi o Mensageiro de Allah (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) fazendo.

Ahmad e Abu Daud narraram, segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) relatou que o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Foi prescrito o tawaf à Casa (Kaaba) e as voltas entre a Safaa e Al-Marwah e o apedrejamento no jamaraat para que se invoque a Allah.”

 OS ERROS QUE ALGUNS PEREGRINOS COMETEM SÃO:

  1. Crer que as pedrinhas devem ser apanhadas no Muzdalifah, e se cansam apanhando de noite para levar durante os dias que estarão em Minaa, até que um deles quando perde uma pedra fica muito triste e pede ao companheiro para doar com generosidade as pedras de Muzdalifah. Já se sabe que isso não tem nenhuma evidência vinda do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele). E o Profeta ordenou ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) a apanhar as pedrinhas para ele enquanto estava parado no seu camelo, e é claro que ele estava parado diante do jamaraat. Nada consta dele que parou depois da sua partida de Muzdalifah, pois esse é um tempo necessário para ele, não poderia ordenar apanha-las antes por não haver nenhuma importância nisso e pela dificuldade ao carrega-las;
  2. Crer que ao apedrejar o jamaraat estão apedrejando o satanás, com isso denominam o jamaraat de satanás e dizem que apedrejamos o satanás maior ou o pequeno, ou apedrejamos o pai dos satanases, se referindo ao jam’ratulkubraa ou jam’ratulaqabah, e outros nomes que não merecem nesses locais sagrados. E também lançam as pedrinhas com força e violência, gritando, insultando e vaiando os satanases segundo a alegação deles, até vimos alguns subindo o pilar (do jamaraat) agredindo e batendo com chinelos e pedras enormes com raiva e emoção, a pedra atinge as pessoas e aumenta a raiva e a violência na agressão e pessoas rindo a gargalhadas como se a cena fosse cena de comédia. Vimos isso antes da construção das pontes e de levantarem os monumentos (paredes) do jamaraat; e tudo isso provém da crença de que os peregrinos estão apedrejando satanás, o que não tem uma evidência confiável; e já se sabe pelo que mencionou-se anteriormente o propósito da prescrição do apedrejamento no jamaraat, que é a invocação a Allah – Exaltado seja, por isso o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) pronunciava o takbir por cada pedra que arremessava;
  3. Apedrejar o jamaraat com pedra grande, com sapatos (chinelos), com khifaf (botas), com madeiras; isso é um grande erro, contraria o que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) ordenou a sua nação através da sua prática, pois o Profeta apedrejou com pedrinhas e ordenou a sua nação a apedrejar com pedrinhas como ele fez; e advertiu-lhes sobre o exagero na religião. O motivo desse grande erro é o que mencionou-se anteriormente sobre a crença de que estão apedrejando satanás (shaitan);
  4. Deslocar-se para o jamaraat com violência e força, sem humildade, tranqulidade pela causa de Allah – O Altíssimo, não ter misericórdia com os servos de Allah; Esses actos incomodam aos outros muçulmanos e pode prejudica-los; os insultos e as contendas transformam essa adoração e esse local em cena de insultos e lutas e põe em caua o proposito da sua prescrição e aquilo que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi.

No Musnad segundo Qudaamah bin Abdullah bin Amaar, disse: “Vi o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) no dia do sacrifício (dia de Ide) apedrejando jam’ratulaqabah montado sobre um camelo avermelhado, sem agressão, nem expulsão e nem dizia afasta-te ”. (Narrado por Tirmizi).

  1. Abandonar a permanência para suplicar depois de apedrejar no primeiro e segundo jamaraat nos três dias após o Ide (ayyami tashriq); já se sabe que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), após apedrejar direcionava-se ao Quibla e permanecia longo tempo suplicando com as mãos levantadas. O motivo das pessoas abandonarem essa permanência é a ignorância sobre o sunnah ou por causa da maioria gostar de apressar para terminar a adoração.

Que excelente seria se o peregrino soubesse as regras do Hajj antes de realiza-lo, para que adorasse a Allah – O Altíssimo – com clarividência e alcançar o exemplo do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele). Se a pessoa deseja viajar para um pais, na opinião dela pergunta o caminho até chegar a essa indicação; imagina aquele que quer seguir o caminho para chegar a Allah – O Altíssimo, para o Seu Paraiso; não valeria a pena perguntar sobre esse caminho para alcançar o propósito!

  1. Arremessar todas as pedras duma só vez; esse é um erro grave, pois os sábios afirmam que se lançar duma só vez mais que uma pedra, conta-se como se lança-se uma única pedra. Portanto, a obrigação é lançar uma por uma pedra como o Profeta fez (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele).
  2. Acrescentar súplicas que não constam do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) durante o apedrejamento. Exemplo o dizer deles: “Allahumma ij’aliha ridhan lirahman, wa gadhban lishaitan.” (Ó Allah! Faça agradar ao Misericordioso e faça zangar o satanás); as vezes dizem isso e esquecem pronunciar o takbir que consta do Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele). A prioridade é limitar-se daquilo que consta do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) sem acrescentar e nem diminuir.
  3. Negligenciar o apedrejamento no jamaraat pessoalmente e nomear alguém para efectua-lo, sendo que são capazes e querem evitar o tumulto e as dificuldades da acção; isso contraria o que Allah – O Altissimo – ordenou sobre completar o Hajj, pois O Glorificado Seja diz: “E completai o Hajj e o Um’rah por Allah.” (Al Bacara:196). No entanto, aquele que é capaz de apedrejar deve experimentar pessoalmente e pacientar sobre as dificuldades e o cansaço, pois o Hajj é um tipo de jihad (esforço pela causa de Allah), tem que ter custo e dificuldades. Então, que o peregrino tema a Seu Senhor e que complete o seu ritual como Allah – o Altíssimo – o ordenou de acordo a sua condição.

 TAWAF AL-WADAA’I (TAWAF DE DESPEDIDA) E OS ERROS NELE COMETIDOS

Consta no sahih Bukhari e Muslim, segundo ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “As pessoas foram ordenadas para que o último compromisso delas seja na Casa (kaaba), mas foi amenizado para a mulher no período menstrual.” E nas palavras de Muslim segundo ibn Abbass disse: As pessoas saiam de Meca por todo o lado, então o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Nenhum pode ir embora até que o seu último compromisso seja na Casa (kaaba).” E narrou Abu Daud com os dizeres: “Até que o seu último compromisso seja o tawaf na Casa (kaaba).” E no sahih Bukhari e Muslim, segundo Ummu Salamah (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse:“Queixei-me ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) o que eu sentia e ele disse: efectue o tawaf montada (no camelo) atrás das pessoas, então dei as voltas enquanto o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) rezava ao lado do Kaaba recitando: ‘Wattur. Wakitabun masstuur’ (surat nr.52).” E na narração de An Nassai, segundo Ummu Salamah, disse: “Ó Mensageiro de Allah, juro em nome de Allah, não efectuei o tawaf de saída (despedida). Ele disse: “Se for feito o iqamat efectue o tawaf montada atrás das pessoas.”

No sahih Bukhari, segundo Anass bin Malik (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) rezou as orações de Zuhr, Asr, Maghrib e Isha, depois repousou um pouco e montou (no camelo) para efectuar o tawaf na Casa. E no sahih Bukhari e Muslim, segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que a Safiyyah (Que Allah esteja satisfeito com ela) menstruou após o tawafal-ifadhah e o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele) disse: “Ela nos impede (de seguirmos com a viagem)? Disseram: Ela realizou o tawafal-ifadhah. Ele disse: Então, ela pode partir (connosco) E segundo Yahya bin Saiid relatou que Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) mandou voltar o homem que tinha passado de Dhahran sem ter efectuado o tawafal-wadaa’i, ele voltou e efectuou.

 OS ERROS QUE ALGUMAS PESSOAS COMETEM AQUI:

  1. A chegada deles a Minaa no dia de partida antes de apedrejarem o jamarat. Então, efectuam o tawaf al wadaa’i depois voltam a Minaa para efectuar o apedrejamento e de lá viajam de volta para seus países; isso não é permitido porque contraria a ordem do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) que diz o último compromisso do peregrino deve ser na Casa (Kaaba), então aquele que ir apedrejar depois de tawaf al wadaa’i tornou último compromisso no jamaraat e não na Casa, e também o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não efectuou o tawaf al wadaa’i, excepto ao sair de Meca após ter completado todos os rituais de Hajj, e ele disse: “ Levem de mim (o bom exemplo) nos vossos rituais.” E o dito do Umar bin Al Khattab (Que Allah esteja satisfeito com ele) é claro ao afirmar que o tawaf na Casa (Kaaba) é o último ritual, por isso aquele que realizar o tawaf al wadaa’i depois for apedrejar (no jamaraat), o seu tawaf não é válido por não acontecer no seu devido tempo, deve repetir o tawaf depois do apedrejamento, se não repetir classifica-se como aquele que abandonou;
  2. A permanência das pessoas em Meca depois do tawaf al wadaa’i, assim não é considerado último compromisso na Casa (Kaaba), o que contraria a ordem do Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) e esclareceu para que sua nação praticasse, pois ele ordenou que o último compromisso do peregrino seja no Kaaba, e ele não realizou o tawaf al wadaa’i, excepto ao sair de Meca, assim fizeram os companheiros do Profeta; mas foi permitido para os sábios a permanência depois de tawafal wadaa’i por necessidade clara, como se fizessem iqamat para oração depois de ter efectuado o tawaf al wadaa’i e esperou para rezar ou a presença de janaza e realizou a oração fúnebre ou necessidades relactivas a viagem, como compra de mercadorias, espera dum companheiro e outras. Aquele que permanecer em Meca depois do tawaf al wadaa’i sem uma razão aceitável deve repetir o tawaf.
  3. Sair da mesquita de costas depois do tawaf al wadaa’i alegando que estão reverenciando o Kaaba, isso contraria o sunnah e é inovação que o Mensageiro de Allah (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) chamou atenção sobre a sua prática, dizendo: “Toda inovação é perdição.” Inovação (bidah) tudo o que é inventado dentro da crença, ou adoração, contrariando do que foi na época do mensageiro de Allah e seus sucessores piedosos. Será que o pensamento desse que sai de costas da mesquita alegando reverencia ao Kaaba é de ser tão reverente que o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), ou pensa que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele) não sabia que aquilo era reverencia ao Kaaba, nem ele e nem seus sucessores piedosos?!
  4. Virar para o Kaaba quando estão na porta da mesquita após terminar o tawaf al wadaa’i e a súplica delas ali como se despedissem do Kaaba; isso faz parte de inovação, pois não consta do Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) e nem de seus sucessores piedosos (Khulafa rashidiin). Tudo aquilo que o proposito é devoção a Allah – O Altíssimo - e não consta na shariah, é inválido e rejeitado para o autor; conforme o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Aquele que introduzir na religião aquilo que não faz parte dela, será rejeitado.” Rejeitado para o autor do acto.

A obrigação daquele que crê em Allah e no Seu Mensageiro durante as suas adorações é de ser seguidor daquilo que o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele) trouxe para que alcance o amor de Allah e o Seu perdão; como Deus, O Altíssimo diz: “Dize: Se verdadeiramente amais a Allah, segui-me; Allah vos amará e perdoará as vossas faltas, porque Allah é Indulgente, Misericordiosíssimo”. (Al Im’ran:31). E seguir o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) deve ser nas suas práticas, bem como nos aspectos que ele não praticou. Caso haja uma acção na sua época e que o Mensageiro não fez é uma evidência segundo a sunnah e a shariah que deve se evitar fazer, e não é permitido inovar na religião de Allah – O Altíssimo, mesmo que a pessoa goste e seja sua paixão. Allah- o Altíssimo – diz: “E se a verdade seguisse suas paixões, os céus e a terra e quem neles existe haver-se-iam corrompido. Ao contrário, chegamo-lhes com sua mensagem.” (Al Muminun:71). E o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Nenhum de vós é verdadeiramente crente até que seja sua paixão, aquilo que eu trouxe.”

Pedimos a Allah que nos guie a sua senda recta, e não nos desvie nossos corações após nos haveres guiado, e que nos conceda amisericórdia d’Ele. Por certo, Ele é Dadivoso.

 DÉCIMO CAPÍTULO: SOBRE VISITA A MESQUITA DO PROFETA

Visitar a mesquita do Profeta é uma das coisas permitidas e recomendáveis, é a segunda dentre as três mesquitas que pode se viajar para ela a fim de efectuar oração ou adoração. No sahih Bukhari e Muslim, segundo Abu Huraira (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah esteja sobre ele) disse: “Não se prepara uma viagem, excepto para três mesquitas: a Mesquita Sagrada (em Meca), a minha mesquita e a mesquita de Al-Aqsa.” E segundo Abu Huraira (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “A oração nessa minha mesquita é melhor que mil orações em relação as outras (mesquitas), excepto a Mesquita Sagrada (Meca).” (Narrado por al jama’ah). Acrescentou o Imam Ahmad no hadith de Abdullah bin Zubair: “E a oração na Mesquita Sagrada é melhor que cem orações nessa.” Segundo Maimunah, esposa do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: Eu ouvi o mensageiro de Allah (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) dizendo: “A oração na mesquita do Mensageiro de Allah é melhor que mil orações em relação a outras mesquitas, excepto a mesquita do Kaaba.” (Narrado por Muslim).

Através de Abu Huraira (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Entre a minha casa e o púlpito (mimbar) há um jardim dentre os jardins do Paraiso, e o púlpito está sobre o meu local preferido (hauz).” (Narrado por Bukhari).

Recomenda-se ao peregrino e outros a visitar a mesquita do Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) e rezar lá antes de Hajj ou depois; essa visita não é uma das condições do Hajj, nem pilar e nem uma das obrigações e nem tem relação com o Hajj.

Quando entra na mesquita adianta o pé direito e diz: “Bismillah wa salatu wa salamu alaa rassulullah; allahumma ighfirli zhunuubi wa aftahli abuaba rahmatika; auzhu billahi al azhiim wa biwajihihil kariim wa bisultaanihil qadiim mina shaitaan rajiim.” (Em nome de Allah, que as bênçãos a paz estejam sobre o Mensageiro de Allah; Ó Allah, perdoa-me os meus pecados e abre-me as portas de Tua misericórdia; Protejo-me em Allah, o Poderosíssimo, em Sua Nobre Face, em Sua Autoridade Eterna contra o Satanás Malvado). Depois reza dois rakates tahiyyatul masjid (saudação da mesquita), conforme o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Se um de vós entrar na mesquita não pode sentar-se até observar dois rakates.” (Bukhari e Muslim). E no sahih Bukhari e Muslim, no hadith Kaab bin Malik (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O mensageiro de Allah (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) continuava viajando e quando chegasse de viagem começava passar pela mesquita e rezava dois rakates.” Segundo Jabir (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “Estava com o Mensageiro de Allah (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) na viagem e quando chegamos a Medina disse: entre e reze dois rakates.” (Narrado por Bukhari).

É preciso procurar efectuar as orações no raudhah se for possível, por causa das suas virtudes; e se não for possível, pode rezar em qualquer lado da mesquita, isso não é para as orações em congregação; quanto as orações em congregação deve procurar rezar na primeira fileira depois do imam porque é a melhor, pois o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “A melhor fileira dos homens é a primeira.” E disse: “Se as pessoas soubessem a magnitude da recompensa de realizar o azhan (chamamento da oração) e postarem-se na primeira fileira, fariam o possível para garantir esse lugar se fosse necessário.” (Bukhari e Muslim).

 VISITA AO TÚMULO DO PROFETA E DOS SEUS DOIS COMPANHEIROS

Depois de rezar na mesquita do Profeta pela primeira vez, Allah queira que reze, vai saudar ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e seus dois companheiros Abu Bakr e Umar (Que Allah esteja satisfeito com eles).

1º - Deve parar em frente do túmulo do Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) direcionado ao túmulo e de costas ao Quibla e diz: “Assalam alaika ayyuhan nabi warahmatullah wabarakatuh.” (Que a paz, misericórdia e bênçãos de Allah estejam sobre tu ó Profeta). Se acrescentar algo adequado não há culpa nenhuma sobre ele; por exemplo dizer: “Assalam alaika ya khalilillah wa amiinihi alaa wahyih; wakhairatihi min khalqihi, ash hadu annaka qad ballaghta rissalah, wa addaital amaanah, wanassahtal ummah, wa jaahadta fillah haqqa jihadihi.” (Que a paz esteja contigo ó querido de Allah, o confiável sobre a Sua revelação, o melhor dentre Suas criaturas, testemunho que expandiste a mensagem, cumpriste a promessa, exortaste a nação e lutaste verdadeiramente pela causa de Allah). Se limitar-se com os primeiros dizeres sera melhor. Quando ibn Umar (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) saudava dizia: “Assalam alaika ya Rassulallah, assalam alaika ya Aba Bakr, assalam alaika ya abati.” (Que a paz esteja contigo ó mensageiro de Allah, que a paz esteja contigo ó Abu Bakr, que a paz esteja contigo ó meu pai). Depois ia embora.

2º - Dá um passo a direita e fica de frente ao túmulo de Abu Bakr (Que Allah esteja satisfeito com ele) e diz: “Assalam alaika ya Aba Bakr, assalam alaika yah khalifata rassulullah fii ummatihi, radhiyallah an’ka wa jazaka na ummat Muhammad khairan.” (Que a paz esteja contigo ó Abu Bakr, que a paz esteja contigo ó sucessor do mensageiro de Allah na sua nação, que Allah esteja satisfeito contigo e que te recompense o bem sobre a nação do Muhammad).

3º - Depois dá um passo a direita para estar diante do túmulo de Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) e diz: “Assalam alaika ya Umar, assalam alaika ya amir al muminun, radhiyallah an’ka wa jazaka na ummat Muhammad khairan.” (Que a paz esteja contigo ó Umar, que a paz esteja contigo ó emir dos crentes, que Allah esteja satisfeito contigo e que te recompense o bem sobre a nação do Muhammad).

E que a saudação ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e seus companheiros seja com educação e em voz baixa, pois elevar a voz nas mesquitas é proibido, em especial na mesquita do Mensageiro de Allah (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) diante do seu puro túmulo. No sahih Bukhari segundo Saa’ib bin Yazid disse: “Eu estava parado ou dormindo na mesquita e me tocou um homem, olhei para ele e era Umar bin Al Khattab, que Deus esteja satisfeito com ele, e disse: Vai e me traga esses dois (homens). Eu Trouxe os dois para ele e perguntou: Quem são vocês? Ou de onde vocês são? Aqueles homens responderam: Somos residentes de Taif. De seguida Omar disse: Se fossem residentes daqui vos faria doer com chibatadas, por elevarem vossas vozes na mesquita do Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele).”

Não é necessário permanecer longo tempo e suplicar diante do túmulo do Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e de seus companheiros, pois Malik detestou e disse que é inovação e que os salafis não o fizeram, nada concertará essa nação senão aquilo que foi concertado no seu inicio. O sheikh Al Islam ibn Taimiyyah – Que Allah seja misericordioso com ele – disse: “O Malik detestou que os residentes de Medina fossem para o túmulo do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) cada vez que entrassem na mesquita, pois os salafis não faziam isso, mas vinham a mesquita e rezavam atrás de Abu Bakr, Umar, Uthman e Aly (Que Allah esteja satisfeito com eles) e na oração diziam: “Assalam alaika ayyuhan nabi wa rahmatullah wa barakatuh”; depois quando a oração terminava sentavam-se ou saiam e não iam ao túmulo para dar saudação por saberem que pedir a paz e bênçãos ao Profeta dentro da oração é mais completo e melhor. Ele diz: os seus companheiros eram os melhores seguidores, era a nação que mais conhecia o sunnah, a nação mais obediente da sua ordem; eu disse os mais fortes na reverência ao amor a Allah; quando entrassem na sua mesquita nenhum deles ia para o seu túmulo, nem dentro do compartimento e nem fora dela, e na época deles entrava-se no compartimento através duma porta até quando se construiu outra parede, e mesmo assim que na outrora havia a facilidade de chegar ao seu túmulo, não iam para lá, nem para saudação, nem para pedir bênçãos para ele, nem para suplicar por eles mesmos, nem para perguntar sobre um hadith ou conhecimento.

Nenhum dos companheiros do Profeta (Que Allah esteja satisfeito com eles) chegou ao seu túmulo para perguntar sobre aquilo que se divergiram, bem como não se deixaram cair nas tentações do Satanás que diz peçam que ele traga para vós a chuva, nem pedir ajuda para vós, nem em pedir perdão como faziam quando ele estava vivo pedindo para que ele suplica-se a Allah, pedindo chuva ou ajuda para eles. E o companheiro do Profeta, quando quisesse suplicar para si mesmo, direcionava-se ao Quibla, suplicava na mesquita do Mensageiro, como faziam quando ele estava em vida; não intencionavam suplicar diante do compartimento do túmulo e nenhum deles entrava onde estava o túmulo. Ele diz: os salafis chegavam de viagem para se encontrar com os sucessores piedosos (khulafa rashidin) e outros propósitos, rezavam na mesquita do Mensageiro de Deus, o saudavam durante as orações, ao entrarem na mesquita e ao saírem, e não iam até o túmulo, pois é algo que não foram ordenados. Mas ibn Umar quando chegava de viagem ia ao túmulo e saudava ao Profeta e a seus dois companheiros; também essa prática pode não ser apenas de ibn Uma, mas o que sabe-se é que a maioria dos companheiros do Profeta não tinha esse hábito como do ibn Umar (Que Allah esteja satisfeito com eles).

Não pode esfregar-se com a parede do compartimento, nem beija-lo porque se fizer isso por devoção a Allah, ou reverência ao Mensageiro de Allah, (Que a paz e bênçãos esteja com ele) é considerado inovação e toda inovação leva a perdição. O ibn Abbass (Que Allah esteja satisfeito com ele) detestou o acto de Muawiyah (Que Allah esteja satisfeito com ele) ao tocar os dois cantos do Kaaba (da parte do Chaami e da parte oeste), pois são permitidos os dois outros cantos (rukn al yamaani e hajarul assuad). Portanto, tocar a parede do compartimento não é reverenciar e nem amar ao Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), porque essa parede não foi construída senão depois da sua época por séculos. O amor e reverência ao Profeta é segui-lo aparentemente e secretamente sem inovar na sua religião daquilo que ele não permitiu. Allah – O Altíssimo – diz: “Dize: Se amais a Allah, segui-me, Allah vos amará.” (Al Im’ran:31). E se o acto de tocar e beijar a parede do compartimento for por emoção ou futilidade, é desrespeito e perdição sem benefício algum, e há prejuízo e engano aos ignorantes.

Não pode pedir ao Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), que traga benefícios ou afastar os prejuízos, pois isso faz parte de shirk (idolatria); Allah – O Altissimo – diz: “E o vosso Senhor disse: Invocai-Me, que vos atenderei! Em verdade, aqueles que se ensoberbecerem diante da Minha adoração entrarão humilhados, no inferno.” (Ghafir:60). E O Altíssimo diz: “Sabei que as mesquitas são de Allah; não invoqueis com Allah, a ninguém.” (Al jinn:18). Allah ordenou ao Seu Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) para que dissesse a sua nação que ele não possuía poder de beneficiar ou prejudicar a si mesmo; Deus, O Altíssimo diz: “Dize: Não possuo para mim mesmo, nem benefício nem prejuízo, excepto o que Allah quer.” (Al Araf:188). Se ele não possui isso para ele mesmo, não é possível que possua para outra pessoa; Allah ordenou que ele dissesse a sua nação que não possuía igualmente (benefício nem prejuízo) para eles; Deus, O Altíssimo diz: “Dize: Por certo, não possuo para vós, prejuízo nem retidão.” (Al Jinn:21). Segundo Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) disse: Quando revelou-se o versículo: “E admoesta teus familiares, mais próximos.” (Achuara:214); o Mensageiro de Allah levantou-se e disse: “Ó Fatimah bint Muhammad, ó Safiyyah bint Abdul Muttalib, ó tribo de Abdul Muttalib, não possuo nada de Allah para vós, pedem-me o que quiserem dos meus bens.” (Narrado por Muslim).

Não pode pedir ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) que suplique para ele ou que peça perdão para ele, pois isso interrompeu-se com a sua morte; conforme consta através dele (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele): “Quando o filho de Ádam morre interrompem-se as suas acções.” E segundo o que depreende-se do dito dO Altíssimo: “E se eles, quando foram injustos com si mesmos, chegassem a ti e implorassem perdão a Allah, e se o mensageiro implorasse perdão para eles, haveriam encontrado a Allah Remissório, Misericordiador.” (An Nissa:64), refere quando ele estava vivo, não existe prova sobre pedir perdão ao Mensageiro de Allah depois da sua morte. Trata-se do povo na época do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e não para aqueles que vieram depois dele. Isso é que é preciso ao visitar o túmulo do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e dos seus dois companheiros e a saudação sobre eles.

É recomendável visitar o cemitério de Baqui’i, saudar aqueles que ali estão dentre os companheiros do Profeta e taabi’inas; exemplo Uthman bin Affan (Que Allah esteja satisfeito com ele), que deve parar diante do seu túmulo e sauda-lo dizendo: “Assalam alaika ya Uthman bin Affan, assalam alaika ya amir al muminun, radhyallah an’ka, wa jazaka an ummat Muhammad khairan.” (Que a paz esteja contigo ó Uthman bin Affan, que a paz esteja contigo ó emir dos crentes, que Allah esteja satisfeito contigo, e que Allah te recompense o bem pela nação do Muhammad).

Ao entrar no cemitério deve recitar o que o Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) ensinou a sua nação; como consta no sahih Muslim, segundo Buraidah (Que Allah esteja satisfeito com ele) relatou que o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) os ensinava quando saíssem para o cemitério e que cada um deles dizia: “Assalam alaikum ahli diyaar minal muminin wal musliminm wa inna insha Allah bikum lalaahikun, nas’alullah lana wa lakum al afiyah.” (Que a paz esteja convosco ó habitantes dos túmulos aqueles dentre os crentes e muçulmanos. Por certo, assim que Allah queira, nós lhes seguiremos, nós imploramos a Allah por nosso e vosso bem estar). E também Aisha (Que Allah esteja satisfeito com ela) relata que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele) saia nas últimas horas da noite para o cemitério de Baqi’i e dizia: “Assalam alaikum daar qaumu muminin, wa ataakum maa tuuadun gadan mu’ajjilun, wa innaa insha Allah bikum laahikum, allahumma aghfir li’ahl baqi’i al garqad.” (Que a paz esteja convosco, casa do povo crente, chegou-vos o que foram prometidos amanhã no tempo determinado. Por certo, assim que Allah queira, nós lhe seguiremos. Ó Allah! Perdoe os habitantes do Baqi’ialgarqad).

Se quiser sair para Uhud visitar os mártires, saudá-los e suplicar para eles, para relembrar o que aconteceu naquela batalha dentre o julgamento e os segredos, será muito bom.

É recomendável também sair para visitar a mesquita de Quba, e rezar lá. Deus, O Altíssimo diz: “Em verdade uma mesquita fundada sobre a piedade, desde o primeiro dia, é mais digna de que nela te detenhas.” (Taubah:108). No sahih Bukhari, segundo Abdullah bin Umar (Que Allah esteja satisfeito com ele) disse: “O Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) ia a mesquita de Quba todos os sábados caminhando ou montado (no camelo), e ibn Umar fazia o mesmo. Noutra narração: E rezava dois rakates lá.

An Nassai narrou através de Sahl bin Hanif (Que Allah esteja satisfeito com ele) que o Profeta (Que a paz e bençãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Aquele que sair até chegar nesta mesquita – mesquita de Quba – e ter rezado lá, é como se tivesse realizado o Um’rah.”

Quando o perigrino sair de volta para seu país e ter chegado lá diz: “Aayibuun taa’ibuun aabiduun lirabbina haamiduun”. (Voltando arrependidos adoradores e louvando ao Nosso Senhor). Para que traga aquilo que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele).

O peregrino tem que louvar a Allah que facilitou a realizar o Hajj, a visitar a cidade de Medina, tem que agradecer a Ele, e ser firme nas Suas ordens, praticando o que Allah ordenou, bem como o que Seu Mensageiro ordenou, abandonando o que Allah proibiu, bem como o que Seu Mensageiro proibiu, para que sejam servos tementes a Allah, e Seus aliados confiáveis “Ora, por certo, os aliados a Allah, por eles nada haverá que temer e eles não se entristecerão. Os que creem e são piedosos. Tem as alvissaras na vida Terrena e na Derradeira Vida; não alteração nas palavras de Allah. Esse é o magnífico triunfo.” (Yunus:62-64).

E os louvores pertencem a Allah, e que a paz de Allah esteja sobre o nosso Profeta Muhammad e todos seus familiares e companheiros.

 PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE ALGUMAS QUESTÕES DO HAJJ

Perg.1 – A mulher menstruou e não efectuou tawaf al-ifadhah, mora fora da Arábia Saudita, chegou a hora dela viajar e não pode atrasar e é impossível ela voltar para a Arábia Saudita outra vez, qual é a sentença?

Resp.1 – Se o ocorrido for como foi mencionado, a mulher não efectuou tawaf al-ifadhah e menstruou, havendo razões de não permanecer em Meca, ou em não retornar caso viaje antes de efectuar o tawaf, nessa situação ela deve usar um dos dois métodos: Tomar comprimidos/injeção que impede a saída do sangue e depois realiza o tawaf ou deve colocar absorvente que impede o fluxo de sangue na mesquita, e efectua o tawaf por necessidade; esse dito que mencionamos é a ideia mais judiciosa e é a ponto de vista do Sheikh Al Islam ibn Taimiyah. O contrário desses, pode seguir uma das duas coisas: permanecer no estado de ihram o que impediria as relações sexuais com o marido, ou considera-se impossibilitada (muhssirah), sacrifica um animal e finaliza o estado de ihram. Nessas situações não é considerada uma evidência para ela, pois os dois aspectos são difíceis para ela, primeira coisa: que é permanecer no estado de ihram, a segunda coisa: que inibe o Hajj dela. No entanto, a ideia mais judiciosa é aquela que o Sheikh Al Islam ibn Taimiyah – Que Allah seja misericordioso com ele – optou por ela, por haver necessidade. Allah – O Altíssimo – diz: “E não vos fez constrangimento algum, na religião. (Al Hajj:78). E diz: “Allah vos deseja a facilidade e não vos deseja a dificuldade.” (Al Bacara:185). Mas quando a mulher tiver possibilidades de viajar e retornar quando estiver purificada, não há nada de errado ao viajar. Quando terminar o período menstrual e se purificar, retorna para efectuar o tawaf de Hajj. Nesse período não é permitido manter relações sexuais com o marido porque ainda não finalizou o estado de ihram (tahallulthani).

Perg.2 – Um perigrino de fora da Arábia Saudita não sabe sobre as circunstâncias de viagem, o regulamento das passagens e vôos. Ele perguntou no seu país se podia fazer reserva para as quatro da tarde do dia 13 de Zhul Hijjah de 1405, disseram que era possível e fez a reserva para esse horário. Depois permaneceu em Mina na noite do dia 13; será que é permitido efectuar o apedrejamento de manhã e depois seguir com a viagem, sabendo que se ele atrasar até após o zawal perderá a viagem e provocará muitos problemas e desobediência ao chefe?

Resp.2 – Não é permitido que ele efectue o apedrejamento antes do zawal, mas nessa situação é possível abulir para ele o apedrejamento por necessidade, e dissemos para ele que deves realizar a compensação que consiste em sacrificar um animal em Minaa ou em Meca, ou deves nomear alguém para que sacrifique em teu nome. A carne é distribuída para os pobres, então efectuas o tawaf al-wadaa’i e segues com a viagem. E sobre o teu dizer: se a resposta for não é permitido, não existe uma opinião que permite o apedrejamento antes do zawal? A resposta: Existe sim uma opinião que permite efectuar o apedrejamento antes do zawal, mas não é verdadeiro; e o certo é que o apedrejamento antes do zawal não é permitido, isso porque o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Levem de mim, os vossos rituais.” E o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não realizou o apedrejamento senão após o zawal. Se a pessoa dizer que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) apedrejou após o zawal por simples prática, e isso não indica como sendo uma obrigação; e isso de ser simples prática é porque o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não ordenou que o apedrejamento seja após o zawal e nem proibiu que seja antes do zawal. Quanto a opinião de que a prática não quer dizer obrigação, sim não quer dizer obrigação porque a obrigação não ocorre excepto por uma ordem de practicar ou por proibição de abandonar. Mas dissemos que nessa práctica o contexto indica que é uma obrigação, e a evidência disso é o facto do Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) atrasar o apedrejamento até após o horário de zawal, pois se o apedrejamento fosse permitido antes do zawal, o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) por ser mais fácil para os servos. E o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não era dado a possibilidade de escolha entre dois aspectos, a não ser que escolhia o mais fácil, desde que não fosse pecado. Então, o facto de ele não ter escolhido o mais fácil nesse caso, que é o apedrejamento antes do zawal, isso indica que é pecado. A segunda evidência que indica que essa práctica é uma obrigação, o facto do Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) apedrejar de imediato após o zawal antes de rezar a oração de Zuhr, parece que prestava atenção ao zawal com paciência para que fosse apedrejar no início, por isso atrasou a oração de Zuhr sendo que o melhor é observa-la no primeiro horário, tudo isso para que apedrejasse logo após o zawal.

Perg.3 Um homem ouviu que é permitido efectuar o saii (percorrer entre Safaa e Al Marwah) antes do tawaf, então efectuou o saii depois efectuou o tawaf nos dias 12 ou 13 de Zhul Hijjah, e foi dito que isso é somente para o dia de Ide, qual é o procedimento?

Resp.3 – O certo é que não há diferença entre o dia de Ide e outros dias, pois permite-se adiantar o saii antes do tawaf no Hajj mesmo sendo depois do dia de Ide, conforme generaliza o hadith; quando um homem disse ao Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele): “Percorri entre Safaa e AlMarwah antes de efectuar o tawaf. Ele disse: Não há nada de errado”. Se o hadith cita de forma geral, então não há diferença entre ser no dia de Ide ou depois.

Perg.4 – Se uma pessoa que efectua o tawaf e deve efectuar o saii (percorrer entre Safaa e AlMarwah), retirou-se sem efectuar o saii, e foi informado após cinco dias que deve efectuar o saii. Será que permite-se efectuar somente o saii sem antes efectuar o tawaf?

Resp.4 – Se a pessoa efectuar o tawaf crendo que não deverá efectuar o saii e depois de alguns dias ser informado que deve efectuá-lo, então retorna para efectuar somente o saii e não há necessidade de repetir o tawaf, isso porque não é condição realiza-los seguidamente (al- muwaalaat) entre o tawaf e o saii, mesmo que pessoa deixa-se isso propositalmente, ou seja, atrasasse o saii sobre o tawaf de propósito, não haveria nada de errado, mas o melhor é que o saii seja após o tawaf.

Perg.5 – O peregrino que intencionou o Hajjtamattu’u, após efectuar o tawaf e saii (percorrer entre Safaa e AlMarwah) vestiu a sua roupa comum, não cortou e nem raspou o cabelo. Perguntou depois do Hajj e foi informado que errou, o que pode fazer se o Hajj passou depois do período do Um’rah?

Resp.5 – Esse homem considera-se que abandonou uma das obrigações do Um’rah, que é o corte de cabelo; na opinião dos sábios deve sacrificar um animal por compensação (fidiah) em Meca e distribuir para os pobres nativos e ele permanece com seu tamattu’u.

Perg.6 – Qual é a classificação de raspar ou cortar o cabelo acerca do Um’rah?

Resp.6 – Raspar ou cortar o cabelo acerca do Um’rah é obrigatório, pois quando o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah esteja sobre ele) foi para Meca na Peregrinação de despedida (hijjatulwadaa’i), efectuou o tawaf e percorreu entre Safaa e Al Marwah, ordenou a todos que não possuíam animal para sacrifício para que cortassem o cabelo, depois finalizassem o estado de ihram (tahallul), e essa ordem indica a obrigatoriedade; e também indica a obrigatoriedade quando o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) os ordenou a rasparem o cabelo quando forem cercados na batalha de Hudaibiyah, e ele ficou zangado quando negligenciaram isso. E quanto ao que é melhor, se é cortar ou raspar o cabelo? O melhor é raspar, excepto para aquele que intecionou o Hajjtamattu’u e chegou atrasado em Meca, o melhor para ele é cortar o cabelo para que cresça e raspe após o Hajj.

Perg.7 – O peregrino apedrejou o jam’ratul aqabah no lado leste e as pedras não caíram no anel. O que pode fazer se ele está no decimo terceiro dia de ZhulHijjah? Será que deve apedrejar nos três dias após o Ide (ayyami tashriiq)?

Resp.7 – Não é preciso repetir o apedrejamento em todos jamaraates, deve repetir apenas onde ele errou, para dizer que esse deve apedrejar somente no jam’ratulaqabah seguindo os passos certos, não é permitido o apedrejamento que ele efectuou pelo lado leste, pois nessa situação a pedra não cai no anel que é o local do apedrejamento. Se ele arremessasse as pedrinhas a partir da ponte, da direção leste seria permitido porque as pedrinhas caem no anel.

Perg.8 – Quando termina a realização do apedrejamento no jam’ratulaqabah? E quando termina a sua reposição?

Resp.8 – O apedrejamento no jam’ratulaqabah no dia de Ide termina com aparecimento da aurora no dia 11 de ZhulHijjah. Começa nas últimas horas da noite do sacrifício para os fracos e outros que não conseguem o túmulto das pessoas. E o apedrejamento nos três dias após o Ide (ayyami tashriiq) é igual aos dois jamaraates, o apedrejamento começa a partir do zawal e termina com aparecimento da aurora do dia seguinte excepto quando é último dia (13 de ZhulHijjah) não se pode apedrejar de noite, que considera-se noite do dia 14, pois os dias de attashriiq terminam com o pôr-do-sol. Apedrejar ao longo do dia é melhor, só que nesse horário pela existência de muitos peregrinos e a brutalidade deles, o não se importar uns com os outros, se a pessoa temer sobre si a morte ou danos ou graves problemas pode apedrejar de noite e não há nada de errado, bem como se apedrejar a noite sem temer nada disso, não há nada de errado. Mas o melhor é levar em conta a precaução nessa questão, em não apedrejar a noite excepto quando houver necessidade. E quanto a reposição, ela termina quando aparece a aurora no dia seguinte, caso não tenha apedrejado.

Perg.9 – Se uma das sete pedrinhas ou duas pedrinhas arremessadas não alcançar um jamaraat e passaram um ou dois dias, será que deve retornar para arremessar essa pedrinha ou as duas pedrinhas? Se deve voltar, será que repete o apedrejamento nos jamaraates seguintes?

Resp.9 – Se restarem uma ou duas pedrinhas para um dos jamaraates, na opinião dos sábios (fuqaha’a) dizem se restar a última pedra, apenas deve completar a que faltou; se não for do último jamaraat deve completar o que faltou e apedrejar aquele que segue. O certo para mim, deve completar o que faltou e não precisa repetir o apedrejamento os que vem em seguida, pois a sequência é abolida por causa da ignorância ou esquecimento, e esse homem já apedrejou no segundo jamaraat e não crê que alguma coisa faltou antes, ele está entre a ignorância e esquecimento, nesse caso dissemos para ele que as pedras que faltaram deves apedrejar e não há obrigação de apedrejar os que vem em seguida. E antes de terminar a resposta gostaria de chamar atenção que o lugar de apedrejamento é onde acumulam-se as pedrinhas (anel), o pilar erguido não é uma evidência, se arremessar no anel e as pedrinhas não atingirem a parte do pilar, seu arremesso está de forma correcta. E Allah sabe mais.

Perg.10 – Se o peregrino sair de Minaa antes do pôr-do-sol no dia 12 de ZhulHijjah com a intenção da saída antecipada, sendo que ele tem um trabalho em Minaa e retornará após o pôr-do-sol, será que é considerado dentre aqueles que saem antecipadamente?

Resp.10 – Sim, considera-se dentre os que saem antecipadamente porque ele já concluiu o Hajj, e a intenção do seu retorno a Minaa para seu trabalho não impede a saída antecipada (ta’ajjul) pois, ele intencionou seu retorno pelo trabalho atribuído a ele e não o ritual (de Hajj).

Perg.11 – Aquele que intencionar o ihram de Hajj a partir de miiqaat depois percorreu até perto de Meca e o posto de fiscalização o proibiu de entrar por não possuir o cartão de Hajj, qual é o procedimento?

Resp.11 – O procedimento nessa situação dele é de ser impossibilitado (muhssir) quando foi impedido de entrar, então deve sacrificar um animal por essa impossibilidade e sai do estado de ihram. Se esse Hajj for obrigatório (primeiro para ele) deve realizar depois como sendo primeiro e não como reposição; se não for obrigatório, não há nada de errado, segundo a ideia mais judiciosa, pois o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) não ordenou aqueles que foram cercados na batalha de Hudaibiyah a reporem aquele Um’rah que foram impedidos, e não há no livro de Allah (Alcorão) e no sunnah do Mensageiro de Allah (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) obrigação de repor a quem foi impedido (de realizar hajj ou umrah). O Altíssimo diz: “E se fordes impedidos de fazê-lo impender-vos-a o que vos for acessível das oferendas.” (Al Bacara:196); não citou nada senão isso. E Um’rah de reposição, foi denominado assim porque o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) teve pacto com os coraixitas e não essa reposição de retratar o que perdeu. E Allah sabe mais.

Perg.12 – Se a pessoa que não pertence a nenhum miqaat entrar em Meca com a sua roupa comum enganando o país que não está para realizar o Hajj, depois intenciona o ihram a partir de Meca mesmo, será que é permitido o seu Hajj e o que deve fazer?

Resp.12 – Quanto ao seu Hajj é valido e o acto é ilícito. Ilícito em dois sentidos: Um deles é transgredir os limites de Allah – Glorificado e Exaltado seja – abandonando o ihram a partir de miqaat. O segundo é contrariar os líderes que fomos ordenados a obedece-los, desde que não desobedeçamos a Allah. Por isso, deve pedir taubah (voltar-se arrependido a Allah) e perdão a Allah do que ocorreu, também terá que realizar a compensação (fidiah) que consiste em sacrificar um animal em Meca e distribuir para os pobres por ter abandonado de intencionar o ihram a partir de miqaat; de acordo com a opinião dos sábios sobre a obrigação da compensação para aquele que deixa uma das obrigações do Hajj, ou Um’rah.

Perg.13 – Ouvi que o peregrino que intencionou o Hajj tamattu’u quando volta para o seu país, abule o seu tamattu’u, será que é permitido intencionar o Hajj ifrad e não haverá expiação (damu) sobre ele?

Resp.13 – Sim, se a pessoa que intencionou o tamattu’u ao voltar ao seu país, depois estabelecer outra viagem para o Hajj a partir do seu país, é considerado mufrid (peregrino que intenciona o Hajj ifrad), isso porque houve uma interrupção entre o Um’rah e Hajj por ter voltado para seu sua família. O facto dele ter estabelecido uma viagem, então trata-se de uma nova viagem para o Hajj, então esse Hajj dele torna ifrad, ele não terá obrigação de sacrificar o animal, mas se fizer isso para enganar a fim de ter a abolição (da expiação), então não terá nesse caso,porque precaução obrigatória não requer sua abolição, bem como a precaução sobre a pessoa no estado de ihram não requer a sua finalização do estado de ihram.

Perg.14 - Quando o muçulmano chega a Meca antes dos meses de Hajj com a intenção de Hajj, depois realizou o Um’rah e permaneceu até o período de Hajj e realizou o Hajj, será que esse Hajj é considerado tamattu’u ou ifrad?

Resp.14 – O seu Hajj considera-se ifrad, pois o tamattu’u é intencionar ihram de Um’rah nos meses de Hajj, finaliza o estado de ihram, depois intenciona o ihram de Hajj no mesmo ano. Então, aquele que intenciona o ihram de Um’rah antes dos meses de Hajj e permanece em Meca até realizar o Hajj, ele será mufrid (pessoa que intenciona o hajj ifrad), excepto se intencionar o Hajj qiran, intencionar o ihram de Hajj e Um’rah juntos e se torna qaarinan (pessoa que intenciona o hajjqiran). Especifica-se o tamattu’u para aquele que intenciona o ihram de Um’rah nos meses de Hajj porque quando entram esses meses o ihram de Hajj é mais exclusivo que o ihram de Um’rah, Allah tornou ligeiro para os servos e permitiu para eles, e gostou ao colocar o Um’rah para que usufruam até os dias de Hajj.

Perg.15 – Uma comitiva saiu de Arafah após o por-do-sol, perdeu o rumo e dirigiu-se a Meca, depois a polícia mandou voltar para Muzdalifah, quando se aproximou de muzdalifah pararam e rezaram as orações de Maghrib e Isha às 01 hora de madrugada, depois entraram em Muzdalifah e fez-se o azhan de Fajr, rezaram e saíram. Será que tem algo errado nisso ou não?

Resp.15 – Para esses nada tem de errado porque alcançaram a oração de Fajr no Muzdalifah quando entraram no horário do azhan do Fajr e rezaram lá com a escuridão; consta que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) disse: “Aquele que presenciar essa nossa oração e permanecer conosco até avançarmos (a Minaa), e antes disso tiver permanecido no Arafah de noite ou de dia, já completou o seu Hajj e que cumpra a sua purificação.” Mas esses erraram quando atrasaram a oração até depois da meia-noite porque o horário da oração de Isha vai até a meia-noite, como consta no sahih Muslim, hadith de Abdullah bin Amr bin Al Aass segundo o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele), não é permitido atrasa-la acima da meia-noite.

Perg.16 – É sabido que raspar o cabelo é uma das proibições de ihram, então como é permitido começar por raspa-lo no tahallul do dia de Ide, porque os sábios dizem que o tahallul consiste em fazer duas coisas dentre as três, e mencionam dentre elas: raspar o cabelo, nesse caso o peregrino é permitido começar a raspa-lo?

Resp.16 – Sim, é permitido começar por raspar o cabelo porque isso é diante a finalização do ritual, e não está no estado de ihram, e é um ritual permitido e se é permitido, então a sua prática não é considerada pecado e nem inclue-se dentre as proibições. Consta que o Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi questionado sobre o raspar o cabelo antes de sacrificar o animal e antes de apedrejar, disse: “Não há nada de errado sobre isso”.O facto de algo ser permitido ou proibido aprende-se através da shariah. Não vês acerca da prostração para além de Allah, era idolatria (shirk), mas quando Allah ordenou aos anjos para que prostrassem para Adão (Ádam) - Que a paz esteja sobre ele -, a prostração deles era obediência. Depois não vês acerca de matar alguém, principalmente as crianças, era um dos grandes pecados, mas quando Allah – O Altíssimo – ordenou ao Seu Profeta Abrão (Ibrahim) – Que a paz esteja sobre ele – para que matasse o seu filho Ismael, era uma obediência onde Abrão atingiu uma grande categoria. Mas Allah - O – Altíssimo – pela sua misericórdia atenuou para ele e para o seu filho; disse: “E quando ambos se resignaram e o fez tombar, com a fronte na terra, livramo-lo. E chamamo-lo: Ó Abrão! Com efeito confirmaste o sonho. Por certo, assim recompensamos os benfeitores. Por certo, essa é a evidente prova. E resgatamo-lo com imolado magnífico.” (Safaat:103-107).

Perg.17 – Quando é que termina o período de sacrificar os animais sobre o Hajjtamattu’u? E será que existem divergências e opiniões acerca da limitação do período?

Resp.17 – O período de sacrificar os animais sobre o Hajjtamattu’u termina após o pôr-do-sol do dia 13 de ZhulHijjah, e começa após a oração de Ide no dia de Ide depois de nascer o sol e atingir a altura de uma lança. E quanto a existência de divergências? Sim, existem divergências sobre seu início e seu término. Mas a ideia mais judiciosa é aquela que mencionamos. E Allah sabe mais.

Perg.18 – Qual é o procedimento para aquele que permaneceu em Minaa até as 12 horas da noite, depois foi a Meca e não voltou até o aparecimento da aurora?

Resp.18 – Se as 12 horas da noite é meia-noite no Mina, não há problema em sair de lá após essa hora, embora o melhor é permanecer em Minaa noite e dia. E se as 12 horas da noite for antes da meia-noite, não pode retirar-se de lá, porque a condição de pernoitar em Minaa é permanecer maior parte da noite, de acordo com os ditos dos nossos sábios – Que Allah – O Altíssimo - seja misericordioso com eles.

Perg.19 – Diz-se que não é permitido apedrejar com uma pedra que já foi arremessada (usada), isso constitue verdade? E qual é a prova disso?

Resp.19 – Isso não é verdade, porque os que dizem que não se pode apedrejar com pedra arremessada provaram com três razões: Disseram que a pedra usada no arremesso é como a água usada na purificação obrigatória, e essa água é pura, mas não é purificadora; e que a pedra usada assemelha-se ao escravo quando libertado, não é possível liberta-lo pela segunda vez, seja por expiação (kaffar) ou outro propósito e também dizem que se permitirmos que se faça o uso da pedra já usada, a consequência disso é de todos peregrinos passarem a usar a mesma pedra, que este usa esta pedra, e voltas a apanha-la e arremessar de novo até completares as sete vezes, de seguida vem uma outra pessoa e usa a mesma pedra por varias vezes até completar sete vezes, e estas são as razões para os que proibem apoiam-se nelas, e quem for a analisar cuidadosamente, verá que são razões fracas. Ora vejamos A primeira razão: Dissemos sobre a não existencia da regra na origem, e que a água usada na purificação obrigatória é pura e não purificadora porque não há evidência sobre isso, e não é possível mudar a água sobre a sua propriedade natural, que é a pureza excepto com evidência. Por isso a água usada na purificação obrigatória é pura e purificadora, quando perde a regra natural avaliada sobre ela, perde a regra ramificada. A segunda razão: eles fazem analogia da pedra usada no arremesso ao escravo libertado, e esta é uma analogia com disparidade, pois o escravo quando é libertado torna-se uma pessoa livre e não continua como escravo, que por essa razão não se liberta pela segunda vez, por ser um homem livre, diferentemente da pedra que ao ser usada no arremesso ainda continua como uma pedra, mesmo depois do arremesso, e é sobejamente sabido que aquele homem que era escravo e teve a liberdade, se tornar-se escravo pela segunda vez por uma razão plausível na Sharia, pode ser libertado pela segunda vez; terceira razão: e que esse dito fará com que os peregrinos usem no apedrejamento uma única pedra, e digo caso seja possível, que seja, mas não é possível, e ninguém optará por esta enquanto existirem pedrinhas espalhadas por ai. E a conclusão deste debate é que se cair de ti ó peregrino uma pedrinha, ou mais que uma pedrinha ao pé do jamarat, então leve outro que estiver ai por perto e faça o apedrejamento com ela, mesmo que venha-te na consciencia que seja uma pedrinha já usada ou não usada.

Perg.20 – Se o peregrino ou o mu’utamir (pessoa que vai realizar o Um’rah) cortou um lado do seu cabelo, depois saiu do estado de ihram (tahallul) sem cortar o cabelo em todos lados da cabeça, qual é o procedimento?

Resp.20 – Se for no Hajj e já tenha efectuado o tawaf e o apedrejamento, o procedimento é permanecer com sua roupa comum e completar a remoção ou o corte do cabelo. Se for no Um’rah deve tirar a roupa, vestir o ihram e depois raspa ou corta o cabelo completamente, em toda cabeça enquanto está vestido de ihram.

Perg.21 – Sera que é permitido o peregrino adiante o saii de Hajj antes do tawaf al-ifadhah?

Resp.21 – Se o peregrino for mufrid ou qaarin, é permitido adiantar o saii antes do tawafal-ifadhah, realiza após o tawaf al-qudum, como fez O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) e seus companheiros que possuíam animais para sacrifício. E se o peregrino for mutamattu’u, terá que efectuar duas vezes o saii: o primeiro quando chega a Meca que é de Um’rah. O segundo no Hajj. O melhor é efectua-lo após o tawafal ifadhah, pois o saii vem depois do tawaf. Se adiantar o saii não há nada de errado, de acordo a ideia mais judiciosa. O Profeta (Que a paz e bênçãos de Allah estejam sobre ele) foi questionado: Percorri entre Safaa e Al Marwah antes de efectuar o tawaf. Ele disse: Não há nada de errado. No dia de Ide o peregrino cumpre cinco rituais em ordem: apedrejamento no jam’ratulaqabah, sacrifício de animais, raspar ou cortar o cabelo, o tawaf na Casa (Kaaba) e percorrer entre Safaa e AlMarwah (saii), excepto se o peregrino for qaarin ou mufrid, efectua o saii após o tawaf al-qudum (tawaf de chegada) e não repete o saii. E o melhor é seguir a sequência que citamos, se adiantar alguns aspectos em relação aos outros principalmente por necessidade, não há nada de errado, e isso pela misericórdia e facilidade de Allah – O Altíssimo; e os louvores são para Allah, o Senhor dos mundos.