O Islam e a Espada

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 O Islam e a Espada Em nome de DEUS, o Clemente, o Misericordioso

Louvado seja DEUS, o Senhor do Universo. Presto testemunho de que não há outra divindade além de DEUS, Único, sem parceiros, e presto testemunho de que Mohammad é Seu servo e Mensageiro. Que DEUS abençoe e conceda paz ao nosso Profeta, aos seus familiares e seus companheiros. Amém.

O Islam é uma religião mundial, constituindo no selo das mensagens divinas. O Rassulullah (S) foi enviado por DEUS para aperfeiçoar a religião e corroborar as Mensagens anteriores, a judaica e a cristã. DEUS, exaltado seja, disse: “E não te enviamos, senão como misericórdia para a humanidade” (21:107). E disse: “E não te enviamos, senão como universal (Mensageiro), alvissareiro e admoestador para os humanos.” (34:28). O Islam veio para orientar a humanidade na adoração somente a DEUS, Único, sem parceiro, o Criador, que nos criou para adorá-Lo.

O Islam está vinculado à paz. Um dos belos atributos de DEUS é Pacífico. Nós nos aproximamos de DEUS com as nossas orações com esse atributo. Se a paz é a mais importante coisa nesta vida, a paz na Outra Vida é tudo. Por isso, DEUS, exaltado seja, denominou o Paraíso com o “Local da Paz” e tornou a saudação dos habitantes do Paraíso: Paz! “Aí a sua mútua saudação será: Paz!” (10:10)

 Então, porque algumas pessoas acusam o Islam de ter se expandido por meio da espada?

É uma acusação infundada. O Islam é a religião que não obrigou ninguém a dotá-la. O ingresso das pessoas no Islam tem como causa a força de seu convencimento, vitalidade e veracidade. DEUS, exaltado seja, diz: “Não há imposição quanto à religião.” (2:256). E disse: “Convoca (os humanos) à senda do teu Senhor com sabedoria e uma bela exortação; dialoga com eles de maneira benevolente.” (16:125). E disse: “Pergunta aos adeptos do Livro e aos iletrados: Tornar-vos-eis muçulmanos? Se se tornarem, encaminhar-se-ão; se negarem, sabe que a ti só compete a proclamação da Mensagem. E DEUS é observador dos Seus servos.” (3:20).

Portanto, a religião do Islam e seus seguidores não impuseram a ninguém segui-lo, não obrigaram nenhuma nação de adotar o Islam, e isso é testemunhado pelos escritores ocidentais. O Lord Headley, em suas memórias “Rowland Allanson –Winn” diz: Mohammad nunca tentou obrigar ninguém a adotar o Islam.”

O historiador francês Gustave Le Bon, em seu livro “A Civilização Árabe”, diz: “A força não foi utilizada para a divulgação do Alcorão. Os árabes deixaram aos derrotados a liberdade religiosa. Na verdade, os povos não conheceram conquistador mais piedoso e tolerante que o árabe. Nunca houve uma religião mais tolerante do que a religião deles. A história confirmou que as religiões não podem ser impostas pela força. O Islam não se expandiu, então, pela espada, mas apenas pela divulgação e propagação. Povos conquistadores que derrotaram os árabes adotaram o Islam, como os turcos e os mongóis.” (A Civilização Árabe, págs. 128 e 129).

O Tradutor do Alcorão, George Sale, diz: “Aquele que afirma que o Islam expandiu apenas com a força da espada está redundamente errado, pois muitas localidades adotaram o Islam sem que qualquer presença das forças muçulmanas nelas.” (Introdução da Tradução inglesa do Alcorão Sagrado, publicada em 1736 E.C.)

O Islam participou de guerras de defesa contra vários povos, como o romano e o persa. O Profeta (S) começou o diálogo com eles de melhor forma, enviando-lhes mensageiro para orientá-los para a luz do Islam, sem imposição. Porém, esses povos combateram os muçulmanos. O dever destes era enfrentar a agressão. Certamente, enfrentar o mal e os agressores é um dever em todas as religiões. É o que foi dito por Jesus (AS) no final de sua vida, quando descobriu a trama dos judeus contra ele. Ele disse: “Mas agora, aquele que tiver bolsa, tome-a, como também o alforje; e, quem não tem espada, venda o seu vestido e compre-a.” (Lucas, 22:36). A maldade precisa ser enfrentada com a força. A conversa e o diálogo apenas não são suficientes.

 O Filósofo americano, Will Durant, disse que o número de anos de guerra da humanidade é de 3421 anos e o número dos anos de paz é de 268 anos. Isso comprova que quando o mal aumenta deve ser enfrentado.”

Os muçulmanos quando ingressaram em muitos países não obrigaram ninguém a adotar o Islam, deixando a todos a liberdade religiosa, protegendo igrejas e sinagogas. Os cristãos, na época de Decledianus, sofreram perseguições, assassinatos, a tal ponto que foi denominada de época dos mártires. Isso, sem contar com os pesados impostos sobre o povo egípcio. Quando o Islam chegou, trouxe com ele a justiça, impondo apenas a jizia (taxa de proteção) para aquele que conseguia empunhar armas, não obrigando o cristão defender a religião que ele não adota. Algumas fontes cristãs do Egito disseram que 30% dos Coptas do Egito pagavam esse imposto.

Podemos imaginar como os povos que agrediram os muçulmanos se converteram ao Islam quando perceberam a sua tolerância, a exemplo dos tártaros e dos cruzados. Quem analisa a vida do Rassulullah (S) descobre que a primeira batalha travada pelos muçulmanos foi 15 anos depois do início da revelação, a batalha de Badr, em defesa da divulgação e dos muçulmanos. Em todas as batalhas que o Rassulullah (S) participou foram mortos 756 pessoas de ambos os lados, 317 muçulmanos e 439 inimigos. O Rassulullah (S) não matou sequer um só inimigo. Algumas narrativas revelam que ele matou um só inimigo.

Pelo que vimos fica claro que as alegações que acusam o Islam de ter-se expandido por intermédio da espada são infundadas. Na próxima semana vamos falar da ética que o Islam estabeleceu a respeito do combate ao inimigo.

Peço a DEUS que oriente a todos nós para todo o bem.

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